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2006/2005/Lei/L11107.htm

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www.editoraferreira.com.br  1  Pedro Ivo Gândra 

Fundações e  empresas 

estatais 

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Olá, pessoal. 

Vamos  tratar  agora  de  um  tema  que  cada  vez  mais  aparece  nos  concursos  e,  na  maioria  das  vezes,  confunde  os  candidatos.  Essa  dificuldade  não  ocorre  somente  devido  à  complexidade  do  assunto,  mas,  principalmente,  pela existência de uma regulação legal com várias imprecisões. 

Essa  “nova”  pessoa  jurídica  foi  introduzida  pela  Lei  nº  11.107  de  6  de  abril  de  2005.  Essa  Lei,  embora  não  muito  extensa  (21  artigos),  apresenta  diversos pontos obscuros e de difícil compreensão. Assim, os concurseiros que  se  dedicarem  e  compreenderem  esse  assunto,  sem  dúvida  nenhuma,  já  possuirão  um  diferencial  para  o  dia  da  prova.  Em  tempos  de  tanta  concorrência,  uma  questão  pode  fazer  muita  diferença.  Segue  abaixo  o  link  com a referida Lei:  http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004­2006/2005/Lei/L11107.htm  Vamos ao que interessa!!!  ******************************************************************************************* · Introdução  Não é novidade para ninguém que atualmente as funções estatais estão  cada  vez  maiores  e  mais  complexas.  Com  isso,  novas  formas  e  meios  de  prestação  de  serviços  afetos  ao  Estado  tornam­se  necessários.  Se  traçarmos  um panorama cronológico, perceberemos que o consórcio público não foi algo  que  surgiu  por  acaso,  e  sim  para  dar  continuidade  a  um  processo  que  busca  aproximar a realidade da necessidade estatal. Veja abaixo: 

Podemos definir consórcios públicos como pessoas de direito público ou  de  direito  privado (possuem  personalidade  jurídica)  decorrentes  de contratos  firmados entre entes federados, após autorização legislativa de cada um, para  a gestão  associada de  serviços  públicos  e  de  objetivos  de  interesse  comum  dos  consorciados,  através  de  delegação  e sem  fins  econômicos.  Trata­se  de  uma  união de recursos  entre os  entes  para a  realização  de  empreendimentos  que  sozinhos  não  poderiam  executar.  Vamos,  nas  linhas  seguintes,  compreender melhor esse conceito.  S. P.  centralizados  CONSÓRCIOS  PÚBLICOS  Convênios  S. P.  delegados a  particulares  S. P.  outorgados a  autarquias  PPP  Tempo

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O artigo 3º da Lei nº 11.107/05 determina que “o consórcio público será  constituído  por  contrato  cuja  celebração  dependerá  da  prévia  subscrição  de  protocolo  de  intenções”.  Contudo,  a  Lei  Consorcial  deixou  de  definir  tal  protocolo, ainda que tenha expressamente previsto suas cláusulas necessárias  (art. 4º da Lei). Para encontrar o conceito correto, devemos buscar a definição  no  Projeto  de  Lei  nº  3.884/04,  face  ao  silêncio  da  norma  reguladora  nesse  tocante. Tal projeto define a figura do protocolo de intenções como sendo o  “contrato  preliminar  que,  ratificado  mediante  lei  pelos  entes  da  Federação  interessados,  converte­se  em  contrato  de  consórcio  público”.  Portanto,  a  celebração  de  protocolo  de  intenções  é  o  primeiro  passo  a  ser  dado  pelos  entes interessados em criar um consórcio público. 

Embora  a  Lei  nº  11.107,  de  2005,  atribua  aos  consórcios  públicos  natureza  contratual,  ela  determina  que  “o  contrato  de  consórcio  público  será  celebrado com a ratificação, mediante lei, do protocolo de intenções” (art. 5º).  Essa ratificação só é dispensada se o ente da Federação, antes de subscrever  o  protocolo  de  intenções,  disciplinar por  lei a  sua  participação  no  consórcio  público  (art.  5º,  §  4º).  Como  podemos  perceber,  em  nenhuma  hipótese  um  consórcio  público  poderá  ser  criado  sem  participação  do  Poder  Legislativo  de  cada um dos entes federados consorciados. 

