6.º ano do Mestrado Integrado em Medicina
NOVA Medical School | FCM - UNL
Relatório Final de
Está
gio Profissionalizante
Laura Pratas Guerra
2013228
Regente: Prof. Doutor Rui Maio
Orientador: Dr. Pedro Amado
“Não sei o que nos espera, mas sei o que me preocupa: é que a medicina, empolgada pela ciência, seduzida pela tecnologia e atordoada pela burocracia, apague a sua face humana e ignore a individualidade única de cada pessoa que sofre, pois embora se inventem cada vez mais modos de tratar, não se descobriu ainda forma de aliviar o sofrimento sem empatia ou compaixão.”
João Lobo Antunes in A Nova Medicina - Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2012
Índice 1. Introdução ... 3
2. Objectivos ... 3
3. Estágios parcelares ... 4
3.1. Medicina Interna ... 4
3.2. Cirurgia Geral ... 4
3.3. Medicina Geral e Familiar ... 5
3.4. Pediatria ... 5
3.5. Ginecologia e Obstetrícia ... 6
3.6. Saúde Mental ... 6
4. Formação Complementar ... 6
4.1. Estágios extracurriculares ... 6
4.1.1
CEMEF em Medicina Geral e Familiar na USF Rainha Santa Isabel em Coimbra ... 6
4.1.2.
CEMEF na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do HPC – CHUC... 7
4.1.3.
Intercâmbio Clínico em Anestesiologia no VUSCH Hospital, Košice, Eslováquia ... 7
4.1.4.
Intercâmbio Clínico em Medicina de Emergência no Tampere University Hospital, Finlândia .... 7
4.2. Projectos de voluntariado ... 7
4.2.1.
Rastreios à Periferia na Sertã ... 7
4.2.2.
VNF na Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra ... 7
4.2.3.
Colónia de Férias da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal ... 8
5. Reflexão Crítica ... 8
6. Anexos ... 11
1. Introdução
O sexto e último ano do currículo do Mestrado Integrado em Medicina da NOVA Medical School encontra-se dividido num total de seis estágios parcelares, estágios estes de carácter profissionalizante e que juntos perfazem a Unidade Curricular Estágio Profissionalizante, incluindo ainda uma Unidade Curricular de integração de conhecimentos, intitulada Preparação para a Prática Clínica. Este relatório destina-se a apresentar de forma sucinta os objectivos principais, gerais e específicos, que estabeleci para este último ano do MIM, a descrever os vários estágios realizados durante o presente ano, bem como a apresentar uma reflexão crítica global do mesmo. Para além disso, são ainda mencionadas várias actividades complementares em que participei durante o sexto ano ou ao longo do curso e que, por considerar que desempenharam um papel importante na minha formação, merecem ser destacadas. No final do relatório, encontram-se anexados o glossário, uma tabela-resumo dos estágios realizados, o abstract de um artigo do qual fui co- -autora e os certificados de participação das actividades complementares anteriormente mencionadas.
2. Objectivos
Como último ano curricular, o sexto ano visa preparar o aluno para o aproximar da vida clínica e para o desempenho de actos médicos de forma autónoma, embora, pelo menos inicialmente e idealmente, sempre de forma tutelada.
De acordo com os objectivos propostos no documento O Licenciado Médico em Portugal1, estabeleci os
seguintes objectivos gerais para o estágio profissionalizante: saber diagnosticar e orientar problemas clínicos comuns, através da realização de uma história clínica completa e de um exame físico detalhado; agir sempre de acordo com os princípios éticos indispensáveis e transversais à boa prática médica; mostrar empatia e preocupação com o bem-estar dos doentes; saber prestar aconselhamento no âmbito da promoção e prevenção em saúde; adoptar uma postura activa no que diz respeito à melhoria das minhas aptidões clínicas, à procura de conhecimento e actualização científica.
Para além disso, através da consulta da Ficha da Unidade Curricular de cada um dos estágios profissionalizantes, é possível perceber que existem objectivos específicos e competências pré-estabelecidos que o aluno do sexto ano deve desenvolver. Assim, tendo por base aspectos que considerei menos consolidados nos anos curriculares anteriores, estabeleci, no início deste ano lectivo, os seguintes objectivos específicos: melhorar a abordagem do doente numa vertente multidisciplinar, treinando competências de trabalho em equipa; melhorar aspectos da comunicação médico-doente, nomeadamente no que diz respeito à transmissão de más notícias; treinar a realização do exame objectivo em Ginecologia; treinar a realização do exame objectivo em Pediatria.
