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AULA 1 economia I

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Academic year: 2021

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AULA 1:

I – INTRODUÇÃO

1.1 – Objecto da economia. Conceitos Básicos 1.2 – Microeconomia e macroeconomia

1.3 – Doutrina, Teoria e política económicas

Prof. Valdmiro Gourgel Economia II

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I - INTRODUÇÃO

“Existem várias razões que levam as pessoas a estudarem economia. Muitos decidem estudar a economia porque esperam ser ricos, outros receiam ser considerados analfabetos por não conseguirem compreender as leis da oferta e da procura” (SAMUELSON; NORDHAUS, 2005, p.3).

Todas estas razões, e muitas outras, têm sentido. Contudo, como teremos de reconhecer, existe uma razão fundamental para aprender as lições básicas da economia: durante toda a sua vida – desde o berço até a sepultura – irá confrontar-se com realidades cruéis da economia. Como eleitor, irá tomar decisões sobre sobre questões que não poderão ser compreendidas até que tenha dominado os rudimentos desta matéria. Sem o estudo da economia não poderá estar completamente informado sobre o comércio internacional, sobre o impacto económico da internet ou sobre conflito entre inflação e desemprego.

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Escolher a sua profissão será a decisão económica mais importante que irá tomar. O seu futuro depende não só das suas capacidades mas também da forma como as forças económicas que estão fora do seu controlo afectam os seus salários. A economia poderá ajuda-lo também a investir o que poupou dos seus rendimentos. Claro que o estudo da economia não fará de si um génio. Mas sem a economia, os dados da vida estarão marcados contra si. (SAMUELSON; NORDHAUS, 2005, p.3).

“A economia tal como as outras, é uma ciência dinâmica que muda para reflectir as tendências nas questões económicas, no ambiente, na economia global e na sociedade em geral”. Implica caros estudantes que os conteúdos que vamos aprendendo ao longo das nossas aulas – que directamente estão ligados a conjuntura actual, poderão sofrer alterações/desenvolvimentos, a medida que a economia e o mundo evoluírem a sua volta.

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1.1 – Objecto da Economia.

Ao longo do último meio século o estudo da economia expandiu-se de modo a incluir um vasto leque de temas que de certa forma nos ajudam a compreender o seu objecto através de definições (sobre economia) de vários assuntos em desenvolvimento. As que entendemos serem as mais importantes são as que a economia:

 Explora o comportamento dos mercados financeiros, incluindo as taxas de juros e cotação de acções;

 Analisa as razões porque algumas pessoas ou países têm rendimento elevados enquanto outros são pobres, e sugere formas para o aumento do rendimento dos pobres sem prejudicar a economia;

 Estuda os ciclos económicos – os altos e baixos do desemprego e da inflação – assim como as políticas para os moderar;

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 Observa o crescimento dos países em desenvolvimento e propõe medidas para melhorar o uso eficiente de recursos;

Questiona como as políticas governamentais podem ser usadas para atingir objectivos importantes tais como um rápido crescimento económico, o uso eficiente de recursos, o pleno emprego, a estabilidades dos preços e uma repartição justa de rendimentos. [..,] Em uma só palavra o objecto central da economia é a escassez(SAMUELSON; NORDHAUS, 2005, p.4).

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Conceitos Básicos

“a economia é o estudo da forma como as sociedades utilizam recursos escassos para produzir bens com valor e como os distribuem entre as pessoas diferentes.” (SAMUELSON; NORDHAUS, 2005, p.4);

a economia é “[...] a ciência social que estuda como o indivíduo e a sociedade decidem utilizar recursos produtivos escassos, na produção de bens e serviços, de modo a distribuí-los entre as várias pessoas e grupos da sociedade, com a finalidade de satisfazer às necessidades humanas” (VASCONCELLOS, 2001, p. 21)

Na base destas definições, estão duas ideias-chaves em economia; (i) que os bens são escassos, (ii) e que a sociedade deve usar os seus recursos de forma eficiente. Este facto torna a economia uma matéria importante devido à existência da escassez e ao desejo da eficiência.

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ESCASSEZ

A característica que distingue um bem económico. Que um bem económico seja escasso não significa que seja raro mas apenas que não está disponível para ser usado de graça. Para alguém obter esse bem terá ou de produzir, ou oferecer outros bens económicos em troca.

EFICIÊNCIA

Ausência do desperdício ou utilização dos recursos económicos que produz a nível máximo de satisfação possível, sendo dados os factores de produção e a tecnologia

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DISCUSSÃO – 1.1

Pensemos num mundo sem escassez. Se pudessem ser produzidas quantidades infinitas de qualquer bem, ou se os desejos humanos fossem completamente satisfeitos, quais seriam as consequências?

