Manual de Procedimentos
Legislação Trabalhista e Previdenciária
a
Décimo Terceiro Salário
Incidência de contribuições
previdenciárias, Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS) e Imposto de
Renda Retido na Fonte (IRRF)
SUMÁRIO 1. Introdução 2. Base de cálculo
3. Recolhimento em atraso - Encargos legais
4. Salário variável - Acerto da diferença - Contribuição previdenciária - Recolhimento - Procedimentos
5. 13o salário/2011 - Recolhimento em GPS específica
6. Rescisão contratual - Recolhimento da contribuição previdenciária - Normas
7. Salário-maternidade - 13o salário proporcional - Pagamento 8. FGTS - Depósito
9. Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF)
1. InTRodução
A contribuição previ-denciária incidente sobre o 13o salário deve ser recolhida até o dia 20 de dezembro do ano correspondente.
Na hipótese de não haver expediente
bancário na mencionada data, a contribuição previ-denciária deverá ser recolhida no dia útil imediata-mente anterior ao do vencimento.
Vale lembrar que o recolhimento da contribuição
previdenciária sobre o 13o salário deve ser efetuado
em Guia da Previdência Social (GPS), utilizada espe-cificamente para esta finalidade (veja item 5 deste texto).
Tratando-se de contribuição previdenciária sobre
o 13o salário pago em decorrência de rescisão
con-tratual, não se aplicarão o prazo e as condições aqui tratadas.
2. BASE dE CálCulo
A contribuição previdenciária sobre o 13o salário
é devida por ocasião do pagamento ou crédito da última parcela ou na rescisão do contrato de trabalho.
Para fins de cálculo da contribuição, utiliza-se como base de incidência o valor bruto da
remu-neração do 13o salário, sem a compensação dos
adiantamentos pagos, aplicando-se, em separado, as alíquotas normais de contribuição, conforme pro-cedimentos adiante descritos.
2.1 Parte do empregado
O empregado contribui, por ocasião do pagamento ou
crédito da última parcela ou na rescisão do contrato de trabalho, com alíquotas apli-cadas, de forma não cumu-lativa, de 8%, 9% ou 11%, conforme o valor integral do 13o salário (gratificação nata-lina), sem compensação dos adiantamentos pagos, mediante aplicação, em separado, da tabela de desconto previdenciário do empregado do mês de dezembro ou do mês da rescisão, conforme o caso.
2.2 Parte da empresa
A empresa assume, geralmente, o encargo patronal de 20% (ou 22,5% no caso de instituições financeiras) sobre o total bruto (sem limite) das remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, no decorrer do mês, aos segurados empregados (no caso, em uma GPS distinta,
sobre o 13o salário). Sobre o total bruto (sem limite)
anteriormente mencionado, incide, ainda, geralmente, a contribuição da empresa devida a “Terceiros” e a des-tinada ao financiamento dos benefícios concedidos em O recolhimento da
contribuição previdenciária relativa ao 13o salário deve ser efetuado por meio de GPS utilizada especificamente para essa finalidade, ou seja, uma guia separada da que for utilizada
para recolhimento das contribuições sobre a folha de pagamento normal da
razão do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho (GIIL-RAT) (RPS/1999, arts. 201 e 202, c/c o art. 214, §§ 6o e 7o).
Lembramos que, nos afastamentos da empre-gada por motivo de licença-maternidade, o abono anual pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) (13o salário proporcional ao período de
salário--maternidade) estará sujeito ao encargo previdenciário patronal, por ocasião do pagamento da parcela final do
13o salário ou na rescisão do contrato de trabalho
(Ins-trução Normativa RFB no 971/2009, art. 85, e Instrução
Normativa INSS no 45/2010, arts. 306 e 307).
Nota
Nos termos da Lei no 10.666/2003, art. 10, ficou definido que a alíquota
de contribuição de 1%, 2% ou 3%, destinada ao financiamento do benefício de aposentadoria especial ou daqueles concedidos em razão do GIIL-RAT, poderá ser reduzida em até 50% ou aumentada em até 100%, conforme o dis-posto no art. 202-A do Regulamento da Previdência Social (RPS), em razão do desempenho da empresa em relação à respectiva atividade econômica, apu-rado de acordo com os resultados obtidos a partir dos índices de fre quência, gravidade e custo, aferidos pelo Fator Acidentário de Prevenção (FAP).
2.3 Cálculo de contribuição previdenciária sobre o 13o salário
WDExemplos
a) Remuneração de dezembro e 13o salário inferiores ao teto de contribuição previdenciária:
- teto de contribuição previdenciária em 12/2011: R$ 3.691,74; - salário do empregado em 12/2011: R$ 545,00;
- 13o salário (valor integral): R$ 545,00 (salário-mínimo vigente no período de 1o.03 a 31.12.2011);
- salário-de-contribuição do empregado relativo à remuneração de 12/2011: R$ 545,00. Valor a ser descontado: R$ 43,60 (8% de R$ 545,00);
- salário-de-contribuição do empregado relativo ao 13o salário/2011: R$ 545,00. Valor a ser descontado: R$ 43,60 (8% de R$
545,00);
- valor total da contribuição previdenciária por parte do empregado: R$ 87,20 (R$ 43,60 + R$ 43,60); - encargo patronal relativo à competência 12/2011 incidente sobre R$ 1.090,00 (R$ 545,00 + R$ 545,00); b) Remuneração de dezembro superior e 13o salário inferior ao teto de contribuição previdenciária:
- teto de contribuição previdenciária em 12/2011: R$ 3.691,74; - salário do empregado em 12/2011: R$ 6.000,00;
- 13o salário (valor proporcional devido): R$ 3.000,00;
- salário-de-contribuição do empregado relativo à remuneração de 12/2011: R$ 3.691,74 (teto). Valor a ser descontado: R$ 406,09 (11% de R$ 3.691,74);
- salário-de-contribuição do empregado relativo ao 13o salário: R$ 3.000,00. Valor a ser descontado: R$ 330,00 (11% de R$
3.000,00);
- valor total da contribuição previdenciária por parte do empregado: R$ 736,09 (R$ 406,09 + R$ 330,00); - encargo patronal relativo à competência 12/2011 incidente sobre R$ 9.000,00 (R$ 6.000,00 + R$ 3.000,00); c) Remuneração de dezembro inferior e 13o salário superior ao teto de contribuição previdenciária:
- teto de contribuição previdenciária em 12/2011: R$ 3.691,74; - salário do empregado em 12/2011: R$ 3.200,00;
- 13o salário pago em dezembro/2011: R$ 5.000,00;
- salário-de-contribuição do empregado relativo à remuneração de 12/2011: R$ 3.200,00. Valor a ser descontado: R$ 352,00 (11% de R$ 3.200,00);
- salário-de-contribuição do empregado relativo ao 13o salário/2011: R$ 3.691,74 (teto máximo em 12/2011). Valor a ser descontado:
R$ 406,09 (11% de R$ 3.691,74);
- valor total da contribuição previdenciária por parte do empregado: R$ 758,09 (R$ 352,00 + R$ 406,09); - encargo patronal relativo à competência 12/2011 incidente sobre R$ 8.200,00 (R$ 3.200,00 + R$ 5.000,00); d) Remuneração de dezembro e 13o salário superiores ao teto de contribuição previdenciária:
- teto de contribuição previdenciária em 12/2011: R$ 3.691,74; - salário do empregado em 12/2011: R$ 5.500,00;
- 13o salário (valor integral): R$ 5.500,00;
- salário-de-contribuição do empregado relativo à remuneração de 12/2011: R$ 3.691,74 (teto). Valor a ser descontado: R$ 406,09 (11% de R$ 3.691,74);
- salário-de-contribuição do empregado relativo ao 13o salário: R$ 3.691,74 (teto máximo em 12/2011). Valor a ser descontado:
R$ 406,09 (11% de R$ 3.691,74);
- valor total da contribuição previdenciária por parte do empregado: R$ 812,18 (R$ 406,09 + R$ 406,09); - encargo patronal relativo à competência 12/2011 incidente sobre R$ 11.000,00 (R$ 5.500,00 + R$ 5.500,00).
3. REColhImEnTo Em ATRASo - EnCARGoS lEGAIS
As contribuições previdenciárias recolhidas após o dia 20 de dezembro sofrem incidência dos encargos legais de multa e juros de mora.
