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Academic year: 2021

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TÍTULO: ESTUDO DE INFRAESTRUTURA VERDE PARA O BAIRRO PONTAL SANTAMARINA EM CARAGUATATUBA-SP

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO

CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS E APLICADAS

ÁREA:

SUBÁREA: Arquitetura e Urbanismo

SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO(ÕES): CENTRO UNIVERSITÁRIO MÓDULO - MÓDULO

INSTITUIÇÃO(ÕES):

AUTOR(ES): TATIELLE MAYARA ARAUJO DOS SANTOS

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): LUCAS MARTINS DE OLIVEIRA, ROSANA BUOGO

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1 RESUMO

Este trabalho desenvolveu uma análise sobre as relações entre as águas pluviais e um fragmento da cidade, procurando identificar as potencialidades e as repercussões no cotidiano da população de Caraguatatuba, cidade de médio porte localizada no litoral do Estado de São Paulo. Norteado pela a ideia de bacia hidrográfica como unidade territorial e de projeto, almejou-se ser possível o estabelecimento de estratégias de infraestrutura verde em cursos d’água pertencentes à bacia hidrográfica do rio Juqueriquerê, resultando em melhorias para o bem-estar socioambiental, além de outros benefícios relevantes para a sociedade. A pesquisa enfatiza a relação entre infraestrutura verde e a promoção de sociabilidade em um sistema de espaços livres: um potencial diálogo entre processos naturais e processos urbanos, apresentando diretrizes de projeto paisagístico urbano. O relatório está estruturado em quatro partes: a primeira trata do histórico de ocupação urbana da bacia hidrográfica estudada, identificando o processo de construção da forma urbana e da relação o entre os cursos d’agua e a cidade; a segunda parte discorre sobre o momento em que se iniciou a inserção de questões socioambientais no planejamento da referida cidade, a terceira uma leitura a cerca das potencialidades de instalação de infraestrutura verde, procurando avaliar diferentes qualidades espaciais; a quarta parte apresenta as considerações finais sobre o tema.

INTRODUÇÃO

Destaca-se nessa pesquisa a ideia de bacia hidrográfica como unidade territorial e de projeto, e assim, buscou-se uma leitura do processo de expansão da cidade de Caraguatatuba, associando conceitos como Sistemas de Espaços Livres e Infraestrutura Verde. Observando o crescimento territorial da cidade é possível identificar a predominância da chamada infraestrutura cinza, como soluções para os problemas urbanos decorrentes do crescimento acelerados das cidades. Esse histórico contribuiu para a determinação de relações conflituosas entre cursos hídricos e cotidianos urbanos e não difere da maior parte das cidades brasileiras. No entanto e possível observar potenciais paisagísticos no espaço urbano da cidade. Ressalta-se a importância do estudo dessa perspectiva em cidades médias

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2 litorâneas, cuja escala e a forma urbana, ainda possibilita a implantação das infraestruturas, ampliando seu projeto na direção das chamadas infraestruturas verdes e compreendendo com maior abrangência os processos naturais e sua relação com a forma urbana.

OBJETIVO

O objetivo geral da pesquisa foi entender a configuração da rede de infraestrutura verde do Bairro Pontal Santamarina e como suas funções, quais sejam, abastecimento de água, tratamento de águas pluviais, a melhoria do microclima e o sequestro de carbono, podem ser otimizadas por meio de projetos de readequação paisagística desta rede.

METODOLOGIA

A primeira fase da pesquisa foi composta pela busca por informações, que se caracterizaram pela revisão bibliográfica e pelo levantamento de dados disponíveis. A revisão bibliográfica objetivou uma compreensão geral das lógicas de produção da paisagem das cidades brasileiras (especialmente litorâneas de porte médio), o papel da gestão pública e os conflitos de interesses sociais observados. O levantamento de dados visou verificar a disponibilidade de informações sobre o objeto de estudo e se realizou junto aos setores da administração municipal responsáveis pelo planejamento urbano, obras públicas, meio-ambiente e arquivos públicos. Buscou-se analisar mapas cadastrais, fotos históricas, fotos aéreas, acervo de projetos de loteamentos e espaços livres públicos urbanos, legislação urbanística, bem como outros documentos que enriqueceram a pesquisa. A segunda fase da pesquisa consistiu nos levantamentos feitos in loco. Foram identificados elementos significativos do sistema e, sobre estes, foram analisados seus aspectos qualitativos de projeto (funcionais, estéticos e ambientais), as relações sociais e físicas, as manifestações de apropriação cotidiana pela população e as potencialidades latentes de qualificação da infraestrutura verde.

