UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
“JÚLIO DE MESQUITA FILHO”
FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE ARAÇATUBA
NATHÁLIA JANUARIO DE ARAUJO
Periodontite experimental em ratos
tratados com dose oncológica de
zoledronato: análise da progressão da
doença e avaliação da resposta
periodontal ao tratamento mecânico
convencional
ARAÇATUBA -SP 2017
NATHÁLIA JANUARIO DE ARAUJO
Periodontite experimental em ratos tratados com dose
oncológica de zoledronato: análise da progressão da doença
e avaliação da resposta periodontal ao tratamento mecânico
convencional
Dissertação apresentada à Faculdade de
Odontologia de Araçatuba da
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Mestre em Periodontia.
Orientador: Prof. Dr. Edilson Ervolino Coorientador: Prof. Dr. Juliano Milanezi de Almeida
ARAÇATUBA -SP 2017
Catalogação na Publicação (CIP)
Diretoria Técnica de Biblioteca e Documentação – FOA / UNESP Araujo, Nathália Januario de.
A663p Periodontite experimental em ratos tratados com dose oncológica de zoledronato: análise da progressão da doença e avaliação da resposta periodontal ao tratamento mecânico convencional / Nathália Januario de Araujo. – Araçatuba, 2017.
100 f.: 4 il.; 2 tab.
Dissertação (Mestrado) – Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Odontologia de Araçatuba
Orientador: Prof. Edilson Ervolino
Coorientador: Prof. Juliano Milanezi de Almeida 1. Osteonecrose 2. Bifosfonatos 3. Ratos wistar 4. Raspagem Subgengival I. T.
Dados Curriculares
Nathália Januario de Araujo
Nascimento: 27.04.1991. São Paulo - SP
Filiação: Maria Madalena Januario de Araujo
Roberto Claro de Araujo
2010- 2014: Curso de Graduação em Odontologia
Faculdade de Odontologia do Campus de Araçatuba
Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”
- UNESP
2016-2016: Curso de atualização em Cirurgia Oral Menor
Núcleo de Educação Continuada – NEC – Araçatuba
Dedicatória
À Deus
Por me amparar em todos os momentos, me guiar em
toda minha caminhada e me abençoar cada dia da
minha vida...
À minha mãe
Por ser meu maior exemplo na vida, meu espelho, meu
orgulho, o motivo para eu querer ser cada dia melhor,
eu te amo mais que tudo minha mãe querida...
As minhas tias
Tia Bel e Tia Bela, eu percebo o quanto Deus é bom na
minha vida, quando lembro que eu não tenho apenas
Dedicatória
Nathália Januario de Araujo
uma mãe, eu tenho três, obrigada por vocês me
apoiarem em todos os momentos da minha vida, eu
amo vocês...
Ao meu irmão
Samuca, você é a pessoa que Deus me deu para ser meu
companheiro, amigo e protetor para o resto da vida, eu
te amo irmão, e só quero o seu melhor sempre...
Ao meu irmão
Digo, obrigada por ser esse primo-irmão tão
importante e especial na minha vida, desde pequena eu
tenho você como um exemplo, te amo muito irmão de
coração...
Dedicatória
Ao meu amor
Lucas, obrigada por ser meu companheiro de todas as
horas, obrigada por me apoiar e incentivar em tudo.
Cada dia aumenta minha certeza e vontade de passar
todos os dias da minha vida ao seu lado...
Ao meu avô (in memoriam)
Meu vozão querido, toda vez que eu penso em desistir é
em você que eu penso para me dar forças para
continuar, você me disse uma vez que era meu fã e onde
você estiver eu dedico esta vitória à você. Saudades
eterna.
..
Agradecimentos
Especiais
Agradecimentos especiais
Aos meus professores...
Ao meu orientador Prof. Edilson Ervolino, que desde o inicio me
recebeu e acolheu como parte da querida “família zol”, obrigada por ter me
ajudado em absolutamente todas as etapas do trabalho, pela sua dedicação
e paciência comigo, pela sua disponibilidade, nunca se negou em me
ajudar, mesmo nos finais de semana, férias e com ligações fora de horário,
sempre empenhado em fazer o melhor para meu aprendizado. Sou
imensamente grata por todo seu carinho e dedicação e por apesar de tantos
compromissos, dedicar grande parte do seu tempo para me ensinar e
ajudar. Obrigada por me ouvir todas as vezes que eu precisei de um “ombro
amigo”, obrigada pelos conselhos e pela sua alegria contagiante. O senhor
tem um coração de ouro e eu tive a honra de ser orientada por um professor
tão incrível quanto você, seus ensinamentos vão ficar marcados para
sempre no meu coração, querido mestre. Um grande exemplo de professor,
orientador e amigo.
Ao meu orientador Prof. Juliano Milanezi de Almeida, agradeço por
ter me recebido e acolhido como orientada desde o terceiro ano da
graduação, onde com seu exemplo de professor e dedicação ímpar me
Agradecimentos especiais
Nathália Januario de Araujo
fizeram escolher seguir o caminho do mestrado. Talvez tudo que eu escreva
ou diga ao senhor nunca vão demostrar toda minha gratidão e todo meu
carinho por tudo que já fez e ainda faz por mim, se cheguei até aqui foi
porque me deu oportunidades e incentivo para trilhar o meu caminho.
Agradeço pelas clínicas de perio, onde compartilha seu conhecimento, com
todo carinho e paciência que nos fazem te admirar cada dia mais. Obrigada
por toda semana deixar sua família e viajar tantos quilômetros para estar
aqui com um sorriso no rosto, disposto a fazer de tudo pelo bem dos seus
alunos. Muito obrigada por acreditar em mim e me ajudar a realizar este
sonho. Minha eterna gratidão, admiração e respeito por você professor.
Ao meu professor e grande amigo Prof. Idelmo Rangel Garcia Junior,
fazer seu agradecimento me fez lembrar toda nossa história, e toda minha
trajetória desde a graduação. Algumas vezes, Deus nos tira algo para nos
dar algo muito melhor, que nunca poderíamos imaginar e perder uma
bolsa de auxílio fez nossos caminhos se cruzarem, desde então inúmeras
“portas” se abriram na minha vida, sua ajuda me permitiu terminar minha
graduação, começar minha pós graduação, me fez crescer profissionalemte
e ter condições de conquistar tudo que eu nem imaginava um dia poder
conseguir, mas o mais importante, me fez ter perto de mim uma pessoa
Agradecimentos especiais
incrível, um ser humano com o coração mais puro que eu conheço, toda vez
que um paciente vem conversar comigo e diz que o senhor mudou a vida
deles, meu coração se enche de alegria, porque o senhor também mudou a
minha vida, e a de muitas pessoas, peço a Deus que conserve esse coração
generoso e bondoso, e que te faça cada dia mais feliz e realizado. Obrigada
por ser o pai que eu não tive, o amigo das horas mais difíceis e estar ao meu
lado nos momentos de vitórias e alegrias.
À minha Professora Maria José Hitomi Nagata, existem pessoas que
nos inspiram, e a senhora com toda certeza é uma delas. Quando entrei na
pós graduação, tive o prazer de conhecer melhor aquela professora
extremamente competente, inteligente, e que se mostrou uma grande
amiga no decorrer do meu curso, conheceu minha história e com grande
humildade me contou toda sua trajetória, onde me fez ter muita garra pra
continuar no caminho da pós graduação, sofreu comigo a decepção de não
conseguir a bolsa no primeiro ano e vibrou comigo a vitória de consegui la
no segundo ano. Quando algo queria me desanimar suas palavras me
ajudavam a seguir em frente. Obrigada por todo carinho, por acreditar no
meu potencial quando até eu mesma não acreditava. A senhora estará para
sempre no meu coração.
