Controle Automático de
Processo
Uashington Luiz
60 hs
Objetivos
• o que é controle de processos?
• por que controlar um processo?
• como controlar um processo?
Dinâmica: as coisas mudam
• Em qualquer processo industrial, as condições de operação estão sujeitas a mudanças ao longo do tempo.
• O nível de líquido em um equipamento, a
pressão em um vaso, a vazão de um reagente ou sua composição; todas estas condições
podem (e costumam) variar.
• Mesmo os dados que consideramos constantes no projeto (por exemplo, a temperatura
ambiente) têm o hábito de variar apesar de nossas premissas em contrário.
Controle de Processo
• Controlar um processo significa atuar sobre ele, ou sobre as condições a que o processo está sujeito, de modo a atingir algum objetivo –
• Por exemplo, podemos achar necessário ou
desejável manter o processo sempre próximo de um determinado estado estacionário, mesmo
que efeitos externos tentem desviá-lo desta condição.
• Este estado estacionário pode ter sido escolhido por atender melhor aos requisitos de qualidade e segurança do processo.
Exemplos
Manter um carro na estrada
Monitora-se a trajetória/ velocidade/ tráfego
Atua-se sobre volante/ acelerador/ freio
Controla-se a trajetória
Controle do Orçamento
Monitora-se o saldo bancário
Atua-se sobre desembolsos
Controla-se o orçamento
Segurança: poupança?
Representação esquemática
Fluxo de Informações
• Um módulo de monitoração obtém uma
informação proveniente do processo e envia ao controlador (este procedimento pode conter
várias etapas, por exemplo de conversão de sinais).
• O controlador recebe esta informação, toma
decisões e comunica a um elemento final a ação a ser tomada.
• O elemento final, por sua vez, interfere em
alguma condição de processo para tentar alterar o comportamento do processo.
Principais objetivos de controle
• Segurança operacional e pessoal • Adaptação a perturbações externas • Estabilidade operacional
• Especificação do produto
• Redução do impacto ambiental
• Adaptação às restrições inerentes (equipamento/ materiais/ etc.)
• Otimização
Vantagens do Controle
• Um sistema de controle confiável permite
operar próximo aos limites impostos pela
segurança, pelo meio-ambiente e pelo
processo (temperatura máxima, pureza
mínima), o que permite alterar as
condições de operação normais (linha
tracejada na figura) para uma condição
mais favorável (linha contínua).
Vantagens Econômicas
• Os ganhos associados a uma menor variabilidade se tornam ainda maiores em processos onde existem transições entre produtos com diferentes graus ou
especificações, como ocorre freqüentemente no refino do petróleo e em unidades de polimerização.
• Inevitavelmente, durante a transição, haverá um período em que será gerado um produto fora de especificação, que será reciclado (maior gasto de energia) ou vendido (a preços mais baixos).
• A seleção de uma boa estratégia de controle permite reduzir o tempo de produção fora da especificação, e conseqüentemente melhora o resultado econômico do
leis básicas
• Primeira Lei: O sistema de controle mais
simples que atende aos requisitos é o
melhor.
Segunda Lei: Entender o processo é
requisito para poder controlá-lo.
Terminologia
• Dinâmica do Processo • Variáveis de processo – medida/ monitorada – controlada – manipulada – perturbação externa • Estabilidade do processo • Malha Aberta • Malha Fechada • Setpoint • PV • Erro • Feedback • FeedforwardNecessidade do Controle
Automático
Porque o homem não é mais capaz de
manter o controle a contento:
• Produção elevada do sistema
• Ritmo acelerado de produção
• Precisão requerida na produção
• Confiabilidade
Necessidade de controle
Automático
Para elevação da Produtividade.
• Redução de mão-de-obra
• Aumento da eficiência operacional das
instalações.
