Notas para o acompanhamento das aulas de
C´
alculo Diferencial e Integral 1
Cap´ıtulo 4
Aplica¸
c˜
oes de Derivadas
4.1
M´
aximos e M´ınimos Locais
Dizemos que x0∈X⊂R´eponto de m´aximo localdef: X⊂R→R quando existir uma vizinhan¸ca]a, b[de x0
tal que f(x)≤f(x0)para todox∈]a, b[∩X.
y
x b
a x0
gráfico def
f( )x0
x f( )x
A imagemf(x0)´e chamada devalor m´aximo local def.
Analogamente, dizemos que x0 ∈ X ⊂ R´e ponto de m´ınimo local de f : X ⊂ R → R quando existir uma
vizinhan¸ca ]a, b[ dex0 tal quef(x)≥f(x0)para todox∈]a, b[∩X. y
x b a x0
gráfico def
f( )x0
x f( )x
A imagemf(x0)´e chamada devalor m´ınimo local def.
Proposi¸c˜ao. Se x0 ∈ ]a, b[ ´e ponto de m´aximo local ou m´ınimo local de f : ]a, b[ ⊂ R → R deriv´avel, ent˜ao
f′(x 0) =0.
y
x
x1
gráfico def
x0
reta tangente reta tangente
Observa¸c˜oes:
(1)A reta tangente ao gr´afico defem(x0, f(x0))´e horizontal.
(2) A rec´ıproca da proposi¸c˜ao acima n˜ao ´e verdeira. Por exemplo: f(x) = x3 ´e diferenci´avel em R e tal que f′(0) =0, masx
y
x 0
1
1
f
4.2
Teoremas de Rolle e Valor M´
edio
Teorema de Rolle. Seja a fun¸c˜ao cont´ınuaf: [a, b]→R, deriv´avel em ]a, b[e tal quef(a) =f(b). Ent˜ao, existe
c∈]a, b[tal quef′(c) =0.
y
x f a( ) =f b( )
a c b
gráfico def
Observemos que, geometricamente, o Teorema de Rolle garante a existˆencia de pelo menos uma reta tangente horizontal ao gr´afico def.
Teorema do Valor M´edio. Seja a fun¸c˜ao cont´ınuaf: [a, b]→R, deriv´avel em]a, b[. Ent˜ao, existec∈]a, b[tal
quef(b) −f(a) =f′(c) (b−a).
y
x
a c b
f c( )
f a( )
f b( )
gráfico def
f b( ) -f a( )
b-a r
s
r// s
Observemos que, geometricamente, o Teorema do Valor M´edio garante a existˆencia de pelo menos uma reta tangente ao gr´afico defcom coeficiente angular f(bb)−−fa(a).
Corol´ario 1. Seja a fun¸c˜ao cont´ınua f : [a, b]→ R, deriv´avel em ]a, b[. Se f′(x) = 0 para qualquer x∈ ]a, b[,
ent˜ao f´e constante.
y
x
a x b
f x( )
gráfico def
Corol´ario 2. Sejam as fun¸c˜oes cont´ınuas f, g: [a, b]→R, deriv´aveis em ]a, b[. Sef′(x) =g′(x) para qualquer
y
x
a x b
g x( )
g a( )
g b( ) gráfico deg
f a( ) f b( )
g x( ) +k= ( )f x
gráfico def
4.3
Fun¸
c˜
oes Mon´
otonas: crescimento e decrescimento
Dizemos que f:X⊂R→R´ecrescenteemA⊂Xquando para qualquerx1< x2emAtemosf(x1)< f(x2).
x y
x2 f( )x2
gráfico def
x1 f( )x1
Dizemos quef:X⊂R→R´edecrescenteemA⊂Xquando para qualquerx1< x2emAtemosf(x1)> f(x2).
x y
x2 f( )x1
gráfico def
x1 f( )x2
Dizemos que f : X ⊂ R → R ´e mon´otona em seu dom´ınio quando f for ou crescente, ou decrescente, em seu
dom´ınio.
