COMPARABILIDADE
INTRALABORATORIAL
EM
EM
Tópicos Abordados
p
P
li id d
M d l
Peculiaridades
na
microscopia
Análise geral
do processo
Modelos
estatísticos de
comparação
microscopia
comparação
Microscopia
p
Variabilidade
Variabilidade
Dificuldades
Interpretação
p
ç
do
microscopista
Variabilidade
Padronização do processo de realização de
cada exame que envolve microscopia
• Pré analítico
• Pré-analítico
• Analítico
Pré-Analítico
informações
do paciente
informações
do paciente
Requisição
dados clínicos dados clínicosRequisição
de exames
hipóteses diagnósticas.hipóteses diagnósticas.Pré-Analítico
Armazenamento
Armazenamento
Transporte
Tempo até chegar à área técnica
Rastreabilidade
Material
Rastreabilidade
Identificação
Material
Biológico
Preservação.
Analítico
Qualidade dos
reagentes e
g
Coloração
corantes
P
dê i
ç
I t
õ
d
• Procedência
• Data de validade
• Instruções de
trabalho escritas
• Controle de
qualidade na
coloração
Gestão dos microscópios
p
manutenções diárias,
mensais e semestrais
manutenções diárias,
mensais e semestrais
reduzir o número de
reduzir o número de
reduzir o número de
defeitos e quebras
reduzir o número de
defeitos e quebras
Q lid d d
i
Q lid d d
i
Qualidade das imagens
Qualidade das imagens
Interpretação do Microscopista
p
ç
p
Uniformidade
Uniformidade Uniformidade Uniformidade Uniformidade Uniformidade no no Uniformidade na interpretação Uniformidade na interpretação Uniformidade de conceitos morfológicos Uniformidade de conceitos morfológicos no conhecimento teórico das patologias no conhecimento teórico das patologias
Treinamento
Treinamento
patologias patologiasTreinamento
Para manter adequado padrão de Para manter adequado padrão de Para manter adequado padrão decompetência
Para manter adequado padrão de competência
Programa de integração de novos Programa de integração de novos g g ç
funcionários g g ç funcionários Treinamentos teóricos Treinamentos teóricos Treinamentos teóricos Treinamentos teóricos Treinamentos práticos Treinamentos práticos
Contínuo aprimoramento diário Contínuo aprimoramento diário
Avaliação da competência Avaliação da competência
Exemplo
p
OMS possui um Programa de Competência para
detecção de Malária:
5 dias de treinamentos teóricos práticos
- 5 dias de treinamentos teóricos práticos.
- Ao final, numa avaliação são analisadas 20
lâminas com tempo de 10 minutos para cada.
Exemplo
p
Avaliação final de Competência adotada pela OMS num
A li ã E tidã Q tifi ã d
Avaliação final de Competência adotada pela OMS num
programa de competência para detecção de Malária
Avaliação Exatidão na identificação das espécies Quantificação dos parasitas Perito ≥ 90% ≥ 50% Referência ≥ 80% ≥ 40% Avançado ≥ 70% ≥ 30% Em treinamento < 70% < 30%
Modelos Estatísticos para Comparação
p
p
ç
Criar uma forma de avaliação de
comparação objetiva.
comparação objetiva.
Critérios definidos matematicamente
Análise microscópica qualitativa e
Análise microscópica qualitativa e
quantitativa
MODELOS ESTATÍSTICOS PARA
Ã
COMPARAÇÃO
1- Tabela de Rümke* - utilidades
-
Comparação entre microscopista(s) e uma contagem
padrão;
- Monitoramento de variações nas contagens de leucócitos
de um mesmo paciente;
p
- Na validação de analisadores hematológicos.
