Proposta de Debate Temático
Erradicação da
Hoje é o Dia Internacional para Eliminação da Violência Contra as Mulheres, motivo pelo qual o Grupo Municipal do PAN o escolheu para a presentar à Assembleia Municipal de Lisboa a presente proposta. Presentemente, milhões de mulheres por todo o mundo continuam a sofrer de violência física e psicológica e a serem privadas do direito de viverem livres de violência.
A violência contra as mulheres, e a violência doméstica não podem ser mais toleráveis, ou vistas como algo que se passa “noutra casa”, “noutra comunidade”, “noutra classe sociocultural”, ou num grupo étnico específico.
A violência contra as mulheres existe, sociedade.
Inúmeras mulheres são quotidianamente agredidas, física e psicologicamente, violentadas e humilhadas.
Em Portugal, nos últimos anos, tem
a proteção das mulheres perante os diversos
nacionais de prevenção e combate à violência doméstica e de género aplicados desde 1999, alterações positivas com a Lei n.º 59/2007, de 4 de set
setembro, crime de violência doméstica, na sua prevenção, na proteção e assistência das vítimas, a natureza urgente dos processos de violência doméstica, a possibilidade de detenção do agressor fora do flagrante delito, o aumento dos direitos das vitimas, são claramente progressos legislativos mas a realidade vivida por milhares de mulheres no seu quotidiano parece apontar para o facto de algo continuar errado, por mais que a agenda política valorize estas questões.
Em Portugal, aponta-se para 37 mulheres assassinadas em casos de violência passado, e ainda não chegámos ao final de 2014 e já
No dia 1 de Agosto do corrente ano entrou em vigor, a Convenção do Conselho da Europa pa Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e a Violência Doméstica (Convenção de Istambul), salientando-se que Portugal foi o primeiro país da União Europeia a ratificar, em 5 de fevereiro de 20131.
A Convenção de Istambul pretende que os Es
1Portugal foi o 1.º Estado-membro da UE a aderir: foi aprovada em 14 de dezembro de 2012, por Resolução da
Proposta de Debate Temático
Erradicação da Violência Contra as Mulheres
Hoje é o Dia Internacional para Eliminação da Violência Contra as Mulheres, motivo pelo qual o Grupo PAN o escolheu para a presentar à Assembleia Municipal de Lisboa a presente proposta. Presentemente, milhões de mulheres por todo o mundo continuam a sofrer de violência física e psicológica e a serem privadas do direito de viverem livres de violência.
violência contra as mulheres, e a violência doméstica não podem ser mais toleráveis, ou vistas como algo que se passa “noutra casa”, “noutra comunidade”, “noutra classe sociocultural”, ou num
A violência contra as mulheres existe, bem como a violência doméstica, e é transversal a toda a
Inúmeras mulheres são quotidianamente agredidas, física e psicologicamente, violentadas e
tem-se assistido à criação ou alteração de medidas proteção das mulheres perante os diversos tipos de discriminação e violência
nacionais de prevenção e combate à violência doméstica e de género aplicados desde 1999, alterações positivas com a Lei n.º 59/2007, de 4 de setembro, e a Lei n.º112/2009, de 16 de setembro, crime de violência doméstica, na sua prevenção, na proteção e assistência das vítimas, a natureza urgente dos processos de violência doméstica, a possibilidade de detenção do agressor fora o aumento dos direitos das vitimas, são claramente progressos legislativos mas a realidade vivida por milhares de mulheres no seu quotidiano parece apontar para o facto de algo continuar errado, por mais que a agenda política valorize estas questões.
se para 37 mulheres assassinadas em casos de violência mos ao final de 2014 e já caminhamos para 40 vitímas.
