UNWERSIDADE FEDERAL DE
SANTA
CATARINA
~
CURSO
DE
Pós-GRADUAÇAO
EM
ENGENHARIA
ELÉTRICA
MODELAGEM
NUMÉRICA
DE
PROBLEMAS DE
COMPATIBILIDADE
ELETROMAGNÉTICA
-
UTILIZANDO
TLM
(TRANSMISSION
-LINE
MODELING
METHOD)
Tese submetida ã
Universidade Federal de Santa Catarina
como
parte dos requisitos para aobtenção do grau de
Doutor
em
Engenharia ElétricaÍ
GOLBERI
SALVADOR
FERREIRA
“
MODELAGEM
NUÍMERICA
DE
PROBLEMAS
DE
COMPATIBILIDADE
ELETROMAGNETICA
UTILIZANDO
TLM
(TRANSNIISSION-LINE
MODELIN
G
METHOD)
Golberi
de
Salvador
Ferreira“Esta Tese foi julgada adequada para obtenção do Título de Doutor
em
Engenharia Elétrica,Área de Concentração
em
Concepção e Análise de Dispositivos Eletromagnéticos, eaprovada
em
sua forma final pelo Curso de Pós-Graduaçãoem
Engenharia Elétrica daUmversi~e
S atarina.' Prof. _AdroaldoR ' er, -SC
,-' '\ \ Orientador \/
. \¶`
rProf. Ildemar Cassana Decker, Dr.
-
UFSC
Coordenador do Curso de PÓ -Gr uação
em
Engenharia Elétrica .Banca
Examinadora: A 4 «K
,\
' Prof. AdlíoaldoR
, Dr.-
._C
PresiaqšzúzeaaBzmczfi
'ífiq
sld
~ , Prof. Christos 011011105,PhD
%
7
(1
-.aaa/Q
,
Prof. Elisete Ternes Pereira, Dra.
\ K
' A
Prof. Leonardo Rodrigues Araujo Xavier de Menezes, D1”-
afifid
Prof. João Pedro Assumpção BBSÍOS, D1”-
ás?
Dedicatória
Dedico este trabalho à minha
esposa Adelir e à minha filha
Debora por todo apoio,
dedicação e amor-.
© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/EEL - UFSC
Agradecimentos
Agradeço
em
especial aosmeus
pais João Paulo e Beatriz pelo incentivo e à minhairmã Sandra pela ajuda na redação desta Tese.
Agradeço aos
membros
da banca examinadora, professores Leonardo Menezes,Elisete
Temes
Pereira, João PedroAssumpção
Bastos e Ênio Valinor Kassick pelasimportantes intervenções no sentido de aprimorar
meu
trabalho, ao professor ChristosChristopoulos por
me
receber e orientar durante o estágio na University of Nottingham e aomeu
orientador e amigo Adroaldo Raizer por sua constante participação e direcionamentonas discussões a respeito do que aqui foi escrito.
Aos meus
amigos da Gerência de Eletrônica doCEFET/SC,
onde leciono e a todo opessoal do
GRUCAD/U
FSC, onde desenvolvi a maior parte deste trabalho.Agradeço à
CAPES
pelo apoio financeiro durante o estágioem
N
ottingham-UK eao
CEFET/
SC
por incentivar a capacitação docente.Não
poderia deixar de citar os parentes e amigos, que sempre se fizeram presentesem
todos osmomentos
importantes da minha vida.Agradeço a
DEUS
por permitir tudo isto.© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/EEL - UFSC
Resumo
da Tese apresentada àUFSC
como
parte dos requisitos necessários para aobtenção do grau de Doutor
em
Engenharia Elétrica.MODELAGEM
NUMÉRICA
DE
PROBLEMAS
DE
COMPATIBILIDADE
ELETROMAGNÉTICA
UTILIZANDO
TLM
(TRANSMISSION-LINE
MODELING METHOD)
Golberi
de
Salvador
Ferreira
Março/ 1999
Orientador: Adroaldo Raizer
Área de Concentração:
Grupo
de Concepção e Análise de Dispositivos EletromagnéticosPalavras-chave: Compatibilidade Eletromagnética,
Modelagem
Numérica,TLM
(Transmission-line Modeling Method).
Número
de Páginas: 189V
Este trabalho visa inicialmente reunir informações sobre os aspectos relativos a
compatibilidade eletromagnética
(EMC)
e estudar, classificar e selecionar várias técnicasnuméricas para aplicações nesta area.
'
Baseado neste estudo inicial, o
método
TLM
(Transmission-line ModelingMethod)
foi selecionado e a partir da sua formulação matemática, foram desenvolvidos programas
computacionais
com
o objetivo de realizar amodelagem
de casos de compatibilidadeeletromagnética.
Os
resultados obtidoscomprovaram
a eficiência dométodo
TLM
paraanálises de problemas desta natureza.
A
principal contribuição científica deste trabalho está na avaliação, desenvolvimentoe aplicação do método
TLM
para problemas de compatibilidade eletromagnética.4
© Golberi de Salvador Peneira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/BEL - UFSC
Abstract of Thesis presented to
UFSC
as a partial fulfillment of the requirements for the. degree of Doctor in Electrical Engineering.
NUMERICAL MODELING
OF
ELECTROMAGNETIC
COMPATIBILITY
PROBLEMS
USING
TLM
(TRANSMISSION-LINE
MODELIN
G
METHOD)
Golberi
de Salvador
Ferreira
- Março/ 1999
Advisor: Adroaldo Raizer
Area of Concentratíon: Conception and Analysis of Electromagnetic Devices
Group
Keywords: Electromagnetic Compatibility, Numerical Modeling,
TLM
(Transmission-lineModeling Method).
Number
of Pages: 189This
work
aims inítially to assemble information about the aspectsconcemed
toelectromagnetic compatibility
(EMC)
and to study, classify and selectsome
numericaltechniques to apply in this area.
á Based in an initial study, the
TLM
method (Transmission-line Modeling Method)was
selected and from its mathematical formulation, it was developedsome
computationalsystems to perform the computational simulation of electromagnetic compatibility problems.