Agradecimentos especiais
Nathália Januario de Araujo
Ao meu professor e amigo Prof. Wilson Roberto Poi, o senhor foi o
primeiro professor que tive contato na faculdade, no primeiro dia de aula,
me deu um abraço e me desejou boa sorte, quem poderia imaginar que
enfrentaríamos juntos tantas batalhas, e em todas elas o senhor agindo
além das funções de um professor e na época, vice-diretor, não mediu
esforços para me ajudar a continuar realizando meu sonho. E meu presente
veio no final, no dia da colação, onde não poderia ser outra pessoa a me
entregar o diploma, me abraçar e dizer: “Nós conseguimos, você
conseguiu”, consegui sim, com sua ajuda e dedicação. São tantas histórias
que passaria o dia te agradecendo e não conseguriria terminar. Peço a Deus
que lhe dê muita saúde, paz e felicidade porque o senhor merece tudo de
melhor nesta vida.
Ao meu professor Álvaro Francisco Bosco, dentre as ínumeras
dificuldades que enfrentei durante a graduação, o começo do meu terceiro
ano foi o momento mais difícil, onde cheguei a parar de frequentar os
laboratórios, por dificuldades financeiras e o professor Álvaro, com sua
humildade, empatia e sensibilidade, percebeu a minha ausência e
perguntou a uma amiga o motivo e então pediu para que eu viesse, me
emprestou seu próprio material para eu continur os laboratórios e pediu a
Agradecimentos especiais
empresa Golgran toda lista de material para que eu pudesse continuar, já
ouvia falar desse seu jeito e do seu coração bondoso, mas vivenciar isso é
uma honra e um prazer imenso, pessoas como o senhor nos fazem acreditar
que o mundo pode ser melhor e meu mundo foi melhor depois do senhor,
desde então me apaixonei pela periodontia, e hoje estou aqui terminando
meu mestrado nesta área. Obrigada por nos ensinar periodontia. Obrigada
também por deixar meu sorriso mais bonito, por duas vezes. Obrigada por
tudo querido e amado professor Álvaro.
A minha grande amiga e professora Paula Lazilha Faleiros , nossa
Paulinha, que honra ter você na minha vida, você me acolheu e me mostrou
tantas coisas boas, tantos conselhos bons que eu levo para sempre comigo,
quantas vezes desabafei meus problemas com você e com toda doçura me
ouviu, conselhou e me ajudou, obrigada por todas as risadas e momentos
de alegria. Agradeço por se disponibilizar em todas etapas do meu
trabalho. Eu sei que sempre posso contar com você, minha querida amiga,
e saiba que também estarei aqui para oque precisar.
A professora Leticia Helena Theodoro, por toda dedicação, por todos
ensinamentos, tanto na graduação quanto no mestrado, minha primeira
Agradecimentos especiais
Nathália Januario de Araujo
aula de laboratório na periodontia, fui orientada pela senhora, que com
muita paciência e carinho me ensinou todos os passos, os instrumentais, e
me fez começar a gostar desta disciplina maravilhosa, a periodontia,
admiro sua determinação, inteligêmcia e competência. Obrigada por tudo
professora.
Ao professor Valdir Garcia, tenho muito carinho e uma lembrança
muito boa do senhor, meu primeiro SBPqO, em Águas de Lindóia, primeira
vez que viaja para um congresso, e ainda sozinha, estava muito nervosa
para apresentar o trabalho e de repente o senhor foi até meu painel me deu
um abraço, disse que iria ficar tudo bem e que apresentaria muito bem o
trabalho, deu certo, apresentei mais tranquila e se já o admirava, naquele
dia eu me encantei com sua bondade e generosidade, Um professor de
corpo e alma. Muito obrigada, professor.
Ao meu grande amigo e professor Leonardo Perez Faverani, desde
quando o conheci já senti que era alguém muito especial, com toda sua
bondade e generosidade, com o passar do tempo tive o prazer de te
conhecer melhor e apenas confirmar tudo que já senti desde o primeiro dia,
seu coração bondoso, seu jeito carinhoso de tratar todos ao seu redor, te
Agradecimentos especiais
fazem uma pesosa tão querida e especial que enche de orgulho todos ao seu
redor. Obrigada por sempre me estender a mão quando precisei, de sempre
estar disposto a me ajudar, nunca vou esquecer cada gesto de amizade e
generosidade deste meu grande amigo, eu te admiro cada dia mais e tenho
a honra de poder te chamar de amigo e irmão.
À Professora Roberta Okamoto, minha querida professora, um dia eu
estava na moradia e chegaram umas alunas comentando da nova
professora de Anatomia que era uma excelente professora e muito
boazinha, fiquei curiosa para conhecer essa professora e não só tive o prazer
de conhece la como de compartilhar muitas horas de boas conversas,
risadas e desabafos, então minha admiração só aumentou, aquela mulher
elegante, não é só linda por fora é linda por dentro, coração de ouro, que
encanta e ilumine cada pessoa ao seu redor.
Ao Professor Franscisley Ávila, turma 56, turma professor Franscisley
Ávila, bom, não é à toa que minha turma o nomeou ‘nome de turma’, pois
com seu jeito único, nos fez te admirar cada dia mais, desde a primeira aula
téorica até as últimas clínicas de cirurgia, como eu tenho muita sorte de
encontrar e conviver com pessoas maravilhosas, eu tive a honra de
Agradecimentos especiais
Nathália Januario de Araujo
encontrar o senhor novamente no mestrado e poder desfrutar de boas
conversas e muitas risadas, com seu jeito de tornar tudo mais divertido.
Obrigada por toda ajuda nos cursos de especialização, obrigada por sempre
estar diposto a me ajudar com trabalhos para os congressos, mesmo eu não
entregando os certificados depois, mas fica aqui a promessa de entregar
todos. Brincadeiras à parte, eu sou muito grata ao senhor. Meu muito
obrigada por tudo.
Ao professor Roberto Botacin, primeira festa da faculdade que fui,
festa a fantasia, tinha um professor de conde drácula, pedi para tiraruma
foto com ele e achei o máximo um professor ali no nosso meio, na nossa
festa e então nas aulas de anatomia fui conhecendo melhor o senhor e
minha admiração só aumentou, excelente professor e ainda uma pessoa
extremanete divertida, acabou o ano, a graduação e então no mestrado tive
o prazer de conviver bons momentos com meu querido professor Botacin.
Obrigada por todo carinho que tem por mim, por torcer pelo meu sucesso,
por estar presente em momentos tão importantes para mim, e pela
companhia agradável nos almoços na Dora. Eu te admiro muito professor.
Agradecimentos especiais
Aos meus professores: Prof. José Vitor, Prof. Dinho, Prof. Claudio
Maçon, Prof. Roelf, Prof. Américo, Prof. Claudio Casatti, Prof. Adriana, Prof.
Ana Paula, prof. Chicão, prof. Renato, por serem exemplos de professores,
onde eu me inspiro e também agradeço por todo carinho e dedicação.
Contribuiram imensamente para minha formação. Muito obrigada por
tudo queridos e amados professores.
Agradecimentos especiais
Nathália Januario de Araujo
Aos meus queridos amigos...
Ao meu amigo Luan Toro, Lulis, Luh, Luanzito, o que seria de mim
sem sua ajuda? Bom, provavelmente não estaria escrevendo os
agradecimentos da dissertarção, pois não estaria nesta etapa, você com sua
humildade, me acolheu, me fez sentir parte da “família Zol” desde o
primeiro dia, fez questão de me ensinar, ajudar em todas as etapas, mesmo
sendo nosso orgulho e “vice Rei”, nunca deixou de ter humildade para
passar seu conhecimento da melhor forma possível, obrigada por tudo, por
todas as vezes que me ajudou com as apresentações dos congressos, no
EGQ, na histometria, na dissertação enfim em tudo. Obrigada por permitir
que participasse de momentos tão importantes da sua vida como sua
formatura, me marcou muito seu carinho comigo, e foi uma honra
partilhar esta grande vitória ao seu lado, e por isso que nos meus momentos
de vitórias também quero você ao meu lado. Agradeço principalmente por
ser esse amigo maravilhoso, que me escuta, aconselha, puxa orelha, porque
quer o meu melhor, assim como eu quero sempre o seu melhor e cada dia
ver os frutos do seu sucesso.
