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Tratado Sobre a Gnose Hiperbórea

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Sítio: http://www.octirodaebrasil.com.br

Tratado sobre a

GNOSE HIPERBÓREA

Gustavo Brondino

Traduzido por Fenrir

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Brondino, Gustavo

Tratado Sobre la Gnosis Hiperbórea – 1ª. Ed – Córdoba: El autor, 2008 237p.; 24x16 cm

ISBN 978-987-05-4176-9 1. Ensaio Argentino. I. Título CDD A864

Todos os direitos reservados. Fica rigorosamente proibida, sem autorização escrita do

titular do Copyrigth, baixo as sanções estabelecidas nas leis, a reprodução parcial ou

total desta obra, incluindo o desenho da capa, por qualquer meio ou procedimento, inclu- indo a reprografia e o tratamento informático.

Copyright © 2008 by Gustavo Brondino ISBN: 978-987-05-4176-9

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Índice

1- Introdução 2- A Trindade criacionista do Demiurgo

3- Os mitos e sua ação metafísica. Os símbolos sagrados e

os símbolos eternos

4- Os desígnios ontológicos e seus efeitos nos centros ou chakras

do micro-cosmos 5- Os sete chakras ou vórtices de energia do micro-cosmos

6- Estudo e análise dos três chakras inferiores da alma humana

7- Estudo e análise dos quatro chakras superiores desde as

realidades metafísica demiúrgica e hiperbórea

8- Diferença entre a realidade e o real

9- O Incognoscível e os siddhas leias. O demiurgo e os deuses

traidores ao espírito eterno

10- A cultura e sua incidência na formação da psicologia do

Pasú e do virya

11- Diferenças noológicas nas atitudes éticas do virya e do pasú

12- O virya e suas estratégias de liberação espiritual 13- Espaço-tempos do pasú e do virya

14- Consciência noológica do virya desperto sobre a estrutura cultural 15- As assimetrias das éticas psicológicas do pasú e as simetrias

da ética noológica do virya. Os bijas da criação

16- As assimetrias metafísicas arquetípicas do demiurgo. Os bijas

e sua significação na psique do pasú 17- O virya e seu Signo de Origem. O vrill e a vruna do fogo frio 18- O vrill, as vrunas e suas projeções na ordem criada. As vrunas

e as artes hiperbóreas 19- As runas, os símbolos eternos e suas imagens transcendentes

aos arquétipos e aos desígnios dos símbolos sagrados do

demiurgo 20- O arquétipo Dama e o arquétipo Eva

21- As profissões arquetípicas hereditárias. O arquétipo militar

e o sacerdotal. Suas atualizações na realidade e na psique

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22- Análise do arquétipo família. A escada caracol e a escada

Infinita

23- A evolução do arquétipo humano. O demiurgo e as projeções

de seu plano no universo criado

24- A cultura hiperbórea como oposição a contracultura sinárquica

25- Éticas solares hiperbóreas e éticas lunares da sinarquia. O

ethos e o pathos no solar hiperbóreo e no lunar demiúrgico

26- Síntese extraída do Tratado de Física Hiperbórea

27- Análise da física desde a gnose Hiperbórea

28- Emanações do campo arquetípico morfológico ou teleologia

morfológica arquetípica do Uno.

29- A metempsicose ou reencarnação, parte do sistema evolutivo

do pasú

30- O virya desperto e seu dever de honra. A luta pela liberdade

espiritual de seus camaradas

31- O mistério da iniciação nas organizações secretas da sinarquia.

32- As provas iniciáticas e as diferentes portas hiperbóreas de

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1- INTRODUÇÃO

Companheiros, camaradas de luta, virão desde o PÓLO, as BRISAS DO SUL, PENETRARÃO TORRENTEMENTE NO HOMEM DES-

PERTO SUSSURRANDO EM SEU ESPÍRITO O MISTÉRIO DA

GNOSE HIPERBÓREA; companheiros, devemos estar atentos porque ne- las estão contidas as VERDADES ETERNAS.

Ter paciência onde se pode ter não é o verdadeiro, mas ao tê-la onde habitualmente não se a pode ter, recém então diremos que se teve paciência.

É a paciência uma das mais grandes virtudes humanas que distingue o ho- mem verdadeiro do homem comum. Poderia se afirmar que ela se determina

nos indivíduos o grau de domínio de si mesmo, por dizer, as capacidades de

conhecimento ontológico que tem o homem sobre si mesmo. Dessa maneira podemos afirmar que desde um ponto de vista filosófico e ontológico o SER

pode chegar a pertencer plenamente ao indivíduo, sempre e quando ele te-

nha chegado a dominar inteiramente sua paciência, pois a mesma é a chave interna para o conhecimento de si. Ontologicamente (onto = ser; estudo do

ser e de todas as suas possibildades) podemos afirmar que o indivíduo deve

orientar seu EU NOOLÓGICO (Noo = via do espírito) até sua própria rea- lidade psicológica e anímica, posto que é a única forma de conhecer-se e

chegar a máxima aspiração noológica, ontológica e gnoseológica que é a INDIVIDUALIZAÇÃO ABSOLUTA.

O caminho e o estudo contidos neste tratado que especifica como con-

cretizar a realização das três vias iniciáticas que deve recorrer o Guerreiro

Hiperbóreo, imprescindíveis para despertar-se e converter-se em um

GUERREIRO SÁBIO, em um homem auto-eleito, e deificado por sua pró-

pria vontade egoística livre e orientada nas linguagens hiperbóreas e símbo-

los eternos.

O homem vive amarrado em uma estrutura cultural e social que o

tem atomizado, confinado a certas pautas morais que o converteram em um

ser totalmente coletivo e gregário. Esta situação desagregou seu Eu em uma pluralidade de Eus ou Egos, que estruturados em complexos o tem levado a

viver em uma constante TENSÃO DRAMÁTICA, que lenta mas paulati- namente o vai destruindo em seu ânimo e seu espírito. Mas no homem exis-

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te uma possibilidade de ser, um destino que transcende os estados de cons- ciência ordinária. A este caminho a GNOSE HIPERBÓREA denomina a VIA DE INDIVIDUALIZAÇÃO.

Individualização significa chegar a ser um ente singular e absoluto, com pleno conhecimento de si mesmo e fundamentalmente ORIENTADO,

afirmado no EU ETERNO e em uma sabedoria que lhe permite conhecer e compreender profundamente a REALIDADE.

Lamentavelmente a comédia da vida se transformou num drama que

lentamente nos leva à tragédia e isto se deve de forma particular à perda que

teve o homem do CENTRO, DE SEU SER. As tensões dramáticas criaram um conflito interno e externo que nos levou a uma crise existencial onde estamos imersos em uma nebulosa de desejos que só nos criam um estado de

perda e confusão. Dessa forma somos desbordados por nossos complexos que são os frutos de nossos desejos que, ao não poder conscientizar-los, con- trolá-los por falta de conhecimento e sabedoria, fundem-nos irremediavel-

mente numa crise moral e social da qual é cada vez mais difícil sair. Neste

desespero apelamos a pedir assistência a certas instituições religiosas ou

científicas, para que nos dêem a solução e nos permitam recuperar a perda volitiva e anímica.

Assim, estamos perdidos dentro de um labirinto psicológico interno e pen- samos que a realidade de nosso ser se encontra em uma TENSÃO DRA- MÁTICA por nossa culpa, nossa incapacidade, nossos “pecados”, de tal

maneira que recorremos a psicólogos, médicos psiquiatras e se não dão re- sultado apelamos a estruturas religiosas como o catolicismo, igrejas protes-

tantes, budismo, hinduísmo, ou sistemas esotéricos como teosofia, maçona-

ria, rosa cruz, yoguismo, etc., crendo que neles está a panacéia, as soluções

a todas as nossas dores, nossos males. A verdade é que o princípio de nossos

males não radica dentro de nós mesmos senão no destino que nos tem enga-

nado, submetidos ao mundo, à esta ordem material que é dirigida por uma

SINARQUIA (união de poderes) MUNDIAL QUE SÓ PRETENDE

DESTRUIR-NOS MATERIAL E ESPIRITUALMENTE.

