Biblioteca Digital do IPG: Relatório de Estágio – Câmara Municipal (Sever do Vouga)
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(2) ii.
(3) Agradecimentos Quero agradecer e manifestar o meu apreço a todos os que colaboraram, direta ou indiretamente, no meu estágio. Ao Engenheiro Alfredo Castro, pela disponibilidade, companheirismo e pelos conhecimentos e conselhos que me transmitiu ao longo deste período de estágio. Ao Professor António Figueiredo Monteiro, pela disponibilidade e orientações facultadas, que se revelaram essenciais ao bom desenvolvimento deste trabalho. Agradeço ao Município, na pessoa do Sr. Presidente António Coutinho e seus vereadores pelo acolhimento. Agradeço de igual modo aos colegas de trabalho, pela colaboração e experiência transmitida, bem como pela simpatia com que me receberam e pelo companheirismo e bom ambiente proporcionado, que tornaram estes meses mais agradáveis. Um muito obrigado à minha família e à minha amiga Ana, pela paciência demonstrada e pelo ânimo e força que muito ajudaram ao longo deste percurso.. i.
(4) ii.
(5) Ficha de Identificação. Aluno Nome: Raul André Batista Braga Gouveia Curso: Engenharia Topográfica Nº de Aluno: 1009632 Endereço Eletrónico: [email protected]. Local de Estagio Entidade: Câmara Municipal de Sever do Vouga Morada: Largo do Município – 3740-262 Sever do Vouga Telefone: 234 555 566 Fax: 234 552 982 Endereço Eletrónico: [email protected]. Orientadores de Estagio (Docente) Nome: António Figueiredo Monteiro Grau Académico: Licenciado em Engenharia Geográfica, Mestre em Engenharia Civil/Urbana Supervisor de Estágio (Instituição) Nome: Alfredo Miguel Dias de Castro Grau Académico: Licenciado em Engenharia Topográfica (Membro da Ordem dos Engenheiros Técnicos nº 9716). Período de Estágio Inicio: 05/10/2015 Fim: 05/03/2016. iii.
(6) iv.
(7) Plano de Estagio O estágio é o ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no âmbito laboral, que visa preparar o aluno para o mundo do trabalho. Assim, o Município de Sever do Vouga, acolhe alunos que pretendem incluir a vida profissional no meio escolar e que pretendem melhorar-se para um futuro próximo. Ao longo deste período, foram realizados trabalhos no âmbito da topografia em campo e em gabinete. Os trabalhos incidiram essencialmente em medição de áreas, cálculo de volumes, implantação e modelações digitais de terreno. Foram realizados os seguintes trabalhos: . Levantamento de Áreas, AGIM. . Implantação, Muro de Suporte. . Requalificação da Rua Constantino. . Levantamento, Áreas de Expropriação. . Requalificação do Troço Pessegueiro – Ermida. . Projeto ECO Centro, Lote 32 (ZIC). . Alinhamento de conduta para drenagem de águas. . Levantamento de pormenor ACDR Senhorinha. v.
(8) vi.
(9) Resumo Neste relatório está descrito o estágio realizado na Câmara Municipal de Sever do Vouga, no gabinete de topografia, no âmbito da unidade curricular de Projeto, do terceiro ano da licenciatura em Engenharia Topográfica. Na qualidade de estagiário acompanhei o engenheiro topográfico, na elaboração de todos os trabalhos que decorreram no período deste estágio. Estes trabalhos incidiram na vertente da topografia e também da engenharia. Para a sua execução foram utilizados equipamentos de topografia (estação total, GPS), assim como software de desenho e cálculo.. Palavras-chave Estágio Curricular, Topografia, Levantamento Topográfico, Modelação Digital do Terreno, Vias de Comunicação. vii.
(10) viii.
(11) Índice Agradecimentos ............................................................................................................................. i Ficha de Identificação ...................................................................................................................iii Plano de Estagio .............................................................................................................................v Resumo ........................................................................................................................................ vii Índice ............................................................................................................................................. ix Índice de Tabelas.......................................................................................................................... xii Índice de Figuras ......................................................................................................................... xiii Capítulo I ............................................................................................................................ 1 Apresentação e descrição da entidade acolhedora do estágio .............................................. 1. 1 O concelho de Sever do Vouga.................................................................................. 1 1.1 Localização..................................................................................................................... 1 1.2 História ........................................................................................................................... 2. 2 Município de Sever do Vouga ................................................................................... 3 2.1 Organograma .................................................................................................................. 4 Capítulo II ........................................................................................................................... 5 Conceitos teóricos e equipamentos utilizados na duração do estágio ................................... 5. 1 Conceitos Teóricos .................................................................................................... 5 1.1 Topografia ...................................................................................................................... 5 1.2 Levantamento Topográfico ............................................................................................ 6 1.3 Levantamento por Irradiação .......................................................................................... 7 1.4 Calibração GNSS (Global Navigation Satellite Systems) .............................................. 9. 2 Equipamentos utilizados .......................................................................................... 12 2.1 Estação total ................................................................................................................. 12 2.2 GPS (Global Position System)...................................................................................... 13 Capítulo III ........................................................................................................................ 15 Metodologia de Trabalho .................................................................................................. 15. 1 Trabalho de Campo .................................................................................................. 15 1.1 Menus da Estação total ................................................................................................. 15 1.2 Menus do GPS .............................................................................................................. 19. ix.
(12) 2 Trabalho de Gabinete ............................................................................................... 21 2.1 Importação de dados TXT ............................................................................................ 21 2.2 Importação de dados FBK (Field Book File) ............................................................... 22 Capítulo IV ........................................................................................................................ 25 Trabalhos Realizados ........................................................................................................ 25. 1 - Levantamento de Áreas, AGIM (Sanfins) ............................................................. 25 1.1 – Objetivos do trabalho ................................................................................................ 25 1.2 – Metodologia para a realização do trabalho ................................................................ 26 1.2.1 – Trabalho de campo ................................................................................................. 26 1.2.2 – Trabalho de gabinete .............................................................................................. 26. 2 - Implantação, Muro de Suporte (Talhadas) ............................................................ 30 2.1 – Objetivos do trabalho ................................................................................................ 30 2.2 – Metodologia para a realização do trabalho ................................................................ 30 2.2.1 – Trabalho de campo ................................................................................................. 30 2.2.2 – Trabalho de gabinete .............................................................................................. 31. 3 - Requalificação da Rua Constantino (Pessegueiro) ................................................ 35 3.1 – Objetivos do trabalho ................................................................................................ 35 3.2 – Metodologia para a realização do trabalho ................................................................ 36 3.2.1 – Trabalho de campo ................................................................................................. 36 3.2.2 – Trabalho de gabinete .............................................................................................. 37. 4 - Levantamento, Áreas de Expropriação (Sanfins) .................................................. 49 4.1 – Objetivos do trabalho ................................................................................................ 49 4.2 – Metodologia para a realização do trabalho ................................................................ 50 4.2.1 – Trabalho de campo ................................................................................................. 50 4.2.2 – Trabalho de gabinete .............................................................................................. 50. 5 - Requalificação do Troço Pessegueiro – Ermida .................................................... 56 5.1 – Objetivos do trabalho ................................................................................................ 56 5.2 – Metodologia para a realização do trabalho ................................................................ 57 5.2.1 – Trabalho de campo ................................................................................................. 57 5.2.2 – Trabalho de gabinete .............................................................................................. 57. x.