A incidência dos encargos legais deve obedecer ao disposto na legislação da Seguridade Social para as demais contribuições arrecadadas e administradas pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB).
4. SAláRIo vARIávEl - ACERTo dA dIFEREnçA - ConTRIBuIção PREvIdEnCIáRIA -
REColhImEnTo - PRoCEdImEnToS
A empresa cujo empregado percebe salário variável também deve efetuar o recolhimento da con-tribuição devida à Seguridade Social até o dia 20 de dezembro.
No que concerne à determinação da competência a ser utilizada para fins de recolhimento do encargo previdenciário sobre o ajuste da diferença decorrente de salários variáveis, o RPS/1999, art. 216, § 25,
acres-cido pelo Decreto no 3.265/1999, estabelece que o
referido recolhimento deverá ser efetuado juntamente com a competência dezembro do mesmo ano.
No mesmo sentido dispõe a Instrução Normativa
RFB no 971/2009, art. 96, parágrafo único, ao
esta-belecer que, havendo pagamento de remuneração variável em dezembro, o pagamento das
contribui-ções referentes ao ajuste do valor do 13o salário deve
ocorrer no documento de arrecadação da competên-cia dezembro, considerando-se para a apuração da alíquota da contribuição do segurado o valor total do 13o salário.
Outrossim, em obediência ao disposto no mencio-nado Decreto, também foi estabelecido que a compe-tência dezembro é a que deve ser considerada para fins de recolhimento do encargo previdenciário sobre
o ajuste do cálculo do 13o salário de quem recebe
salário variável, nos termos do Manual da GFIP/ Sefip, para usuários da versão 8.4, aprovado pela
Instrução Normativa RFB no 880/2008, Circular Caixa
no 451/2008 e Comunicado Caixa s/no publicado no
DOU 3 de 17.10.2008.
A seguir reproduzimos parcialmente exemplo extraído do referido manual:
WDExemplo
Empregado recebe, durante o mês de dezembro, uma remune-ração mensal no valor de R$ 1.200,00. No ano, o 13° salário final do trabalhador foi R$ 1.000,00, considerando as comissões de vendas realizadas entre 21/12 e 31/12.
Em 20/12, recolhe a GPS da competência 13, calculando as contri-buições previdenciárias sobre o 13° salário, considerando a remu-neração do 13° salário do empregado conhecida até aquela data, ou seja, R$ 800,00. Ainda não haviam sido realizadas as vendas de 21/12 a 31/12.
As contribuições previdenciárias incidentes sobre a diferença de R$ 200,00 (R$ 1.000,00 menos R$ 800,00) devem ser recolhidas na GPS da competência 12, com vencimento em 10/01.
Não obstante o prazo mencionado no último parágrafo do exemplo extraído do Manual da GFIP/Sefip, lembramos que, com a publicação da
Medida Provisória no 447/2008, convertida na Lei no
11.933/2009, o prazo de recolhimento da mencionada contribuição passou para até o dia 20 do mês subse-quente ao da competência. Caso não haja expediente bancário no dia 20, o recolhimento deve ser anteci-pado para o dia útil imediatamente anterior.
Nota
Lembramos que, desde 1o.12.2000, está vedada a utilização de
do-cumento de arrecadação previdenciária de valor inferior a R$ 29,00. Assim, a contribuição previdenciária devida que, no período de apuração, resultar em valor inferior a R$ 29,00, deverá ser adicionada à contribuição ou importância correspondente nos períodos subsequentes, até que o total seja igual ou superior a R$ 29,00, quando, então, deverá ser recolhido no prazo de ven-cimento estabelecido pela legislação para este último período de apuração, conforme previsto na Resolução DC/INSS no 39/2000.
Portanto, quanto ao critério para recolhimento ou restituição, conforme o caso, da quantia correspon-dente ao acerto da diferença para os empregados que percebem salário variável, deve-se observar que:
a) a contribuição previdenciária sobre o valor fa-vorável ao empregado será efetuada na com-petência dezembro do mesmo ano a que se
referir o pagamento do 13o salário, na GPS
normal da própria empresa. Nesse caso, re-calcula-se a contribuição previdenciária sobre
o 13o salário (computado o valor favorável ao
empregado). A diferença entre a contribuição apurada e a efetivamente recolhida será so-mada às contribuições previdenciárias sobre a remuneração de dezembro, observando-se, em seguida, os procedimentos descritos na le-tra “b” a seguir;
b) apurado o valor da contribuição previdenciá-ria conforme a letra “a”, o empregador deverá, então, registrá-lo no campo 6 da GPS (valor do INSS). Assim, o valor da contribuição
pre-videnciária patronal relativo à diferença do 13o
em conjunto, com as demais contribuições normais da empresa e do empregado, recolhi-das no campo 6 da GPS, relativas à folha de pagamento da competência dezembro (contri-buições dos empregados mais a cota previden-ciária patronal de, geralmente, 20% - ou 22,5%, no caso de instituições financeiras -, mais a contribuição relativa ao GIIL-RAT de 1%, 2% ou 3%, conforme a atividade preponderante da empresa, incidentes sobre o valor bruto, sem limite, da folha de salários dos emprega-dos, menos o valor correspondente às dedu-ções legalmente permitidas). No campo 9 da GPS - “Valor de Outras Entidades”, a empresa também deverá lançar o valor da contribuição destinada a “Terceiros”, apurado sobre o to-tal bruto da folha de salários dos empregados, ressalvadas as hipóteses legais de convênio de arrecadação direta entre a empresa e a en-tidade beneficiária da contribuição;
c) tratando-se de recolhimento indevido de con-tribuição previdenciária decorrente de dife-rença favorável à empresa, a compensação do valor recolhido a maior deverá observar as
determinações da Instrução Normativa RFB no
900/2008, arts. 1o e 44 a 47;
Nota
As alíneas “a” a “d” do inciso I do parágrafo único do art. 1o e arts.
44, 45, 46 e 47 da Instrução Normativa RFB no 900/2008 dispõem
que:
“Art. 1o A restituição e a compensação de quantias recolhidas a
título de tributo administrado pela Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), a restituição e a compensação de outras receitas da União arrecadadas mediante Documento de Arrecadação de Re-ceitas Federais (Darf) ou Guia da Previdência Social (GPS) e o res-sarcimento e a compensação de créditos do Imposto sobre Pro-dutos Industrializados (IPI), da Contribuição para o PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) serão efetuados conforme o disposto nesta Instrução Normativa. […]
I - contribuições previdenciárias:
a) das empresas e equiparadas, incidentes sobre a remuneração paga ou creditada aos segurados a seu serviço, bem como so-bre o valor bruto da nota fiscal ou fatura de prestação de servi-ços, relativamente a serviços que lhe são prestados por coope-rados por intermédio de cooperativas de trabalho;
b) dos empregadores domésticos;
c) dos trabalhadores, incidentes sobre seu salário de contribuição; d) instituídas a título de substituição;
e) valores referentes à retenção de contribuições previdenciárias na cessão de mão-de-obra e na empreitada; e
[…]
Art. 44. O sujeito passivo que apurar crédito relativo às contribui-ções previdenciárias previstas nas alíneas ‘a’ a ‘d’ do inciso I do parágrafo único do art. 1o, passível de restituição ou de reembolso,
poderá utilizá-lo na compensação de contribuições previdenciá-rias correspondentes a períodos subsequentes.
§ 1o Para efetuar a compensação o sujeito passivo deverá estar
em situação regular relativa aos créditos constituídos por meio de
auto de infração ou notificação de lançamento, aos parcelados e aos débitos declarados, considerando todos os seus estabeleci-mentos e obras de construção civil, ressalvados os débitos cuja exigibilidade esteja suspensa.
§ 2o O crédito decorrente de pagamento ou de recolhimento
inde-vido poderá ser utilizado entre os estabelecimentos da empresa, exceto obras de construção civil, para compensação com contri-buições previdenciárias devidas.
§ 3o Caso haja pagamento indevido relativo a obra de construção
civil encerrada ou sem atividade, a compensação poderá ser reali-zada pelo estabelecimento responsável pelo faturamento da obra. § 4o A compensação poderá ser realizada com as contribuições
incidentes sobre o décimo terceiro salário.