* Henry, J.B. - Diagnósticos Clínicos e Tratamento por Métodos Laboratoriais. y g p 20a Edição, Manole, 2008, pags 592 - 593
Contagem diferencial de leucócitos:
Estagiário x Coordenador
Estagiário x Coordenador
Contagem Diferencial de Leucócitos: Estagiário e Coordenador ( n = 100 ) Leucócito Média (%) do Coordenador Estagiário (%) Lâmina 1 Média (%) do Coordenador Estagiário (%) Lâmina 2 (a) Lâmina 1 (a) Lâmina 2
Bastonetes 2 1 8 10 Segmentados 15 13 75 71 Eosinófilos 2 1 0 0 Eosinófilos 2 1 0 0 Basófilos 0 0 0 0 Linfócitos 20 23 14 17 Monócitos 1 0 3 2 Blastos 60 62 0 0
Avaliação dos resultados
Lâmina 1 C d d Lâmina 1 E t iá i IC 95% V i ã itá lCoordenador Estagiário Variação aceitável para n = 100 2 1 0 0 7 0 2 1 0,0 - 7,0 15 13 8,6 - 23,5 2 1 0,0 - 7,0 0 0 0,0 - 3,6 20 23 12,7 - 29,2 20 23 12,7 29,2 1 0 0,0 - 5,4 60 62 49,7 - 69,7
Avaliação dos resultados
Lâmina 2 C d d Lâmina 2 E t iá i IC 95% V i ã itá lCoordenador Estagiário Variação aceitável para n = 100 8 10 3 1 2 8 10 3,5 - 15,2 75 71 65,3 - 83,1 0 0 0,0 - 3,6 0 0 0,0 - 3,6 14 17 8,0 - 23,0 14 17 8,0 23,0 3 2 0,6 - 8,5 0 0 0,0 - 3,6
2 - ESTATÍSTICA DE CHAUVENET
A t tí ti d Ch t li d l it d l d
-
A estatística de Chauvenet avalia a presença de leituras deslocadas(outliers: valores discrepantes) em um grupo de dados provenientes de dois ou mais microscopistas.
- Os valores discrepantes fazem com que o desvio-padrão e o coeficiente de variação da distribuição fiquem elevados, mostrando imprecisão nas ç ç q , p leituras. Através do cálculo do Fator da distribuição e, principalmente, do range de Chauvenet percebemos quais são as leituras discrepantes
(outliers) (outliers).
*Jones, R.G., Payne R.B – Clinical Investigation and Statistics in Laboratory Medicine, ACB
V P bli i 199 L d 22 2
Venture Publications, 1997, London, pag. 22-25.
*Lynch’s Medical Laboratory Technology. Raphael, S.S. Igaku-Shoin/ Saunders InternationalLynch s Medical Laboratory Technology. Raphael, S.S. Igaku Shoin/ Saunders International Edition. W.B. Saunders Company. 1983, p.47-48.
Tabela de Chauvenet
Fatores de Chauvenet em relação ao número (n) de participantes.
de participantes.
n Fator n Fator n Fator
2 1,15 9 1,91 35 2,45 3 1 38 10 1 96 40 2 50 3 1,38 10 1,96 40 2,50 4 1,54 12 2,04 50 2,58 5 1,65 15 2,13 75 2,71 6 1 73 20 2 24 100 2 81 6 1,73 20 2,24 100 2,81 7 1,80 25 2,33 200 3,02 8 1,86 30 2,40 500 3,29
Estatística de Chauvenet
1. Fator da distribuição = | Valor – Média | Desvio Padrão Desvio Padrão
2 Intervalo da Distribuição = Média ± 2 x Desvio Padrão 2. Intervalo da Distribuição = Média ± 2 x Desvio Padrão
3. Intervalo de Chauvenet = Média ± Fator de Chauvenet x DP ( Range ideal → 95% IC )
Exemplo
: :
Estatística de Chauvenet
Urina I: contagem de eritrócitos (mL) em câmara de Neubauer
Dado Urina 1 Urina 2 Urina 3
Microscopista 1 (Experiente) 9 800 7 000 19 000 Microscopista 1 (Experiente) 9.800 7.000 19.000 Microscopista 2 (Experiente) 9.500 6.700 17.000 Microscopista 3 (Experiente) 10.000 6.000 19.000 Microscopista 4 (Experiente) 9.100 6.000 18.000 Microscopista 5 (Iniciante) 6.700 3.300 6.000 Média 9.020 5.800 15.800 Desvio Padrão 1.340 1.464 5.540
Fator de Chauvenet para n = 5 1 65 1 65 1 65
Fator de Chauvenet para n = 5 1,65 1,65 1,65
Fator da Distribuição ( média – valor ) / DP 1,73 1,70 1,76 Intervalo de Chauvenet ( média ± 1,65. DP ) 6.808 – 11.231 3.383 – 8.216 6.657 – 24.942
3 - ESTATÍSTICA KAPPA
- Coeficiente Kappa de Cohen* é usado, em geral, para dados nominais
f idéi d d dâ i t d i b d
e fornece uma idéia do grau de concordância entre dois observadores independentes que realizam uma única leitura de cada amostra.