The
obtained results justify the efficiency ofTLM
method
to analyze such problems.The
main scientific contribution of thiswork
is the evaluation, development andapplication of
TLM
method
on electromagnetic compatibility problems.© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/EEL - UFSC vi
Sumário
Folha deAprovação
ii Dedicatória Agradecimentos ivResumo
v Abstract viLista de Figuras e Tabelas x
Lista de Símbolos xiv
Introdução 1
Capítulo 1
-
Introdução à Compatibilidade Eletromagnética 3`
1.1
-
Introdução 31.2
-
O
aspecto econômico da compatibilidade eletromagnética4
1.3
-
Caracterização de casos de compatibilidade eletromagnética 71.3.1
-
Elementos deum
problema de compatibilidade eletromagnética 81.3.2
-
Solução de problemas de compatibilidade eletromagnética 10ç 1.3.3
-
Subproblemas de compatibilidade eletromagnética 111.4
-
Fontes de ruído 131.4.1
-
Fontes de ruído natural 131.4.2
-
Fontes de ruído industrial 141.5
-
Normas
e padronizações 171.5.1
-
MediçõesEMC
191.6
-
Minimização de interferências conduzidas e ixradiadas 221.6.1
-
Antenas intencionais e não-intencionais 231.6.2
-
Layout de placas de circuito impresso24
1.6.3
-
Conexões e blindagens 25© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/EEL - UFSC
1.6.4
-
Filtros de linha1.7
- Modelagem
de problemasEMC
1.8
-
Conclusões desta seção1.9
-
Referências desta seçãoCapítulo 2
- Métodos
Numéricos paraModelagem
de Dispositivos Eletromagnéticos2.1
-
Introdução '2.2
-
Métodos
integrais e diferenciais2.3
-
Métodos
no domínio tempo e freqüência2.4
-
Métodos
numéricos para aplicaçõesem
compatibilidade eletromagnética2.4.1
-
Finite elementmethod (FEM)
oumétodo
de elementos finitos2.4.2
-
Finite difference method (FD) oumétodo
de diferenças finitas2.4.3
- Moments
method
(MoM)
oumétodo
dosmomentos
2.4.4
-
Transrnission-line modelingmethod
(TLM)
2.4.5
-
Generalized multipole technique(GMT)
2.4.6
-
Técnicas híbridas2.5
-
Conclusões desta seção2.6
-
Referências desta seçãoCapítulo 3
-
Formulação Matemática Tridimensional doMétodo
TLM
no DomínioTempo
(TLM-TD)
3.1
-
Introdução3.2
-
A
fonnulação bidimensional doTLM-TD
3.3
-
A
formulação tridimensional doTLM-TD
3.3.1
-
Symmetrical CondensedNode
(SCN)
3.3.2
-
Matriz de espalhamento3.3.3
-
Conexão
com
omomento
seguinte3.3.4
-
Condições decontomo
3.3.5
-
Determinação do tempo de propagação noSCN
3.3.6
-
Excitação noTLM-TD
tridimensional3.3.7
-
Cálculo decampos
3.3.8
-
Cálculo de correntes© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/EEL - UFSC
› -
3.3.9
- Modelagem
de materiais condutores3.3.10
-
Casosnão-homogêneos
3.4
-
Conclusões desta seção3.5
-
Referências desta seçãoCapítulo
4 -
Aspectos Computacionais4.1
-
Introdução4.2
-
A
linguagemFORTRAN
4.3
-
Etapa de processamento 4.4-
Etapa de pós-processamento4.5
-
Conclusões desta seção4.6
-
Referências desta seçãoCapítulo 5
-
Resultados Obtidos5.1
-
Introdução5.2
-
Análise de placas de circuito impresso5.2.1
-
Efeitos do layout de placas de circuito impresso nos níveis decorrentes e emissões ›
5.2.2
-
Crosstalk e blindagens eletromagnéticas5.3
-
Análise de penetração decampos
por aberturas5.4
-
Conclusões desta seção5.5
-
Referências desta seção.- Conclusoes Gerais
Anexo
1Anexo
2Anexo
3 Biografia do Autor© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/EEL - UFSC
Lista
de Figuras
e
Tabelas
Capítulo1
Figura 1.1
-
Custos do projeto considerando aspectosEMC
Figura 1.2
-
Ciclo típico de desenvolvimento de produtosFigura 1.3
-
Diagramaem
blocos dos elementos deum
problemaEMC
Figura 1.4
-
MediçõesEMC
de interferência irradiadaFigura 1.5
-
MediçõesEMC
de interferência conduzidaFigura 1.6 -Interferência de fontes de ruído nos cabos e conectores
Capítulo2
Tabela 2.1
- Comparação
entre métodos integrais e diferenciaisTabela 2.2
-
Métodos
no domínio tempo e freqüênciaFigura 2.1
-
Elemento finito triangular de primeiraordem
Figura 2.2
-
Elemento finito triangularFigura 2.3
-
Distribuição decampo
elétrico no interior deum
guia de onda(a) retangular oco; (b) de crista
Figura 2.4
-
Região de estudo discretizada nométodo
de diferenças finitasFigura 2.5
-
Células básicas utilizadasem
um
guia de onda:(a)
modo
TE;
(b)modo
TM
i
Figura 2.6
-
Condições de contorno namodelagem
do infinitoFigura 2.7
-
Arranjos de condutores para cálculo de scattering:(a) arranjo retilíneo; (b) arranjo semicilíndrico
Figura 2.8
-
Diagrama
de espalhamento para incidência direta a 0°:(a) arranjo retilíneo de condutores
(b) arranjo semicilíndrico de condutores
Figura 2.9
-
Linha de transmissão a dois fios divididaem
segmentos© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/BEL - UFSC
Figura 2.10
-
Modelo
deum
segmento deuma
linha de transmissãoFigura 2.11
- Modelo
do segmento utilizando a impedância característica da linha (Z0)Figura 2.12
-
Equivalente de Thévénin deum
segmento da linha de transmissãoFigura 2.13
-
Resultados obtidos pelo programa baseado nométodo
TLM-TD
unidimensional para excitação na forma de
um
degrau de 30 volts:(a) tensão na carga; (b) corrente na fonte
Figura 2.14
-
Resultados obtidos peloPSPICE:
(a) tensão na carga; (b) corrente na fonte
Capítulo3
Figura 3.1
-
Nó
série doTLM
2D
Figura 3.2
-
Nó
paralelo doTLM
2D
Figura 3.3
-
Linhas de transmissão para cada direção do eixo de coordenadasretangulares
Figura 3.4
-
Symmetrical CondensedNode
(SCN)
Figura 3.5
-
Tensões refletidas no interior doSCN
se propagando para as extremidadesFigura 3.6
- Conexão
com
omomento
seguinteFigura 3.7
-
Freqüências de ressonância para urna cavidade quadrada de 10 centímetrosFigura 3.8
-
Determinação de correntes através da Lei deAmpere
Figura 3.9
-
Short CircuitNode
ou nó de curto circuitoFigura 3.10
-
Condutor no espaço aberto sujeito auma
onda planaFigura 3.11