(13) 6 - Projeto ECO Centro, Lote 32 (ZIC) ...................................................................... 71 6.1 – Objetivos do trabalho ................................................................................................ 71 6.2 – Metodologia para a realização do trabalho ................................................................ 72 6.2.1 – Trabalho de campo ................................................................................................. 72 6.2.2 – Trabalho de gabinete .............................................................................................. 72. 7 - Alinhamento de conduta para drenagem de águas (Vale da Anta) ....................... 80 7.1 – Objetivos do trabalho ................................................................................................ 80 7.2 – Metodologia para a realização do trabalho ................................................................ 80 7.2.1 – Trabalho de campo ................................................................................................. 80 7.2.2 – Trabalho de gabinete .............................................................................................. 81. 8 - Levantamento de pormenor ACDR Senhorinha.................................................... 84 8.1 – Objetivos do trabalho ................................................................................................ 84 8.2 – Metodologia para a realização do trabalho ................................................................ 84 8.2.1 – Trabalho de campo ................................................................................................. 84 8.2.2 – Trabalho de gabinete .............................................................................................. 85 Capítulo V ......................................................................................................................... 87 Conclusão ......................................................................................................................... 87 Capítulo VI ........................................................................................................................ 88 Bibliografia ....................................................................................................................... 88 Capítulo VII ....................................................................................................................... 89 Anexos ............................................................................................................................. 89. xi.
(14) Índice de Tabelas. Tabela 1............................................................................................................................. 7 Tabela 2........................................................................................................................... 11. xii.
(15) Índice de Figuras Figura 1 - Mapa de localização ......................................................................................... 1 Figura 2 - Organograma .................................................................................................... 4 Figura 3 - Levantamento por Irradiação ........................................................................... 7 Figura 4 - Poligonal .......................................................................................................... 9 Figura 5 - Vértices de calibração .................................................................................... 10 Figura 6 - Bastão com Prisma / Estação Total ................................................................ 13 Figura 7 - GPS / Caderneta ............................................................................................. 14 Figura 8 - Display Sokkia ............................................................................................... 15 Figura 9 - Criar Trabalho ................................................................................................ 16 Figura 10- Introdução de Coordenadas ........................................................................... 16 Figura 11-Menu de Levantamento .................................................................................. 17 Figura 12 - Orientação .................................................................................................... 17 Figura 13 - Iniciar Levantamento ................................................................................... 18 Figura 14 - Criar Trabalho .............................................................................................. 19 Figura 15 - Criação de Trabalho ..................................................................................... 19 Figura 16 - Tolerâncias ................................................................................................... 20 Figura 17 - Importação TXT ........................................................................................... 21 Figura 18 - Importação TXT ........................................................................................... 22 Figura 19 - Importação TXT ........................................................................................... 22 Figura 20 - Importação FBK ........................................................................................... 23 Figura 21 - Importação FBK ........................................................................................... 23 Figura 22 - Importação FBK ........................................................................................... 24 Figura 23 - Importação FBK ........................................................................................... 24 Figura 24 - Áreas de Trabalho ........................................................................................ 25 Figura 25 - Terrenos ....................................................................................................... 26 Figura 26 - Desenho FBK ............................................................................................... 26 Figura 27 - Explode FBK................................................................................................ 27 Figura 28 - Inserir Pontos ............................................................................................... 27 Figura 29 - Pontos do desenho ........................................................................................ 28 Figura 30 - Desenho Terreno 1 ....................................................................................... 28 Figura 31 - Área .............................................................................................................. 29 xiii.
(16) Figura 32 - Terreno 2 área .............................................................................................. 29 Figura 33 - Foto Alinhamento ........................................................................................ 30 Figura 34 - Área de Trabalho .......................................................................................... 30 Figura 35 - Desenho FBK ............................................................................................... 31 Figura 36 - Explode do desenho ..................................................................................... 31 Figura 37 - Inserir pontos................................................................................................ 32 Figura 38 - Desenho com pontos .................................................................................... 32 Figura 39 - Desenho final ............................................................................................... 33 Figura 40 - Alinhamento de Muro .................................................................................. 33 Figura 41 - Tabela de pontos .......................................................................................... 34 Figura 42 - Tabela de Pontos de Implantação ................................................................. 34 Figura 43 - Rua Constantino ........................................................................................... 35 Figura 44 - Inicio e Fim Troço........................................................................................ 36 Figura 45 - Desenho FBK ............................................................................................... 37 Figura 46 - Inserir pontos................................................................................................ 37 Figura 47 - Desenho com pontos .................................................................................... 38 Figura 48 - Planta de Pormenor ...................................................................................... 38 Figura 49 - Exclusão de Pontos ...................................................................................... 39 Figura 50 - Limite das Curvas de Nível .......................................................................... 39 Figura 51 - Criação de Superfície ................................................................................... 40 Figura 52 - Inserir Grupo de Pontos ............................................................................... 40 Figura 53 - Inserir Limite................................................................................................ 41 Figura 54 - Curvas de Nível ............................................................................................ 41 Figura 55 - Alinhamento do Centro da Via .................................................................... 42 Figura 56 - Perfil Longitudinal ....................................................................................... 42 Figura 57 - Adicionar os Pentes ...................................................................................... 43 Figura 58 - Rasante ......................................................................................................... 43 Figura 59 - Desenho da Rasante ..................................................................................... 44 Figura 60 - Perfil Longitudinal ....................................................................................... 44 Figura 61 - Perfil Tipo .................................................................................................... 45 Figura 62 - Parâmetros do Corredor ............................................................................... 46 Figura 63 - Sample Lines ................................................................................................ 46 Figura 64 - Compute Materials ....................................................................................... 47 Figura 65 - Criar Perfil Transversal ................................................................................ 47 Figura 66 - Perfis Transversais ....................................................................................... 48 xiv.
