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Carteira Meta, Dividendos e Small Caps

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Academic year: 2021

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Fernando Bresciani Pedro Galdi

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Carteira Mensal de Ações – Mirae Asset

Fevereiro/20

Carteira Meta, Dividendos e Small Caps (Estamos divulgando as nossas carteiras recomendadas para o mês atual, reforçando

novamente o perfil de ativos indicados para os investidores, que é baseado em um conceito que atenda três diferentes perfis de

suitability)

O Mês Passado:

Nos últimos três meses de janeiros o Ibovespa registrou uma evolução média de 11% e a expectativa é que janeiro passado também seria um mês de fartos ganhos para os investidores do mercado de ações. A sinalização positiva se embasava no interesse do presidente Trump em assinar um acordo comercial com a China e por aqui expectativas otimistas em relação à retomada do crescimento econômico do país. Mas esta expectativa foi anulada por uma série de acontecimentos que ocorreram ao longo do mês. A piora começou quando os EUA realizou um ataque aéreo no Iraque que acabou matando o general Qassem Soleimani, alto comandante das Forças Qudas e outros membros da guarda revolucionária do Irã, mas logo perdeu importância para os investidores. Foram divulgados aqui indicadores econômicos de atividade de novembro que vieram abaixo do esperado (produção industrial, vendas no varejo e inflação), o que acabou minimizando o otimismo com o crescimento econômico e isto bateu no Ibovespa. No dia 15 de janeiro foi assinado o primeiro acordo comercial entre China e EUA, que foi bem recebido no mercado financeiro. Com o otimismo retornando para os investidores, o Ibovespa voltou a se recuperar e chegou ao redor dos 120 mil pontos no dia 27 de janeiro, quando foi noticiado o surgimento de uma nova doença na China que estaria contaminando humanos. Em poucos dias a propagação do Coronavírus na China passou a assustar a todos por conta da rapidez do contágio, inclusive surgindo casos em outros países. O governo chinês segue ampliando medidas para conter a propagação da doença, que vai desde isolar cidades, proibir transporte público e festividades do ano novo lunar. Por medida de segurança o governo estendeu o feriado até o dia 02 de fevereiro (próximo domingo), mas na província de Hubei, epicentro do surto, o prazo será estendido até 14 de fevereiro. Nessa região é onde estão instaladas grandes indústrias, o que vai afetar o PIB do 1T20 daquele país. O número de pessoas contaminadas em pouco tempo já se mostra pior do que a Sars em 2003, o que levou a OMS – Organização Mundial de Saúde a anunciar emergência global para esta doença. Até o dia 31 de janeiro foram confirmadas 9.776 pessoas contaminadas e o número de óbitos em 213. Fora da China foram confirmados 9 casos na Austrália, 5 na França, 5 nos EUA, 4 na Alemanha, 3 no Canadá e 1 na Índia. Aqui no Brasil existem 9 casos suspeitos, mas ainda não confirmados. Ainda não existe antidoto para a doença e teme-se que este problema de saúde se agrave, caso demorar o mesmo tempo da Sars (6 meses), o que afetará de forma substancial a economia da China e do mundo. Ao longo da semana algumas empresas de transporte aéreo interromperam voos para a China, o mesmo acontecendo com empresas de transporte marítimo. Próximo ao final da semana a Rússia fechou a fronteira com a China. Diante deste quadro, a partir do dia 28 de janeiro, as bolsas de valores passaram a um movimento de forte realização, sendo que o Ibovespa acabou virando para o negativo no fechamento do mês, desvalorizando 1,5%. Com os investidores buscando ativos com perfil mais seguro, o ouro e o dólar registraram forte valorização. Em relação ao Real o Dólar apreciou 2%, com a cotação na casa de R$ 4,27.