É por isso que se fossem distribuídas equitativamente as riquezas se elimi-

naria a pobreza e a miséria, e desta maneira o homem recuperaria sua dig- nidade e se elevaria a um nível de espiritualidade onde se desarrolhariam as melhores qualidades humanas. Elevando o nível de vida da humanidade, combatendo a ignorância e destruindo o que cria obstáculo ao crescimento

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da consciência, recuperaremos a honra e o valor que sempre tivemos e que

por culpa de uma ambição desmedida, de uma cobiça desenfreada por di- nheiro e poder, nós perdemos.

A mudança se deve realizar profundamente, o homem deve despertar em seu ser outro nível de compreensão e de entendimento, só dessa forma surgirá o guerreiro eterno que se acha no mais profundo do espírito huma-

no.

Um drama se enquista na existência humana e um grito interior do mais profundo de seu espírito clama por uma existência mais digna e justa

por todas as ordens. A vontade humana ante o drama existencial trata im-

periosamente de elevar-se por sobre a dor e a angústia de uma existência submetida a um materialismo absoluto, a sistemas religiosos carregados de

conota ões onde o homem e o destino estão sujeitos “predestina ão” e “predetermina ão”, conceitos muito afins aos expressados no HINDUÍS- MO, BUDISMO, JUDAICO-CRISTIANISMO, ISLAM, etc. Dessa ma- neira lamentavelmente o homem deixa seu destino ligado a deus e assim a

personalidade se vai construindo com base em parâmetros formais constitu-

ídos por modelos arquetípicos estruturados em uma axiologia moral e reli-

giosa onde o estético, o formal, é determinante sobre o ético; onde a consci-

ência se massifica no coletivo, perdendo autonomia volitiva e intelectual, caindo num grau ontológico onde o humano, meramente humano é deter-

minado por um mecanismo inconsciente onde o homem é alimento dos deu-

ses.

Mas na existência, a vida está constantemente oferecendo alternati-

vas de desarrolho espiritual, posto que ao ser tu mesmo um ser intrínseco ao espírito eterno, ainda que determinado em uma ontologia finita e relativa,

assim mesmo no homem, na alma humana, subjaz a realidade eterna do es- pírito. É por isso que mas pra lá das incertezas da realidade distribuídas nas

diferentes ordens econômicas, políticas, sociais e culturais, sempre no ho- mem está a possibilidade de ser um homem desperto, livre das premissas desse materialismo berrante e de religiões dogmáticas; essa realidade de

uma compreensão espiritual e intelectual que não permita ver a mentira só é possível se tivermos em nós mesmos uma pré-disposição gnóstica de âni- mo e de espírito, que nos oriente a um conhecimento superior, diferente, a

uma verdade absoluta, à VIA DE INDIVIDUALIZAÇÃO que nos prepara para ser iniciados na Gnose Hiperbórea.

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É por isso que é imperativo compreender que um poder internacional

político, religioso e financeiro estruturado em uma SINARQUIA MUN- DIAL determina o homem com pautas culturais que em forma preeminen- tes são vertidas em nosso ser, através da cultura e da educação, e vão assim

determinando nossa complexão ontológica e noológica, limitando nossas

capacidades de apreensão e compreensão, caindo o nível do ser e da consci- ência a um limite axiológico onde o EU é reduzido a sua mínima expressão.

Dessa forma somos massificados, adormecidos e amarrados em um mundo exterior onde servimos como escravos à essa sinarquia internacional, a qual

é um poder mundial que só quer que sejamos servos dela mesma e de seu plano de domínio universal. É por isso que é imprescindível nos reorientar e

despertar do sonho ilusório dessa cultura materialista regida por um neoli- beralismo capitalista ou um marxismo pseudo-socialista e perceber que exis-

te um inimigo exterior, às vezes visível (EUA, Rússia, Israel) no mundo e outras invisível (sinarquia mundial, sociedades secretas, organizações eso-

téricas, etc.) aos quais devemos combater com todas as nossas forças e para

isso devemos recuperar nosso espírito, sendo imprescindível aceder a uma liberação contida INDIVIDUALIZAÇÃO ABSOLUTA.

Mas para nos reorientar internamente é imperativo revelar e desmas-

carar o inimigo real, e o mesmo está incrustado nessa realidade, estruturado

em uma sinarquia religiosa, política, financeira e econômica que opera no

mundo desde o início da história, conspirando e destruindo tudo o que é espiritual e praticamente não há cultura ou nação que não tenha sido sub- metida a ela, por suas premissas culturais, religiosas ou atéias, materialis-

tas, capitalistas e liberais.

Por isso afirmamos enfaticamente que estar desperto não é só se cons- cientizar o ser e aceder à individualização senão que principalmente consis-

te em analisar fria e objetivamente todos os acontecimentos, feitos e suces-

sos da rede extensa cultural em todos os seus conteúdos e realidades passa- das, presentes e futuras. É imprescindível discernir e compreender o complô

internacional deste super-governo mundial que desde as sombras constan- temente manipula as consciências coletivas e DAR-SE CONTA que o ver- dadeiro inimigo é o MATERIALISMO e sua CONTRA-CULTURA NEO- LIBERAL (a denominamos contra-cultura porque a verdadeira cultura ra-

dica em princípios totalmente opostos aos do capitalismo) e compreender que sua ideologia, sua filosofia econômica e política, seus conceitos e pre-

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missas, escondem puras intenções destrutivas de tudo o que seja nacional,

tradicional e espiritual é o primeiro passo para DESPERTAR.

Companheiros, devemos resistir e sustentar com vontade e honra,

dentro de nossa verdadeira cultura, dentro dos valores espirituais do san- gue, da família e da pátria, porque o vínculo direto ao espírito eterno, à li- berdade noológica, está contido na CULTURA NACIONAL.

ESTIMADOS BUSCADORES DA VERDADE E DA LIBERDA-

DE ESPIRITUAL, estes escritos pretendem despertar vossas consciências,

esclarecer todas as dúvidas que desde o nascimento da civilização até nossos

dias vem confundindo o espírito humano. O homem é um buscador que por

todos os meios trata de capturar a verdade, buscando uma trilha, um cami- nho que o conduza à liberdade, à imortalidade, à eternidade, as quais são

direitos divinos que não lhe deveriam ter sido negados. Mas, o que se suce-

de? Ele anda pelos mais diversos caminhos, abre todas as portas, estuda to-

das as ciências, realiza-se em sua profissão, cumpre ao pé da letra os dog-

mas morais e religiosos, pratica todos os ritos e cerimônias impostas por

seus sacerdotes, pelos “mestres da sabedoria”. Assim, o buscador da verda-

de transita por todas as escolas de aprendizagem, desde o acadêmico ao eso-

térico, cumprindo à risca os condicionamentos e lineamentos sem questio-

namento algum, aceita seus dogmas e premissas como verdades absolutas

seguindo os instintos e desígnios impostos na alma humana por seu cria- dor. Mas analisemos previamente o PASÚ (denominaremos assim desde

agora ao homem adormecido; conceito extraído do sânscrito que significa

“agulha”), ao homem massificado e submetido às linhas cronológicas e de-

sígnios ontológicos de sua existência com o qual os deuses da matéria tecem a trama cotidiana da vida. Primeiro, ele se desarrolha como indivíduo afir-

mando seu ser em base a uma personalidade afirmada em sua idiossincrasia

racial, nacional e cultural que o dota de um ego psicológico; segundo, o pa-

sú trata de realizar todas as pautas sociais, culturais e religiosas que lhe

impõe a sociedade e seu ser cultural: ter uma família, filhos, progredir ma-

terial e economicamente, triunfar no mundo do dinheiro e do amor, obter

nome, fama, status social, etc. Dessa forma transcorre toda a sua vida sen- tindo que se tem êxito “feliz” e que se não cumpre as exigências que lhe

pauta a realidade e a cultura liberal é simplesmente um homem comum, é

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as conseqüências disto, caindo psicologicamente a um poço depressivo que o arrasta inexoravelmente à ruína e à perdição. Indubitavelmente, se isto não é suficiente a cultura atual NEOLIBERAL oferece outras alternativas para dissolver o DRAMA EXISTENCIAL, como é a PERVERSÃO pelos vícios

no álcool, nas drogas, no sexo indiscriminado, na música tecno, etc. Agora se o pasú é um afortunado no mundo das circunstâncias e os acontecimen- tos azarados cheios de sentido lhe favorecem obtendo dinheiro, amor e sta- tus social, sentindo que triunfou, também o destino tem suas armadilhas e o

pasú burguês sofrerá as conseqüências de uma vida hedonista, sensualista, sendo amarrado na ilusão do poder, do dinheiro e do consumismo aterrador.