§ 5o A empresa ou equiparada poderá efetuar a compensação de
va-lor descontado indevidamente de sujeito passivo e efetivamente reco-lhido, desde que seja precedida do ressarcimento ao sujeito passivo. § 6o É vedada a compensação de contribuições previdenciárias
com o valor recolhido indevidamente para o Simples Nacional, instituído pela Lei Complementar no 123, de 2006, e o Sistema
In-tegrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microem-presas e EmMicroem-presas de Pequeno Porte (Simples), instituído pela Lei no 9.317, de 5 de dezembro de 1996.
§ 7o A compensação deve ser informada em GFIP na competência
de sua efetivação.
Art. 45. No caso de compensação indevida, o sujeito passivo de-verá recolher o valor indevidamente compensado, acrescido de juros e multa de mora devidos.
Parágrafo único. Caso a compensação indevida decorra de in-formação incorreta em GFIP, deverá ser apresentada declaração retificadora.
Art. 46. A Na hipótese de compensação indevida, quando se com-prove falsidade da declaração apresentada pelo sujeito passivo, o contribuinte estará sujeito à multa isolada aplicada no percentual previsto no inciso I do caput do art. 44 da Lei no 9.430, de 1996,
aplicado em dobro, e terá como base de cálculo o valor total do débito indevidamente compensado.
Art. 47. É vedada a compensação pelo sujeito passivo das contri-buições destinadas a outras entidades ou fundos.”
d) a parte relativa ao desconto previdenciário que eventualmente tenha sido cobrada a maior do empregado será a ele reembolsada, mediante discriminação em recibo.
5. 13o SAláRIo/2011 - REColhImEnTo Em GPS
ESPECíFICA
O recolhimento da contribuição previdenciária
sobre o 13o salário deve ser efetuado por intermédio
da GPS utilizada especificamente para essa finali-dade, ou seja, uma guia separada da que for utilizada para recolhimento das contribuições sobre a folha de pagamento normal da competência dezembro/2011.
A GPS deve ser preenchida normalmente, observando-se que:
a) no campo 4 - “Competência (mês/ano)”, utili-za-se a competência 13 e o ano a que se refe-rir, com 4 dígitos. Exemplo: 13/2011;
b) para fins de compensação ou dedução da im-portância relativa ao 13o salário proporcional ao período de salário-maternidade, observam-se os critérios estabelecidos no item 7 deste texto;
c) no caso de rescisão de contrato de trabalho, as contribuições devidas serão recolhidas na forma e nos prazos das contribuições normais sobre a folha de salários do mês, inclusive as ocorridas no mês de dezembro;
Nota
Com a publicação da Medida Provisória no 447/2008, convertida
na Lei no 11.933/2009, o prazo normal de recolhimento das
con-tribuições previdenciárias das empresas passou para até o dia 20 do mês subsequente ao da competência, e, caso não haja ex-pediente bancário no dia 20, o recolhimento deve ser antecipado para o dia útil imediatamente anterior.
d) no campo 9 - “Valor de Outras entidades”, há incidência de contribuição para as demais en-tidades e fundos (“Terceiros”), devendo ser lançado o valor correspondente.
5.1 GPS preenchida parcialmente 5.1.1 Recolhimento no prazo
Admitindo-se uma folha de pagamento de 13o
salário/2011 no valor total de R$ 16.340,00, quitada com os respectivos empregados em 20.12.2011, rela-tiva a uma empresa comercial varejista de calçados, com vinculação ao Código de Pagamento 2100 - Empresas em Geral - CNPJ, por exemplo, não optante pelo Simples Nacional, cujo encargo previdenciário devido (parte dos empregados + cota patronal + GIIL-RAT – deduções + outras entidades) tenha sido no valor total a recolher de R$ 4.564,59, e conside-rando que a empresa tenha efetuado o recolhimento em 20.12.2011 (no prazo), temos adiante os cálculos hipotéticos e o preenchimento da GPS.
A Instrução Normativa RFB no 971/2009, art. 396,
dispõe sobre o preenchimento do documento de arrecadação previdenciária. Assim:
a) campo 1 - “Nome ou Razão Social/Fone/Ende-reço”: informam-se o nome do contribuinte ou sua razão social, o número do telefone e o res-pectivo endereço;
b) campo 2 - “Vencimento - (Uso exclusivo INSS)”: é de preenchimento exclusivo pela RFB; c) campo 3 - “Código de Pagamento”: informa-se
o código de receita referente ao valor que está sendo recolhido;
No caso, apõe-se “2100”, conforme Ato
Declara-tório Executivo Codac no 71/2011, Anexo I.
d) campo 4 - “Competência”: informa-se a com-petência com 2 dígitos para o mês e com 4 dígitos para o ano;
No caso, insere-se “13/2011”.
e) campo 5 - “Identificador”: registra-se a identifi-cação do contribuinte no CNPJ/MF, CEI ou NIT/
PIS/Pasep para o segurado empregado do-méstico;
f) campo 6 - “Valor do INSS”: registra-se o va-lor total da contribuição a ser recolhido (parte da empresa e do segurado), efetuando-se as compensações e as deduções admitidas pela legislação em valores atualizados;
No caso, registra-se “R$ 4.564,59”. Valor do INSS correspondente a:
- contribuição descontada dos empregados: R$ 1.023,56;
- 20% sobre a remuneração bruta paga aos
empregados a título de 13o salário/2011:
R$ 3.268,00;
=>20% de R$ 16.340,00;
- 2,1578% sobre a remuneração bruta paga
aos empregados a título de 13o salário/2011
para contribuição relativa ao GIIL-RAT, su-pondo-se que esta (2,1578%) já esteja com a aplicação do FAP hipotético de 1,0789 – 2,00
×
1,0789 = 2,1578% (a empresa deveráveri-ficar sua situação real de alíquota GIIL-RAT e o valor do FAP de acordo com a legislação); - R$ 352,58 => 2,1578% de R$ 16.340,00; - R$ 79,55 - dedução a título de salário-família; - Total a recolher no campo 6: R$ 4.564,59 =>
(R$ 1.023,56 + R$ 3.268,00 + R$ 352,58 – R$ 79,55 (salário-família))
g) campo 7: não deve ser preenchido; h) campo 8: não deve ser preenchido;
i) campo 9 - “Valor de Outras Entidades”: regis-tra-se o valor da contribuição a ser recolhido, em função de dispositivos legais, para outros fundos e entidades - FNDE, Incra, Senai, Sesi, Senac, Sesc, Sebrae, DPC, F.AER, Senar, Sest, Senat e Sescoop - com os quais a empresa não mantenha convênio;
No caso, registra-se “R$ 947,72”.
- 5,8% (*) do total da folha de 13o salário/2011 dos empregados = R$ 16.340,00 ÷ 100 x 5,8 = R$ 947,72
(*) Sem convênio com o salário-educação.
De-monstrativo a seguir:
Valor de outras entidades
Rubricas Percentuais Terceiros% Salário-Educação 2,5 Incra 0,2 Senac 1,0 Sesc 1,5 Sebrae 0,6 Soma 5,8
j) campo 10 - “ATM/Multa/Juros”: registra-se o somatório de atualização monetária, se houver, multa e juros de mora devidos em decorrência de recolhimento fora do prazo de vencimento, calculados sobre o soma-tório dos valores registrados nos campos 6 e 9;
k) campo 11 - “Total”: registra-se o somatório dos campos 6, 9 e 10;
No caso, apõe-se “R$ 5.512,31 => (R$ 4.564,59 + R$ 947,72)”.
l) campo 12 - “Autenticação Bancária”: destina--se à autenticação, pelo agente arrecadador, do valor recolhido.
@abtrar_06207_11.doc - 7/11/2011 - 10:46:15 10/17
3. CÓDIGO DE
PA-GAMENTO 2100
4. COMPETÊNCIA 13/2011
MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA E ASSIS-TÊNCIA SOCIAL – MPAS - INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL – INSS
GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL-GPS
5. IDENTIFICADOR
6. VALOR DO INSS 4.564,59
7. 1. NOME OU RAZÃO SOCIAL/FONE/ENDEREÇO:
8. 2. VENCIMENTO (Uso
exclusivo INSS) 9. VALOR DE OU-TRAS ENTIDADES 947,72 10. ATM/MULTA E
JUROS
ATENCÃO: É vedada a utilização de GPS para
reco-lhimento de receita de valor inferior ao estipulado em resolução publicada pelo INSS. A receita que resultar em valor inferior deverá ser adicionada à contribuição ou importância correspondente nos meses subse-quentes, até que o total seja igual ou superior ao valor mínimo fixado.