3. Estágios parcelares 3.1. Medicina Interna
O estágio parcelar de Medicina Interna decorreu no Serviço de Medicina 2.3 do HSAC – CHULC, sob orientação da Dra. Cristina Poole da Costa. Ao longo das oito semanas de estágio, fui integrada numa equipa médica hospitalar, tendo tido oportunidade de participar nas várias actividades do serviço: fui responsável pela avaliação de doentes na enfermaria, bem como dos seus registos clínicos; acompanhei, semanalmente, vários médicos no SU, tendo procedido à observação e avaliação de doentes nesse contexto; assisti a consultas externas de Doenças Auto-Imunes; estive presente nas reuniões de serviço, onde assisti a apresentações de temas e casos clínicos; e, por fim, participei, semanalmente, na apresentação e discussão dos casos dos doentes internados na visita clínica do serviço. Assisti também à realização de vários procedimentos invasivos, tais como toracocenteses, paracenteses e punções lombares. Para além disso, apresentei ainda um trabalho sobre Anticoagulação Oral. Durante este estágio participei nas Jornadas de Cardiologia do CHLO, que me permitiram a revisão e o aprofundar de conhecimentos no que diz respeito a patologias muito prevalentes, tais como a hipertensão arterial e a insuficiência cardíaca.
3.2. Cirurgia Geral
O estágio de Cirurgia Geral decorreu no HBA sob orientação da Dra. Mónica Oliveira. As oito semanas de estágio foram divididas da seguinte forma: uma semana inicial em que tiveram lugar seminários teórico-práticos e o curso TEAM; quatro semanas de Cirurgia Geral; duas semanas de estágio opcional na UCI; uma semana de estágio no SU. Nas semanas que decorreram na Cirurgia Geral acompanhei a minha tutora, tendo procedido à avaliação de doentes na enfermaria e ao registo de diários clínicos, assistido a consultas externas e a várias cirurgias, tendo participado numa delas como primeira ajudante. Para além disso, assisti ainda às visitas clínicas e às reuniões de serviço semanais. NA UCI assisti à discussão dos casos clínicos dos doentes internados diariamente, acompanhando de seguida os médicos na observação de doentes e realização de registos médicos. Pude ainda assistir à realização de procedimentos invasivos, tais como colocação de CVC, linhas arteriais, drenos torácicos e realização de broncoscopias. Na semana de estágio no SU, estive na Sala de Pequena Cirurgia/Trauma, nos postos de Observação Rápida e de Estadia Curta. No final do estágio, realizei uma apresentação sobre um caso clínico de um endometrioma da cicatriz de Pfannenstiel.
Por fim, durante o estágio de Cirurgia Geral participei ainda nos: IX Curso de Oncologia Oral do IPO Lisboa, que me permitiu contactar com a terapêutica médica e com a abordagem cirúrgica das neoplasias da cabeça e pescoço; no 1.º Congresso de Medicina Intensiva do HFF, que me permitiu aprofundar conhecimentos na abordagem de doentes com ARDS e adquirir uma nova perspectiva sobre o tema Elderly’s frailty in ICU setting, bastante pertinente, tendo em conta o aumento da esperança média de vida, que se reflecte no facto de lidarmos cada vez mais com doentes com mais idade e maior número de comorbilidades; nas 6.ªs
Jornadas do Departamento de Cirurgia do HBA subordinadas ao tema “Cancro do recto e hepato-bilio-pancreático”, que abordaram, numa vertente multidisciplinar, aspectos do diagnóstico e tratamento destas patologias.
3.3. Medicina Geral e Familiar
O estágio de Medicina Geral e Familiar decorreu na UCSP Cascais sob orientação do Dr. Guilherme Mendes. Ao longo das quatro semanas de estágio pude assistir a vários tipos de consulta, tendo sido este o estágio onde contactei com um grupo de doentes mais heterogéneo. Assisti à realização de consultas de Saúde de Adultos, de Planeamento Familiar, de Saúde Materna e de Saúde Infantil e Juvenil e realizei de forma parcialmente autónoma consultas de Intersubstituição. Assisti ainda a consultas de enfermagem de diabetes, tendo participado no ensino da administração de insulina, e participei também numa visita domiciliária. Realizei uma apresentação em formato de Journal Club do artigo “Novel subgroups of adult-onset diabetes and their association with outcomes: a data-driven cluster analysis of six variables”. Esta apresentação levou--me a reflectir sobre os eventuais impactos do estudo apresentado na prática clínica futura, nomeadamente no contexto da Medicina Geral e Familiar, enquanto responsável pelo seguimento de inúmeros doentes com esta patologia.