Mas se o homem é um VYRIA (termo extraído do sânscrito que sig- nifica homem desperto) e tem em seu ser um princípio anímico diferenciado,

existindo ainda dentro de si mesmo algo espiritual, de despertará uma se-

gunda intenção religiosa e poderá dar um salto ontológico reorientando seu

EU até uma mística, geralmente ao princípio buscará de acordo com seu grau de vontade intelectual e de consciência relacionando-se com determi-

nados grupos religiosos esotéricos: maçonaria, rosa cruz, teosofia, yoga, bu- dismo, zen, etc., aderindo a eles com convicção e lealdade, já que estas insti- tui ões prometem resolver o dilema espiritual “iniciando-o” nos “segredos” de alguma sabedoria milenar.

Assim transcorrem os anos dentro dessas organizações e os discípu-

los come am a perder a “f ”, exigindo e suplicando maior conhecimento aos “mestres”, argumentando eles que ainda o discípulo não est preparado pa-

ra receber as “inicia ões” que permitam “evoluir”, “limpar seu karma” e assim aceder a conhecimentos superiores. Exigem dele maior fé, seguir su-

plicando já que o rogado foi insuficiente, que deve ser ainda mais rigoroso consigo mesmo, que lhe falta trabalho interno, maior desintegração do ego, do Eu, etc. Lamentavelmente, como a mais funesta vítima da fatalidade, o homem se submete a esses desígnios doutrinários sujeito às suas ideologias,

às estruturas hierárquicas verticais que lhe impõe as mais duras condições

para aceder às suas pseudo-iniciações e a migalhas de conhecimento. Nessa situação se encontra o GUERREIRO LUCIFÉRICO quando

se submete a um sacerdote, um guru, um mestre de uma doutrina esotérica

ou religiosa, e exatamente igual se sucede nas formas acadêmicas; para al-

cançar uma gota de sabedoria que jamais chega, que nunca se lhe outorgou

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Dessa forma o buscador resulta enganado, submetido às pautas cul-

turais dessas estruturas religiosas esotéricas de características estritamente

devocionais e premissas conceituais de escassos níveis de conhecimento.

Sua vontade usurpada e sua consciência alienada por esses mercadores, in- termedi rios do “divino”, incorporam ao discípulo, homem ou mulher, a

seus dogmas, e a prestar serviços e obedecer cegamente os mestres ou gurus;

essa é a premissa fundamental: o AMOR a suas hierarquias superiores vi-

síveis ou invisíveis. É tão aterradora a subjugação a que se submete que in- clusive seus bens lhe são arrebatados, obrigados a se desprender ou a doá- los aos seus mestres como uma mostra de “amor”. Se o separa, recluso em

clausuras, conventos, lumiciais, ashrams, etc., exigindo-lhes romper com

suas famílias, abandonar seus pais, irmãos, amigos, porque o dever essenci-

al é o culto, o amor a seus deuses e mestres da sabedoria; tudo deve ser a-

bandonado e se queira receber um pedaço, uma gota de conhecimento, deve-

rá pagá-lo cem vezes mais: dor e sofrimento. A realidade e a verdade que

essas ideologias religiosas, filosófica e esotéricas, de origem oriental ou oci-

dental estruturadas em seitas, lojas, instituições, etc., só enganam ao ho-

mem buscador da liberdade espiritual e só buscam detê-lo em seu caminho ao conhecimento, à liberdade; isso cedo ou tarde não conduz a nada, produ- zindo no buscador um esgotamento, um desperdício de tempo, perdendo

lentamente a FÉ e a esperança, chegando inexoravelmente ao desengano e à

decepção pela mística e ocasionando nele o abandono da busca.

É por isso que ele deve despertar, dar-se conta da verdade, compreen-

der que essas seitas, lojas ou institui ões religiosas que prometem tudo, ”I-

NICIAÇÕES”, “SABEDORIA”, “IMORTALIDADE”, respondem uma

sinarquia mundial religiosa e política que só responde a seus interesses, a seu PLANO, e no mesmo o homem é simplesmente uma ferramenta, um

meio e não um fim, e por isso é utilizável, descartável e definitivamente é

prescindível.

Essa sinarquia religiosa dirigida desde os c us pelos “mestres” da denominada “LOJA BRANCA” denominados hierarquia, mestres que se mostram com figurar ou imagens angelicais ou de santos e que em realidade são uns hipócritas que se chamam de iluminados, de profetas ou messias, e

que portam tanta malícia e dogmatismo, em realidade são verdadeiros de- mônios disfar ados de anjos. Esses seres, emana ões “divinas” do demiur-

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go, se denominam deuses menores que a escatologia cristã divide em tronos e potestades, serafins, nefilins, arcanjos e por último anjos, os representa com uma imagem de seres bondosos que ajudam ao pasú, em realidade são

deuses traidores que servem estritamente ao plano do demiurgo e tem em si mesmos em grau de crueldade e frieza tais que não duvidam em sacrificar o

que seja necessário se o plano do grande arquiteto o requer. É tal o engano

no qual se encontra o homem que crê firmemente nestes seres e que devido às pautas que em forma preeminente adquiriu através da cultura religiosa e

da educa ão, que não possível ver a realidade destes “seres celestiais”, VERDADEIROS DEMÔNIOS VESTIDOS DE CORDEIRO”.

Eles e seus sequazes da sinarquia mundial ao serviço de seus planos unicamente se propõe enganar ao espírito para submetê-lo aos seus desíg- nios, aos seus planos, mantê-lo capturado na matéria, no mundo, no plano e

seus projetos. O homem espiritual é VÍTIMA desses deuses traidores ao

espírito eterno e o mantém adormecido, sujeito a este plano de criação, a

este demente mundo de ilusão onde o DEMIURGO, ESTE DEUS ATER- RADOR IMITADOR DO ETERNO, é o principal inimigo do espiritual.

O GUERREIRO TEM UMA OPORTUNIDADE DE ESCAPAR, DE ROMPER COM AS CADEIAS QUE O SUJEITAM AO MEDO, À

IGNORÂNCIA E À MEDIOCRIDADE E ESTES ESCRITOS SÃO UMA PORTA, UMA JANELA À VERDADE, À SUA LIBERAÇÃO.

COMPANHEIRO de busca da liberdade e da eternidade, direitos di- vinos herdados em nosso SANGUE e ESPÍRITO, PRÓPRIOS DOS HO-

MENS GUERREIROS E DE CORAÇÃO FIRME, tens o direito natural e

espiritual ao mais alto conhecimento, às verdades eternas, e desde esse mo-

mento abrirás esses conhecimentos que são as chaves do TEMPLO DE VESTA e as chamas da sabedoria queimarão dentro de vós; se sois ousado e

valoroso como um cavaleiro na contenda, tendes o direito NOOLÓGICO a

começar com o estudo destes mistérios.

TER O PRESENTE É TER O PODER EM TUAS MÃOS, E AS

BRISAS DO SUL TE INICIARÃO NO MISTÉRIO HIPERBÓREO DA

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2 – A TRINDADE CRIACIONISTA DO DEMIUR-

GO. O ENTE OU MOMENTO PRIMEIRO OU O

PAI. O ESPAÇO GNOSEOLÓGICO OU MENTE

MACROCÓSMICA DO UNO.

O ENTE OU MOMENTO SEGUNDO OU O FILHO.

O ESPAÇO ONTOLÓGICO. FINALIDADES E SU-

PRAFINALIDADES DO PLANO EVOLUTIVO DO

UNO.

O ENTE OU MOMENTO TERCEIRO OU ESPÍRI-

TO SANTO. ESPAÇO AXIOLÓGICO DA CRIA-

ÇÃO. ENTELÉQUIAS ÉTICAS E ESTÉTICAS.

