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Cap 4_Sistemas_Lineares

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Academic year: 2021

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(2)

Conte´

udo

1 Introdu¸ao

2 Conceitos fundamentais

3 Sistemas de Equa¸c˜oes Lineares

4 Resolu¸c˜ao de Sistemas Triangulares

5 M´etodos Diretos

6 M´etodos Iterativos

(3)

Introdu¸c˜ao

(4)

Sistema de Equa¸c˜

oes Lineares

Uma equa¸c˜ao ´e dita linear se cada termo cont´em n˜ao mais que uma vari´avel e cada vari´avel aparece na primeira potˆencia

Um sistema de equa¸c˜oes lineares ´e um conjunto finito de equa¸c˜oes lineares nas mesmas vari´aveis

Um sistema com m equa¸c˜oes e n inc´ognitas ´e como          a11x1+ a12x2+ · · · + a1nxn= b1 a21x1+ a22x2+ · · · + a2nxn= b2 .. . am1x1+ am2x2+ · · · + amnxn= bm onde aij∈ R s˜ao os coeficientes

bi∈ R s˜ao chamadas constantes

xj ∈ R s˜ao as vari´aveis do problema

(5)

         a11x1+ a12x2+ · · · + a1nxn= b1 a21x1+ a22x2+ · · · + a2nxn= b2 .. . am1x1+ am2x2+ · · · + amnxn= bm

pode ser escrito em nota¸c˜ao matricial como Ax = b ou

     a11 a12 . . . a1n a21 a22 . . . a2n .. . ... ... ... am1 am2 . . . amn           x1 x2 .. . xn      =      b1 b2 .. . bm     

(6)

Importˆ

ancia da resolu¸c˜

ao de sistemas de equa¸c˜

oes lineares

Sistemas de equa¸c˜oes lineares aparecem em diferentes problemas:

An´alise de estruturas

Modelagem de circuitos el´etricos Rea¸c˜oes qu´ımicas (equilibrar equa¸c˜oes) Programa¸c˜ao linear e n˜ao-linear

Aprendizagem de m´aquina (regress˜ao/classifica¸c˜ao) Circuitos el´etricos

M´etodos num´ericos

(7)

Um conjunto de vetores x1, x2, . . . , xn´e dito ser Linearmente

Independente (LI) se

c1x1+ c2x2+ · · · + cnxn= 0

somente se c1 = c2 = · · · = cn = 0

Caso contr´ario, diz-se que o conjunto de vetores ´e Linearmente Dependente (LD) Exemplo: Os vetores x1=   2 −3 4  , x2=   1 0 3   e x3=   3 −3 7   s˜ao LD, pois x3= x1+ x2⇒ x1+ x2− x3= 0, ou seja, c1 = 1, c2= 1 e c3 = −1.

(8)

Posto de uma Matriz

Posto de uma matriz A ∈ Rm×n ´e definido como o n´umero m´aximo de vetores linhas (ou de vetores colunas) linearmente independentes de A.

O n´umero de colunas LI de uma matriz ´e igual ao n´umero de linhas LI dessa matriz Exemplo: Seja A =   1 3 0 1 5 4 2 0 6 7 2 1  

Nota-se que as linhas 1 e 2 da matriz A s˜ao LI, e a linha3 = linha1 +

(9)

Determinante ´e uma fun¸c˜ao matricial que associa a cada matriz quadrada de ordem n um escalar. Exemplos:

ordem n = 1 det(A) = det [a11] = a11 ordem n = 3 det(A) = det   a11 a12 a13 a21 a22 a23 a31 a32 a33   = a11a22a33+ a12a23a31+ a13a21a32 − a13a22a31− a23a32a11− a33a21a12

(10)

Singularidade e Inversa de uma Matriz

Singularidade de Matriz

Uma matriz A com det(A) = 0 ´e dita singular. Quando det(A) 6= 0 ent˜ao A ´e dita n˜ao-singular.

Sendo a matriz quadrada A ∈ Rn×n n˜ao singular, a sua inversa ´e representada por A−1 e ´e definida de forma que

AA−1 = A−1A = I onde I ´e a matriz identidade de ordem n Exemplo: Sejam A =  1 1 2 3  A−1 =  3 −1 −2 1  Verifica-se que AA−1 = A−1A = I =  1 0 0 1 

(11)

Seja um sistema Ax = b, com uma matriz quadrada A ∈ Rn×n, tem-se as

seguintes possibilidades quanto ao vetor solu¸c˜ao x:

Caso 1: Solu¸c˜ao ´unica (consistente e determinado) Caso 2: Infinitas solu¸c˜oes (consistente e indeterminado) Caso 3: Nenhuma solu¸c˜ao (inconsistente)

(12)

Caso 1: Ax = b tem solu¸c˜

ao ´

unica

 x1+ x2= 3 x1− x2 = −1 ou  1 1 1 −1   x1 x2  =  3 −1  ⇒ x =  1 2 

(13)

 x1+ x2 = 1 2x1+ 2x2= 2 ou  1 1 2 2   x1 x2  =  1 2  ⇒ x =  1 − θ θ 

(14)

Caso 3: Ax = b n˜

ao tem solu¸c˜

oes

 x1+ x2 = 1 x1+ x2 = 4 ou  1 1 1 1   x1 x2  =  1 4  ⇒ @x tal que Ax = b

(15)

Seja A uma matriz quadrada n × n. As seguintes afirma¸c˜oes s˜ao equivalentes:

A−1 existe;

A ´unica solu¸c˜ao do sistema homogˆeneo Ay = 0; ´e y ser o vetor nulo; Posto da matriz A ´e n;

det(A) 6= 0;

dado qualquer vetor b, existe exatamente um vetor x tal que Ax = b.

(16)

Existˆ

encia e Unicidade da Solu¸c˜

ao

Exemplo 1: Comente sobre a solu¸c˜ao do sistema linear: 

x1+ x2 = 3

x1− x2 = −1

Solu¸c˜ao: Como det(A) = −2 6= 0 ent˜ao existe solu¸c˜ao e ela ´e ´unica. Exemplo 2: Descreva sobre a solu¸c˜ao do sistema linear:



x1+ x2 = 1

2x1+ 2x2= 2

Solu¸c˜ao: Como det(A) = 0 ent˜ao o sistema n˜ao tem solu¸c˜ao ou a solu¸c˜ao n˜ao ´e ´unica

Exemplo 3: Informe sobre a solu¸c˜ao do sistema linear: 

x1+ x2 = 1

x1+ x2 = 4

Solu¸c˜ao: como det(A) = 0 ent˜ao o sistema n˜ao tem solu¸c˜ao ou a solu¸c˜ao n˜ao ´e ´unica

(17)

Ser˜ao estudados m´etodos num´ericos para encontrar a solu¸c˜ao do sistema de equa¸c˜oes lineares Ax = b