Exemplo 1. A fun¸c˜ao f : R → R dada por f(x) = x2 ´e crescente em A1 = [0,+∞) ⊂ R e decrescente em
A2= (−∞, 0]⊂R, portanto, n˜ao ´e mon´otona emR.
0 x
y
A2 A1
Exemplo 2. A fun¸c˜aof:R→Rdada porf(x) =x3´e crescente emRe, portanto, mon´otona emR.
y
Proposi¸c˜ao. Sejam a fun¸c˜ao deriv´avelf:X⊂R→Re[a, b]⊂X. Ent˜ao: (i)Sef′(x)> 0para qualquerx∈]a, b[⊂X, ent˜aof´e crescente em[a, b]. (ii)Sef′(x)< 0para qualquerx∈]a, b[⊂X, ent˜aof´e decrescente em[a, b].
y
x x1
gráfico def
x0
f x¢( ) >0 0 f x¢( ) <1 0
Exerc´ıcio 1. Dadaf:R→Rtal quef(x) =2x3−3x2−12x+12, determinar os intervalos nos quais f´e crescente
ou decrescente.
(ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 2. Dadaf:R→Rtal quef(x) = x
x2
+1, determinar os intervalos nos quaisf´e crescente ou decrescente. (ser´a feito na sala de aulas)
Teorema. Sejam a fun¸c˜ao deriv´avelf:X⊂R→R,]a, b[⊂Xex0∈]a, b[tal que f′(x0) =0. Ent˜ao:
(i)Sef′(x)> 0em]a, x0[ ef′(x)< 0em]x0, b[, ent˜aox0´e ponto de m´aximo local def. (ii)Sef′(x)< 0em]a, x
0[ef′(x)> 0em]x0, b[, ent˜aox0´e ponto de m´ınimo local de f.
(iii)Sef′(x)> 0em]a, x0[ef′(x)> 0em]x0, b[, ent˜aox0n˜ao ´eponto de m´ınimo locale nemponto de m´aximo local de f.
(iv)Sef′(x)< 0em]a, x0[ef′(x)< 0em]x0, b[, ent˜aox0n˜ao ´eponto de m´ınimo locale nemponto de m´aximo local de f.
y
x x1
gráfico def
x2 x3 x4
máximo local mínimo local 1
2
3 4
Dadaf:X⊂R→Rderiv´avel,x0∈Xtal quef′(x0) =0´e chamado deponto cr´ıticodef.
Exerc´ıcio 3. Dadaf:R→Rtal quef(x) = x
7 7 −
3 2x
6+29 5x
5−39 4x
4+6x3, encontre e classifique seus pontos cr´ıticos.
(ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 4. Dadaf:R→Rtal quef(x) =2x3−3x2−12x+12, encontre e classifique seus pontos cr´ıticos.
(ser´a feito na sala de aulas)
4.4
Concavidades em Gr´
aficos de Fun¸
c˜
oes
Sejaf:X⊂R→Rderiv´avel em]a, b[⊂X.
y
x x0
gráfico def
x f( )x
y=f x( )0 + ¢( )f x0( -x x0)
f x( ) + ¢( )( -0 f x0 x x0)
Dizemos que o gr´afico de f ´e cˆoncavo para baixo em x0 ∈ ]a, b[ quando a reta tangente ao gr´afico de f em (x0, f(x0)) estiver acima do gr´afico de f em uma vizinhan¸ca de x0, ou seja, f(x) < f(x0) +f′(x0) (x−x0) para x pr´oximo dex0.
y
x x0
gráfico def
x f( )x
y=f x( )0 + ¢( )f x0( -x x0)
f x( ) + ¢( )( -0 f x0 x x0)
Dizemos que o gr´afico def´e cˆoncavo para cima em ]a, b[ quando for cˆoncavo para cima em qualquerx0∈]a, b[. Dizemos que o gr´afico def´e cˆoncavo para baixo em]a, b[quando for cˆoncavo para baixo em qualquerx0∈]a, b[.
Teorema. Sejaf:X⊂R→Rduas vezes deriv´avel em]a, b[⊂X. Sejax0∈]a, b[.