A trindade criacionista da realidade ou do universo material do de- miurgo Jehová-Satanás e dos siddhas consta destes três atos que desde a perspectiva cristã se denomia a SANTÍSSIMA TRINDADE. A FILOSO- FIA GNOSEOLÓGICA JUSTICIALISTA denomina ao PAI: o espaço GNOSEOLÓGICO (teoria do conhecimento) ente uno da criação. Ao FI- LHO: espaço ONTOLÓGICO (teoria do ser) ou ente duo da criação. E ao ESPÍRITO SANTO: espaço AXIOLÓGICO (teoria dos valores) ou ente

trino da criação.

Tendo em conta isso e analisando a estrutura cultural do mundo, a realida- de, encontramos que ela está composta por uma quantidade de entes concre-

tos e abstratos estruturados em um continente de objetos naturais e cultu-

rais. Estes entes naturais e culturais foram projetados so mundo desde o

ENTE UNO: espaço gnoseológico macro-cósmico desde onde o demiurgo extrai dos mundos eternos as idéias ou arquétipos que logo gnoseologica-

mente pensa, elabora e projeta no mundo material.

O demiurgo e suas hordas de entidade “divinas” portam AOS ENTES ARQUETÍPICOS sobre sí mesmos, uma série de DESÍGNIOS ONTO-

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realidade substancial do ente ou de todos os entes da criação; por dizer, no laboratório gnoseológico onde se elaboram as matrizes arquetípicas que é o

ente uno da criação se executa o segundo passo ou ENTE DUO, o qual consiste em dotar aos arquétipos pensados em formas ONTOLÓGICAS, EM SER, EM VIDA. Dessa forma a realidade essencial de todos os entes

da criação que subjazem nesse espaço ontológico criacionista, neste univer- so material está pré-determinada sua essência ou substância por uma série de DESÍGNIOS e finalidades que estão incorporados aos seus contextos ônticos e que incidem e formam o ENTE TRINO, o qual é o momento em

que se projetam às FORMAS CONCRETAS ONTOLÓGICAS as realida-

des AXIOLÓGICAS: ÉTICAS E ESTÉTICAS, por dizer, lhes outorgam

significação, valor. Por onde dizemos que nas formas, nas imagens ônticas

projetadas por cada ente da criação natural ou cultural existe um inconsci- ente ôntico que tem depositadas uma série de imagens e SIGNIFICADOS

ônticos que contém a verdade desse ente, por dizer contém em si mesmos o

SENTIDO TELEOLÓGICO, METAFÍSICO E FÍSICO DO ENTE. Por isso sustentamos que o virya com PRÉ-DISPOSIÇÃO GNÓSTICA e em relação a uma MÍSTICA HIPERBÓREA pode decifrar os desígnios e as

finalidades que tem os entes no mundo, por dizer, o virya pode fazer uma

LEITURA DO REGISTRO ÔNTICO, DA ALMA DO ENTE e assim compreender o porquê e para que o demiurgo projetou este ente ao mundo.

No início da análise deste ponto consideramos as enteléquias como o

maior desarrolho que pode alcançar um ente ou objeto cultural ou natural na criação, é que todo o ente tem em si mesmo, em seu conteúdo ôntico, de- positada em uma finalidade que o impulsiona instintivamente ou mecani- camente a desarrolhar-se como ente mesmo. A SABEDORIA HIPERBÓ-

REA sustenta, por exemplo: se analisarmos o ente cavalo, seu ser em si, sua finalidade ôntica o impulsionará a ser um cavalo e o distinguirá como tal;

mas o ente cavalo tem ademais de sua finalidade ou ser em si uma SUPRA- FINALIDADE ou SER PARA O HOMEM, QUE É UM MECANISMO

INCONSCIENTE QUE O IMPULSIONA A SER UMA ENTELÉQUIA,

POR DIZER, O MELHOR DE TODOS OS CAVALOS. Por isso desig- namos e conceituamos a essa realidade ôntica ENTELÉQUIA, a qual con-

siste essencialmente no máximo desarrolho AXIOLÓGICO que todo SER,

em sua estética ou aspecto BELEZA, ou em sua ética aspecto INTELI-

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Por isso as enteléquias tem em si mesmas finalidade de capturar a a- tenção do homem, por essa razão que as enteléquias estão no mundo para FASCINAR A CONSCIÊNCIA DO VIRYA e com isso capturá-lo no re- gistro cultural do ente entelequiado. Por exemplo, voltando aos eqüinos,

pensemos na quantidade de registros culturais que pertencem a esta espécie e que participam ativamente neles os viryas adormecidos (artes e esportes que tem os eqüinos como cetro de atenção), incorporados em seus registros

como uma ação postora de sentido. Por isso devemos compreender profun- damente com todo o nosso ser sensível a realidade que estamos analisando

porque é esse ponto um marco cognoscitivo na sabedoria. Queremos signifi-

car com isso que é neste ponto onde se necessita de um princípio cognosci-

tivo transcendente próprio de um VIRYA DESPERTO, posto que essa condição do espírito é a única que pode distinguir a verdade da mentira no tema dos registros culturais e seus desígnios, o ser em si ou finalidade ônti- ca e o ser para o homem ou supra-finalidade ontológica. Dessa forma e ten- do em conta o ponto anterior analisado sabemos que todos os entes da cria- ção tem em si mesmos um desígnio, o qual foi imposto no registro ôntico do objeto. Este ente em relação com o sujeito cria uma interação ontológica na qual o sujeito interioriza o objeto e a estrutura em sua tela mental, gerando- se em ESPAÇO-TEMPO MENTAL onde o objeto ou ente interiorizado é

desestruturado gnoseológica ou intelectualmente para poder assim ser DISCERNIDO e COMPREENDIDO em sua totalidade em uma lingua-

gem. Denominamos esse tempo interior onde o objeto é sujeito de análise pela vontade cognoscitiva do virya, TEMPO IMANENTE. Dessa forma afirmamos que todos os entes da criação contidos no continente de objetos naturais ou culturais do universo material do Uno que tem existência real no tempo transcendente do demiurgo ou consciência ontológica do mesmo, possuem ou estão determinados em sua axiologia e sua ontologia por um TEMPO INMANENTE que é o que predetermina o período de existência de vida ou de permanência do ente no espaço-tempo TRANSCEDENTE MACROCÓSMICO DO DEMIURGO. Desta maneira afirmamos que a realidade do ente se ajusta à realidade existencial de seu tempo imanente e os relógios biológicos de cada ente participam da imanência ôntica do mes-

mo; somente o HOMEM EM SUA IMANÊNCIA TEMPORAL INTER-

NA QUE DENOMINAMOS TEMPO IMANENTE CRONOLÓGICO TEM O PODER DE MODIFICAR OS RELÓGIOS BIOLÓGICOS E

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ASSIM DETERMINAR SUA REALIDADE NO MUNDO DO DEMI-

URGO. Isso se deve especificamente a que o homem é o único ser vivente que possui um atributo que não tem em sua constituição ontológica os de- mais entes da criação. O HOMEM, EM ESPECIAL O VIRYA, POR DI- ZER É UM SER DE ORIGEM DIVINA, TEM EM SÍ MESMO O PO- DER DA VONTADE ABSOLUTA, DO ESPÍRITO ETERNO. Essa ter- rível faculdade que se acha na alma de todo VIRYA DESPERTO é a que

lhe permite romper com as estruturas ônticas determinantes de seu SER

EM SÍ e de seu SER PARA O HOMEM, também denominadas FINALI- DADE E SUPRAFINALIDADE ONTOLÓGICA. Dessa maneira, o virya

tem em seu Eu o poder para resignar todos estes conteúdos ou desígnios, utilizando as energias depositadas nos mesmos para sua estratégia de libe- ração. Indubitavelmente, é próprio de um guerreiro hiperbóreo decidido a tudo, o poder de resignar estes tremendo desígnios ontológicos depositados

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3- OS MITOS E SUA AÇÃO METAFÍSICA. OS SÍM-

BOLOS SAGRADOS E OS SÍMBOLOS ETERNOS.