Agradecimentos especiais
Ao meu amigo David Gusman, Dede, no dia que sai da prova de
seleção e conversamos, já percebi que era diferenciado, muito inteligente,
muito paciente, e quando passamos na prova e tivemos a oportunidade de
trabalharmos juntos, pude perceber a jóia rara que estava ao meu lado,
quantos domingos, feriados até véspera de Natal, estava lá, eu e você,
trabalhando juntos, e não importava se era o meu ou o seu trabalho, nós só
queríamos ajudar um ao outro e permaneceu assim, mesmo quando eu fui
para a família Zol, não teve uma etapa que não me ajudou, não tenho
palavras para agradecer seu carinho comigo, desde o inicio nas aplicações
dos meus animais estava lá, e até quando percebeu meu despesero que não
estava conseguindo cortar as peças no micrótomo, sentou vários dias e
noites comigo com todo sua paciência e me ensinou, e muitas outras ajudas
que em palavras não consigo descrever meu sentimento de gratidão por
você meu querido amigo, de todas coisas boas que o mestrado nos
proporciona a melhor parte que eu levo é a amizade de pessoas
maravilhosas como você, de coração puro, sincero e verdadeiro. Sei que seu
sucesso é certo, e eu estarei te aplaudindo. Que nossa amizade continue por
toda a vida. Meu irmão pretinho de coração.
Agradecimentos especiais
Nathália Januario de Araujo
Ao meu amigo João Martins, Migo, quem diria que depois de sermos
vizinhos por 2 anos, somente no mestrado iria conhecer o verdadeiro João,
que não se tornou apenas um amigo de pós graduação, se tornou um irmão,
a pessoa que nos momentos bons e ruins esteve comigo lado a lado, que se
preocupa comigo assim como eu me preocupo com você, que torce pelo meu
sucesso assim como eu vibro com cada vitória sua, e irmão que não briga
não é irmão, eu sei que todas as vezes que chamou minha atenção foi para
o meu bem. Miguinho, eu sou muito abençoada por ter você na minha vida,
essa pessoa maravilhosa, divertida e com seu carisma conquista todos ao
seu redor, cada gesto de amizade seu fica guardado no meu coração, desde
minha festinha surpresa no meu aniversario, até pedir marmita para sua
amiga que come pouquinho, quero que saiba que estou aqui para oque
precisar, mesmo que eu va ver a mensagem depois das 8 da noite, eu nunca
vou medir esforços para te ver bem, e estarei aplaudindo de pé todas as suas
vitórias.
A minha amiga Daniela de Sá , Danizinha, obrigada por ser minha
parceira nesta caminhada, sem sua ajuda, tudo seria mais difícil, obrigada
por sempre estar disposta a me ajudar, quantas lâminas, quantos
bloquinhos, quanto trabalho e você se disponibilizou a me ajudar em tudo,
Agradecimentos especiais
obrigada por ser esta amiga tão especial, que torce por mim, vibra com
minhas vitórias, esteve presente em tantos momentos bons comigo, lado a
lado, e nos momentos difíceis estava ali me ouvindo, aconselhando e orando
para que tudo se ajeitasse, eu sei que sempre posso contar com você assim
como você sempre pode contar comigo, pra tud0. Você é muito importante
e especial para mim.
A minha amiga Sabrina Ferreira, Sassa, quando eu te conheci, já senti
que era uma pessoa muito querida e especial, depois com a convivência
apenas confirmei minhas suspeitas Você foi um presente de Deus na minha
vida, que me ajudou e ajuda no meu desafio de assumir a responsabilidade
de cursos tão importantes, onde entrei tão despreparada e com toda sua
paciência e dedicação foi me ensinando, orientando e hoje sei que devo
muito a você. Quando precisei de trabalhos, não se importou de sentar
horas comigo, procurando os casos, sempre com toda doçura e delicadeza
que me fazem ter tanta admiração por você. Já te falei que tenho você como
um espelho, e estarei sempre torcendo para seu sucesso, pois com sua
trajetória brilhante, o fruto da sua dedicação é o sucesso tanto como
profissional como pessoal.
Agradecimentos especiais
Nathália Januario de Araujo
À família ZOL, meus queridos: Luan, João, Daniela, Letícia, Fernanda,
Thamires, Luy, Tiago e Cristian, gostaria que soubessem que sem o apoio e
ajuda de todos vocês a realização desse trabalho não seria possível, obrigada
por estarem comigo, nas eutanásias, nas imunos, vocês são realmente uma
família para mim. Obrigada por todo apoio.
Aos meus amigos da pós-graduação:
Fred, obrigada por sua alegria contagiante, seu jeito único de deixar tudo
mais alegre e divertido, você torna nossas dias mais leves, eu tenho muito
admiração por você, meu querido amigo ,
Vivian, obrigada por toda ajuda no meu TCC que foi fundamental para eu
começar a me interessar pela pós graduação e hoje, terminando mais um
ciclo, posso dizer que tudo valeu a pena. Obrigada pela amizade, pelo
carinho, pelos conselhos e “puxões de orelha” que me fizeram crescer cada
vez mais.
Henrique, obrigada por sempre estar disponível quando precisei de ajuda
e por toda amizade nestes anos de convívio. Agradeço os momentos de boas
conversas e descontração que deixam nossos dias na periodontia muito
mais divertidos.
Agradecimentos especiais
Breno, obrigada por toda amizade e carinho neste tempo de convívio,
espero que todos nos possamos contribuir para que sua escolha por
Araçatuba tenho valido a pena.
Nati Campos, obrigada por desde a graduação me ajudar com caronas para
a faculdade, bons conselhos e boas conversas e agora no mestrado ter se
tornado uma grande amiga, muito querida que admiro cada dia mais.
Carol, nunca vou esquecer que com sua ajuda, realizei meu sonho de fazer
a cirurgia com o Prof. Álvaro, e desde então não sai mais da periodontia,
você é uma amiga muita querida e especial que levo no meu coração.
Marta, Marina, Marcinho, Daniela, queridos orientados da Prof. Letícia,
obrigada pela amizade e carinho, cada um do seu jeito e todos muito
queridos e especiais para mim
Aos queridos amigos Giovani e Clara, obrigada pela parceria, por toda
ajuda, cada um da sua forma me ajudou muito, nas intermináveis
eutanásias e nos momentos de boas conversas e descontração que tornaram
esta jornada muito mais leve e agradável. Meu muito obrigada a vocês
queridos amigos.
Às minhas amigas do coração, Priscila, Adriele, Flavinha, Luisa,
Tamires, Bárbara, Amanda, Camila, Paulinha, Denise, Marcela, Dani,
Agradecimentos especiais
Nathália Januario de Araujo
Aniele, por mesmo com minha ausência em tantos aniversários,
confraternizações, encontros, não deixaram de me apoiar e incentivar,
entenderam minha escolha e me ajudaram cada uma com seu jeito, mas
todas muito importantes e especiais na minha vida.
Às minhas amigas Michelle e Fran, obrigada por me acolherem e me
fazerem sentir tão especial, desde quando cheguei pela primeira vez no
consultório IRG, a Mih já me recebeu com sua alegria contagiante, fazendo
brincadeiras de tudo, o mundo podia estar desabando, mas eu sabia que
tinha você ali para desafabar meus problemas, e o principal, me aconselhar,
orar por mim, não tenho palavras para expressar toda minha gratidão e
carinho por você Mih. Fran, você com seu jeitinho único me ajudou em tudo,
com toda paciência me ensinou tantas coisas, me aconselhou, quando você
chega no curso, parece que trás toda paz e luz, tudo fica mais fácil, mais
tranquilo. Você é uma pessoa iluminada que Deus colocou no meu
caminho. Obrigada por tudo, meninas, vocês moram no meu coração.
Às minhas amigas do NEC, Marina, Juliani, Cris, Aline, Gabi,
Flavinha, Fernandinha, Katia, Dora, Lu, Bê, Camila, meus amores, minha
caminhada não seria a mesma sem a amizade e ajuda de todas vocês, cada
Agradecimentos especiais
uma de um jeito, mas todas muito queridas e especiais na minha vida,
quando os dias estavam difíceis e parecia que não ia conseguir, cada uma
de vocês tinha uma palavra amiga, um conselho, uma oração, que me
ajudavam a continuar com mais força e garra. Obrigada por tudo, lindas
“guerreiras do Nec”.