Carteira Meta Recomendada:

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Carteira Dividendos Recomendada:

(*) janeiro / 2020

Carteira Small Caps Recomendada:

(*) janeiro / 2020

O que esperar para Fevereiro:

O mês começa com as atenções voltadas a erradicação do Coronavírus. A preocupação geral é que a propagação da doença continue se apresentando em progressão geométrica na China e novos casos de contaminação podem ser anunciados em outros países, por conta de pessoas que passaram pelas regiões afetadas na China. É importante citar que a região do foco da doença registra grandes centros industriais e apresenta grande fluxo de executivos de diferentes países. Por outro lado, o mês de fevereiro será curto, já que acontece o feriado de carnaval no meio do período. O mês ainda será marcado pela divulgação por aqui de grande número de balanços do 4T19, com destaque para Bradesco, Klabin, Lojas Renner, Itaú, Suzano, Banco do Brasil, Usiminas, Gerdau, Pão de Açúcar, Magazine Luiza, Petrobras e Vale. A agenda econômica será importante, pois trará dados de atividade relativos ao mês de janeiro/20 e isto irá ajudar a mensurar como está se comportando a economia mundial. O Banco Central irá anunciar sua decisão para taxa de juros, sendo esperado que a Selic seja reduzida para 4,25%. O governo Bolsonaro vai enviar os textos das reformas tributária e administrativa para o Congresso antes do carnaval para que se inicie a avaliação/ajustes para aprovação. A rapidez na finalização destes processos no Congresso e Senado é fundamental, pois precisam ser finalizados até o final do 1S20, já que o semestre seguinte deverá ficar comprometido com as eleições municipais. Diante da incerteza da evolução do Coronavírus, estamos assumindo em nossas carteiras uma seleção de ativos com perfil defensivo.

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Carteira Meta Recomendada:

(*) fevereiro/2020

Carteira Dividendos Recomendada:

(*) fevereiro/2020

Carteira Small Caps Recomendada:

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Destaques:

BB SEGURIDADE ON: No 3T19, divulgou um lucro líquido de R$ 1,081 bilhão, praticamente estável em relação ao 2T19 e

21% acima do lucro do 3T18. O resultado foi impactado por melhora de resultados operacionais e venda de ativos, cujo valor deverá ser distribuído em dividendos para os acionistas em 2020. A melhora nas taxas de corretagem foi decorrente do segmento de fundos de pensão e de créditos / seguros para agricultores. A administração revisou o guidance para um crescimento de lucro líquido em 2019 entre 13% a 17%, indicando um lucro entre R$ 4,0 a R$ 4,2 bilhões.

BRADESPAR PN: O resultado da empresa é praticamente decorrente da participação / equivalência detida na Vale. O

resultado de equivalência patrimonial reflete o desempenho da Vale. No 3T19 o saldo atingiu R$ 364 milhões, contra R$ 371 milhões no 3T18. É importante destacar que no 1S19 a Vale reconheceu perdas importantes com o acidente de Brumadinho e no 3T19 não foram contabilizadas perdas representativas com o evento. Com a queda na alavancagem da Vale e volta de produção de minérios nas minas atingidas, esperamos que no 4T19 e principalmente em 2020, o resultado aumente e que venha a pagar dividendos representativos, beneficiando a Bradespar. Todavuia, no curto prazo, após a volta do feriado do ano novo chinês, num primeiro momento esperamos que possa ocorrer queda no preço do minério de ferro no porto de Quingdao, devido à expectativa de um PIB chinês mais fraco no 1T20.

BRF ON – No 3T19, a receita líquida foi de R$ 8,459 bilhões, com aumento de 8,4% em relação ao 3T18. No Brasil, a receita