3.4. Pediatria
O estágio parcelar de Pediatria decorreu no HDE – CHULC, sob orientação da Dra. Mafalda Paiva, mais concretamente na área dos Cuidados Paliativos Pediátricos. O estágio teve a duração de quatro semanas, durante as quais acompanhei a minha tutora no trabalho desenvolvido pela EIHSCPP, nomeadamente no apoio ao internamento e nas consultas externas, nas visitas domiciliárias da UMAD e ainda no SU. Para além disso, tive a oportunidade de estar presente em várias consultas de outras especialidades e subespecialidades da Pediatria, tais como Neurologia, Gastroenterologia, Nefrologia, Pneumologia e Imuno--alergologia. Por fim, por ter manifestado interesse em assistir a consultas de Otorrinolaringologia Pediátrica, mas por tal não ter sido possível por incompatibilidade de horários, frequentei ainda o SU do HSJ, onde observei várias crianças e adultos com patologia desse foro. Durante o estágio procedi à colheita e escrita de uma história clínica de febre num lactente de 9 meses que apresentava uma infecção do tracto urinário e, no final do estágio, apresentei um trabalho subordinado ao tema “Abordagem de um doente com atraso do crescimento e da maturação”. Em relação à componente teórica do estágio, assisti às reuniões semanais do HDE e às sessões SOFIA para internos da especialidade e alunos. Participei também no Workshop de Simulação Avançada em Pediatria no qual que se procedeu à abordagem de várias urgências em Pediatria, numa vertente prática, tendo tido oportunidade de treinar casos baseados em situações reais, e ainda na 4.ª
Reunião Clínica de Pediatria do HCIS, onde assisti à apresentação de vários temas comuns em Pediatria, tais como cefaleias primárias e enurese.
3.5. Ginecologia e Obstetrícia
O estágio parcelar de Ginecologia e Obstetrícia teve lugar no HCD durante quatro semanas, sob orientação do Dr. João Colaço. A forma como este estágio estava organizado permitiu-me contactar com inúmeras valências da especialidade: consultas de Ginecologia e de Obstetrícia, inclusivamente consultas de Alto Risco; consultas de Senologia; ecografias ginecológicas e obstétricas; bloco de exames, onde assisti à realização de colposcopias, conizações com laser e histeroscopias; bloco operatório, tendo assistido a várias cirurgias ginecológicas e participado numa cirurgia de excisão de um fibroadenoma da mama; SU e bloco de partos. Tive ainda a possibilidade de assistir às reuniões de serviço semanais e às reuniões multidisciplinares de patologia mamária. No final do estágio, apresentei um artigo no formato de Journal Club, intitulado “Relation between hysterectomy, oophorectomy and the risk of incident differentiated thyroid cancer: The E3N cohort”.
3.6. Saúde Mental
O estágio de Saúde Mental decorreu na Clínica 6 do HJM - CHPL, correspondente a um internamento de Psiquiatria Geral, sob orientação da Dra. Vânia Viveiros. Durante este estágio pude contactar com patologia psiquiátrica em vários contextos: quer de agudização de patologias já diagnosticadas ou primeiros episódios psicóticos, no SU e internamento, quer numa perspectiva de perturbações crónicas, na consulta externa. Durante o estágio tive oportunidade de treinar a realização de entrevista psiquiátrica, tendo procedido à colheita e escrita de uma história clínica de um doente com esquizofrenia. Em relação à componente teórica, esta foi constituída por dois seminários na Faculdade subordinados aos temas Casos Clínicos em Psiquiatria e Estigma na Doença Mental, pelas aulas do Internato Médico em Psiquiatria e ainda por uma aula dirigida aos alunos do 6.º ano sobre Sinais e Sintomas de Patologia Psiquiátrica e Avaliação do Doente com Patologia Mental.
4. Formação Complementar
Das actividades complementares realizadas ao longo dos seis anos do MIM, gostaria de destacar:
4.1. Estágios extracurriculares
4.1.1. CEMEF em Medicina Geral e Familiar na USF Rainha Santa Isabel em Coimbra, que constituiu o meu
primeiro contacto formal com os cuidados de saúde, neste caso com os cuidados de saúde primários. Este estágio foi realizado no final do 1.º ano do MIM e foi um estágio de carácter maioritariamente
observacional, tendo em conta a fase do ensino médico pré-graduado em que me encontrava. Apesar disso, deu-me uma visão abrangente desta especialidade e da sua enorme importância, enquanto primeiro nível de acesso aos cuidados de saúde da população.
4.1.2. CEMEF na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do HPC – CHUC, que realizei no final do 4.º
ano do MIM. Durante duas semanas tive contacto com uma área com a qual não contactara previamente e pude inclusivamente participar em transportes inter-hospitalares realizados pelo INEM. Para além disso, este estágio colocou-me pela primeira vez, e talvez por isso de forma verdadeiramente marcante, perante situações de fim de vida no contexto pediátrico, onde percebi que, por muito difíceis que possam ser para o médico e restantes profissionais, estas requerem uma sensibilidade e atenção especiais, de forma a garantir o maior conforto possível da criança e da sua família.