Considera-se aqui que A ´e uma matriz quadrada e n˜ao-singular Os m´etodos que ser˜ao apresentados podem ser divididos em

M´etodos diretos

Fornecem a solu¸c˜ao exata do problema, a menos de erros de arredondamento, ap´os um n´umero finito de opera¸c˜oes M´etodos iterativos

Geram uma sequˆencia de vetores a partir de uma aproxima¸c˜ao inicial e, sob certas condi¸c˜oes, essa sequˆencia converge para a solu¸c˜ao do problema

(18)

M´etodos num´ericos diretos

Sistemas triangulares Elimina¸c˜ao Gaussiana Decomposi¸c˜ao LU

Decomposi¸c˜ao de Cholesky

M´etodos num´ericos iterativos

M´etodo de Jacobi M´etodo de Gauss-Seidel

(19)

Resolu¸c˜ao de sistemas triangulares

(20)

Sistema triangular inferior

Considere um sistema triangular inferior de ordem n dado por      l11 0 0 . . . 0 l21 l22 0 . . . 0 .. . . .. ln1 ln2 ln3 . . . lnn           x1 x2 .. . xn      =      b1 b2 .. . bn     

A solu¸c˜ao deste sistema ´e feita atrav´es de um procedimento chamado de substitui¸c˜ao (ou substitui¸c˜oes sucessivas):

l11x1 = b1 ⇒ x1= b1 l11 l21x1+ l22x2 = b2 ⇒ x2= b2− l21x1 l22 . . . ln1x1+ ln2x2+ . . . + lnnxn = bn ⇒ xn= bn− ln1x1− ln2x2− . . . − lnn−1xn−1 lnn

(21)

De forma geral para Lx = b temos xi =  bi− i −1 X j =1 lijxj   , lii i = 1, . . . , n Exemplo     2 0 0 0 3 5 0 0 1 −6 8 0 −1 4 −3 9         x1 x2 x3 x4     =     4 1 48 0     Solu¸c˜ao 2x1 = 4 ⇒ x1= 2 3x1+ 5x2 = 1 ⇒ x2= 1−65 = −1 x1− 6x2+ 8x3 = 48 ⇒ x3=48−2−68 = 5 −x1+ 4x2− 3x3+ 9x4 = 0 ⇒ x4= 2+4+159 = 219

(22)

Algoritmo - Solu¸c˜

ao de um sistema triangular inferior

xi =  bi− i −1 X j =1 lijxj   , lii i = 1, . . . , n Entrada: L ∈ Rn×n, b ∈ Rn Sa´ıda: x ∈ Rn 1 x(1) = b(1) / L(1,1); 2 Para i=2, ..., n fa¸ca 3 s = b(i);

4 Para j=1, ..., i-1 fa¸ca 5 s = s - L(i,j) * x(j); 6 x(i) = s/L(i,i);

(23)

O algoritmo an´alogo para o caso de um sistema triangular superior Ux = b ´

e chamado de retro-substitui¸c˜ao (ou substitui¸c˜oes retroativas).      u11 u12 u13 . . . u1n 0 u22 u23 . . . u2n .. . . .. 0 0 0 . . . unn           x1 x2 .. . xn      =      b1 b2 .. . bn      e assim temos unnxn = bn ⇒ xn= bn unn un−1n−1xn−1+ un−1nxn = bn−1 ⇒ xn−1= bn−1− un−1nxn un−1n−1 . . . u11x1+ u12x2+ . . . + u1nxn = b1 ⇒ x1= bn− u12x1− u13x3− . . . − u1nxn u11

(24)

Sistema triangular superior

De forma geral para Ux = b temos

xi =  bi− n X j =i +1 uijxj   , uii i = n, . . . , 1 Exemplo   2 4 −2 0 1 1 0 0 4     x1 x2 x3  =   2 4 8   Solu¸c˜ao 4x3 = 8 ⇒ x3 = 2 x2+ x3 = 4 ⇒ x2 = 2 2x1+ 4x2− 2x3 = 2 ⇒ x1 = 2−8+42 = −22 = −1

(25)

xi =  bi− n X j =i +1 uijxj   , uii i = n, . . . , 1 Dados: U ∈ Rn×n, b ∈ Rn Sa´ıda: x ∈ Rn 1 x(n) = b(n)/U(n,n); 2 Para i=n-1, ..., 1 fa¸ca 3 s = b(i);

4 Para j=i+1, ..., n fa¸ca 5 s = s - U(i,j) * x(j); 6 x(i) = s/U(i,i);

(26)
(27)

O primeiro m´etodo direto que iremos estudar ´e o m´etodo de Elimina¸c˜ao Gaussiana.

A ideia fundamental do m´etodo ´e transformar a matriz A em uma matriz triangular superior introduzindo zeros abaixo da diagonal principal, primeiro na coluna 1, depois na coluna 2 e assim por diante.

    x x x x x x x x x x x x x x x x     →     x x x x 0 x x x 0 x x x 0 x x x     →     x x x x 0 x x x 0 0 x x 0 0 x x     →     x x x x 0 x x x 0 0 x x 0 0 0 x    

Por fim, usa-se a retro-substitui¸c˜ao para obter a solu¸c˜ao do sistema triangular superior obtido ao final dessa etapa de elimina¸c˜ao.

(28)

etodo de Elimina¸c˜

ao Gaussiana

Na Elimina¸c˜ao Gaussiana, as opera¸c˜oes efetuadas para se obter a matriz triangular superior s˜ao tais que a matriz triangular obtida possui a mesma solu¸c˜ao que o sistema original.

Sistema equivalente

Dois sistemas de equa¸c˜oes lineares s˜ao equivalentes quando possuem o mesmo vetor solu¸c˜ao.

Um sistema pode ser transformado em um outro sistema equivalente utilizando as seguintes opera¸c˜oes elementares:

trocar a ordem de duas equa¸c˜oes

multiplicar uma equa¸c˜ao por uma constante n˜ao-nula somar um m´ultiplo de uma equa¸c˜ao `a outra

(29)

Exemplo

3x1+ 5x2= 9

6x1+ 7x2= 4

Podemos subtrair da linha 2 um m´ultiplo da linha 1, isto ´e

L02= L2− 2L1

Efetuando esta opera¸c˜ao obtemos o sistema equivalente 3x1+ 5x2 = 9 −3x2 = −14 7 6 5 4 3 2 1 0 1 1 0 1 2 3 4 5 6 7 7 6 5 4 3 2 1 0 1 1 2 3 4 5 6

(30)

etodo de Elimina¸c˜

ao Gaussiana

Vamos primeiro estudar um exemplo simples para posteriormente generalizar a ideia. Exemplo Seja o sistema x1+ x3= 0 x1+ x2= 1 2x1+ 3x2+ x3= 1   1 0 1 1 1 0 2 3 1     x1 x2 x3  =   0 1 1   Solu¸c˜ao

Como podemos eliminar os coeficientes abaixo da diagonal principal na primeira coluna? L02= L2− L1 L03= L3− 2L1   1 0 1 0 0 1 −1 1 0 3 −1 1  

(31)

Exemplo - (cont.)

