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A Indústria Petroquímica no Brasil

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Academic year: 2021

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(1)

Assessoria econômica SINPROQUIM

A Indústria

Petroquímica

no Brasil

Ricardo Neves de Oliveira

Diretor Executivo

(2)

Principais informações sobre Indústria Química Brasileira

2

milhões de

empregos

10%

do PIB

Industrial

MAIOR

indústria química do

MUNDO

Faturamento

líquido de

US$ 75

bilhões

MAIOR

Setor Industrial

MUNDO

(3)

Déficit

1991= US$ 1,5 bilhão

2017= US$ 23 bilhões

21%

CAPACIDADE OCIOSA

US$

37 bilhões

IMPORTAÇÕES DIRETAS

IMPORTAÇÕES OCUPAM

38%

da DEMANDA

DOMÉSTICA

2,6

vezes

>

PREÇO DAS

IMPORTAÇÕES EM RELAÇÃO ÀS

EXPORTAÇÕES

$

Fonte: ABIQUIM

Elaboração: Assessoria econômica SINPROQUIM

(4)

A atividade química possui cadeia longa, que abastece múltiplas empresas e segmentos

Óleo & Gás, Etanol, Biomassa

Unidades Fabris e Refinarias

Óleo & Gás, Etanol, Biomassa

Petroquímicos

6 Unidades Fabris Petroquímicos Básicos Eteno Propeno Butadieno Benzeno Xilenos Químicos intermediários e Resinas plásticas 2,500 2,300 Unidades Fabris Empresas PE PP SBR PS PET Transformadores 12,000 Empresas Embalagens Produtos Automotivos Eletrônicos Tubos Segmentos Agricultura Construção

Civil Varejo Automotiva Cuidados Pessoais Alimentos

O setor de produtos químicos

figura entre os que mais

possuem efeitos propulsores

na economia.

Está entre os melhores setores

nos encadeamentos tanto para

montante como para jusante.

O aumento de produção da

indústria química estimula a

produção de outros setores,

havendo um efeito dinâmico

(5)

Os avanços tecnológicos da química se refletem em outros setores à frente de sua cadeia

Fonte: ABIQUIM

Elaboração: Assessoria econômica SINPROQUIM

A Química é

fundamental

para o futuro da

(6)

Mas vive um ciclo vicioso...

●Falta de

competitividade

●Baixas

rentabilidades

●Redução de

investimentos

●Déficit Crescente

e Preocupante

●Aumento da

Participação das

Importações

●Elevação da

Ociosidade

●Fechamento de

Unidades

FATORES CRÍTICOS

-MATÉRIA-PRIMA

COMPETITIVA

(ENTRE 70 E 90% DOS CUSTOS)

- ENERGIA (20% DOS CUSTOS)

FORTE RELAÇÃO DAS

MATÉRIAS-PRIMAS

PETROQUÍMICAS COM O

MERCADO DE ENERGIA.

FORNECIMENTO

CONDICIONADO AO

EQUACIONAMENTO DA

MATRIZ ENERGÉTICA.

(7)

Uma das razões da falta de competitividade é o elevado preço do gás natural no Brasil

Fonte: até dez/2006 - Gas Energy; a partir de jan/2007 - Boletim Mensal do Gás Natural (Ministério de Minas e Energia - MME) e EIA.

Elaboração: Assessoria econômica SINPROQUIM

US$/MBTU - Evolução

mensal

– janeiro 2001 a

dezembro de 2017;

city-gate, sem impostos e sem a

margem das distribuidoras

estaduais.

Nota 1: Preço Brasil Petrobras, city-gate, sem impostos, média dos valores regionais praticados; e preço Bolívia QDCa, média dos valores regionais praticados. Nota 2: No Brasil, se forem acrescidas as margens praticadas nos estados, o preço médio pode subir entre US$ 3-5/MBTU, a depender da localização e do volume contratado. 0 2 4 6 8 10 12 14 16 0 2 4 6 8 10 12 14 16 Jän.01 Jän.02 Jän.03 Jän.04 Jän.05 Jän.06 Jän.07 Jän.08 Jän.09 Jän.10 Jän.11 Jän.12 Jän.13 Jän.14 Jän.15 Jän.16 Jän.17 U S$ / MBT U US$ / M B TU

(8)

O gás natural e a indústria química

– insumo estratégico

A química é o maior setor industrial

consumidor de gás energético. No

entanto, o uso NÃO ENERGÉTICO

responde por uma pequena fatia da

demanda total de gás, de apenas 5%.

termoelétrico

[PORCENTAGE

M]

industrial

46%

não

energético

5%

outros

9%

Os 5% de uso não energético

de gás equivalem a cerca de 5

milhões de m3/dia.

Em 2016, essa fatia

representou 4 milhões de

m3/dia, em razão da

ociosidade média, de 20%.

