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PREFEITURA MUNICIPAL DE MARIANA DIRETORIA DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR

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PREFEITURA MUNICIPAL DE MARIANA

DIRETORIA DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR

FA nº 0115.000.220-7

CONSUMIDOR: MAYNARA NATÁLIA PEREIRA DOS REIS

INFRATOR– M.K. ELETROSOMÉSTICO MONDIAL LTDA, CNPJ: 07.666.567/0001-40, Endereço: Estrada da Volta, nº 1200, Galpão 2, Colônia Brasília, Conceiçao do Jacuípe , CEP:44245000 e VIA VAREJO S/A/, CNPJ: 33.041.260/0652-90, Endereço: Rua João Pessoa, nº 83 Centro, São Caetano do Sul-SP, CEP: 09520-010.

DECISÃO ADMINISTRATIVA

1. RELATÓRIO

Tratam os autos de Processo Administrativo instaurado pelo Procon Municipal de Mariana-MG fundado na reclamação apresentada pela consumidora Maynara Natália Pereira Dos Reis, com base na Lei federal nº 8.078/1990, no Decreto federal nº 2.181/1997, na lei municipal 2.588/2011, no decreto municipal 6.346/2012 em face das fornecedoras VIA VAREJO S/A e M.K. ELETRODOMÉSTICOS MONDIAL LTDA, visando apurar práticas infrativas ao Código de Proteção e Defesa do Consumidor (Lei federal nº 8.078/1990).

Imputa-se às fornecedoras a seguinte prática infrativa às relações de consumo:

Em 22/09/2014 a consumidora dirigiu-se a uma loja da reclamada CASAS BAHIA e efetuou a compra de UMA FRITADEIRA DIGITAL MONDIAL AIR FRY 110V BRANCA, fabricada pela segunda reclamada, pelo valor de R$649,00, confome nota fiscal em anexo.

Ocorre que ainda no prazo de garantia, o produto apresentou vício, tendo a consumidora o deixado na assistência técnica autorizada da fabricante, em 21/01/2015, na cidade de Belo Horizonte-MG, cuja autorizada se chama Eletrônica Som e Imagem Ltda, conforme ordem de serviço em anexo.

Todavia, decorridos mais de 30 dias, a autorizada não entregou o produto à consumidora, sob a alegação de que não possuía peça para fazê-lo.

Para o caso, tem-se que o art.18 , caput, § 1º incisos I, II e III do código de defesa do consumidor não deixam dúvida quanto ao direito da consumidora em escolher o abatimento do preço ou a substituição do produto por outro novo da mesma espécie em perfeitas condições ou à restituição do valor pago com correção monetária, quando o vício não é reparado no prazo de 30 dias.

Art. 18 § 1º, inciso I, II e III:

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(Art. 18) Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com as indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. (Art. 18 , § 1) Não sendo o vício sanado no prazo máximo de 30 (trinta) dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: (Art. 18 , § 1 , inciso I) a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas

condições de uso;

(Art. 18 , § 1 , inciso II) a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada,

sem prejuízo de eventuais perdas e danos;

(Art. 18 , § 1 , inciso III) o abatimento proporcional do preço.

Ante o exposto, requer a consumidora A RESTITUIÇÃO IMEDIATA DO VALOR PAGO PELO PRODUTO, COM CORREÇÃO MONETÁRIA.

Notificada, nos termos acima para comparecimento em audiência de conciliação (fls. 02 a 07- notificação fls. 09), em 17/04/2015 a reclamada M.K. ELETRODOMÉSTICOS MONDIAL LTDA firmou acordo de proceder à restituição do valor pago pelo produto, qual seja, R$ 649,00 (seiscentos e quarenta e nove reais), corrigido monetariamente, no prazo de 30 dias úteis, mediante depósito na conta da consumidora MAYARA NATALIA PEREIRA DOS REIS, CPF:096.322.846-31, conta CORRENTE 1876-5, AGENCIA 1701, CAIXA ECONOMICA FEDERAL ,OPERAÇÃO 003(fl.10 e 11).

Todavia a empresa não cumpriu o acordo.

Ante os fatos acima narrados, sobreveio decisão administrativa que classificou a reclamação como “Fundamentada Não Atendida”, fls. 69 e 70, tendo sido proferido o despacho número 1, de fls.71 e 72, no qual as fornecedoras estavam notificadas a apresentar defesa acerca da infração.

A reclamada VIA VARELO S/A teve ciência do despacho em 09/11/2015 como comprova AR às fls. 72/verso, mas se manteve inerte, enquanto a reclamada M.K. ELETRODOMÉSTICOS MONDIAL LTDA , apresentou defesa administrativa às fls.73 e 74.