No dia 1 de Agosto do corrente ano entrou em vigor, a Convenção do Conselho da Europa pa Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e a Violência Doméstica (Convenção de
se que Portugal foi o primeiro país da União Europeia a ratificar, em 5 de
A Convenção de Istambul pretende que os Estados-membro definam e criminalizem casamento
membro da UE a aderir: foi aprovada em 14 de dezembro de 2012, por Resolução da
ulheres
Hoje é o Dia Internacional para Eliminação da Violência Contra as Mulheres, motivo pelo qual o Grupo PAN o escolheu para a presentar à Assembleia Municipal de Lisboa a presente proposta. Presentemente, milhões de mulheres por todo o mundo continuam a sofrer de violência física e
violência contra as mulheres, e a violência doméstica não podem ser mais toleráveis, ou vistas como algo que se passa “noutra casa”, “noutra comunidade”, “noutra classe sociocultural”, ou num
bem como a violência doméstica, e é transversal a toda a
Inúmeras mulheres são quotidianamente agredidas, física e psicologicamente, violentadas e
se assistido à criação ou alteração de medidas que visam reforçar tipos de discriminação e violência: cinco planos nacionais de prevenção e combate à violência doméstica e de género aplicados desde 1999, embro, e a Lei n.º112/2009, de 16 de setembro, crime de violência doméstica, na sua prevenção, na proteção e assistência das vítimas, a natureza urgente dos processos de violência doméstica, a possibilidade de detenção do agressor fora o aumento dos direitos das vitimas, são claramente progressos legislativos mas a realidade vivida por milhares de mulheres no seu quotidiano parece apontar para o facto de algo
se para 37 mulheres assassinadas em casos de violência doméstica no ano caminhamos para 40 vitímas.
No dia 1 de Agosto do corrente ano entrou em vigor, a Convenção do Conselho da Europa para a Prevenção e o Combate à Violência contra as Mulheres e a Violência Doméstica (Convenção de se que Portugal foi o primeiro país da União Europeia a ratificar, em 5 de
membro definam e criminalizem casamento
forçado, mutilação genital feminina, assédio sexual, violências física, psicológica e sexual, incluindo violação, aborto forçado e esterilização forçada, num esforço multilateral e pan
todas as formas de violência contra elas.
No seu Preambulo, a Convenção de Istambul reconhece que:
- A violência contra as mulheres é uma manifestação das relações de poder historicamente desiguais entre mulheres e homens que conduziram à dominação e discrim
homens, o que as impediu de progredirem plenamente;
- A natureza estrutural da violência exercida contra as mulheres é baseada no género, e que a violência contra as mulheres é um dos mecanismos sociais cruciais pelo qual as
a assumir uma posição de subordinação em relação aos homens;
- As mulheres e raparigas estão muitas vezes expostas a formas graves de violência, tais como a violência doméstica, o assédio sexual, a violação, o casamento forçado, os
honra» e a mutilação genital, os quais constituem uma violação grave dos direitos humanos das mulheres e das raparigas e um obstáculo importante à realização da igualdade entre mulheres e homens;
- As constantes violações dos direitos h
população civil, em especial as mulheres, sob a forma de violação e violência sexual generalizadas ou sistemáticas, bem como o potencial para o aumento da violência de género em situação de conflit de pós-conflito;
- As mulheres e as raparigas estão expostas a um maior risco de violência de género que os homens; - A violência doméstica afeta as mulheres de forma desproporcional e que os homens também podem ser vítimas de violência doméstica;
- E que, as crianças são vítimas de violência doméstica, designadamente como testemunhas de violência na família.
Inserida numa série de outros documentos, programas e tratados que têm sido elaborados, com a Convenção de Istambul
deseja-violência doméstica”.
O V Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género 2014
forçado, mutilação genital feminina, assédio sexual, violências física, psicológica e sexual, incluindo violação, aborto forçado e esterilização forçada, num esforço multilateral e pan
as as formas de violência contra elas.
No seu Preambulo, a Convenção de Istambul reconhece que:
A violência contra as mulheres é uma manifestação das relações de poder historicamente desiguais entre mulheres e homens que conduziram à dominação e discriminação contra as mulheres pelos homens, o que as impediu de progredirem plenamente;
A natureza estrutural da violência exercida contra as mulheres é baseada no género, e que a violência contra as mulheres é um dos mecanismos sociais cruciais pelo qual as
a assumir uma posição de subordinação em relação aos homens;
mulheres e raparigas estão muitas vezes expostas a formas graves de violência, tais como a violência doméstica, o assédio sexual, a violação, o casamento forçado, os
honra» e a mutilação genital, os quais constituem uma violação grave dos direitos humanos das mulheres e das raparigas e um obstáculo importante à realização da igualdade entre mulheres e
As constantes violações dos direitos humanos que ocorrem durante os conflitos armados e afetam a população civil, em especial as mulheres, sob a forma de violação e violência sexual generalizadas ou sistemáticas, bem como o potencial para o aumento da violência de género em situação de conflit
