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SARA DE GUADALUPE ABRAÇOS ROMÃO, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE SERPA
TORNA PÚBLICO, de harmonia com o artigo 56.º n.º 1 da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, as
deliberações de eficácia externa proferidas na sessão ordinária do Órgão Deliberativo, realizada
no dia 28 de abril de 2014:
Conta Gerência relativa ao ano financeiro de 2013
Foi deliberado, por maioria, com oito votos contra dos eleitos do PS, a abstenção do eleito do PSD e dezasseis votos favoráveis dos eleitos da CDU, de acordo com o disposto no n.º 2 alínea c) do artigo 53.º º da Lei n.º 169/99, de 18 de setembro, com a redação da Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro, aprovar a Conta de Gerência relativa ao ano financeiro de 2013.
Águas Públicas do Alentejo, S.A – Adução a Moura (1ª fase) – Pedido de reconhecimento de interesse público municipal
Assembleia Municipal deliberou, por unanimidade, reconhecer o Interesse Público Municipal da Empreitada de Construção de dois troços adutores, ambos com origem na Estação de Tratamento de Agua (ETA) do Enxoé (ADUÇÃO A MOURA - 1ª FASE).
Procedimento concursal para admissão de um dirigente intermédio de 2º grau para a Divisão de Administração, Finanças, Recursos Humanos e Assessoria Jurídica - Designação de júri
A Assembleia Municipal deliberou, por maioria, com nove abstenções dos eleitos do PS e PSD e dezasseis votos favoráveis dos eleitos da CDU, nos termos do artigo 13º, nº.1 da Lei nº.49/2012, de 29 de agosto e do artigo 24º da Lei nº.75/2013, de 12 de setembro, designar o Júri do procedimento, com a seguinte composição:
- Presidente: Carlos Manuel Cardoso Ferreira, Chefe da Divisão de Obras Municipais e Suporte Operacional;
- 1º Vogal: Ana Margarida Páscoa Raposo, chefe da Divisão de Inovação e Desenvolvimento Estratégico;
- 2º Vogal: Maria José Rosa Moreira, chefe da Divisão do Urbanismo e Ordenamento do Território.
Protocolos de delegação de competências entre a Câmara Municipal de Serpa e as Juntas de Freguesia
Foi deliberado, por unanimidade, nos termos e de acordo com o estipulado no art.º 25.º, n.º 1 da alínea k) da Lei.º 75/2013, de 12 de setembro, aprovar os contratos interadministrativos de delegação de competências e os acordos de execução para a concretização da delegação legal de competências da Câmara Municipal de Serpa nas Juntas de Freguesia e Uniões de Freguesias do Concelho.
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Apelo em defesa da escola pública – pedido de subscrição
A Assembleia Municipal deliberou, por unanimidade, aprovar e subscrever o documento “Em Defesa da escola Pública”:
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MOÇÃO
Pela defesa do SNS – Serviço Nacional de Saúde
Num tempo em que predomina a miséria e a insegurança em largos setores da sociedade é fundamental que as estratégias globais de saúde tenham como prioridade a implementação de políticas que diminuam as desigualdades, minimizando as diferenças sociais e regionais.
A opção por um modelo de SNS é hoje reconhecida como a melhor forma de garantir os valores do acesso, da equidade e da solidariedade. O SNS tem sido um fator de coesão nacional e um avanço civilizacional.
O Governo publicou uma portaria (n.º 82/2014, de 10 de abril), que constitui um violento ataque ao SNS e ao direito constitucional à saúde, visando o desmantelamento da rede hospitalar pública.
A Portaria n.º 82/2014, que no essencial reclassifica os hospitais de acordo com o seu grau de diferenciação, um logro, pois nada tem a ver com a reforma hospitalar, essencial e há muito exigida por imperativos funcionais, ou mesmo com a reforma orgânica do SNS. Trata-se tão-somente do equivalente a uma espécie de carta hospitalar, mas neste caso visando um quadro minimalista de unidades hospitalares.
O SNS é um todo que deve ter coerência e não entendemos como se podem tomar medidas avulsas, pontuais, casuísticas, inorgânicas, desconexas, descontextualizadas e de carácter administrativo, sem qualquer estratégia de sustentabilidade, negam qualquer perspetiva de reforma e de articulação entre os vários níveis de prestação de cuidados de saúde.