É  importante  ressaltar  que  os  consórcios  públicos  são  celebrados  entre  entes federados de mesma espécie ou não. Porém, com o intuito de respeitar  os  princípios  federativos,  a  lei  determina  que  a  União  somente  participe  de  consórcios públicos dos quais, também, façam parte todos os estados em cujos  Territórios estejam situados os Municípios consorciados (art. 1º, § 2º). Também  não  pode  haver  consórcio  público  celebrado  entre  um  estado  e  município  de  outro  estado.  Entretanto  podem  ser  celebrados  consórcios  públicos  entre  o  Distrito  Federal  e  municípios  (art.  4º,  §  1º,  inciso  IV).

· Base para a Lei n° 11.107, de 2005 

Esta Lei tem base no artigo 241 da CF. Observe: 

Trata­se,  portanto,  de  modalidade  de  delegação  de  serviços  públicos  distinta da autorização, permissão ou concessão, por meio de contrato. Assim,  por ser contratual, a União tem competência legislativa para editar suas normas  gerais (art. 22, XXVII, da CF). 

Art.  241.  A  União,  os  Estados,  o  Distrito  Federal  e  os  Municípios  disciplinarão  por  meio  de  lei  os  consórcios  públicos  e  os  convênios  de  cooperação  entre  os  entes  federados,  autorizando  a  gestão  associada  de  serviços  públicos,  bem  como  a  transferência  total  ou  parcial  de  encargos,  serviços,  pessoal  e  bens  essenciais  à  continuidade  dos  serviços  transferidos.  (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) 

§ 2 o A União somente participará de consórcios públicos em que também façam  parte todos os Estados em cujos territórios estejam situados os Municípios  consorciados.

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www.editoraferreira.com.br  3 Pedro Ivo Gândra  · Pessoa Jurídica de Direito Público ou Privado? 

No artigo 1º, § 1º, da Lei n° 11.107 / 2005 temos: 

A  Lei  em  comento  estabeleceu  duas  possibilidades:  a  primeira,  voltada  ao  direito  público,  faculta  a  constituição  de  consórcio  através  de  associação  pública, integrante da administração indireta de todos os entes consorciados, o  que gerou a modificação no inciso IV do art. 41 do CC, que diz: “são pessoas  jurídicas  de  direito  público  interno:  (...)  IV  –  as  autarquias,  inclusive  as  associações públicas”. A doutrina utiliza a expressão “autarquia interfederativa”  ou “autarquia multifederada” para referir­se a essas autarquias que pertencem  a mais de um ente federado. 

A  segunda,  remetendo  o  instituto  para  o  regime  privado,  possibilita  constituir um consórcio público através de pessoa jurídica de direito privado.  É importantíssimo saber que para a segunda possibilidade (pessoa jurídica de  direito  privado)  a  Lei  nº  11.107/05  faz  expressa  previsão,  no  sentido  de  submeter  tal  espécie  de  consórcio  às  normas  de  direito  público,  quanto  às  seguintes  situações:  realização  de  licitação,  celebração  de  contratos,  prestação de contas e admissão de pessoal, esta última devendo obedecer  ao  regime  celetista.  Portanto,  criou­se  figura  híbrida,  que  atenderá  aos  preceitos de direito privado para alguns atos da vida civil e preceitos do direito  público para as questões acima elencadas.

· Cumprimento dos Objetivos – artigo 2º da Lei n° 11.107/2005 

Caro  concurseiro,  infelizmente  nesta  parte  a  sua  capacidade  de  memorização  será  colocada  à  prova.  Não  há  muito  que  dissertar  sobre  este  item,  mas  é  importante  o  conhecimento.  Para  efeito  de  incentivo,  abordarei  este tópico com base na questão abaixo que exige apenas o conhecimento do  art. 2º:  41­ (PFN/2006) O sistema legislativo pátrio possibilita aos Consórcios Públicos  a promoção de amplo rol de atividades, entre as quais não se inclui:  a) realizar desapropriações.  b) receber subvenções econômicas ou sociais de órgãos do Governo.  c) explorar atividade econômica, com intuito de lucro, desde que tal atenda a  um interesse específico da Administração Pública.  d) promover a arrecadação de tarifas.  e) outorgar concessão de serviços públicos (mediante autorização prevista no  contrato de Consórcio Público).  § 1 o O consórcio público constituirá associação pública ou pessoa jurídica  de direito privado.