4.1.3. Intercâmbio Clínico em Anestesiologia no VUSCH Hospital, Košice, Eslováquia, que realizei no final
do 3.º ano do MIM, tendo tido a duração de um mês. Este estágio possibilitou o meu primeiro contacto com a especialidade, bem como com cuidados médicos num país estrangeiro. Durante as quatro semanas deste estágio tive contacto com a Anestesiologia maioritariamente no contexto de cirurgias extremamente complexas como são as cirurgias cardio-torácicas. Em termos práticos, tive oportunidade de realizar entubações oro-traqueais.
4.1.4. Intercâmbio Clínico em Medicina de Emergência no Tampere University Hospital, Finlândia, onde
durante um mês acompanhei médicos de diferentes especialidades no SU. Realizei este estágio no final do 5.º ano do MIM, sendo que tive contacto com várias situações clínicas em contexto de emergência com as quais não contactara previamente, tais como: abordagem de doentes politraumatizados; vias-verdes de AVC; e cardioversões eléctricas. Durante o intercâmbio tive igualmente contacto com estudantes de Medicina de outros países, com os quais pude partilhar experiências sobre diferentes realidades de ensino e de cuidados médicos.
4.2. Projectos de voluntariado
4.2.1. Rastreios à Periferia na Sertã que constituíram um momento privilegiado de contacto com a
população, durante três dias, fora do contexto hospitalar. Nesta circunstância foi possível prestar aconselhamento em termos de educação para a saúde e alertar as pessoas para a possibilidade da existência de patologias não diagnosticadas, tais como hipertensão arterial e diabetes.
4.2.2. VNF na Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra durante duas semanas, onde contactei com
crianças com Paralisia Cerebral. Durante este período participei nas actividades de Verão organizadas para estas crianças pela Associação e pude adquirir uma perspectiva de como os educadores, os auxiliares e os familiares gerem diariamente os desafios que estas crianças apresentam. Apesar de
todas as limitações físicas, limitações em termos de desenvolvimento ou até da necessidade recorrente de cuidados médicos, pude constatar que existem também muitos aspectos positivos que advêm de cuidar de uma criança com necessidades especiais: maior aceitação das diferenças, maior sentido de auto-eficácia perante as adversidades da vida e o reconhecimento de que todos os pequenos progressos se transformam em grandes conquistas.
4.2.3. Colónia de Férias da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal, em que participei e onde fiz parte
da equipa médica, durante uma semana. Estas colónias de férias são destinadas a crianças com Diabetes Mellitus tipo 1, e constituem um momento oportuno de aprendizagem, tendo em vista um bom controlo metabólico, e de promoção da autonomia na gestão da glicemia. Estes campos constituem também uma oportunidade inigualável de partilha no que diz respeito a situações do dia-a-dia de crianças com esta doença crónica. Tendo frequentado campos de férias semelhantes durante a minha adolescência e constatado a sua mais-valia, senti também a necessidade de retribuir, através da partilha da minha experiência. Para além disso, considero que me foi possível desenvolver as minhas capacidades de liderança e comunicação perante um grupo de crianças e adolescentes bastante heterogéneo e com uma faixa etária diversificada. No âmbito desse campo de férias e juntamente com a restante equipa médica, escrevi um artigo intitulado “Glucose profiles of a group of adolescents attending a Portuguese diabetes camp”, cujo abstract se encontra em anexo, sobre a monitorização flash da glicose a que todas as crianças tiveram acesso durante este campo.
5. Reflexão Crítica
Ao concluir o último ano do MIM, é-me possível fazer um balanço global bastante positivo do mesmo. O facto deste ano ter sido composto por estágios em especialidades médicas e cirúrgicas com as quais já tinha contactado, proporciona uma visão complementar e mais abrangente das mesmas, ao mesmo tempo que possibilita a consolidação de conhecimentos que lhes estão inerentes, tanto de carácter teórico, como prático. Assim, sinto que este ano lectivo me deu certamente conhecimentos e ferramentas que me irão ser cruciais no futuro, representando um passo importante na transição entre o dia-a-dia da vivência clínica enquanto estudante de Medicina e futuramente como médica.