(i)Sef′′(x
0)> 0, ent˜ao o gr´afico def´e cˆoncavo para cima emx0. (ii)Sef′′(x
0)< 0, ent˜ao o gr´afico def´e cˆoncavo para baixo emx0.
Exerc´ıcio 1. Dadaf:R→Rtal quef(x) =x2, determinar os intervalos nos quaisf´e cˆoncava para cima ou cˆoncava
para baixo.
(ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 2. Dadaf : R→R tal que f(x) =sen(x), determinar os intervalos nos quaisf ´e cˆoncava para cima ou
cˆoncava para baixo.
(ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 3. Dada f: R→Rtal quef(x) =2x3−3x2−12x+12, determinar os intervalos nos quaisf ´e cˆoncava
para cima ou cˆoncava para baixo. (ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 4. Dada f : R→ R tal que f(x) = x
x2
+1, determinar os intervalos nos quais f ´e cˆoncava para cima ou cˆoncava para baixo.
(ser´a feito na sala de aulas)
Teste da Derivada Segunda. Sejaf :X⊂R→R duas vezes deriv´avel em ]a, b[⊂X. Sejax0 ∈]a, b[ponto
cr´ıtico def. (i)Sef′′(x
0)> 0, ent˜aox0´e ponto de m´ınimo local. (ii)Sef′′(x
0)< 0, ent˜ao x0´e ponto de m´aximo local.
y
x x0
gráfico def f x¢( ) =0 0 f x¢¢( ) <0 0 y
x x0
gráfico def
f x 0
f x 0
¢( ) = ¢¢( ) >
0
0
Exerc´ıcio 5. Dadaf : R→R tal que f(x) =2x3−3x2−12x+12, classifique os pontos cr´ıticos de f utilizando o
Exerc´ıcio 6. Dadaf:R→Rtal quef(x) =x4+2x3+x2−8, classifique os pontos cr´ıticos def utilizando oTeste
da Derivada Segunda.
(ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 7. Dada f : R → R tal que f(x) = x4+4x3, classifique os pontos cr´ıticos de f utilizando o Teste da
Derivada Segunda.
(ser´a feito na sala de aulas)
Observa¸c˜ao: no exerc´ıcio anterior ocorreu a existˆencia de um ponto cr´ıticox0∈Rtal quef′′(x0) =0e este ponto n˜ao ´e de m´aximo e nem de m´ınimo local def. Entretanto, pode ocorrer que um ponto cr´ıtico deftal quef′′(x
0) =0seja ponto de m´aximo ou de m´ınimo local def.
Por exemplo,f:R→Rtal quef(x) =x4´e tal quef′(x) =4x3ef′′(x) =12x2. Temos assim, quef′(0) =f′′(0) =0
ex0=0´e ponto de m´ınimo local def.
0 x
y gráfico def
Sejaf:X⊂R→R. Dizemos quex0∈X´e ponto de inflex˜aodef quando o gr´afico de fmuda de concavidade
em (x0, f(x0)).
y
x
gráfico def
x0
f( )x0
Proposi¸c˜ao. Sejaf:X⊂R→Rduas vezes deriv´avel em um ponto de inflex˜aox0∈Xdef. Ent˜aof′′(x0) =0.
Observa¸c˜ao: a rec´ıproca da proposi¸c˜ao acima ´e falsa, ou seja, f′′(x
0) =0 n˜ao significa necessariamente quex0 ´e ponto de inflex˜ao de f. Um contra-exemplo, conforme visto acima, ´e dado porf(x) =x4. Entretanto, os pontos x
0 tais f′′(x
0) =0s˜aocandidatosa pontos de inflex˜ao, uma vez que estes devem satisfazerf′′(x0) =0.
Exerc´ıcio 8. Encontre os pontos de inflex˜ao def:R→Rtal quef(x) =x4+4x3.