Às minhas queridas amigas e companheiras Claudia e Rose, obrigada
por me acolherem de forma tão carinhosa, obrigada pela humildade em
passar o conhecimento de como agir com nossos “anjos”, obrigada pela
amizade e companheirismo, pelos conselhos, eu admiro muito vocês,
mulheres guerrerias, batalhadoras, mães exemplares, tenho muita sorte
por ter vocês na minha vida, presente de Deus. Obrigada por tudo, meus
amores.
Agradecimentos especiais
Nathália Januario de Araujo
À minha família...
Aos meus sogros Eva e Junior Munhoz, obrigada por me acolherem
como uma filha, por sempre me apoiarem em tudo, obrigada por torcerem
pelo meu sucesso e por estarem presentes nos momentos mais importantes
da minha vida. Obrigada pelos conselhos, eu me sinto realizada por poder
fazer parte desta família tão querida e especial, amo vocês.
Aos meus primos Maira, José Nilson, kauê e kainã. As minhas primas
Elem, Joici, e suas princesinhas Julia e Nicole, tia Iraci. Aos meus tios
Sebastião e Esli, minha prima Elisana e Marquinhos, obrigada por todo
incentivo e motivação que sempre me deram, obrigada pelo apoio e por
torcerem por mim, vocês são muito importantes na minha vida.
Meu cunhado Matheus Munhoz, Cunha, obrigada por me receber
como parte da família, desde o primeiro dia que conheci vocês, obrigada
pelas boas conversas, pelos momentos divertidos e por estar presente em
momentos tão importantes para mim, como na minha formatura, sempre
torcendo pelas minhas vitórias.
À minha cunhada Michelli Menezes, Mih, obrigada por todo carinho
que sempre teve comigo e por sempre me apoiar em tudo, obrigada por
estar presente nos momentos de alegria e nos momentos difíceis, nunca vou
Agradecimentos especiais
esquecer todo apoio que me deu nos congressos, torcendo por mim,
incentivando, eu te considero uma irmã de coração. Obrigada por tudo.
À Familia do meu namorado, vó Geni, Vô Toninho, vó Maria, Tia
Claudia, Lúcia, Paulo, Larissa, toda família de Brotas: Ângela, Beto, Fernado,
Simone, Carol, Marcelo, Ariana, Valen e Catarina, Heloisa, Thiago, Ercilia,
Saito, Vanessa, obrigada por me receberem na família, por todo carinho que
sempre tiveram comigo, eu tenho muito carinho por cada um de vocês.
A toda minha família que sempre me apoiou em todos os momentos,
torceu pelas minhas vitórias, meu muito obrigada!!!
Agradecimentos
À Faculdade de Odontologia de Araçatuba da Universidade Estadual
Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – UNESP, pela oportunidade de realizar
este curso e esta pesquisa.
Ao departamento de Cirurgia e Clínica Integrada, Ciências Básicas, e
a disciplina de Periodontia da Faculdade de Odontologia de Araçatuba-
UNESP.
Ao professor André Briso, coordenador do programa de pós
graduação em odontologia e a professora Maria José ex coordenadora do
programa, por todo dedicação em fazer o melhor por nosso programa.
À Valéria, Cristiane e Lilian da seção de pós-graduação, por todo
carinho e paciência, obrigada por sempre que precisei, vocês estarem
dispostas a me ajudar, sempre um um sorriso no rosto e alegria.
Aos amigos e colaboradores Dada, Renato, Paulão, Marquinhos e
Joílson, por sempre nos ajudar, por toda alegria, disposição com todos nos,
vocês tornam nossos dias na faculdade mais alegres e divertidos.
Aos funcionários da Biblioteca da Faculdade de Odontologia de
Araçatuba, Ana Cláudia, Cláudio, Luzia, Denise, Luís Claudio, Ana Paula,
Maria Cláudia, agradeço todo atenção e carinho que sempre me receberam.
Agradecimentos
Nathália Januario de Araujo
Ao Arnaldo, pelo cuidado com meus animais, nunca vou esquecer o
carinho que teve comigo, o cuidado com meus animais, a disposição e o
amor com seu trabalho, você é muito querido para todos nós.
Aos Funcionários do Biotério, Camilo, Arnaldo e João, agradeço pela
disponibilidade e pela contribuição na parte experimental deste trabalho.
Ao Marcio, por nos receber na faculdade com sua alegria, que já deixa
nosso dia mais feliz, obrigada por se tornar um verdadeiro amigo, obrigada
pelas horas de conversas, pelos conselhos e obrigada por torcer por mim.
A todos os porteiros da faculdade de Odontologia de Araçatuba, por
todo carinho e alegria que nos recebe, todos os dias.
Aos meus amigos do curso de especialização de implante, que tive o
prazer de conviver, em especial a minha amiga Ana “Diva”, Alcides,
Paulinha, Juliana que se tornaram grandes amigos no decorrer dessa
jornada. Obrigada por todo carinho de vocês, meus queridos amigos.
Aos meus amigos do Hospital “Ritinha Prates:” Cida, José Américo, Bê,
Liliane, Dani, Marcela, Rafa, Cézar, Janaína, Valéria, Carla e aos nossos anjos
por tornarem meus dias mais felizes desde quando comecei meu
voluntariado neste hospital. Vocês moram no meu coração.
Agradecimentos
Aos pacientes atendidos, obrigada pela confiança depositada em
nossas mãos, com a ajuda dos nossos profesores, sempre iremos fazer o
melhor por todos nossos pacientes.
Aos animais da pesquisa, meu eterno respeito por todos os animais
das nossas pesquisas.
À todos os professores, técnicos, assistentes e amigos que
influenciaram de maneira direta na minha trajetória e contribuíram de
forma imensurável para minha informação.
Epigrafe
“Que os vossos esforços desafiem as
impossibilidades, lembrai-vos de que as grandes
coisas do homem foram conquistadas do que
parecia impossível.”
Araujo, NJ. Periodontite experimental em ratos tratados com dose oncológica de
zoledronato: análise da progressão da doença e avaliação da resposta periodontal ao tratamento mecânico convencional. 2017. 101 f. Dissertação
(Mestrado) – Faculdade de Odontologia, Universidade Estadual Paulista, Araçatuba, 2017.
RESUMO
O objetivo do presente estudo foi avaliar a progressão da periodontite experimental (PE) e a resposta tecidual periodontal frente à raspagem e alisamento radicular (RAR) durante tratamento com dose oncológica de zoledronato. Foram utilizados 100 ratos (6 meses de idade) distribuídos aleatoriamente em 4 grupos experimentais: SAL (n=30), ZOL (n=30), SAL-RAR (n=20) e ZOL-RAR (n=20). O plano de tratamento medicamentoso teve duração de 8 semanas. Os ratos receberam injeções intraperitoneais de 0,45 ml de solução de cloreto de sódio 0,9% (Grupos SAL e SAL-RAR) ou 0,45 ml da mesma solução acrescida de 100 µg/Kg de zoledronato (ZOL e ZOL-RAR) com um intervalo de três dias entre as aplicações. Decorridas duas semanas de tratamento medicamentoso, foi instalada uma ligadura de algodão ao redor do primeiro molar inferior esquerdo. Nos grupos SAL e ZOL essa ligadura permaneceu até o final do experimento. Nos grupos SAL-RAR e ZOL-RAR após outras duas semanas a ligadura foi removida, e foi efetuada a RAR. A eutanásia foi efetuada nos grupos SAL e ZOL aos 14, 21 e 42 dias pós instalação da ligadura e nos grupos SAL-RAR e ZOL-RAR aos 7 e 28 dias pós tratamento local com RAR. Foi executado o processamento histológico das hemi-mandíbulas e os cortes histológicos foram submetidos à coloração pela hematoxilina-eosina (HE). Na região de furca do primeiro molar inferior foram efetuadas: análise histopatológica dos tecidos peridontais e análise histométrica da porcentagem de osso na região de furca (POF) e da porcentagem de osso necrótico na região de furca (PON). Os resultados foram submetidos a análise estatística. O grupo ZOL apresentou uma resposta inflamatória local mais exacerbada, maior POF e maior PON aos 14d, 21d e 42 pós instalação da ligadura em relação ao grupo SAL. Em ZOL-RAR a resposta inflamatória se mostrou mais exacerbada, não houve alteração da POF, e a PON se mostrou maior ao longo do tempo e em relação ao grupo que não recebeu tratamento periodontal. Conclui-se
que o tratamento com dose oncológica de zoledronato reduz a perda óssea alveolar induzida pela PE, todavia, aumenta a quantidade de tecido ósseo alveolar necrótico, exacerba e prolonga a resposta inflamatória local, tanto nos sítios sem tratamento periodontal quanto nos sítios submetidos à RAR, ou seja, a doença periodontal e o tratamento mecânico periodontal convencional são importantes fatores de risco local para a ONM-M.