-
Composição
harmônica da corrente induzida no condutorFigura 3.12
-
Stub indutivo aplicado na direção “x” doSCN
Figura 3.13
-
Szub capacitivo aplicado na direção “x” doSCN
Capítulo 4Figura 4.1
-
Fluxograma do programaTLM-TD
Capítulo5
Figura 5.1
-
Efeitos das correntes nas emissões de ruído eletromagnético:(a)
modo
diferencial; (b)modo
comum
'
Figura 5.2
-
Representação esquemática de cinco diferentes configurações, mostrando:© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/EEL - UFSC xi
(a) layout l e 2; (b) layout 3; (c) layout 4; (d) layout 5;
(e) seção transversal dos layout 1, 3, 4 e 5; (Í) seção transversal do layout 2
Figura 5.3
-
Correntes demodo
comum
comparadas entre o layout 1 (Imc1) e o:(a) layout 2 (Imcz); (b) layout 3 (Imc3); (c) layout
4
(Imc4);(d) layout 5 (Imc5)
Figura 5.4
-
Corrente demodo
comum
no layout I (lmcl) comparadacom
trêsdiferentes opções para conexão
com
o plano-terra: (a) junto à fonte(Imc6); (b) junto à carga (Imc7); (c)
em
ambas as posições (Imc8)Figura 5.5
-
Correntes demodo
comum
gerando:(a)
campo
magnético na direção “x”(b)
campo
elétrico na direção ”y”Figura 5.6
-
Correntes demodo
diferencial gerando:(a)
campo
magnético na direção “¿y”; (b)campo
elétrico na direção ”x”Figura 5.7
- Módulo
docampo
elétrico irradiadoem
3.5GHz:
(a) layout 1; (b) layout 2; (c) layout4
Figura 5.8
- Módulo
docampo
magnético irradiadoem
3.5GHz:
-
(a) layout 1; (b) layout 2; (c) layout4
Figura 5.9
-
Corrente no layout 1em
3.5GHz:
(a) corrente demodo
comum
(hnc) emodo
diferencial (Imd) ao longo da trilha impressa;(b)
módulo
da corrente no plano-terraFigura 5.10
-
Corrente no layout 2em
3.5GHz:
(a) corrente demodo
comum
(Imc)e
modo
diferencial (Imd) ao longo da trilha impressa; - u(b)
módulo
da corrente no plano-terraFigura H 5.11
-
Corrente no layout4
em
3.5GHz:
(a) corrente demodo
comum
(Imc)e
modo
diferencial (Imd) ao longo da trilha impressa;(b)
módulo
da corrente no plano-terraFigura 5.12
-
Configuração da placa sob análiseFigura 5.13
-
Corrente no centro da trilha excitada pela fonte impulsivae no centro da trilha de componentes passivos da
PCI
Figura 5.14
-
Colocação deum
condutor acima da placa© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/BEL - UFSC
Figura 5.15
-
Correntes na trilha excitada e no condutor colocado acima da placaFigura 5.16
-
Colocação deuma
blindagem eletromagnética entre a placa e o condutor(a)
sem
conexão ao plano-terra;(b) conectada ao plano-terra
Figura 5.17
-
Corrente no condutor acima da placa,com
esem
a blindagem eletromagnéticaFigura 5.18
-
Corrente no condutor acima da placacom
a blindagem eletromagnéticaaterrada
ou
não ao plano'-terraFigura 5.19
-
Cavidade ressonanteFigura 5.20
-
Comparação
entreTLM
e dados experimentaisFigura 5.21
-
Comparação
entreTLM
e oMétodo
dosMomentos
Figura 5.22
-
Comparação
entreTLM
e oMétodo
de Elementos Finitos.Anexo
1Figura Al.l
-
Limites impostos pelaFCC
para emissões conduzidas pelosequipamentos: (a) Classe A; (b) Classe
B
Figura Al.2
-
Limites impostos pelaFCC
para emissões irradiadas pelosequipamentos: (a) Classe A; (b) Classe
B
Figura A1.3
-
Comparação
entre os limites impostos pelaFCC
para emissõesirradiadas pelos equipamentos Classe
A
e ClasseB
Figura
Al.4
-
Comparação
entre os limites impostos pelaCISPR
22 e pelaFCC
para emissões irradiadas pelos equipamentos:
(a) Classe A; (b) Classe
B
Figura A1.5
-
Comparação
entre os limites impostos pelaCISPR
22 eFCC
para emissões conduzidas pelos equipamentos:(a) Classe A; (b) Classe
B
Anexo
2
Figura A2.l
-
Symmetrical CondensedNode
© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/EBI. - UFSC
Lista
de Símbolos
Item 2.4.3
E
- campo
elétricoH
- campo
magnéticofe
-
função docampo
elétricofm
- fimção
docampo
magnéticoJ
-
densidade de correnteb¿
-
i-ésima função de baseJi
-
coeficiente relativo à densidade de correnteN
- número
de segmentos no qual foi discretizado 0 problemawj
-
função de peso[Z]
-
matriz de geometria do problema[H]
-
vetor decampos
magnéticos incidentes[J]
-
vetor de correntesem
cada elemento da superfície condutoraZ,-¡
=<
w¡,ƒ,,,(b,-)>-termos
damatriz [Z]H
J-=<
w
J-,H ¡,w> -
elementos do vetor [H]H
,-,,,,-
valores decampo
incidentesE(¢)
-
campo
elétricoem
função do ângulo ( (1))¢0- ângulo de incidência do
campo
Item 2.4.4
Vs
-
fonte de tensão, aplicada no início da linhaZz,
-
impedância da carga, acoplada aofim
da linhaN
- número
de segmentos no qual foi dividida a linha de transmissãoAz
-
comprimento de cada segmentoCOMP
-
comprimento total da linha.R
eL
-
resistência e indutância série de cada segmento© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/EBI. - UFSC
C
eG
-
capacitância e condutância paralelo de cada segmentoV-
tensão aplicada ao segmentoI
-
corrente que entra no segmentoZ0
-
impedância característica da linhal`
-
coeficiente de reflexãoZ
1~
impedância do meio de onde chega a frente de ondaZz
-
impedância do meio para onde vai a frente de ondak
-
instante de tempo,,
-
segmento genérico do meio da linhak In
-
corrente que se propagaem
“n no instante “lc”kV”
-
tensãoem
no instante “k”kVEf1
-
tensão incidente pela esquerda de “n”, no instante “k”kVDfiz
-
tensão incidente pela direita de “n”, no instante “k”kVE" -
tensão à esquerda de no instante “k”kVDn -
tensão à direita de “n”, no instante “k”kVE,Ç
-
tensão refletida para o lado esquerdo do segmento “n”, no instante “kkVD,f
-
tensão refletida para o lado direito do segmento “n ”, no instante “k”At
-
passo detempo
Vel
-
velocidade de propagação daonda
na linhaLp
-
indutância distribuída da linhaCp
-
capacitãncia distribuída da linhanem
3.2Vf
-
tensão incidente na porta 1Vzi
-
tensão incidente na porta2V3i
-
tensão incidente na porta3VÁ -
tensão incidente na porta4Vf