1.2 – Microeconomia e Macroeconomia

Adam Smith é habitualmente considerado o fundador do campo da microeconomia, o ramo da economia que trata do comportamento de entidades individuais como os mercados as empresas e as famílias – igual como disser a determinação do preço de um único produto ou o comportamento de um único fornecedor ou de uma única empresa. A macroeconomia, tem a ver com desempenho global da economia – trata o comportamento da economia como um todo em relação ao produto, rendimento, ao nível de preços, ao comércio externo, ao desemprego e as variáveis económicas agregadas.

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CABEÇAS FRIAS AO SERVIÇO DE CORAÇÕES ARDENTES

“Qualquer sociedade humana – seja um país industrial avançado, uma economia de planeamento central ou uma sociedade tribal isolada, tem que se defrontar com três problemas económicos fundamentais” (SAMUELSON; NORDHAUS, 2005, p.6):  Quais o bens a produzir e em que quantidade? (o quê, produzir)

 Como são os bens produzidos? (como produzir)

 Para quem são os bens produzidos? (para quem, produzir)

O objectivo único da ciência económica é melhorar as condições de vida da sociedade no seu dia-a-dia. Os países com rendimentos elevados têm recursos para construir escolas, desenvolver investigações científicas, criar condições para determinar quanto deverá produzir de cada um dos inúmeros bens e serviços possíveis, determinar quem ira produzir, com que recursos e de que forma tecnológica, para quem irá produzir e como fazer a distribuição do rendimento e riqueza justa e equitativa.

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A escolha do progresso económico exige cabeças frias que objectivamente ponderem os custos e benefícios – como a grande recompensa que alivia os corações ardentes, das diferentes abordagens. Por vezes o progresso económico exige deitar abaixo uma fábrica obsoleta, deslocar populações de uma zona para outra. Para manter uma economia saudável, os governos têm que preservar os incentivos para que as pessoas trabalhem e poupem

1.3 – Doutrina, Teoria e Políticas Económicas

Como vimos na sessão “cabeças frias ao serviço de corações ardentes,” a ciência económica depara-se com três grandes problemas, cujas respostas encontramos no desenvolvimento das três vertentes:

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Doutrina; é um conjunto de reflexões, do

passado e do presente, sobre a forma de alcançar o objecto da Economia, procurando responder às três perguntas acima referidas.

Teoria; é um conjunto de leis científicas. Para que exista uma teoria é necessário que determinada

proposição seja validada pelo método científico experimental, isto é, que seja possível demonstrar que determinadas condições se verificam sempre e em todos os casos experimentados, provando a lei científica. Para a Economia o método experimental chama-se Análise Económica. A Análise Económica é um conjunto de modelos matemáticos, estatísticos e gráficos, que permitem provar a Teoria Económica.

Políticas baseando-se na Doutrina e na Teoria propõe

através de medidas concretas a resolução de problemas económicos e sociais, também concretos, em determinado espaço de tempo e lugar.

Fonte: (SAMUELSON; NORDHAUS, 2005)

escolas de pensamento que começam em Platão e Aristóteles Mas actualmente não faltam exemplos de doutrina económica, como sejam comentários diários e semanais nos diversos órgãos de comunicação, nacionais ou estrangeiros. Exemplos Monetária; Cambial; Fiscal. Orçamental; Dou tr ina , T eor ia e Pol íti cas Económic as

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Política Monetária; cria condições de controlo da massa monetária, via oferta,

influencia o rendimento produzido, distribuído e despendido em cada economia, num determinado período de tempo;

Política Cambial, O aumento ou diminuição da taxa de cambio, isto é, o preço de

uma moeda estrangeira expresso em moeda nacional, é a medida reguladora desta política;

Política Orçamental, as medidas resumem-se ao aumento ou diminuição de receitas e das despesas do Estado. As receitas são os impostos e contribuições para a reforma e segurança social, as despesas são os investimentos e as despesas correntes do Estado e os vencimentos dos funcionários públicos e as despesas correntes, bem como os subsídios e transferências sociais. A diferença entre receitas e despesas é o déficit ou o superavit;

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REFERÊNCIAS

SAMUELSON, Paul A; NORDHAUS, William Economia Décima Oitava Edição, editor Mcgraw-Hill de Portugal, 2005 (Edição original, ISBN: 0-07-287205-5, The McGraw-Hill Companies, Inc, edição em inglês)

VASCONCELLOS, M. A. S. de. Economia: micro e macro. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

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