Palavras chave: Osteonecrose, Bifosfonatos, Ratos wistar, Raspagem
Araujo, NJ. Experimental periodontitis in rats treated with oncological dose of
zoledronate: analysis of disease progression and assessment of periodontal response to conventional mechanical treatment. 2017. 101p Essay (Master’s
Degree) –São Paulo State University (Unesp), School of Dentistry, Araçatuba, 2017.
ABSTRACT
The present study aims to assess the progression of experimental periodontitis (EP) and the periodontal tissue response to scaling and root planing (SRP) during treatment with oncological dose of zoledronate. A total of 100 rats were used (6 months old) randomically distributed into 4 experimental groups: SAL (n=30), ZOL (n=30), SAL-SRP (n=20) e ZOL-SAL-SRP (n=20). Drug treatment plan lasted for 8 weeks. Intraperitoneal injections of 0,45 ml of sodium chloride solution 0,9% (Groups SAL and SAL-SRP) or 0,45 ml of the same solution adding 100 µg/Kg of zoledronate (ZOL and ZOL-SRP) were given to the rats within intervals of three days between injections. A cotton ligature was installed around the first left lower molar after two weeks of medicative treatment. At SAL and ZOL groups such ligature endured until the end of the experiment. At the groups SAL-SRP and ZOL-SRP ligature was removed two more weeks later and SRP was executed. Euthanasia was done at the groups SAL and ZOL after 14, 21 and 42 days from the ligature installation and at the groups SAL-SRP and ZOL-SRP after 7 and 28 days after local treatment with SRP. Hemimandibula was histological processing and executed and histological sections went under Hematoxylin and eosin staining (HE). At the furcal region of the first lower molar were executed: histopathological analysis of periodontal tissues and histometric analysis of bone percentage at the furcal region (BPF) and necrotic bone percentage at the furcal region (NPF). Results went under statistical analysis. ZOL group presented increased local inflammatory response, higther BPF and higher NPF at days 14, 21 and 42 after ligature installation in relation to SAL group. At ZOL-SRP, inflammatory response was increased, there was no BFP alteration, and NPF was higher throughout time in comparison to the group that had not received periodontal treatment. It can be concluded that treatment with oncological dose of zoledronate decreases alveolar bone loss induced by EP, on the other hand, it increases the amount of alveolar necrotic bone tissue, increases and extends local inflammatory response, either at
sites with no periodontal treatment or the ones that went under SRP, in other words, periodontal disease and conventional mechanical periodontal treatment are important local risk factor for medication-related osteonecrosis of the jaw (MRONJ).
LISTA DE FIGURAS
Figura 1: Fluxograma evidenciando os procedimentos experimentais
executados em seus respectivos intervalos de tempo nos grupos SAL e ZOL (A) e SAL-RAR e ZOL-RAR (B). Os grupos SAL-RAR aos 7 dias e aos 28 dias pós-operatórios correspondem aos 21 dias e 42 dias pós instalação da ligadura. Abreviações: IP, via de administração intraperitoneal.
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Figura 2: Aspectos histológicos quantitivos e qualitativos da região de
furca do primeiro molar inferior nos diferentes grupos experimentais. A e
F: Gráficos apresentando a porcentagem de osso na região de furca, POF
(A), e a porcentagem de osso necrótico na região de furca, PON (F) nos grupos SAL e ZOL aos 14, 21 e 42 dias pós instalação da ligadura. B-E e
G-J: Fotomicrografias evidenciando o aspecto histológico da região de
furca do primeiro molar inferior em um sítio saudável nos grupos SAL (B) e ZOL (G) e no sítio com periodontite experimental aos 14 (C e H), 21 (D e I) e 42 (E e J) dias pós instalação da ligadura nos grupos SAL (C-E) e ZOL (H-J). Abreviações e símbolos: ao, osso alveolar; †, diferença estatisticamente significante em relação ao SAL-14d; ‡, diferença estatisticamente significante em relação ao SAL-21d; ¶, diferença estatisticamente significante em relação ao SAL-42d; §, diferença estatisticamente significante em relação ao ZOL-14d; |, diferença estatisticamente significante em relação ao ZOL-21d. Coloração: HE. Aumento original: 50x (B-E e G-J). Barras de escala: 200 µm (B-E e G-J).
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Figura 3: Aspectos histológicos detalhado da região de furca do primeiro
molar inferior nos diferentes grupos experimentais. A-J: Fotomicrografias evidenciando o aspecto histológico da região de furca do primeiro molar inferior em um sítio saudável nos grupos SAL (B) e ZOL (G) e no sítio com periodontite experimental aos 14 (C e H), 21 (D e I) e 42 (E e J) dias pós instalação da ligadura nos grupos SAL (C-E) e ZOL (H-J). Em A e F
observar as características histológicas do tecido ósseo alveolar vital (A) e do tecido ósseo alveolar necrótico (F). As figuras de B-E e G-J correspondem a ampliação dos quadros observados nos respectivos grupos na Figura 2. Abreviações e símbolos: ao, osso alveolar; lp, ligamento periodontal; setas brancas, osteócitos, setas azuis, restos apoptóticos de osteócitos; setas pretas, lacunas vazias; †, diferença estatisticamente significante em relação ao SAL-14d; ‡, diferença estatisticamente significante em relação ao SAL-21d; ¶, diferença estatisticamente significante em relação ao SAL-42d; §, diferença estatisticamente significante em relação ao ZOL-14d; |, diferença estatisticamente significante em relação ao ZOL-21d. Coloração: HE. Aumento original: 400x (A e F); 200x (B-E e G-J). Barras de escala: 25 µm (A e F); 50 µm (B-E e G-J).
Figura 4: Aspectos histológicos quantitivos e qualitativos da região de
furca do primeiro molar inferior nos diferentes grupos experimentais submetidos ou não ao tratamento de raspagem e alisamento radicular. A
e F: Gráficos apresentando a porcentagem de osso na região de furca,
POF (A), e a porcentagem de osso necrótico na região de furca, PON (F) nos grupos SAL e ZOL aos 21 e 42 dias pós instalação da ligadura e nos grupos SAL-RAR e ZOL-RAR aos 7 e 28 dias pós-operatórios. Os grupos SAL-RAR aos 7 dias e aos 28 dias pós-operatórios correspondem aos 21 dias e 42 dias pós instalação da ligadura. B-E e G-J: Fotomicrografias evidenciando o aspecto histológico da região de furca do primeiro molar inferior com periodontite experimental e tratado com raspagem e alisamento radicular aos 7 (B-C e G-H) e 28 (D-E e I-J) dias pós operatórios nos grupos SAL-RAR (B-E) e ZOL-RAR (G-J). As figuras de C, E, H e J correspondem a ampliação dos quadros observados nos em B, D, G e I, respectivamente. Abreviações e símbolos: ao, osso alveolar; setas brancas, osteócitos, setas azuis, restos apoptóticos de osteócitos; setas pretas, lacunas vazias; †, diferença estatisticamente significante em relação ao SAL-21d; ‡, diferença estatisticamente significante em relação ao 42d; ¶, diferença estatisticamente significante em relação ao
RAR-7d; §, diferença estatisticamente significante em relação ao SAL-RAR-28d; |, diferença estatisticamente significante em relação ao ZOL-21d; ≡, diferença estatisticamente significante em relação ao ZOL-42d; ¦, diferença estatisticamente significante em relação ao ZOL-RAR-7d. Coloração: HE. Aumento original: 50x (B, D, G e I); 200x (C, E, H e J). Barras de escala: 200 µm (B, D, G e I); 50 µm (C, E, H e J).