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3 O Município de Caraguatatuba está localizado no Litoral Norte, entre o Oceano Atlântico e a Serra do Mar, onde nascem os principais rios que deságuam nas praias e onde se situa o Parque Estadual da Serra do Mar. A cidade ocupa uma área de 485,097 km², sendo que a maior parte dela esta inserida em uma unidade de conservação. Estima-se uma população de 119.625 habitantes (IBGE, 2018). A cidade apresenta aspectos ambientais relevantes como O Parque Estadual da Serra do Mar (PESM), o Parque Natural Municipal do Juqueriquerê localizado as margens do Rio Juqueriquerê, O Grande Parque Ecológico e Turístico de Caraguatatuba. E um riquíssimo bioma marinho, esses atributos caracterizam Caraguatatuba como uma cidade rica em diversidade ambiental.

Segundo Comitê de Bacias Hidrográficas (2013, p.4), o município de Caraguatatuba está inserido nas sub-bacias hidrográficas, constituídas pelos rios Tabatinga, Mococa, Massaguaçu/Bacuí, Guaxinduba, Santo Antônio, Juqueriquerê. A bacia hidrográfica do rio Juqueriquerê e a maior e mais urbanizada da cidade de Caraguatatuba com área equivalente 419,36 km² e extensão de 135,25 km. Entre os principais rios contribuintes estão: Camburu, Pau D’Alho, Pirassununga, Claro e Perequê, que a sua jusante formam o Rio Juqueriquerê (Boulomytis et al, 2015) (Figura 1). Outra boa parte da macha urbana esta localizada nas demais bacias hidrográficas pertencentes à cidade.

Figura 1: Rios contribuintes da bacia hidrográfica do rio Juqueriquerê, Caraguatatuba, SP. Fonte: Adaptado de PETROBRAS (2006).

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4 O processo de ocupação da cidade se deu, em grande parte, na bacia do rio Juqueriquerê. Nos livros Exploração do Rio Juqueriquerê (1919) e Uma Fazenda Inglesa no Universo Caiçara (2012) mostram essa relação, na qual o rio era explorado por seus habitantes, usado tanto para o lazer como para comércio, sendo fonte de sustento de famílias e camponeses locais. Atualmente essa relação evidencia um processo de canalização dos principais córregos, tornando assim a infraestrutura cinza comum na cidade, acompanhado à tendência nacional em priorizar o fluxo de automóveis na construção do espaço urbano. Maitê Bueno Pinheiro enfatiza esse crescimento da infraestrutura cinza nas cidades.

A relação entre as cidades e os recursos hídricos, progrediu de maneira conflitante à medida que o crescimento urbano se acentuou na segunda metade do século XX, resultando em paisagens ambientalmente degradadas pela ocupação de margens e várzeas, canalização e poluição dos corpos hídricos (PINHEIRO, 2017).

Nas décadas de 1970, 1980 e 1990, Caraguatatuba obteve um crescimento populacional acelerado em toda área central e de núcleos dispersos ao Norte, e na direção sul da cidade. Expande-se também a ocupação em direção às áreas mais próximas das escarpas da Serra do Mar e, ainda, o crescimento desordenado de encostas de morros e de áreas ribeirinhas, produzindo assentamentos precários em áreas de riscos. (Instituto Pólis, 2012). O crescimento desordena da cidade acentuou os problemas resultantes da interferência do ciclo hidrológico das sub-bacias da cidade de Caraguatatuba, tendo em vista a impermeabilização das encostas, canalização dos seus córregos confinamento de cursos d’água. As enchentes permaneceram no cotidiano da cidade nos períodos chuvosos.

A regulação do ordenamento territorial de Caraguatatuba foi determinada por diversas leis municipais, especialmente pela Lei Orgânica (1990) e pelo Plano Diretor do Município. O Plano Diretor de Caraguatatuba é bastante recente, foi aprovado em 24 de Novembro de 2011, revisado em 20 de Abril de 2018. Estabelece inúmeras regras e princípios acerca do ordenamento territorial, constituindo-se, como o principal instrumento da política urbana municipal. O Plano Integrado de Saneamento Básico do município de Caraguatatuba foi elaborado tendo como objetivo básico a universalização dos serviços de saneamento básico, ou seja, possibilitar a toda sua população acesso aos sistemas de abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e manejo dos resíduos sólidos urbanos

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5 e, por fim, aos serviços de drenagem e manejo das águas pluviais urbanas (Plano Municipal de Saneamento Básico, 2014).