• Redução de custo operacional do
equipamento
Desafio de integração de informação
Objetivos da Automação Industrial
–
Aumento da segurança
–
Diminuição dos custos operacionais
–
Melhoria das condições de operação
–
Simplificação das instalações
–
Aumento dos níveis de controle
–
Aumento dos níveis de
Níveis de Automação Industrial
Proces so Computa dor Manu al Manu alModo off-line, coleta manual de dados
Proces so Computa dor Manu al Manu al
Off-line, coleta automática de dados
Proces so Computa dor Manu al Manu al Modo in-line Proces so Computa dor Man ual
Modo on-line, malha aberta Process
o
Computa dor
Níveis de Automação - Exemplo
• Processo não automatizado :
Controle de nível local através de válvula
com volante
• Processo semi-automatizado :
Controle de nível através de válvula com atuador para acionamento remoto
• Processo totalmente automatizado :
Controle de nível através de válvula com atuador e controlador automático
Áreas de Atuação da Automação
–
Projetos de novas unidades de operação
–
Modernização da planta industrial
–
Integração de procedimentos e
equipamentos em unidades de produção
já existentes
Disciplinas Envolvidas
–Sistemas de Controle
–Instrumentação
–Informática
–Processo
–Comunicações
Níveis de Abstração do Problema
Nível de Processos Físicos Nível de Sensores e Atuadores Nível de Controle Direto: PC, CLP Nível de Supervisão Nível de Gerência Nível de Rede de ComunicaçãoMotores, robôs, caldeiras, etc. Eletrônica de potência,
transdutores, acio. pneumático, etc
Algoritmos PID, fuzzy, lógica de relé,etc Tecnologias e protocolos de comunicação
Visualização, configuração e armazenamento e variáveis
Automação: Industrial + Gerencial
VENDAS
VENDAS
PLANEJAMENTO
PLANEJAMENTO
BANCO DE DADOS CORPORATIVOS
BANCO DE DADOS CORPORATIVOS
INFORMAÇÃO E SIMULAÇÃO INFORMAÇÃO E SIMULAÇÃO INTEGRAÇÃO DE CAMPO INTEGRAÇÃO DE CAMPO OPERAÇÃO E SUPERVISÃO OPERAÇÃO E SUPERVISÃO (OTIMIZAÇÃO) (OTIMIZAÇÃO) CONTROLE E SEGURANÇA CONTROLE E SEGURANÇA CAMPO CAMPO Sistema Gerencial Sistema Gerencial AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL Elementos Sensores e Atuadores
PLC’s Controladores Estações de Trabalho
Servidores
Estações de Trabalho
Estrutura da
automação industrial
Rede de Comunicação de Dados Local
Sensores Atuadores Condicionamento de sinais Controlador Local 1 Sensores Atuadores Condicionamento de sinais Controlador Local n
. . .
Supervisor Base de Dados Gerência de InformaçãoElementos Básicos
• Processos • Sensores • Atuadores – Calibração – Segurança – Economia de energia • Condicionamento de sinais • Conversão de sinais • Hardware computacional • Sistemas operacionais • Linguagem de programação • Estratégias de controle• Estratégias de segurança: inter-travamento • Estratégias de supervisão
Processos
• Sistemas físicos a serem monitorados,
controlados, supervisionados,gerenciados • Processos Contínuos
– As variáveis manipuladas têm natureza contínua – Processos químicos e robótica
• Processos Discretos
– As variáveis manipuladas têm natureza discreta – Políticas de inter-travamento e manufatura
• Sistemas Híbridos
Processo Contínuo
LT TT LC MISTURADOR AQUECEDOR H1 TC vapor Produto B Produto AProcessos contínuos: variáveis
analógicas
nível nível mA mAProcesso Discreto
LSLL SDV VASO DE PROCESSO PSLL CLP SDVVariáveis Discretas
t t nível nível Vdc Vdc alto alto normal normal 24 Vdc 24 Vdc 0 Vdc 0 Vdc Set-point pointVariáveis Discretas
nível nível Vdc Vdc alto alto normal normal 24 Vdc 24 Vdc 0 Vdc 0 Vdc t tSistemas de medição: Sensores
• Componentes transdutores de sinais • Condicionamento de sinais • Calibração de sensores • Sistemas de proteção Sistema de medição Processo medido Saída Entrada Observad or
Exemplo de Sensores
• Termopares
• Encoderes
• Barômetros
• Potenciômetros
• Fibras ópticas
• Ultra-som
Sensores para Medição de Nível
Sensores de Temperatura
Telemetria
• Os sistemas conforme o tipo de energia
podem ser:
– Transmissão pneumática (3-15PSI)
– Transmissão eletrônica (4-20mA, 1-5Vcc) – Transmissão digital ( RS-485 protocolo
modbus, RS-232 protocolo HART, RS-422, “FoundationTM Fieldbus”.