-
tensão refletida pela porta 1© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/EEL - UFSC
Vzr
-
tensão refletida pela porta 2V;
-
tensão refletida pela porta3V4'
-
tensão refletida pela porta4Item
3.3E,
-
campo
elétrico polarizado na direção “x”E, -H
campo
elétrico polarizado na direção “y”Ez
- campo
elétrico polarizado na direçãoH,
-
campo
magnético polarizado na direção “x”H,
-
campo
magnético polarizado na direção “y”H,
- campo
magnético polarizado na direção “z”[S]
-
matriz de espalhamento[S]T
-
matriz transposta de espalhamento[I]
-
matriz identidadek [VT J
~
vetor deordem
12 de tensões refletidas peloSCN
(Symmetrical CondensedNode)
k k/Í J
-
vetor deordem
12 de tensões incidentes aoSCN
k+1V3l (x, y, z
-1)
-
tensão incidente na porta 8 do nó situadoem
(x,y,z-I), no instante detempo
“k+I”
¡¿VÃ (x, y, z)
-
tensão refletida na porta 4 do nó situadoem
(x,y,z), no instante detempo
ak»
kV3r (x, y,z
-1)
-
tensão refletida na porta 8 do nó situadoem
(x,'y,z-I), no instante detempo “k”
¡¿+1VÃ (x, y, z)
-
tensão incidente na porta4
do nó situadoem
(x,y,z), no instante detempo
“k+1”
k+1V¿›f (x, y, z)
-
tensão incidente na porta 3 do nó de fronteira, no instante “k+J” ¡¿V3r (x, y, z)-
tensão refletida na porta 3 do nó de fronteira, no instante “lc”k+1V6i (x, y, z)
-
tensão incidente na porta6
do nó de fronteira, no instante“k+I
”© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/EEL - UFSC
kV6r(x, y, z)
-
tensão refletida na porta6
do nó de fronteira, no instante “k”l`
-
coeficiente de reflexão.u- velocidade de propagação da onda no meio
At
-
passo detempo
AZ -
dimensão doSCN
regularE0
eH
O-
valores iniciais decampo
elétrico e magnético respectivamente quedevem
seraplicados nos nós selecionados
como
nós de excitação`
Z0 V- impedância característica do meio considerado
m
-
número
de meios comprimentos de onda na direção “x”n
-
número
de meios comprimentos de onda na direção “y”p -
número
de meios comprimentos de onda na direção “Z”a
-
dimensão intema da cavidade ressonante, na direção “x”b
~
dimensão intema da cavidade ressonante, na direção “y” c-
dimensão intema da cavidade ressonante, na direção “Z”/.L
-
permeabilidade magnética do material que preenche a cavidade6
-
perrnissividade elétrica do material que preenche a cavidadef,
-
freqüência de ressonância da cavidade __»
H
-
campo
magnético nos nós adjacentes ao nó onde se deseja calcular a correntedl-
elemento de comprimentoL
-
caminho ao redor do nó onde se deseja calcular a corrente c-
velocidade da luz no vácuo ou no arÃ
-
comprimento de ondaf
-
freqüência ç2
_
impedância do snzb^_
Y
-
admitância do stub6,
-
permissividade elétrica relativa/.L,
-
permeabilidade magnética relativaItem
4.4 'FR
-
freqüência de interesse© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCADIEEL - UFSC
WR
-
freqüência angularB(
FR
)-
variável complexa auxiliar parauma
freqüênciaFR
T-
valor dotempo
em
cada passo do processo de iteraçãoTinicial
-
valor do tempo no primeiro passo de iteração que corresponde ao tempo inicialda simulação
T
final-
valor do tempo no último passo de iteração que corresponde ao tempo final dasimulaçao
VAR(
T)-
valor da grandezaem
cada passo de iteraçãoA(
FR
)-
amplitude da harmônica correspondente à freqüência escolhida (FR)Item
5.3V¿B
-
relaçãoem
decibéis entre a tensão induzida no condutor e ocampo
elétrico incidenteV,-M
-
tensão induzida na base do condutor existente no interior da cavidadeE
inc-
módulo
docampo
elétrico que incide sobre a face da cavidade que possui o furo© Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRÍUCAD/EEL - UFSC
l
Introdução
Este trabalho é
composto
porum
capítulo inicialque
tratada
apresentação doselementos
de
um
problema
típicode
compatibilidade eletromagnética, das fontesmais
comuns
de
interferência, das regulamentações internacionais existentes efornece alguns exemplos.
A
definição de compatibilidade eletromagnética(EMC
-ElectroMagnetic Compatibility) refere-se à habilidade de
um
dispositivoou
sistemaelétrico/eletrônico de funcionar satisfatoriamente dentro de
um
ambienteeletromagnético
sem
introduzir níveis intoleráveisde
interferência eletromagnética(EMI
- ElectroMagnetic Interference) esem
ser suscetível aos níveis consideradosaceitáveis
de
EMI.
Nesta seção são definidas ainda,algumas formas
deminimização
de
problemas
comuns
nesta área.O
capítulo 2 descreve inicialmente a importânciada
utilizaçãode
técnicasnuméricas
na
resoluçãode problemas de
eletromagnetismo e classifica os diversostipos
de
métodos
existentes.A
seguir, apresenta osfundamentos
dosmétodos mais
comuns
para análises deproblemas
EMC, com
ênfaseno Método
de Elementos
Finitos
(FEM
-
FiniteElement
Method),no
Método
dosMomentos
(MoM
-
Moments
Method),
eno
TLM
(Transmission-LineModeling
Method). Para finalizaresta seção, é feita
uma
comparação
entre osmétodos de
modelagem
numérica
apresentados, destacando suas vantagens
na
aplicaçãoem
casosde propagação
deondas
no
espaço
aberto e casosnão-homogêneos.
A
partir daí é feita aopção
pelométodo
que mais
se adapta aos tiposde problemas
aserem
estudados.No
capítulo 3,o
método
TLM-TD
(Transmission-LineModeling
Method
-
Time
Domain)
é estudadocom
mais
profundidade e é apresentada a formulação © Golberi de Salvador Ferreira, 1999 - Tese de Doutorado - GRUCAD/EEL - UFSCIntrodução 2
matemática
das versões bidimensional e tridimensional.Alguns
casos são aplicadosa estas formulações para confirmar a eficiência, confiabilidade e facilidade
de
programação
do método
TLM-TD
tridimensional,que
foi considerado omais
adaptável aos diferentes tipos de
problemas
estudados.O
capítulo4
mostra os principais aspectos computacionais envolvidosna
elaboraçãode vários
programas
baseadosno método
TLM.