11. TOTAL 5.512,31
12. AUTENTICAÇÃO BANCÁRIA
Instruções para preenchimento no verso.
Excluído: abtrar_06207_11 Excluído: 09:15:48
5.1.2 Recolhimento em atraso
O recolhimento da contribuição previdenciária efetuado em atraso sofre a incidência de atualização monetária, conforme o caso, multa e juros moratórios segundo tabela divulgada, mensalmente, pela RFB.
Desde a competência 01/1995, não há atualização monetária.
De acordo com o art. 26 da Lei no 11.941/2009,
que altera, entre outros dispositivos, a redação do
art. 35 da Lei no 8.212/1991, ficou estabelecido que
os débitos com a União decorrentes das contribui-ções sociais previstas nas alíneas “a”, “b” e “c” do
parágrafo único do art. 11 da Lei no 8.212/1991, das
contribuições instituídas a título de substituição e das contribuições devidas a terceiros, assim entendidas outras entidades e fundos, não pagos nos prazos previstos em legislação, serão acrescidos de multa
e juros de mora, nos termos do art. 61 da Lei no
9.430/1996.
O art. 61 da Lei no9.430/1996 prevê que:
Art. 61. Os débitos para com a União, decorrentes de tributos e contribuições administrados pela Secretaria da Receita Federal, cujos fatos geradores ocorrerem a partir de 1o de
janeiro de 1997, não pagos nos prazos previstos na legislação específica, serão acrescidos de multa de mora, calculada à taxa de trinta e três centésimos por cento, por dia de atraso. § 1o A multa de que trata este artigo será calculada a partir
do primeiro dia subseqüente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribuição até o dia em que ocorrer o seu pagamento.
§ 2o O percentual de multa a ser aplicado fica limitado a
vinte por cento.
§ 3o Sobre os débitos a que se refere este artigo incidirão
juros de mora calculados à taxa a que se refere o § 3o do
art. 5o, a partir do primeiro dia do mês subseqüente ao
ven-cimento do prazo até o mês anterior ao do pagamento e de um por cento no mês de pagamento.
6. RESCISão ConTRATuAl - REColhImEnTo dA ConTRIBuIção PREvIdEnCIáRIA - noRmAS
As contribuições devidas na rescisão contratual, inclusive a ocorrida no mês de dezembro, são recolhi-das em GPS normal da empresa junto com as demais contribuições patronais, no dia 20 do mês subse-quente à rescisão, antecipando-se o vencimento para
o 1o dia útil anterior no caso de não haver expediente
bancário no dia 20.
A contribuição previdenciária do empregado
sobre o 13o salário decorrente de rescisão contratual
também é calculada mediante aplicação, em sepa-rado, das alíquotas normais de contribuição.
A contribuição incide sobre o 13o salário, inclusive proporcional (veja comentário no subitem 6.1 adiante sobre a incidência ou não do encargo previdenciário
na parcela do 13o salário oriunda de projeção do
aviso-prévio indenizado).
Nota
A Lei no 12.506/2011, em vigor desde 13.10.2011, determinou que o
aviso-prévio, de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-lei no 5.452/1943, será concedido
na proporção de 30 dias aos empregados que contem com até 1 ano de ser-viço na mesma empresa. Ao aviso-prévio ora mencionado serão acrescidos 3 dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de até 90 dias.
6.1 Parcela relativa ao 13o salário proporcional
decorrente da projeção do período do aviso-prévio indenizado - Comentários
Antes de abordar o assunto sobre a incidência ou não do encargo previdenciário sobre a parcela
relativa ao 13o salário proporcional decorrente da
projeção do período do aviso-prévio indenizado, há que se comentar o próprio aviso.
No que se refere à parcela de aviso-prévio inde-nizado, para fins de incidência ou não do encargo previdenciário, vale observar que se trata de questão controvertida.
A Constituição Federal, em seu art. 195, incisos I, alínea “a”, e II, determina:
Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equipa-rada na forma da lei, incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício; […]
II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201;
[…]
A Lei no 8.212/1991, que trata da organização
da Seguridade Social e institui o Plano de Custeio da Previdência Social no inciso I do art. 28, define salário-de-contribuição, para fins previdenciários.
Segundo o referido dispositivo legal, para o empre-gado e trabalhador avulso, salário-de-contribuição é a remuneração auferida em uma ou mais empresas, assim entendida a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer título, durante o mês, destinados a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma, inclusive as gorjetas, os ganhos habituais sob a forma de utilidades e os adiantamentos decorrentes de reajuste salarial, quer pelos serviços efetivamente pres-tados, quer pelo tempo à disposição do empregador ou tomador de serviços nos termos da lei ou do contrato ou, ainda, de convenção ou acordo coletivo de trabalho ou sentença normativa.
Lembramos que a mesma disposição mencionada no parágrafo anterior se encontra prevista no inciso I do
art. 214 do RPS, aprovado pelo Decreto no 3.048/1999,
e no inciso I do art. 55 da Instrução Normativa RFB no
971/2009, que dispõe sobre as normas gerais de tribu-tação e arrecadação previdenciárias.
Considerando a determinação constitucional e a definição legal de salário-de-contribuição anterior-mente descrita, constata-se que a contribuição pre-videnciária incide sobre a contraprestação auferida decorrente do exercício do trabalho ou do tempo à disposição do empregador, no curso de uma relação empregatícia ou de trabalho.
O aviso-prévio, na sua forma indenizada, não representa contraprestação pelo trabalho executado tampouco tempo à disposição do empregador, visto que durante o período de sua projeção, considerada para fins de pagamento das demais verbas rescisó-rias, não existe mais qualquer obrigação por parte do trabalhador em manter a prestação de serviço que existia antes do rompimento do contrato laboral. Assim, o empregador indeniza o empregado, libe-rando-o totalmente de qualquer vínculo de emprego.
Nota
A Lei no 12.506/2011, em vigor desde 13.10.2011, determinou que o
aviso-prévio, de que trata o Capítulo VI do Título IV da CLT, aprovada pelo Decreto-lei no 5.452/1943, será concedido na proporção de 30 dias aos
em-pregados que contem com até 1 ano de serviço na mesma empresa. Ao aviso-prévio ora mencionado serão acrescidos 3 dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de até 90 dias.
Deve-se considerar também que, na definição de salário-de-contribuição, em nenhum momento o legis-lador inseriu qualquer termo vinculado a uma parcela
indenizatória, reforçando ainda mais a tese de que
sobre o aviso-prévio indenizado não há incidência da contribuição previdenciária.
Vale ressaltar que, originariamente, a Lei no
8.212/1991, em seu art. 28, § 9o, alínea “e”, continha
previsão expressa acerca da não incidência do encargo previdenciário sobre o aviso-prévio indenizado.
Com o advento da Lei no 9.528/1997, foi alterada
a redação do § 9o do art. 28 da Lei no 8.212/1991,
suprimindo a previsão da não incidência
previdenciá-ria sobre a parcela do aviso-prévio indenizado. Apesar da supressão da previsão expressa de não incidência do encargo previdenciário sobre a parcela do aviso-prévio indenizado, conforme alteração promovida
pela citada Lei no 9.528/1997, o RPS, aprovado pelo
Decreto no 3.048/1999, previa a não integração do
aviso--prévio indenizado ao salário-de-contribuição, conforme
determinava o seu art. 214, § 9o, inciso V, alínea “f”. Ressalte-se que, posteriormente à edição da Lei
no 9.528/1997, não só o RPS mantinha a exclusão do
encargo previdenciário sobre o aviso-prévio indenizado,
mas também a Instrução Normativa SRP no 3/2005,
conforme disposto na alínea “f” do inciso VI do art. 72, continha a mesma previsão. Contudo, em 16.01.2007,
por meio da Instrução Normativa SRP no 20/2007, a
alí-nea “f” foi expressamente revogada, não havendo mais a previsão da exclusão do encargo previdenciário sobre o aviso-prévio indenizado na citada Instrução Normativa.