O processo transcorreu dentro da mais absoluta normalidade, com respeito aos princípios basilares da ampla defesa e do contraditório, clamando, agora, por decisão.

Com vista os autos para decisão.

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2. FUNDAMENTAÇÃO

Passo, pois, ao julgamento administrativo do fato ocorrido, nos moldes da Lei federal nº 8.078/90, art. 56, parágrafo único e do Decreto Federal nº 2.181/97, art. 4º, inciso IV e 5º,

caput.

O presente processo administrativo teve o seu trâmite regular, sem qualquer vício que pudesse prejudicar o exercício do direito de defesa das infratoras.

Preliminarmente, retifica-se o CNPJ e o endereço do fornecedor VIA VAREJO S/A para CNPJ: 33.041.260/0652-90, Endereço: Rua João Pessoa, nº 83 Centro, São Caetano do Sul-SP, CEP: 09520-010, conforme qualificação apresentada na manifestação de fls. 54.

2.1 DA SUJEIÇÃO DO CASO AO CDC

Parece inegável que o caso em voga sujeita-se às relações jurídicas de consumo, daí advindas da Lei nº 8.078/90, uma vez que a reclamante é consumidora, porquanto adquiriu a fritadeira para sua utilização e as reclamadas fornecedoras; a reclamada M.K. ELETROMESTICOS MONDIAL LTDA posto que produziu o produto e a reclamada VIA VAREJO S/A por comercializar o produto.

Senão vejamos:

Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.

Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços

2.2- DO ATENDIMENTO TARDIO DA DEMANDA

A reclamada M.K ELETRODOMÉSTICOS MONDIAL LTDA apresentou defesa de fls. 73 e 74 informando que em detrimento de um processo judicial, realizara acordo com a

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consumidora, pagando-lhe R$ 1.007,28(mil e sete reais e vinte e oito centavos) em 25/08/2015, referente ao valor pago pelo produto e aborrecimentos.

Entrementes, sabe-se que a infração ao direito da consumidora se concretizou-se quando a fabricante permaneceu com o produto em sua assistência técnica por mais de 30 dias, deixando de restituir o valor pago pelo produto, pelo que ainda por ocasião do descumprimento do acordo celebrado em audiência no Procon Municipal de Mariana-MG, persistiu com a infração.

O fato da reclamada atender ao pleito da consumidora em um processo judicial não a a isenta da aplicação de sanções administrativas, haja vista que são esferas diferentes e de forma quaisquer incorre em bis in idem.

Somente após ciência do despacho de fls.71 e 72, a reclamada M.K. ELETROMÉSTICOS MONDIAL LTDA apresentou o acordo e, inclusive, ao que tudo parece é que tão-somente após acionada pela justiça, que preocupou-se em corrigir a infração.

Logo, o atendimento tardio da demanda não tem o condão de eximir o fornecedor da penalidade pelas infrações já cometidas e devidamente apuradas em processo administrativo.

Insurge-se ainda o órgão de defesa do consumidor contra as alegações da reclamada, no sentido de que não prezou pela harmonização na relação de consumo, tendo resolvido a lide na esfera judicial, motivo pelo qual deve prosseguir o processo administrativo sancionatório.

Ressalte-se que o objetivo precípuo deste órgão de defesa do consumidor é buscar a solução amigável das demandas consumeristas e não aplicar sanções. Por outro lado, a sanção se mostra como uma penalidade àquele que comete infração a direito do consumidor, além do cunho pedagógico, com o fito de desestimular o cometimento de infrações e se evitar que novas infrações sejam cometidas.

2.3 – DA INFRAÇÃO AO ART. 18 DO CDC e ART. 13, XXIV DO DECRETO 2.181/97

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produto fabricado pela reclamada M.K ELETRODOMÉSTICOS MONDIAL LTDA que apresentou vício no prazo de garantia e encaminhado à assistência técnica, lá permanecer por mais de 30 dias.

Daí nasceu o direito da consumidora à restituição do valor pago pelo produto, o que foi frustrado até após audiência de conciliação.

Como agasalho, assim dispõe o art. 18 § 1º inciso II do código de defesa do consumidor, in verbis:

Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.

§ 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:

(...)

II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;

Desta forma, não pairam dúvidas quanto à infração ao art. 18 da lei 8.078/90 e art.13, inciso XXIV do decreto federal 2.181/97.

2.2 - DA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DA VIA VAREJO S/A

A reclamada VIA VAREJO S/A como vendedora do produto, se enquadra no conceito de fornecedora, senão, vejamos:

Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.