O estágio de Medicina Interna permitiu-me adquirir bastante autonomia na abordagem de doentes quer em contexto de internamento, quer no SU. Considero que este estágio foi essencial no desenvolvimento das minhas capacidades de realização de exame objectivo e raciocínio de hipóteses diagnósticas, por me ter possibilitado o contacto com doentes sempre de forma supervisionada, e, para além disso, por me ter proporcionado inúmeros momentos de discussão de casos clínicos, nomeadamente de meios complementares de diagnóstico a realizar e terapêutica a instituir em cada caso. Na minha opinião, esta metodologia de ensino deveria ser, na medida do possível, transversal às restantes especialidades, tendo em
conta que a aprendizagem se torna muito mais eficaz quando tem uma vertente verdadeiramente prática e não é apenas de carácter observacional. Assim, penso que de todos os estágios do sexto ano, este terá sido aquele em que me senti verdadeiramente parte integrante e indispensável da equipa médica. Em relação aos objectivos específicos definidos no início deste ano lectivo, considero que este estágio me permitiu melhorar aspectos da comunicação médico-doente, nomeadamente em relação à comunicação de más notícias e, indubitavelmente, o treino de competências de trabalho em equipa numa vertente multidisciplinar, contribuindo para a articulação de cuidados, ao trabalhar lado a lado com enfermeiros, fisioterapeutas e assistentes sociais.
O estágio de Cirurgia Geral proporcionou a consolidação de conhecimentos teóricos e práticos, nomeadamente na observação de doentes em diversas circunstâncias: internamento, consulta externa e SU. No entanto, penso que o rácio tutor-aluno de 1:3 neste estágio não me permitiu participar em cirurgias tanto quanto gostaria. Por outro lado, o facto de ter passado apenas uma semana no SU, estando pré-estabelecido que cada aluno esteja apenas um dia na Sala de Pequena Cirurgia, não proporcionou oportunidades suficientes para treinar a realização de suturas, competência esta, a meu ver, parte indispensável do ensino médico pré-graduado, mas que procurarei praticar futuramente, durante o Internato de Formação Geral. O estágio de Medicina Geral e Familiar foi importantíssimo por me ter permitido contactar com uma população muito vasta de doentes, desde recém-nascidos até idosos. Neste estágio pude aperceber-me da importância da relação médico-doente enquanto ferramenta terapêutica que pode ser utilizada em várias vertentes, tais como na medicina preventiva. Para além disso, durante este estágio pude treinar a minha capacidade de comunicação com os doentes, e aperceber-me da dificuldade na gestão das agendas do médico e do doente, tendo sempre como limitação um tempo de consulta bastante reduzido. Pude ainda treinar sistematicamente a realização do exame objectivo pediátrico e de colpocitologias.
O estágio de Pediatria, por ter sido realizado numa área de interesse pessoal, os Cuidados Paliativos Pediátricos, foi bastante enriquecedor e gratificante. Neste estágio tive contacto com crianças com doença crónica complexa e com as suas famílias, muitas delas em situações de fragilidade social, o que permitiu certamente, além do desenvolvimento de competências médicas, o desenvolvimento das minhas competências humanas. Em relação à componente prática, esta teve maior preponderância no SU, sendo que gostaria de realçar a contribuição positiva de um rácio tutor-aluno de 1:1. Neste contexto tive oportunidade de treinar a realização do exame objectivo em Pediatria que, embora dirigido às queixas, deve ser sempre geral, tendo em conta a baixa especificidade de sintomas nesta população. Este aspecto constituía um dos objectivos a que me propus inicialmente e que considero ter sido amplamente alcançado. O estágio de Ginecologia e Obstetrícia, por ter sido realizado na vertente hospitalar da medicina privada, foi maioritariamente de carácter observacional, com excepção da participação em cesarianas, que me possibilitaram também o treino da preparação asséptica. Nesse sentido, considero que o treino de exame
ginecológico, que senti no início do ano como um aspecto a melhorar, ficou por atingir, tendo esta falha sido parcialmente colmatada na área dos Cuidados de Saúde Primários. Por outro lado, quer pelo reduzido número de alunos que se encontravam a frequentar o mesmo estágio simultaneamente, quer pela excelente organização do estágio, considero que este foi, sem dúvida, uma mais-valia na minha formação. Tendo em conta que a Oncologia Médica representa também uma área de interesse pessoal, considero um privilégio o facto de ter assistido a reuniões multidisciplinares de patologia mamária. Estas permitiram um aprofundar dos meus conhecimentos sobre o tema e a consciencialização da importância da discussão em equipa e da abordagem de cada caso clínico numa vertente multidisciplinar.
O estágio de Saúde Mental, constituiu um complemento importante ao estágio no âmbito da Psiquiatria realizado no 5.º ano do MIM, tendo-me permitido inclusivamente assistir a consultas externas, onde pude contactar com perturbações psiquiátricas fora dos períodos de agudização das mesmas. De igual forma, ao ter tido contacto com situações em contexto do SU, aprendi que, em caso de dúvida, deve sempre optar-se pelo internamento do doente, de modo a permitir a sua estabilização e a garantir a sua segurança. Em suma, penso que este estágio possibilitou o aprofundar dos meus conhecimentos no âmbito da patologia psiquiátrica, nomeadamente no que diz respeito ao seu diagnóstico, abordagem terapêutica em situação aguda e crónica e seguimento.