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Art. 2º Os objetivos dos consórcios públicos serão determinados pelos entes da  Federação  que  se  consorciarem,  observados  os  limites  constitucionais.  §  1º  Para  o  cumprimento  de  seus  objetivos,  o  consórcio  público  poderá:  I  –  firmar  convênios,  contratos,  acordos  de  qualquer  natureza,  receber  auxílios,  contribuições  e  subvenções  sociais  ou  econômicas  de  outras  entidades  e  órgãos  do  governo  (alternativa  b);  II  –  nos  termos  do  contrato  de  consórcio  de  direito  público,  promover  desapropriações  (alternativa  a)  e  instituir  servidões  nos  termos  de  declaração  de  utilidade  ou  necessidade  pública,  ou interesse  social,  realizada 

pelo  Poder  Público;  e 

III  –  ser  contratado  pela  administração  direta  ou  indireta  dos  entes  da  Federação  consorciados,  dispensada  a  licitação.  §  2º  Os  consórcios  públicos  poderão  emitir  documentos  de  cobrança  e  exercer  atividades  de  arrecadação  de  tarifas  (alternativa  d)  e  outros  preços públicos pela prestação de serviços ou pelo uso ou outorga de uso de  bens públicos por eles administrados ou, mediante autorização específica, pelo  ente da Federação consorciado. 

§  3º  Os  consórcios  públicos  poderão  outorgar  concessão,  permissão  ou  autorização  de  obras  ou  serviços  públicos  (alternativa  e)  mediante  autorização  prevista  no  contrato  de  consórcio  público,  que  deverá  indicar  de  forma  específica  o  objeto  da  concessão,  permissão  ou  autorização  e  as  condições a que deverá atender, observada a legislação de normas gerais em  vigor. 

Portanto,  o  gabarito  é  letra  “ c” .  Não  é  previsto  que  os  consórcios  públicos  exerçam  atividades  econômicas,  conforme  a  própria  definição  apresentada.

· Da gestão associada de serviços públicos 

Em  se  tratando  de  consórcio  público,  pode­se  afirmar  que  a  gestão  associada  de  serviços  públicos  é  a idéia nuclear  do instituto.  No  artigo  4º,  XI,  temos: 

Art. 4 o São cláusulas necessárias do protocolo de intenções as que estabeleçam:  ....  XI – a autorização para a gestão associada de serviços públicos, explicitando:  a) as competências cujo exercício se transferiu ao consórcio público;  b) os serviços públicos objeto da gestão associada e a área em que serão prestados;  c) a autorização para licitar ou outorgar concessão, permissão ou autorização da prestação  dos serviços;  d) as condições a que deve obedecer o contrato de programa, no caso de a gestão  associada envolver também a prestação de serviços por órgão ou entidade de um dos entes da 

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www.editoraferreira.com.br  5  Pedro Ivo Gândra  Neste  momento,  o  legislador  demonstra  uma  preocupação  de  que  os  reais  objetivos  do  consórcio  público  fiquem  claramente  demonstrados.  Nenhuma ação consorcial poderá ser implementada se não estiver enquadrada  dentro  das  competências  outorgadas  no  protocolo.  Para  uma  melhor  compreensão, vamos a um exemplo: 

Os Municípios X e Y resolvem instituir consórcio público para prestação  de serviço na área da educação. Assim, constituem uma comissão de estudos  com  servidores  dos  municípios  envolvidos  e  decidem  que  há  necessidade  de  criação  de  uma  escola  intermunicipal  com  o  fim  de  atender  a  ambas  as  comunas. 