líquida aumentou 6,3%, impactada positivamente por um aumento de 8,1% nos preços e com melhora de mix. O volume de processados representou 72% do volume vendido versus 71% no 2T19. No mercado externo, os volumes aumentaram 5,3%, impactada principalmente pelo aumento de vendas e de preços de suínos, que subiram respectivamente 12% e 32% em relação ao 3T18. No Mercado Halal, as vendas ficaram abaixo das expectativas, com queda de volumes principalmente no Iraque / Turquia. O Ebitda consolidado ajustado foi R$ 1,142 bilhão, com aumento de 97,2% e margem de 11,5% versus 7,4% e ficou abaixo da expectativa, impactado por provisões de R$ 111,0 milhões. Todavia, ajustando, o resultado com esse evento, teria sido de R$ 1,253 bilhão e próximo da expectativa de mercado. Foi beneficiada pela melhora de volumes, preços e mix, mas prejudicada pelas vendas fracas para o mercado Halal. O lucro líquido ajustado foi um prejuízo de R$ 105,0 milhões, significantemente melhor do que o prejuízo do 3T18 e foi beneficiado pelo melhora operacional e menores perdas cambiais. A relação dívida líquida / Ebitda ficou em 3,6x, versus 4,3x e a empresa espera encerrar o ano em 2,9x. Somos otimistas com a empresa e com o setor, principalmente para o 4T19 e para 2020, uma vez que num cenário de recuperação de economia loca, recuperação gradual do emprego e com baixa inflação, esperamos aumento de consumo no mercado interno e para o mercado externo continuamos esperando o impacto do aumento nas vendas, para a China, devido aos novos frigoríficos habilitados e manutenção de preços e de volume, devido oa impactado da gripe suína e do Coronavírus.

COGNA ON – No 3T19, a receita líquida foi de R$ 1,743 bilhão, com aumento de 39,4% em relação ao 3T18 e foi impactada

pela aquisição da Somos Educação. No período a receita de ingressantes cresceu 19% sem perda de volume de alunos, indicando que as safras mais recentes de captação têm sido muito fortes, tanto no presencial (crescimento de 16%), quanto no EAD (crescimento de 27%). Nesse sentido, o ticket médio do Ensino Superior apresentou alta consistente no trimestre, já refletindo o bom desempenho observado na captação do segundo semestre. O Ebitda foi de R$ 623,1 milhões, com aumento de 9,1% e a margem ficou em 35,7% versus 45,7% no 3T18. A empresa alcançou, até setembro, 67% do EBITDA ajustado e 66% do EBITDA esperado para o ano de 2019. Como o 4Trim é sazonalmente forte, a expectativa é de que atinja o guidance de EBITDA indicado. Encerrou o período com lucro líquido de R$ 208,7 milhões, com queda de 41% em relação ao 3T18. A queda foi em parte decorrente de resultado financeiro.

CYRELLA ON – No 3T19, a receita líquida foi de 935,0 milhões, 29% superior ao 3T18 e em linha com a do 2T19. Ao final do

3T19, a receita líquida de vendas a apropriar somava R$ 2.550 milhões. No 3T19, a Companhia apresentou geração de caixa de R$ 78 milhões, comparável a geração de caixa de R$ 196 milhões no 2T19 e de R$ 303 milhões no 3T18. O lucro líquido foi de R$ 104,0 milhões, com queda de 8,3% em relação ao 3T18. No geral o resultado veio em linha com a expetativa e novamente foi um sólido resultado. As expectativas continuam favoráveis para o setor e para a empresa, uma vez que num cenário de recuperação da economia, com juros baixos, a Cyrella será beneficiada.

ENGIE ON – No 3T19, a receita líquida foi de R$ 2,494 bilhões, estável em relação ao 3T18, ligeiramente acima da expectativa

em parte pela entrada em operação de novos ativos. O Ebitda foi de R$ 1,566 bilhão, com aumento de 55% em relação ao 3T18 e a margem ficou em 62%versus 48% no 3T18. A melhora foi decorrente de entrada de novos ativos em operação, mas foi impactada pela estratégia de alocação de energia, com volume abaixo do esperado. O lucro líquido foi de R$ 743,0 milhões, com aumento de 56% em relação ao 3T18 e em parte pela melhora operacional.