Devido ao crescimento desordenado da macha urbana, foi necessário a implementação dessas políticas urbanas e ambientais que visam patrocinar mudanças. O Plano Diretor de 2011 criou zonas de amortecimento, de preservações permanentes e turísticas ecológicas no entorno do PESM - Parque Estadual da Serra do Mar buscando a sua preservação. Outra medida adotada foi à criação de zonas de proteção ambiental ao longo das principais bacias hidrográficas do município. (Instituto Pólis, 2012).

Quanto ao tecido urbano formal da região do bairro Pontal Santamarina, onde estão localizados os cursos d’água em estudo, são indicadas como áreas de ocupação induzida. Essa medida visa induzir a expansão urbana para terrenos já urbanizados, antes de promover a ocupação de novas áreas, evitando atingirem os limites do PESM. Por outro lado, isso implica na necessidade de diretrizes que orientem a ocupação desses vazios de acordo com um modelo sustentável. À medida que se intensifica esse adensamento da ocupação urbana no entorno dos córregos, pode-se reduzir as possibilidades de implantação de projetos de um sistema de espaços livres que priorizem os cursos d’agua e mitigue os problemas de enchentes e poluição dos recursos hídricos.

A revisão do plano diretor Lei Complementar n° 73, de 20 de Abril de 2018, visa buscar diretrizes para áreas de espação da cidade, buscando planos e projetos estratégicos para o melhor desenvolvimento da cidade. Novas zonas foram criadas, evitando assim atingir áreas de preservação permanente, buscando proteger o ecossistema local. (Lei Complementar 73, de 20 de Abril de 2018).

As informações contextuais apresentadas mostram que a demora na implantação do Plano Diretor de 2011 resultou em uma série de ações que contribuíram para a construção da forma urbana de Caraguatatuba, em uma relação conflituosa entre cotidiano urbano e os cursos d’água. Busca-se mostrar as potencialidades ainda existentes na sub-bacia do Rio Juqueriquerê para se pensar um possível projeto de infraestrutura verde, que contribua para o equilíbrio ambiental no contexto urbano.

O termo “infraestrutura verde” surgiu em 1994, em um relatório da Comissão de Greenways da Flórida, definindo que nossos sistemas naturais são componentes da nossa infraestrutura e considerados tão importante quanto os demais. (BONZI,

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6 2017, p. 15). Cormier e Pellegrino (2008, p.128) explicam que a infraestrutura verde é “uma maneira de reconhecer e aproveitar os serviços que a natureza pode realizar no ambiente urbano”.

Se observarmos bem este conceito vê-se que está ligado diretamente a outro conceito, o de “sistemas de espaços livres”, sua definição são todas as expansões, livres de edificação, ou livre de urbanização. Desta forma quaisquer espaços abertos não abrigados por coberturas edificadas se constituem espaços livres e são, ou deveriam ser objeto de paisagismo (QUEIROGA, 2012). Esses conceitos juntos contribuem para a continuidade dos processos naturais dentro da cidade, visando à conectividade entre áreas permeáveis com locais com maior massa arbórea e biodiversidade.

RESULTADOS

Assim, no primeiro momento a estratégia foi buscar caracterizar esses espaços livres no Bairro, mapeando, e assim, construindo uma rede em potencial de Sistema de Espaços Livres. Num segundo momento, buscou-se informações sobre infraestrutura verde e possíveis estratégias, elegendo os lugares que poderiam receber as técnicas concernentes à infraestrutura verde.

Os córregos em estudo pertencem à bacia hidrográfica do rio Juqueriquerê, esta localizada no bairro Pontal Santamarina. Aparecem retificados ou canalizados, em alguns trechos de passagem tamponados, sendo um desses um dos grandes pontos de alagamento da cidade. O Plano Municipal de Saneamento Básico do Município de 2014, que busca medidas para solucionar o problema de enchentes, versa somente sobre estratégias vinculadas como limpeza dos cursos d’água, barreiras de contenções como piscinões e canalização dos córregos. A execução desses projetos se limita a intervenções que buscam resultados mais imediatos e simplificadores. Ainda, esse tipo de obra acarreta problemas de desequilíbrio dos cursos hídricos da cidade. A figura 2 indica os pontos suscetíveis a alagamentos, demarcados de acordo com informação oficiais da Prefeitura do município e fotos da Associação de Moradores do Bairro em estudo.