Após  os  estudos  preliminares,  o  protocolo  de  intenções  é  redigido  e  ratificado  por  lei,  em  cada  município,  prevendo  a  outorga,  tão­somente,  do  exercício  da  competência  dos  entes  envolvidos  para  a  construção  e  administração da escola. 

Posteriormente,  durante  a  construção  da  escola,  verifica­se  a  necessidade  da  instituição  de  5  postos  educacionais  onde  os  alunos  iriam  adquirir  os  materiais  e  teriam  apoio  psicológico.  Entretanto,  nada  poderá  ser  feito,  pois  houve  falha  no  momento  do  planejamento  que  não  previu  estas  necessidades. 

Com  isso, fica  claro  que  a  fase preliminar  à instituição  de um  consórcio  deverá  ser  realizada  com  muita  dedicação  e  atenção,  a  fim  de  que  nenhuma  necessidade  seja  deixada  de  fora  do  planejamento,  pois  são  estas  necessidades  de  gestão  associada  de  cada  ente  federativo  que  ditarão  as  competências  a  serem  outorgadas  aos  consórcios.  Assim,  a  falta  de  preocupação  em  delimitar  as  competências,  ainda  no  protocolo  de  intenções,  poderá redundar em sérios prejuízos aos entes consorciados e na ineficácia do  consórcio estabelecido.

· Contrato de Programa 

O artigo 13 da Lei n° 11.107/2005 trata desta figura importante do regime  jurídico consorcial: 

É  importante  notar  que  o  contrato  de  programa  regula  obrigações  de  caráter operacional, ligadas a encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à  implementação  dos  objetivos  do  consórcio  firmado,  diferentemente  das  obrigações financeiras que são estabelecidas por meio do contrato de rateio a  ser abordado no tópico seguinte.  Ainda neste tópico, visando à eficiência e ao efetivo controle, o contrato  de programa não pode atribuir ao contratado, sob pena de nulidade, o exercício  Art. 13. Deverão ser constituídas e reguladas por contrato de programa, como  condição de sua validade, as obrigações que um ente da Federação constituir  para com outro ente da Federação ou para com consórcio público no âmbito de  gestão associada em que haja a prestação de serviços públicos ou a  transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal ou de bens  necessários à continuidade dos serviços transferidos.

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dos  poderes  de  planejamento,  regulação  e  fiscalização  por  ele  próprio  prestados, conforme preceitua o art. 13 § 3º: 

Para evitar dúvidas sobre a persistência das disposições do contrato de  programa,  a  Lei  estipula  que  ele  continuará  vigente  mesmo  quando  extinto  o  consórcio público. (art. 13, § 4°). 

Com  certeza  ainda  há  muito  para  falar  sobre  o  contrato  de  programa.  Apresentei o que considero mais importante. Entretanto, como a parte restante  do art. 13 é de fácil compreensão e as questões apresentadas até hoje sobre o  assunto são bem literais, recomendo a leitura atenciosa deste artigo. 

Bom,  recupere  o  fôlego  e  vamos  em  frente...  Falta  pouco  para  você  se  tornar um especialista neste assunto!!!

· Contrato de Rateio 

O artigo 8 o da Lei n° 11.107/05 disciplina o contrato de rateio: 

O  contrato  de  rateio  pode  ser  definido  como  o  contrato  através  do  qual  os entes da federação comprometem­se a fornecer recursos para a realização  de  despesas  do  consórcio  público.  Para  facilitar  a  compreensão,  imagine  que  você  resolve  firmar  um  contrato  para  a  construção  de  um  prédio  de  dois  andares  com  um  conhecido  seu  de  um  outro  município.  Você  confiaria  plenamente  em  um  “conhecido  de  outro  município”  ou  iria  querer  firmar  um  contrato  através  do  qual  poderia  exigir  judicialmente  o  cumprimento  das  obrigações? Veja que no § 3 o o legislador demonstra que pensa como você:  § 3 o É nula a cláusula de contrato de programa que atribuir ao contratado o  exercício dos poderes de planejamento, regulação e fiscalização dos serviços  por ele próprio prestados. 

