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TRABALHOS COMPLETOS. Protagonismo do estudante

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Academic year: 2021

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1 TRABALHOS COMPLETOS

Protagonismo do estudante

FONOAUDICIONÁRIO: experiência de construção de um aplicativo de vocábulos técnicos para a Fonoaudiologia

Márcia Emília da Rocha Assis Eloi Universidade Vila Velha - Universidade Federal do Espírito Santo [email protected] Resumo: O objetivo deste trabalho é relatar a experiência de construção de um dicionário com vocábulos usuais na prática clínica e educacional fonoaudiológica. Ao longo do curso de Fonoaudiologia os alunos apresentam compreensão parcial dos vocábulos técnicos o que pode ser crucial para o entendimento global das disciplinas, tal situação pode agravar-se nos estágios clínicos com a demanda de leitura e escrita de relatórios com vocábulos específicos. Neste sentido, foi solicitado que os alunos durante as aulas, elegessem os vocábulos pertinentes e buscassem os significados para confecção de um dicionário. Os alunos participantes da construção compilaram os vocábulos significados e os alunos formandos retificaram as construções. Como resultado pode-se obpode-servar a significação de 212 vocábulos, maior atenção e busca em sala de aula por novos vocábulos e melhor qualidade técnica na construção das respostas nas provas e nos relatórios clínicos. Houve ainda uma atribuição discente da importância da construção do Fonoaudicionário. Palavras-chave: Fonoaudiologia. Vocábulos. Dicionário.

INTRODUÇÃO

O desenvolvimento lexical é um importante marcador no desenvolvimento do ser humano e determina o ingresso ao universo linguístico (REED, 1992). Para Puyuelo e Rondal (2007), o desenvolvimento lexical inicia-se vagaroso e ganha maior destaque em torno dos três anos e meio. Nas idades ulteriores, esse desenvolvimento torna se mais horizontal e difere entre as pessoas, por questões ocupacionais e sociais (BENEDICT, 1979).

Nas ciências da saúde é comum o uso de termos técnicos que são imprescindíveis para a conclusão dos casos clínicos e trocas de informações tanto entre a equipe de profissionais da saúde como com os pacientes (TEIXEIRA, 2004). Neste contexto, entende-se o desenvolvimento lexical na graduação em Fonoaudiologia como favorecedor da aprendizagem de termos técnico-científicos e que esse desenvolvimento pode ser favorecido, segundo Souza (2010) pelo uso das tecnologias.

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2 REFERENCIAL TEÒRICO

O desenvolvimento da linguagem oral se dá por meio da audição, sendo a criança capaz de detectar, discriminar, reconhecer e compreender os sons da fala, para assim, reproduzi-los (BEVILACQUA; FORMIGONI, 2005). A linguagem oral não se resume aos aspectos fonológicos, mas se constitui de um produto da interação de subsistemas que se organizam em níveis da fonologia, léxico, morfossintaxe, pragmática e discurso (PUYUELO; RONDAL, 2007). Os cinco subsistemas estão brevemente descritos abaixo:

 Nível fonológico: reagrupa os sons próprios de uma língua determinada (constitui-se de fonemas);

 Nível lexical: palavras da língua que constituem o vocabulário de uma língua;

 Nível morfossintático: relaciona-se com estruturas de significado complexo mediante a formação de sequencias organizadas (constitui-se de frases);

 Nível pragmático: reagrupa uma série de subfunções que tem a intenção de agir sobre o interlocutor ou influenciá-lo.

 Nível discursivo: discurso de enunciado superior à frase em extensão e organização informativa (conteúdo).

Para Puyuelo e Rondal (2007), esses subsistemas são autônomos e se desenvolvem de forma independente, entretanto, considera-se a importância de um para o desenvolvimento do outro. No desenvolvimento lexical, foco deste trabalho, as primeiras palavras emitidas pelas crianças são em torno de 11 meses, e após os 2 anos o repertório lexical da criança aumenta vertiginosamente (GÂNDARA; LOPES, 2010). Esse desenvolvimento lexical inicia-se lento (de 50 a 100 palavras até os 18 meses), depois começa a acelerar para em torno de 200 palavras até os 20 meses e de 400 a 600 palavras até os dois anos de idade. Esse desenvolvimento prossegue até a fase adulta e vai diferir de uma pessoa para outra por fatores sociais e ocupacionais (PUYUELO; RONDAL, 2007). O desenvolvimento lexical ocupacional inicia-se durante a formação, e na perspectiva acadêmica, acredita-se que o desenvolvimento do vocabulário ocorra de maneira espontânea e automática, entretanto, áreas do saber como as Ciências da Saúde são imergidas em diversos termos e vocábulos técnicos que, em momentos de dúvidas, podem confundir um entendimento global de um caso clínico, comprometer o diagnóstico e consequentemente a conduta terapêutica com o paciente.