Dos 5 milhões m3/dia:

2 milhões são usos diversos do

metano na química e

3 milhões são para

fertilizantes

Demanda Brasil de gás natural por usos - 2016

Indústria Química

como energético

(9)

Localização das plantas de Produtos Químicos de Uso Industrial

Fonte: Guia da Indústria de Produtos Químicos do Estado de São Paulo Edição 2016 – SINPROQUIM; e Guia da Indústria Química Brasileira Edição 2015/2016 – ABIQUIM

Elaboração: Assessoria econômica SINPROQUIM

RN = 1

PB = 3

PE = 16

AL = 5

SE = 4

= 63

= 2

= 13

= 2

= 5

= 7

= 1

= 9

= 5

= 53

=

29

= 75

RJ = 68

ES = 7

= 58

695

426

número de fábricas de

produtos químicos de

uso

industrial

cadastradas no Guia

da Indústria Química

Brasileira.

695

unidades fabris do

Estado de São Paulo,

segundo o Guia da

Indústria de Produtos

Químicos do Estado de

São Paulo.

1.121

total de fábricas no

Brasil.

+

(10)

Cadeia de Valor do Gás Natural

E&P

Separação Óleo/Gas Gás Natural Óleo Separação Condensados Condensados Gasoduto U n idad e d e R ecebimen to U n idad e d e Tr at amen to

UPGN

Água, Enxofre, CO2, metais pesados

Fracio-nadora

Extração

Líquidos Recompressão Gás Natural Seco (C1) Gasoduto

City Gate

Energia, Combustível Química do C1 Fertilizantes Metanol Gasolina Natural (C5+) Cracker de Cargas Liquidas Butanos (C4) Propano (C3) Etano (C2) Cracker de Cargas leves Deshidrogenação Anidrido Maleico Butenos Butadieno Propelentes GLP Polipropileno Polióis Ácido Acrílico Oxo-Álcoois Acrilonitrila Polietileno Óxido de Eteno Glicóis Etilbenzeno Eteno

(11)

Química do C1

Fonte: ABIQUIM

Elaboração: Assessoria econômica SINPROQUIM

●Commodities e Especialidades

Árvore da Química do C1

81%

7%

(12)

Química do Etano (C

2

)

●Os polímeros de grande volume e algumas especialidades

(derivadas do óxido de eteno)

Árvore Química do Etano (C2)

Etano

Eteno

PE - Polietilenos

Etilbenzeno

Óxido de Eteno Dicloretano (DCE) -olefinas

Acetato de Vinila EVA

Alcoóis Graxos LAB Cloreto de Vinila Etilenoglicol Etoxilados

Estireno

Borracha EPDM

Borracha SBR Resina ABS PS - Poliestireno Detergentes, Cosméticos Poliéster PVC Detergentes Detergentes, Cosméticos

(13)

Etano, a matéria-prima da vez...

Fonte: ABIQUIM

Elaboração: Assessoria econômica SINPROQUIM

A indústria química Norte-Americana ressurgiu nos últimos anos devido à enorme disponibilidade de gás natural

associado (produção de shale oil);

O preço gás natural e do

etano permitem a

fabricação de todos os

derivados de forma

extremamente

competitiva, mesmo com

a redução do preço do

petróleo (e,

consequentemente, da

nafta).

(14)

Química do Propano (C3)

• O propano ainda tem aplicação limitada como matéria-prima, mas

a falta de propeno no mundo tem levado à utilização da

alternativa de desidrogenar propano

Árvore Química do Propeno

(C3 a partir de propano)

Propano

Propeno

desidrogenação

PP - Polipropileno

Epicloridrina Acrilonitrila Óxido de Propeno Cumeno Ácido Acrílico

Isopropanol

n-Butanol

Resinas Epóxi Resina ABS Fibras Acrílicas Polióis Fenol/Acetona Acrilatos

PU - Poliuretanos

Resinas SAP

• A grande maioria do propeno é produzido em crackers de nafta ou em refinarias:

apenas nas regiões com propano barato é utilizado o processo de desidrogenação;

• O propano pode ser matéria-prima em crackers de carga leve

(15)

Uma cadeia petroquímica competitiva é importante para diversos setores da economia

Fonte: ABIQUIM

Elaboração: Assessoria econômica SINPROQUIM

Petróleo

Gás

Natural

MAT. PRIMAS PETROQUÍM.