O tema a desarrolhar é de fundamental importância para o guerreiro

se pretende compreender absolutamente o mistério de maya e a submissão

da humanidade nas mãos de uma sinarquia que a escravizou para seus pro-

pósitos.

Qual é a estratégia de Jehová-Satanás e sua hierarquias mestafísicas?

Onde radica o poder de sua sinarquia internacional?

A resposta a essas perguntas é: a estratégia dos deuses da matéria está base- ada EM SEUS MITOS E EM SEUS SÍMBOLOS SAGRADOS. O poder

da sinarquia mundial não está no dinheiro nem nas armas senão especifi- camente na CULTURA e em suas pautas políticas, religiosas e científicas estruturadas na superestrutura cultural do mundo.

Mas para melhor entendermos esses conceitos devemos ir interpretando

passos a passo tais definições, como se fôssemos armando um quebra-

cabeças, porque essa analogia é a representação correta de como é a vontade que necessita o guerreiro hiperbóreo para poder reconstruir esse labiríntico quebra-cabeças e assim compreender essas verdades. A primeira resposta afirma que os mitos e os símbolos sagrados são as estratégias fundamentais do inimigo, mas o que são os mitos e os símbolos sagrados?

Antes de prosseguir e para compreender claramente essas repostas devemos definir primeiramente o que é um símbolo. Para a ciência, o signo

lingüístico é uma entidade psíquica de duas caras, formada pela união de

um significante (imagem acústica) e de um significado (conceito). Para a

Gnose Hiperbórea é esta definição um elemento de total significação estra-

tégica, porque o significante do signo lingüístico que está conformado pelo

conjunto de elementos fonológicos da série de sons que o sustentam, por exemplo, o significante do conceito espada seria h+o+m+e+m. O significado

do signo lingüístico é o conceito é o conceito e idéia que evoca na mente, na razão significante. É vital entender e compreender desde a visão gnóstica a

importância do significante e significado, porque como veremos no ponto

sobre a Física Hiperbórea e ao analisar os centros energéticos do microcos- mos é de transcendental importância vislumbrar esta realidade, porque toda

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sustentam em uma magia ou cabala acústica e os sons designados do Uno

com sua VOX , a qual outorga aos entes conformação ontológica; mas isso estudaremos profundamente nos próximos temas. Prosseguindo com a defi-

nição, o significante da palavra homem seria o conceito de homem, por di-

zer, o conjunto de características comuns a todos os homens que permite agrupá-los como classe. Há outro elemento a considerar, a parte do signifi-

cante e significado está o REFERENTE, que é o ente, o objeto de identidade

REAL ao que o signo se remete. O referente pode ser um objeto real, um ente concreto, ou uma criação imaginária, cultural, como é a palavra extra-

terrestre; o importante é que o significante e o significado conformam uma estrutura de códigos, de símbolos, que nos permitem compreender em uma língua aos referentes ou entes concretos, naturais ou imaginários. Os sig- nos são elementos participativos fundamentais na constituição dos símbo- los, porque a conexão entre signos naturais cria relações significativas cujos

referentes tem um enlace de sentido real, por exemplo, o princípio FUMO SE ENLAÇA DIRETAMENTE AO PRINCÍPIO FOGO, mas um SÍM- BOLO é uma conexão de enlaces entre os princípios ou conceitos que são

aceitados socialmente de forma convencional ou arbitrária, constituindo-se

em uma premissa ou lei. As premissas científicas matemáticas ou diferentes linguagens, os alfabetos, as artes estéticas, ou por exemplo os sinais de

trânsito, o código Morse, são estruturas que conformam linguagens simbó- licas que de forma convencional são aceitados socialmente permitindo a co-

municação humana. Mas o que nos interessa compreender são os símbolos

que tem incidência em um conteúdo semiótico e lingüístico mais profundo, e nele existe uma escala axiológica, ética e estética que tem relação direta

com a realidade ontológica. Neles estão contidos os símbolos religiosos e os

símbolos políticos, como são os símbolos pátrios, por exemplo as cores das bandeiras, das insígnias, etc. Mas o que investigamos são os símbolos sa-

cros como as imagens religiosas, porque é ali onde intervém os SÍMBOLOS

SAGRADOS.

Compreender isso nos coloca em uma posição interior onde podemos vislumbrar desde uma visão gnóstica que os símbolos sagrados são as ima- gens que adquirem significação sacra, porque a constituição de seus princí- pios se relaciona com uma realidade mística religiosa já que a mesma é acei- tada convencionalmente pela comunidade religiosa de Pasús como verdade, dotando aos símbolos de realidade; é assim que o símbolo da cruz se identifi-

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ca com o cristianismo ou o da lua com i islã ou o da estrela de cinco pontas com o judaísmo. De tal maneira entendemos que as linguagens religiosas

são estruturas místicas de conteúdo simbólico que atuam na psique do ho-

mem como pautas preeminentes que geram conteúdos psicológicos, por e- xemplo os complexos místicos que dotam ao ser de sentido religioso ou de

religiosidade. Agora, por que são tão importantes os símbolos sagrados?

Que diferença existem entre um símbolo sacro e outro que não é?

Resposta: porque os símbolos sagrados estão dispostos na memória

arquetípica ou razão, na ontologia do micro-cosmos como um substrato e- nergético instintivo ou arquetípico, por dizer, são pautas ou desígnios con- tidos no SER EM SÍ do homem participando diretamente no desarrolho da constituição psíquica do mesmo. Desse modo os símbolos sagrados não es-

tão fora do micro-cosmos senão que estão dentro da alma humana, deposi- tados no ser, em seu inconsciente; da mesma maneira que estão FORA, no macrocosmos, depositados na superestrutura cultural do mundo.

É por isso que termos como espírito, deus, santo, virgem, anjos, ar- canjos, paraíso, inferno, etc., são estruturas simbólicas que atuam como SÍMBOLOS SAGRADOS e tem em si mesmos um poder luminoso na re- lação entre o significante (voz acústica projeção Do Uno, onde radica o ser

em si, que define o ente como tal) e o significado gerando na psique do ho- mem massificado uma relação conceitual que o sacraliza e o dogmatiza no conceito ou idéia, dotando e considerando a mesma como verdade absoluta,

e isto é assim, pela simples razão que a voz dessas idéias, ou seja, seus signi-

ficantes, são sons BIJAS (sons mágicos), que participam na ontologia, no ser humano, como desígnios impostos pelo demiurgo na alma humana. To-

memos por exemplo a idéia de DEUS, essa palavra é um símbolo sagrado que adquire significação até o indivíduo mais primitivo, porque este arqué-

tipo é o símbolo que representa o deus criador, o demiurgo, o Uno e está na

lama humana, nas estruturas ônticas dos microcosmos (chakras ou centros

energéticos, motor, instinto emocional e intelectual), disposto por ele, em

uma escala que vai desde o gnoseológico (conhecimento, logos divino) ao

ontológico (ser universal, macrocosmos), e por último ao axiológico (senti- do, valor existencial do divino). A disposição deste idéia arquetípica trans- cendental é o principal enlace entre dois princípios fundamentais da cria-

ção: o humano e o divino. Mas se o término ou a idéia é MÃE, CÍRCULO ou ÁRVORE, igualmente são símbolos e adquirem um valor para o pasú de

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acordo com seu enlace axiológico; assim a representação da mãe adquire maio significação que a do círculo ou da árvore, simplesmente porque o

principal enlace do referente do significado é por exemplo FILHO, IRMÃO,

MULHER, HOMEM. Por dizer, a finalidade ou ser em si do termo mãe se

relaciona especialmente a esses conceitos, e em câmbio o significado árvore

ou círculo se relacionam a outros princípios conceituais (círculo: à geome-

tria, etc.; árvore: ao bosque, etc.) Unicamente os símbolos sagrados são dire-

tamente significativos para o pasú porque os mesmos atuam como estrutu-

ras psicológicas vivas e são motores inconscientes que participam ativamen- te em sua evolução anímica e ontológica.