Precisamos agora de eliminar os coeficientes abaixo da diagonal na segunda coluna (a32). Como?

L003 = L03− 3L02   1 0 1 0 0 1 −1 1 0 0 2 −2  

Agora podemos usar a retro-substitui¸c˜ao para encontrar facilmente a solu¸c˜ao deste sistema:

2x3= −2 ⇒ x3= −1

x2− x3= 1 ⇒ x2= 1 + x3 = 1 − 1 = 0

x1+ x3= 0 ⇒ x1= −x3 = 1

Encontramos assim a solu¸c˜ao: xT = 1 0 −1 

(32)

Mais um exemplo para ajudar a entender o m´etodo de Elimina¸c˜ao Gaussiana   2 1 1 4 −6 0 −2 7 2     x1 x2 x3  =   5 −2 9   Passo 1: m21 = aa2111 = 4/2 = 2 ⇒ L02 = L2− 2L1 (1) m31 = aa3111 = −2/2 = − ⇒ L03 = L3+ L1 (2)   2 1 1 5 0 −8 −2 −12 0 8 3 14  

(33)

  2 1 1 5 0 −8 −2 −12 0 8 3 14   m32= aa3222 = 8/ − 8 = −1 ⇒ L003 = L 0 3+ L 0 2   2 1 1 5 0 −8 −2 −12 0 0 1 2  

Pr´oxima etapa: resolver o sistema triangular superior obtido usando o algoritmo de retro-substitui¸c˜ao.

(34)

etodo de Elimina¸c˜

ao Gaussiana

     a11 a12 a13 . . . a1n b1 a21 a22 a23 . . . a2n b2 .. . ... ... . .. ... ... an1 an2 an3 . . . ann bn     

Passo 1 (k=1): eliminamos os elementos abaixo da diagonal principal na primeira coluna. Suponha que a116= 0. Ent˜ao:

m21 = a21/a11 m31 = a31/a11 .. . mn1 = an1/a11 mi 1 = ai 1/a11, i = 2 : n

(35)

Para i = 2 : n a(1)ij = a(0)ij − mi 1 a(0)1j

b(1)i = bi(0)− mi 1 b1(0), j = 1 : n Observe que n˜ao alteramos a primeira linha, pois i = 2 : n, logo esta permanece inalterada:

a(1)1j = a(0)1j = a1j, b1(1)= b (0) 1 = b1

Ap´os essa etapa zeramos todos os elementos abaixo da diagonal principal na 1a coluna.        a11 a12 a13 . . . a1n b1 0 a1 22 a 1 23 . . . a 1 2n b 1 2 0 a132 a133 . . . a13n b13 .. . ... ... . .. ... ... 0 a1 n2 a1n3 . . . a1nn b1n       

(36)

Passo 2 (k=2): consiste em introduzir zeros abaixo da diagonal principal na 2a coluna. Suponha a226= 0. Definimos

mi 2= ai 2/a22, i = 3 : n e assim para i = 3 : n a(2)ij = a(1)ij − mi 2 a(1)2j b(2)i = b(1)i − mi 2 b1(2), j = 2 : n o que resulta em        a11 a12 a13 . . . a1n b1 0 a122 a123 . . . a12n b12 0 0 a233 . . . a23n b23 .. . ... ... . .. ... ... 0 0 a2n3 . . . a2nn b2n       

(37)

Passo 3, Passo 4, ...

Passo k: Considerando akk 6= 0, temos

mik = aik/akk, i = k + 1 : n

e assim fazemos

para i = k + 1 : n a(k)ij = a(k−1)ij − mik a(k−1)kj

b(k)i = bi(k−1)− mik b(k−1)k , j = k : n

Observe novamente que n˜ao alteramos as linhas de 1 a k.

(38)

No processo de Elimina¸c˜ao os elementos a11, a (1) 22, a (2) 33, . . ., a (k−1) kk que

aparecem na diagonal da matriz A s˜ao chamados de pivˆos.

Se os pivˆos n˜ao se anulam, isto ´e, se akk 6= 0, k = 1 : n, durante o

processo, ent˜ao a elimina¸c˜ao procede com sucesso e por fim chegamos ao seguinte sistema triangular superior

       a11 a12 a13 . . . a1n−1 a1n b1 0 a122 a123 . . . a2n−11 a12n b21 0 0 a233 . . . a3n−12 a23n b32 .. . ... ... . .. ... ... 0 0 0 . . . 0 an−1nn bn−1n       

(39)

Dados: matriz A ∈ Rn×n, vetor b ∈ Rn Sa´ıda: vetor solu¸c˜ao x ∈ Rn

1 Para k = 1 : n − 1 fa¸ca 2 Para i = k + 1 : n fa¸ca 3 m = A(i,k) / A(k,k); 4 Para j = k + 1 : n fa¸ca

5 A(i,j) = A(i,j) - m * A(k,j); 6 b(i) = b(i) - m * b(k);

7 x = retroSubstituicao(A,b); 8 retorna x;

(40)

etodo de Elimina¸c˜

ao Gaussiana

Mas, e se na etapa k da Elimina¸c˜ao Gaussiana, o pivˆo for zero? Isso significa que akk = 0, e assim, ter´ıamos

mik =

aik

akk

⇒ divis˜ao por zero!

Nesse caso, se um pivˆo for zero, o processo de elimina¸c˜ao tem que parar, ou temporariamente ou permanentemente.

O sistema pode ou n˜ao ser singular.

Se o sistema for singular, i.e, det(A) = 0, e portanto como vimos o sistema n˜ao possui uma ´unica solu¸c˜ao.

Veremos agora um caso que a matriz n˜ao ´e singular e podemos resolver esse problema.

(41)

Vamos ilustrar a ideia do pivoteamento atrav´es de um exemplo. Considere a seguinte matriz. A =   1 1 1 2 2 5 4 6 8  

Vamos proceder com a Elimina¸c˜ao Gaussiana.

m21= 2, a2j1 = a02j− 2 a01j m31= 4, a3j1 = a03j− 4 a01j, j = 1 : 3 Ent˜ao obtemos   1 1 1 0 0 3 0 2 4  

(42)

Estrat´

egia de Pivoteamento

No pr´oximo passo, o pivˆo ´e a22 e usamos ele para calcular m32.

Entretanto m32= a32 a22 = 2 0 Divis˜ao por zero! E agora, o que podemos fazer?

Podemos realizar uma opera¸c˜ao elementar de troca de linhas. Como vimos este tipo de opera¸c˜ao quando realizado em um sistema, n˜ao altera a solu¸c˜ao. Sendo assim, vamos trocar as linhas 2 e 3.