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ENERGIAS DO BRASIL ON – No 3T19, a receita líquida foi de R$ 3,438 bilhões, com queda de 9,6% em relação ao 3T18. A

queda foi decorrente principalmente de uma menor receita com comercialização de energia, devido a um mercado mais ilíquido no período e da queda na receita de serviços. Dessa forma, a receita ficou abaixo da expectativa de mercado. O Ebitda ajustado foi de 508,9 milhões, com queda de 15,4% em relação ao 3T18 e a margem ficou em 14,8% versus 15,8%. A queda foi decorrente da menor receita líquida, impactada pela queda de receita de comercialização e pelo aumento de custos com na Temelétrica de Pecém; O lucro líquido foi de R$ 175,8 milhões, com queda de 31,2% O lucro foi impactado pela queda de receita de comercialização e pelos aumentos de custos, principalmente na Termelétrica de Pecém e também pela queda de resultado financeiro. Somos otimistas com o setor e com a empresa principalmente em 2020, com cenário de maior demanda de energia, preços melhores e juros mais baixos. A incógnita ainda é a hidrologia, que poderá ou não vir a beneficiar ou a afetar a receita da empesa, dependendo da estratégia de comercialização / sazonalização de energia.

YDUQ ON (ESTÁCIO) – A instituição divulgou sólido resultado no 3T19, decorrente de fatores como recorde de captação de

alunos, aumento na taxa de retenção de alunos e crescimento da base. A Yduqs registrou receita líquida de R$ 833 milhões no 3T19, - 2,3% sobre o 3T18, mas estável na comparação de nove meses acumulados 19/18. A geração operacional de caixa, medido pelo Ebitda no 3T19 atingiu R$ 290 milhões, +2,4% sobre o mesmo trimestre do ano anterior. O lucro líquido ficou em R$ 159 milhões, -18,3% sobre o 3T18. Tal redução foi decorrente de ajustes não recorrentes de R$ 42 milhões, que se for desconsiderado representaria um lucro de R$ 201 milhões, que ficaria estável em relação ao 3T18. Mesmo com toda a consolidação do setor, a Yduqs apresenta uma boa estrutura de capital, inclusive com saldo de caixa superior ao das dívidas.

FLEURY ON - A receita líquida do 3T19 foi de R$ 756,0 milhões, com alta de 10,7%. Pesou positivamente o SSS que

aumentou 5,2% em relação ao 2T19 e 6,4% em relação ao 3t18. (1) Marca Fleury, a receita bruta aumentou 6,7%, refletindo um melhor ano / mix de exames. (2) Marcas Rio de Janeiro, a receita bruta aumentou 23,1% e refletiu a entrada de novos planos de saúde e expansão da oferta de diagnósticos por imagem. Neste trimestre foi iniciada a consolidação dos resultados da marca Lafe. (3) Marca a+ São Paulo, o aumento da receita bruta atingiu 19,9%, sendo a maior parte do crescimento concentrado nas unidades inauguradas entre 2017 e 2018. (4) Marcas Regionais, a receita bruta teve um aumento de 4,4% e foi beneficiada pelo patamar de dois dígitos nas marcas IRN (Natal) e a+ Pernambuco. O Ebitda ajustado foi de R$ 197,0 milhões, com aumento de 8,2% em relação ao 3T18. A margem ficou em 26,1% versus 26,6%. Esperamos que com a recuperação da economia, nos próximos anos, o mix de exames / com a prática de exames mais especializados e consolidação, a margem do Fleury tenderá a crescer. No 3T19, pesou positivamente a consolidação da marca LIFE. O lucro líquido ajustado foi de R$ 95,0 milhões, com aumento de 5,6% em relação ao 3T18. O resultado reflete o impacto no resultado financeiro em decorrência do menor saldo de caixa ao final do período, face o desembolso com a aquisição da marca Lafe. Somos otimistas com o setor e com a empresa. Esperamos que continue ocorrendo consolidação no setor e que o Fleury seja um dos consolidadores. Com a expectativa de retomada gradual da economia, melhor o mix de exames, consequentemente as margens do Fleury deverão subir e ocorrerá revisão de preço alvo pelo Mercado.