Compreendido isto, verificamos que os mitos, segundo a definição

convencional, são narrações que descrevem e retratam em uma linguagem

SIMBÓLICA a origem e os supostos básicos de uma civilização. Por outro lado os mitos falam de deuses e processos sobrenaturais relacionados à reli- gião; sua natureza é a de explicar a origem dos deuses, do mundo e das civi- lizações. Geralmente a narração mitológica é um sucesso maravilhoso, fas- cinante e extraordinário situado fora do tempo presente ou histórico, reali- zado por um personagem de caráter divino ou heróico. Existem diversas

classes de mitos que podem classificar-se de acordo ao tema dominante que revelam suas estruturas míticas e que se englobam em: Mitos cosmogônicos

(explicam como foi a origem do mundo: o Gênesis Bíblico, o Rig Veda con- tém relatos cosmogônicos). Mitos de heróis, deuses ou semideuses (a mito-

logia grega e romana tem um continente de mitos onde o herói se imortaliza graças às suas façanhas épicas). Mitos de nascimento e renascimento (rela- cionados com os ritos de iniciação, transformações dos seres humanos em

novos seres. Um exemplo deste mito é o renascimento ou a ressurreição de

Cristo no cristianismo). Mitos de fundação (relatam a formação de cidades; o mito de Gilgamesh na Babilônia ou o de Rômulo e Remo na Roma são mi-

tos de fundação). Mitos de sacrifícios (esses mitos são estruturas rituais

onde se imola um aspecto de si mesmo em favor de uma deidade. O sacrifí-

cio da crucificação de Cristo ou os ritos de sacrifícios de sangue dos celtas druidas, dos cartagineses, ou na América os sacrifícios dos Astecas, etc.)

Em nossa cultura ocidental, seus cimentos estão imbuídos, impregnados, constituídos seus textos culturais por preeminência míticas e desde o início das civilizações dos povos ou nações européias a mitologia e seus mitos fo-

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líticas e sociais; pensemos o determinante que foi a mitologia greco-romana na Roma Imperial, no Renascimento Italiano ou no Romantismo Europeu.

A ação dos mitos foi evoluindo desde mitologias como a egípcia ou caldéia,

às de maior transcendência como as mitologias grega e romana, nas que encontramos um conjunto de mitos bem especificados e estruturados em

um contexto mítico harmonioso em todas as classes e ordens. No capítulo sobre a verdade da história desarrolhamos historicamente a incidência do

pensamento mitológico nos fenômenos sociais hiperbóreos nas estratégias de liberação psicosocial. OS MITOS E OS SÍMBOLOS SAGRADOS DA

SINARQUIA RELIGIOSA são estruturas vivas contidas no continente

mítico dos textos sagrados judeus, cristãos, hindus, mulçumanos; na reali- dade todas as religiões monoteístas estão submetidas por mitos até a raiz, o

eixo axial das mesmas é uma IMAGEM SAGRADA, messiânicas, de ca-

racterísticas sacerdotal ou clerical, sendo o símbolo sagrado o principal pi-

lar estrutural do mito e a imagem que sacraliza a consciência do pasú ou animal-homem. Os mitos Greco-romanos, base essencial da cultura latina e

européia, também tem suas incidências na cultura ocidental. As mitologias pagãs européias, como a nórdica, celta e germana, logo da desaparição da

Roma Imperial dos Augustos do Ocidente sofrem a insidiosa ação dos mitos judaico-cristãos, mas ainda não compreendemos a importância e a ação dos

mitos na cultura e fundamentalmente na psique do homem.

A Gnose Hiperbórea define aos mitos como estruturas vivas porque

participam seus símbolos na formação da psique, seus complexos e o ego sendo verdadeiras máquinas literárias de transformação psicológica. Os mi- tos atuam influenciando o inconsciente coletivo social determinando a consciência social; uma vez que as pautas míticas tenham sido estruturadas em suas culturas, a ação de seus conceitos éticos e morais vai modelando de forma preeminente, formando seus princípios fundamentais: religiosos, po-

líticos, sociais e culturais. Por exemplo, podemos comprovar como no oci-

dente as estruturas sociais e culturais estão comentadas sobre o mito judai- co-cristão em todas as suas expressões culturais: religiosas, políticas, artís- ticas e científicas. A ação do mito de Jesus Cristo, um mito de nascimento e renascimento afirmado em uma narração onde o monge ou sacerdote, um messias chamado Jesus é morto e crucificado e volta a renascer por obra de sua própria ressurreição. Essa narração mítica religiosa que possui em seu

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ressurreição é talvez o mito mais poderoso que já foi projetado sobre a hu-

manidade, porque essa estrutura literária mítica teve e tem o poder de des- truir as culturas ocidentais mitológicas, pagãs, gregas e romanas que esta-

vam afirmadas sobre um continente de MITOS GUERREIROS os quais se estruturavam sobre SÍMBOLOS ETERNOS. É importante diferenciar isto

porque os símbolos eternos diferem bem dos símbolos sagrados, suas repre-

sentações se referem em suas relações e princípios a significações ÉPICAS, HERÓICAS, etc. Por exemplo, nas civilizações gragas e romanas, suas cul- turas giravam em torno de seus mitos guerreiros, e as façanhas heróicas de seus deuses eram símbolos eternos determinantes para essas sociedades, que

se modelavam em todas as suas formas políticas, religiosas, culturais e ar- tísticas baixo a ação ética e estética de seus mitos épicos. É por isso que e- ram civilizações regidas por um sentido aristocrático e guerreiro, em câm-

bio, ao serem substituídos seus mitos gregos (Apolo Hiperbóreo por pelo Jesus Cristo semítico) pelo mito cristão de axiologia e moral religiosa, estes

povos cristianizados perderam o sentido mítico heróico pelo sentido mítico religioso, convertendo seus povos ao cristianismo, o qual transformou toda

a cultura e civilização dos povos amarrados pela ação desse mito e seu sím- bolo sagrado. Devemos compreender a ação destrutiva de um mito e sua incidência na psique do homem, e se pudermos reflexionar gnosticamente verificaremos a importância dos mitos e em especial de seus símbolos sagra-

dos para a sinarquia, em suas metas de domínio mundial. Por isso afirma-

mos que na estrutura psicológica do pasú, os complexos formadores de sua

personalidade estão sujeitos a determinados mitos, e todos os seus processos

psíquicos, éticos e morais se baseiam em preeminências conceituais que tem ao mito cristão e a Jesus como símbolo sagrado que sacraliza a consciência desse tipo de indivíduo. É tal a importância das preeminências míticas den- tro da consciência do pasú que tomando por exemplo a dois indivíduos, um

ateu marxista e outro liberal capitalista, verificamos que nenhum deles tem um sentido ético e moral cristão, ainda devemos considerar que ambos fo-

ram criados e educados baixo o rigor do catolicismo cristão. Mas o desarro-

lhar de suas vidas os levou a alienar-se desse mito e seu dogma; entendendo

isso, o raciocínio lógico nos leva a pensar que destes dois indivíduos ne- nhum padece pela ação do mito cristão, e sem embargo a realidade nos de- monstra que isso é equivocado e para verificar, observemos a Rússia socia- lista hoje convertida ao cristianismo.

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Que significa isso? Por que esses homens aparentemente livres desses mitos, não o estão?

A verdade é que a criação e a educação são determinantes para a inte- riorização e a ação de um mito na psique do pasú, e isto é devido a ação da sinarquia mundial e seus deuses que regem a ordem material, que tem a

missão de reter em sua superestrutura cultural, em seus superconceitos re-

ligiosos e políticos aos homens atados em seus desígnios.

De tal modo o homem é, desde a infância, estruturado culturalmente em uma forma religiosa onde seus ritos e cerimônias afirmam no inconsci- ente da criança, do infante, seus símbolos sagrados, os quais se depositam em seu inconsciente, sua esfera de sombra, permanecendo ali em forma po- tencial. Pensemos que toda a civilização ocidental gira em torno do mito cristão desde o nascimento, o batismo, a infância com a confirmação, a ju- ventude com o rito do sacramento do matrimônio, a morte com a extrema- unção; tudo está sustentado por esse mito. A estrutura militar e os milita-

res são católicos, os políticos também, a educação primária, secundária e

universitária por mais laica que seja também sofre a moral deste mito. Nada

escapa à ação do mito da sinarquia que rege a cultura mundial: o mito cris-

tão. Este mito é a projeção da melhor estratégia do demiurgo no mundo e

em seu contexto está o símbolo sagrado mais poderoso da sinarquia religio- sa: o de Jesus Cristo, o de herói sacerdotal. É importante entender que os

mitos da sinarquia tem em seu eixo axial, em céu centro a um personagem religioso, um SACERDOTE ou MONGE. Esse é o SÍMBOLO SAGRA-

DO e tem o poder luminoso que exerce fascinação na psique do pasú, do

animal homem.