(17) Figura 67 - Perfil Transversal ......................................................................................... 48 Figura 68 - Área de Estudo ............................................................................................. 49 Figura 69 - Área de estudo .............................................................................................. 50 Figura 70 - Desenho FBK ............................................................................................... 50 Figura 71 - Inserção de Pontos ....................................................................................... 51 Figura 72 - Desenho com Pontos .................................................................................... 51 Figura 73 - Planta de Pormenor ...................................................................................... 52 Figura 74 - Alinhamento Centro de Via ......................................................................... 52 Figura 75 - Offset do Alinhamento ................................................................................. 53 Figura 76 - Pormenor dos Offsets ................................................................................... 53 Figura 77 - Criação de Parcelas ...................................................................................... 54 Figura 78 - Edição da Tabela .......................................................................................... 54 Figura 79 - Tabela Final de Áreas .................................................................................. 55 Figura 80 - Troço Ermida-Pessegueiro ........................................................................... 56 Figura 81 - Inicio do Troço / Fim do Troço .................................................................... 56 Figura 82 - Nuvem de Pontos ......................................................................................... 58 Figura 83 - Desenho da Planta ........................................................................................ 58 Figura 84 - Exclusão de Pontos ...................................................................................... 59 Figura 85 - Desenho do Limite ....................................................................................... 59 Figura 86 - Criação da Surface ....................................................................................... 60 Figura 87 - Inserção do Grupo Pontos ............................................................................ 60 Figura 88 - Limite das Curvas de nivel........................................................................... 61 Figura 89 - Pormenor das Curvas de nivel ..................................................................... 61 Figura 90 - Modelação da curvas de nivel ...................................................................... 62 Figura 91 - Promenor de Curvas de nivel ....................................................................... 62 Figura 92 - Criação do Prefil Longitudinal ..................................................................... 63 Figura 93 - Criação da Rasante ....................................................................................... 63 Figura 94 - Desenho da Rasante ..................................................................................... 64 Figura 95 - Rasante ......................................................................................................... 64 Figura 96 - Pentes do perfil longitudinal ........................................................................ 65 Figura 97 - Assembly ...................................................................................................... 65 Figura 98 - Perfil tipo...................................................................................................... 66 Figura 99 - Criação do Corredor ..................................................................................... 66 Figura 100 - Corridor Surface ......................................................................................... 67 xv.
(18) Figura 101 - Criação Sample Lines ................................................................................ 67 Figura 102 - Sample Lines .............................................................................................. 68 Figura 103 - Compute Materials ..................................................................................... 68 Figura 104 - Sections View ............................................................................................ 69 Figura 105 - Perfis Transversais ..................................................................................... 69 Figura 106 - Perfil Transversal ....................................................................................... 70 Figura 107 - Lote 32 ....................................................................................................... 71 Figura 108 - Imagens de terreno ..................................................................................... 72 Figura 109 - Inserção de Desenho .................................................................................. 73 Figura 110 - Desenho e Pontos ....................................................................................... 73 Figura 111 - Desenho Final ............................................................................................ 74 Figura 112 - Exclusão de Pontos .................................................................................... 74 Figura 113 - Criação de Superfície ................................................................................. 75 Figura 114 - Curvas de Nível .......................................................................................... 75 Figura 115 - Inserção de Pontos Manuais ....................................................................... 76 Figura 116 - Pontos Manuais .......................................................................................... 76 Figura 117 - Grupo de Pontos Manuais .......................................................................... 77 Figura 118 - Superfície do Lote ...................................................................................... 77 Figura 119 - Superfície de Comparação ......................................................................... 78 Figura 120 - Edição da Superfície de Comparação ........................................................ 78 Figura 121 - Propriedades da Superfície da Comparação ............................................... 79 Figura 122 - Desenho Final ............................................................................................ 79 Figura 123 - Imagens de Alinhamento Proposto ............................................................ 80 Figura 124 - Área de Trabalho ........................................................................................ 80 Figura 125 - Desenho com os Pontos ............................................................................. 81 Figura 126 - Alinhamento da Conduta ........................................................................... 81 Figura 127 - Criação da Superfície ................................................................................. 82 Figura 128 - Criação do Perfil Longitudinal ................................................................... 82 Figura 129 - Perfil Longitudinal ..................................................................................... 83 Figura 130 - ACDR Senhorinha ..................................................................................... 84 Figura 131 - Desenho FBK ............................................................................................. 85 Figura 132 - Desenho com Pontos .................................................................................. 85 Figura 133 - Desenho Final ............................................................................................ 86. xvi.
(19) Capítulo I Apresentação e descrição da entidade acolhedora do estágio 1 O concelho de Sever do Vouga 1.1 Localização. Figura 1 - Mapa de localização. Situado no Centro do País, mais concretamente no limite Oriental do Distrito de Aveiro, numa das encostas da serra do Arestal, o Concelho de Sever do Vouga beneficia da proximidade relativa de alguns importantes centros urbanos, nomeadamente Aveiro, Coimbra, Viseu, Porto e da proximidade de dois dos principais eixos rodoviários portugueses, a A1, que liga Lisboa ao Porto e a A25, via de acesso e de abertura do Concelho ao País e à Europa. 1.
(20) Tem como Concelhos limítrofes Vale de Cambra, Águeda, Albergaria-a-Velha e Oliveira de Azeméis, todos pertencentes ao Distrito de Aveiro e Oliveira de Frades que pertence ao Distrito de Viseu. Constituem-no nove Freguesias: Cedrim do Vouga, Couto de Esteves, Dornelas, Paradela do Vouga, Pessegueiro do Vouga, Rocas do Vouga, Sever do Vouga, Silva Escura e Talhadas. Não obstante de administrativamente fazer parte da Beira Litoral, é muito mais um espaço de transição entre o Litoral e a serra pelo cunho geomorfológico e cultura, património edificado e popular que determinam a tipicidade de uma região do interior.. 1.2 História Reza a história que quando visigodos e suevos se debateram em luta no nosso território, nos inícios do século VI e após vitória dos primeiros, se terá estabelecido por cá um dos seus notáveis guerreiros, O Conde de Sevéri. Durante largos anos os familiares descendentes deste conde usaram o mesmo título, acabando por dar origem ao que hoje se chama Sever. Por tão profundas décadas há de ter sido o poderio desta família que no século XII em S. Mamede, ao lado de D. Afonso Henriques, pronto para o auxiliar na árdua mas gloriosa conquistas de independência de Portugal, encontramos D. Ermígio Muniz de Figueiredo, 1º Conde das Terras de Santa Maria e XXII Conde Sevéri. À palavra Sever se lhe juntou o vocábulo Vouga, rio que nasce na Serra da Lapa (concelho de Sernancelhe) e desagua na ria de Aveiro, atravessando todo o concelho, recolhendo vários afluentes, foi notícia em 2015 pela conclusão das obras da barragem de produção energética Ermida-Ribeiradio.. 2.