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Parâmetros, escores e distrubuição dos espécimes de acordo
com a análise histopatológica dos tecidos periodontais durante a progressão da PE ao longo do tratamento com veículo ou zoledronato.
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Tabela 2 - Parâmetros, escores e distribuição dos espécimes de acordo
com a análise histopatológica dos tecidos periodontais sem terapia local ou tratados com RAR ao longo do tratamento com veículo ou zoledronato.
Lista de
Abreviaturas
LISTA DE ABREVIATURAS
%: porcentagem ˚C: graus Celsius ±: mais ou menos <: menor
µg/kg: microgramas por quilograma µg: micrograma
µl: microlitro µm: micrômetro
AAOMS: Associação Americana de Cirurgiões Buco-Maxilo-Faciais AF: área de osso na furca
AM: Amazonas
ANOVA: Análise de Variância AO: área de osso alveolar BPs: bisfosfonatos
cm2: centímetro quadrado
EDTA: ácido etilenodiamino tetra-acético EUA: Estados Unidos da América
FOA: Faculdade de Odontologia de Araçatuba g: gramas
HE: hematoxilina e eosina J: joule
J/cm2: joules por centímetro quadrado
Kg: quilograma M: molar mg: miligrama ml: mililitros mm2: milímetros quadrados mW: miliwatts n°: número
NaCl: cloreto de sódio OCN: osteocalcina
PBS: tampão fosfato salino PE: periodontite experimental pH: potêncial hidrogeniônico
POF: porcentagem de osso na furca PON: Porcentagem de osso necrótico
RANKL: ligante do receptor ativador do fator nuclear Kappa B RS: Rio Grande do Sul
s: segundos SP: São Paulo
LISTA DE ANEXOS
ANEXO A: Normas para publicação segundo o periódico Journal of
periodontolody
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SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ... 57 2. MATERIAIS E MÉTODO ... 60 2.1 Delineamento experimental ... 60 2.1.1 Anestesia ... 60 2.1.2 Protocolo medicamentoso ... 60 2.1.3 Grupos experimentais ... 60 2.1.4 Periodontite induzida por ligadura ... 61 2.1.5 Raspagem e aplainamento radicular ... 61 2.1.6 Eutanásia e obtenção das amostras ... 61 2.2 Processamento histológico das amostras ... 61 2.3 Análise dos resultados ... 62 2.3.1 Análise da condição geral de saúde e exame clínico intrabucal .. 62 2.3.2 Análise histopatológica dos tecidos periodontais ... 62 2.3.3 Análise histométrica da POF e da PON ... 62 2.3.4 Análise estatística dos dados ... 63 3. RESULTADOS ... 64 3.1 Condição geral de saúde e exame clínico intrabucal... 64 3.2 Condição dos tecidos periodontais 14 dias após a instalação da ligadura ao longo do tratamento com dose oncológica de zoledronato... 64 3.3 Progressão da PE ao longo do tratamento com dose oncológica de zoledronato ... 65 3.4 Resposta dos tecidos periodontais à RAR ao longo do tratamento com dose oncológica de zoledroanato ... 66 4. DISCUSSÃO ... 67AGRADECIMENTOS ...72 REFERÊNCIAS ... 73 FIGURAS ... 79 TABELAS ... 84 ANEXOS ... 88
56
Normatização segundo a revista Journal of Periodontology
Título:
Periodontite experimental em ratos tratados com dose
oncológica de zoledronato: análise da progressão da doença e
avaliação da resposta periodontal ao tratamento mecânico
convencional
Autores:
Nathália Januario de Araujo 1 DDS
Juliano Milanezi de Almeida ² DDs, MS, PhD Edilson Ervolino3 DDS, MS, PhD
1 MS Student in Dentistry at Araçatuba Dental School, Univ. Estadual
Paulista-UNESP, Department of Surgery and Integrated Clinic. Brazil.
² Assistant Professor at Araçatuba Dental School, Univ. Estadual Paulista- UNESP, Department of Surgery and Integrated Clinic. Brazil.
3 Assistant Professor at Araçatuba Dental School, Univ. Estadual Paulista-
UNESP, Department of Basic Sciences. Brazil.
Autor correspondente: Edilson Ervolino
Endereço: Rodovia Marechal Rondon, km 528, Araçatuba, São Paulo, Brasil CEP: 16015-050
Fax: (+55) - (18) 3636 2758 E-mail: [email protected]
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1. INTRODUÇÃO
Os bisfosfonatos (BPs) são medicamentos que apresentam grande efetividade no tratamento de osteopatias que desencadeiam osteólise, tais como osteoporose, doença de Paget, osteogênese imperfeita, mieloma múltiplo, paratireoidismo primário, dentre outras (Drake et al., 2008). Além disso, são empregados no controle da progressão de metástase óssea, hipercalcemia e dor óssea em neoplasias malignas osteotrópicas, tais como tumores de mama, próstata, pulmão e rim (Drake et al., 2008). Os BPs são potentes inibidores do processo de reabsorção óssea. O bisfosfonato com a maior potência é o zoledronato, este atua através da inibição da via do mevalonato, inibindo a enzima farnesil difosfato sintase (Dunford et al., 2001). A interrupção desta via altera a dinâmica do citoesqueleto destas células, impossibilitando a interação da célula com a matriz óssea e a formação do microambiente propício para o início da atividade reabsortiva. Além disso, o bloqueio desta via promove inibição parcial da osteoclastogênese (Abe et al., 2012) e desencadeia apoptose prematura em osteoclastos ativos (Coxon & Rogers, 2003; Ebetino et al., 2011; Ory et al., 2008; Rogers et al., 2011).
Dentre as reações adversas ocasionadas pelo uso dos BPs constitui um grande desafio para a osteonecrose dos maxilares a qual tem sido observada atualmente com mais frequência em função da crescente utilização desta classe de fármacos (Russell, 2011). Outros medicamentos também são capazes de desencadear a osteonecrose dos maxilares, tais como o inibidor de RANKL, denosumab, e drogas com potente ação antiangiogênica. A osteonecrose dos maxilares associada à terapia medicamentosa (ONM-M) é definida como presença de osso exposto na região buco-maxilo-facial, por um período maior que oito semanas, em pacientes submetidos à tratamento prévio ou atual com droga anti-reabsortiva ou anti-angiogênica e que não possuiem história prévia de radioterapia nos maxilares (Ruggiero et al., 2014). Os estadiamentos da ONM-M são: estágio I: osso necrótico exposto com ausência de dor ou sinais de infecção (assintomático); estágio II: osso necrótico exposto com presença de dor ou sinais de infecção (sintomático); estágio III: osso necrótico exposto com presença de dor e/ou sinais de infecção juntamente com um ou mais dos seguintes sinais: fratura patológica, fístula oro-cutânea, envolvimento do seio maxilar ou extensão da necrose para a borda inferior ou ramo da mandíbula. Além disso, um
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estágio 0 precede os descritos anteriormente, onde há ausência de osso exposto, no entanto, há presença de sinais clínicos, radiográficos ou histológicos de osteonecrose (Ruggiero et al., 2014).
Ainda que as primeiras descrições de ONM-M tenham sido publicadas em 2003 sua etiopatogenia é pobremente compreendida, o que dificulta a prevenção e o tratamento. Dentre os supostos fatores etiopatológicos que atualmente são apontados como os desencadeadores da ONM-M estão: a potente supressão da atividade reabsortiva dos osteoclastos, o que resulta no acúmulo de microfraturas no tecido ósseo e consequentemente áreas de tecido ósseo não vital, o que seria capaz de favorecer o estabelecimento de necrose; o potente efeito antiangiogênico dos BPs, o que resultaria em necrose avascular do tecido ósseo; o favorecimento à infecção induzido pelos BPs, os quais aumentam sobremaneira a capacidade de adesão e colonização de bactérias ao tecido ósseo exposto; e o efeito citotóxico dos BPs, o que resulta na diminuição da capacidade de reparo tanto dos tecidos moles quanto dos tecidos duros da região buco-maxilo-facial (para revisão Ruggiero et al., 2014; Allen & Burr, 2009).