IND. ROMI ON - A receita operacional líquida registrada pela Companhia no 3T19 atingiu R$ 246,5 milhões, montante 19,7%

superior ao 3T18 e 46,8% superior ao 2T19, refletindo uma retomada gradativa da demanda por bens de capital. Como destaque para a melhor performance apontamos o segmento de máquinas Burkchardt + weber com 12 unidades, +33,3% sobre o 3T18 e máquinas Romi com 242 unidades, +6,6% sobre o 3T18. Na linha de custos, a Romi mostrou melhora, que foi decorrente do menor volume de receitas nas Unidades de Negócio Máquinas Romi e Máquinas B+W e do foco em projetos para incremento da rentabilidade. Isto permitiu apurar No 3T19 uma geração operacional de caixa medida pelo EBITDA de R$ 35,5 milhões, representando uma margem EBITDA de 14,4% no trimestre. Decorrente de sua melhora de estrutura de capital, voltando a registrar caixa líquido o resultado financeiro foi importante para a Romi registrar saldo final no 3T19 positivo em R$ 27,9 milhões, +75% sobre o 3T18.

ITAUSA PN - O resultado de equivalência patrimonial no 3T19 refletiu principalmente o retorno de seu investimento no Itaú. No

3T19 o saldo de equivalência atingiu R$ 2,5 bilhões, +9% sobre o saldo de equivalência do mesmo período do ano anterior. O desempenho do resultado financeiro foi influenciado pela variação da taxa de juros e efeito cambial sobre o saldo de endividamento, que se mostra sem grande relevância em sua estrutura patrimonial.

ITAUBANCO PN - A instituição divulgou bom resultado no 3T19, sendo que margem financeira bruta atingiu R$ 19,1 bilhões,

+3,4% sobre o 2T19 e +9,6% sobre o 3T18. O lucro líquido contabilizado no 3T19 foi de R$ 7,2 bilhões, +1,7% sobre o 2T19 e +10,9% sobre o 3T18. A carteira de crédito no final de setembro atingiu R$ 689 bilhões, +8,3% sobre setembro/18. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 23,5% no 2T19 foi mantido no 3T19 e se posicionou como o maior do setor. O índice de inadimplência (acima de 90 dias) se manteve em 2,9% nos três trimestres comparáveis. O Itaú divulgou bom resultado no 3T19 e superou as expectativas do consenso do mercado. Manteve posição de destaque no setor, com números sólidos e um dos melhores retornos do setor. O Itaú segue com o maior valor de carteira de crédito entre os grandes bancos privados do país. Aguardamos melhor desempenho para o setor e, principalmente para o Itaú conforme a economia inicie seu ciclo de crescimento.

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MAGAZINE LUIZA ON - Divulgou o resultado do 3T19. A receita líquida foi de R$ 4,864 bilhões, com aumento de 32,4% em

relação ao 3T18. O SSS aumentou 9,4% e foi impactado positivamente pelo evento Semana do Brasil. O GMV do comércio eletrônico aumentou 96%. O Ebitda ajustado foi de R$ 307,7 milhões e aumentou 7,0% em relação ao 3T18 e foi impactando por aumento de custos para fazer frente ao crescimento que a empresa vem apresentando. O lucro líquido foi de R$ 136,3 milhões, com aumento de 12,7% em relação ao 3T18. O aumento foi decorrente da melhora da receita, margens e por uma menor alíquota de IR. Novamente, a Magazine Luiza surpreende com forte crescimento e entregou um sólido resultado. Esperamos um período favorável para a empresa em 2020, com a expectativa de recuperação da economia e renda, num cenário de juros e inflação baixos. Acabou de fazer uma oferta de ações com preço de R$ 43,00, o manteve pressionada as ações durante a oferta, mas já começaram a reagir em bolsa. O objetivo da oferta é acelerar os investimentos da empresa, que depois de se transformar de varejista tradicional em um líder do ecommerce agora está abrindo sua plataforma a outros varejistas.