(ser´a feito na sala de aulas)
4.5
Ass´ıntotas n˜
ao horizontais ou verticais
Dizemos que a reta de equa¸c˜ao geraly=ax+b´e uma ass´ıntota n˜ao verticaldo gr´afico defquando
lim x→+∞
(f(x) − (ax+b)) =0
ou lim
x→−∞
(f(x) − (ax+b)) =0
Observemos que, se a=0(ou seja,y=b), temos lim x→+∞f
(x) =bou lim x→−∞f
y
x
gráfico def
y= ax+b
assíntota do gráfico def
Exerc´ıcio 1. Verifique sef:R→Rtal quef(x) =√x2+1 possui ass´ıntotas n˜ao verticais.
(ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 2. Verifique sef:R→Rtal quef(x) = x
3 x2+
1 possui ass´ıntotas n˜ao verticais. (ser´a feito na sala de aulas)
4.6
Tra¸
cados de Gr´
aficos de Fun¸
c˜
oes
Baseados nos resultados das se¸c˜oes anteriores temos umasugest˜aode roteiro para o tra¸cado rigoroso de gr´aficos de fun¸c˜oes. Naturalmente, dependendo da fun¸c˜ao a qual se deseja tra¸car o gr´afico, nem sempre ´e necess´ario (e, `as vezes, nem ´e poss´ıvel por m´etodos anal´ıticos) determinar todos os itens propostos abaixo e nem seguir a mesma ordem.
Sugest˜ao de Roteiro:
(1)Determine o maior dom´ınio poss´ıvel paraf. (2)Determine as ra´ızes def (fazendof(x) =0).
(3)Determine os pontos cr´ıticos def(fazendof′(x) =0).
(4)Determine os intervalos de crescimento e decrescimento def(fazendo o estudo de sinal def′(x)) (5)Determine os candidatos a pontos de inflex˜ao def (fazendof′′(x) =0).
(6)Determine os intervalos de concavidade para cima e concavidade para baixo do gr´afico de f(fazendo o estudo de sinal def′′(x)).
(7)Determine quais dos pontos candidatos a pontos de inflex˜ao defrealmente o s˜ao. (8)Classifique os pontos cr´ıticos def(m´aximo local, m´ınimo local ou nem um dos dois).
(9)Determine as ass´ıntotas verticais ao gr´afico de f (quanto ocorrem, geralmente passam por pontos do eixox que n˜ao est˜ao no dom´ınio def).
(10)Determine as ass´ıntotas n˜ao verticais ao gr´afico def (isso inclui as ass´ıntotas horizontais).
(11)Calcule os limites no infinito def(caso o dom´ınio defpermita) e outros limites que julgar necess´arios. (12)Calcule, caso julgue necess´ario, alguns valores (imagens) def.
Exerc´ıcio 1. Trace, de modo justificado, o gr´afico def:X⊂R→Rtal que f(x) = 1
1+x2. (ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 2. Trace, de modo justificado, o gr´afico def:X⊂R→Rtal que f(x) = 4x+5
x2 −1. (ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 3. Trace, de modo justificado, o gr´afico def:X⊂R→Rtal que f(x) =8x3+30x2+24x+10.
(ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 3. Trace, de modo justificado, o gr´afico def:X⊂R→Rtal que f(x) =senh(x).
(ser´a feito na sala de aulas)
4.7
Regras de L’Hospital para c´
alculo de limites
As regras de L’Hospital utilizam derivadas para o c´alculo de limites que apresentam indetermina¸c˜oes do tipo “0 0” ou “∞
∞”.
Naturalmente, elas n˜ao foram apresentadas no cap´ıtulo que trata especificamente de limites devido ao fato das derivadas serem desenvolvidas posteriormente ao referido capitulo.
Teorema 1. Sejam f e g fun¸c˜oes deriv´aveis um uma vizinhan¸ca de p ∈ R de tal modo que g′(x) 6= 0 nesta vizinhan¸ca. Se lim
x→pf
(x) = lim x→pg
(x) =0e existe lim x→p
f′(x)
g′(x), ent˜ao existe lim
x→p f(x)
g(x), sendo limx→p f(x) g(x) =xlim→p
f′(x)
g′(x).