Tópicoscomo
alinguagem de
programação
utilizada e ofluxograma
dosprogramas
desenvolvidoscom
oTLM
serão
abordados
neste item.Além
disso, serão apresentadas técnicas detransformação
domínio
tempo
paradomínio
freqüência eprogramas
de visualizaçãográfica bidimensional e tridimensional.
O
capítulofinal
apresenta os resultados obtidoscom
a aplicaçãode programas
baseados
no
TLM-TD
tridimensionalem
alguns casos voltados à compatibilidadeeletromagnética.
A
contribuição científica e a originalidadedo
tema
ficam
demonstrados
nesta seçãocom
a inclusãode
resultados publicadosem
congressos intemacionais eno
Brasil.3
Introdução à
Compatibilidade
Eletromagnética
1.1
-
Introdução
Compatibilidade eletromagnética
(EMC)
é a habilidadede
um
equipamento ou
sistema eletrônico
de
poder funcionar satisfatoriamenteem
um
determinado ambiente,sem
introduzir níveis intoleráveisde
interferências eletromagnéticas(EMI).
Esta definição refere-se a
uma
classe deproblemas de
eletromagnetismoque
tem
sofrido
um
aumento
na
sua ocorrência, principalmente devido a dois fatores.O
primeiro fator é o
aumento da
quantidadede equipamentos
eletrônicosem
Capítulo l - Introdução à Compatibilidade Eletromagnética 4
instalações industriais, comerciais e até
mesmo
residenciais, acarretandonuma
maior
densidade de sinais eletrônicos presentesno
ambiente.Outro
fator é oaumento
da
velocidadede
resposta destes equipamentos,o
que noimahnente
envolve
o uso de
sinais eletrônicoscom
freqüências altas. Estes fatorestêm
aumentado
a ocorrência deproblemas
de compatibilidade eletromagnética de talforma que
esta área constitui-se hoje,numa
importante fontede
investigaçãocientífica [1]-[4].
Para iniciar
o
estudoda
compatibilidade eletromagnética(EMC),
este capítulo irácaracterizar os
problemas
EMC
deuma
forma
geral, identificando seus elementos,categorias, classes e exemplos. Será
dada
atenção especial às fontes de ruídoou
interferência,
que
representamum
aspecto importante deproblemas
desta natureza.Na
seqüência, serão apresentadas infonnações relativas a normas, padronizações,aceitação
de
produtos,medições
e testes. Para finalizar, serão descritasalgumas
soluções
empregadas na minimização de problemas de
compatibilidade eletromagnéticano
sentidode
promover
a adaptaçãocom
asnonnas
existentes.Do
ponto de
vista científico, é clara a importânciado
estudode problemas
EMC,
mas
é possível reforçar esta intenção, acrescentando informaçõesdo
pontode
vistaeconômico
da produção de equipamentos
eletrônicos,o que
será feito a partir deste item.1.2
-
O
aspecto
econômico
da
compatibilidade eletromagnética
De uma
forma
simplificada, pode-se dividir a colocaçãode
um
produto eletrônico-~no mercado
em
três etapas: projeto, testes e produçao.Considerando que
esteproduto precisa passar por testes para verificar seus. níveis
de
geração de ruídos,podem
ocorrer três situações distintas. 'Capítulo l - Introdução à Compatibilidade Eletromagnética 5
Sendo
considerados os aspectosEMC,
durante a fase de projetodo
produto, visando prever eminimizar
as emissoes e a suscetibilidade a ruídos, pode-se perceberatravés
da
Figura 1.1,que
o custo totaldo desenvolvimento do
produto deverá sermenor
porque há
uma
grande disponibilidadede
técnicas para resolverproblemas
que
possam
ocorrer nesta etapa inicial.Na
eventualidade de ser detectadoum
problema
EMC
durante a fase de testesdo
produto,
que
venha
a exigiralguma modificação
no
projeto original,menor
seráo
número
de soluções disponíveis econsequentemente
os custos totais deverãoaumentar.
Porém,
se a necessidadede minimização
deproblemas de
EMC
ocorrer duranteo
momento
da produçao
do
produto,poucas
técnicas preventivaspodem
serempregadas,
devendo
sermais
contundentes as modificaçõesno
projeto inicial,que
provavelmente não
havia levadoem
conta aspreocupações
com
a compatibilidadeeletromagnética.
A
conseqüência disto é a elevação exagerada dos custos totais,provocando
em
alguns casos a sua precoceinviabilízaçao [2].I ‹-›‹n--.--uuu_‹-- u_u-1-..-nas-qn-_|‹-1: , _ Fgge dg Prgjgtg FBSB dê TESÍOS 17380 de Pl'0dllÇã0 Tecnicas Disponíveis e Custo Relativo › para Resolver o Problema do Ruído A i Técnicas Disponíveis : I custo I I J l l 1 r f
,
Desenvolvimento de Equipamentos - Escala de Tempo
Figura 1.1
-
Custosdo
projeto considerando aspectosEMC
[2].Capítulo l - Introdução à Compatibilidade Eletromagnética 6
Hoje, as
empresas
estãoadaptando
suas rotinas de desenvolvimentode
produtos paraque
osproblemas
EMC
sejam
detectados eminimizados o
quanto antes.A
Figura 1.2 mostra
um
ciclo típicode
desenvolvimento de produtosque
estãosendo
adotados por
empresas
que
possuem
apreocupação
em
evitar futurosproblemas de
compatibilidade eletromagnética
em
seus produtos [5]. Observa-seque
a tendênciaatual é subdividir o processo de desenvolvimento de
um
produtoem
várias etapas,onde
possam
ser efetuadas avaliações das emissões de ruído eletromagnético atravésde
medições
EMC.
Com
isso, pretende-se evitar a detecção deum
problema
EMC
nas fases finais
do
desenvolvimento deum
produto e antesdo
iníciodo
processoprodutivo propriamente dito.
Ciclo
de
Desenvolvimento de
Produto
Investigação Projeto do modelo Protótipo de Protótipo de Unidade de
Inicíãl experimental labontório produção produção
II
N50 Não Nâo Não Nao
ÚREPRQJETOI
Proença»Figura 1.2
-
Ciclo típicode
desenvolvimento de produtos [5].Evidentemente, a
preocupação
com
relação às emissões não-intencionaisde
ruído,que
caracterizam osproblemas
EMC
é justa, pois oscomponentes de
sistemaseletrônicos
podem
apresentarum
comportamento
não-idealquando
submetidos asinais
de
alta freqüência.Desta
forma, é necessário identificar os tiposde
estruturasque
são capazes de emitirou
captar estes sinais,mesmo
que não tenham
sidoprojetadas para tal. Para
que
esta identificação seja efetuadacom
precisão é precisoconhecer as
formas
com
que
estesproblemas
semanifestam
ecomo
se caracterizam osproblemas
EMC.