Nota
A Instrução Normativa SRP no 3/2005 e a Instrução Normativa SRP no
20/2007 foram revogadas pela Instrução Normativa RFB no 971/2009.
Surgiu, finalmente, o Decreto no 6.727/2009, o
qual em 13.01.2009 revogou expressamente a alínea “f” do inciso V do § 9o do art. 214 do RPS, que trazia a previsão da não incidência do encargo previdenciário sobre o aviso-prévio indenizado, extinguindo, assim, o último dispositivo legal que mantinha expressamente a parcela do aviso-prévio indenizado na relação das verbas que não integram o salário-de-contribuição.
Não obstante a revogação da mencionada alínea “f”, devemos lembrar que a alínea “m” do mesmo inciso V do § 9o do art. 214 do RPS, a qual continua em vigor, esclarece que não integram o salário-de-contribuição outras indenizações, desde que expressamente previs-tas em lei. Dessa forma, considerando ser o aviso-prévio indenizado verba de natureza indenizatória e prevista em lei, estaria enquadrado na citada alínea “m”.
Ressalte-se que, apesar da revogação dos dispositi-vos legais que previam expressamente a não integração do aviso-prévio indenizado no salário-de-contribuição,
em nenhum momento a Lei no 8.212/1991 ou o RPS
previu expressamente a sua integração.
Pela análise dos dispositivos legais anteriormente mencionados, e considerando ser o aviso-prévio indenizado, tipicamente, verba de natureza
indeniza-tória, não obstante a controvérsia existente, há uma
forte corrente de entendimento que defende a não incidência do encargo previdenciário sobre os valores pagos a tal título.
Apesar do anteriormente exposto, a RFB, órgão arrecadador, por meio da Instrução Normativa RFB
no 925/2009 - DOU de 09.03.2009 -, a qual dispõe,
entre outras providências, sobre as informações a serem declaradas na GFIP, determinou que, desde
1o.01.2009, as pessoas jurídicas ou os contribuintes
equiparados que efetuam rescisão de contrato de trabalho de seus empregados e pagam aviso-prévio indenizado devem preencher o Sistema Empresa de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (Sefip), observando o seguinte:
a) o valor do aviso-prévio indenizado não deve ser informado; e
b) o valor do avo de 13o salário correspondente ao aviso-prévio indenizado deve ser informado no
campo “Base de Cálculo 13o salário da
Previ-dência Social”, exceto no caso de empregado que tenha trabalhado por um período inferior a 15 dias durante o ano, cuja informação não pode ser prestada até que o Sefip seja adaptado. Nessas hipóteses, a GPS gerada pelo Sefip será desprezada, devendo ser preenchida manualmente com os valores efetivamente devidos, incluindo-se as contribuições incidentes sobre o aviso-prévio
indenizado e sobre o 13o salário correspondente
àquele, observando-se que, para fins de cálculo das contribuições e de enquadramento na tabela de salário-de-contribuição, o valor do aviso-prévio inde-nizado será somado às outras verbas rescisórias que possuem incidência de contribuições previdenciárias, na competência do desligamento.
O avo do 13o salário correspondente ao
aviso--prévio indenizado deve ser somado ao valor do 13o
salário proporcional, correspondente ao valor bruto da gratificação sem compensação dos adiantamentos pagos, mediante aplicação, em separado, da tabela de salário-de-contribuição.
As informações prestadas em GFIP em desacordo com o anteriormente exposto poderão ser retificadas por
meio da apresentação de guia retificadora. A mencio-nada retificação não sujeitará o sujeito passivo à multa prevista no inciso II do art. 32-A da Lei no 8.212/1991.
Desde 13.01.2009, não há, na Lei no 8.212/1991
ou no RPS, dispositivo expresso determinando a não incidência da contribuição previdenciária na verba paga a título de aviso-prévio indenizado, tampouco entendimento pacífico de que a referida verba pode ser considerada salário-de-contribuição, uma vez que não se coaduna com a definição de salário-de-contribuição contida no inciso I do art. 28 da Lei no 8.212/1991.
No que concerne ao encargo previdenciário
sobre a parcela (avo) correspondente do 13o salário
proporcional decorrente da projeção do período do aviso-prévio indenizado, informamos que, atualmente,
não há na Lei no 8.212/1991 nem no seu regulamento
(Decreto no 3.048/1999) qualquer previsão expressa
sobre a não incidência previdenciária, havendo entendimento no sentido de que prevalece sobre a referida parcela acessória a mesma sorte da parcela principal, que é o aviso-prévio indenizado, observa-dos os comentários anteriores.
Diante de todo o exposto, e considerando a polê-mica que se estabelece no que tange à interpretação da atual legislação relativa ao encargo previdenciário sobre o aviso-prévio indenizado, bem como o entendimento da RFB favorável à tributação, caberá ao Poder Judiciário a solução definitiva da controvérsia caso a parte que se sinta prejudicada promova a competente ação.
Nota
A Lei no 12.506/2011, em vigor desde 13.10.2011, determinou que o
aviso--prévio, de que trata o Capítulo VI do Título IV da CLT, aprovada pelo Decreto--lei no 5.452/1943, será concedido na proporção de 30 dias aos empregados
que contem com até 1 ano de serviço na mesma empresa. Ao aviso-prévio ora mencionado serão acrescidos 3 dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de até 90 dias.
O Capítulo VI do Título IV da CLT trata do aviso-prévio em seus arts. 487 a 491.
A Lei no 12.506/2011 entrou em vigor na data de sua publicação, ou
seja, 13.10.2011. A referida Lei não trouxe os esclarecimentos necessários sobre as várias implicações legais decorrentes da aplicação do aviso-prévio proporcional ao tempo de serviço e, até que o MTE publique portaria ou ins-trução normativa ou outro ato legal disciplinando tais implicações, recomen-damos, por medida preventiva, que o empregador consulte antecipadamen-te o órgão regional do Ministério e a entidade sindical da respectiva caantecipadamen-tegoria profissional, a fim de obter as orientações cabíveis sobre o assunto e adotar a posição que julgar mais adequada.
Recordamos, por fim, que a decisão final sobre as controvérsias de-correntes da aplicação da Lei no 12.506/2011 competirá ao Poder Judiciário
caso a parte que se sinta prejudicada promova a competente ação. Havendo qualquer manifestação oficial por parte dos órgãos compe-tentes sobre o tema, voltaremos a informar.
7. SAláRIo-mATERnIdAdE - 13o SAláRIo
PRoPoRCIonAl - PAGAmEnTo
Com o advento da Lei no 10.710/2003, foi
resta-belecida a obrigatoriedade de a empresa efetuar o pagamento do salário-maternidade à sua empregada
gestante, cujo valor será compensado por ocasião do recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de pagamento e demais rendimentos pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço.
O INSS, portanto, continua responsável pelo pagamento do salário-maternidade diretamente à segurada quando se tratar, entre outros casos, de:
a) adoção ou obtenção de guarda judicial para fins de adoção;
b) seguradas empregada doméstica, contri-buinte individual (autônoma e empresária), tra-balhadora avulsa, especial ou facultativa. Assim, na ocorrência de parto ou aborto não criminoso, o salário-maternidade devido à segurada empregada será pago pela empresa.
7.1 Reembolso - Regras
O reembolso à empresa ou equiparada de valores do salário-maternidade pagos a seguradas a seu ser-viço poderá ser efetuado mediante dedução no ato do pagamento das contribuições devidas à Previdência Social, correspondentes ao mês de competência do pagamento do benefício à segurada, devendo ser declarado em GFIP.
Quando o valor a deduzir for superior às contri-buições previdenciárias devidas no mês, o sujeito passivo poderá compensar o saldo a seu favor no recolhimento das contribuições dos meses subse-quentes, ou requerer o reembolso.
Caso o sujeito passivo efetue o recolhimento das contribuições previdenciárias sem a dedução do valor a reembolsar, essa importância poderá ser compen-sada ou ser objeto de restituição.
É vedada a dedução ou compensação do valor do salário-maternidade das contribuições arrecada-das pela RFB para outras entidades ou fundos.
