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Setor Público Brasileiro

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Academic year: 2021

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RS

FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO, CONTABILIDADE E ECONOMIA SINDICATO DAS EMPRESAS DE SERVIÇOS CONTÁBEIS DO RS

Parceria FACE/PUCRS e SESCON-RS

Relatório 25

Evolução das Receitas das Três Esferas do

Setor Público Brasileiro

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1) Receitas da União

Após a queda das receitas da União de 2008 para 2009 devido à crise mundial, nos quatro anos posteriores houve crescimento da arrecadação, com o atingimento de R$ 1.024,46 bilhões em 2013 (a preços de Janeiro de 2016, sem considerar as receitas previdenciárias). Desde então, esse valor vem apresentando redução devido à crise nacional, tendo sido de R$ 956,01 bilhões e R$ 906,25 bilhões nos anos de 2014 e 2015, respectivamente (Tabela 1).

Tabela 1 Gráfico 1 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1.000 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

Participação dos impostos nas receitas administradas pela Receita Federal do Brasil (em R$ bilhões), 2008 a 2015, a preços de Jan/2016 (IPCA)

IMPOSTO SOBRE A RENDA COFINS CSLL

PIS/PASEP IPI IMPOSTO SOBRE IMPORTAÇÃO

IOF CPSSS OUTRAS RECEITAS ADM.

Fonte: Frente Nacional dos Prefeitos (Compara Brasil) * Excluídas as receitas previdenciárias

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A Tabela 2 apresenta as receitas da União por UF de origem da receita no ano de 2015.

O Estado de São Paulo, sozinho, representava 39,91% do total. Nas posições seguintes estavam Rio de Janeiro (19,07%), Distrito Federal (10,54%), Minas Gerais (5,09%), Paraná (4,68%), Rio Grande do Sul (4,31%) e Santa Catarina (3,68%). Esses sete estados somados representam 87,29% das arrecadações da União.

Tabela 2

2) Receitas dos Estados

O Gráfico 2 apresenta a evolução das receitas estaduais das sete UFs de maiores receitas. De forma geral, percebe-se uma queda no ano de 2015, com exceção do DF que apresentou crescimento, além do PR que se manteve estável (com um leve crescimento real). O destaque negativo é o estado do RJ, que obteve uma redução acentuada (25,2% em termos reais) de 2014 para 2015. Além disso, o PR ultrapassou o RS, passando a ter a 4ª maior receita estadual.

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Gráfico 2 0,00 50,00 100,00 150,00 200,00 250,00 0,00 10,00 20,00 30,00 40,00 50,00 60,00 70,00 80,00 90,00 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

Evolução das Receitas Totais de Estados selecionados, 2008 a

2015, Preços de Jan/2016 (IPCA)

São Paulo Minas Gerais Rio de Janeiro Rio Grande do Sul Paraná

Distrito Federal Santa Catarina

Fonte: Frente Nacional dos Prefeitos (Compara Brasil)

Na comparação das receitas estaduais por região do Brasil (Gráfico 3), verifica-se um crescimento apenas na Região Centro-Oeste, impulsionado pelo aumento do DF.

Gráfico 3 0,00 50,00 100,00 150,00 200,00 250,00 300,00 350,00 400,00 450,00 0,00 20,00 40,00 60,00 80,00 100,00 120,00 140,00 160,00 180,00 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015

Evolução das Receitas Totais de Estados selecionados, 2008 a

2015, Preços de Jan/2016 (IPCA)

Sudeste Sul Nordeste Centro Oeste Norte

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A tabela 3 apresenta as receitas estaduais para o ano de 2015. O Estado de SP possuía 27,6% da soma das receitas de todos os estados do Brasil, seguido por MG, RJ, PR e RS, com 9,5%, 8,3%, 6,0% e 5,9%, respectivamente.

Tabela 3

A tabela 4 apresenta as fontes de receita das 26 UFs que possuíam informação disponível para o ano de 2015 (não havia dados apenas para MS), ao passo que a Tabela 6 expõe os percentuais de cada uma das fontes de receita. Via de regra, estados mais populosos e ricos são menos dependentes das receitas da união, enquanto que estados menores e pobres são mais dependentes. Do total das receitas do Amapá, por exemplo, 64,9% são provenientes de transferências da União, frente a 9,3% do Rio de Janeiro.

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Tabela 5

3) Receitas dos Municípios

Em 2014 as receitas do município de São Paulo atingiram R$ 47,59 bilhões a preços de Janeiro de 2016, maior valor dentre os municípios brasileiros. Por Alegre aparece na 5ª colocação, com R$ 6,39 bilhões. Dos 10 municípios com maior receita, apenas Belo Horizonte obteve redução de 2013 para 2014 (Tabela 6).