  1 1 1 0 0 3 0 2 4  ⇒   1 1 1 0 2 4 0 0 3  

E assim chegamos a um sistema triangular superior, cuja solu¸c˜ao pode ser obtida usando a retro-substitui¸c˜ao.

(43)

A estrat´egia de pivoteamento ´e importante pois:

evita a propaga¸c˜ao de erros num´ericos

nos fornece meios de evitar problemas durante a Elimina¸c˜ao Gaussiana quando o pivˆo akk no passo k ´e igual a zero e precisamos calcular o

multiplicador

mik =

aik

akk

Assim, atrav´es da troca de linhas, podemos encontrar uma linha de tal forma que o novo pivˆo ´e n˜ao-zero, permitindo que a Elimina¸c˜ao Gaussiana continue at´e obter uma matriz triangular superior.

No pivoteamento parcial, em cada passo k, o pivˆo ´e escolhido como o maior elemento em m´odulo abaixo de akk (inclusive), isto ´e

Encontrar r tal que: |ark| = max |aik|, k ≤ i ≤ n

Feita a escolha do pivˆo, trocamos as linhas r e k e o algoritmo procede.

(44)

Pivoteamento Parcial

Exemplo

Aplique a Elimina¸c˜ao Gaussiana com pivoteamento parcial no seguinte sistema:   2 4 −2 2 4 9 −3 8 −2 −3 7 10   A cada passo k:

encontrar o pivˆo do passo k se necess´ario, trocar as linhas calcular o multiplicador mik

para i = k + 1 : n, calcular

a(k)ij = aij(k−1)− mik a(k−1)kj

(k) (k−1) (k−1)

(45)

Exemplo - (cont.)

Passo 1

Escolha do pivˆo: max {2, 4, 2} = 4. Trocar as linhas 1 e 2.

  2 4 −2 2 4 9 −3 8 −2 −3 7 10  ⇒   4 9 −3 8 2 4 −2 2 −2 −3 7 10   m21= 2/4 = 1/2 ⇒ a12j = a02j −12a 0 1j m31= −2/4 = −1/2⇒ a13j = a03j +12a 0 1j, j = 1 : 3   4 9 −3 8 0 −12 −12 −2 0 32 112 14  

(46)

Pivoteamento Parcial

Exemplo - (cont.)

Passo 2

Escolha do pivˆo: max {12,32} = 3

2. Trocar as linhas 2 e 3.   4 9 −3 8 0 −12 −12 −2 0 32 112 14  ⇒   4 9 −3 8 0 32 112 14 0 −1 2 − 1 2 −2   m32= −1223 = −13 ⇒ a23j = a13j+13a 1 2j, j = 2 : 3   4 9 −3 8 0 32 112 14 0 0 43 83  

(47)

Exemplo - (cont.) Retro-substitui¸c˜ao   4 9 −3 8 0 32 112 14 0 0 43 83   4 3x3 = 8 3 ⇒ x3 = 2 3 2x2 + 2 11 2 = 14 ⇒ x2 = 2 4x1 + 9(2) − 3(2) = 8 ⇒ x1 = −1 Portanto a solu¸c˜ao ´e xT= [−1, 2, 2].

(48)

Pivoteamento Parcial

Exemplo (efeitos num´ericos)

Considere o seguinte sistema:

 0.0001 1 1 1   x1 x2  =  1 2 

Usando um sistema de ponto flutuante F (10, 3, −10, 10) (sistema decimal com 3 d´ıgitos na mantissa), com arredondamento, encontre a solu¸c˜ao do sistema usando Elimina¸c˜ao Gaussiana sem pivoteamento.

Solu¸c˜ao Temos que m21= 1 0.0001 = 10000 ⇒ L 0 2= L2− 10000L1

(49)

Solu¸c˜ao (efeitos num´ericos) - Cont.



0.0001 1 1

0 −10000∗ −10000∗∗



Note que (∗) foi obtido como

1 − 10000 × 1 = 0.00001 × 105− 0.10000 × 105

= 0.09999 × 105

= (arredondando) = 0.100 × 105

e de forma an´aloga para (∗∗), temos

2 − 10000 × 1 = 0.00001 × 105− 0.10000 × 105 = 0.09998 × 105

= (arredondando) = 0.100 × 105

(50)

Pivoteamento Parcial

Solu¸c˜ao (efeitos num´ericos) - Cont.

Por fim, aplicando a retrosubstitui¸c˜ao obtemos uma solu¸c˜ao errada, devido aos erros de aritm´etica em ponto flutuante cometidos em (∗) e (∗∗) durante a soma/subtra¸c˜ao de n´umeros muito pequenos com n´umeros muito grandes.

Solu¸c˜ao obtida → xT = 0 1 

A solu¸c˜ao exata ´e dada por

Solu¸c˜ao exata → xT =

(51)

M´etodo Direto: Decomposi¸c˜ao LU

(52)

Decomposi¸c˜

ao LU

Uma matriz quadrada pode ser escrita como o produto de duas matrizes L e U, onde

L ´e uma matriz triangular inferior unit´aria (com elementos da diagonal principal igual a 1)

U ´e uma matriz triangular superior Ou seja, a matriz pode ser escrita como

A = LU

Dessa forma para resolver o sistema linear Ax = b usamos A em sua forma decomposta, isto ´e

Ax = b ⇒ LUx = b

Ent˜ao definimos

(53)

Assim para resolver L Ux |{z} y = b fazemos Ly = b ⇒ Ux = y isto ´e, temos os seguintes passos:

1 Como L ´e triangular inferior podemos resolver Ly = b facilmente

usando o algoritmo de substitui¸c˜ao. Assim encontramos o vetor y.

2 Em seguida substitu´ımos y no sistema Ux = y. Como U ´e uma

matriz triangular superior, podemos resolver este sistema usando o algoritmo da retro-substitui¸c˜ao para encontrar a solu¸c˜ao x.

Vamos ver agora em que condi¸c˜oes podemos decompor uma matriz A na forma LU.

(54)

Decomposi¸c˜

ao LU

Condi¸c˜ao sobre a matriz A para a existˆencia de L e U

Sejam A = (aij) uma matriz quadrada de ordem n e Ak o menor principal,

constitu´ıdo das k primeiras linhas e k primeiras colunas de A. Assumimos que det(Ak) 6= 0 para k = 1, 2, . . . , n − 1. Ent˜ao existe:

uma ´unica matriz triangular inferior L = (lij) com lii = 1, i = 1 : n

uma ´unica matriz triangular superior U = (uij)

(55)

Podemos obter as matrizes L e U aplicando a defini¸c˜ao de produto e igualdade de matrizes, ou seja, impondo que A seja igual a LU, onde L ´e triangular inferior unit´aria e U triangular superior. Ent˜ao

LU =        1 0 0 . . . 0 l21 1 0 . . . 0 l31 l32 1 . . . 0 .. . ... . .. 1 0 ln1 ln2 ln3 . . . 1               u11 u12 u13 . . . u1n 0 u22 u23 . . . u2n 0 0 u33 . . . u3n .. . ... ... . .. ... 0 0 0 0 unn       

Vamos obter os elementos de L e U da seguinte forma: 1a linha de U

1a coluna de L 2a linha de U 2a coluna de L ...

