COLÉGIO ARNALDO
2014
CADERNO DE ATIVIDADES
REDAÇÃO
ATENÇÃO:
Este trabalho deverá ser realizado em casa, trazendo as dúvidas para
serem sanadas durante as aulas de plantão.
CONTEÚDOS
Aluno (a):_______________________________________________________ 5º ano Turma: ________ Professor (a):________________________ Valor: 20 pontos
Relato pessoal Poema Cartaz Reportagem Texto de opinião ORIENTAÇÕES
Releia os registros do seu caderno, os conteúdos dos livros e realize as atividades com empenho e dedicação. Volte sempre às suas fontes quando apresentar dúvidas.
Texto I
LEIA o texto da escritora brasileira, Sylvia Orthof e conheça “o bicho papão”
particular, que era o maior medo dela na infância.
A gente tem muitos bichos na vida. Eu, como toda criança, tive meu bicho papão particular, chamado medo.
Bicho Papão aparecia nas horas mais escuras da noite, naquelas horas em que a cabeça da gente começa a imaginar besteira, imagina, imagina, de repente o medo toma conta do mundo.
Bicho Papão a gente inventa.
O meu foi inventado por uma cozinheira gorda chamada Guiomar. Guiomar era negra, gordíssima e vivia contando histórias terríveis, de botar cabelo em pé. Eu tenho cabelo crespo, até hoje, por culpa da Guiomar. Ela me contou cada uma, arrepiei tanto, que arrepiado fiquei!
Dizem que a gente não deve contar histórias de botar medo pra crianças, por isso não vou contar o que Guiomar contava.
Eu sei que, de tanto ouvir a cozinheira, criei meu Bicho Papão particular. Ele era assim: olhos cor de fogo, pés virados pra trás, soltava muita fumaça pelas ventas e era mula sem cabeça, além de pular num pé só e usar uma touca vermelha, fumar um cachimbo e, de vez em quando, parecer com minha professora de matemática. Tinha vezes que o bicho papão era ótimo, nem existia! Mas bastava ser noite de tempestade, lá vinha o Bicho Papão vestido de lençol branco, casaco de padre, chapéu de freira, blusa de crochê e leque de plumas. Era realmente uma coisa impossível, não existia, era meu medo.
Uma noite cismei que meu pai era o Bicho Papão. Foi cismar, pronto, aconteceu. Não aconteceu de verdade, mas aconteceu dentro da minha cabeça. Cabeça da gente é fogo!
Eu já estava deitada. Era uma noite escura. Papai estava conversando na sala, com visitas. De repente, pensei assim:
O Bicho Papão está fingindo que é meu pai. Ele está lá na sala conversando, enganando todo o mundo, tomando a forma de meu pai, o danado! Mas não é meu pai, é o Bicho Papão! Pra tirar a dúvida vou chamar ele pra vir aqui, no meu quarto... se ele tiver pé de pato, em vez de ter pé de gente, é porque ele não é meu pai!
O vento batia na cortina branca, igual aos filmes de terror. Resolvi que preferia dormir, sem saber da verdade. Chamar meu pai pra tirar a dúvida? Deus me livre.
Bicho
papão
da
minha
Lembrei de uma reza que Guiomar tinha me ensinado pra espantar todos os males do mundo. Era uma reza complicada, precisava rezar e dar uns pulinhos e umas voltas. Pra rezar aquilo seria necessário sair de baixo do cobertor. Deus me acuda!
Meu Bicho Papão era assim: tinha pés para trás e eram de patos. Às vezes eram só de pato, virados pra frente mesmo.
Resolvi tomar coragem, mas o pavor não passava. Era preciso rezar a reza de Guiomar, pois comecei a ouvir a voz de papai, como se ele tivesse uma voz com sotaque papônico. Ai era preciso sair da cama e rezar a reza.
Pulei da cama rápido, acendendo a luz de cabeceira. Sombras enormes projetavam-se nas paredes, a cortina continuava a dançar enquanto o vento gemia lá fora: uuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Comecei a recitar a reza:
Senhor dos aflitos, protegei-me a mim e a esta casa, pelos quatro cantos (tinha que dar quatro pulos cada vez, virando-me para o um canto do quarto), pelas três estrelas cadentes (levantar o braço esquerdo três vezes), pelo anjo arcanjo Jeremias, que o mal desapareça por aquela janela (ajoelhar em frente a janela), em sete rodopios quentes e frios (rodar sete vezes).
Nesta exata hora em que eu estava dando o sétimo rodopio, meu pai entrou no quarto, pra ver que barulheira era aquela. Foi entrar, eu pulei de volta pra cama, dura de pavor. Seria meu pai, ou seria o Bicho Papão? Eu ainda não havia terminado de rezar a reza, faltava completar o sétimo rodopio, depois rezar uma Ave Maria.
- Você está de luz acessa, Sylvia? - Estou sem sono, papai!
Papai aproximou-se para ajeitar meu cobertor. Eu, de olhar duro, sem espiar os pés dele. Com certeza eram de pato, virados para trás, ave cheia de graça o senhor é convosco...
- Você precisa dormir, menina. Amanhã o colégio começa cedo.
Resolvi espiar. Eu ia dar uma olhadinha rápida nos pés do meu pai, era só tomar coragem. Suava frio, tremia toda, apavorada.
Você está com frio?
Pronto! Ele perguntou isso só para me soprar o fogo de suas ventas! Era a mula-sem-cabeça, fingindo ser papai. Tinha pé de pato, com certeza absoluta!