Art. 8 o Os entes consorciados somente entregarão recursos ao consórcio público  mediante contrato de rateio.  § 1 o O contrato de rateio será formalizado em cada exercício financeiro e  seu prazo de vigência não será superior ao das dotações que o suportam, com  exceção dos contratos que tenham por objeto exclusivamente projetos  consistentes em programas e ações contemplados em plano plurianual ou a  gestão associada de serviços públicos custeados por tarifas ou outros preços  públicos.  § 2 o É vedada a aplicação dos recursos entregues por meio de contrato de  rateio para o atendimento de despesas genéricas, inclusive transferências ou  operações de crédito. 

§ 3 o Os entes consorciados, isolados ou em conjunto, bem como o consórcio  público, são partes legítimas para exigir o cumprimento das obrigações previstas  no contrato de rateio.

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www.editoraferreira.com.br  7  Pedro Ivo Gândra  Observe  que  no  §  2 o  o  legislador  veda  a  aplicação  dos  recursos  transferidos  ao  consórcio no  atendimento  de  despesas  genéricas, aí incluídas  as  transferências  e  operações  de  crédito.  Assim,  o  legislador  pretendeu  certamente impedir que o instituto consorcial se transforme em forma indevida  de desvio de verbas públicas.

· Da licitação nos consórcios públicos 

O artigo 17 da Lei n° 11.107/2005 modificou a Lei n° 8.666/93 e atribuiu  diversas  vantagens licitatórias  aos  consórcios  públicos.  Além  disso, o  Decreto  n°  5.507  de  5.8.2005  determinou  que  os  consórcios  públicos  que  utilizem  recursos  repassados  pela  União  deverão  utilizar,  obrigatoriamente,  o  pregão,  preferencialmente  na  forma  eletrônica,  como  modalidade  de  licitação  para  aquisição de bens e serviços comuns.

· Considerações Finais 

É importante ter em mente que a principal diferença do convênio para o  consórcio  público  é  o  fato  de  este  possuir  personalidade  jurídica.  Outra  diferença  importante  é  que  o  convênio  possui  objetivos  genéricos,  o  que  não  ocorre com o consórcio público, que tem objetivos concretos e especificados no  respectivo contrato. 

Por  fim,  vale  ainda  destacar  que  a  Lei  dos  Consórcios  pacificou  a  questão  relativa  ao  controle  externo  dos  consórcios  públicos,  atribuindo­lhes  unicidade  ao  definir  que  um  consórcio  público  está  sujeito  à  fiscalização  contábil,  operacional  e  patrimonial  do  tribunal  de  contas  competente  para  fiscalizar  as  contas  de  seu  representante  legal,  assegurando  resultados  efetivos do controle externo, sobretudo, no combate à corrupção, à fraude e ao  uso indevido do dinheiro público no âmbito dos consórcios públicos. 

Para  facilitar  a  memorização  e  o  entendimento  dos  conceitos  apresentados,  segue  abaixo  um  esquema  bem  básico  da  formação  de  um  consórcio público entre dois municípios: 

Mu un ni ic cí íp pi io o  A  A 

Muu nn ii cc íí p pii o o  B  B  Planejamento  Servidores A  Servidores B  P 

Prr oo tt oo c co oll o o  d  de e  I  Inn tt ee nn çç õ õee s s  Ratificado por lei  Ratificado por lei  Outorga de  competências  Outorga de  competências  CONTRATO  DE  PROGRAMA  CONTRATO  DE  RATEIO  O 

Ob br ri ig ga aç çõ õe es s d de e  c 

cu un nh ho o  o 

op pe er ra ac ci io on na al l 

Ob br ri ig ga aç çõ õe es s d de e  c 

cu un nh ho o  f 

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*******************************************************************************************  Caro amigo, espero ter ajudado no entendimento dos tópicos mais importantes  deste  assunto  tão  amplo.  Recomendo  a  leitura  da  Lei  e,  para  eventuais  dúvidas,  deixo  meu  e­mail:  [email protected].  Com  certeza  terei  imenso prazer em ajudá­lo. 

Abraços e até a próxima!!!  Pedro Ivo

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