- Para este teste, sugere-se usar um número de amostras ≥ 5.
- Dados nominais: qualitativos (fem, masc, raça, nomes sem ordem etc).q ( , , ç , ) - Coeficiente Kappa de Fleiss é usado quando os observadores
independentes realizam mais de uma leitura de uma mesma amostra independentes realizam mais de uma leitura de uma mesma amostra necessitando cálculos mais complexos para sua determinação.
* Vieira, A.J., Garrett, J.M. Understanding interobserver agreement: The Kappa Statistic.
Tabela de
de Kappa
Classificação de Concordância frente ao valor de Kappa
Valor de Kappa Concordância
0 00 Sem concordância 0,00 Sem concordância 0,01 a 0,19, , Mínima 0,20 a 0,39 Discreta 0,40 a 0,59 Moderada 0,60 a 0,79 Boa 0,80 a 1,00 Ótima
Exemplo: Kappa de Cohen
Resultados das análises de 10 protoparasitológicos examinados por dois microscopistas na pesquisa de helmintos nas fezes.
Amostra Observador 1
Observador 2
Amostra Observador 1 Observador 2
1 Positiva Positiva 6 Negativa Positiva
2 Positiva Positiva 7 Negativag Negativag
3 Negativa Positiva 8 Positiva Positiva
4 Positiva Positiva 9 Positiva Positiva
Matriz de Comparação para cálculo do
coeficiente Kappa de Cohen
coeficiente Kappa de Cohen
Ob d 2 Matriz de comparação Observador 2 Total Característica 1 Característica 2 Característica 1 A B A+B=M1 Observador 1 Característica 2 C D C+D=M0 Total A+C=N1 B+D=N0 N
Cálculo do coeficiente Kappa de Cohen
Concordância observada (CO) = (A + D) / N
Concordância Esperada (CE) = [ (N1/N) x M1/N)] + [ (N0/N) x (M0/N) ]
K ( K) (CO CE) / (1 CE)
Matriz de Comparação para cálculo do
coeficiente Kappa de Cohen
coeficiente Kappa de Cohen
Ob d 2 Matriz de comparação Observador 2 Total Característica 1 Característica 2 Característica 1 7 0 7 Observador 1 Característica 2 2 1 3 Total 9 1 10
Cálculo do coeficiente Kappa de Cohen
Concordância Observada (CO) = (7 + 1) / 10 = 0,8
Concordância Esperada (CE) = [(9/10) x (7/10)] + [(1/10) x (3/10)] = 0,66p ( ) [( ) ( )] [( ) ( )] ,
Kappa = (0 8 – 0 66) / (1 – 0 66) = 4 117
Kappa = (0,8 – 0,66) / (1 – 0,66) = 4,117
4 - REPETITIVIDADE E REPRODUTIBILIDADE
( Kappa de Fleiss )
REPETITIVIDADE: avalia a concordância de leituras repetidas emdi õ idê ti l i i t t
( Kappa de Fleiss )
condições idênticas , pelo mesmo microscopista, em curto espaçode tempo.
REPRODUTIVIDADE: avalia a concordância de leituras obtidas em condições diferentes, por diferentes microscopistas, em tempos
diferentes.
A Análise de Variância (ANOVA) é uma opção eficiente para este tipo de análise Ela considera os principais componentes de variação
análise. Ela considera os principais componentes de variação
( microscopista e amostras ) e também a interação este eles, o que enriquece a análise.
A Estatística Analítica ou indutiva usa a teoria das probabilidades que permite calcular o risco para determinadas conclusões.
ANOVA → Estatística F
Para trabalhar com ANOVA precisamos:• Criar Hipóteses: Nula (Ho) e Alternativa (Ha)
• Definir o Nível de significância ( α ) do teste: Em geral, escolhido de forma arbitrária como α = 0,05 ( 5%).