Tomei coragem, virei os olhos pra baixo pra espiar. Neste segundo, ele apagou a luz dizendo:
- Boa noite.
Fiquei sem saber se era meu pai, ou se era o Bicho Papão. Até hoje meu cabelo é duro de pentear. Espetou, arrepiado para sempre.
(Os bichos que eu tive – Sylvia Orthof – p.28-30)
QUESTÃO 01 – Valor: (1,0)
É correto afirmar que o texto lido é um relato pessoal, pois A) os verbos e pronomes são usados principalmente na 3ª pessoa. B) os verbos são empregados no futuro.
C) o narrador é observador.
QUESTÃO 02 – Valor: (1,0)
IDENTIFIQUE se o narrador deste texto é personagem ou observador. JUSTIFIQUE sua
resposta.
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QUESTÃO 03 – Valor: (1,0)
A linguagem utilizada para o relato pessoal é a linguagem informal ou a linguagem
formal. INDIQUE qual dessas linguagens o texto lido utiliza. RETIRE do texto um exemplo que comprove sua resposta.
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Texto II LEIA.
O mosquito escreve – Cecília Meireles
O mosquito pernilongo trança as pernas, faz um M, depois, treme, treme, treme, faz um O bastante oblongo,
faz um S.
O mosquito sobe e desce. Com artes que ninguém vê,
faz um Q, faz um U, e faz um I.
Este mosquito esquisito
cruza as patas, faz um T. E aí,
se arredonda e faz outro O, mais bonito.
Oh!
Já não é analfabeto, esse inseto,
pois sabe escrever seu nome. Mas depois vai procurar alguém que possa picar,
pois escrever cansa, não é, criança? E ele está com muita fome.
QUESTÃO 04 – Valor: (1,0)
É correto afirmar que o gênero textual apresentado é A) um anúncio publicitário.
B) um cartaz. C) um poema. D) uma entrevista.
QUESTÃO 05 – Valor: (1,0)
CITE três características desse gênero textual.
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QUESTÃO 06 – Valor: (1,0)
Sobre o texto II, é correto afirmar que A) possui 6 versos e 24 estrofes.
B) o verso é cada linha do poema.
C) a estrofe é a combinação de sons iguais ou semelhantes no fim do poema. D) versos e estrofes são características de um texto narrativo.
Texto III
LEIA o cartaz.
QUESTÃO 07 – Valor: (1,0)
INDIQUE o objetivo do cartaz lido.
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QUESTÃO 08 – Valor: (1,0)
APONTE o público para o qual esse cartaz foi produzido. JUSTIFIQUE sua
resposta.
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QUESTÃO 09 – Valor: (1,0)
INDIQUE os responsáveis pela produção desse cartaz.
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VIGILANTES DA DENGUE: SEJA UM
Uma zoonose difícil de evitar, a dengue preocupa e ameaça a saúde pública dos
municípios brasileiros. No Rio Grande do Sul, há pelo menos 70 cidades infectadas pelos vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypt. Em Santa Maria, há confirmação de um caso. No entanto, são realizadas campanhas e atuação de agentes da vigilância. Por que a população ainda enfrenta esse dilema?
Conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 40% da população mundial corre o risco de contrair a doença, que conta na sua forma mais grave, a dengue hemorrágica. Para essa enfermidade não há tratamento específico, dificultando, assim, uma possível eliminação do vírus.
Outro problema enfrentado se deve aos locais procurados pelo mosquito para sua
reprodução. Enquanto houver hábitats favoráveis, não há como eliminar ou simplesmente amenizar a propagação dos vetores do vírus da doença. Recentemente, no município de Santa Maria foram capturados mosquitos na estação rodoviária, vindouros de outras cidades em ônibus que chegam diariamente, tornando-se carreadores do vetor. Todavia,
nenhum mosquito, até o momento, apresentou-se infectado com o vírus.
Em razão disso, o PET Vigilância, em parceria com os cursos de Medicina Veterinária e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), aliou-se em prol da conscientização de como prevenir os focos de mosquito e como cada um pode se tornar um vigilante. A campanha ocorrerá hoje na estação rodoviária de Santa Maria, a partir das 16h, com entrega de panfletos e também palestra educacional para empresas de ônibus que mantêm linha de Santa Maria às principais cidades de casos confirmados da dengue.
Todo cidadão pode ser um vigilante. Basta praticar métodos básicos de prevenção. Devemos estar consciente do papel que exercemos na sociedade como monitores da dengue. Por isso, atenção para água parada e lixo em lugar indevido: estes devem receber tratamento e destino adequados.
Cibele Bolzan Scherer ( estudante de medicina veterinária) (fonte:<http://www.clicrbs.com.br/dsm/rs/impressa/4,41,3280586,16939>)
QUESTÃO 10 – Valor: (1,0)
INDIQUE o gênero do texto lido.
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QUESTÃO 11 – Valor: (1,0)
INDIQUE o objetivo principal do texto.
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QUESTÃO 12 – Valor: (1,0)
CITE três argumentos utilizados no texto.
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QUESTÃO 13 – Valor: (8,0)
REDIJA um texto de opinião sobre os assuntos tratados nos textos III e IV que
você leu. ________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________
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Critérios para avaliação Valor Pontos obtidos Adequação ao gênero 2,0 Conteúdo 2,0 Ortografia 2,0 Pontuação 1,0 Caligrafia e capricho 1,0 Total 8,0