Hoje a sinarquia cultural e suas ramas, a sociologia, a psicologia, a

pedagogia, etc., dão explicações da realidade dos mitos e sustentam sem e-

quivocar-se que os mesmos são base de complexos afirmando a realidade

psicológica do mito, mas devemos entender que isso é simplesmente uma

estratégia, porque a verdade da ação do mito na sociedade e na psique do

homem jamais será revelada, porque essas ciências acadêmicas são aliadas aos fins e planos do Uno. O pasú só pode vivenciar a realidade luminosa do mito quando esse se afirma social ou particularmente, por exemplo, as situ- ações críticas ou trágicas são feitos significativos para a emergência de um mito. Um exemplo disso foi a guerra das Malvinas e a chegada do Papa João

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qualquer situação crítica de existência, automaticamente o homem apela inconscientemente a um mito, afirmando-se no mesmo, o qual se apodera de sua existência até que o homem possa superar sua crise anímica.

O importante é entender isso e especificadamente a ação dos Símbolos

Sagrados nos mitos, porque eles estão contidos em todos os contextos míti-

cos religiosos, já que o Símbolo sagrado é uma imagem ou pode ser também uma abstração conceitual. É por isso que no cristianismo é a imagem de Je- sus ou o conceito de amor, humildade, igualdade, e o mesmo se sucede com

o Budismo, Islamismo, Lamaísmo e todas as estruturas religiosas ou esoté-

ricas da sinarquia mundial.

Indubitavelmente o Símbolo Sagrado é uma IMAGEM de significa-

ção sacra e de acordo com o grau evolutivo do pasú, é sua ação axiológica, ética e estética; a maior evolução ontologia o símbolo sagrado que no pasú

primitivo simplesmente está configurado na imagem (a imagem de Jesus

Cristo na cruz ou de Buda meditando são sacras para o homem), no pasú

evoluído ou no Virya essa imagem adquire SIGNIFICADO conceitual. É

por isso que os homens evoluídos buscam símbolos sagrados que contenham

em seu contexto certos axiomas ou premissas que tenham uma estrutura conceitual maior, religando-se dessa maneira a formas esotéricas filosóficas

ou religiosas de maior significação que as religiões convencionais, como a Maçonaria, a Teosofia, Yogatantra, Filosofia Zen, etc. Lamentavelmente o Guerreiro que se abraça a esses símbolos se equivoca, porque neles também

estão contidos os desígnios do demiurgo e sua sinarquia religiosa. É inte- ressante notar que essas estruturas esotéricas contém dentro de seus con-

textos, mais pra lá de seus símbolos sagrados que são em realidade a estru-

tura e fundação de sua ideologias, certos SÍMBOLOS ETERNOS.

Como é possível que essas estruturas esotéricas da sinarquia conte-

nham símbolos eternos, sendo parte da estratégia da sinarquia metafísica? Isto é simplesmente devido a ação dos deuses leais ao espírito eterno, as estruturas esotéricas as sinarquia mundial contém ainda determinados símbolos eternos porque suas ideologias religiosas e filosóficas se afirmam na idéia de liberação, de individualização. Essas idéias transcendentais se

assentam sobre um símbolo eterno, sobre mitos heróicos e guerreiros que buscam a liberdade por si mesmos, pela graça de sua vontade eterna. Se bem

que esses mitos heróicos, onde um símbolo eterno era um personagem guer- reiro, foram deturpados e suas estruturas modificadas a uma linguagem

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religiosa e esotérica cujas doutrinas e conhecimentos afirmados em um sím-

bolo sagrado, atuam como tapa-signos que modificam, desviam e desorien-

tam, afirmando em um sentido diferente a idéia de liberação, a qual agora só é possível através de um culto, da submissão aos deuses, por dizer uma conduta sacerdotal, devocional, monacal. Por isso, todos os homens desper-

tos reorientados em uma mística guerreira, heróica, como a contida neste tratado, em algum instante de sua existência havia abraçado a um símbolo

sagrado estruturando-se a algumas das linhas místicas esotéricas da sinar- quia religiosa mundial, porque nada entra no mundo do Uno, da ilusão, sem padecer os efeitos da mesma por mais poder espiritual que possua, pois

ao encarnar sofremos a ação devastadora da Chave Kalachakra. É assim que

cedo ou tarde, quando o nosso espírito e nosso Eu se reorientam, são amar- rados por um super-conceito esotérico, mas graças à ação dos deuses liber-

tadores existe neles subliminarmente um símbolo eterno, o qual capturare- mos e nos permitirá escapar deste conceito esotérico e assim relacionarmos

com uma ciência gnoseológica que nos uma carismaticamente em uma es- tratégia HIPERBÓREA DE LIBERTAÇÃO ESPIRITUAL.

Em câmbio os mitos hiperbóreos tem em suas narrações míticas um relato heróico, tendo como eixo um SÍMBOLO ETERNO, o qual é uma i-

magem guerreira, a de um herói.

Devemos considerar que a maior vontade e consciência noológica, menor ação dos símbolos sagrados no espírito do virya e a possibilidade real

de aceder à INDIVIDUALIZAÇÃO ABSOLUTA que é a dissolução, a de- sintegração total dos mitos e desígnios dos símbolos sagrados na alma, no micro-cosmos do guerreiro liberado e reorientado na ORIGEM. Mas à me-

nor consciência e vontade, maior ação dos símbolos sagrados e maior desin- tegração do Eu e da vontade espiritual nos desígnios ontológicos dispostos pelo Uno na alma, no micro-cosmos dos pasú, do homem massificado. À maior identificação do pasú com um símbolo sagrado, maior evolução aní- mica, despertando na alma os desígnios ontológicos, que tem a missão de

conduzir a consciência e a vontade aos destinos especificados que tem a si- narquia para o pasú no mundo. Os símbolos sagrados e suas INSTITUI-

ÇÕES ESOTÉRICAS OU RELIGIOSAS estão estruturadas no mundo para capturar os homens às suas formas e dogmas culturais, nos quais o

guerreiro será destruído em sua vontade, servindo toda a vida como um de- voto, um adepto ou um iniciado; talvez se cumpre com os princípios de seus

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dogmas poderá evoluir e chegar a uma enteléquia Manú, como por exemplo

é um Cardeal ou Papa no cristianismo, ou um yogui iluminado no Samad- dhi que alcançou o NIRVANA, no Hinduísmo ou Brahmanismo. É a ente- léquia ontológica Manú a máxima EVOLUÇÃO DA ALMA e a maior de-

sintegração do ESPÍRITO do guerreiro, de seu EU ETERNO, ocorrendo que esta realidade significa a perda total e definitiva de chagar o homem à

máxima aspiração do Guerreiro: a INDIVIDUALIZAÇÃO ABSOLUTA.