(56)

Decomposi¸c˜

ao LU

Obten¸c˜ao das matrizes L e U

1a linha de U a11= 1 u11⇒ u11= a11 a12= 1 u12⇒ u12= a12 . . . a1n= 1 u1n ⇒ u1n = a1n 1a coluna de L a21= l21u11⇒ l21= au2111 a31= l31u11⇒ l31= au3111 . . . an1= ln1 u11⇒ ln1= aun111

(57)

2a linha de U a22= l21u12+ 1 u22⇒ u22= a22− l21u12 a23= l21u13+ 1 u23⇒ u23= a23− l21u13 . . . a2n= l21u1n+ 1 u2n ⇒ u2n = a2n− l21u1n 2a coluna de L a32= l31u12+ l32u22⇒ l32= a32− l31u12 u22 a42= l41u12+ l42u22⇒ l42= a42− l41u1 u22 . . . an2= ln1u12+ ln2u22⇒ ln2= an2− ln1u12 u22

(58)

Algoritmo para Obten¸c˜

ao das matrizes L e U

uij = aij − i −1 X k=1 lik ukj, i ≤ j lij = aij − j −1 X k=1 lik ukj ! , ujj, i > j 1 Para i = 1 : n fa¸ca 2 Para j = i : n fa¸ca 3 uij = aij −Pi −1k=1lik ukj ; 4 Para j = i + 1 : n fa¸ca 5 lij =  aij −Pj −1k=1lik ukj  , ujj ;

(59)

Gaussiana

Exemplo: Seja a matriz A dada por

A =   2 1 1 4 −6 0 −2 7 2   Passo 1 m21 = aa2111 = 4/2 = 2 ⇒ L02= L2− 2L1 m31 = aa3111 = −2/2 = −1 ⇒ L03 = L3+ L1 A0 =   2 1 1 0 −8 −2 0 8 3  

(60)

Passo 2 A0 =   2 1 1 0 −8 −2 0 8 3   m32= aa3222 = 8/ − 8 = −1 ⇒ L003 = L 0 3+ L 0 2

As matrizes L e U s˜ao dadas por

A00=   2 1 1 0 −8 −2 0 0 1  = U; L =   1 0 0 m21 1 0 m31 m32 1  =   1 0 0 2 1 0 −1 −1 1  

Matriz U resulta diretamente do m´etodo de Elimina¸c˜ao Gaussiana Matriz L ´e formada pelos multiplicadores mij calculados ao longo do

(61)

Gaussiana com pivoteamento

Seja P uma matriz de permuta¸c˜ao que corresponde a matriz identidade, ent˜ao temos

PA = A

Logo, determinando a decomposi¸c˜ao LU de A, temos PA = LU

Utilizando o m´etodo de Elimina¸c˜ao Gaussiana para determinar as matrizes L e U, pode ser que a matriz P resultante n˜ao seja mais a matriz identidade.

Pois, o pivoteamento (troca de linhas durante o processo de

Elimina¸c˜ao Gaussiana) afeta tamb´em a troca de linhas das matrizes L e P.

(62)

Exemplo: Considere as seguintes matrizes A e P: A =   1 1 1 2 2 5 4 6 8   P =   1 0 0 0 1 0 0 0 1  

ou seja, PA = A. Vamos proceder com a Elimina¸c˜ao Gaussiana aplicado na matriz A. m21= 2, L02 = L2− m21L1 m31= 4, L03 = L3− m31L1 Ent˜ao obtemos: A =   1 1 1 0 0 3 0 2 4  

(63)

m32=

a32

a22

= 2 0 =?

Podemos realizar uma opera¸c˜ao elementar de troca de linhas. Como vimos este tipo de opera¸c˜ao quando realizado em um sistema, n˜ao altera a solu¸c˜ao. Sendo assim, vamos trocar as linhas 2 e 3.

  1 1 1 0 0 3 0 2 4  ⇒   1 1 1 0 2 4 0 0 3  

A troca das linhas 2 e 3 realizada acima implica tamb´em a troca das mesmas linhas na matriz P

No final do processo, temos PA = LU, tais que

U =   1 1 1 0 2 4 0 0 3   L =   1 0 0 4 1 0 2 0 1   P =   1 0 0 0 0 1 0 1 0  

(64)
(65)

Matriz Sim´etrica

Uma matriz real A quadrada de ordem n ´e sim´etrica se possui as mesmas entradas acima e abaixo da diagonal principal, isto ´e, se

aij = aji, ∀ i , j

Portanto A = AT.

Matriz Positiva Definida

Uma matriz A quadrada de ordem n ´e positiva definida, se e somente se

det(Ak) > 0, k = 1, 2, . . . , n

onde Ak ´e a matriz menor principal de ordem k (a matriz k × k formada

pelas k primeiras linhas e pelas k primeiras colunas).

(66)

A decomposi¸c˜ao de Cholesky ´e um caso especial da fatora¸c˜ao LU aplicada para matrizes sim´etricas e positiva definida

Esta decomposi¸c˜ao pode ser obtida a partir de

A = GGT onde G ´e uma matriz triangular inferior tal que

A =      a11 a12 . . . a1n a21 a22 . . . a2n . . . . . . . .. ... an1 an2 . . . ann      =      g11 0 . . . 0 g21 g22 . . . 0 . . . . . . . .. 0 gn1 gn2 . . . gnn           g11 g21 . . . gn1 0 g22 . . . g2n . . . . . . . .. ... 0 0 . . . gnn     

(67)

Pelo produto e igualdade de matrizes podemos obter os elementos de G. Elementos da diagonal principal:

a11= g112 a22= g212 + g222 .. . ann = gn12 + gn22 + . . . + gnn2 de forma geral gii = v u u taii − i −1 X k=1 g2 ik , i = 1 : n

(68)

Para os elementos fora da diagonal principal, temos a21= g21g11 a31= g31g11 .. . an1 = gn1g11 a32= g31g21+ g32g22 a42= g41g21+ g42g22 .. . an2 = gn1g21+ gn2g22 de forma geral gij= aij− j −1 X k=1 gikgjk gjj , i = j + 1 : n, j = 1 : n

(69)

Podemos usar a decomposi¸c˜ao de Cholesky para encontrar a solu¸c˜ao de Ax = b da seguinte forma: 1 Determinar a decomposi¸ao A = GGT ent˜ao G GTx | {z } y = b

2 Resolver Gy = b, usando substitui¸ao 3 Resolver GTx = y, retro-substitui¸ao

(70)