O pedido será formalizado na unidade da RFB que jurisdiciona o domicílio tributário do sujeito passivo.
Quando o reembolso envolver valores não decla-rados ou decladecla-rados incorretamente, o deferimento do pedido ficará condicionado à apresentação ou retificação da declaração.
O reembolso será requerido por meio do programa PER/DCOMP ou, na impossibilidade de sua utilização, mediante a apresentação do formulário Pedido de Reembolso de Quotas de Família e Salário--Maternidade, conforme modelo constante do Anexo
VI da Instrução Normativa RFB no 900/2008, ao qual deverão ser anexados documentos comprobatórios do direito creditório.
7.2 valor do reembolso
A empresa será reembolsada pelo pagamento do valor bruto do salário-maternidade (correspondente à renda mensal igual à remuneração integral da empre-gada beneficiária, observado o disposto na Consti-tuição Federal/1988, art. 248), incluída a gratificação natalina proporcional ao período da correspondente licença (abono anual).
Para fins de apuração do valor a deduzir a título de gratificação natalina proporcional ao período da
correspondente licença-maternidade, a empresa observará o seguinte cálculo:
a) a remuneração correspondente ao 13o salário
deverá ser dividida por 30;
b) o resultado da operação descrita na letra “a” deverá ser dividido pelo número de meses
con-siderados no cálculo da remuneração do 13o;
c) a parcela referente ao 13o salário
proporcio-nal ao período de licença-maternidade cor-responde ao produto da multiplicação do resultado da operação descrita na letra “b” pelo número de dias de gozo de licença-ma-ternidade no ano.
WDExemplo
Empregada fica afastada do trabalho por motivo de parto (licença-maternidade) durante 120 dias, no período de 1o.04 a 29.07 do ano em curso. Nesta hipótese, a empresa deve efetuar o pagamento
direto do próprio salário-maternidade, bem como o pagamento total da gratificação natalina, incluindo o período correspondente ao afastamento por licença-maternidade. Assim, temos:
- número de dias de licença-maternidade no exercício = 120 dias (1o.04 a 29.07);
- remuneração em dezembro do ano correspondente = R$ 2.670,00; - valor do 13o salário: 1o.01 a 31.12 => 12/12 de R$ 2.670,00 = R$ 2.670,00.
Cálculo da parcela a deduzir a título de gratificação natalina: 1) R$ 2.670,00 ÷ 30 = R$ 89,00;
2) R$ 89,00 ÷ 12 equivale a R$ 7,4166; 3) R$ 7,4166 x 120 equivale a R$ 890,00.
7.3 Contribuição previdenciária
Sobre o salário-maternidade, incluindo-se a parcela da gratificação natalina correspondente ao período da licença (abono anual), incidem as contribuições previdenciárias, tanto as devidas pela empregada como as devidas pela empresa.
As contribuições sociais incidentes sobre o total
do 13o salário, incluindo-se a parcela do 13o salário
proporcional aos meses de salário-maternidade, devem ser recolhidas pela empresa, juntamente com
as contribuições relativas ao 13o salário do ano em
que o benefício foi pago.
Nos casos em que o salário-maternidade tiver sido pago diretamente pelo INSS à segurada empre-gada (entre outros, adoção ou obtenção de guarda judicial para fins de adoção), a empresa deverá recolher a contribuição previdenciária patronal, inclusive as destinadas a terceiros, sobre o valor do salário-maternidade pago pelo INSS à segurada empregada.
Quanto ao desconto da contribuição previdenciá-ria da empregada em gozo do benefício de salário--maternidade pago pelo INSS, este é efetuado pelo próprio Instituto, no valor do benefício. Entretanto, se o recebimento do benefício corresponder à fração
de mês, o desconto tanto no início como no término do benefício deverá ser feito da seguinte forma:
a) pela empresa, sobre a remuneração relativa aos dias trabalhados, aplicando-se a alíquota corres-pondente à remuneração mensal integral, respei-tado o teto máximo do salário-de-contribuição; b) pelo INSS, sobre o salário-maternidade
relati-vo aos dias correspondentes, aplicando-se a alíquota devida sobre a remuneração mensal integral, observado o limite máximo do salário--de-contribuição.
Quando o desconto na empresa ou no INSS atingir o limite máximo do salário-de-contribuição, não caberá mais nenhum desconto pela outra parte.
8. FGTS - dEPóSITo
O depósito relativo ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) (8%) é devido com base na remuneração paga ou devida no mês anterior, nela incluída, além de outras parcelas, a gratificação de Natal. Assim o depósito deve ser efetuado por ocasião
do pagamento, tanto da 1a como da 2a parcela do 13o
salário, ou nos casos de rescisão contratual.
Lembramos que o depósito do FGTS na conta vinculada também é obrigatório nos casos de afasta-mento do trabalho por motivo de prestação de serviço
militar, licença para tratamento de saúde de até 15 dias, licença por acidente de trabalho, licença à gestante, licença-paternidade, entre outras hipóteses previstas na legislação.
O prazo de recolhimento (excetuados os depósi-tos decorrentes de rescisão contratual comentados adiante) sem quaisquer acréscimos legais vai até o dia 7 do mês subsequente ao da competência da remu-neração. Se não corresponder a dia útil, antecipa-se o recolhimento (Lei no 8.036/1990, art. 15).
Nos termos da Lei no 8.036/1990, art. 18, na
redação dada pela Lei no 9.491/1997, art. 31,
regula-mentada pelo Decreto no 2.430/1997, observada a Lei
Complementar no 110/2001, ficou estabelecido que os
valores relativos aos depósitos referentes ao mês da rescisão e ao mês imediatamente anterior que ainda não houver sido recolhido, bem como a importância
igual a 50% (despedida sem justa causa ou indireta) ou 20%, no caso de culpa recíproca ou força maior, do montante de todos os depósitos realizados na conta vinculada do FGTS, durante a vigência do contrato de trabalho, atualizados monetariamente e acrescidos dos respectivos juros, devem ser depositados por meio da Guia de Recolhimento Rescisório do FGTS (GRRF).
9. ImPoSTo dE REndA RETIdo nA FonTE (IRRF)
Incide o IRRF, no mês de dezembro ou da resci-são contratual, conforme o caso, sobre o valor total do 13o salário (1a e 2a parcelas), separadamente dos demais rendimentos pagos, mediante a utilização da respectiva tabela progressiva vigente no mês de dezembro ou da rescisão, podendo ser feitas no rendimento bruto todas as deduções permitidas para fins de determinação da base de cálculo do imposto (RIR/1999, art. 638).
WDExemplo
Empregado com remuneração mensal de R$ 6.500,00 em dezembro/2011, com 2 dependen-tes para fins de Imposto de Renda. Assim, temos:
Remuneração integral de 13o salário/2011
(1a + 2a parcelas) = R$ 6.500,00
Desconto de INSS = R$ 406,09
-Desconto relativo aos dependentes = R$ 314,94
-Base de incidência do Imposto de Renda R$ 5.778,97
Imposto de Renda (27,5%) R$ 1.589,22
Parcela a deduzir = R$ 723,95
-Total do Imposto de Renda a reter = R$ 865,27
Nota
O exemplo anteriormente descrito foi calculado com base na tabela progressiva mensal de Imposto de Renda incidente sobre os rendimentos de pessoas físicas e no valor da dedução por dependente, ambos vigentes para o ano-calendário de 2011 (Instrução Normativa RFB no 1.142/2011).
(RPS, aprovado pelo Decreto no 3.048/1999, art. 214, §§ 6o e 7o, art. 216, §§ 1o a 3o, e art. 25; Instrução Normativa RFB no
971/2009, arts. 85, 94, 95, 96, 98 e 99; Instrução Normativa INSS no 45/2010, arts. 306, 307 e 345; Lei no 11.324/2006; Lei no
11.933/2009; Lei no 11.482/2007, art. 1o, na redação dada pelo art. 23 da Lei no 11.945/2009; Lei no 9.250/1995, art. 4o, na redação
dada pelo art. 3o da Lei no 11.482/2007; Lei no 12.382/2011; Instrução Normativa RFB no 900/2008; Manual do Sefip, aprovado
pela Instrução Normativa RFB no 880/2008, pela Circular Caixa no 451/2008 e pelo Comunicado Caixa s/no publicado no DOU 3 de
17.10.2008; Instrução Normativa RFB no 925/2009; Circular Caixa no 548/2011; Decreto no 6.765/2009; Portaria Interministerial MPS/
MF no 407/2011; Ato Declaratório Executivo Codac no 71/2011)
N
a
Décimo Terceiro Salário
13
osalário do empregado doméstico
SUMÁRIO 1. Introdução 2. Cálculo
3. Desconto previdenciário - Procedimentos 4. Afastamento por motivo de doença e
licença-maternidade - Abono anual pago pela Previdência Social - Implicações
1. InTRodução
O 13o salário devido ao empregado doméstico, da
mesma forma que o 13o salário dos empregados em
geral, é pago em 2 parcelas: a 1a, entre fevereiro e
novembro de cada ano, e a 2a, até 20 de dezembro.