Em pacientes que fazem uso de BPs pela via intravenosa, como é o caso do zoledronato ou sua associação com outros BPs, prescritos para complementação da terapia oncológica, a incidência da ONM-M atinge de 1 a 12% dos pacientes, e como os BPs tem efeito cumulativo esta incidência pode atingir 21% dos pacientes após o terceiro ano de uso deste tipo de fármaco (Gomez Font et al., 2008). Otto et al. (2011) reportaram que a ONM-M acomete com maior frequência o gênero feminino (73%), com idade avançada (em média 66 anos e uma variação entre 42-90 anos de idade), que fazem ou fizeram uso crônico de BPs administrado por via intravenosa (96,8%), especificamente o zoledronato (47,6%) ou este em associação com outros BPs (24,6%). Há uma predileção pela ocorrência na mandíbula, especificamente na região dos premolares e molares (70,6%) e a extração dentária (63,6%) é tida como um dos principais fatores desencadeadores da ONM-M (Otto et al., 2011). Recentemente, estudos clínicos tem atentado para o fato de que a exodontia de dentes com comprometimento periodontal e/ou periapical é o principal fator de risco local, ou seja, a presença prévia de inflamação e infeção local exercem um papel crucial no desencadeamento da ONM-M pós exodontia (Ruggiero & Dodson, 2014; Kang et al., 2013). Diante disso, a compreensão exata de como a doença periodontal participa da
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saúde periodontal pode ser um dos caminhos para se evitar o desencadeamento da doença na maioria dos pacientes.
Estudos clínicos demonstaram que a doença periodontal é um fator de risco para a ONM-M, no entanto, outros estudos descartam tal correlação. Estudos em animais mostraram que a terapia com zoledronato exacerba a resposta inflamatória e o dano tecidual e em alguns casos desencadeou a manifestação clínica da ONM-M. O padrão ouro para o tratamento da doença periodontal é a instrumentação mecânica (raspagem e alisamento radicular) das superfícies radiculares removendo depósitos bacterianos e fatores retentivos de placa bacteriana (Hung & Douglass 2002). Estudos clássicos da literatura demonstram que a raspagem e alisamento radicular resulta na melhora de todos os parâmetros clínicos, incluindo profundidade de sondagem, nível de inserção clínica e inflamação gengival ( Hill et al., 1981; Lindhe et al., 1984; Ramfjord et al., 1987; Kaldahl et al., 1996; Haffajee et al., 1997). Em um modelo experimental animal de periodontite induzida com ligadura, a remoção da ligadura seguida de RAR para a eliminação da placa bacteriana, agentes microbianos aderidos ao cemento e cemento necrótico tem se mostrado efetivo no tratamento desta condição, similarmente ao que ocorre após a terapia de RAR em humanos. Por se tratar da terapia de escolha para a doença periodontal, mas que apresenta invasibilidade tecidual, analisar a efetividade e o risco do emprego da terapia mecânica convencional durante tratamento com dose oncológica de zoledronato se faz necessário.
Com o envelhecimento da população a utilização dos BPs ou outras drogas com ação antirreabsortiva ou antiangiogênica será cada vez mais frequente, tendo em vista que são alternativas terapêuticas para doenças comuns na terceira idade. Sendo assim, os pacientes que fazem uso crônico de BPs serão cada vez mais comuns no consultório odontológico, tais pacientes quando apresentarem um comprometimento periodontal necessitarão de um tratamento efetivo e acima de tudo seguro. O objetivo do presente estudo foi analisar a progressão da periodontite experimental sem tratamento local e a resposta dos tecidos periodontais frente à RAR ao longo do tratamento com dose oncológica de zoledronato, com o intuito de avaliar a efetividade e a segurança da terapia periodontal mecânica convencional.
60
2
.MATERIAIS E MÉTODO
No presente estudo foram utilizados 100 ratos (6 meses de idade) da linhagem Wistar (Rattus novergicus) com peso corporal compreendido entre 450 – 550g. Os animais foram obtidos no Biotério Central da Faculdade de Odontologia de Araçatuba da Universidade Estadual Paulista (FOA – UNESP) e posteriomente mantidos no Biotério de Experimentação da Disciplina de Periodontia da FOA-UNESP. Foram tomadas todas as medidas cabíveis para se minimizar o número de animais utilizados, assim como evitar o seu sofrimento. Os procedimentos de manipulação experimental foram realizados de acordo com as normas estabelecidas pelo “Guide to the care and use
of experimental animals” e o protocolo experimental foi aprovado pela Comissão de
Ética no Uso de Animais da FOA - UNESP. (PROCESSO FOA Nº 00623-2015).
2.1
Delineamento experimental
2.1.1 Anestesia
Para a instalação da ligadura e eutanásia os animais foram anestesiados, via injeção intramuscular, de cloridrato de cetamina (80 mg/Kg, Francotar®, Virbac, SP, Brasil) e
cloridrato de xilazina (10 mg/kg, Rompum®, Bayer, RS, Brasil).
2.1.2 Protocolo medicamentoso
O plano de tratamento medicamentoso teve duração total de oito semanas. A administração de veículo ou zoledronato (Sigma Chemical, St Louis, MO, EUA) ocorreu pela via intraperitoneal obedecendo um intervalo de três dias entre as injeções. A dose de zoledronato foi de 100µg/Kg, a qual foi diluída em 0,45 ml de solução de cloreto de sódio 0,9%. A dose de zoledronato e o plano de tratamento medicamentoso consistiram em uma adaptação para o rato do protocolo empregado atualmente para terapia oncológica de humanos.
2.1.3 Grupos experimentais
Os animais foram divididos em quatro grupos experimentais: SAL (n=30), ZOL (n=30), SAL-RAR (n=20) e ZOL-RAR (n=20). Nos grupos SAL e ZOL os animais receberam injeção intraperitoneal de 0,45 ml de veículo ou zoledronato, a cada intervalo de três
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dias, durante oito semanas. Na segunda semana de tratamento foi instalada uma ligadura ao redor do primeiro molar inferior esquerdo, a qual permaneceu em posição durante todo o período experimental. Não foi realizado nenhum tratamento periodontal local. A eutanásia nestes grupos foi efetuada aos 14, 21 e 42 dias pós instalação da ligadura (Figura 1A). Nos grupos SAL-RAR e ZOL-RAR foi efetuado um tratamento similar ao supracitado, no entanto, a ligadura permaneceu em posição por duas semanas, foi removida e foi realizada a raspagem e aplainamento radicular. A eutanásia nestes grupos foi efetuada aos 7 e 28 dias pós-tratamento periodontal, ou seja, 21 e 42 dias pós instalação da ligadura, respectivamente (Figura1B).
2.1.4 Periodontite induzida por ligadura
Após 14 dias do início do plano de tratamento medicamentoso foi instalada uma ligadura de algodão (fio de algodão #24; Coats Corrente, SP, Brasil) ao redor do primeiro molar inferior esquerdo, para o acúmulo de placa bacteriana e consequentemente indução de periodontite experimental (PE). No primeiro molar inferior direito não foi instalada a ligadura.
2.1.5 Raspagem e aplainamento radicular
A RAR foi realizada com curetas manuais mini-five 1-2 (Hu-Friedy Co. Inc., Chicago, IL, USA) através de dez movimentos de tração disto-mesial, nas faces vestibular e lingual, e dez movimentos de tração cérvico-oclusais, nas áreas interproximais e de furca.
2.1.6 Eutanásia e obtenção das amostras
Findado o protocolo experimental, os animais foram profundamente anestesiados e submetidos à perfusão transcardíaca com solução 0,9% de cloreto de sódio acrescida de 0,1% de heparina (100 ml), seguida de solução fixadora (800 ml) constituída de 4% de formaldeído (Sigma, Saint Louis, MO, USA) em tampão fosfato salino (PBS – Sigma, Saint Louis, MO, USA), 0,1M, 4oC, pH 7,4. As hemimandíbulas foram
cuidadosamente dissecadas e submetidas à pós-fixação na mesma solução fixadora durante 72 horas.