MRV ON - A incorporadora apresentou seu resultado do 3T19 sem grandes surpresas, já que seria afetada pela interrupção de

repasses do programa MCMV – Minha casa, minha vida. Consequentemente este fator causou um menor número de lançamentos, minimizado pela evolução do preço unitário de suas unidades vendidas e do menor nível de distratos. Suas vendas líquidas mostraram estabilidade em relação ao trimestre anterior e ficaram 16,1% acima do 3T18. O atraso no repasse impactou o Ebitda da MRV no trimestre, registrando saldo de R$ 248 milhões, -3,5% sobre o 2T18 e +4,2% sobre o 3T18 e acabou gerando maior consumo de caixa, prejudicando o resultado financeiro do trimestre. Com isto a MRV registrou lucro líquido de R$ 160 milhões, -16% sobre o 2T19 e -8% sobre o 3T18. No 9M19 a receita atingiu R$ 4 bilhões, +9% sobre 9M18. No final de dezembro a MRV divulgou novo desenho para operação de compra da AHS Residential (EUA). Emitirá 7,75% das ações, que serão subscritas pela família Menin, em troca dos 89,4% que controladores da cia brasileira possuem na AHS. Ao final da operação, os Menin deixarão de ter participação direta na AHS e a MRV terá quase a totalidade. A proposta também é de que a MRV investirá US$ 236 milhões, em quatro anos, na americana. Ao final da operação, os Menin terão 37,71% da MRV, ante os atuais 32,4%, e deixarão de ter participação direta na AHS, fundada pela própria família. Já a MRV terá, praticamente, a totalidade da AHS. Entre outros pontos também foi decidida a adequação do estatuto ao novo Regulamento do Novo Mercado.

PÃO DE AÇÚCAR PN - No 3T19, divulgou uma receita líquida de R$ 13,523 bilhões, com aumento de 10,3% em relação ao

3T18. O CBD já havia divulgado a prévia operacional. O SSS consolidado aumentou 1,3% e foi beneficiado pelo aumento de 3,0% no SSS do Assaí. No Multivarejo o SSS caiu 0,3%. O Assaí teve uma evolução de 18,9% na receita bruta, acréscimo de R$ 1,2 bilhão, impulsionado pela expansão de 19 lojas nos últimos 12 meses e continuidade do ganho de fluxo de clientes e mais uma vez foi o destaque do melhor desempenho nas vendas. O Ebitda consolidado foi de R$ 765,0 milhões, com aumento de 9,9% em relação ao 3T18 e a margem ficou estável em 5,7%. O lucro líquido foi de R$ 243,0 milhões, com crescimento em relação ao 2T19 e forte aumento em relação ao 3T18. No geral os números foram sólidos e passaram uma mensagem positiva de que o 4T19 e principalmente o ano de 2020, serão positivos. O nosso cenário é de uma recuperação da economia, com melhora gradual do emprego, juros e de inflação baixos e, portanto esperamos aumento de vendas e de margens. O processo de reestruturação do Cassino /GPA continua ocorrendo e foi aprovada na a migração da empresa para o Novo Mercado e a conversão de uma ação PN para uma ação ON e o direito de recesso é de 30 dias, a contar a partir de 03/01/20. Divulgou a prévia operacional do 4T19. No geral, os números do GPA vieram mistos. No Assaí mostram um bom desempenho que ficou acima da expectativa de mercado, com aumento de fluxo de clientes e de novas lojas. No Multimercado (Extra, Hiper e Pão de Açúcar), ocorreu queda nas vendas mesmas lojas que ficaram abaixo da expectativa de mercado. No GPA, o faturamento bruto total consolidado no 4T19 atingiu R$ 18,9 bilhões no trimestre e R$ 61,5 bilhões no ano, incluindo as operações do GPA no Brasil nos respectivos períodos e do Grupo Éxito no mês de dezembro/19. No Brasil, a receita bruta alcançou R$ 16,5 bilhões no trimestre, avanço de 8,4%. No ano totalizou R$ 59,1 bilhões, forte crescimento de 10,3%.As vendas online continuaram crescendo e já representam 6% das vendas online do Pão de Açúcar.