(21) 2 Município de Sever do Vouga Sever do Vouga é uma vila rica em património natural e arquitetónico. Extremamente bela pelo seu colorido, pela variedade de culturas (hortas, laranjais, vinhas, milheirais, pomares e pastos), associado ao verde que é constante ao longo de todo o ano a água serpenteia nos riachos e rios, precipitando-se em quedas ou estendendo-se em leitos extensos, proporcionando a formação de pequenas praias fluviais. Arquitetonicamente tem como um dos ex-libris a Ponte do Poço de Santiago, com 12 arcos, quase 30m de altura e 165m de comprimento, toda em alvenaria. Datada de 1913, foi ponte ferroviária por onde circulou o comboio do Vale do Vouga até 1972, hoje transformada em via pedestre e ciclovia, considerada uma das mais belas do país. Sever do Vouga é também conhecida pelos seus eventos e atividades desportivas, como o Rally-cross, provas de todo-o-terreno, BTT, canoagem, etc. A sua beleza natural, atrai visitantes estimulando o turismo e a cultura, contribuindo assim para a dinamização e crescimento do comércio local. Sever do Vouga, conhecida como a “Capital do Mirtilo”, começou a apostar na produção de mirtilo na década de 1990, pela mão de técnicos holandeses da Fundação Lockorn, vindo a constatar-se que o concelho de Sever do Vouga reunia as condições ideais que, associadas às características do solo e do microclima, permitiam a produção precoce do mirtilo. A primeira experiência-piloto ocorreu nos terrenos da Fundação Bernardo Barbosa de Quadros, uma IPSS localizada na freguesia de Rocas do Vouga. Pouco depois eram 11 os produtores que se aventuraram nessa nova cultura, passando a 42 nos anos seguintes. Atualmente a cultura do mirtilo está espalhada de Norte a Sul do país. No concelho de Sever do Vouga contam-se algumas centenas de produtores e o mirtilo e os produtos a ele associados representam um peso importante para a economia local e para o orçamento de muitas famílias.. 3.
(22) 2.1 Organograma No que respeita ao departamento onde decorreu o estágio, este é designado por Serviço de Planeamento e é constituído por um coordenador técnico que depende diretamente do Chefe de Divisão de Administração do Território. Em seguda é apresentado o organograma referente às várias divisões e serviços que fazem parte da Câmara Municipal de Sever do Vouga.. Figura 2 - Organograma. 4.
(23) Capítulo II Conceitos teóricos e equipamentos utilizados na duração do estágio 1 Conceitos Teóricos 1.1 Topografia A palavra "Topografia" deriva das palavras gregas "topos" (região) e "graphen" (descrição) significando, portanto, a representação exata de um lugar. A determinação do contorno, dimensão e posição relativa de uma porção limitada de terreno através de cartas ou plantas, converte-se na base de qualquer projeto e obra de engenharia ou arquitetura. Com efeito, desde edifícios e obras viárias a sistemas de água e saneamento, planeamento urbanístico e paisagístico, entre outros, todos se desenvolvem em função do terreno sobre o qual assentam pelo que é fundamental o conhecimento pormenorizado desse mesmo terreno, tanto na fase do projeto, como na sua execução. É na Topografia que se encontram os métodos e os instrumentos que permitem esse conhecimento e asseguram uma correta implantação da obra. Inicialmente, a Topografia ocupava-se do estudo de locais restritos, pretendendo simplificar os problemas de representação provocados pela curvatura da Terra. No entanto, esta simplificação teve que ser ultrapassada uma vez que a necessidade de obter representações de superfícies cada vez maiores, obrigou a que essa limitação territorial fosse alargada e, consequentemente, a que a referida curvatura fosse, forçosamente, considerada. Assim, a Topografia passou a apoiar-se num outro ramo da geofísica, a geodesia. A geodesia permite que a curvatura da Terra seja considerada num estudo topográfico de larga escala através da utilização de um quadro de referência a partir das coordenadas cartográficas dos vértices da rede geodésica. Os sistemas de referência geodésicos são adotados internacionalmente, sendo da responsabilidade da Associação Internacional de Geodesia. Uma das faces mais visíveis da Topografia são os levantamentos topográficos, que consistem em todo o trabalho de campo e gabinete que permite a recolha e tratamento da informação necessária à produção de uma planta ou carta representativa do terreno em estudo. Existem dois grandes métodos reconhecidos para a realização dos levantamentos topográficos, cada um dos quais vocacionado para diferentes situações: o método clássico, que consiste na recolha da informação 5.
(24) diretamente no terreno, a partir de instrumentos simples de medição como é o caso dos teodolitos, estações totais e níveis óticos. Este método, pelo baixo custo que representa, mas pela maior demora na recolha da informação, está mais indicado para trabalhos de escala elevada relativos a pequenas superfícies territoriais. O método fotogramétrico, onde o “grosso” da informação é recolhida através da análise de fotogramas do terreno, obtidos através de fotografia aérea ou de imagens enviadas por satélites artificiais. Este método é normalmente utilizado em levantamentos de superfícies mais extensas e escalas inferiores dada a dificuldade de obter informação minuciosa e também porque os custos fixos são maiores do que os do método anterior. No presente estágio, todos os levantamentos executados foram efetuados utilizando o método clássico.. 1.2 Levantamento Topográfico O Levantamento Topográfico é o conjunto de métodos e de técnicas que, através de medições de ângulos e de distâncias, utilizando instrumentos topográficos adequados ao rigor pretendido, possibilita a representação geométrica de uma parcela de superfície terreste, com rigor e aproximação necessária. Para ser possível tal representação, será necessário, por um lado, determinar as coordenadas planimétricas (M, P) dos pontos representativos dos elementos da superfície e, por outro lado, a representação do relevo obriga ao conhecimento de uma terceira coordenada, a cota. Nos dias de hoje, só se recorre ao método clássico de levantamento, ou seja, à medição direta sobre o terreno usando instrumentos topográficos (por exemplo a estação total), para áreas pequenas e grandes escalas, normalmente superiores a 1:500. Para áreas de maior dimensão e escalas inferiores são utilizados métodos indiretos, atribui-se esta terminologia quando a maioria das operações são efetuadas em gabinete, por exemplo, os levantamentos aerofotogramétricos, onde se recorre a fotografias aéreas e se efetua a estereorrestituição das mesmas, tendo por objetivo a obtenção das cartas. Nos primeiros dias de estágio para a preparação dos levantamentos topográficos e respetivas saídas para campo, foi criada uma tabela de códigos que seria utilizada em todos os levantamentos (tabela 1) e um template onde se associou a cada layer um código e respetiva descrição (tabela anteriormente referida) facilitando a visualização dos pontos importados.. 6.
(25) Tabela 1 – Lista de Códigos Nome Aqueduto Arvore Barracão Base Talude Berma Boca Incendio Caixa Agua Caixa Elétrica Caixa Gás Caixa Saneamento Caixa Telefónica Caminho Cota Soleira Crista Talude Cruzeiro. Código 11 12 6 14/41 13 15 1/70 2 22 34 38 18 200 16 96. Nome Cultivo Edifício Escada Estrada Hectómetro Lancil Limite Linha Agua Marco Marco Km Mato Muro Muro Suporte Passeio Poço. Código 62 5/19 7 20 100 23 9 24/42 300 400 63 26 27 29 30. Nome Ponto Cota Ponto Estação Poste Elétrico Poste Iluminação Poste Telefónico Rail Rocha Sarjeta Sebe Tanque Tubo Agua Valeta Vedação. Código 31 21 33 3 32 52 99 35 36 37 56 39 40. 1.3 Levantamento por Irradiação O nome deste método deve-se ao facto da estação total estar estacionada numa num local de boa visibilidade e, como ilustra na figura 3, todos os pontos serem visados (marcados) a partir dela, definindo-se assim várias visadas (diretrizes).. Figura 3 - Levantamento por Irradiação. Neste método o equipamento fica estacionado sobre um ponto (ponto estação) e faz-se um “varrimento” dos elementos de interesse próximos ao ponto ocupado. Para cada 7.