mulheres e as raparigas estão expostas a um maior risco de violência de género que os homens; A violência doméstica afeta as mulheres de forma desproporcional e que os homens também podem ser vítimas de violência doméstica;
crianças são vítimas de violência doméstica, designadamente como testemunhas de
Inserida numa série de outros documentos, programas e tratados que têm sido elaborados, com a -se criar “uma Europa livre de violência contra as mulheres e de
O V Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de Género 2014
forçado, mutilação genital feminina, assédio sexual, violências física, psicológica e sexual, incluindo violação, aborto forçado e esterilização forçada, num esforço multilateral e pan-europeu para eliminar
A violência contra as mulheres é uma manifestação das relações de poder historicamente desiguais inação contra as mulheres pelos
A natureza estrutural da violência exercida contra as mulheres é baseada no género, e que a violência contra as mulheres é um dos mecanismos sociais cruciais pelo qual as mulheres são forçadas
mulheres e raparigas estão muitas vezes expostas a formas graves de violência, tais como a violência doméstica, o assédio sexual, a violação, o casamento forçado, os chamados «crimes de honra» e a mutilação genital, os quais constituem uma violação grave dos direitos humanos das mulheres e das raparigas e um obstáculo importante à realização da igualdade entre mulheres e
umanos que ocorrem durante os conflitos armados e afetam a população civil, em especial as mulheres, sob a forma de violação e violência sexual generalizadas ou sistemáticas, bem como o potencial para o aumento da violência de género em situação de conflito e
mulheres e as raparigas estão expostas a um maior risco de violência de género que os homens; A violência doméstica afeta as mulheres de forma desproporcional e que os homens também
crianças são vítimas de violência doméstica, designadamente como testemunhas de
Inserida numa série de outros documentos, programas e tratados que têm sido elaborados, com a a livre de violência contra as mulheres e de
igualdade, a viver numa sociedade livre de violência e de discriminação. Uma sociedade com uma forte matriz de respeito pelos direitos humanos fundamentais.
O V PNPCVDG apresenta um total de 55 medidas, estruturadas 1) Prevenir, Sensibilizar e Educar;
2) Proteger as Vítimas e Promover a sua Integração; 3) Intervir junto de Agressores(as);
4) Formar e Qualificar Profissionais; 5) Investigar e Monitorizar
Para alcançar os seus objetivos o
Género 2014 -2017 chama também a participar os órgãos da administração local, as organizações da sociedade civil e as próprias empresas para que efeti
violência doméstica e de todo o tipo de violência de género no país. No total das 55 medidas previstas neste Plano
ativa.
Considerando que a Autarquia de Lisboa, e
desta responsabilidade, pois a violência contra as mulheres, e a violência doméstica, ta no nosso município;
Considerando que o Objetivo 7.b.2.1.
precisamente “Divulgar a Convenção de Istambul do Conselho da Europa de prevenção e combate à violência contras as mulheres e a violência doméstica
Considerando que a Medida 9 da Área Estratégica de Intervenção I Plano Municipal contra a Violência Doméstica e de Género aprovado por unanimidade no último dia 23 de Setembro “Organizar fóruns de debate para discussão de
a violência doméstica e partilha de
O Grupo Municipal do PAN vem por este meio propor à Mesa da Assembleia Lisboa que seja organizado na Asse
“Erradicação da Violência Contra as
igualdade, a viver numa sociedade livre de violência e de discriminação. Uma sociedade com uma forte matriz de respeito pelos direitos humanos fundamentais.”
enta um total de 55 medidas, estruturadas em cinco áreas estratégicas: 1) Prevenir, Sensibilizar e Educar;
2) Proteger as Vítimas e Promover a sua Integração; 3) Intervir junto de Agressores(as);
4) Formar e Qualificar Profissionais;
o Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de ambém a participar os órgãos da administração local, as organizações da sociedade civil e as próprias empresas para que efetivamente se avance para a erradicação da violência doméstica e de todo o tipo de violência de género no país.
No total das 55 medidas previstas neste Plano Nacional, 11 delas referem os municípios como parte
a Autarquia de Lisboa, e a Assembleia Municipal de Lisboa, não se podem alhear desta responsabilidade, pois a violência contra as mulheres, e a violência doméstica, ta
o Objetivo 7.b.2.1. do Plano de Ação dos Direitos Sociais 2014
Divulgar a Convenção de Istambul do Conselho da Europa de prevenção e combate à violência contras as mulheres e a violência doméstica”;
Medida 9 da Área Estratégica de Intervenção 1. Informar, sensibilizar e educar Plano Municipal contra a Violência Doméstica e de Género, da Câmara Municipal de Lisboa,
o último dia 23 de Setembro por esta Assembleia Municipal debate para discussão de propostas de combate à violência de género, doméstica e partilha de exemplos de boas práticas enquanto medidas preventivas
O Grupo Municipal do PAN vem por este meio propor à Mesa da Assembleia da Assembleia Municipal de que seja organizado na Assembleia Municipal de Lisboa um Debate Temático sob o assunto
ontra as Mulheres”.