RAIA DROGASIL ON - No 3T19, a receita líquida foi de R$ 4,539 bilhões, com aumento de 20,8% em relação ao 3T18 e ficou

acima da expectativa. O SSS foi de +11,9% em relação ao 3T18 e de +8% em relação ao 2T19. No período, a RD abriu 52 novas lojas e o market-share em SP ficou em 25,7%, com aumento de 2,5 pontos percentuais, já incluindo a Onofre que foi incorporada em agosto/19, integrando 42 lojas. A RD encerrou o período com 1.952 lojas ((52 aberturas orgânicas, 42 lojas da Onofre e 16 encerramentos). Excluindo as vendas adicionais das lojas da Onofre em agosto e setembro, a RD Farmácias a receita bruta ainda teria crescido 19,6% no trimestre (o divulgado foi de uma receita bruta de R$ 4,771 bilhões, com crescimento de 21% em relação ao 3T18). No período ocorreu forte recuperação em Genéricos, que cresceram 22,7% e ganharam 0,2 ponto percentual no mix. O Ebitda ajustado foi de R$ 359,4 milhões, com aumento de 21,7% em relação ao 3T18 e a margem ficou estável em relação ao 3T18. No período, foi impactado pelo aumento de custos e diluição de despesas, com o amadurecimento das lojas. Encerrou o período com um lucro líquido de R$ 155,7 milhões, com aumento de 18,7% em relação ao 3T18, decorrente da melhora de receita e de margens. No geral o resultado foi bom e ficou acima da expectativa. Continuamos otimistas com a empresa e com o setor, nos próximos trimestres, beneficiados pelo cenário de juros e inflação baixos, recuperação gradual da renda e do emprego.

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RUMO ON - No 3T19, a receita líquida consolidada foi de R$ 2,060 bilhões, com aumento de 9,7% em relação ao 3T18, com

forte desempenho do corredor Sul. O Ebitda ajustado foi de R$ 1,218 bilhão, com aumento de 27,8% acima do 3T18, com margem de 59,2% versus 50,7% no 3T18. Foi beneficiada pelo aumento de receita, maior eficiência em custos fixos / variáveis, e pela incorporação da Malha Central no período. O lucro líquido foi de R$ 444,0 milhões, com forte aumento em relação ao 3T18 e foi decorrente do aumento de receita, melhora operacional. O guidance para o Ebitda é entre R$ 4,150 bilhões a R$ 6,200 bilhões. No último dia 20/11/19, esperava-se que o TCU (Tribunal de Contas da União), aprovasse a renovação antecipada da malha Paulista, que se aprovada, será bem positivo para a Rumo, mas acabou sendo adiado. Na semana passada a Rumo divulgou o um crescimento de 0,5% no volume consolidado transportado, do 4T19, que ficou abaixo da expectativa de mercado. No ano, o volume de aumentou cerca de 7%, portanto abaixo do guidance divulgado pela empresa. A mesma comentou que no 4T19, o volume foi atípico com sazonalidade mais forte no mais forte em meses anteriores. . Com a expectativa de recuperação da economia e aumento da safra agrícola, esperamos aumento no volume transportado nos próximos trimestres.

SANEPAR UNIT – No 3T19, a receita líquida foi de R$ 1,185 bilhão com aumento de 13% em relação ao 3T18, beneficiado

pelos volumes com água e esgoto e pelas tarifas praticadas. O Ebitda foi de R$ 486,0 milhões, com aumento de 38% em relação ao 3T18, beneficiado pela melhora de receita e controle de custos. A margem ficou em 41% versus 39%. O lucro líquido foi de R$ 244,0 milhões, com forte crescimento em relação ao 3T18. Mais uma vez o auditor resolveu se absteve do parecer no balanço divulgado. Divulgou um sólido resultado e com suspensão da cobrança da tarifa, os resultados deverão ser crescentes nos próximos trimestres.

TAESA UNIT – No 3T19, a receita líquida foi de R$ 332,0 milhões, em linha com a expectativa de mercado e queda de 8,5%

em relação ao 3T18. O Ebitda regulatório foi de R$ 275,0 milhões, com queda de 11,3% em relação ao 3T18 e a margem foi de 82,9% versus 85,6% no 3T18, O lucro líquido foi de R$ 275,0 milhões, com aumento de despesas financeiras. As quedas foram em parte devido aos ajustes regulatórios, mas para os próximos trimestres, com a expectativa de diversos leilões, esperamos que a empresa agregue valor na sua receita e nas suas margens. A empresa é uma excelente pagadora de dividendos.