(26) elemento deverá ser obtida uma distância horizontal e um ângulo horizontal. Esses valores são suficientes para definir as posições planimétricas relativas a todos os pontos de pormenor. Os pontos de pormenor deverão ser, para a planimetria, os necessários para definir a forma dos objetos existentes no terreno que nos interessa representar na planta topográfica a desenhar. Normalmente, deverão ser respeitados os seguintes critérios: . Pontos limítrofes ou de localização de objetos (infraestruturas) e delimitação de áreas;. . Só deverão ser considerados os objetos que têm dimensão à escala ou, em caso contrário, admitem representação simbólica;. . Para levantamentos realizados antes do apoio (sem ligação à rede geodésica nacional), tem de se proceder a uma transformação de coordenadas.. Para a altimetria que, normalmente, é representada por curvas de nível, será necessário observar, para além dos pontos para a representação planimétrica, alguns pontos que, apesar de não terem nenhuma característica planimétrica de assinalar, são importantes para definir o relevo. Esses pontos são aqueles em que há variação de declive do terreno, quer em valor absoluto quer em direção. Assim, ao desenhar a planta, sabe-se que entre pontos próximos o declive do terreno é constante, sendo assim possível determinar cotas de pontos intermédios por interpolação linear. Também nesta componente é possível estabelecer alguns critérios que deverão ser seguidos: . Os pontos de pormenor altimétrico deverão permitir a determinação, por interpolação da cota de qualquer outro ponto do terreno. São formados por uma parte ou pela totalidade dos pontos de pormenor planimétrico mais os pontos específicos de altimetria;. . A sua densidade depende da variação do declive e da rugosidade do terreno, causadas pela presença de linhas de água, linhas de festo, vias de comunicação, ou qualquer tipo de depressão ou elevação.. No caso de uma região a levantar não ser visível de uma estação apenas, o levantamento deverá ser feito a partir de várias estações. Dois procedimentos são possíveis: a irradiação direta e a irradiação inversa. Enquanto, a irradiação direta verifica-se quando o ponto a coordenar é um ponto visado por um ponto estação, a irradiação inversa verifica-se quando o ponto estação é exatamente o ponto novo a coordenar, visando-se dois ou mais pontos de coordenadas conhecidas. No primeiro caso, as estações deverão constituir uma. 8.
(27) poligonal fechada de forma a verificar a dimensão dos erros de transporte e compensalos. Poderá admitir-se a construção de uma estação irradiada, como é ilustrado na figura4, não havendo verificação de erros nesses braços da poligonal aberta, deverão ser efetuados medidas e contramedidas das distâncias.. Figura 4 - Poligonal. A finalidade do levantamento topográfico é referenciar cada ponto recolhido em campo. Esta tarefa pode ser obtida por um par de coordenadas polares (rumo e distância horizontal) e pela cota, ou por um par de coordenadas retangulares (M,P), e cota. Atualmente, as estações totais simplificam muito este trabalho pois permitem que os valores finais sejam as próprias leituras durante o trabalho de campo. O levantamento por irradiação (referido anteriormente) continua a ser o método mais utilizado.. 1.4 Calibração GNSS (Global Navigation Satellite Systems) A crescente utilização de tecnologias GNSS em trabalhos de Topografia tem ampliado a forma de trabalho, tanto na agilidade como na precisão.. 9.
(28) Para a obtenção de melhor precisão, é necessário calibrar a rede onde vai essencialmente atuar o aparelho GPS (concelho de Sever do Vouga). O método da calibração é o processo de ajuste de coordenadas projetadas (grid) para que se adequem ao local de trabalho. Antes de se iniciar o processo de criação do datum local do concelho de Sever do Vouga, é necessário escolher os vértices geodésicos da rede geodésica nacional, que melhor se adeque à cobertura da área do concelho (área a calibrar), para isso foi feita uma pesquisa nas cartas militares com intuito de apurar os melhores vértices para a calibração.. Figura 5 - Vértices de calibração. Estes vértices teriam de estar fora do concelho de Sever do Vouga de maneira a que a triangulação necessária para a calibração abrangesse a totalidade do concelho de Sever do Vouga (linhas coloridas, limites das freguesias). Os vértices escolhidos para este fim foram, Cabeça do Cão e Marco do Concelho (concelho de Águeda), Redondo (concelho de Albergaria-a-Velha), Pedra Aguda e Costa da Castanheira (concelho de Vale de Cambra) e Gravia (concelho de São Pedro do Sul). Com os vértices escolhidos efetuouse uma pesquisa na página da Direção Geral do Território (DGT) de maneira a obtermos as coordenadas dos vértices no datum europeu ETRS89 (tabela2) que iram ser utlizadas mais tarde na comparação com as coordenadas obtidas com o GPS. Cinco dos seis vértices não se encontram em bom estado de conservação nem com boa acessibilidade, dai na tabela disponibilizada pela DGT (Direção Regional do Território) 10.
(29) os vértices não têm ordem, pois são vértices com coordenadas transformadas e não de coordenadas observadas. Tabela2 – Vértices DGT utilizados na calibração VG. Folha 50k. Ord. CABEÇA DO CÃO MARCO DO CONCELHO REDONDO PEDRA AGUDA COSTA DA CASTANHEIRA GRAVIA. 16B 16B 16B 13D 13D 13D. 2. Alt. Ort. Topo (m) 454.34 251.51 431.03 647.92 1054.13 893.78. Alt. Ort. Base (m). dH (m). M (m). dM (m). P (m). dP (m). 451.33 249.00 425.32 645.41 1044.01 892.29. 0.10 0.10 0.10 0.10 0.10 0.10. -15284.04 -21168.58 -23975.28 -22667.84 -12183.17 -5593.37. 0.10 0.10 0.10 0.10 0.10 0.04. 106196.26 112947.58 118596.12 126285.71 130530.56 124285.77. 0.10 0.10 0.10 0.10 0.10 0.04. Com as coordenadas dos vértices inseridas no aparelho segue-se o trabalho campo. Foi criado um ficheiro, para a criação de um datum local (área a amarelo, figura 5), o aparelho foi colocado em modo de controlo (modo utilizado para que o aparelho faça cem leituras com um erro abaixo das precisões inseridas), e foi estacionado no primeiro vértice (Gravia). Assim foram feitas as cem leituras e o aparelho automaticamente faz a media das coordenadas obtidas. Em seguida dirigimo-nos ao Marco Cabeça do Cão sendo estacionado o aparelho GPS em modo de controlo, guardando-se as leituras ai obtidas, este processo foi repetido no Marco do Concelho, Marco do Redondo, Marco Pedra Aguda e Marco Costa da Castanheira onde foi dado por terminado o processo de obtenção de pontos. Para o cálculo da calibração, no separador de calibração do GPS Trimble R8, foi necessário inserir-se as coordenadas obtidas em campo e coordenadas obtidas no site da DGT, de cada um dos pontos necessários à formação do polígono, onde será feita a triangulação para a calibração. Após a inserção das coordenadas dos pontos o aparelho automaticamente faz os cálculos necessários para o ajuste do datum ETRS89, ao datum local recém-criado ETRS89_SV. A partir daqui todos os levantamentos feitos com GPS, no concelho de Sever do Vouga, são feitos com base no datum local ETRS89_SV, o que faz com que as coordenadas obtidas em campo sejam as coordenadas calibradas e reais.. 11.