• Alfa (α ) = probabilidade escolhida no início da investigação que nos levará a rejeitar a hipótese de nulidade (Ho) se nosso valor de p se encontrar
a rejeitar a hipótese de nulidade (Ho) se nosso valor de p se encontrar abaixo dela.
Exemplo do uso da estatística Kappa de Fleiss
- Validação de uma nova coloração bacteriológica e Análise da concordância entre as leituras dos Microscopistas
Dois microscopistas: 30 leituras de forma independente e em duplicata - Dois microscopistas: 30 leituras, de forma independente e em duplicata
- Amostras de materiais biológicos: usar corante tradicional (padrão) e novo corante - Estudo estatístico: software Minitab 15* ( Attribute Agreement Analysis ):
zero ( 0 ): leitura negativa
( 1 ) l it iti
um ( 1 ): leitura positiva
Atributos = dados não quantitativos
Kappa de Fleiss: Atributos
Resultados das leituras microscópicas: Negativas (0) e Positivas (1)
Lâmina M1 Leitura 1 M1 Leitura 2 M2 Leitura 1 M2 Leitura 2 Padrão
Kappa de Fleiss: Atributos
Resultados das leituras microscópicas Negativas (0) e Positivas (1)
Lâmina M1 M1 M2 M2 Padrão
Resultados: Kappa de Fleiss - Atributos
R.R dados Quantitativos – Minitab 15
Tabela: Contagem de linfócitos (mm³) de 5 líquidos pleurais, realizada em duplicata, por 3 microscopistas (M1, M2 e M3), no mesmo dia e no dia seguinte.
R.R Crossed com dados Quantitativos
R.R Crossed com dados Quantitativos
100
t
% Contribution
% Study Var 200
Components of Variation Resultado by A mostra
50 0 Pe rc e n t 5 4 3 2 1 100 0 Part-to-Part Reprod Repeat Gage R&R UCL=55 36 M1 M2 M3 5 4 3 2 1 Amostra R Chart by Microscopista Resultado by Microscopista 50 25 S am p le Ran g e _ R=24,27 UCL=55,36 200 100 0 S LCL=0 240 M1 M2 M3 M3 M2 M1 0 Microscopista
Xbar Chart by Microscopista
Microscopista * A mostra Interaction
240 160 m pl e M e a n __ X=133,5 UCL=151,1 LCL=115,8 240 160 v er ag e M1 M2 M3 Microscopista p 80 Sa m , 5 4 3 2 1 80 Amostra A v
5 – MICROSCOPIA x AUTOMAÇÃO
Tabela: Controle do número de leucócitos, aumento 400X, sem óleo
Q li l i h l D D B A J Cli P h l 40 457 464 1963
Q li l i h l D D B A J Cli P h l 40 457 464 1963
•Quality control in hematology. Dorsey, D.B. Am.J.Clin.Pathol. 40:457-464, 1963. •Quality control in hematology. Dorsey, D.B. Am.J.Clin.Pathol. 40:457-464, 1963.
Tabela: Número de Plaquetas e Leucócitos do aparelho avaliados pelo esfregaço corado. Aumento de 1000X, com óleo
•Hematology: a combined theoretical & technical approach. Simmons, A. Philadelphia, W.B. Saunders, 1989, p. 191. •Hematology: a combined theoretical & technical approach. Simmons, A. Philadelphia, W.B. Saunders, 1989, p. 191.
6 – EXAME MICROSCÓPICO SEM
ENSAIO DE PROFICIÊNCIA
Recomendações para o Controle Interno de exames
ENSAIO DE PROFICIÊNCIA
microscópicos sem Ensaio de Proficiência:
1. Uso de controle duplo cego;p g ;
2. Comparação entre dois ou mais observadores independentes; 3 Uso de lâminas controle positivas e negativas na rotina;
3. Uso de lâminas controle positivas e negativas na rotina; 4. Controle Interlaboratorial;
5 C l ã Clí i L b t i l
5. Correlação Clínica e Laboratorial; 6. Apoio e Intercâmbio morfológico.