Teorema 2. Sejam f e g fun¸c˜oes deriv´aveis um uma vizinhan¸ca de p ∈ R de tal modo que g′(x) 6= 0 nesta
vizinhan¸ca. Se lim x→pf
(x) =±∞, lim x→pg
(x) =±∞e existe lim x→p
f′(x)
g′(x), ent˜ao existe lim
x→p f(x)
g(x), sendo limx→p f(x) g(x) =xlim→p
f′(x)
g′(x).
Observa¸c˜oes:
(1) com as devidas adapta¸c˜oes, os teoremas acima s˜ao v´alidos para limites laterais e limites no infinito, ou seja, x→p+,x→p−,x→+∞oux→−∞no lugar dex→p.
(2) lim x→p
f′(x)
g′(x) pode ser um limite infinito, ou seja, lim x→p
f′(x)
g′(x) =±∞.
Exemplo 1. Calcule lim
x→1
x5 −6x3
+8x−3
x4−1 utilizando a Regra de L’Hospital.
Resolu¸c˜ao.
Fa¸camosf(x) =x5−6x3+8x−3 eg(x) =x4−1, que s˜ao deriv´aveis em qualquer vizinhan¸ca de p=1. Temos g′(x) =4x36=0, para xpr´oximo de1, e lim
x→1
f(x) = lim x→1
g(x) =0.
Como lim x→1
f′(x) g′(x) =xlim→1
5x4 −18x2
+8 4x3 = −
5
4 temos, pela Regra de L’Hospital, que limx→1
x5 −6x3
+8x−3 x4−
1 = −
5 4.
Observemos que o limite em quest˜ao pode ser calculado por meio de fatora¸c˜ao, uma vez quep=1´e raiz defe de g, ou seja, lim
x→1
x5 −6x3
+8x−3 x4−
1 =xlim→1
(x−1)(x4
+x3−5x2−5x+3) (x−1)(x4−
x3+ x2+
x+1) .
Exemplo 2. Calcule lim
x→+∞
ex x.
Resolu¸c˜ao.
Fa¸camosf(x) =ex eg(x) =x, que s˜ao deriv´aveis emR. Temosg′(x) =1 6=0, para qualquerx, e lim x→+∞f
(x) =
lim x→+∞g
(x) = +∞.
Como lim x→+∞
f′(x)
g′(x) = lim x→+∞
ex
1 = +∞temos, pela Regra de L’Hospital, que limx→+∞
ex
x = +∞.
Exemplo 3. Calcule lim
x→0+
xln(x).
Resolu¸c˜ao. Temos lim
x→0+xln(x) =xlim→0+ ln(x)
1 x
.
Fa¸camos f(x) = ln(x) e g(x) = 1
x, que s˜ao deriv´aveis em qualquer vizinhan¸ca (positiva) de 0. Temos g′(x) = − 1
x2 6=0, para qualquerx > 0, lim
x→0+f(x) = −
∞e lim
x→0+g(x) = +
∞.
Como lim x→0+
f′(x)
g′(x) =xlim→0+ 1 x −1
x2
=0temos, pela Regra de L’Hospital, que lim
x→0+xln(x) =0.
Exerc´ıcio 1. Calcule lim
x→0+x 2ln(x).
(ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 2. Calcule lim
x→0+
1 x2 −sen1
(x)
. (ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 3. Calcule lim
x→0+x x.
(ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 4. Calcule lim
x→+∞
1+ 1 x2
x . (ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 5. Calcule o 2o
. Limite Fundamental, lim x→+∞
1+ 1 x
x
, utilizando a Regra de L’Hospital. (ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 6. Calcule o 1o
. Limite Fundamental, lim x→0
sen(x)
(ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 7. Considere f(x) =x2sen 1
x
eg(x) =xpara x6=0. Temosg′(x) =16=0, lim x→0
f(x) = lim x→0
g(x) =0 e
lim x→0
f(x)
g(x) =0. Entretanto, limx→0
f′(x) g′(x) = lim
x→0
2xsen(1 x)+x
2 cos(1
x)(− 1 x2) 1 =xlim→0
2xsen 1 x
−cos 1 x
que n˜ao existe! H´a contradi¸c˜ao com a Regra de L’Hospital?
