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Efeito dos tratamentos térmicos brandos na cor e textura da pêra “Rocha” minimamente processada

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Academic year: 2021

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Actas do 5º Encontro de Química de Alimentos

Qualidade, Segurança

& Inovação

U n i v e r s i d a d e C a t ó l i c a P o r t u g u e s a E s c o l a S u p e r i o r d e B i o t e c n o l o g i a S o c i e d a d e P o r t u g u e s a d e Q u í m i c a P O R T O , M A I O 2 0 0 1

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Actas do 5º Encontro de Química de Alimentos

Qualidade, Segurança

& Inovação

Universidade Católica Portuguesa Escola Superior de Biotecnologia Sociedade Portuguesa de Química

APOIOS:

Programa Operacional Ciência, Tecnologia, Inovação (Quadro Comunitário de Apoio III) FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia), no âmbito do Programa FACC (Fundo de Apoio à Comunidade Científica)

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Ficha Técnica

Livro de Actas do 5º Encontro de Química de Alimentos Editores: Prof. F. Xavier Malcata

Prof. F. Javier Carballo

ISBN: 972-98476-2-2

Coordenação e Revisão: Manuela Pascoal

Design e Composição Gráfica: Kai Sprecher - Serviços de Edição da ESB/UCP Impressão: Orgal Impressores

Depósito Legal: 000 000 000 000 000 000 Tiragem: 500 exemplares

Esta publicação reúne as comunicações apresentadas no 5º Encontro de Química de Alimentos, sob a forma de Conferências, Comunicações Orais e em Painel.

A aceitação das comunicações foi feita com base nos resumos apresentados; o texto integral que aqui se apresenta é da inteira responsabilidade dos respectivos autores.

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ESB UCP Introdução

Os frutos frescos cortados, também designados frutos minimamente processados, são produtos de conveniência com características de qualidade em fresco indo de encon-tro às exigências do consumidor actual. Uma das maiores limitações para a comer-cialização destes produtos, deve-se ao excessivo amolecimento dos tecidos vegetais e à grande susceptibilidade ao escurecimento que ocorre no fruto, após o corte (1). Os efeitos benéficos da aplicação do calor relativamente à textura são geralmente explicados pela activação da enzima pectina esterase (PE) que ocorre na gama de temperatura de 55-70°C. A PE é responsável pela clivagem dos grupos metóxilo, a partir dos resíduos do ácido galacturónico metilado das moléculas de pectina, dando origem a ácidos pécticos livres que disponibilizam novos grupos carboxilo livres para a ligação com o cálcio endógeno que actua como agente endurecedor dos tecidos (2). O objectivo deste estudo foi determinar e comparar o efeito destes tratamentos na deterioração dos parâmetros de cor e textura em pêra “Rocha”, após o corte e ao longo de 8 dias de armazenamento em refrigeração.

Materiais e Métodos

Foi utilizada a variedade de pêra “Rocha”, adquirida num supermercado local, com estado de maturação e tamanho uniforme.

Os frutos inteiros foram imersos em banho termoestatizado, com circulação de água, nas seguintes condições de tempo temperatura: (Tabela 1).

Após o tratamento térmico, os frutos foram armazenados em refrigeração (2ºC, HR= 90%). Efectuou-se, no dia seguinte, o descasque e corte do fruto em secções (cerca de 1.5 cm de altura) e, após a sua imersão numa solução de hipoclorito de sódio (100 ppm, pH=6.0; t= 30 s), foram embalados em sacos de polietileno abertos. O ensaio em branco corresponde aos frutos sujeitos às mesmas operações exceptuando o trata-mento térmico.

Efeito dos tratamentos térmicos brandos na cor e textura

da pêra “Rocha” minimamente processada

Abreu M.1, Gonçalves E. M.1, Vieira J.1, Silva C. L. M.2

1Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial, Lisboa, Portugal 2Escola Superior de Biotecnologia, Universidade Católica Portuguesa, Porto, Portugal

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ESB UCP

Ao longo de 8 dias de armazenamento em refrigeração (2°C, HR=90 %) foram medidos os parâmetros de cor, textura e perdas de peso, de dois em dois dias (0, 2, 4, 6 e 8). A avaliação de cor, parâmetro L, foi efectuada em colorímetro triestímulos Bik-Gardned e a textura, força máxima (g), em texturómetro TA-Hdi através do ensaio de penetração (v=3.0 mm/seg.; d=4.0 mm), 10 determinações por amostra.

A comparação dos resultados entre os diferentes tratamentos térmicos, nos diferentes dias de armazenamento fez-se através do t-Test (95 % confiança) e para a avaliação de cada tratamento ao longo do período de armazenamento fez-se a análise de variância (Anova, Statistica v. 5.0).

Resultados e Discussão

As perdas de peso verificadas em todas as amostras foram muito pequenas, (sem sig-nificado estatístico) correspondendo em média a 0.2 % do peso inicial.

A aplicação dos tratamentos térmicos , 45°C - 120 min e 50°C – 60 min., no fruto inteiro de pêra “Rocha”, produziu efeitos benéficos na textura, verificando-se um aumento significativo da textura inicial, relativamente ao ensaio em branco (EB) e a manutenção da mesma ao longo do período de armazenamento de 8 dias (Figura 1). A análise estatística dos resultados da cor não foi conclusiva, relativamente à retenção da cor inicial, excepto para o tratamento 40°C-240 min., como se mostra na Figura 2.

Os restantes tratamentos térmicos apresentaram grandes variações no parâmetro L ao longo do tempo de armazenamento, relativamente ao ensaio em branco (EB), no qual a degradação de cor foi diminuindo significativamente até ao dia 4, mantendo-se constante até ao último dia.

A observação visual das amostras submetidas aos tratamentos efectuados à temper-atura de 60°C evidenciaram um escurecimento da casca (despigmentação e acas-tanhamento intenso) que se estendeu ao interior da polpa (cerca de 1 mm) no fruto após o descasque, o que permite por si só eliminar os tratamentos térmicos desta intensidade.

Tabela 1 Tempos e temperaturas de tratamento térmico das pêras inteiras

Temperatura (ºC) Tempo (minutos)

40 60 120 180 240

45 30 60 90 120

50 15 30 45 60

55 8 16 24 32

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ESB UCP Bibliografia

1. GORNY, J.R. KADER, A.A. “Postharvest Phisiology and Quality Maintenance of Fresh

Cut Pears”, http://www.calpear.com/ind/research/postharv/ph1996/post_phys/post/phys_96.htm. 2. LUNA-GUZMÁN, I., CANTWELL, M. EBARRET, D. M. (2000) “Fresh-cut cantaloupe:

effects of CaCl2 dips and heat treatments on firmness and metabolic activity”. Postharvest Biology and Technology, 19, 61-72.

Figura 1 Degradação da textura ao longo do tempo de armazenamento

Figura 2

Variação da cor (parâmetro L) ao longo do tempo de armazenamento

● 45-120 ■■ 50-60 ▲EB

Imagem

Tabela 1 Tempos e temperaturas de tratamento térmico das pêras inteiras
Figura 1 Degradação da textura ao longo do tempo de armazenamento

Referências

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