§ 1° Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.

§ 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.

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O artigo 18, caput do código de defesa do consumidor preleciona que “os

FORNECEDORES DE PRODUTO E SERVIÇOS de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem

impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas”

Daí se depreende que a reclamada VIA VAREJO S/A, também responde pelos vícios dos produtos que comercializa.

In casu, a fritadeira adquirida na reclamada, apresentou vício ainda na garantia, que

inclusive não foi sanado no prazo legal, tendo sido considerada imprópria ao uso e a reclamada nada fez para resolver o problema da consumidora.

Bem, analisando detidamente as defesas apresentadas, tenho que razão assiste à consumidora. Assim, considero subsistentes as infrações constantes do processo administrativo em epígrafe, pelas fornecedoras VIA VAREJO S/A e M.K. ELETROMÉSTICOS MONDIAL LTDA.

Ex positis, passo, pois, à aplicação da SANÇÃO ADMINISTRATIVA.

É cabível a aplicação da pena de multa prevista no artigo 56, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor, a qual será aplicada observando-se os preceitos do artigo 57 do mesmo diploma, bem como as regras previstas no decreto municipal 6.346/2012.

FIXAÇÃO DA PENA DE MULTA (artigo 57, CDC, e artigo 40 do Decreto

Municipal 6346/2012.

De acordo com o art. 57 do CDC, o valor da pena de multa será fixado atendendo critérios estritamente legais, os quais levarão em conta a gravidade da infração, a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor.

Quanto à primeira reclamada – M.K. ELETRODOMÉSTICOS MONDIAL LTDA

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a) Gravidade da Infração: relaciona-se com sua natureza e potencial ofensivo. A infração que enseja essa sanção administrativa enquadra-se na classificação II, considerada de natureza moderada, qual seja, deixar de sanar o vício do produto sob garantia, se negando a restituir o valor pago pelo produto, sendo a infração corrigida através de processo judicial;

a) Vantagem não auferida: Não há, no presente caso, como

mensurar a vantagem auferida. Quanto à vantagem auferida, é bom que se diga que não há necessidade de a mesma guardar proporcionalidade com a infração cometida. Assim considerado, o valor da multa deve ter o condão de censurar a conduta do fornecedor, para que ele realmente sinta que precisa mudar sua relação com os consumidores e com os órgão de defesa do consumidor e deve fazer isso obedecendo às normas consumeristas. Consoante entendimento jurisprudencial, a multa prevista no art. 56 do CDC não visa à reparação do dano sofrido pelo consumidor, mas sim à punição pela infração às normas que tutelam as relações de consumo. Observa-se que o poder sancionatório do Estado pressupõe obediência ao princípio da legalidade e a sua ratio essendi é desestimular a prática daquelas condutas censuradas ou ilícitas, ou ainda forçar o cumprimento das obrigações. Considerando a ausência de prova nos autos acerca da vantagem auferida pela fornecedora, aplico o fator “1” do art. 42, I do decreto municipal 6.346/2012.

b) Condição econômica: a Infratora não apresentou demonstrativo de resultado do último exercício financeiro, mas possui capital social estimado em R$ 3.113.760,00(três milhões, cento e treze mil e setecentos e sessenta reais), é de nível “Médio Porte”, conforme documento extraído da receita federa em 01/12/2015(documento em anexo).

CÁLCULO:

I. Pena-base: Com os valores acima apurados, estando

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econômica da reclamada, aplico os dados à fórmula prevista em Decreto 6.346/2012, Decreto 2.181/97 e art. 65 da Resolução PGJ 11/2011, tendo como o quantum da pena-base o valor de R$ 6.189,60(seis mil centos e oitenta e nove reais e sessenta centavos), a mínima em R$ 3.094,80(três mil e noventa e quatro reais e oitenta centavos) a Multa Máxima R$ 9.284,40(nove mil duzentos e noventa e quatro reais e oitenta e quatro centavos), conforme planilha de cálculo anexa.

II. Atenuantes (artigos 25 do Dec. 2.181/97 e Decreto

6346/2012): Com fulcro no art. 25, II, do Decreto Federal 2.187/97, verifica-se existir circunstância atenuante em relação a reclamada, haja vista que é primária. Em assim sendo, por imperativo legal, aplico a diminuição da pena prevista no artigo 44, I, do Decreto 6346/2012, diminuindo a pena-base em 1/2 (um meio).

III. Agravantes (artigo 26, IV do Dec. 2.181/97 e 44 do Decreto 6346/2012: não se vislumbra no feito circunstância agravante.