Ao longo do curso de Fonoaudiologia, os alunos apresentam compreensão limitada dos vocábulos técnicos o que pode ser crucial para o entendimento global das disciplinas e dos casos clínicos apresentados. Tal situação pode agravar-se nos estágios clínicos onde a leitura e escrita de

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3 relatórios é mais eminente e recheada de vocábulos técnicos. As limitações parciais dos discentes

na compreensão dos enunciados de provas, na interpretação de casos e de relatórios clínicos geram uma escrita empobrecida e possibilita a detecção das possíveis lacunas no vocabulário técnico científico em Fonoaudiologia. Esse parcial empobrecimento do vocabulário técnico científico por parte dos alunos na leitura e escrita orientou a construção e prática deste projeto.

Entende-se que na atualidade, diferente de outras épocas, a aprendizagem extrapola as quatro paredes do ambiente acadêmico como local de exclusividade da construção do saber e de desenvolvimento profissional e ganha robustez com o desenvolvimento tecnológico, acesso e protagonismo discente (COUTINHO; LISBOA, 2011).

De acordo com as autoras supracitadas, o desafio docente é justamente abdicar os antigos paradigmas de ensino e consequentemente de aprendizagem e propor mudanças significativas no desenvolvimento das competências e habilidades discentes ao longo do ensino superior. Esse “protagonismo discente” não deve ser entendido apenas com a busca pelo conhecimento durante a formação, mas também na maneira de viabilizar o acesso ao conhecimento através da tecnologia, como no caso do aplicativo apresentado neste trabalho.

OBJETIVOS

O objetivo deste trabalho é relatar a experiência da construção de um dicionário com vocábulos usuais na prática clínica e educacional fonoaudiológica. Para alcançar esse objetivo, os alunos de Fonoaudiologia elegeram os vocábulos inerentes à prática fonoaudiológica durante as aulas das disciplinas específicas; distribuíram os vocábulos e os significaram.

A construção do Fonoaudicionário, objetiva paralelamente o desenvolvimento de habilidades e competências dos alunos principalmente nos âmbitos pessoal e social como: ampliar o vocabulário técnico científico em Fonoaudiologia; incitar o trabalho em equipe; e promover o uso desses vocábulos nas respostas das provas e nas leituras e escritas dos relatórios clínicos.

MÉTODOS

Os métodos descritos tratam-se da construção do Fonoaudicionário e também na autoavaliação dos alunos quanto a participação na construção.

Participaram da construção do “Fonoaudicionário” 83 alunos do curso de Fonoaudiologia. Inicialmente, os alunos foram orientados a eleger vocábulos pertinentes à prática fonoaudiológica nas disciplinas do eixo específico e correlatas. Um aluno elegido por cada turma foi responsável por

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4 anotar os vocábulos sinalizados pelos colegas durante as disciplinas, após a seleção dos vocábulos,

os mesmos eram distribuídos pelos colegas (pequenos grupos de 3 ou 4 alunos) para que fosse confeccionada a tabela constituída de conceito, significado, referência, áreas de aplicação na Fonoaudiologia e integrantes do grupo. Essa atividade repetiu-se nos dois semestres de 2016. As disciplinas que nortearam a seleção dos vocábulos para o Fonoaudicionário foram: Linguística; Aquisição e desenvolvimento da linguagem oral e escrita; Clínica Fonoaudiológica nas Alterações da Linguagem Oral; Fundamentos da Fonoaudiologia; Práticas Integrativas em Fonoaudiologia I, III e IV; Audiologia I; Psicologia do desenvolvimento e aprendizagem; Língua Brasileira de Sinais; Audiologia educacional e reabilitação auditiva; Clínica fonoaudiológica nas alterações da voz II; Fisiopatologia do sistema estomatognático II; Fonoaudiologia e Saúde Coletiva; Psicologia e necessidades especiais; e Saúde do adulto e do idoso; Fonética e Fonologia; Clínica fonoaudiológica nas alterações da fala; Clínica fonoaudiológica nas alterações da linguagem escrita; Morfopatologia da fala; Morfopatologia da audição; Biofísica da audição e da fala; Práticas Integrativas II, IV e VI; Audiologia II, Clínica fonoaudiológica nas alterações da voz I; Fisiopatologia do sistema estomatognático I; Saúde Coletiva: Políticas de Saúde; Saúde da criança e do adolescente; Audiologia ambiental e ocupacional; Avaliação e reabilitação do sistema vestibular; Clínica fonoaudiológica nas alterações da voz III; Fisiopatologia do sistema estomatognático III; Epidemiologia; e todos os estágios supervisionados.