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7 A partir da identificação de áreas suscetíveis a enchentes e das características da ocupação urbana desses locais é possível elencar espaços onde potencialmente podem ser inclusos elementos de infraestrutura verde. Os córregos em estudo são áreas de várzea, ou seja, na maior parte do tempo não apresenta muito fluxo de água, porém, quando o rio enche, o fluxo de intensifica. O crescimento desordenado do bairro próximo a esses cursos d’agua favorece, num período de cheia, seu alagamento, acarretando imensos prejuízos.

O Bairro Pontal Santamarina está em constante expansão e, segundo o mapa do Plano Diretor, é possível perceber que as regiões centrais e sul do município são os principais vetores de expansão. Na medida em que a ocupação urbana vai se adensando no entorno dos cursos d’água, pode em longo prazo trazer problemas de enchentes e poluição dos recursos hídricos. E preciso buscar diretrizes que orientem a ocupação desses vazios de acordo com um modelo sustentável. Na área existem algumas áreas públicas, espaços livres que podem vir a participar do mosaico a ser proposto, porém os córregos não estão resguardados por Áreas de Proteção Ambiental, o que dificulta sua proteção. Diante dessas características, indicam-se aqui algumas possibilidades de implantação de infraestrutura verde:

Figura 2: À esquerda: pontos suscetíveis a enchentes. Esquematização elaborada a partir de base do Google Earth, 2018. À direita: 1 – Alagamento na região de encontro do Córrego 2 com a Rua Francisco

Garrido. 2 – Alagamento Av. Eder Silva Rodrigues Alves. 3 – Alagamento da Rua Francisco Garrido. Fontes: Arquivo Pessoal Sociedade Amigos de Bairro do Pontal de Santamarina, 2017.

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8 Parque Linear: proposta para o córrego da Rua Francisco Garrido, além de repor a mata ciliar nativa ao local, transformará o local em um espaço de lazer para os moradores.

Biovaletas: são depressões lineares preenchidas com vegetação, solo e demais elementos filtrantes, que processam uma limpeza da água da chuva, ao mesmo tempo em que aumentam seu tempo de escoamento, dirigindo este para os jardins de chuva ou sistemas convencionais de retenção e detenção das águas (Comier e Pellegrino, 2008). Sua aplicação será ao lado dos córregos, sendo um sistema de apoio que recebe a água que extravasa das ruas durante precipitações extremas ou mais prolongadas.

Corredores verdes: para os demais córregos, propõe-se o tratamento preferencialmente arbóreo para se tornarem corredores verdes; as ruas e avenidas locais necessitam ter as calçadas alargadas para a implantação de arborização. Com o aumento da permeabilidade e arborização dessas vias, haverá uma redução do escoamento de água até os córregos, contribuindo assim na mitigação de enchentes. A presença de vegetação ao longo das vias traz melhorias ao microclima local, tornando mais agradável o percurso por esses espaços.

Jardim de Chuvas: trata-se de um jardim rebaixado que recebe as águas do escoamento superficial das áreas próximas a fim de infiltrá-las. Por serem vegetados, colaboram com a limpeza da poluição difusa que é carregada pelas águas da chuva (Bonzi, 2008). Sua aplicação será nas avenidas dos córregos em estudo e nas demais ruas do bairro, melhorando assim a drenagem dessas áreas.

Mobilidade: os quatro pontos anteriores devem ser acompanhados de medidas para a melhoria do transporte coletivo e não motorizado, para que a redução da dimensão das vias em benefício dos pedestres e ciclistas não prejudique a mobilidade urbana.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Considera-se fundamental, além dos esforços dos gestores públicos, também da própria população para que um projeto de infraestrutura verde se torne eficiente no Bairro em estudo. Considera-se necessário esse apoio entre cidade e população para construir um processo participativo na construção da cidade, tendo papel essencial nos elementos e processos naturais no cotidiano urbano.