Decomposi¸c˜

ao de Cholesky

Exemplo Considere a matriz A =   4 −2 2 −2 10 −7 2 −7 30  

a) Verificar se A satisfaz as condi¸c˜oes da decomposi¸c˜ao de Cholesky

b) Decompor A em GGT

c) Calcular o determinante

d) Resolver o sistema Ax = b com b =   8 11 −31  

(71)

a) A ´e sim´etrica e positiva definida

det(A1) = 4, det(A2) = 36, det(A3) = 900

b) A decomposi¸c˜ao ´e A =   2 0 0 −1 3 0 1 −2 5   | {z } G   2 −1 1 0 3 −2 0 0 5   | {z } GT c) det(A) = (2 · 3 · 5)2 = 302 = 900 d) x =   3 1 −1  

(72)
(73)

O sistema de equa¸c˜oes lineares Ax = b pode ser resolvido por um processo que gera a partir de um vetor inicial x(0) uma sequˆencia de vetores x(1), x(2), x(3), . . . que deve convergir para a solu¸c˜ao. Existem muitos m´etodos iterativos para a solu¸c˜ao de sistemas lineares, entretanto s´o iremos estudar os chamados m´etodos iterativos estacion´arios.

Algumas perguntas importantes s˜ao:

Como construir a sequˆencia {x(0), x(1), x(2), . . .}?

x(k)→ x?

Quais s˜ao as condi¸c˜oes para convergˆencia? Como saber se x(k) est´a pr´oximo de x?

Crit´erio de parada?

(74)

Um m´etodo iterativo escrito na forma

x(k+1)= Bx(k)+ c

´

e dito estacion´ario quando a matriz B for fixa durante o processo iterativo.

Veremos como construir a matriz B para cada um dos m´etodos que iremos estudar: Jacobi e Gauss-Seidel.

Antes, ´e preciso rever alguns conceitos como norma de vetores e matrizes, os quais ser˜ao importantes no desenvolvimento do crit´erio de parada e na an´alise de convergˆencia dos m´etodos.

(75)

Para discutir o erro envolvido nas aproxima¸c˜oes ´e preciso associar a cada vetor e matriz um valor escalar n˜ao negativo que de alguma forma mede sua magnitude. As normas para vetores mais comuns s˜ao:

Norma euclideana (ou norma L2)

||x||2 = (x12+ x22+ . . . + xn2)1/2

Norma infinito (ou norma do m´aximo)

||x||∞= max 1≤i ≤n|xi|

Normas vetoriais devem satisfazer `as seguintes propriedades:

1 ||x|| > 0 se x 6= 0, ||x|| = 0 se x = 0 2 ||αx|| = |α|||x||, onde α ´e um escalar 3 ||x + y|| ≤ ||x|| + ||y||

(76)

Normas de Matrizes

Normas de matrizes tem que satisfazer a propriedades similares:

1 ||A|| > 0 se A 6= 0, ||A|| = 0 se A = 0 2 ||αA|| = |α|||A||, onde α ´e um escalar 3 ||A + B|| ≤ ||A|| + ||B||

4 ||AB|| ≤ ||A|| ||B|| 5 ||Ax|| ≤ ||A|| ||x||

Iremos fazer uso em diversos momentos da seguinte norma matricial

||A||∞= max 1≤i ≤n n X j =1 |aij| Exemplo A = 4 6 −3 4  ⇒ ||A||∞= max{10, 7} = 10

(77)

A distˆancia entre dois vetores x e y pode ser calculada como ||x − y||2 ou ||x − y||∞

Iremos usar a norma infinito nos algoritmos que iremos descrever. Seja x(k+1)e x(k) duas aproxima¸c˜oes para o vetor solu¸c˜ao x∗de um sistema de equa¸c˜oes lineares. Crit´erio de parada

||x(k+1)− x(k)|| ∞ ||x(k+1)|| ∞ = max |x (k+1) i − x (k) i | max |xi(k+1)| < ε onde ε ´e a precis˜ao desejada (Ex: 10−3).

Na pr´atica tamb´em adotamos um n´umero m´aximo de itera¸c˜oes para evitar que o programa execute indefinidamente, caso o m´etodo n˜ao convirja para um

determinado problema.

k < kmax

(78)
(79)

Vamos ilustrar a ideia do m´etodo de Jacobi atrav´es de um exemplo. a11x1+ a12x2+ a13x3 = b1

a21x1+ a22x2+ a23x3 = b2

a31x1+ a32x2+ a33x3 = b3

o qual pode ser escrito como

x1= (b1− a12x2− a13x3)/a11

x2= (b2− a21x1− a23x3)/a22

x3= (b3− a31x1− a32x2)/a33

A partir de uma aproxima¸c˜ao inicial

x(0)=    x1(0) x2(0) x3(0)   

(80)

etodo de Jacobi

Calculamos uma nova aproxima¸c˜ao x(1) atrav´es de x1(1)=b1− a12x2(0)− a13x3(0)  /a11 x2(1)=  b2− a21x1(0)− a23x3(0)  /a22 x3(1)=b3− a31x (0) 1 − a32x (0) 2  /a33

Ap´os obter x(1), calculamos x(2) substituindo x(1) no lugar de x(0) na express˜ao anterior e assim procedemos at´e que o crit´erio de parada seja satisfeito.

Para um sistema de n equa¸c˜oes e n inc´ognitas, a cada passo k, temos:

1 Para i = 1 : n fa¸ca 2 xi(k+1) =  bi − i −1 X j =1 aijx (k) j − n X j =i +1 aijx (k) j   , aii ;

(81)

Exemplo

Resolver o seguinte sistema:

4x1+ 0.24x2− 0.08x3 = 8

0.09x1+ 3x2− 0.15x3 = 9

0.04x1− 0.08x2+ 4x3 = 20

usando o m´etodo de Jacobi com vetor inicial x(0) = 0.