TRANSMISSSÃO PAULISTA PN – No 3T19, a receita líquida foi de R$ 659,0 milhões, abaixo da expectativa de mercado,

devido a maiores deduções e impacto na RBSE. O Ebitda foi de R$ 511,0 milhões, ligeiramente abaixo da expectativa, com margem de 78%, devido à principalmente aos impactos ocorridos na receita. O lucro líquido foi de R$ 411,0 milhões, acima da expectativa, em parte impactada pelo efeito positivo de imposto de renda / pagamento de dividendos. É uma das boas pagadoras de dividendos negociadas na Bolsa, sendo recomendada geralmente para carteiras de dividendos. Para os próximos trimestres, com a expectativa de diversos leilões, esperamos que a empresa agregue valor na sua receita e nas suas margens.

ULTRAPAR ON - No 3T19, a receita líquida foi de R$ 23,202 bilhões, com queda de 2,6% em relação ao 3T18. Na Ipiranga, a

receita foi de R$ 19,568 bilhões (-2%), em função da queda de 2% no preço médio unitário da Ipiranga e volume estável comparado ao 3T18. Em relação ao 2T19, a receita líquida aumentou 7%, impulsionada pelo maior volume de vendas, apesar da queda nos preços médios unitários dos produtos derivados de petróleo e do etanol. Na Oxiteno, a receita foi de R$ 1,121 bilhão (-18%), em função da redução de 14% dos preços médios em dólar, com destaque para a queda nos preços de glicóis no mercado internacional, combinado com o menor volume de vendas. Em relação ao 2T19, a receita líquida aumentou 5%, fruto do maior volume vendido e do Real 1% mais desvalorizado frente ao dólar, apesar da continuidade da queda do preço de glicóis no mercado internacional. Na Ultragaz, a receita foi de R$ 1,894 bilhão (+1%), em função do maior volume vendido no período, parcialmente compensado pelos reajustes nos preços do GLP. Em relação ao 2T19, a receita líquida aumentou 7%, pelos mesmos motivos mencionados anteriormente. O Ebitda consolidado foi de R$ 934,0 milhões, com alta de 9,5% em relação ao 3T18 e foi beneficiado pela melhora operacional e resultado acima da expectativa na Oxiteno e na Ultragaz. A margem Ebitda consolidada foi de 4,0% versus 3,6% no 3T18. Na Ipiranga, o Ebitda / m3 ajustado foi de R$ 101,0, em linha com a expectativa e 11% acima do 2T19. O lucro líquido consolidado foi de R$ 262,0 milhões, com queda de 5,7% em relação ao 3T18, impactado por maior despesa financeira. No Geral o resultado operacional ficou ligeiramente acima da expectativa. Somos otimistas com a empresa e para 2020, com a expectativa de recuperação gradual da economia, esperamos melhora em praticamente todos os seus negócios, principalmente na Ipiranga.

VIA VAREJO ON - No 3T19, a receita líquida foi R$ 5,688 bilhões, com queda de 10,7%. O SSS mostrou uma queda de 2,2%

e as vendas eletrônicas mostram uma queda de 17,3%, mas já foram positivas em setembro/19, com os ajustes efetuados durante o 3T19. O Ebitda foi negativo em R$ 321,0 milhões, com os ajustes e provisões ocorridos. Todavia, o Ebitda ajustado foi de R$ 99,0 milhões, ligeiramente acima da expectativa, mas ainda registrando queda em relação ao 3T18. O lucro líquido foi de R$ 344 milhões, impactada pela queda de receita, ajustes e provisões. Novamente a empresa registra números abaixo da expectativa, mas esperamos que no 4T19 finalmente volte a mostrar melhores resultados e que as provisões diminuam, para que possa se beneficiar da melhora no setor de varejo esperada para os próximos trimestres, já impactadas pela adoção de medidas do novo management, que entrou recentemente na empresa.

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Fernando Bresciani Pedro Galdi

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(11) 27892040 (11) 996180530 (11) 27892003 / (11) 992951641

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Referências

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