Relativamente aos aspectos complementares da minha formação ao longo destes seis anos, considero que ter tido a oportunidade de realizar vários estágios extracurriculares, quer em contexto nacional, quer internacional, me permitiu familiarizar com aspectos culturais e métodos de trabalho diferentes. O facto de ter participado em vários projectos de voluntariado permitiu-me ganhar experiência e competências, nomeadamente no que diz respeito à interacção com adultos e crianças com diversas patologias fora do contexto estritamente hospitalar. Por último, os vários congressos que frequentei ao longo deste ano permitiram aprofundar conhecimentos e contribuíram para uma constante actualização científica, essencial no exercício da actividade médica.
Por fim, gostaria de concluir com um agradecimento especial aos meus colegas, ao lado de quem e com quem aprendo todos os dias, aos tutores que tanto me ensinaram e continuarão a ensinar e que diariamente servem de modelo e inspiração e, por fim, a todos os doentes que ao longo destes seis anos permitiram uma preponderante componente prática da minha aprendizagem que considero, acima de tudo e no fim de contas, um enorme privilégio. Porque por mais fundamentais que sejam as bases teóricas no exercício da Medicina e por mais facilitado que esteja, hoje em dia, o acesso a meios complementares de diagnóstico, é importante não esquecer que é junto do doente que podemos aperfeiçoar competências essenciais à boa prática médica futura.
“The secret of the care of the patient is in caring for the patient.” Dr. Francis Weld Peabody
6. Anexos
Anexo 1 - Glossário
- AJDP: Associação de Jovens Diabéticos de Portugal - APCC: Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra - ARDS: Acute Respiratory Distress Syndrome - AVC: Acidente Vascular Cerebral
- BO: Bloco Operatório
- CEMEF: Curto Estágio Médico em Férias - CHLO: Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental - CHPL: Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa - CHUC: Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra - CHULC: Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central - CVC: Cateter Venoso Central
- EIHSCPP: Equipa Intra-Hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos Pediátricos - HBA: Hospital Beatriz Ângelo
- HCD: Hospital CUF Descobertas - HCIS: Hospital CUF Infante Santo - HDE: Hospital Dona Estefânia - HFF: Hospital Fernando da Fonseca - HJM: Hospital Júlio de Matos - HPC: Hospital Pediátrico de Coimbra
- HSAC: Hospital de Santo António dos Capuchos - HSJ: Hospital de São José
- INEM: Instituto Nacional de Emergência Médica - IPO: Instituto Português de Oncologia
- MIM: Mestrado Integrado em Medicina
- SOFIA: Sociedade para a Formação dos Internos da Área de Pediatria Médica - SU: Serviço de Urgência
- TEAM: Trauma Evaluation and Management - UCI: Unidade de Cuidados Intensivos
- UCSP: Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados - UMAD: Unidade Móvel de Apoio Domiciliário - VNF: Voluntariado Nacional em Férias
Anexo 2 - Tabela-resumo dos estágios
Estágio parcelar Data Local Tutor
Medicina Interna 10 de Setembro a
2 de Novembro de 2018 HSAC – CHULC Dra. Cristina Poole da Costa
Cirurgia Geral 5 de Novembro de 2018 a
11 de Janeiro de 2019 HBA Dra. Mónica Oliveira
Medicina Geral e Familiar
21 de Janeiro a
15 de Fevereiro de 2019 UCSP Cascais Dr. Guilherme Mendes
Pediatria 18 de Fevereiro a
15 de Março de 2019 HDE – CHULC Dra. Mafalda Paiva
Ginecologia e Obstetrícia
18 de Março a
12 de Abril de 2019 HCD Dr. João Colaço
Saúde Mental 22 de Abril a
Anexo 3 - Abstract do artigo escrito no âmbito da Colónia de Férias da AJDP
Glucose profiles of a group of adolescents attending a Portuguese diabetes camp
Susana Castilho, Laura Guerra, Margarida Metelo
Abstract
Aims: To evaluate glucose ambulatory profiles of a group of adolescents with type 1 diabetes
during a diabetes camp, in order to identify problems and accumulate data to perfect camp’s protocols.
Methods: Glucose level profiles recorded by a Flash Glucose Monitoring system were obtained
from a group of 15 adolescents attending a week-long Portuguese diabetes camp. Desired outcomes were defined as >50% time in target; < 10% time in hypoglycemia; <20% time in extreme hyperglycemia.