Define-se como empregado doméstico aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade
não lucrativa a pessoa ou família, no âmbito residencial destas, tais como cozinheiro, copeiro, arrumadeira, babá, jardineiro, motorista particular etc.
2. CálCulo
Calcula-se o 13o salário com base em 1/12 da
remuneração devida em dezembro, por mês de serviço do ano correspondente, considerando-se mês integral a fração igual ou superior a 15 dias de trabalho.
Assim, por exemplo, na admissão em 20.06.2011, conta-se:
Meses/2011 Tempo trabalhado Avos proporcionais
Junho 11 dias -Julho 31 dias 1/12 Agosto 31 dias 2/12 Setembro 30 dias 3/12 Outubro 31 dias 4/12 Novembro 30 dias 5/12 Dezembro 31 dias 6/12 WDExemplos a) admissão em 20.06.2011 - salário mensal: R$ 600,00
- tempo de serviço até outubro/2011: 4/12
13o salário: • 1a parcela (até 30.11.2011) R$ 600,00 ÷ 12 = R$ 50,00 R$ 50,00 x 4 = R$ 200,00 R$ 200,00 ÷ 2 = R$ 100,00 • 2a parcela (até 20.12.2011)
- salário mantido em: R$ 600,00
R$ 600,00 ÷ 12 = R$ 50,00
R$ 50,00 x 6 = R$ 300,00
R$ 300,00 – R$ 100,00 (1a parcela) = R$ 200,00 (2a parcela)
Notas
(1) Há os que consideram, no tempo de serviço, para pagamento da 1a parcela, o mês de novembro, passando o
adiantamento a ser calculado, como no exemplo, à base de 50% de 5/12, desde que o empregado já tenha trabalhado, no mínimo, 15 dias em novembro. Entretanto, como a Lei no 4.749/1965, art. 2o, determina o adiantamento do 13o salário
na importância correspondente à metade do salário do mês anterior (base de cálculo), entende-se que a contagem dos avos proporcionais também deve ir até aquele mês - no exemplo, até outubro/2011.
(2) Nada impede que o 13o salário seja pago integralmente, em parcela única, até 30 de novembro, devendo ser
complementada eventual diferença até 20 de dezembro, caso neste mês ocorra majoração salarial. Lembramos, en-tretanto, que a prática reiterada do pagamento integral antecipado pode implicar aquisição do direito (ajuste tácito ao contrato de trabalho), pelo empregado, de sempre receber integralmente o 13o salário antes do prazo legal.
b) admissão em 12.12.2011
- salário mensal em dezembro/2011: R$ 672,00 - tempo de serviço para 13o: 1/12
- pagamento até 20.12.2011: - R$ 672,00 ÷ 12 x 1 = R$ 56,00
3. dESConTo PREvIdEnCIáRIo - PRoCEdImEnToS
O desconto previdenciário relativo ao 13o
salá-rio deve ser efetuado, por ocasião do pagamento da parcela final, em separado do salário do mês, sem abatimento da antecipação. O seu recolhi-mento efetua-se até 20 de dezembro ou dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário no dia 20. No caso de rescisão contratual, o recolhimento deve ser efetuado no prazo normal de recolhimento das demais contribuições previ-denciárias.
Lembramos que, nos afastamentos da empre-gada doméstica por motivo de licença-maternidade, o
abono anual pago pelo INSS (13o salário proporcional
ao período de salário-maternidade) estará sujeito ao encargo previdenciário por ocasião do pagamento da parcela final do 13o salário ou da rescisão do contrato
de trabalho (Instrução Normativa RFB no 971/2009,
arts. 92 e 95, e Instrução Normativa INSS no 45/2010,
art. 345).
Nota
Vale destacar que, desde 1o.12.2000, está vedada a utilização de
do-cumento de arrecadação previdenciária de valor inferior a R$ 29,00. Assim, a contribuição previdenciária devida que, no período de apuração, resultar em valor inferior a R$ 29,00 deverá ser adicionada à contribuição ou importân-cia correspondente nos períodos subsequentes até que o total seja igual ou superior a R$ 29,00, quando, então, deverá ser recolhido no prazo de ven-cimento estabelecido pela legislação para este último período de apuração, conforme previsto na Resolução DC/INSS no 39/2000.
Por meio da Lei no 11.324/2006, foi acrescido o § 6o ao art. 30 da Lei no 8.212/1991 para facultar ao empregador doméstico a realização do recolhimento da contribuição previdenciária (parte empregador e parte empregado) relativa à competência novembro, até o dia 20 de dezembro, juntamente com a
contri-buição referente ao 13o salário, utilizando um único
documento de arrecadação.
Inserimos, no exemplo do subitem 3.1.1, o modelo da Guia de Recolhimento da Previdência Social (GPS) parcialmente preenchido, considerando apenas o recolhimento da contribuição previdenciária sobre o 13o salário.
Reproduzimos, a seguir, a tabela de contribuição dos segurados empregado, empregado doméstico e trabalhador avulso válida para a competência dezem-bro/2011.
Salário-de-contribuição (R$) recolhimento ao INSS (%)Alíquota para fins de até 1.107,52 de 1.107,53 até 1.845,87 de 1.845,88 até 3.691,74 8% 9% 11% Doméstico: Teto = 3.691,74
Assim, a contribuição recolhida na GPS corres-ponde a:
a) empregado:
- alíquota de 8% incidente nos valores até R$ 1.107,52, de 9% nos de R$ 1.107,53 a R$ 1.845,87 e de 11% nos de R$ 1.845,88 a R$ 3.691,74; b) empregador:
- alíquota de 12% do salário-de-contribuição de seu empregado doméstico, até R$ 3.691,74. Portanto, o recolhimento na GPS corresponde a 20%, 21% ou 23%, conforme a faixa do salário-de--contribuição.
3.1 Exemplos
WDExemplos
a) 13o salário devido em 2011 = R$ 545,00 <=> salário mensal de 1o.03.2011 a 31.12.2011;
- recolhimento na GPS: R$ 109,00 (20% de R$ 545,00, ou seja, 8% do empregado e 12% do empregador); b) 13o salário devido = R$ 1.200,00
- recolhimento na GPS: R$ 252,00 (21% de R$ 1.200,00, ou seja, 9% do empregado e 12% do empregador); c) 13o salário devido = R$ 4.000,00
- recolhimento na GPS: R$ 849,10 (23% de R$ 3.691,74 - limite máximo de contribuição, ou seja, 11% do empregado e 12% do empregador).
3.1.1 Preenchimento parcial da GPS
O modelo da GPS a seguir corresponde ao exemplo “a” do subitem anterior pertinente ao pagamento do 13o
salário/2011 no valor de um salário-mínimo.@abtrar_06222_11.doc - 7/11/2011 - 11:16:52 5/7
3. CÓDIGO DE
PA-GAMENTO 1600
4. COMPETÊNCIA 13/2011
MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA SOCIAL - MPAS INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL - INSS
GUIA DA PREVIDÊNCIA SOCIAL – GPS
5. IDENTIFICADOR
6. VALOR DO INSS 109,00
7.
Norberto...
Rua Tal, 999 - Centro - Jundiaí - SP - CEP 90909-909 - Tel.: (0XX99) 999-9999
8. 2. VENCIMENTO
(Uso exclusivo INSS) 9. VALOR DE OU-TRAS ENTIDADES
10. ATM/MULTA E JUROS
ATENCÃO: É vedada a utilização de GPS para recolhimento de receita de valor inferior
ao estipulado em resolução publicada pelo INSS. A receita que resultar em valor inferior deverá ser adicionada à contribuição ou importância correspondente nos meses subse-quentes, até que o total seja igual ou superior ao valor mínimo fixado.