(30) 2 Equipamentos utilizados 2.1 Estação total Uma estação total, resumidamente é constituída por um teodolito eletrónico e um instrumento de medição eletro-óptica (EDM). O EDM é colocado numa posição concêntrica em relação à luneta do teodolito e é, nos instrumentos mais recentes, incorporado na própria luneta, formando um único bloco. Até há bem pouco tempo, era frequente o EDM ser acoplado à luneta, o que permitia o seu uso quer nos teodolitos eletrónicos quer nos teodolitos óticos, formando assim, uma estação total semi-eletrónica. Para se fazer a medição é necessário posicionar a estação total num local livre de obstáculos e visar o prisma. O prisma fica sobre um bastão metálico e deve ser colocado devidamente nivelado sobre o ponto que se quer medir. A estação total emite um feixe de laser que reflete no prisma e retorna ao equipamento. Pelo tempo de resposta e o ângulo de rotação da luneta da estação o computador interno calcula os ângulos e distâncias, armazenando os pontos na memória interna. Após estarem todos os pontos levantados, basta exportar os dados através de um software num computador e tratar os dados. Neste estágio foi utilizada uma estação total Sokkia (Set 2030R3) com um prisma de 30mm de offset e um bastão extensível, da mesma marca da estação (figura6). A estação total Sokkia Set 2030R3, tem como caraterísticas do telescópio um aumento de 30 vezes, um campo de visão de 1° 30’, foco mínimo de 1,3m. O seu método de medição na horizontal pode ser selecionável no sentido horário ou anti-horário, na vertical a inclinação da luneta pode ser descrita em percentagem, tendo ainda um compensador automático de eixo duplo, sensor líquido de nivelamento dos eixos, alcance de trabalho ±3’ e a colimação ON/OFF selecionável. O tempo de medição da estação total é de 0.5 s ou menos. A medição de distância ou medição eletro-óptica (EDM) tem uma saída Laser que sem prisma é de classe 2 (máx. 0.99 mili-watt) e com prisma é de classe 1 (máx. 0.22 miliwatt). As unidades lineares possíveis de selecionar são: metros, pés e polegadas. O alcance do EDM sem prisma (distância inclinada) vai de 0.3m a 200m (superfície branca, 90% reflexivo) e com prisma de 1.3m a 4.000 m. Este equipamento em medições rápidas sem prisma, de 0.3m a 200m tem uma precisão (D = medida da distancia, unidade em mm) de ± (6 + 2 ppm x D) milímetros e de 200m a 350m tem uma precisão de ± (8 + 10 ppm x D) milímetros.. 12.
(31) Em medições finas sem prisma de 0.3m a 200m tem uma precisão de ± (3 + 2 ppm x D) milímetros e de 200m a 350m tem uma precisão de ± (5 + 10 ppm x D) milímetros. Com prisma, em medições rápidas tem uma precisão de ± (5 + 2ppm x D) milímetros e em medição fina, tem uma precisão de ± (2 + 2ppm x D) milímetros. A exportação dos dados é efetuada em dois formatos, o TXT que consiste num ficheiro texto em que os dados obtidos em campo veem divididos em cinco parâmetros pela seguinte ordem, número do ponto, P (northing), M (easting), Z (point elevation) e descrição. O formato FBK, que consiste num formato de união automática de pontos. Em campo, escreve-se a letra b (begin) no início do código (tabela 1), com isso todos os pontos com este código apareceram unidos (todos os pontos formam uma polilinha). No capítulo III.2 vai ser mostrado como importar este tipo de ficheiros e o seu aspeto.. Figura 6 - Bastão com Prisma / Estação Total. 2.2 GPS (Global Position System) O GPS baseia-se na medição de distâncias que liga o recetor aos satélites, sendo a posição que estes ocupam no espaço conhecida na medida em que é difundida por uma mensagem de navegação. Ou seja, os satélites funcionam como pontos de referência rigorosos para determinação das nossas coordenadas. O conceito básico do sistema GPS é muito simples, baseando-se na medição de diferenças de tempo entre o recetor e um conjunto de satélites (pelo menos quatro). Ao considerarmos um satélite no centro de uma esfera, o recetor pode encontra-se num ponto à superfície da esfera, sendo o raio dessa esfera a distância do satélite ao recetor. Com um segundo satélite no centro de outra esfera e essa segunda esfera intersetando a primeira, 13.
(32) o recetor pode agora encontrar-se em qualquer ponto da linha de interseção das duas esferas, como o terceiro no centro de uma esfera também o recetor pode encontrar-se em dois pontos da linha de interceção anterior, para decidir qual dos pontos é a posição do recetor, utiliza-se um quarto satélite, mas normalmente um desses pontos é inutilizado pois está demasiado afastado da terra. Este é o princípio básico do funcionamento do GPS, ou seja, utiliza satélites como pontos de referência para obter qualquer posição sobre a Terra por trilateração. O GPS utilizado neste estágio é um Trimble R8 capaz de captar sistemas de satélite, GPS, GLONASS, GALILEO, Compass Beidou BEIDOU, e QZSS, o GPS, é constituído por uma base um rover e duas cadernetas. Como foi feita uma calibração prévia para o conselho de Sever do Vouga, para os levantamentos efetuados apenas houve necessidade de utilizar o rover e uma caderneta. Todos os levantamentos realizados com o GPS vêm com coordenadas no sistema de referência europeu, ETRS 89. A exportação dos dados é efetuada em dois formatos, o TXT que consiste num ficheiro texto e o formato FBK, que consiste num formato de união automática de pontos. Figura 7 - GPS / Caderneta. 14.
(33) Capítulo III Metodologia de Trabalho 1 Trabalho de Campo Os levantamentos realizados são georreferenciados no sistema de coordenadas ETRS89. Para tal, utiliza-se o GPS Trimble R8 que obtém coordenadas em tempo real em campo, uma estação total Sokkia (Set 2030R3). Seguidamente, explica-se a metodologia utilizada para a criação de um trabalho.. 1.1 Menus da Estação total A estação total Sokkia (Set 2030R3) vem equipada com dois displays, sendo cada um deles constituído por um ecrã, setas direcionais e teclado alfanumérico com se pode ver na figura 8.. Figura 8 - Display Sokkia. 15.