Com esta Portaria, o governo tem em vista, uma vez mais, o encerramento arbitrário de serviços hospitalares, a nova redução de camas, a diminuição acentuada da capacidade de resposta global do SNS, a criação de condições incontornáveis para uma rápida expansão das entidades privadas, sobretudo por via do recurso aos subsistemas de saúde, e dar mais um passo, desta vez decisivo, para uma acelerada desertificação de vastas zonas do interior do país.
Para além do encerramento de múltiplas maternidades, o Governo pretende eliminar, no imediato, várias especialidades médicas dos hospitais públicos.
Com esta Portaria as instituições do chamado Grupo I, na qual se inclui a Unidade Local de Saúde do
Baixo Alentejo não irão dispor dos serviços de obstetrícia, neonatologia e urologia, que só existirão nos
hospitais do chamado Grupo II. Assim, irão desaparecer até 31/12/2015 as maternidades de todas as Instituições do Grupo I
A declaração emitida recentemente pelo Ministério da Saúde em que garantia que não iria encerrar qualquer maternidade assume uma enorme gravidade porque assenta na mais despudorada mentira. O conteúdo da portaria é muito claro sobre esta e outras matérias.
A Portaria é clara e, como tal, é fácil constatar que vastas regiões do nosso país irão ficar sem qualquer maternidade e que as parturientes, os pais com filhos internados na neonatologia e doentes urológicos terão de se deslocar centenas de quilómetros.
No Concelho de Serpa temos vários exemplos de populações que ficarão a mais de 130 Km do Hospital do Grupo II da Região Alentejo.
É um atentado à vida e à segurança de muitos recém-nascidos e respetivas mães. É um atentado à saúde e à vida das pessoas.
Desconhecem-se os critérios e a base técnica desta reclassificação que nada tem a ver com a reforma orgânica do SNS, que deve ser centrada na articulação dos diferentes níveis de cuidados (primários, hospitalares e continuados).
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Mas riscos contra a nossa saúde continuam, com esta Portaria o Governo deixa em aberto a possibilidade de perdemos na nossa região mais uma série de especialidades e valências, nomeadamente, oftalmologia, otorrinolaringologia, pneumologia, cardiologia, hematologia clínica, oncologia médica, infeciologia e nefrologia, pois estão dependentes de critérios e pressupostos, que mais uma vez ninguém conhece, de acordo com um mínimo de população servida e em função de mapas nacionais de referenciação e distribuição de especialidades médicas e cirúrgicas.
Considerando o atrás exposto, a Assembleia Municipal de Serpa, reunida em sessão ordinária a 28 de abril de 2014, delibera:
1 – Afirmar a necessidade de manter um SNS para todos os cidadãos, melhorando o acesso aos cuidados de saúde e lutando contra todas as tentativas camufladas de o querer desmantelar.
2 – Afirmar a necessidade de reformar o SNS e continuamente introduzir melhorias na sua organização de modo a prestar cuidados de saúde de qualidade.
3 – Exigir a imediata revogação da Portaria n.º 82/2014, de 10 de abril.
4 – Exigir que se pare, de imediato e definitivamente, a ação de destruição social encetada pelo Governo. 5 – Afirmar a necessidade de se efetuar uma verdadeira reforma hospitalar de uma forma racional, participada e transparente, sobretudo, no que respeita à gestão, à melhoria na qualidade assistencial e à organização dos cuidados, mantendo uma lógica de cobertura em redes de referenciação, e não apenas o encerramento de camas e serviços.
6 – Exigir que a reforma hospitalar e a reforma do SNS sejam feitas ouvindo as Autarquias, que estão sempre disponíveis para juntar esforços e criar sinergias ao serviço das populações que representam e servem.
7 – Manifestar a sua total confiança e agradecimento a todos quantos, com o seu esforço, têm conseguido manter níveis de atendimento com qualidade e segurança, vencendo as dificuldades impostas pelos cortes salariais, ultrapassando com ânimo e criatividade os cortes orçamentais e ajudando a vencer o desalento e o cansaço dos utentes que resulta das maiores dificuldades de acesso ao SNS em virtude de uma política nacional de transportes que dificulta e diminui o acesso aos serviços.
8 - Reafirmar a autonomia e insubstituível papel do Poder Local democrático no serviço público de qualidade às populações e no desenvolvimento de Portugal.
Mais decide enviar esta Moção
A Sua Excelência o Presidente da República A Sua Excelência o Primeiro-ministro. A Sua Excelência o Ministro da Saúde.