igualdade, a viver numa sociedade livre de violência e de discriminação. Uma sociedade com uma
em cinco áreas estratégicas:
Plano Nacional de Prevenção e Combate à Violência Doméstica e de ambém a participar os órgãos da administração local, as organizações da vamente se avance para a erradicação da
referem os municípios como parte
a Assembleia Municipal de Lisboa, não se podem alhear desta responsabilidade, pois a violência contra as mulheres, e a violência doméstica, também existem
Plano de Ação dos Direitos Sociais 2014-2017 é Divulgar a Convenção de Istambul do Conselho da Europa de prevenção e combate à
Informar, sensibilizar e educar do , da Câmara Municipal de Lisboa, por esta Assembleia Municipal, é violência de género, incluindo
medidas preventivas”;
da Assembleia Municipal de mbleia Municipal de Lisboa um Debate Temático sob o assunto
Proposta de Programa do Debate Temático
Roma, 14P)
Datas: 3 de Março a 24 de Março de 201
Formato: Debate aberto ao público, com 4 sessões, cada uma com 45m pelo painel, 45min. a 60min. de intervenções do público e 30m
Haverá dois relatores, deputados municipais, por sessão; o relatório final i
todas as sessões e a proposta de deliberação final a submeter à apreciação da Assembleia Municipal. Propõe-se desde já que dois dos moderadores sejam a Presidente da A
Helena Roseta, e outro, o Vereador dos Direitos
Os painéis serão constituídos, em cada sessão, por um máximo de 4 moderador.
O Debate Temático tem como suporte de divulgação e comunicação com o público o Lisboa”, http://debaterlisboa.am
Calendário:
1.ª Sessão – dia 3 de Março A Violência contra as Mulheres – 2.ª Sessão – dia 10 de Março A Violência contra as Mulheres – 3.ª Sessão – dia 17 de Março, A Violência contra as Mulheres – 4ª Sessão – dia 24 de Março A Violência contra as Mulheres –
Possíveis personalidades/entidades a convidar como oradores:
Programa do Debate Temático
Local: Fórum Lisboa (antigo Cinema Roma, Av.3 de Março a 24 de Março de 2015
Debate aberto ao público, com 4 sessões, cada uma com 45min. a 60m
de intervenções do público e 30min. de encerramento pela mesa. Haverá dois relatores, deputados municipais, por sessão; o relatório final i
todas as sessões e a proposta de deliberação final a submeter à apreciação da Assembleia Municipal. se desde já que dois dos moderadores sejam a Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa,
oseta, e outro, o Vereador dos Direitos Sociais da CML, João Afonso.
constituídos, em cada sessão, por um máximo de 4 ou 5 oradores convidados e pelo
Debate Temático tem como suporte de divulgação e comunicação com o público o http://debaterlisboa.am-lisboa.pt da Assembleia Municipal.
– A Convenção de Istambul e o Direito Português
– Prevenção e Proteção
– Processos Judiciais
– Monitorização e Conclusões
entidades a convidar como oradores:
Fórum Lisboa (antigo Cinema Roma, Av.
a 60min. de apresentações de encerramento pela mesa. Haverá dois relatores, deputados municipais, por sessão; o relatório final incluirá os relatórios de todas as sessões e a proposta de deliberação final a submeter à apreciação da Assembleia Municipal.
ssembleia Municipal de Lisboa,
ou 5 oradores convidados e pelo
Debate Temático tem como suporte de divulgação e comunicação com o público o sítio “Debater
Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna; Comissão para a Cidadania e a Igualdade
Departamento de Investigação e
Divisão de Investigação Criminal da P.S.P. Tribunal da Relação de Lisboa;
Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Direito de Lisboa;
U.M.A.R. – União de Mulheres alternativa e Resposta, A.P.A.V. – Apoio à Vítima;
A.M.C.V. - Associação de mulheres contra a Violência; A.P.M.J. – Associação Portuguesa de Mulheres Juristas
Lisboa, 25 de Novembro de 2014
Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna; Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG); Departamento de Investigação e Acão Penal (DIAP);
Divisão de Investigação Criminal da P.S.P. – Violência Doméstica,
Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa,;
União de Mulheres alternativa e Resposta,
Associação de mulheres contra a Violência; Associação Portuguesa de Mulheres Juristas
O Grupo Municipal do PAN
Miguel Santos