Nafta

Metano

Etano

Propano

Butanos

1ª GERAÇÃO

Eteno

Propeno

Butadieno

Aromáticos

Metano

2ª GERAÇÃO

Estirênicos

Poliuretanos

Tensoativos

Termo-

plásticos

Poliamidas

Cadeia C1

AUTOMOTIVO MAQUINAS E EQUIP CALCADOS ELETRODOMÉSTICOS CONSTRUÇAO CIVIL TINTAS ESPECIAIS

DEFENSIVOS AGRIC QUÍMICOS E&P COSMÉTICOS TEXTIL VESTUÁRIO PLASTICOS E EMB. FERTILIZANTES MOVEIS BORRACHAS

(16)

Por ser uma indústria de base, a

petroquímica é considerada a

primeira geração da indústria

química e elo inicial de diversos

segmentos de mercado, como

plástico, borracha, tintas e vernizes,

higiene e limpeza, entre outros.

A indústria petroquímica brasileira, como é conhecida atualmente, teve iniciada sua implantação no Brasil em

1972, em São Paulo, com a inauguração da primeira central petroquímica brasileira, a Petroquímica União seguida de várias outras empresas da cadeia produtiva.

Em Mauá, região do grande ABC, o Polo é formado por diversas empresas que atuam na extensa cadeia produtiva do setor, incluindo desde refinaria de petróleo

até engarrafadoras de gás. Atualmente 14 indústrias compõem o Polo, das quais companhias como Air Liquide, AkzoNobel, Bandeirante Química, Braskem,

Cabot e Oxiteno.

Polo Petroquímico de Capuava

Dentro da cadeia produtiva do setor

químico no ABC, o Polo Petroquímico

contribui fortemente para o

desenvolvimento econômico e social da

região, com grande impacto direto em

geração de emprego, renda e arrecadação

tributária nos municípios de Mauá e Santo

André.

Faturamento de aproximadamente

US$ 9

bilhões/ano

Capacidade instalada acima de

10 milhões t/a

de produtos químicos e petroquímicos básicos,

intermediários e finais

Em toda a região do ABC, a indústria química emprega

50.000

profissionais.

Só no polo petroquímico gera cerca de

10.000

empregos diretos e indiretos

(17)

Polo Industrial de Camaçari

Fonte: COFIP - Comitê de Fomento Industrial do Polo de Camaçari, 2015.

Elaboração: Assessoria econômica SINPROQUIM

O Polo Industrial de Camaçari iniciou suas operações em 29 de junho de 1978. É o primeiro complexo petroquímico planejado do País e está localizado no

município de Camaçari, a 50 quilômetros de Salvador, no Estado da Bahia.

BA

Maior complexo industrial integrado do Hemisfério Sul, o Polo tem mais de 90 empresas químicas, petroquímicas e de outros ramos de atividade como indústria automotiva, de pneus, celulose solúvel, metalurgia do cobre, têxtil, fertilizantes, energia eólica, fármacos, bebidas e serviços.

Sua importância econômica pode ser medida pela grandeza de

seus números:

Faturamento de

aproximadamente

US$ 15

bilhões/ano

Capacidade instalada acima

de

12 milhões

t/a

de produtos químicos e

petroquímicos básicos,

intermediários e finais

Emprega

15.000

pessoas diretamente e

30.000

através de

empresas contratadas

A crescente demanda por produtos petroquímicos básicos exigia um complexo industrial ainda maior, gerando discussões entre a expansão do Polo Petroquímico de São Paulo e a instalação de um novo, no Nordeste, refletindo a preocupação do governo com a descentralização industrial do país.

(18)

Polo Petroquímico de Triunfo

Fonte: COFIP RS - Comitê de Fomento Industrial do Polo do Rio Grande do Sul, 2016.

O polo emprega cerca

de

6.500

empregosformais em suas seis empresas.

O Polo Petroquímico de Triunfo, Rio Grande do Sul, é um complexo industrial formado por seis empresas: Arlanxeo, Braskem, BRK Ambiental, Innova, Oxiteno e White Martins. É responsável pela produção de insumos básicos, químicos e petroquímicos de primeira geração, utilizados por diversos tipos de indústrias, dentre elas a própria petroquímica.

A unidade da BRASKEM gera cerca de

3,6

milhões t/a

de produtos químicos e

petroquímicos básicos. Intermediários e finais (de 2ª geração) ficam por parte das outras

empresas que compõem o polo.

Em 1974 com a Petroquímica União em operação e a Copene em plena construção já se discutia a necessidade de um terceiro polo petroquímico. Naquela oportunidade o mercado de produtos petroquímicos crescia de 20 a 25% ao ano, apontando para uma demanda de eteno, em 1980, de cerca de 1 milhão de toneladas/ano, para uma oferta de aproximadamente 700 mil toneladas por ano.

Foi assim que em abril de 1974, um grupo de técnicos, liderados pelo economista Maier Avruch da Fundação de Ciência e Tecnologia – Cientec do Rio Grande do Sul, apresentaram estudo de viabilidade de um complexo petroquímico naquele estado. O projeto foi aprovado e a Copesul foi inaugurada em 14 de fevereiro de 1983.

96%

da

riqueza gerada pelo município de

(19)

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