Solu¸c˜ao do Exemplo

k 0 1 2 3

x1 0 2 1.92 1.91

x2 0 3 3.19 3.1944

x3 0 5 5.04 5.0446

(82)

etodo de Jacobi

Solu¸c˜ao do Exemplo F´ormula de itera¸c˜ao x1(k+1)= 2 − 0.06x2(k)+ 0.02x3(k) x2(k+1)= 3 − 0.03x1(k)+ 0.05x3(k) x3(k+1)= 5 − 0.01x1(k)+ 0.02x2(k) Passo 1 → x(0) = 0 x1(1) = 2 − 0.06x2(0)+ 0.02x3(0) = 2 x2(1) = 3 − 0.03x1(0)+ 0.05x3(0) = 3 x3(1) = 5 − 0.01x1(0)+ 0.02x2(0) = 5

(83)

Solu¸c˜ao do Exemplo Passo 2 → (x(1))T =2 3 5 x1(2) = 2 − 0.06(3) + 0.02(5) = 2 − 0.08 = 1.92 x2(2) = 3 − 0.03(2) + 0.05(5) = 3 + 0.19 = 3.19 x3(2) = 5 − 0.01(2) + 0.02(3) = 5 + 0.04 = 5.04 Passo 3 → (x(2))T =1.92 3.19 5.04 x1(3)= 2 − 0.06(3.19) + 0.02(5.04) = 1.91 x2(3)= 3 − 0.03(1.92) + 0.05(5.04) = 3.1944 x3(3)= 5 − 0.01(1.92) + 0.02(3.19) = 5.0446 Erro: ||x(3)− x(2)||∞= max{0.01, 0.0044, 0.0046} = 0.01

(84)

Convergˆ

encia do m´

etodo de Jacobi

Para estudar a convergˆencia do m´etodo, vamos primeiro escrevˆe-lo na seguinte forma:

x(k+1) = Bx(k)+ c Para isso, vamos dividir a matriz A como

A = L |{z} triangular inferior + D |{z} diagonal + U |{z} triangular superior

isto ´e, para uma matriz 3 × 3 temos

  a11 a12 a13 a21 a22 a23 a31 a32 a33  =   0 0 0 a21 0 0 a31 a32 0  +   a11 0 0 0 a22 0 0 0 a33  +   0 a12 a13 0 0 a23 0 0 0  

(85)

Sendo assim o m´etodo de Jacobi pode ser escrito como: Ax = b ⇒ (L + D + U)x = b ⇒ Dx = b − (L + U)x e assim Dx(k+1) = b − (L + U)x(k) x(k+1) = −D−1(L + U)x(k)+ D−1b x(k+1) = BJx(k)+ c

onde para o m´etodo de Jacobi

BJ = −D−1(L + U)

c = D−1b

(86)

Convergˆ

encia do m´

etodo de Jacobi

M´etodo iterativo

x(k+1)= Bx(k)+ c Matriz de itera¸c˜ao B do m´etodo Jacobi

BJ = −D−1(L + U)

Haver´a convergˆencia do m´etodo se

||B||∞< 1

Vamos analisar agora crit´erios espec´ıficos para atender ao crit´erio geral dado acima para o m´etodo de Jacobi.

(87)

Crit´erio das Linhas Seja Ax = b e seja αk = n X j =1,i 6=j aij aii , para k = 1 : n. Se α = max{αk} < 1, ent˜ao o m´etodo de Jacobi converge

independentemente da aproxima¸c˜ao inicial x(0).

Exemplo

Verificar se a matriz A abaixo satisfaz o crit´erio das linhas.   4 0.24 −0.08 0.09 3 −0.15 0.04 −0.08 4  , α1= 0.24 4 + −0.08 4 = 0.06 + 0.02 = 0.08 α2= 0.093 + −0.153 = 0.03 + 0.05 = 0.08 α3= 0.04 4 + −0.08 4 = 0.01 + 0.02 = 0.03 α = max{α1, α2, α3} = 0.08 < 1

(88)

Convergˆ

encia do m´

etodo de Jacobi

Uma matriz A ´e estritamente diagonalmente dominante se

n

X

j =1, j 6=i

|aij| < |aii|, i = 1 : n

Matrizes estritamente diagonalmente dominante satisfazem o crit´erio das linhas

M´etodo de Jacobi converge para matrizes estritamente diagonalmente dominante.

Exemplo de matriz estritamente diagonalmente dominante

A =   10 2 1 1 5 1 2 3 10   |a12| + |a13| = |2| + |1| < |10| = |a11| |a21| + |a23| = |1| + |1| < |5| = |a22| |a31| + |a32| = |2| + |3| < |10| = |a33|

(89)

Exemplo

Resolva o sistema utilizando o m´etodo de Jacobi.   10 2 1 1 5 1 2 3 10     x1 x2 x3  =   7 −8 6   Solu¸c˜ao do Exemplo

Crit´erio das linhas:

α1 = (|a12| + |a13|)/|10| = 0.2 + 0.1 = 0.3 < 1

α2 = (|a21| + |a23|)/|5| = 0.2 + 0.2 = 0.4 < 1

α3 = (|a31| + |a32|)/|10| = 0.2 + 0.3 = 0.5 < 1

Logo α = α3 = 0.5 < 1 e portanto o m´etodo de Jacobi converge.

(90)

Solu¸c˜ao do Exemplo

Ou ent˜ao basta verificar que a matriz A ´e estritamente diagonalmente dominante.

F´ormula de itera¸c˜ao:

x1(k+1) = 0.7 − 0.2x2(k)− 0.1x3(k) x2(k+1) = −1.6 − 0.2x1(k)− 0.2x3(k) x3(k+1) = 0.6 − 0.2x1(k)− 0.3x2(k)

Assim temos as seguintes itera¸c˜oes para o vetor inicial x(0) = 0

k 1 2 3 4 5

x1 0.7 0.96 0.978 0.9994 0.9979

x2 -1.6 -1.86 -1.98 -1.9888 -1.9996

(91)

M´etodo Iterativo: Gauss-Seidel

(92)

etodo de Gauss-Seidel

Observe no exemplo anterior, que o m´etodo de Jacobi, n˜ao usa os valores atualizados de x(k) at´e completar por inteiro a itera¸c˜ao do passo k.

O m´etodo de Gauss-Seidel pode ser visto como uma modifica¸c˜ao do m´etodo de Jacobi. Nele usaremos a mesma forma de iterar que o m´etodo de Jacobi, entretanto vamos aproveitar os c´alculos j´a

atualizados, de outras componentes, para atualizar a componente que est´a sendo calculada.

Dessa forma o valor de x1(k+1) ser´a usado para calcular x2(k+1), os valores de x1(k+1) e x2(k+1) ser˜ao usados para calcular x3(k+1), e assim por diante.

(93)

Para um sistema 3 × 3 temos o seguinte esquema: x1(k+1) = b1− a12x2(k)− a13x3(k)  /a11 x2(k+1) =  b2− a21x1(k+1)− a23x3(k)  /a22 x3(k+1) = b3− a31x1(k+1)− a32x2(k+1)  /a33

No caso geral temos

1 Para i = 1 : n fa¸ca 2 xi(k+1)=  bi − i −1 X j =1 aijxj(k+1)− n X j =i +1 aijxj(k)   , aii ;

(94)

etodo de Gauss-Seidel

Exemplo

Resolver o seguinte sistema:

4x1+ 0.24x2− 0.08x3= 8

0.09x1+ 3x2− 0.15x3= 9

0.04x1− 0.08x2+ 4x3= 20

usando o m´etodo de Gauss-Seidel com vetor inicial x(0)= 0.