Quanto à segunda reclamada- VIA VAREJO S/A:

a)Gravidade da Infração: relaciona-se com sua natureza e potencial

ofensivo. A infração que enseja essa sanção administrativa enquadra-se na classificação II, considerada de natureza moderada qual seja, deixar de sanar o vício do produto sob garantia, se negando a restituir o valor pago pelo produto, sendo a infração corrigida através de processo judicial;

b) Vantagem não auferida: Não há, no presente caso, como mensurar a

vantagem auferida. Quanto à vantagem auferida, é bom que se diga que não há necessidade de a mesma guardar proporcionalidade com a infração cometida. Assim considerado, o valor da multa deve ter o condão de censurar a conduta do fornecedor, para que ele realmente sinta que precisa mudar sua relação com os consumidores e com os órgãos de defesa do consumidor e deve fazer isso

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obedecendo às normas consumeristas. Consoante entendimento jurisprudencial, a multa prevista no art. 56 do CDC não visa à reparação do dano sofrido pelo consumidor, mas sim à punição pela infração às normas que tutelam as relações de consumo. Observa-se que o poder sancionatório do Estado pressupõe obediência ao princípio da legalidade e a sua ratio essendi é desestimular a prática daquelas condutas censuradas ou ilícitas, ou ainda forçar o cumprimento das obrigações. Considerando a ausência de prova nos autos acerca da vantagem auferida pela fornecedora, aplico o fator “1” do art. 42, I do decreto municipal 6.346/2012.

c) Condição econômica: A fornecedora VIA VAREJO S/A, devidamente

notificada não apresentou o contrato social e o resultado do demonstrativo do último exercício. Em pesquisa ao site da receita federal em 01/12/2015, através do CNPJ da reclamada verificou-se que possui um capital social de R$ 2.895.453.338,98(dois bilhões, oitocentos e noventa e cinco milhões, quatrocentos e cinqüenta e três mil e trezentos e trinta e oito reais e noventa e oito centavos) sendo, assim enquadrada como empresa de grande porte

CÁLCULO:

I- Pena-base: Com os valores acima apurados, estando retratadas a

gravidade das infrações, a vantagem auferida e a condição econômica da reclamada, aplico os dados à fórmula prevista em Decreto 6.346/2012, Decreto 2.181/97, tendo como o quantum da pena-base o valor de R$ 4.830.755,56(quatro milhões oitocentos e trinta mil setecentos e cinqüenta e cinco reais e cinqüenta e seis centavos), a mínima em R$ 2.415.377,78(dois milhões quatrocentos e quinze mil e trezentos e setenta e sete reais e setenta e oito centavos) e a Multa Máxima R$ 7.246.133,35(sete milhões duzentos e quarenta e seis mil e cento e trinta e três reais e trinta e cinco centavos), conforme planilha de cálculo anexa.

II. Atenuantes (artigos 25 do Dec. 2.181/97 e Decreto 6346/2012): Com

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circunstância atenuante em relação a reclamada, haja vista que é primária. Em assim sendo, por imperativo legal, aplico a diminuição da pena prevista no artigo 44, I, do Decreto 6346/2012, diminuindo a pena-base em 1/2 (um meio).

III. Agravantes (artigo 26, IV do Dec. 2.181/97 e 44 do Decreto

6346/2012: não se vislumbra no feito circunstância agravante.

Não obstante, em atendimento ao princípio da proporcionalidade e razoabilidade, norteadores dos atos administrativos, entende-se que os valores obtidos através da aplicação dos dados à planilha são incoerentes com a gravidade da infração, uma vez se tratar de um caso pontual, onde não se identifica um dano difuso, mas infração a direito de um consumidor.

Desta feita, procedo à redução, fixando a multa no valor de R$ 10.000,00(dez mil reais).

Todavia, considerando que houve o atendimento da demanda, ainda que tardio, fixo de forma definitiva em R$5.000,00(cinco mil reais).

ISTO POSTO, determino:

A notificação das reclamadas VIA VAREJO S/A e M.K. ELETRODOMÉSTICOS MONDIAL LTDA nos endereços retro mencionados, para recolher à conta do Fundo Municipal de Defesa do Consumidor (FMDC), BANCO DO BRASIL, Agencia 2279-9, Conta 11029-9 o valor da multa administrativa aplicada de R$ R$ 5.000,00(cinco mil reais), ou, caso queiram, apresentar recurso no prazo de 10 (dez) dias, a contar da data de suas notificações, com a devida comprovação nos autos (Decreto Federal de nº 2.181/97, art. 9 do Decreto 6346/2012).

