Camaradas, conhecer nosso corpo e alma desde uma sabedoria é fun-
damental para o domínio de si mesmo e a conscientização absoluta do mi- cro-cosmos e neste ponto se descreverão os sete chakras que compõe a alma
desde o budismo esotérico ou yoga. Estes estão agrupados no que se deno-
mina yoga kundalini ou na filosofia vedanta o corpo sutil ou astral, o qual
tem denominações diversas dependendo da ciência esotérica que o estude.
Assim, os lotos ou chakras estão agrupados ou alinhados energeticamente
pelos nadis, que são como vasos sangüíneos ou o sistema circulatório do
corpo. Os nadis mais importantes são três canais denominados Ida, Pingala
e Sushumma que os unifica e os regula uniformemente, integrando-os a
todos em uma unidade energética que denominamos ALMA e que o yoga kundalini chama corpo astral ou etérico.
Nos capítulos anteriores denominamos alma a estrutura psico- anímica que sustenta o corpo físico e explicamos que este contém em si
mesmo uma série de sistemas neurofisiológicos como ser: sistema nervoso, o
qual se divide em periférico ou vegetativo e central ou volitivo. Também
participam os sistemas digestivo, circulatório, respiratório, excretor, uriná-
rio, endócrino, linfático. Todos estes aparatos fisiológicos em formas man-
comunadas e inter-relacionados entre si estão sustentados e contidos em
uma unidade motora, da qual participa um sistema ósseo, um sistema arti- cular e outro muscular. Ademais participa e determina essencialmente ao
ser, um sistema psicológico que contém uma complexa rede psico-anímica determinada por um conteúdo emocional, um intelectual e outro motor. Es-
tes últimos compõe a consciência e inconsciente do ser, nos quais se estru-
turam uma série de complexos que são os que outorgam ao EU, ao espírito eterno, referência existencial humana.
Este plano ou espaço referencial é o que contém amarrado ao espírito,
ao EU ETERNO, os desígnios depositados na alma humana e são os que
incidem para que o ser eterno projete sua visão ao mundo material e caia capturado neste ESPAÇO DE SIGNIFICAÇÃO DEMIÚRGICO.
É interessante notar como o espírito, o qual é capturado em um ENGANO, EM UMA ARMADILHA METAFÍSICA CONTIDA NA METEMPSI-
COSIS OU REENCARNAÇÃO SE DESDOBRA ONTOLOGICA- MENTE MUDANDO GNOSEOLOGICAMENTE SUA AXIOLOGIA.
Isto poderíamos exemplificar de uma forma analógica da seguinte maneira, comparando o espírito como se fosse um globo onde o aspecto interior é o espiritual, mas que com a queda ele se reverteu, verificando-se agora que o que estava contido FORA agora está guardado DENTRO e vice-versa. Este
é o melhor exemplo para descrever o que se sucedeu com o espírito porque ele reverteu sua mirada, e ao fazê-lo perdeu o sentido da origem e se afirmou
na ilusão. Dali que agora ele unicamente pode mirar a matéria e isto signi- fica ser capturado no engano pelas armadilhas do demiurgo que fechou ao espírito o retorno à origem.
Dessa forma os arquétipos macro-cósmicos culturais do demiurgo são
uma barreira, um muro, que não permite que o espírito olhe para a Origem,
e é por isso que se encontra de costas ao seu retorno, tendo esse muro por
trás e o que é o pior de tudo, não podendo girar para tratar de ver, ainda
que seja esse muro inflanqueável, porque se pudesse ver alguma interroga- ção surgiria que o levaria a perguntar-se o porquê do mesmo, qual é a causa
de tal construção. Então ele está condenado a olhar para frente, para o futu- ro, incrustado no muro cultural dos arquétipos, dos dogmas e mitos religio-
sos exotéricos ou esotéricos da sinarquia mundial, e um desses mitos que é parte desse muro é a ciência esotérica do KUNDALINI YOGA.
No nosso desarrolho devemos compreender que esta análise da alma
desde uma linha de estudos orientalistas é simplesmente para esclarecer ao guerreiro que os CHAKRAS, O DESPERTAR DO KUNDALINI, O QUE
SE DENOMINA SERPENTE ENROSCADA, QUE É A ENERGIA SE-
XUAL, A LIBIDO EROTIZADA, A QUAL EXCITA E ESTIMULA OS CENTROS DE ENERGIA DA MAQUINARIA HUMANA, É UM GRAVÍSSIMO ERRO QUE PODE ATÉ CUSTAR A VIDA DO
GUERREIRO, PORQUE É ASSIM COMO SE ATIVAM OS DESÍG-
NIOS E FINALIDADES ONTOLÓGICAS AS QUAIS PROJETAM OS
ARQUÉTIPOS PSICÓIDEOS À CONSCIÊNCIA DO VIRYA, CAP-
TURANDO-O EM DIFERENTES COMPLEXOS OU TRAUMAS QUE
DETEM O MONGE GUERREIRO EM SUA LIBERTAÇÃO ESPIRI- TUAL.
Por isso a partir daqui começaremos a descrever passo a passo essa definição e o guerreiro, buscador incansável da verdade, poderá aceder a
esta sabedoria para comprovar baixo a luz de sua própria consciência o
REAL e o SUTILMENTE ENGANOSO da ciência do yoga kundalini que tem tanto predicamento entre os adeptos das religiões orientais.