Capítulo 1 - Introdução à Compatibilidade Eletromagnética 7
1.3
-
Caracterização
de
casosde compatibilidade eletromagnética
Muitos exemplos
podem
ser citados paraexemplificar
osproblemas
EMC,
como
ofato
de microcomputadores
interferiremcom
rádiosFM
e televisores, telefonescelulares
que
não
podem
ser usados durante as viagens de avião por interferiremnos
equipamentos
eletrônicosda
aeronave, sistemasde
injeção eletrônicados
.automóveis
que
não funcionam
pertode
linhas de transmissãode
alta potênciaou
túneis, televisores
que
são interferidos porinúmeros
eletrodomésticosque
possuam
motores elétricos, fontes de alimentação chaveadas
que
geram
interferênciaem
outros dispositivos,
lâmpadas
fluorescentesque
quando
acendem provocam
interferência
em
equipamentos que
estejamem
pontospróximos da
rede elétrica,CÍC... .
Num
nívelde maior
responsabilidade, jáforam
detectados muitosproblemas
em
sistemas de
comunicação,
alarmes, satélites, radares,armamentos
e outros,que
provavelmente
ou
com
certezaocorreram
devido à faltade
compatibilidadeeletromagnética entre
equipamentos que compartilham do
mesmo
ambiente
eletromagnético.
Muitos
acidentesque ocorreram
com
helicópteros, navios, aviões eoutros, hoje já se sabe,
foram
causados porproblemas de
compatibilidade einterferência eletromagnética [1]-`[2].
Podem
ser citadas duas situaçõesque
abrangem
praticamente todas as categoriasde
equipamentos
eque
causam
inúmeros problemas na
maioria deles.A
primeira é aocorrência
de
descargas atmosféricas, cujo valor doscampos
eletromagnéticosenvolvidos são realmente significativos a ponto de provocar
dano
ou
mau
funcionamento
em
equipamentos
sem
a devida proteçao.As
primeiras interferênciaseletromagnéticas registradas devido às descargas atmosféricas
ocorreram
quando
Marconi
realizou os primeiros testescom
sistemas demodulaçao
AM
e descobriu que amãe
natureza já estava “no ar” [6].A
segunda
situação é a ocorrênciade
descargas eletrostáticas,
que
sao produzidas devido aoacúmulo
de
cargasem
Capítulo 1 - Introdução à Compatibilidade Eletromagnética 8
deterrninadas estruturas e a sua conseqüente evasão
quando
estabelecidas ascondições para tal. Este tipo
de
interferência é observadaem
muitas situações,onde
inclusive
o
corpohumano
pode
ser consideradocomo
uma
fonteou
como
um
caminho
para a correntede
descarga eletrostática [2]-[3].Para
que
se possa entendermelhor
como
ocorrem
e qual amelhor fonna
de evitar asinterferências eletromagnéticas, é preciso conhecer os elementos
que
compõem
estes tipos de
problemas
e atacá-los convenientemente de acordocom
aspossibilidades
do
projeto.Embora
diferentes soluçõespossam
serempregadas
pararesolver
um
único problema, aquelaque
irá provocar melhores resultados,certamente será a
que
eliminarou
minimizar
a principal causada
interferência.1.3.1
-
Elementos de
um
problema de
compatibilidade eletromagnéticaOs
elementosque
compoem
qualquerproblema
de compatibilidade eletromagnéticaestão divididos
em
três blocos,como
mostra
a Figura'l.3 [7]:0 a fonte
de
um
fenômeno
eletromagnéticoque
gera a interferência;0 o receptor (ou a vítima)
do fenômeno
eletromagnéticoque
pode nao
funcionaradequadamente;
0
o caminho
entre fonte e receptorque
permite a interferência,podendo
estecaminho
ser osfios
e cabosde
conexão
ou
simplesmente acamada
de arou de
outros materiais eletromagneticamente penneáveis
que
existam entre fonte ereceptor.
Capítulo l - Introdução à Compatibilidade Eleuomagnética 9
Fonte
Caminho
Rewpfor
(EUIÍSSOP) Eletromagnético (Vítima)
Figura 1.3
-
Diagrama
em
blocos dos elementos deum
problema
EMC
[7].Para ocorrer
uma
interferência eletromagnética entreequipamentos
dentrode
um
mesmo
ambiente
eletromagnético, é necessárioque
existauma
fontede
interferênciaou
ruído,um
receptor destes sinaisque
possa sofreruma
modificaçãodo
seufuncionamento
norrnal eum
caminho
eletromagnético estabelecido entre estes doisblocos,
completando
o circuito interferente.Todos
estes elementos estão presentesnum
problema
EMC,
porém
a identificaçãode
cadaum
deles por vezespode
serdifícil.
N
ormalrnente, os problemasde
compatibilidade eletromagnéticapodem
serresolvidos
conhecendo-se
aomenos
dois destes elementos [l].A
experiência mostraque
podem
ser consideradas fontesem
potencialde
interferências eletromagnéticas os transmissores
de
rádio, as linhasde
transmissãode
alta potência, os circuitos eletrônicos, as descargas atmosféricasou
eletrostáticas,os motores elétricos, as
lâmpadas
fluorescentesno
momento
do
acendimento, osequipamentos
de solda elétrica, atémesmo
as explosões solares e todos os outrosfenômenos que
têm
como
resultado a liberação de energia eletromagnética.Como
receptores
em
potencialpodem
ser considerados todos os circuitos eletrônicoscapazes de detectar e absorver energia eletromagnética.
Capítulo l - lntroducão à Compatibilidade Eletromaznética 10
O
método
de acoplamento
eletromagnético entre a fonte e o receptor, ou seja,o
caminho,
pode
ser diferenciadoem
duas categorias [1]-[4]:0
Conduzido,
onde o
ruído transfere-seda
fonte para o receptor pormeio
de
correntes elétricas
que
circulam pelos cabosde
conexão;0 Irradiado,
onde
a interferência ocorre através daemissão
deondas
eletromagnéticas geradas pela fonte e captadas pelo receptor.
É
possível perceberque
oscaminhos que
a interferência eletromagnética percorresão os
mais
variados possíveis,passando
por fios, cabos, condutores, pelo ar e pormateriais
permeáveis
às ondas eletromagnéticas [2].O
caminho
real percorrido pela interferência eletromagnéticada
fonte até o receptorpode
ser consideradocomo
uma
complexa
combinação
das categorias supracitadas.Isto faz
com
que
setome
difícil a deterrninação e/oumodelagem
do caminho
real,mesmo
que
fonte e receptorsejam
conhecidos.Além
disso, a providênciatomada
para elirninar
ou
minimizaruma
determinada categoria,pode
provocarum
incrementona
influênciade
outra categoria, piorandoou
simplesmente'modificando
um
problema
EMC.