Na ausência de recurso, ou após o seu improvimento, caso o valor da multa não seja quitado em até 30 (trinta) dias, que se proceda à inscrição do débito em dívida ativa, na forma do art. 55 do Decreto Federal de n.º2.181/97, devendo, ao final do mencionado prazo, incidir juros de mora de 1% (um por cento) ao mês e correção monetária de acordo com o

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índice oficial.

Após o trânsito em julgado desta decisão, seja realizada a inscrição do nome dos infratores no cadastro de fornecedores mantido pelo PROCON Municipal, nos termos do artigo 44, caput, da Lei 8.078/90 e dos artigos 57 a 62, do Decreto Federal de nº 2.181/97.

Publique-se na imprensa oficial. Registre-se. Intimem-se. Remeta-se cópia do inteiro teor desta decisão, por correspondência eletrônica, ao responsável pelo Setor de Relações Institucionais do PROCON Estadual, disponibilizando-a no site deste órgão.

Cumpra-se na forma legal.

Cientifiquem-se as partes interessadas.

Mariana, 01 de dezembro de 2015.

Serviço de Fiscalização do PROCON

Vinicius Augusto Ferreira Menezes Estagiário

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PLANILHA DE CÁLCULO DE MULTA

ATENÇÃO: INSERIR INFORMAÇÕES NOS CAMPOS DESTACADOS PELA COR CINZA

NOVEMBRO DE 2015 NOVEMBRO DE 2015

Infrator M.K. ELETROMÉSTICOS MONDIAL LTDA Processo FA 0115.000.220-7

Motivo Art.18 da lei 8.078/90 c/c Art.13 inc. XXIV do decreto 2.181/97 1 - RECEITA BRUTA R$ 3.113.760,00

Porte => Médio Porte 12 R$ 259.480,00

2 - PORTE DA EMPRESA (PE)

a Micro Empresa 220 R$ 0,00 b Pequena Empresa 440 R$ 0,00 c Médio Porte 1000 R$ 1.000,00 d Grande Porte 5000 R$ 0,00 3 - NATUREZA DA INFRAÇÃO a Grupo I 1

2

b Grupo II 2 c Grupo III 3 d Grupo IV 4 4 - VANTAGEM

a Vantagem não apurada ou não auferida 1

1

b Vantagem apurada 2

Multa Base = PE + (REC BRUTA / 12 x 0,01) x (NAT) x (VAN) R$ 6.189,60 Multa Mínima = Multa base reduzida em 50% R$ 3.094,80 Multa Máxima = Multa base aumentada em 50% R$ 9.284,40

Valor da UFIR em 31/11/2000 1,0641

Taxa de juros SELIC acumulada de 01/11/2000 a 31/10/2015 193,93%

Valor da UFIR com juros até 31/10/2015 3,1277

Multa mínima correspondente a 200 UFIRs R$ 625,54 Multa máxima correspondente a 3.000.000 UFIRs R$ 9.383.085,89

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PLANILHA DE CÁLCULO DE MULTA

ATENÇÃO: INSERIR INFORMAÇÕES NOS CAMPOS DESTACADOS PELA COR CINZA

NOVEMBRO DE 2015 Infrator VIA VAREJO S/A

Processo 0115.000.220-7

Motivo Art 18 da lei 8.078/90 c/c Art.13 inc. XXIV do decreto 2.181/97

1 - RECEITA BRUTA R$ 2.895.453.338,98

Porte => Grande Porte 12 R$ 241.287.778,25

2 - PORTE DA EMPRESA (PE)

a Micro Empresa 220 R$ 0,00 b Pequena Empresa 440 R$ 0,00 c Médio Porte 1000 R$ 0,00 d Grande Porte 5000 R$ 5.000,00 3 - NATUREZA DA INFRAÇÃO a Grupo I 1

2

b Grupo II 2 c Grupo III 3 d Grupo IV 4 4 - VANTAGEM

a Vantagem não apurada ou não auferida 1

1

b Vantagem apurada 2

Multa Base = PE + (REC BRUTA / 12 x 0,01) x (NAT) x (VAN) R$ 4.830.755,56 Multa Mínima = Multa base reduzida em 50% R$ 2.415.377,78 Multa Máxima = Multa base aumentada em 50% R$ 7.246.133,35

Valor da UFIR em 31/11/2000 1,0641

Taxa de juros SELIC acumulada de 01/11/2000 a 31/10/2015 193,93%

Valor da UFIR com juros até 31/10/2015 3,1277

Multa mínima correspondente a 200 UFIRs R$ 625,54 Multa máxima correspondente a 3.000.000 UFIRs R$ 9.383.085,89

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