(34) Após se estacionar a estação total Sokkia (Set 203R3) num ponto de coordenadas conhecidas, começa-se por se criar um novo trabalho (figura 8), selecionando-se “Trb” e clicando-se em “Enter”.. Figura 9 - Criar Trabalho. No menu “Criar Trb”, dá-se o nome ao trabalho, introduz-se o fator escala (caso necessário) e ativam-se as correções: atmosférica, da esfericidade terrestre e do nível do mar (caso necessário) como ilustra a figura 9.. Figura 10- Introdução de Coordenadas. No seguimento, seleciona-se a introdução de coordenadas para se inserir as coordenadas dos pontos utilizados para a orientação do trabalho (figura 10, esquerda), inserindo-se o número do ponto, a coordenada M, coordenada P, a cota e o código 21 (código de ponto. 16.
(35) estação) repetindo-se a operação para os pontos necessários à orientação como se pode visualizar na figura 10 à direita.. Figura 11-Menu de Levantamento. No menu que surge de seguida, seleciona o tipo de trabalho que se pretende realizar, na duração deste estágio foram realizados apenas levantamentos, selecionando-se “levantamento”.. Figura 12 - Orientação. Em seguida a estação pede para se inserir o número do ponto estação, as coordenadas M e P do ponto estação, a altura do instrumento e o código do ponto (figura 12, esquerda). No menu “Confirme Orientação”, que surge de seguida, introduz-se o número do ponto estação e o número do ponto utilizado para a orientação (figura 12, direita).. 17.
(36) Para finalizar observa-se o ponto de orientação (figura 13, esquerda).. Figura 13 - Iniciar Levantamento. Com o trabalho orientado, começa-se o levantamento inserindo-se o código do ponto que se vai observar e a altura do prisma, em seguida clica-se em F1 (LER) e o ponto fica registado.. 18.
(37) 1.2 Menus do GPS O recetor GPS Trimble R8 utilizado durante o estágio é um recetor configurado para RTK que obtém o posicionamento relativo cinemático em tempo real, chamado de Real Time Kinematic, uma técnica que vem evoluindo rapidamente e que permite ao operador obter informações, diretamente no campo, sem a necessidade de pós-processamento, e atingir uma posição centimétrica. A partir da montagem do bastão, acopla-se o rover e a caderneta, ligando-se de seguida ambos os aparelhos e esperasse que seja efetuada a ligação Bluetooth entre eles. Em seguida dá-se início ao trabalho com o GPS. Em primeiro lugar é necessário ligar-se à internet (figura 14, direita), pois só desta forma o aparelho efetua a leitura.. Figura 14 - Criar Trabalho. Com o GPS ligado à internet, cria-se um novo trabalho atribuindo-lhe um nome e especificando o sistema da referência onde vai trabalhar (figura 15, esquerda).. Figura 15 - Criação de Trabalho. 19.
(38) Com o trabalho criado, dá-se início às medições. Para isso, no menu “medir”, clica-se em “medir pontos” e visualiza-se uma janela de ligação à ReNEP (serviço público de geoposicionamento prestado pela DGT que, no âmbito das suas atribuições de manutenção do Referencial Geodésico Nacional, disponibiliza aos utilizadores de equipamentos GPS dados que facultam a determinação de coordenadas geográficas com precisão melhor que 10 cm) selecionando-se a antena mais próxima (figura15, direita).. Figura 16 - Tolerâncias. Após a ligação ser iniciada, inserem-se as tolerâncias (margem de erro aceite para o registo de pontos) pretendidas para o trabalho, dando-se início ao levantamento (figura 16).. 20.
(39) 2 Trabalho de Gabinete Após finalizado o trabalho de campo, dá-se início ao tratamento de dados em gabinete. Os dados podem ser exportados em dois formatos, TXT ou FBK. Após a exportação dos dados do aparelho (estação total ou GPS), importa-se os dados para o Autocad Civil 3D 2013.. 2.1 Importação de dados TXT O formato TXT consiste num ficheiro de texto onde os pontos se apresentam de uma forma pré-definida pelo aparelho utilizado. Cada ponto vem representado por: numero, M, P, Z, código e descrição. Para dar início à importação de dados no formato TXT, clica-se em points from file que se encontra no separador insert do menu bar, (figura 17).. Figura 17 - Importação TXT. Consequentemente ao último passo, obtém-se uma janela de importação, para que seja inserido no programa o ficheiro TXT com o objetivo de obter uma nuvem de pontos (figura 18).. 21.
(40) Figura 18 - Importação TXT. Seguidamente, em point file format, seleciona-se o formato em que o ficheiro de pontos se encontra, neste caso, os pontos apresentam-se no formato: número do ponto, P, M, Z e descrição no ficheiro de texto (NPMZD) (figura 19).. Figura 19 - Importação TXT. Concluindo estes passos, obtém-se a nuvem de pontos do trabalho realizado em campo. A nuvem obtida, representa todos os pontos levantados em campo, pontos referentes à topografia do terreno, ao edificado e a outros objetos.. 2.2 Importação de dados FBK (Field Book File) O formato FBK, consiste num formato de união automática de pontos. Este formato trabalha com base em códigos numéricos unindo todos os pontos com o mesmo número 22.
(41) (tabela 1). Para se dar inicio à importação do ficheiro no formato FBK, clica-se em import survey data (figura 20).. Figura 20 - Importação FBK. Em seguida, na janela de importação, cria-se uma base de trabalho, (figura 21), que consiste na criação de um ficheiro primário (sem informação) apenas com o nome geral do trabalho, uma vez que de seguida se podem adicionar vários nomes para os desenhos adicionados.. Figura 21 - Importação FBK. Continuando o processo, seleciona-se o ficheiro FBK pretendido, que pressupõe a recolha dos pontos obtidos em campo (figura 22). 23.
(42) Figura 22 - Importação FBK. Assim, selecionado o ficheiro pretendido (FBK) cria-se um network, que consiste numa rede de pontos para cada ficheiro inserido dentro do ficheiro primário (todos os ficheiros inseridos no database necessitam de um network diferente para não haver conflitos entre desenhos inseridos), figura 23.. Figura 23 - Importação FBK. Após estes passos obtém-se um desenho de linhas em bloco do local onde incidiu o levantamento. Assim para se começar a trabalhar sob o desenho deve-se editar o bloco (explode) para se poder começar a trabalhar sobre o mesmo.. 24.