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Tabela 6

A Receita per capita média dos municípios brasileiros em 2014, a preços de 2014, foi de R$ 2.399,91.

No entanto, percebe-se uma diferença significatriva entre os municípios dependendo de seu porte médio.

Ao passo que aqueles com até 10 mil habitantes possuíam R$ 2.929,10 de receita por cidadão, municípios

com 20 a 50 mil habitantes possuíam R$ 2.099,33.

Entre os municípios grandes, com mais de 500 mil habitantes, a receita per capita se torna elevada

novamente (R$ 2.679,58). De fato, são os municípios médio que possuem menos recursos para gastar com

seus residentes.

Gráfico 4 R$ 2.929,10 R$ 2.234,98 R$ 2.099,33 R$ 2.113,26 R$ 2.243,79 R$ 2.419,10 R$ 2.679,58 Até 10 mil habitantes

De 10 mil a 20 mil habitantes De 20 mil a 50 mil habitantes de 50 mil a 100 mil habitantes De 100 mil a 200 mil habitantes De 200 mil a 500 mil habitantes Acima de 500 mil habitantes

Receita municipal Total Per Capita 2014, por faixa populacional, (IPCA médio de 2014)

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4) Arrecadação Direta e Receitas Disponíveis por Esfera de Poder

A tabela 7 contém a arrecadação direta por esfera de poder no Brasil para o ano de 2014, incluindo as receitas previdenciárias. Nela, verifica-se que essa arrecadação do governo federal foi de R$ 1.262,48 bilhões (22,2% do PIB), a dos estados foi de R$ 503,88 bilhões (8,86% do PIB), e a dos municípios atingiu R$ 128,53 bilhões (2,26% do PIB). Assim, realizando-se a soma do Setor Público Consolidado, a arrecadação foi de R$ 1.894,90 bilhões, 33,32% do PIB nacional.

Tabela 7

Esfera R$ bilhões % do PIB % do total arrecadado R$ per capita

União 1.262,48 22,2 66,63 6.226,23

Estados 503,88 8,86 26,59 2.484,99

Municípios 128,53 2,26 6,78 633,89

Setor Público Consolidado 1.894,90 33,32 100 9.345,11

Fonte: Frente Nacional dos Prefeitos (Relatório multicidades 2016)

Arrecadação direta por esfera de governo - 2014 (IPCA médio de 2014)

No entanto, uma comparação mais interessante é quando se confronta as receitas disponíveis, que é contabilizada após a arrecadação direta e as transferências intergovernamentais. O que podemos verificar é que, ainda assim, a fatia da União é muito maior que a dos estados e municípios, ainda que sejam esses últimos os entes responsáveis por investir nas áreas mais primordiais para a população: Educação, saúde e segurança.

Em percentual do PIB, para 2014, as receitas disponíveis da União representaram 18,54%, a dos estados 8,35% e a dos municípios 6,43% (Tabela 8).

Tabela 8

Esfera R$ bilhões % do PIB % do total arrecadado R$ per capita

União 1.054,19 18,54 55,63 5.199,00

Estados 475,08 8,35 25,07 2.342,98

Municípios 365,62 6,43 19,29 1.803,13

Setor Público Consolidado 1.894,90 33,32 100 9.345,11

Fonte: Frente Nacional dos Prefeitos (Relatório multicidades 2016)

Receita Disponível por esfera de governo - 2014 (IPCA médio de 2014)

* Receitas disponíveis são o volume de recursos auferido por cada esfera de governo após a arrecadação direta e as transferências intergovernamentais.

A participação das três esferas na arrecadação do setor público consolidado pode ser analisada no Gráfico 5. De 2000 a 2014 temos a parcela da União relativamente estável (embora venha diminuindo desde 2007), a parcela dos estados reduzindo e a parcela dos municípios aumentando.

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Gráfico 5 55,9 56,0 56,8 56,7 57,1 57,2 56,9 57,6 56,5 56,0 56,5 56,2 57,3 56,9 55,6 26,7 26,7 26,0 26,0 25,7 25,7 25,6 24,8 25,6 25,2 25,1 25,4 24,5 24,4 25,1 17,5 17,3 17,2 17,4 17,2 17,1 17,5 17,6 18,0 18,9 18,5 18,5 18,2 18,7 19,3 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014

Receita disponível por esfera de governo - 2000 a 2014 (em % do total)

União Estados Municípios

Fonte: Frente Nacional dos Prefeitos (Relatório multicidades 2016)

* Receitas disponíveis são o volume de recursos auferido por cada esfera de governo após a arrecadação direta e as transferências intergovernamentais.

Referências

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