Os mitos em seus contextos simbólicos possuem um ser em si, por dizer uma finalidade, que é a intenção depositada pelo demiurgo em seu conti-

nente literário e no ser para o homem que está contido na supra-finalidade do mito. A FINALIDADE OU SER EM SI (a filosofia trata estes desígnios

ontológicos contidos em todos os entes da criação) de um mito é cumprir

seu objetivo, o qual é despregar-se sobre a superestrutura cultural ou rede extensa do mundo como um feito ou sucesso cultural. A SUPRA-

FINALIDADE OU SER PARA O HOMEM está contida em uma finali- dade estratégica que tem como princípio fundamental capturar em seus

contextos axiológicos a maior quantidade de pasús e guiá-los aos desígnios,

que é servir em determinadas estratégias aos fins da mesma. O poder mun-

dial, no caso de necessitar, por exemplo, de soldados para uma guerra, atua

potencializando e despregando o mito herói sobre a cultura mundial. Para isso emergem o mito em um determinado segmento cultural que está conti-

do, seja nas artes literárias, seja na arte cinematográfica (estes mitos fre-

qüentemente emergem ao mundo através da arte cinematográfica e filmes

do gênero bélico ou épico, como a saga do Senhor dos Anéis ou o filme Ma- trix, que são parte estratégica do ser em si do mito emergente), na televisão,

nos meios de informação, na imprensa, etc. Por isso os mitos da sinarquia são estruturas vivas que participam constantemente na cultura, potenciali-

zando e gerando fenômenos ou feitos culturais e sociais, nos que participam

o ser em si ou finalidade, e se necessário seu ser para o homem ou supra- finalidade. Devemos ter em conta que todos os feitos culturais emergentes,

sejam religiosos ou políticos, que adquirem significação coletiva ou social,

sempre geram vitalidade na superestrutura cultural do mundo, dotando de movimento a mesma, estando sustentados os mesmos por um mito e seus desígnios.

Para que isso não suceda, e o companheiro de luta, o guerreiro HI-

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absoluto, decidido a tudo por sua liberdade, deverá destruir de si mesmo qualquer vestígio dos símbolos sagrados em sua consciência e em sua in- consciência. Se isto é assim e o companheiro concretiza a dissolução absolu-

ta de todos os símbolos sagrados significa isso a eliminação definitiva da

esfera de sombra, do inconsciente, sendo o guerreiro VONTADE ABSO- LUTA, CONSCIÊNCIA ETERNA.

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4- OS DESÍGNIOS ONTOLÓGICOS E SEUS EFEI-

TOS NOS CENTROS OU CHAKRAS DO MICRO-

COSMOS.

Quando nos referimos aos desígnios devemos compreender que nos

referimos às preeminências biológicas, fisiológicas e psicológicas que estão

contidas no micro-cosmos ou máquina humana que determinam a priori

nossa forma de ação e apreensão.

Para desarrolhar este tema e poder discerni-lo em toda a sua comple-

xidade e compreensão devemos entender que estes desígnios estão contidos nos centros energéticos, como o centro MOTOR que rege o sistema muscu- lar e ósseo, o centro INSTINTIVO que se assenta sobre o aparato reprodu- tor, o centro EMOCIONAL que rege o sistema anímico e o centro INTE-

LECTUAL que dirige a razão, a memória, etc. Em realidade a esses centros os estudaremos de acordo com o que pregam as teorias orientais, como o yo-

ga, o tantrismo, o yudismo, o brahmanismo, etc., qie os denominam CHA- KRAS.

É importante compreender que desde a filosofia gnoseológica hiperbó- rea a terminologia que utilizamos com respeito aos chakras é a de centros energéticos, mas desarrolharemos este ponto desde a filosofia esotérica do

yoga, posto que existe um forte dogmatismo neste conceito; por isso o estu- daremos baixo esta temática conceitual.Começaremos com uma descrição

dos SETE CHAKRAS , seu elemento, localização, mantra, yantra, função e deidade.

É importante reconhecer e entender que cada grupo racial tem incor- porado uma determinada ORDEM ESPIRITUAL que é correlativa à sua

estrutura cultural. Por isso devemos entender que nós, os OCIDENTAIS de origem ÁRIO INDO-EUROPEU pertencemos a um determinado grupo de espíritos determinados HIPERBÓREOS e possuímos uma IDOSIN- CRASIA RACIAL E CULTURAL PRÓPRIA, a mesma está contida na herança cultural que provém das TRADIÇÕES GRECO-ROMANAS E DAS GRANDES CIVILIZAÇÕES QUE NASCERAM ATRAVÉS DA HISTÓRIA EUROPÉIA E AMERICANA.

Por isso é imprescindível entender que de acordo a origem ESPIRI- TUAL E RACIAL é onde devemos buscar nossa LIBERTAÇÃO ESPIRI-

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TUAL e é uma perda de tempo insistir em buscar a liberdade para um aria-

no: latino, germano, hispânico, nórdico, etc., em teorias ORIENTAIS, POSTO QUE UNICAMENTE ACHARÃO CONFUSÃO E DESORI-

ENTAÇÃO.

Lamentavelmente este tipo de dogmas orientais através da história, especialmente a contemporânea, tem penetrado no corpo social do ocidental, contaminando com suas doutrinas e ideologias esotéricas a estrutura cultu-

ral do ocidente Ariano Indo-Germânico ou do IMIGRANTE EUROPEU AMERICANIZADO, porque é fundamental esclarecer que não é unica- mente o SANGUE o meio desde o qual adquirimos CONSCIÊNCIA NO- OLÓGICA, mas também o SOLO contém em sua geomancia uma corolo-

grafia que aporta uma mística com a qual podemos incorporar consciência

espiritual; dali que a fusão de certos grupos de imigrantes europeus com o sangue indígena americano gerou uma RAÇA DE ESPÍRITOS de um po-

der sem igual e uma mostra disso é o líder absoluto JUAN DOMINGO PERÓN e sua companheira, a siddha EVA PERÓN. Dessa maneira temos caído em dogmas orientais que nos tem modificado no sentido místico, reli-

gioso e esotérico, introduzindo panacéias religiosas como o yoga, budismo,

meditação zen, cristianismo oriental, mística mulçumana, etc., que se bem

são dogmas religiosos com certa conotação hiperbórea, elas estão delineadas

para os diferentes GRUPOS RACIAIS ORIENTAIS.

Por isso devemos no colocar internamente e entendermos que para nós, descendentes de Ários Europeus, o CAMINHO ESTÁ CONTIDO EM NOSSAS TRADIÇÕES MÍSTICAS MITOLÓGICAS GRECO-

ROMANAS, GERMANAS, NÓRDICAS, CELTAS, IBÉRICAS OU IN-

DO-AMERICANAS, ETC. POR ISSO NÃO SE DEVE CAIR NO ERRO DE CRER QUE O ORIENTALISMO É A VERDADE, PORQUE NÃO É ASSIM, A VERDADE ESTÁ EM NOSSO SANGUE E SOLO, EM

SEU VRILL RACIAL E ESPIRITUAL.

Mas como muitos viryas se desviam e caem nos dogmas esotéricos o- rientais, nos remetermos a uma descrição dos CENTROS ENERGÉTICOS

DA MÁQUINA HUMANA DESDE UMA CONCEPÇÃO ORIENTAL,

mas isso o realizamos simplesmente para demonstrar ao guerreiro hiperbó- reo que nosso caminho é outro, porque DEVEMOS OLHAR PARA NÓS

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É necessário entender profundamente com nosso espírito o mistério

contido no sangue, na raça e na nossa consciência coletiva racial. Queremos deter-nos nesse ponto porque não deve haver um entendimento equivocado, porque quando sustentamos que a raça é fundamental no caminho da salva- ção afirmamos essa premissa não como a única condição, senão como uma mais que participa o conjunto de condições necessárias para a transcendên- cia. Porque mais que a raça, o que distingue no indivíduo, no virya, é a sua condição ANÍMICA ESPIRITUAL, e este substrato ontológico próprio do

EU é o principal princípio do espírito. Pode ser que o virya seja sanguine- amente puro, mas sua situação anímica espiritual está desequilibrada ou participe de um sem número de complexos ou traumas, os quais limitam ao virya em seu processo de individualização. Em câmbio um mujin, um guer- reiro, pode ser que sanguineamente não seja totalmente puro, que em seu sangue está participando um certo substrato sangüíneo de índole racial

menor. Mas se em seu ser existe uma condição espiritual anímica aristocrá- tica, por dizer está totalmente ORIENTADO À TRANSCEDÊNCIA, isto

compensa a falta de pureza racial impulsionando diretamente ao homem, ao

guerreiro, em sua própria individualização; se bem que geralmente no san- gue está depositado o símbolo de Origem, sendo quase determinante a pure-

za racial, pode suceder e dar-se o anterior: que com vontade o EU orientado

possa resolver os complexos anímicos herdados de sua biologia inferior e

possa dissolver esses conteúdos inconscientes de tal maneira que o espírito e

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