Sistemas de Comandos: Atuadores
• Amplificadores de energia
• Transformadores de energia elétrica (sinal
de controle) em outras formas de energia
Saída Sistema de comando Sinal de comand o Processo Atuador
Exemplos de Atuadores
• Válvulas
• Pistões
• Inversores (eletrônica de potência)
• Resistências
Simbologia
TIC 103 Identificação do instrumento ou tag do instrumento
T 103 Identificação da malha (malha de temperatura, número 103)
TIC Identificação funcional (Controlador Indicador de temperatura)
T Primeira letra (variável da malha)
IC Letras subseqüentes (função do
Simbologia
TE-301 sensor de temperatura
TT – 301 transmissor de temperatura
TIC-301 controlador de temperatura
TCV-301 válvula controladora de
Simbologia
PIC 211
O Problema de Controle
Automático
Processo Físico Sensores Atuadores A/D D/D D/A D/D Relógio Externo Controle Direto Registro De Dados Gerência de Informação Interface Homem/Máquina Base de Dados . . .Esquema de Controle Automático
Processo
Sistema de controle com computador material energia produto Informação do produto Sinais de controle Informação do processo Informação de entrada Objetivos e informação de gerenciamentoEstrutura do Hardware de Controle
Entradas Analógicas Entradas Digitais Canal de Telemetria Outros sistemas Armazenamento trabalho Elementos de controle Lógica e Arimética Memória de massa Impressoras Console Operação Interrupção CPUEstrutura do Hardware do CLP
UNIDADE CENTRAL DE PROCESSAMENTO DISPOSITIVOS DE PROGRAMAÇÃO/ COMUNICAÇÃO MEMÓRIA PROGRAMA / DADOS FONTE DE ALIMENTAÇÃO C D I E R C E U N I T T R O A S D A ISOLAMENTO ÓPTICO ISOLAMENTO ÓPTICO I > C D I E R C S U A I Í T D O A S P XAlgoritmo de controle Filtragem Lógica de proteção Atuadores Sensores Variáveis do processo Multiplexador entrada Multiplexador saída Conversor D/A Conversor D/A Display Console do Operador Carga e saída do programa Canal de Comunicação Processador com programa DDC Entrada manual de SP, limites, sintonia etc.
Computador supervisório
Tipos de Controles
• Controle continuo - variáveis
analógicas - Controle PID
• Controle Discreto - variáveis
discretas – Inter-travamento
Controle de Variáveis Contínuas –
Estratégia PID
PID Válvula Processo
Sensor mA mA mA Vazão Ref Controlador + - erro variável controlada
Controle de Processos Discretos
A mudança do Estado das variáveis de
entrada provoca a mudança das variáveis
de saída.
Controle de Processos Discretos
Controle de processos discretos é a
implementação de uma Operação Lógica
e/ou Seqüência de Eventos através do
qual o processo é levado a um estado
desejado.
Ex:
nível alto -> fecha válvula e aciona alarmebotoeira acionada -> liga bomba e acende lâmpada
temperatura ou pressão alta -> abre válvula e desliga aquecedor
Estratégia de Controle Discreto
– Sentenças narrativas
– Tabela de Causa e Efeito
– Diagrama Lógico Binário
– Diagrama Ladder
PLC na estrutura de automação
C O M C O M C O M C O M C O M C O M C P U C P U F O N T E F O N T E PSH R E M R E M R E MESC ESC Manutenção
SDV CPU’s DO PLC SALA DE CONTROLE REDE ETHERNET REDE PROPRIETÁRIA DO PLC VASO SEPARADOR CHAVE
Arquitetura de Automação
Arquitetura de Automação
PLC PLC ETHERNET SALA DE RÁDIO PL C PL C ELÉTRICA PLC PLC PLC PLC ESD / FOGO&GÁS PLC PLC CONTROLE DE PROCESSOS LASTRO ESC ESC ESC M M ESC ESC ESC ROTEADOR REPETIDOR M SALA DE CONTROLE REDES DE CAMPO OU CABOS INDIVIDUAIS INSTRUMENTOS DE CAMPOTrabalho em Grupo
Temas
• 1 – CLP – Controlador Lógico Programado • 2 - Protocolo HART
• 3 – Fieldbus • 4 – Profibus
• 5 – Redes ETHERNET na Automação Industrial • 6 - Rede ASI ( AS-Interface )
Tópicos Introdução Características Aplicações Vantagens Desvantagens