Os discentes de Fonoaudiologia participantes da construção do “Fonoaudicionário” foram pontuados pela docente idealizadora do projeto em suas disciplinas. Observou-se que na entrega das construções do Fonoaudicionário, muitos vocábulos repetiam-se entre os períodos, coube, portanto, aos discentes formandos realizar a vistoria da produção e as formatações finais necessárias (ordenação alfabética por exemplo).

Este projeto contemplou todos os períodos do curso de Fonoaudiologia da seguinte forma: seleção, significação e compilação dos vocábulos pelos discentes (do 1º ao 6º período); averiguação das construções pelos discentes formandos. O Fonoaudicionário foi posteriormente submetido ao crivo da professora idealizadora do projeto para ser disponibilizado para todos os discentes do curso de Fonoaudiologia em formato de aplicativo. O Fonoaudicionário deverá passar por revisões semestrais para inclusão de novos vocábulos e/ou exclusão de vocábulos obsoletos. Os alunos poderão utilizar o recurso em momentos oportunos de construções e interpretações em sala de aula e em casa.

Não foi necessário investimento financeiro direto para a construção do Fonoaudicionário. Entretanto, foram necessários recursos humanos (alunos) para sua construção, revisão e formatação além de uma docente em Fonoaudiologia na análise da versão final. Os recursos

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5 tecnológicos necessários para a construção foram: computador compatível, editor de planilhas

Microsoft Office Excel e acesso à Internet. Foi utilizado também material bibliográfico impresso para a significação dos vocábulos.

A criação do aplicativo foi realizada pela docente responsável pelo projeto e embora sua construção não necessitasse de investimento financeiro direto foi necessário o pagamento do iGenapps (https://pt.igenapps.com/) de R$ 20,51 (vinte reais e cinquenta e um centavos) para alimentação e hospedagem do aplicativo.

Após o pagamento, o aplicativo permanece disponível para sua inserção de novos vocábulos e para

posterior instalação em androides e computadores através do endereço

<https://1613756.igenapps.com/fonoaudicionario>.

Após efetuar o pagamento do site que hospeda o aplicativo (iGenapps), foi selecionado o formato “dicionário” que foi formatado quanto à cor de fundo e fonte das letras, posteriormente foi selecionada a logomarca do Fonoaudicionário elaborada pelos alunos e professora responsável pelo projeto. Os vocábulos foram acondicionados no dicionário um a um, inicialmente foi enviado o conceito e posteriormente sua significação.

Para acesso ao conteúdo do aplicativo, estudantes de Fonoaudiologia, fonoaudiólogos e pessoas

interessadas deverão acessar o endereço supracitado

(https://1613756.igenapps.com/fonoaudicionario), baixar o aplicativo, entrar no Fonoaudicionário, para posteriormente selecionar o vocábulo desejado (em ordem alfabética) e ter acesso ao seu significado.

Quanto à construção do Fonoaudicionário, 54 alunos que participaram do projeto responderam um questionário composto por oito perguntas (sete questões objetivas e uma questão discursiva). Para realizar a análise das respostas foram elegidas categorias de respostas da escala de 6 pontos do tipo Likert (de 0 a 5). Os pontos foram aglutinados de dois a dois caracterizando: 0 e 1 atribuição baixa, 2 e 3 atribuição mediana, e 4 e 5 atribuição alta. Os dados foram analisados descritivamente com a distribuição da frequência por períodos avaliados. Os temas das perguntas referiram acerca da autoavaliação dos alunos na construção do projeto.

RESULTADOS

Como resultados, esse projeto abarca a construção do Fonoaudicionário propriamente dito e a autoavaliação dos alunos em sua construção. Na construção do Fonoaudicionário foram significados 212 vocábulos e termos rotineiros na clínica Fonoaudiológica por 83 alunos com média

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6 de 2,5 vocábulos/aluno. Foi observada maior atenção e busca em sala de aula por novos vocábulos

e melhor qualidade técnica da construção das respostas nas provas e nos relatórios clínicos. Os vocábulos foram inseridos em um aplicativo em formato de dicionário como pode ser observado na Figura 1:

Figura 1 – Demonstração de seleção do vocábulo “Acalculia”