11. TOTAL 109,00(*)
12. AUTENTICAÇÃO BANCÁRIA
Instruções para preenchimento no verso.
Exc Exc
(*) Importante
Valor correto se recolhido até 20.12.2011 ou dia útil imediatamente anterior se não houver expediente bancário.
Lembramos que o recolhimento normal sobre o salário de dezembro/2011 deve ser realizado até 16.01.2012 ou dia útil imediatamente posterior se não houver expediente bancário no dia 16. No campo competência, nesse caso, deve-se inserir “12/2011”.
Caso o empregador doméstico tenha optado pelo recolhimento trimestral da contribuição pre-videnciária normal relativa à competência dezem-bro/2011, o prazo para recolhimento continuará sendo até 16.01.2012 ou dia útil imediatamente posterior se não houver expediente bancário no dia 16.
4. AFASTAmEnTo PoR moTIvo dE doEnçA E lICEnçA-mATERnIdAdE - ABono AnuAl PAGo PElA PREvIdênCIA SoCIAl - ImPlICAçõES
4.1 Auxílio-doença
O empregado doméstico que está ou esteve em gozo do benefício de auxílio-doença recebe, do
empregador doméstico, o 13o salário proporcional,
relativo ao período de efetivo trabalho, assim consi-derado o tempo anterior e posterior ao afastamento, e a Previdência Social assume o período relativo ao afastamento do trabalho, computando-o para fins de pagamento do abono anual.
WDExemplo
Empregado doméstico, admitido em 21.01.2009, ficou afastado do trabalho no ano de 2011, de 03.05 a 27.06, por motivo de do-ença, percebendo o benefício previdenciário. Em tal hipótese, o empregador deverá calcular e quitar o 13o salário desse
empre-gado proporcionalmente aos períodos tidos como efetivamente trabalhados, antes e depois do lapso de tempo em que esteve afastado, percebendo benefício previdenciário.
Assim, nessa hipótese, o empregador deverá computar 10/12 relativos ao 13o proporcional em 2011, dos quais:
a) 4/12 correspondem ao período de 1o.01 a 02.05.2011
(ante-rior ao início do benefício previdenciário); e
b) 6/12 relativos ao período de 28.06 a 31.12.2011 (posterior ao afastamento).
4.1.1 Abono anual a cargo da Previdência Social
O abono anual é pago pela Previdência Social aos segurados e dependentes que, durante o ano,
tenham recebido aposentadoria, salário-maternidade, pensão por morte, auxílio-acidente, auxílio-doença ou auxílio-reclusão. É apurado, no que couber, da mesma forma que a gratificação de Natal dos trabalhadores, com base no valor da renda mensal do benefício do
mês de dezembro de cada ano (Lei no 8.213/1991, art.
40, e Instrução Normativa INSS no 45/2010, art. 345).
No ano de 2011, o pagamento do abono anual será efetuado em 2 parcelas, sendo a primeira, equivalente a até 50% do valor do benefício corres-pondente ao mês de agosto, paga juntamente com o benefício correspondente a esse mês. O valor da segunda parcela corresponderá à diferença entre o valor total do abono anual e o valor da parcela
anteci-pada (Decreto no 7.533/2011).
4.2 licença-maternidade
Nos termos da Instrução Normativa INSS no
45/2010, art. 345, § 3o, ficou estabelecido que o valor
do abono anual (13o salário proporcional ao período
de duração do salário-maternidade) será pago, em cada exercício, pelo INSS, juntamente com a última parcela do benefício nele devido, observado o paga-mento em 2 parcelas.
WDExemplo
Empregada doméstica ficará afastada do trabalho por motivo de licença-maternidade durante 120 dias, no período de 25.03 a 22.07.2011. Nessa hipótese, a Previdência Social deverá ar-car com o pagamento do abono anual de 4/12 correspondente ao período de afastamento por licença-maternidade, e o em-pregador doméstico deverá calcular e pagar o 13o salário/2011
dessa empregada proporcionalmente aos períodos tidos como efetivamente trabalhados, antes e depois do lapso de tempo em que esteve afastada, bem como quitar eventual diferença entre o efetivo valor do 13o salário no período de afastamento e o valor
do abono anual pago pelo INSS, ou seja:
a) 3/12 correspondente ao período de 1o.01 a 24.03.2011
(an-terior ao afastamento);
b) 5/12 relativos ao período de 23.07 a 31.12.2011 (posterior ao afastamento);
c) 4/12 pertinentes ao período de afastamento de 25.03 a 22.07.2011, deduzido o valor do abono anual pago pela Previdência Social relativo a esse período de afastamento.
Para verificar a incidência do encargo previden-ciário da parte do empregador doméstico sobre o referido abono anual pago pelo INSS, veja o item 3 deste texto.
(Lei no 4.090/1962; Lei no 4.749/1965; Lei no 5.859/1972;
Lei no 11.324/2006; Decreto no 57.155/1965; Decreto no
71.885/1973; Ato Declaratório Executivo Codac no 71/2011)
SaúDE
Tecnólogo da área de saúde - Inscrição
no Conselho Regional de Biomedicina
1. InTRodução
A Lei no 9.394/1996, que estabelece as
diretri-zes e bases da educação nacional, dispõe que a educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.
A referida Lei determina, ainda, que a educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos obje-tivos da educação nacional, integra-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia.
Os cursos de educação profissional e tecnológica poderão ser organizados por eixos tecnológicos, possibilitando a construção de diferentes itinerários formativos, observadas as normas do respectivo sistema e nível de ensino.
A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes cursos:
a) formação inicial e continuada ou qualificação profissional;
b) educação profissional técnica de nível médio; c) educação profissional tecnológica de
gradua-ção e pós-graduagradua-ção.
Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação serão organizados, no que concerne a objetivos, características e duração, de acordo com as diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação.
2. TECnóloGoS - ConCEITo
São considerados tecnólogos os profissionais com diplomas de curso superior de tecnologia reconheci-dos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC).
Segundo o Catálogo Nacional de Cursos Supe-riores em Tecnologia, da Secretaria de Educação
Profissional e Tecnológica (Setec), do MEC, o eixo dos cursos em ambiente e saúde:
Compreende tecnologias associadas à melhoria da qualidade de vida, à preservação da natureza e à utilização, desenvolvi-mento e inovação do aparato tecnológico de suporte e aten-ção à saúde. Abrange ações de proteaten-ção e preservaaten-ção dos seres vivos e dos recursos ambientais, do controle e avaliação de risco, programas de educação ambiental. Tais ações vinculam-se ao suporte de sistemas, processos e métodos uti-lizados na análise, diagnóstico e gestão, provendo apoio aos profissionais da saúde nas intervenções no processo saúde--doença de indivíduos, bem como propondo e gerenciando soluções tecnológicas mitigadoras e de avaliação e controle dos recursos naturais. Pesquisa e inovação tecnológica, cons-tante atualização e capacitação, fundamentadas nas ciências da vida, nas tecnologias físicas e nos processos gerenciais são características comuns deste eixo.
Os cursos tecnológicos relativos a ambiente e saúde são, entre outros, em:
a) gestão ambiental; b) gestão hospitalar; c) oftálmica; d) radiologia; e) saneamento ambiental; f) sistemas biomédicos.
3. InSCRIção no ConSElho REGIonAl dE BIomEdICInA
Os tecnólogos estão sujeitos à inscrição nos Conselhos Regionais de Biomedicina, no quadro de inscrição de categoria I, obedecendo à ordem numé-rica estabelecida pelo respectivo conselho.
O registro deverá ser requerido, pelo interessado, ao Presidente do Conselho Regional de Biomedicina, devendo constar do requerimento:
a) o nome por extenso; b) a nacionalidade; c) a naturalidade; d) o estado civil; e) a data de nascimento; f) a filiação; g) a residência;
h) o título constante no diploma ou no certificado; i) a data de expedição do diploma ou do
certifi-cado;
j) o nome do estabelecimento de ensino ou o ór-gão expedidor do diploma ou certificado.