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9 A infraestrutura cinza, representada pelos canais, pelas vias impermeabilizadas e galerias subterrâneas de drenagem do sistema hídrico, além de potencializa os problemas urbanos, trazendo o desequilíbrio do ecossistema, promove também esse distanciamento entre a população e cursos d’agua. Pela facilidade de aplicação dessa infraestrutura, traz ao cotidiano a percepção de que não é necessário essa conexão do homem com a natureza e os recursos hídricos.

Diante do repetitivo flagelo das inundações e alagamentos nas cidades, essa ação integrada pode vir a aliviar os seus efeitos na vida dos moradores. Mas, para isso, é preciso parar de errar com a expansão da macha urbana sobre áreas sensíveis e combater a cultura da impermeabilização do solo (PELEGRINO, 2017, p. 39).

Acredita-se na busca por melhores práticas de manejo dos cursos d’água que melhorem as funções da paisagem natural nos espaços construídos. Assim, diminuindo os problemas do cotidiano urbano, proporcionando uma melhor integração do homem com natureza.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BONZI, Ramón Stock. Andar sobre Água Preta: a aplicação da Infraestrutura Verde em áreas densamente urbanizadas. Tese mestrado. FAU-USP. São Paulo, 2015.

BOULOMYTIS, VASSILIKI T.G., SANTANA, M. F., COSTA, LUCAS S.D., SANTOS, A. P. Metodologia de apoio aos gestores urbanos para o mapeamento de inundações: caso da Baia do Rio Juqueriquerê - Caraguatatuba/SP. Caminhos da Geografia. Uberlândia- MG. 2015.

BRASIL. Lei Complementar n° 24, de 24 de Novembro de 2014, PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO BASICO DO MUNCÍPIO DE CARAGUATATUBA. Aprovada em Câmara Municipal de Caraguatatuba, Caraguatatuba, SP.

BRASIL. Lei Complementar n° 42, de 24 de Novembro de 2011, PLANO DIRETOR. Aprovada em Câmara Municipal de Caraguatatuba, Caraguatatuba, SP.

COMIER, Nathaniel; PELLEGRINO, Paulo. Infra-estrutura Verde: uma estratégia paisagística para água urbana. Paisagem e Ambiente. N. 25. São Paulo: FAU-USP, 2008.

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10 COMITE DE BACIAS HIDROGRÁFICAS DO LITORAL NORTE – CBH. Plano de Aplicação das Redes de Monitoramento das Bacias Hidrográficas do Litoral Norte. Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte / FEHIDRO. UBATUBA. SP. 2013.60p.

COMITE DE BACIAS HIDROGRÁFICAS DO LITORAL NORTE – CBH. Relatório Técnico CBH-LN: Disponibilidade Hídrica das Bacias Hidrográficas do Litoral Norte (UGRHI 03). Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Norte / FEHIDRO. UBATUBA. SP. 2014.6p.

INSTITUTO PÓLIS, Convênio Petrobras. Diagnóstico Urbano Socioambiental – Município de Caraguatatuba. São Paulo. 2013.505p.

KOK, Gloria. Uma Fazenda Inglesa No Universo Caiçara. 1º. Ed. Caraguatatuba-SP: Editora Neotropica, 2012.

LIMA, Maria Cecilia P. B.; SCHENK, Luciana. Bongiovanni M. Estudo de Infraestrutura Verde na Bacia Hidrográfica do Córrego Monjolinho - São Carlos -SP. Revista LABVERDE. V.9. Nº1 – FAUUSP – São Paulo, 2018.

PELLEGRINO, Paulo; MOURA, Newton B.(Orgs.). Estratégia Para uma infraestrutura verde: 1º. Ed. São Paulo: Editora Manole, 2017.

PINHEIRO, Maitê Bueno. Plantas para Infraestrutura Verde e o Papel da Vegetação no Tratamento das Águas Urbanas de São Paulo: Identificação de Critérios para Seleção de Espécies. Tese Mestrado. FAU-USP. São Paulo. 2017.367p.

QUEIROGA, Eugenio F. Dimensões Públicas do Espaço Contemporâneo: resistências e transformações de território, paisagens e lugares urbanos brasileiros. Tese de livre Docência. FAU-USP. São Paulo, 2012. 285p.

SOCIEDADE AMIGOS DE BAIRRO DO PONTAL DE SANTAMARINA,

IMAGENS, Disponível em:

https://www.facebook.com/pontalsantamarina/?locale2=pt_BR Acesso em: Abril, 2018.

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