(43) Capítulo IV Trabalhos Realizados 1 - Levantamento de Áreas, AGIM (Sanfins) Este trabalho, solicitado pela AGIM (Associação para a Gestão, Inovação e Modernização do Centro Urbano de Sever do Vouga), no âmbito das bolsas de terrenos para plantação de Mirtilo. O trabalho foi desenvolvido em três fases, na primeira fase foi feito o reconhecimento do terreno, de modo a se saber as extremas e que equipamento seria mais adequado para o levantamento, em seguida realizou-se o levantamento das áreas, na terceira fase foi executada todo o trabalho de gabinete.. 1.1 – Objetivos do trabalho Com este trabalho pretende-se obter a medição da área dos dois terrenos. De modo a obter as áreas exatas dos mesmos e auxiliar trabalhos posteriores para obtenção do número de plantas por terreno, sistema de rega necessário, entre outros pormenores relativos à plantação.. Figura 24 - Áreas de Trabalho. 25.
(44) 1.2 – Metodologia para a realização do trabalho 1.2.1 – Trabalho de campo Começou-se por fazer um reconhecimento da zona onde seria realizado o levantamento, de forma a saber a área onde iria incidir o levantamento, assim como o equipamento mais adequado à realização do levantamento. Como os terrenos se encontravam desflorestados, utilizou-se o GPS Trimble R8, recorrendo à metodologia enunciada no capítulo III.1.2 para dar início ao trabalho. O levantamento de pormenor decorreu ao longo de um dia.. Figura 25 - Terrenos. 1.2.2 – Trabalho de gabinete Terminado o trabalho de campo, deu-se início ao trabalho de gabinete com a transferência de dados em formato FBK do GPS, para o computador. O tratamento de dados fez-se no programa AutoCad 2013. Ao importar os dados em FBK (capítulo III.2.2) obtém-se um desenho de linhas (figura 26).. Figura 26 - Desenho FBK. 26.
(45) De seguida, edita-se o bloco comando explode e obtém-se o desenho com as linhas nos respetivos layers (figura 27).. Figura 27 - Explode FBK. Após a obtenção do desenho de linhas, inserem-se os pontos obtidos em campo. Para isso, no separador toolspace, no icon network do desenho, clica-se no botão do lado direito e seleciona-se points, insert into drawing (figura 28) para por fim se obter os pontos levantados em campo.. Figura 28 - Inserir Pontos. 27.
(46) Assim, como mostra a figura 29, os pontos obtidos juntamente com o desenho de linhas formam os limites do terreno.. Figura 29 - Pontos do desenho. A partir do desenho anterior, com recurso a anotações obtidas em campo (largura de caminhos, posicionamento de edifícios,…), conclui-se o desenho do levantamento de pormenor. Como podemos verificar na figura 30 é possível visualizar os limites do terreno e os caminhos de acesso.. Figura 30 - Desenho Terreno 1. 28.
(47) Seguidamente calcula-se a área do terreno, para isso, utiliza-se o polígono que delimita o terreno e no separador parcels, clica-se me creat parcels obtendo-se a área do polígono (figura 31).. Figura 31 - Área. No separador toolspace, cria-se um novo network para o terreno número dois, repetindose todos os procedimentos ateriores.. Figura 32 - Terreno 2 área. A figura 32, ilustra a planta final do terreno número dois onde se pode visualizar o levantamento de pormenor (taludes, limites e caminhos de acesso) assim como a área e perímetro. No anexo 1, folha 1 e 2, pode-se constatar as plantas de áreas dos dois terrenos. 29.
(48) 2 - Implantação, Muro de Suporte (Talhadas) Este trabalho, solicitado pela Junta de Freguesia de Talhadas, desenvolveu-se em duas fases. Na primeira fase, fez-se o reconhecimento do terreno juntamento com o levantamento e na segunda fase executou-se todo o trabalho de gabinete.. 2.1 – Objetivos do trabalho Este trabalho tem como objetivo realizar um alinhamento e posterior piquetagem de pontos em terreno para a construção de um muro de suporte para o caminho municipal.. Figura 33 - Foto Alinhamento. 2.2 – Metodologia para a realização do trabalho 2.2.1 – Trabalho de campo Este trabalho foi realizado com o aparelho GPS onde foram levantados os objetos relevantes da área em estudo. Para a criação do trabalho e respetivo levantamento foi utilizada a metodologia descrita no capítulo III.1.2.. Figura 34 - Área de Trabalho. 30.
(49) 2.2.2 – Trabalho de gabinete Após o trabalho de campo finalizado, dá-se início ao trabalho de gabinete. Primeiramente importam-se os dados FBK para o Autocad utilizando a metodologia descrita no capítulo III.2.2, obtendo-se o desenho de linhas em bloco do levantamento (figura 35).. Figura 35 - Desenho FBK. Posteriormente, edita-se o bloco (explode), obtendo-se o desenho com as linhas nos respetivos layers (figura 36).. Figura 36 - Explode do desenho. 31.
(50) Em seguida, inserem-se os pontos obtidos em campo. Para isso, no separador tollspace, seleciona-se o network criado, e clica-se em insert into drawing (figura 37) para se obter os pontos recolhidos em campo.. Figura 37 - Inserir pontos. Assim, como ilustra a figura 38, os pontos obtidos juntamente com o desenho de linhas formam a área de trabalho simultaneamente com os restantes objetos.. Figura 38 - Desenho com pontos. 32.
(51) A partir do desenho anterior, conclui-se o desenho do levantamento de pormenor. Como podemos verificar na figura 39 é possível visualizar os limites do terreno, os taludes, o caminho municipal e os restantes objetes.. Figura 39 - Desenho final. Posteriormente, desenha-se o alinhamento do muro (recorrendo-se ao comando poline). Inserem-se os pontos (equidistante de 2.5 metros) sob o alinhamento do muro e cria-se um grupo de pontos apenas para os respetivos pontos. Mais tarde, os pontos servirão para a piquetagem como se pode ver figura 40.. Figura 40 - Alinhamento de Muro. 33.
(52) No separador points, clica-se em add table, e seleciona-se o grupo de ponto recém-criado como podemos verificar na figura 41.. Figura 41 - Tabela de pontos. Com este procedimento, obtém-se uma tabela (figura 42) com as coordenadas dos pontos do alinhamento, que posteriormente serão inseridas no GPS para implantação.. Figura 42 - Tabela de Pontos de Implantação. O resultado final da planta geral juntamento com a tabela de implantação é visível no anexo 2, folha1. 34.
(53) 3 - Requalificação da Rua Constantino (Pessegueiro) Este trabalho, compreende duas fases. A primeira realizada em campo, onde foi realizado o reconhecimento do terreno assim como o levantamento topográfico. A segunda fase, realidade em gabinete, fazendo-se o estudo para a requalificação da Rua Constantino (via representada a vermelho na figura 43).. 3.1 – Objetivos do trabalho Com a realização deste trabalho pretendesse fazer o estudo do melhor traçado para a requalificação do troço da rua Constantino, que se encontra de momento em terra batida. A rua Constantino, encontra-se “separada” por um troço com 216 metros de terra batida. Este trabalho, tem como objetivo fazer um estudo para unir ambas as partes pavimentadas desta rua.. Figura 43 - Rua Constantino. 35.
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