Baseado
nos três elementosde
um
problema de
compatibilidadeeletromagnética, é possível elaborar
um
procedimento
genérico para solução destescasos.
1.3.2
-
Solução
de problemas de
compatibilidade
eletromagnéticaDe uma
forma
geral, existem três maneirasde
se prevenirou
evitarproblemas de
interferência [l]:
Capítulo 1 - Introdução à Compatibilidade Eletromagnética ll
0 suprimir a ernissao de interferência
na
fonte;0 fazer
com
que o
caminho
entre fonte e receptor, nas suas diferentes categorias,seja
o mais
ineficiente possível;0 fazer
com
que
o receptor seja omenos
suscetível possível às emissões dasprováveis fontes.
Para isso, é preciso primeiro identificar os elementos (fonte, receptor e caminho), depois eliminar
ou minimizar o caminho da
interferênciaou
parte dele, reduzir asemissões da(s) fonte(s) e reduzir a suscetibilidade do(s) receptor(es). Desta forma, pode-se conseguir a desejada compatibilidade eletromagnética entre sistemas
de
um
mesmo
ambiente
eletromagnético. Assim,uma
forma
de identificar os elementos eminimizar
ou
elirninar as interferências, permitindoque
osequipamentos
ou
sistemas dentro
de
um
mesmo
ambiente eletromagnéticosejam
compatíveis, éconhecer as classes de subproblemas
EMC
às quais elepode
ser dividido.1.3.3
-
Subproblemas de
compatibilidadeeletromagnética
Considerando
os aspectos anteiionnente levantados, pode-se dividir esteproblema
EMC
em
quatro classesde
subproblemas [1]:0
Emissão
Irradiada, ocorrequando
um
detenninado sistema apresentaum
de
i
seus
componentes
gerando sinais eletrônicosde
alta freqüência. Neste caso, osgabinetes, cabos
de
conexão, conectores edemais
partes metálicaspodem
funcionar
como
antenasque
irradiarnnão
intencionalmente a energia eletromagnética interferente.Como
conseqüência,o
ambiente eletromagnético ao qual está inseridoo
sistema,fica
eletromagneticamente poluído.Capítulo l - Introdução à Compatibilidade Eletromagnética 12
0 Suscetibilidade Inadiada, acontece
quando
um
determinado sistema apresentauma
configuração talque
seuscomponentes
possuam
a capacidade de captarondas
eletromagnéticas presentesno
seuambiente de
funcionamento.Deve
existir neste sistema
um
receptorem
potencial, cujofuncionamento
é afetadode
alguma
fonna
pela influênciada
energia eletromagnética interferente. -¢
Emissão
Conduzida, ocorrequando
os cabosde
conexão, de aterramento, deenergia elétrica e
de
comunicações,.conduzem
correntes de interferênciade
um
sistema
ou equipamento
para outro. Esta interferênciapode
com
isso,contaminar toda a rede de cabos,
fios
e conectoresque sen/em
aum
mesmo
ambiente eletromagnético.
0 Suscetibilidade Conduzida, existe
quando
um
detenninado equipamento,sistema
ou
parte destes, recebe sinais interferentes através dos cabos deconexão
e sofre alteraçõesno
seufuncionamento
nonnal.Evidentemente, só ocorrerá
uma
interferência eletromagnética efetiva,com
alterações
no funcionamento nonnal de equipamentos
eletrônicos, se existiremnum
mesmo
ambiente,equipamentos
sem
proteção contra ruídos irradiadosou
conduzidos
o que
ostoma
suscetíveis a estes problemas.As
soluções adotadas paraminimizar
ou
eliminar as interferências irradiadas sãorelativamente conhecidas e facilmente implementáveis, tais
como
blindagenseletromagnéticas, cabos blindados, colocação
de
malha
de
terra e alocação corretade componentes de
alta freqüênciaem
placasde
circuito impresso, etc... .Existem
também
soluções para resolvero problema de
interferência conduzida por cabos,fios e condutores, utilizando filtros eletrônicos, ferrites, indutores, etc...
Partindo
do
princípio deque
uma
determinada solução utilizadaem
um
equipamento
para evitar as emissões de ruído,não
permiteque
estes sinaissejam
Capítulo I - Introdução à Compatibilidade Eletromagnética 13
extemados,
é fácil verificarque
esta solução evitaráque
ruídos externos o afetem.A
conclusão imediata
que
sepode
obter éque
as soluções usadas para evitar asemissões
de
um
equipamento servem
também
paraque
eletome-se
menos
suscetívela interferências extemas.
Dentre
os pontosmais
importantes das etapas de projeto, análise e soluçãode
problemas
EMC,
estão oconhecimento
prévio e o estudo dos tipos de estruturasque
odem
ser consideradas fontes de ruídoem
otencial.P
P
1.4
-
Fontes
de
ruído
Dos
elementosque
compõem
um
problema
EMC
(fonte, receptor e carninho), afonte
de
interferênciaou
ruído é oque
mais influencia nas característicasdo
problema. Isto
porque
é a fontequem
determinao
tipo, a freqüência e a intensidadedos sinais interferentes envolvidos. Portanto, é prudente
que
se verifique os tiposmais
comuns
de
fontes de interferênciaque
são capazesde
provocarproblemas
em
várias classes
de
sistemas e equipamentos eletrônicos [3],[8].1.4.1
-
Fontes
de
ruído
naturalAs
fontesde
ruído naturalpodem
ser consideradas aquelasque ocorrem
devido aosfenômenos
da
natureza,não provocados
pelohomem, como
as descargasatmosféricas.