Quanto à autoavaliação da construção do Fonoaudicionário, os resultados quantitativos descritivos podem ser observados na Tabela 1. Na categoria “Participação na Construção do Fonoaudicionário”, 74,1% dos alunos conceituaram sua participação como alta; na categoria “Satisfação na Construção do Fonoaudicionário” 76% dos alunos atribuiu alta satisfação; na categoria “Utilidade do Fonoaudicionário na prática clínica” 87,1 % dos discentes reportaram alta utilidade ao recurso pedagógico. Quanto à “Contribuição da pontuação para participação na construção do Fonoaudicionário” 88,9% dos alunos deram alta atribuição; em contrapartida, 53,7% atribuíram alto valor no “Desejo de participação na construção do Fonoaudicionário com ausência de pontuação”. Quando questionados acerca do “Auxílio da construção do Fonoaudicionário no vocabulário técnico científico” 70,4% elegeram esse auxílio como alto; e 85,1% qualificam como alta a “Possível contribuição do Fonoaudicionário para o desenvolvimento do Fonoaudiólogo”.

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7 Tabela 1 - Percentual de atribuições na autoavaliação da construção do Fonoaudicionário

Questão ∕ Tema Atribuição baixa % Atribuição média % Atribuição alta % Participação na Construção do Fonoaudicionário 0 25,9 74,1

Satisfação na Construção do Fonoaudicionário 3,7 20,4 76 Utilidade do Fonoaudicionário na prática clínica 1,9 11,1 87,1 Contribuição da pontuação para participação na

construção do Fonoaudicionário

0 11,1 88,9

Desejo de participação na construção do Fonoaudicionário com ausência de pontuação

7,4 38,9 53,7

Auxílio da construção do Fonoaudicionário no vocabulário técnico científico

9,3 20,4 70,4

Possível contribuição do Fonoaudicionário para o desenvolvimento do Fonoaudiólogo

3,7 11,2 85,1

Na análise qualitativa da questão discursiva “Relate acerca da construção e do uso do Fonoaudicionário enquanto recurso pedagógico”, percebe-se que os alunos em sua maioria se simpatizaram com a construção e atribuíram importância ao Fonoaudicionário enquanto recurso pedagógico.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Entende-se que embora os vocábulos sejam utilizados em sala de aula corriqueiramente, a construção de um recurso pedagógico que favoreça a consulta e acesso seguro da significação de determinados termos e vocábulos pode auxiliar no entendimento global da disciplina, casos clínicos, leitura/interpretação e escrita de relatórios e textos científicos.

Ressalta-se que a construção do Fonoaudicionário foi realizada pelos alunos o que caracteriza um protagonismo discente no desenvolvimento acadêmico e profissional tanto na elaboração do aplicativo quanto em seu uso no dia a dia. Acrescenta-se à esta conclusão o otimismo dos alunos na autoavaliação da participação na construção e atribuição de importância deste feito para seu desenvolvimento acadêmico e profissional.

Conclui-se ainda a possibilidade de uso deste formato em outras disciplinas da área da saúde e até mesmo em outras áreas do saber uma vez que cada ofício requer vocábulos específicos e são imprescindíveis para o “fazer” laboral.

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8 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BENEDICT H. Early lexical development: comprehension and production. J Child Lang. v.6, n.2, p. 183-200, 1979.

BEVILACQUA, M.C.; FORMIGONI G.M.P. O desenvolvimento das habilidades auditivas In: BEVILACQUA M.C.; MORET, A.L.M. (Org.). Deficiência auditiva: Conversando com familiares e profissionais de saúde. São José dos Campos: Pulso, 2005. cap. 11, p. 179-20.

COUTINHO, C.; LISBÔA, E. Sociedade da Informação, do Conhecimento e da Aprendizagem: Desafios para Educação no Século XXI. Revista de Educação, v. XVIII, n.1, p. 05-22, 2011. GÂNDARA, J.P.; LOPES, D.M.B. Tendências da aquisição lexical em crianças em desenvolvimento normal e crianças com alterações específicas no desenvolvimento da linguagem. Rev Soc Bras Fonoaudiol.V.15, n.2, p.297-304, 2010.

PUYUELO, M.; RONDAL, J. Manual de Desenvolvimento e alterações da linguagem na criança e no adulto. Porto Alegre: Artmed, 2007.

REED V. Associations between phonology and other language components in children's communicative performance: clinical implications. Aust J Hum Commun Disord. V.20, n.2, p.75-87, 1992.

SOUZA, I.M.A. O uso da tecnologia como facilitadora da aprendizagem do aluno na escola. Revista Fórum Identidades. v.9, n.8, 2010.

TEIXEIRA, J.Comunicação em saúde: relação técnicos de saúde - utentes. Análise Psicológica. v.22, n.3, p.615-620, 2004.

Referências

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