Results: Average glucose reading was 170±38 mg/dL. Mean time in target, in hyperglycemia and
in hypoglycemia were 11.7, 8.0 and 2.7 hours respectively. 46.7% of campers were in target range >50% of time. 57% had a total time in hypoglycemia <10%. Extreme hyperglycemia <20% of time was achieved by 66.7%. 51.7% of campers had nocturnal hypoglycemia daily. No correlation was found between mean glucose values, time in target or HbA1c and the participants’ characteristics.
Conclusions: The flash glucose monitoring allowed for a more comprehensive analysis of the
glucose level variation during camp. Mean glucose was similar to previous studies. Strategies need to be implemented to prevent the high rate of nocturnal hypoglycemia and extreme hyperglycemia. More data on diabetes camps’ glucose levels is necessary in order to produce reasonable guidelines.
Anexo 4 - Estágios extra-curriculares
Anexo 4.2 - Certificado do CEMEF em Cuidados Intensivos Pediátricos no HPC – CHUC
Código de Certificado / Certificate PIN Ȗ Ȝ ė Ĝ Ȝ i Pesquisar na base de dados pública em http://anem.pt/certificados
Emitido por
Issued by N!Lɏ÷÷ä¡Â¤äN¡ÂäÜÓ§®!÷ÿą§Üÿ®÷§®L®§Â¡ÂÜ+¡ąÓ§§®§®L®§Â¡ÂܧwÜÂĐ®ó÷§§®§äaäóÿä ÓÚ®§aóä¸Ƚ2®óÜÜÂLäÜÿ®Âóäȷ
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Identificação do Aluno
Student Identity Laura Pratas Guerra5ȶȖȘȞȖȚțȕȞ
Atividade com participação certificada Certified Activity
CEMEFs - Curtos Estágios Médicos em Férias
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Other Activities e®ÓÂĜäąä÷®ą®÷ÿºÂäÜä÷®óФ䧮ąÂ§§ä÷5Üÿ®Ü÷ÂĐä÷a®§Âÿó¡ä÷Üä2ä÷ïÂÿÂ÷§wÜÂĐ®ó÷§§®§®äÂÚó®ÚȗȕȖȜȷÂÜÿ®ºó§äÜä÷!÷ÿºÂä÷N¡ÂäÜÂ÷®Ú+¯óÂ÷ȷ äóºÜÂĜ§ä÷ï®ÓN!LȽ
Comprovativo de Emissão de Certificado Electrónico
Electronic Certificate of Participation Issuance Receipt
Decreto-Lei n.o 290-D/99, de 2/08 (com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.o 62/2003, de 3/04- Directiva 1999/93/CE)
Portuguese Law-decrees 290-D/99 and 62/2003 – European Union Directive 1999/93/CE
Documento Processado por Computador. A emissão do certificado electrónico não carece de assinatura. Este documento é válido desde que a informação nele contida seja coincidente com a apresentada na Base de dados Pública (identificação do aluno, Atividade com Participação Certificada e a Data da Actividade).
Anexo 4.4 - Certificado do Intercâmbio Clínico em Medicina de Emergência - Tampere University Hospital,
Anexo 5 - Projectos de voluntariado
Anexo 5.1 - Certificado dos Rastreios à Periferia na Sertã Certificados — AEFCM - Associação de Estudantes da NOVA Medical School・UpStudents 5/15/16 11:28 AM
Rastreios à Periferia - Sertã
— Certificado de Participação
NÚMERO DE IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DE CERTIFICADO EMITIDO POR
NOME COMPLETO
ATIVIDADES FREQUENTADAS DATA DESCRIÇÃO
Rastreios à Periferia - Sertã 15/04/16, 14:30 Nesta edição dos Rastreios à Periferia rumamos à vila da Sertã para promover a saúde e o bem-estar da população, através do despiste de
algumas das patologias
cardiovasculares mais prevalentes, em acções de rastreio - desde a tarde do dia 15 ao dia 17 de Abril - que contemplarão a medição de parâmetros como a tensão arterial, glicémia capilar, IMC e Perímetro
Abdominal. Aproveita esta
oportunidade, desafia-te e põe à prova os teus conhecimentos! O transporte, alojamento e refeições são AEFCM - Associação de Estudantes da NOVA Medical
School
Campo Mártires da Pátria, 130 1169-056 Lisboa
Laura Pratas Guerra
Anexo 5.2 - Certificado do VNF na Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra
Código de Certificado / Certificate PIN Ȗ Ȝ w Ș Đ ¡ Pesquisar na base de dados pública em http://anem.pt/certificados
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Identificação do Aluno
Student Identity Laura Pratas Guerra5ȶȖȘȞȖȚțȕȞ
Atividade com participação certificada Certified Activity VNFs - Voluntariado em Férias V÷N+÷¡äÜ÷ÿÂÿą®ÚąÚïóäºóÚ§®ĐäÓąÜÿó§äÜÄĐ®ÓÜ¡ÂäÜÓ§ąóÜÿ®ä÷ Ú®÷®÷§®Đ®óä¡äÚ§ąó¤ä§®§ą÷÷®ÚÜ÷ȷ®Ė¡®ÿäÜä÷¡Úïä÷§®¸¯óÂ÷ȽV÷ !÷ÿą§Üÿ®÷§®L®§Â¡ÂÜÂÜ÷¡óÂÿä÷ó®ÓÂĜÚąÚ®÷ÿºÂä®ÚÂÜ÷ÿÂÿąÂ¤í®÷§® ÷äÓ§ó®§§®äܧ®ÿ®óäïä÷÷ÂÂÓ§§®§®¡äÜÿ¡ÿó¡äÚ§ÂĐ®ó÷÷ó®Ó§§®÷ȷ ¸ÂĖ÷®ÿóÂ÷®®÷ÿóÿä÷÷ä¡ÂÂ÷Ƚ!eeqȶVܧ®÷®Ó²ɀÿ§®ÿÂЧ§®ɀ§®Đ®Ó®óɏ ÷®ɀÿ§®®ÚÂ÷÷äɀ Data da Actividade Date of activity ȗȚɃȖȕɃȗȕȖȜ Outras Actividade
Other Activities e®ÓÂĜäąä÷®ą®÷ÿºÂäÜäɋɌaɏ÷÷ä¡Â¤ä§®aóÓÂ÷®ó®óÓ§®äÂÚó§®ȖȕȗȖ§®@ąÓ¿ä
Comprovativo de Emissão de Certificado Electrónico Electronic Certificate of Participation Issuance Receipt
Decreto-Lei n.o 290-D/99, de 2/08 (com as alterações introduzidas pelo Decreto-Lei n.o 62/2003, de 3/04- Directiva 1999/93/CE)
Portuguese Law-decrees 290-D/99 and 62/2003 – European Union Directive 1999/93/CE
Documento Processado por Computador. A emissão do certificado electrónico não carece de assinatura. Este documento é válido desde que a informação nele contida seja coincidente com a apresentada na Base de dados Pública (identificação do aluno, Atividade com Participação Certificada e a Data da Actividade). Eletronic Document. The issuing of eletronic certificates does not require a signature. This document is legitimate so long as the information it contains is subject to
Anexo 5.3 - Certificado da Colónia de Férias da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal
CERTIFICADO
A Associação de Jovens Diabéticos de Portugal certifica que Laura Guerra participou como membro da equipa médica na colónia de férias, que decorreu entre o dia 22 e 28 de julho de 2017 na Quinta da Fonte Quente (Tocha).
Anexo 6 - Congressos
Anexo 6.5 - Certificado de participação nas 6.ªs Jornadas do Departamento de Cirurgia do HBA Certificados — UpEvents 16/12/18, 00)57
DOCUMENTO DE IDENTIFICAÇÃO CÓDIGO DE CERTIFICADO
6ªs Jornadas do
Departamento de Cirurgia
— Certificado de Participação
AS ATIVIDADES FREQUENTADAS ENCONTRAM-SE NA PÁGINA SEGUINTE
EMITIDO POR:
NOME
Evento
6ªs Jornadas do Departamento de Cirurgia
14-12-2018 08:30 → 15-12-2018 18:00
Atualizar conhecimentos acerca do cancro do reto e hepato-bilio-pancreático são os objetivos destas 6ªs Jornadas do Departamento de Cirurgia do Hospital Beatriz Ângelo que se destinam a médicos especialistas, internos da especialidade e enfermeiros. INSCRIÇÕES
Geral | 50€
Hospital da Luz Learning Health Rua Carlos Alberto da Mota Pinto, 17-9.º 1070-313 Lisboa
Laura Pratas Guerra
13915609 C-5bec478dd2bb8
learninghealth.up.events Comprovativo de Emissão de Certificado Electrónico
Anexo 6.6 - Certificado de participação na 4.ª Reunião Clínica de Pediatria do HCIS
Participação em Formação Pós-Graduada
Certificado
Certifica-se que Laura Pratas Guerra, titular do Cartão de Cidadão com o nº de identificação 13915609, frequentou o seguinte evento científico:
4ª Reunião Clínica de Pediatria
que decorreu a 23 de Fevereiro de 2019, com a duração de 4:30 horas, no seguinte local: Hotel da Estrela
Carnaxide, 23 de Fevereiro de 2019
Cláudia Silveira
Código de Certificado: C-5c3de479c4630
Av. do Forte, nº3 – Edifício Suécia III, Piso 2 - Carnaxide
academiacuf.up.events
Comprovativo de Emissão de Certificado Electrónico