As
características deuma
interferênciaprovocada
poruma
descargaatmosférica são
muito
particulares por ocorrerem aleatoriamenteem
tempo
e lugar.~ ~
Todos
osequipamentos
eletrônicos estao sujeito a estasituaçao e por isso é prudente providenciarmedidas
que
minimízem
seus efeitos.Capítulo l - Introdução à Compatibilidade Eletromagnética 14
A
interferência proveniente deuma
descarga atmosféricapode
ser consideradacomo
um
impulso
cuja amplitude de correntechega
a valores bastante elevadosem
relação aos níveis das grandezas
em
outros tipos de interferência. Isto significaque
existe
um
número
muito
alto deharmônicos de
valor significativoque
sepropagam
pelo ar e interferem
numa
grande quantidadede equipamentos
eletrônicossimultaneamente. Esta perturbação
pode
ocorrer a distânciasmuito
grandes, devidoaos altos valores de
campo
envolvidos.A
colocaçãode
pára-raios acoplados aum
bom
sistemade
aterramentoajudam
aminimizar
este problema,mas
dependendo da
proximidade da
descarga,não
existecomo
impedir problemas, alterações e/oudanos
[3]-
'
'
1.4.2
-
Fontes
de
ruído
industrialEm
todos osramos de
atividade,mas
particularmenteem
ambientes industriais,pode
existiruma
quantidade e variedademuito grande de equipamentos que
recebem, captam,
absorvem,
geram
ou
transmitem toda sortede
sinais elétricos eondas
eletromagnéticas.Devido
à utilizaçãoda
energia elétrica nasmais
diversasaplicações, o
ambiente da
industria éo que
apresenta maiores condições paraque
existam
problemas de
compatibilidade eletromagnética(EMC)
[3].Podem
ser citadascomo
as áreasmais
problemáticasde
uma
organização industiial,as redes
de
computadores, osequipamentos
de
rádio-comunicação, iluminaçãofluorescente, linhas telefônicas, motores, transformadores, etc... . Especialmente nas
indústrias de telecomunicações e informática, os
problemas
EMC
sãomais
preocupantes devido ao grande
número
de
fontesde
ruído eletromagnético ereceptores suscetíveis a ele. Assim, alguns conceitos
podem
serdefinidos
paraclassificar tipos
de
ruídos existentesnum
ambiente
desta natureza.Capítulo l - Introdução à Compatibilidade Eletromagnética 15
O
“Comité
d°Études ng 1”da
“Commission
Életrotechnique Internationale”define
ruído eletromagnética
como
um
fenômeno
eletromagnético variável,que não
contém
informação
alguma
epode
se superporou
secombinar
aum
sinal útil,que
contenha
algum
tipode
infonnaçao [3].Sinal parasita é
um
sinalque
sesuperpõem
aum
outro já existentesem
obrigatoriamente apresentar problemas.
Perturbação
eletromagnéticaou
rádio-elétrica éuma
'anomaliade
naturezaqualquer
no funcionamento
deum
determinado sistema,que
pode
ocorrer devido àuma
irradiação eletromagnéticaou
a.uma propagação
deorigem
elétricaou
eletromagnética,
que
para todos os efeitos é considerada indesejada [9].Uma
perturbação conduzida
éuma
anomaliade
natureza qualquerno
funcionamento de
um
determinado sistema,que
pode
ocorrer devido àcondução por
meios
dos cabosde
conexão, de sinais de ruídoou
interferência.t
As
perturbações eletromagnéticasou
conduzidaspodem
ser classificadas quanto àcomposição harmônica
do
seu espectrode
freqüências.Dependendo
do
valorda
freqüência
da
perturbaçãoou
mesmo
da
largurade
faixa abrangida, os efeitoscausados
bem
como
as soluções para eles,sofrem modificações.
Estas variaçõesna
composição harmônica
do
sinal de perturbaçãopodem
ser devido àocupação
espectral '
de
natureza impulsiva, sinusoidalou
aleatória. Dentre os tiposidentificáveis
num
ambiente
industrial, pode-se destacar [3]:0 Sinal
de
perturbaçãode
banda
estreita, é aquele cujo espectro de freqüênciasapresenta
uma
ou
várias faixas de interferência.Um
exemplo
destamodalidade
~ .-
sao as perturbações
que ocorrem
devido a sinais transmitidos porequipamentos de
rádio-transmissão,que
apresentamuma
faixa principalcontendo
dainfonnação
e várias outras subfaixas distanciadas igualmente entreCapítulo l - Introdução à Compatibilidade Eletromagnética 16
si.
O
caso idealda
perturbação debanda
estreita é a perturbaçãoprovocada
porum
sinal senoidal puroque
possui apenasuma
harmônica que
causainterferência.
0 Sinal
de
perturbaçãode
banda
larga, é aquele cujo espectro é quase contínuoem
relação a freqüência,ou
seja, possuium
número
de harmônicas muito
grande
de
forma que
a distância entre as faixasde
interferêncianão
pode
serdetectada
ou
medida.Evidentemente
quando
se admite a classificaçãodo ambiente
como
sendo
industrial,estão incluídos
também
os ambientes comerciais eem
alguns casos os residenciais.Os
exemplos
abaixo identificamalgumas
situaçõesonde
podem
ser detectados'problemas
EMC
[1]-[8]: '0 transmissores e receptores de rádio-comunicação;
0 linhas
de
transmissão de alta tensão;~
0 iluminaçao fluorescente;
0 aparelhos eletrônicos
em
geral;0
motores
elétricos e aparelhos de tração elétrica; 0flashes
eletrônicos; ¬0 sistemas de
comunicaçao
eletromecânica;0 sistemas de ignição
de
motores à explosão (rotor e platinado), etcNo
momento
de projetar, desenvolverou
instalarum
sistemaou
equipamento
eletrônico, deve-se
sempre
ter apreocupação
com
a presença,no
seu localde
instalação,
de
fontesde
ruído eletromagnético.Além
disso, deve-se garantirque
esteequipamento
ou
sistemanão
contribuacom
acontaminação do
ambiente. Para isso,existem
normas que regulamentam
os níveismáximos
de
interferênciaque
um
Capítulo 1 - Introdução à Compatibilidade Eletromagnética 17
determinado
equipamento pode
introduzirno
seu ambiente de trabalho,ou
funcionamento.
1.5
-
Normas
epadronizações
Uma
grandemotivação
parao
estudo dos problemas relacionados à compatibilidadeeletromagnética, reside
na
imposição por partede
alguns países, deque
os'equipamentos
eletrônicos comercializadosno
seu território,devam
obedecerrigorosos critérios
na
áreade
compatibilidade eletromagnética, particularmentecom
relação às emissões
de
ruído. Estas exigências adicionaisque
devem
pertencer aoprojeto
do
equipamento,têm
o objetivo detomar
os sistemas eletromagneticamentecompatíveis
com
o
seuambiente de
instalação e funcionamento.Porém,
mesmo
em
países
onde não
existem imposições legais nesta área,podem
existir exigências dequalidade por parte
do
mercado
consumidor. Assim, pode-se identificar duas classesbásicas de exigências [1]:
0 as impostas pelas indústrias
de
manufatura;0 as impostas
por
agências governamentais.As
imposições feitas pelas indústrias existemno
sentidode
permitir a satisfaçãodo
cliente e consurnidor
em
potencial etêm
o propósitode
assegurar a confiabilidade equalidade
dos
produtos.São
imposiçõesnão
sóde
controlede
emissões,mas
também
de suscetibilidade a elas.Por
exemplo, seuma
detenninadaempresa
lançano
mercado
um
novo
produtoque
é muito suscetível a descargas atmosféricasou
eletrostáticas, certamente obterá
maus
resultados devendas
euma
má
reputaçãoem
relação à concorrência.
Por
isso,em
muitos casos, é a leide
mercado
enão
imposições legais
que
determina a qualidade eimunidade
do
produto.Assim, nos
países