(ser´a feito na sala de aulas)
4.8
Problemas de Otimiza¸
c˜
ao
Um problema de otimiza¸c˜ao geralmente ´e um problema pr´atico no qual estamos interessados em encontrar pontos de m´aximo ou pontos de m´ınimo de determinada fun¸c˜ao resultante da modelagem matem´atica deste problema.
J´a vimos como encontrar pontos de m´aximo ou de m´ınimo locais de fun¸c˜oes deriv´aveis. Basta “derivar e igualar a zero”. Entretanto, nos problemas de otimiza¸c˜ao estamos interessados em pontos de m´aximo ou de m´ınimoglobais, ou seja, pontos que maximizam ou minimizam a fun¸c˜ao em todo o seu dom´ınio. Ocorre que, dependendo da fun¸c˜ao e de seu dom´ınio, pontos de m´aximo ou de min´ımo globais podem n˜ao anular a derivada da fun¸c˜ao (caso a fun¸c˜ao seja deriv´avel). Por exemplo,f(x) =xcom dom´ınioX= [0, 1] tem, claramente, ponto de m´aximo globalx0=1e m´ınimo globalx1=0. Todavia,f′(x) =1para x∈]0, 1[ef′−(1) =f′+(0) =1(derivada `a esquerda e `a direita).
Temos dois teoremas que nos auxiliam na procura de m´aximos e m´ınimos globais.
Um deles ´e o Teorema de Weierstrass, que j´a vimos no cap´ıtulo de limites. Este teorema garante a existˆencia de pontos de m´aximo e m´ınimo globais em fun¸c˜oes cont´ınuas com dom´ınio da forma[a, b].
Teorema de Weierstrass. Se f: [a, b]⊂R→R´e cont´ınua, ent˜ao existem xm, xM∈[a, b]tais quef(xm)≤f(x)≤
f(xM), ∀x∈[a, b], ou seja,xm´e ponto de m´ınimo global exM´e ponto de m´aximo global de f.
Baseados no Teorema de Weierstrass, temos um roteiro para procurar pontos de m´aximo ou m´ınimo globais de fun¸c˜oes cont´ınuas com dom´ınio do tipo [a, b];
(1)Considere os pontos cr´ıticos def;
(2)Considere os pontosaebextremos do intervalo[a, b]; (3)Considere os pontos nos quaisfn˜ao ´e deriv´avel.
Os pontos de m´aximo ou m´ınimos globais defest˜ao entre os pontos dos trˆes itens acima.
Por fim, h´a tamb´em a seguinte proposi¸c˜ao.
Proposi¸c˜ao. Seja f:R→Rderiv´avel. Sec´e o ´unico ponto cr´ıtico de m´ınimo (m´aximo) local def, ent˜aoc´e ponto
de m´ınimo (m´aximo) global def.
Exerc´ıcio 1. Encontrar dois n´umeros cuja soma ´e16e o produto ´e o m´aximo poss´ıvel.
(ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 2. Determinar as dimens˜oes do retˆangulo de maior ´area que pode ser inscrito em um semic´ırculo de raioa.
(ser´a feito na sala de aulas)
Exerc´ıcio 3. Um vendedor consegue vender500 objetos a R$ 1, 50 cada, sendo o custo R$ 0, 70 cada. Para cada
desconto deR$0, 01que concede, consegue vender mais25unidades, ou seja, para cada centavo que abaixa no pre¸co, a quantidade vendida pode ser aumentada de25unidades. Qual ´e o pre¸co unit´ario que maximiza o lucro?
Referˆ
encias Bibliogr´
aficas
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[2] Guidorizzi, H. L.Um Curso de C´alculo(4vols.).5a
. ed. Rio de Janeiro: LTC - Livros T´ecnicos e Cient´ıficos Editora,2001.
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. ed. S˜ao Paulo: Editora Pioneira - Thomson Learning,2001.
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. ed. S˜ao Paulo: Editora Makron Books, 1994.
[7] Thomas, G. B.C´alculo(2vols.). 10a