Solu¸c˜ao do Exemplo

F´ormula de itera¸c˜ao (*)

x1(k+1)= 2 − 0.06x2(k)+ 0.02x3(k) x2(k+1)= 3 − 0.03x1(k+1)+ 0.05x3(k) x3(k+1)= 5 − 0.01x1(k+1)+ 0.02x2(k+1)

(95)

F´ormula de itera¸c˜ao (*) x1(k+1) = 2 − 0.06x2(k)+ 0.02x3(k) x2(k+1) = 3 − 0.03x1(k+1)+ 0.05x3(k) x3(k+1) = 5 − 0.01x1(k+1)+ 0.02x2(k+1) Passo 1 → x(0) = 0 x1(1) = 2 − 0.06(0) + 0.02(0) = 2 x2(1) = 3 − 0.03(2) + 0.05(0) = 3 − 0.06 = 2.94 x3(1) = 5 − 0.01(2) + 0.02(2.94) = 5.0388

(96)

etodo de Gauss-Seidel

Solu¸c˜ao do Exemplo Passo 2 → (x(1))T =2 2.94 5.0388 x1(2)= 2 − 0.06(2.94) + 0.02(5.0388) = 1.924376 x2(2)= 3 − 0.03(1.924376) + 0.05(5.0388) = 3.194209 x3(2)= 5 − 0.01(1.924376) + 0.02(3.194209) = 5.044640 Passo 3 → (x(2))T =1.924376 3.194209 5.044640 x1(2)= 2 − 0.06(1.924376) + 0.02(5.04464) = 1.909240 x2(2)= 3 − 0.03(1.909240) + 0.05(5.04464) = 3.194955 x3(2)= 5 − 0.01(1.909240) + 0.02(3.194955) = 5.044807

(97)

Para estudar a convergˆencia do m´etodo, vamos primeiro escrevˆe-lo na seguinte forma:

x(k+1) = Bx(k)+ c Para isso, vamos dividir a matriz A como

A = L |{z} triangular inferior + D |{z} diagonal + U |{z} triangular superior

isto ´e, para uma matriz 3 × 3 temos

  a11 a12 a13 a21 a22 a23 a31 a32 a33  =   0 0 0 a21 0 0 a31 a32 0  +   a11 0 0 0 a22 0 0 0 a33  +   0 a12 a13 0 0 a23 0 0 0  

(98)

Matriz de itera¸c˜

ao do m´

etodo de Gauss-Seidel

Para o m´etodo de Gauss-Seidel temos

(L + D)x(k+1)= −Ux(k)+ b

x(k+1)= −(L + D)−1Ux(k)+ (L + D)−1b x(k+1)= BGSx(k)+ c

onde para o m´etodo de Gauss-Seidel

BGS= −(L + D) −1

U c = (L + D)−1b Ou seja, ambos os m´etodos podem ser escritos como

x(k+1)= Bx(k)+ c onde B ´e chamada de matriz de itera¸c˜ao

BJ = −D −1

(L + U) BGS= −(L + D)−1U

(99)

M´etodo iterativo

x(k+1)= Bx(k)+ c Matriz de itera¸c˜ao B do m´etodo Jacobi

BJ = −D−1(L + U)

Matriz de itera¸c˜ao B do m´etodo Gauss-Seidel

BGS = −(L + D)−1U

Haver´a convergˆencia do m´etodo se

||B||∞< 1

Vamos analisar agora crit´erios espec´ıficos para atender ao crit´erio geral dado acima para o m´etodo de Jacobi e Gauss-Seidel.

(100)

Convergˆ

encia do m´

etodo de Gauss-Seidel

O m´etodo de Gauss-Seidel converge se satisfazer o crit´erio das linhas ou Crit´erio de Sassenfeld

max

1≤i ≤nβi < 1

onde βi s˜ao calculados como

βi =   i −1 X j =1 |aij| |aii| βj + n X j =i +1 |aij| |aii|  

Exemplo de matriz que satisfaz o crit´erio de Sassenfeld

A =   5 1 1 3 4 1 3 3 6   β1= |0.2| + |0.2| = 0.4 β2= |0.75|(0.4) + |0.25| = 0.3 + 0.25 = 0.55 β3= |0.5|(0.4) + |0.5|(0.55) = 0.2 + 0.275 = 0.475 max βi = max{0.4, 0.55, 0.475} = 0.55 < 1

(101)

Exemplo

Resolva o sistema utilizando o m´etodo de Gauss-Seidel.   5 1 1 3 4 1 3 3 6     x1 x2 x3  =   5 6 0   Solu¸c˜ao do Exemplo

1) A matriz n˜ao ´e estritamente diagonalmente dominante. Nada podemos afirmar sobre a convergˆencia.

2) Crit´erio das linhas:

α1 = (|a12| + |a13|)/|5| = 0.2 + 0.2 = 0.4 < 1

α2 = (|a21| + |a23|)/|4| = 0.75 + 0.25 = 1

α3 = (|a31| + |a32|)/|6| = 0.5 + 0.5 = 1

(102)

Solu¸c˜ao do Exemplo

3) Crit´erio de Sassenfeld:

β1 = |0.2| + |0.2| = 0.4 β2 = |0.75|(0.4) + |0.25| = 0.3 + 0.25 = 0.55 β3 = |0.5|(0.4) + |0.5|(0.55) = 0.2 + 0.275 = 0.475 Assim max 1≤i ≤nβi = max{0.4, 0.55, 0.475} = 0.55 < 1

Portanto, como o crit´erio de Sassenfeld ´e satisfeito, podemos garantir que o processo de Gauss-Seidel converge para essa matriz.

(103)

F´ormula de itera¸c˜ao:

x1(k+1) = 1 − 0.2x2(k)− 0.2x3(k) x2(k+1) = 1.5 − 0.75x1(k+1)− 0.25x3(k) x3(k+1) = 0 − 0.5x1(k+1)− 0.5x2(k+1)

Usando x(0) = 0 como aproxima¸c˜ao inicial, temos

x1(1) = 1 − 0.2(0) − 0.2(0) = 1 x2(1) = 1.5 − 0.75(1) − 0.25(0) = 0.75 x3(1) = 0 − 0.5(1) − 0.5(0.75)

(104)

Solu¸c˜ao do Exemplo

Iterando para k = 1, 2, . . . temos

k 1 2 3 4

x1 1.0 1.025 1.0075 1.0016

x2 0.75 0.95 0.9913 0.9987

x3 -0.875 -0.9875 -0.9994 -1.0002

Podemos verificar o erro ||x(4)− x(3)|| ∞ ||x(4)|| ∞ = max{|1.0016−1.0075|,|0.9987−0.9913|,|−1.0002+0.9994|}max{|1.0016|,|0.9987|,|−1.0002|} = 0.0074 1.0016 = 0.0074 < 10 −2

(105)

Slides das aulas do Prof. Dr. Bernardo Martins Rocha, DCC-ICE-UFJF.

C´alculo Num´erico, Neide B. Franco, Pearson, 2007.

Referências

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