Mas é mais importante compreender que também no ocidente a cultura neoliberal deste capitalismo sinárquico ateu e materialista, todas as repre-
sentações culturais, todos os fenômenos sociais emergentes à consciência coletiva ou social se devem ou se deveram especificadamente do que a ciên-
cia PSICOLÓGICA FREUDIANA denominou COMPLEXO SEXUAL OU LIBERAÇÃO DA LIBIDO.
Essa representação na consciência do homem do Século XX é o pro- duto de um poder que em forma precisa e efetiva executou um plano perfei-
tamente pensado e dirigido para despertar os complexos eróticos, com os
quais instauram na psique social uma preeminência especificamente ES- TÉTICA VISUAL da realidade e do mundo.
Nesta análise e nos conhecimentos que se verterão a partir de agora especi-
ficamos técnica e esotericamente desde uma perspectiva HIPERBÓREA , as realidades PSICOLÓGICAS, FILOSÓFICAS E BIOLÓGICAS que se ori-
ginam ao despertar o kundalini.
E DESSENVOLVEMOS A CIÊNCIA DO YOGA HIPERBÓREO
QUE NEUTRALIZA AS CONSEQUÊNCIAS DO YOGA KUNDALI-
NI. PORQUE EM DEFINITIVO O KUNDALINI YOGA É HOJE UMA DEGRADAÇÃO TÉCNICA DA ALTA CIÊNCIA NOOLÓGICA QUE
É A GINÁSTICA RÚNICA HIPERBÓREA.
É fundamental compreender que existe uma ciência hiperbórea de-
nominada GINÁSTICA RÚNICA HIPERBÓREA e é uma técnica psico-
motriz de conscientização espiritual de todos os sistemas anímicos do corpo físico ou microcosmos. Os DEUSES LEAIS ensinaram esse sistema aos guerreiros de origem com um propósito estratégico: que o guerreiro luciféri- cos possa romper com os desígnios ontológicos e desta maneira tornar-se
dono de SI MESMO.
Em outro estudo explicaremos detalhadamente esta ciência espiritual, agora simplesmente sinalaremos que toda estrutura ética militar, as artes marciais, a esgrima, certos yogas, são emanações dessa técnica transcenden- te hiperbórea.
Lamentavelmente a sinarquia se encarregou de destruir esses concei-
mática que teve o ser militar e o militarismo é lamentável, porque a perda dessa forma ética tem debilitado os exércitos das nações, ficando à mercê dos
imperialismos. Outra consideração especial é a modificação sofrida em cer-
tos sistemas filosóficos orientais, como o yoga ou as artes marciais, os quais
como emanações de um símbolo eterno foram modificados e deformados len- tamente em suas formas éticas e estéticas, por dizer axiológicas, relacionan- do seus princípios a sistemas religiosos ou filosóficos que nada tem a ver
com suas verdades. Hoje nas escolas de yoga ou de artes marciais só se en-
sina-as como forma de ginástica para se manter a saúde e a forma física,
perdendo o verdadeiro sentido que alguma vez tiveram estas artes de libera-
ção espiritual. Unicamente no ocidente os sistemas de esgrima, a luta gre-
co-romana, o boxe, tem ainda algum código guerreiro herdado dos antigos
sistemas de JUSTAS CAVALEIRESCAS; incrivelmente o homem ociden- tal busca no oriente o que tem ao alcance das suas mãos e tem-se perdido em
dogmas marciais ou místicos, que se bem tem um contexto espiritual como especificamente o KARATE OKINAWENSE ou certas linhas de KUNG- FU chinês, não pertencem à sua esfera cultural. Mas sobre esse registro
cultural sobre as artes guerreiras o autor deste TRATADO DA GNOSE HIPERBÓREA PODE OPINAR SEVERAMENTE, PORQUE FOI
TREINADO EM TODAS ESSAS TÉCNICAS MARCIAIS, por isso pos- so opinar com a verdade absoluta e no livro AS ARTES GUERREIRAS, VÍNCULOS DIRETOS AOS MUNDOS ETERNOS se estudam e anali- sam todas elas, desde o TÉCNICO, o RELIGIOSO e o FILOSÓFICO.
O que é importante ressaltar e é imprescindível distinguir é a relação
direta que existe entre as mitologias nórdicas, como a grega, a romana, a germana ou escandinava e as artes guerreiras, porque todos os seus deuses
são seres GUERREIROS e manejam à perfeição alguma arte marcial. Por
essa razão entre eles e os viryas existe um PACTO DE SANGUE e os im- peradores e reis descendem de uma genealogia divina, como os Romanos ou
os germanos, que primeiro eram MILITARES, eram soldados do eterno, e
logo PONTÍFICES, monges guerreiros sábios, e jamais antepunham o sa- cerdotal ao GUERREIRO. A diferença entre as mitologias nórdicas medi- terrâneas européias, NO ORIENTE O SACERDOTAL PREVALECE EM
SUAS MITOLOGIAS (egípcia, caldéia, judaica, cristã, hindu, brahmane, etc.), existindo um PACTO CULTURAL RELIGIOSO entre os deuses e suas criaturas, os pasús, onde o sacerdotal e suas instituições religiosas es-
tão sobre o militar, o guerreiro, subordinando estes a seus dogmas religio- sos.