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As hemimandíbulas foram submetidas à lavagem em água, e imersas em solução desmineralizadora (constituída de PBS acrescida de 10% de ácido etilenodiamino tetra-acético - EDTA, durante 30 dias). Após a desmineralização, as peças foram lavadas em água, desidratadas, diafanizadas, impregnadas e incluídas em parafina e seccionadas em micrótomo com 4 μm de espessura. A microtomia foi executada seguindo um plano de corte que progrediu de vestibular para lingual. Foram coletados os cortes seriados da região de furca do primeiro molar inferior. As secções histológicas foram montadas em lâminas de vidro e submetidas à coloração pela hematoxilina-eosina para análise histopatológica e análise histométrica.
2.3 Análise dos resultados
2.3.1 Análise da condição geral de saúde e exame clínico intrabucal
Foi verificada a condição geral de saúde dos animais durante todo o período experimental e efetuado o monitoramento do peso corporal semanalmente. Foi realizado o exame clínico intrabucal, que consistiu na inspeção minuciosa da cavidade bucal, em especial, da região do primeiro molar inferior esquerdo e direito.
2.3.2 Análise histopatológica dos tecidos periodontais
A análise histopatológica foi efetuada por um histologista certificado (Prof. Dr. Edilson Ervolino) avaliando-se os seguintes parâmetros: intensidade da resposta inflamatória local; extensão do processo inflamatório; presença, extensão e natureza de reabsorção de osso, cemento e dentina; padrão de estruturação da matriz extracelular dos tecidos periodontais e padrão de celularidade dos tecidos periodontais.
2.3.3 Análise histométrica da POF e PON
Para a determinação da Porcentagem de Tecido Ósseo na Região de Furca (POF) dos primeiros molares foi utilizado um sistema de análise de imagem (Axiovision 4.8.2, Carl Zeiss MicroImaging GmbH, 07740 Jena, Germany). Foi mensurada a Área Total da Furca (AF) e em seguida a Área Ocupada por Tecido Ósseo (AO), ambas em mm2.
Posteriomente foi calculada a POF. A AF foi demarcada apicalmente por uma linha reta traçada do ápice da raiz mesial em direção ao ápice da raiz distal. A partir desta linha seguiu-se todo o contorno da superfície externa do cemento situado entre as
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raízes. A AO teve o mesmo limite apical da AF e a partir deste seguiu se todo o contorno da superfície externa do tecido ósseo entre as raízes. A POF foi calculada multiplicando-se AO por 100 e dividindo-se por AF (POF = (AO x 100) / AF. A POF foi expressa em mm² e como média + desvio padrão em cada grupo experimental. Para a determinação da Porcentagem de Tecido Osseo Necrosado na Região de Furca (PON) dos primeiros molares foi utilizado o sistema de análise descrito acima. Na AF contornou se a(s) áreas constituídas por tecido ósseo necrosado (ON). PON foi calculada multiplicando-se ON por 100 e dividindo-se por POF (PON = (ON x 100) / POF. A PON foi expressa em mm² e como média + desvio padrão em cada grupo experimental.
2.3.4 Análise estatística dos dados
Para a análise estatística dos dados histométricos foi utilizado programa GraphPad Prism 6. Após a aplicação do Teste de Normalidade de Shapiro-Wilk, foi empregado o teste estatístico de Análise de Variância ANOVA e pós-teste de Tukey. O nível de significância adotado foi de 5% (p < 0,05).
64
3. RESULTADOS
3.1 Condição geral de saúde e exame clínico intrabucal
As condições gerais de saúde dos animais utilizados neste estudo se mantiveram constantes durante todo o período experimental. Tais animais toleraram bem todos os procedimentos experimentais. Não houve diferença intragrupo e intergrupos no peso corporal médio dos animais ao longo do experimento.
Ao exame clínico intrabucal não foi constatada nenhuma alteração macroscópica na cavidade bucal. Houve grande acúmulo de placa bacteriana na ligadura instalada no primeiro molar inferior esquerdo. Em SAL aos 14 dias, 21 dias e 42 dias pós instalação da ligadura constatou-se moderado edema e eritema gengival e moderada perda óssea alveolar, a qual se mostrou progressiva. Em ZOL aos 14 dias, 21 dias e 42 dias pós instalação da ligadura constatou-se intenso edema e eritema gengival e discreta perda óssea alveolar. No grupo SAL-RAR aos 7 e 28 dias pós-operatórios observou-se redução gradativa do edema e do eritema gengival e discreta perda ósobservou-sea alveolar. No grupo ZOL-RAR aos 7 e 28 dias pós-operatórios observou-se intenso edema e eritema gengival e discreta perda óssea alveolar, ou seja, as caraterísticas clínicas da PE se mantiveram semelhantes aquelas apresentadas pelos grupos que não receberam o tratamento periodontal local. Não foi constatada a manifestação clínica da ONM-M (estágio 1 / estágio 2 / estágio 3) em nenhum grupo experimental.
3.2 Condição dos tecidos periodontais 14 dias após a instalação da
ligadura ao longo do tratamento com dose oncológica de
zoledronato
Aspecto histológico dos tecidos periodontais: As características histológicas dos
tecidos periodontais no sítio saudável se mostraram condizentes com um quadro de normalidade tanto em SAL quanto em ZOL (Figuras 2B, 2G, 3B, 3G). Em ZOL, mesmo no sítio saudável, constatou-se a presença de considerável quantidade de tecido ósseo necrótico (Figura 3G). No sítio com PE, onde a ligadura permanceu instalada por 14 dias tanto em SAL quanto em ZOL, observou-se as caracteristicas histológicas da periodontite, como presença de inflamação, que se apresentou mais exacerbada em ZOL, e perda óssea alveolar, a qual se mostrou mais discreta em ZOL (Figuras
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POF: Tanto no grupo SAL quanto no grupo ZOL a instalação da ligadura promoveu
redução da POF. No sítio saudável (primeiro molar inferior direto) não houve diferença estatisticamente significante na POF entre SAL e ZOL, todavia, no sítio com PE (primeiro molar inferior esquerdo) a POF se mostrou maior em ZOL quando comparado com SAL (p<0,05).
PON: Em ZOL a PON se mostrou significativamente maior que em SAL tanto no sítio
saudável (p<0,01) quanto no sítio com PE (p<0,01). Em SAL a PON no sítio saudável e no sítio com PE não apresentou diferença estatisticamente significante. A PON em ZOL foi significativamente maior no sítio com PE quando comparado com o sítio saudável (p<0,01).
3.3 Progressão da PE ao longo do tratamento com dose oncológica
de zoledronato
Aspecto histológico dos tecidos periodontais: Em ZOL a resposta inflamatória
local se mostrou consideravelmente mais exacerbada que em SAL em todos os períodos experimentais (Figuras 2C, 2D, 2E, 2H, 2I, 2J). ZOL apresentou pouca perda óssea alveolar, no entanto, muito tecido ósseo necrótico em relação ao SAL em todos os períodos experimentais (Figuras 3C, 3D, 3E, 3H, 3I, 3J). O comprometimento da vitalidade do tecido ósseo alveolar foi crescente ao longo do tempo em ZOL. Os parâmetros, escores e distribuição dos espécimes de acordo com a análise histopatológica dos tecidos periodontais durante a progressão da PE ao longo do tratamento com veículo ou zoledronato estão apresentados na Tabela 1.
POF: Em ZOL a POF se mostrou maior que em SAL aos 14 dias (p<0,05), 21 dias
(p<0,01) e 42 dias (p<0,01) pós instalação da ligadura. Em SAL não houve diferença estatisticamente significante na POF aos 21 dias e 42 dias pós instalação da ligadura, todavia, ambos os períodos apresentaram menor POF em relação aos 14 dias pós instalação da ligadura. Em ZOL não houve diferença estatisticamente significante na POF entre os períodos experimentais (Figura 2A).
PON: Em ZOL a PON se mostrou significativamente maior que SAL aos 14 dias
(p<0,01), 21 dias (p<0,01) e 42 dias (p<0,01) pós instalação da ligadura. Em SAL não houve diferença estatisticamente significante na PON entre os períodos experimentais. Em ZOL a PON se mostrou significativamente maior aos 42 dias em relação aos 14 dias (p<0,01) e 21 dias (p<0,01) pós instalação da ligadura. Em ZOL