A Sua Excelência o Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde. A todos os Grupos Parlamentares com assento na Assembleia da República. À Administração Central do Sistema de Saúde, I.P.
À Administração Regional de Saúde do Alentejo, I.P.
A todas as Câmaras e Assembleias Municipais do Distrito de Beja.
Moção apresentada pelos eleitos do Partido Socialista na sessão da Assembleia Municipal realizada no dia 28 de abril de 2014 e aprovada, por unanimidade
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MOÇÃO
40º Aniversário da Revolução de Abril / 1º Maio Dia do Trabalhador
No dia 25 de Abril de 1974, há 40 anos, iniciava-se a Revolução dos Cravos, a Revolução da Liberdade. Neste dia, através da rutura com a ditadura fascista, e interpretando os desejos acumulados durante muitas décadas pelo povo português, iniciou-se um processo de democracia e cidadania que ficou consagrado na Constituição da República Portuguesa.
Na Constituição de Abril estão consagrados os pilares fundamentais do Estado de Direito: o Serviço Nacional de Saúde, a escola pública, a instituição da Segurança Social pública universal e solidária, o direito universal à educação, à cultura, o direito de expressão e informação, a liberdade de imprensa e dos meios de comunicação social, o direito de reunião, de manifestação, de associação, de criação de partidos políticos, a liberdade sindical, os direitos das associações sindicais, o direito à Contratação Coletiva, o direito à Greve e a proibição do lock-out, o direito ao trabalho, os direitos dos trabalhadores - dignificação dos salários, dos vínculos, das condições de trabalho, a remuneração das férias, o subsídio de férias e o subsídio de Natal - e o Poder Local Democrático assente no princípio fundamental da autonomia das autarquias locais e da descentralização democrática da administração pública.
Urge viver Abril. Num tempo pleno de angústias e ameaças, onde a coberto do pacto de agressão firmado com a “troika” estrangeira, se coloca em marcha o mais violento ataque ao regime democrático, que a Revolução dos Cravos fundou e a Constituição de Abril consagrou, onde Portugal enfrenta sérias ameaças à sua soberania e independência nacional, é mais do que nunca necessário afirmar que a solução para os problemas que o povo português está confrontado está nos princípios e valores fundadores da Revolução dos Cravos e nunca no seu retrocesso ou, menos ainda, na sua destruição.
Comemorar o espírito inteiro de Abril é, por isso, nos dias que correm, um ato de festa, de respeito pelo exemplo de dignidade de todos os que lutaram, mesmo com o sacrifício da própria vida, para que aquela manhã fosse possível, de homenagem aos capitães de Abril pela sua coragem e determinação, mas também um ato de resistência e de luta, contra a resignação e o medo, e uma afirmação de esperança no futuro e de confiança que hoje, como no passado, as forças do Portugal democrático e progressista serão mais fortes que o obscurantismo, o retrocesso e o empobrecimento, numa inabalável afirmação de confiança e luta pelos Valores de Abril no futuro de Portugal.
Comemorar o 1º Maio – Dia Internacional do Trabalhador – é afirmar a nossa determinação em lutar para derrotar a política de direita e mudar de governo, pelo aumento geral dos salários e do Salário Mínimo Nacional, pelas 35 horas semanais de trabalho, pela reposição dos direitos, salários e pensões que foram roubados, por mais desenvolvimento, emprego, justiça e direitos sociais.
A Assembleia Municipal de Serpa, reunida no dia 28 de abril de 2014, apela à população, aos trabalhadores e à juventude que ao comemorarem o 40º aniversário do 25 de Abril nas diversas iniciativas concelhias, participem também nas comemorações do dia 1º de Maio, Dia Internacional do Trabalhador, promovidas pela USDBeja/CGTP – Intersindical Nacional - na Barragem do Enxoé em Pias, pela exigência da rutura com estas políticas de direita, por uma política patriótica e de esquerda que o país precisa e pela afirmação de um Portugal Soberano, Livre e Democrático, ao serviço do seu povo.
Moção apresentada pelos eleitos da CDU na sessão da Assembleia Municipal realizada no dia 28 de abril de 2014 e aprovada, por unanimidade
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E, para constar, se publica o presente edital e outros de igual teor, que vão ser afixados nos
locais públicos do costume.
Serpa, 5 de maio de 2014
A PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL