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Código de Processo Civil

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Códigó de Prócessó Civil

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO CIVIL

NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

DEVIDO PROCESSO LEGAL

Art. 5º, LIV.

Assegura que ninguém perca os seus bens ou a sua liberdade sem que sejam respeitadas a lei e as ga-rantias processuais inerentes ao processo. Pode ser substancial ou processual.

ACESSO À JUSTIÇA

Art. 5º, XXXV.

A lei não pode excluir da aprecia-ção do Judiciário nenhuma lesão ou ameaça de lesão a direito. E o Judiciário deve responder a todos os requerimentos a ele dirigidos (ação em sentido amplo).

CONTRADITÓRIO

Art. 5º, LV.

Deve-se dar ciência aos participan-tes do processo de tudo o que nele ocorre, dando-lhes oportunidade de se manifestar e de se opor aos requerimentos do adversário

DURAÇÃO RAZOÁVEL DO

PROCESSO

Art. 5º, LXXVIII.

Princípio dirigido ao legislador e ao juiz. Ao legislador, a fim de que, na edição de leis processuais, cuide para que o processo chegue ao fim almejado no menor tempo possível e com a maior economia de esfor-ços e gastos. Ao juiz, a fim de que conduza o processo com toda a presteza possível.

ISONOMIA

Art. 5º, caput e inc. I.

Também dirigida ao legislador e ao juiz, exige que a lei e o Judiciário tratem igualmente os iguais e desi-gualmente os desiguais na medida da sua desigualdade (isonomia real).

IMPARCIALIDADE DO JUIZ

Art. 5º, LIII e XXXVII.

Para toda causa há um juiz natural, apurado de acordo com regras pre-viamente existentes no ordena-mento jurídico. Em razão disso, é vedada a criação de juízos ou tribu-nais de exceção.

DUPLO GRAU DE

JURISDIÇÃO Não tem previsão expressa.Conquanto não previsto, decorre implicitamente da adoção, pela CF, de um sistema de juízos e tribunais

que julgam recursos contra deci-sões inferiores. No entanto, nada impede que, em algumas circuns-tâncias, não exista o duplo grau.

PUBLICIDADE DOS ATOS PROCESSUAIS

Art. 5º, LX, que atribui à lei a regu-lamentação dos casos de sigilo (art. 189 do CPC).

Os atos processuais são públicos, o que é necessário para assegurar a transparência da atividade jurisdici-onal. A Constituição atribui à lei a regulamentação dos casos de sigilo, quando a defesa da intimida-de ou o interesse público ou social o exigirem. Tal regulamentação foi feita no art. 189 do CPC

MOTIVAÇÃO DAS DECISÕES

Art. 93, IX.

Também para que haja transparên-cia da atividade judiciária, há ne-cessidade de que todas as decisões dos juízos e tribunais sejam moti-vadas, para que os litigantes, os ór-gãos superiores e a sociedade pos-sam conhecer a justificação para cada uma das decisões.

PRINCÍPIOS INFRACONSTITUCIONAIS DO PROCESSO CIVIL

DISPOSITIVO

Não há dispositivo específico. Nos processos que versam sobre interesses disponíveis, as partes po-dem transigir, o autor pode renun-ciar ao direito e o réu pode reco-nhecer o pedido. Cumpre ao inte-ressado ajuizar a demanda e definir os limites objetivos e subjetivos da lide. Mas, no que concerne à con-dução do processo e à procon-dução de provas, vigora o princípio inqui-sitivo, por força do art. 370 do CPC, sendo supletivas as regras do ônus da prova.

IMEDIAÇÃO

Art. 456 do CPC.

Derivado da oralidade, determina que o juiz colha diretamente a pro-va, sem intermediários

IDENTIDADE FÍSICA DO JUIZ

Não há dispositivo específico no CPC, mas prevalece a regra do art. 132 do CPC de 1973.

O juiz que colheu prova oral em audiência fica vinculado ao julga-mento do processo, desvinculando-se apenas nas hipótedesvinculando-ses do art. 132 do CPC de 1973.

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§ 2o Estão excluídos da regra do caput:

I - as sentenças proferidas em audiência, homologatórias de acordo ou de improcedência liminar do pedido;

II - o julgamento de processos em bloco para aplicação de tese jurídica firmada em julgamento de casos repetitivos; III - o julgamento de recursos repetitivos ou de IRDR; IV - as decisões proferidas com base nos arts. 485 e 932; V - o julgamento de embargos de declaração;

VI - o julgamento de agravo interno;

VII - as preferências legais e as metas estabelecidas pelo CNJ;

VIII - os processos criminais, nos órgãos jurisdicionais que te-nham competência penal;

IX - a causa que exija urgência no julgamento, assim reconhe-cida por decisão fundamentada.

§ 3o Após elaboração de lista própria, respeitar-se-á a ordem

cronológica das conclusões entre as preferências legais. § 4o Após a inclusão do processo na lista de que trata o § 1o,

o requerimento formulado pela parte NÃO ALTERA a or-dem cronológica para a decisão, exceto quando implicar a reabertura da instrução ou a conversão do julgamento em diligência.

§ 5o Decidido o requerimento previsto no § 4o, o processo

re-tornará à mesma posição em que anteriormente se encon-trava na lista.

§ 6o Ocupará o primeiro lugar na lista prevista no § 1o ou,

conforme o caso, no § 3o, o processo que:

I - tiver sua sentença ou acórdão anulado, salvo quando houver necessidade de realização de diligência ou de comple-mentação da instrução;

II - se enquadrar na hipótese do art. 1.040, inciso II (publicado o acórdão paradigma o órgão que proferiu o acórdão recorri-do, na origem, reexaminará o processo de competência origi-nária, a remessa necessária ou o recurso anteriormente julga-do, se o acórdão recorrido contrariar a orientação do tribunal superior).

FPPC382. (art. 12) No juízo onde houver cumulação de com-petência de processos dos juizados especiais com outros procedimentos diversos, o juiz poderá organizar duas listas cronológicas autônomas, uma para os processos dos juiza-dos especiais e outra para os demais processos.

FPPC486. (art. 12; art. 489) A inobservância da ordem cro-nológica dos julgamentos NÃO IMPLICA, POR SI, A INVA-LIDADE DO ATO DECISÓRIO

CAPÍTULO II

DA APLICAÇÃO DAS NORMAS PROCESSUAIS Art. 13.  A jurisdição civil será regida pelas normas processuais brasileiras, ressalvadas as disposições específicas previstas em tratados, convenções ou acordos internacionais de que o Bra-sil seja parte.

Art. 14.  A norma processual NÃO RETROAGIRÁ e será apli-cável imediatamente aos processos em curso, respeitados os atos processuais praticados e as situações jurídicas consoli-dadas sob a vigência da norma revogada

SISTEMA DE ISOLAMENTO DOS ATOS PROCESSUAIS: cada ato deve ser considerado isoladamente, devendo ser regido pela lei em vigor no momento de sua prática. Pelo SISTEMA DE ISOLAMENTO DOS ATOS PROCESSU-AIS, não é possível a lei nova retroagir para alcançar ato já praticado ou efeito dele decorrente; a lei nova só al-cança os próximos atos a serem praticados no processo. Fundamentos constitucionais para tal sistema: (i) princípio da segurança jurídica e a (ii) regra da irretroatividade das leis.

STJ, REsp 1.404.79/SP: Ocorre que, por mais que a lei proces-sual seja aplicada imediatamente aos processos pendentes, deve-se ter conhecimento que o processo é constituído por inúmeros atos. Tal entendimento nos leva à chamada “Teo-ria dos Atos Processuais Isolados”, em que cada ato deve ser considerado separadamente dos demais para o fim de se determinar qual a lei que o rege, recaindo sobre ele a pre-clusão consumativa, ou seja, a lei que rege o ato processual é aquela em vigor no momento em que ele é praticado. Se-ria a aplicação do Princípio tempus regit actum. Com base neste princípio, temos que a lei processual atinge o processo no estágio em que ele se encontra, onde a incidência da lei nova não gera prejuízo algum às parte, respeitando-se a efi-cácia do ato processual já praticado. Dessa forma, a publica-ção e entrada em vigor de nova lei só atingem os atos ainda por praticar, no caso, os processos futuros, não sendo possí-vel falar em retroatividade da nova norma, visto que os atos anteriores de processos em curso não serão atingidos. Art. 15.  Na ausência de normas que regulem processos elei-torais, trabalhistas ou administrativos, as disposições deste Código lhes serão aplicadas supletiva e subsidiariamente.

JDPC3 As disposições do Código de Processo Civil aplicam-se supletiva e subsidiariamente ao Código de Processo Penal, no que não forem incompatíveis com esta Lei.

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§ 5o A EXECUÇÃO FISCAL será proposta no foro de domicílio

do réu, no de sua residência ou no do lugar onde for en-contrado.

Art. 47.  Para as ações fundadas em direito real sobre IMÓ-VEIS é competente o foro de SITUAÇÃO DA COISA.

§ 1o O autor pode optar pelo foro de DOMICÍLIO DO RÉU

ou pelo FORO DE ELEIÇÃO se o litígio NÃO RECAIR sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e de-marcação de terras e de nunciação de obra nova.

§ 2o A ação possessória imobiliária será proposta no foro de

situação da coisa, cujo juízo tem COMPETÊNCIA ABSOLU-TA.

AÇÕES FUNDADAS EM DIREITO REAL SOBRE IMÓVEIS

REGRA EXCEÇÃO

Foro de SITUAÇÃO DA

COI-SA Foro de DOMICÍLIO DO RÉUou pelo foro DE ELEIÇÃO se o litígio NÃO RECAIR sobre: - Direito de propriedade - Vizinhança

- Servidão

- Divisão e demarcação de terras

-Nunciação de obra nova AÇÕES POSSESSÓRIAS: Foro de SITUAÇÃO DA COISA (competência ABSOLUTA)

Art. 48.  O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugna-ção ou anulaimpugna-ção de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, AINDA QUE O ÓBITO TE-NHA OCORRIDO NO ESTRANGEIRO.

Parágrafo único.  Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente:

I - o foro de situação dos bens imóveis;

II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer des-tes;

III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio.

Art. 49.  A ação em que o ausente for réu será proposta no foro de seu último domicílio, também competente para a arrecadação, o inventário, a partilha e o cumprimento de dis-posições testamentárias.

Art. 50.  A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu representante ou assistente.

Art. 51.  É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autora a União.

Parágrafo único.  Se a União for a demandada, a ação pode-rá ser proposta no foro de domicílio do autor, no de ocor-rência do ato ou fato que originou a demanda, no de situa-ção da coisa ou no Distrito Federal.

Art. 52.  É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor Estado ou o Distrito Federal.

Parágrafo único.  Se Estado ou o Distrito Federal for o de-mandado, a ação poderá ser proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda, no de situação da coisa ou na capital do respecti-vo ente federado.

Art. 53.  É competente o foro:

I - para a ação de divórcio, separação, anulação de casamen-to e reconhecimencasamen-to ou dissolução de união estável:

a) de domicílio do guardião de filho incapaz;

b) do último domicílio do casal, caso não haja filho inca-paz;

c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal;

d) de domicílio da vítima de violência doméstica e familiar, nos termos da Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Ma-ria da Penha) (LEI 13894/19)

CFJ 108: A competência prevista nas alíneas do art. 53, I, do CPC não é de foros concorrentes, mas de foros subsidiá-rios.

II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos;

III - do lugar:

a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica; b) onde se acha agência ou sucursal, quanto às obrigações que a pessoa jurídica contraiu;

c) onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré soci-edade ou associação sem personalidade jurídica;

d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o cumprimento;

e) de residência do idoso, para a causa que VERSE SOBRE DIREITO PREVISTO NO RESPECTIVO ESTATUTO;

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Parágrafo único.  Aplica-se ao Ministério Público, à Defen-soria Pública e à Advocacia Pública o disposto no § 1o do

art. 246 (manter cadastro nos sistemas de processo em autos

eletrônicos, para efeito de recebimento de citações e intima-ções, as quais serão efetuadas preferencialmente por esse meio).

Art. 271.  O juiz determinará de ofício as intimações em pro-cessos pendentes, salvo disposição em contrário.

Art. 272.  Quando não realizadas por meio eletrônico, consi-deram-se feitas as intimações pela publicação dos atos no órgão oficial.

§ 1o Os advogados poderão requerer que, na intimação a eles

dirigida, figure apenas o nome da sociedade a que pertençam, desde que devidamente registrada na OAB.

§ 2o Sob pena de nulidade, é indispensável que da

publica-ção constem os nomes das partes e de seus advogados, com o respectivo número de inscrição na OAB, ou, se assim reque-rido, da sociedade de advogados.

§ 3o A grafia dos nomes das partes não deve conter

abrevia-turas.

§ 4o A grafia dos nomes dos advogados deve corresponder ao

nome completo e ser a mesma que constar da procuração ou que estiver registrada na OAB.

§ 5o Constando dos autos pedido expresso para que as

comu-nicações dos atos processuais sejam feitas em nome dos ad-vogados indicados, o seu desatendimento implicará nulida-de.

§ 6o A retirada dos autos do cartório ou da secretaria em

car-ga pelo advocar-gado, por pessoa credenciada a pedido do advo-gado ou da sociedade de advoadvo-gados, pela Advocacia Pública, pela Defensoria Pública ou pelo Ministério Público impli-cará intimação de qualquer decisão contida no processo retirado, ainda que pendente de publicação.

§ 7o O advogado e a sociedade de advogados deverão

reque-rer o respectivo credenciamento para a retirada de autos por preposto.

§ 8o A parte arguirá a nulidade da intimação em capítulo

preli-minar do próprio ato que lhe caiba praticar, o qual será tido por tempestivo se o vício for reconhecido.

§ 9o Não sendo possível a prática imediata do ato diante da

necessidade de acesso prévio aos autos, a parte limitar-se-á a arguir a nulidade da intimação, caso em que o prazo será con-tado da intimação da decisão que a reconheça.

FPPC274. (art. 272, § 6º) Aplica-se a regra do §6º do art. 272 ao prazo para contestar, quando for dispensável a audiência de conciliação e houver poderes para receber citação. Art. 273.  Se inviável a intimação por meio eletrônico e não houver na localidade publicação em órgão oficial, incumbirá

ao escrivão ou chefe de secretaria intimar de todos os atos do processo os advogados das partes:

I - pessoalmente, se tiverem domicílio na sede do juízo; II - por carta registrada, com aviso de recebimento, quando forem domiciliados fora do juízo.

Art. 274.  Não dispondo a lei de outro modo, as intimações serão feitas às partes, aos seus representantes legais, aos ad-vogados e aos demais sujeitos do processo pelo correio ou, se presentes em cartório, diretamente pelo escrivão ou chefe de secretaria.

Parágrafo único.  Presumem-se válidas as intimações dirigi-das ao endereço constante dos autos, ainda que não recebi-das pessoalmente pelo interessado, se a modificação tempo-rária ou definitiva não tiver sido devidamente comunicada ao juízo, fluindo os prazos a partir da juntada aos autos do com-provante de entrega da correspondência no primitivo endere-ço.

Art. 275.  A intimação será feita por oficial de justiça quan-do frustrada a realização por meio eletrônico ou pelo cor-reio.

§ 1o  A certidão de intimação deve conter:

I - a indicação do lugar e a descrição da pessoa intimada, mencionando, quando possível, o número de seu documento de identidade e o órgão que o expediu;

II - a declaração de entrega da contrafé;

III - a nota de ciente ou a certidão de que o interessado não a apôs no mandado.

§ 2o Caso necessário, a intimação poderá ser efetuada com

hora certa ou por edital.

TÍTULO III DAS NULIDADES

Art. 276.  Quando a lei prescrever determinada forma sob pena de nulidade, a decretação desta não pode ser requeri-da pela parte que lhe deu causa.

Art. 277.  Quando a lei prescrever determinada forma, o juiz considerará válido o ato se, realizado de outro modo, lhe al-cançar a finalidade.

Art. 278.  A nulidade dos atos deve ser alegada na primeira oportunidade em que couber à parte falar nos autos, sob pena de preclusão.

Parágrafo único.  Não se aplica o disposto no caput às nuli-dades que o juiz deva decretar de ofício, nem prevalece a preclusão provando a parte legítimo impedimento. Art. 279.  É NULO o processo quando o membro do Ministé-rio Público não for intimado a acompanhar o feito em que deva intervir.

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§ 2o Cessada a tutela ou a curatela, é indispensável a

presta-ção de contas pelo tutor ou pelo curador, na forma da lei civil. Seção XI

Da Organização e da Fiscalização das Fundações Art. 764.  O juiz decidirá sobre a aprovação do estatuto das fundações e de suas alterações sempre que o requeira o interessado, quando:

I - ela for negada previamente pelo Ministério Público ou por este forem exigidas modificações com as quais o inte-ressado não concorde;

II - o interessado discordar do estatuto elaborado pelo Mi-nistério Público.

§ 1o O estatuto das fundações deve observar o disposto no

Código Civil.

§ 2o Antes de suprir a aprovação, o juiz poderá mandar fazer

no estatuto modificações a fim de adaptá-lo ao objetivo do instituidor.

Art. 765.  Qualquer interessado ou o Ministério Público pro-moverá em juízo a extinção da fundação quando:

I - se tornar ilícito o seu objeto; II - for impossível a sua manutenção; III - vencer o prazo de sua existência.

FPPC189. (art. 765) O art. 765 deve ser interpretado em consonância com o art. 69 do Código Civil, para admitir a extinção da fundação quando inútil a finalidade a que visa

Seção XII

Da Ratificação dos Protestos Marítimos e dos Processos Teste-munháveis Formados a Bordo

Art. 766.  Todos os protestos e os processos testemunháveis formados a bordo e lançados no livro Diário da Navegação deverão ser apresentados pelo comandante ao juiz de direito do primeiro porto, nas primeiras 24 horas de chegada da embarcação, para sua ratificação judicial.

Art. 767.  A petição inicial conterá a transcrição dos termos lançados no livro Diário da Navegação e deverá ser instruída com cópias das páginas que contenham os termos que serão ratificados, dos documentos de identificação do comandante e das testemunhas arroladas, do rol de tripulantes, do docu-mento de registro da embarcação e, quando for o caso, do manifesto das cargas sinistradas e a qualificação de seus con-signatários, traduzidos, quando for o caso, de forma livre para o português.

Art. 768.  A petição inicial deverá ser distribuída com urgência e encaminhada ao juiz, que ouvirá, sob compromisso a ser prestado no mesmo dia, o comandante e as testemunhas em

número mínimo de 2 e máximo de 4, que deverão compare-cer ao ato independentemente de intimação.

§ 1o Tratando-se de estrangeiros que não dominem a língua

portuguesa, o autor deverá fazer-se acompanhar por tradutor, que prestará compromisso em audiência.

§ 2o Caso o autor não se faça acompanhar por tradutor, o juiz

deverá nomear outro que preste compromisso em audiência. FPPC79. (art. 768) Não sendo possível a inquirição tratada no art. 768 sem prejuízo aos compromissos comerciais da em-barcação, o juiz expedirá carta precatória itinerante para a to-mada dos depoimentos em um dos portos subsequentes de escala.

Art. 769.  Aberta a audiência, o juiz mandará apregoar os con-signatários das cargas indicados na petição inicial e outros eventuais interessados, nomeando para os ausentes curador para o ato.

Art. 770.  Inquiridos o comandante e as testemunhas, o juiz, convencido da veracidade dos termos lançados no Diário da Navegação, em audiência, ratificará por sentença o protesto ou o processo testemunhável lavrado a bordo, dispensado o relatório.

Parágrafo único.  Independentemente do trânsito em julgado, o juiz determinará a entrega dos autos ao autor ou ao seu ad-vogado, mediante a apresentação de traslado.

LIVRO II DO PROCESSO DE EXECUÇÃO TÍTULO I DA EXECUÇÃO EM GERAL CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 771.  Este Livro regula o procedimento da execução fun-dada em título extrajudicial, e suas disposições aplicam-se, também, no que couber, aos procedimentos especiais de exe-cução, aos atos executivos realizados no procedimento de cumprimento de sentença, bem como aos efeitos de atos ou fatos processuais a que a lei atribuir força executiva.

Parágrafo único.  Aplicam-se subsidiariamente à execução as disposições do Livro I da Parte Especial.

FPPC444. (arts. 771, parágrafo único, 822 e 823 e 139, IV) Para o processo de execução de título extrajudicial de obrigação de não fazer, NÃO É necessário propor a ação de conhecimento para que o juiz possa aplicar as normas decorrentes dos arts. 536 e 537.

FPPC588. (art.771, parágrafo único) Aplicam-se subsidiaria-mente à execução, além do Livro I da Parte Especial, tam-bém as disposições da Parte Geral, do Livro III da Parte Es-pecial e das Disposições Finais e Transitórias.

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§ 2o A carta de arrematação conterá a descrição do imóvel,

com remissão à sua matrícula ou individuação e aos seus registros, a cópia do auto de arrematação e a prova de pagamento do imposto de transmissão, além da indicação da existência de eventual ônus real ou gravame.

Art. 902.  No caso de leilão de bem hipotecado, o executado poderá remi-lo até a assinatura do auto de arrematação, oferecendo preço igual ao do maior lance oferecido.

Parágrafo único. No caso de falência ou insolvência do devedor hipotecário, o direito de remição previsto no caput defere-se à massa ou aos credores em concurso, não podendo o exequente recusar o preço da avaliação do imóvel. Art. 903.  Qualquer que seja a modalidade de leilão, assinado o auto pelo juiz, pelo arrematante e pelo leiloeiro, a arrematação será considerada perfeita, acabada e irretratável, ainda que venham a ser julgados procedentes os embargos do executado ou a ação autônoma de que trata o § 4o deste artigo, assegurada a possibilidade de

reparação pelos prejuízos sofridos.

§ 1o Ressalvadas outras situações previstas neste Código, a

arrematação poderá, no entanto, ser:

I - invalidada, quando realizada por preço vil ou com outro vício;

II - considerada ineficaz, se não observado o disposto no art. 804;

III - resolvida, se não for pago o preço ou se não for prestada a caução.

§ 2o O juiz decidirá acerca das situações referidas no § 1o, se

for provocado em até 10 dias após o aperfeiçoamento da arrematação.

§ 3o Passado o prazo previsto no § 2o sem que tenha havido

alegação de qualquer das situações previstas no § 1o, será

expedida a carta de arrematação e, conforme o caso, a ordem de entrega ou mandado de imissão na posse.

§ 4o Após a expedição da carta de arrematação ou da ordem

de entrega, a invalidação da arrematação poderá ser pleiteada por ação autônoma, em cujo processo o arrematante figurará como litisconsorte necessário.

§ 5o O arrematante poderá desistir da arrematação, sendo-lhe

imediatamente devolvido o depósito que tiver feito:

I - se provar, nos 10 dias seguintes, a existência de ônus real ou gravame não mencionado no edital;

II - se, antes de expedida a carta de arrematação ou a ordem de entrega, o executado alegar alguma das situações previstas no § 1o;

III - uma vez citado para responder a ação autônoma de que trata o § 4o deste artigo, desde que apresente a desistência no

prazo de que dispõe para responder a essa ação.

§ 6o Considera-se ATO ATENTATÓRIO À DIGNIDADE DA

JUSTIÇA a suscitação infundada de vício com o objetivo de ensejar a desistência do arrematante, devendo o suscitante ser condenado, sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos, ao pagamento de multa, a ser fixada pelo juiz e

devida ao exequente, em montante não superior a 20% do valor atualizado do bem.

FPPC542. (art. 903, caput, §§1º e 4º) Na hipótese de expropriação de bem por arrematante arrolado no art. 890, é possível o desfazimento da arrematação

FPPC644. (art.903, §§3º e 4º) A ação autônoma referida no §4º do art. 903 com base na alegação de preço vil não pode invalidar a arrematação.

Seção V Da Satisfação do Crédito

Art. 904.  A satisfação do crédito exequendo far-se-á: I - pela entrega do dinheiro;

II - pela adjudicação dos bens penhorados.

Art. 905.  O juiz autorizará que o exequente levante, até a satisfação integral de seu crédito, o dinheiro depositado para segurar o juízo ou o produto dos bens alienados, bem como do faturamento de empresa ou de outros frutos e rendimentos de coisas ou empresas penhoradas, quando: I - a execução for movida só a benefício do exequente singular, a quem, por força da penhora, cabe o direito de preferência sobre os bens penhorados e alienados;

II - não houver sobre os bens alienados outros privilégios ou preferências instituídos anteriormente à penhora.

Parágrafo único.  Durante o plantão judiciário, veda-se a concessão de pedidos de levantamento de importância em dinheiro ou valores ou de liberação de bens apreendidos. Art. 906.  Ao receber o mandado de levantamento, o exequente dará ao executado, por termo nos autos, quitação da quantia paga.

Parágrafo único.  A expedição de mandado de levantamento poderá ser substituída pela transferência eletrônica do valor depositado em conta vinculada ao juízo para outra indicada pelo exequente.

Art. 907.  Pago ao exequente o principal, os juros, as custas e os honorários, a importância que sobrar será restituída ao executado.

Art. 908.  Havendo pluralidade de credores ou exequentes, o dinheiro lhes será distribuído e entregue consoante a ordem das respectivas preferências.

§ 1o No caso de adjudicação ou alienação, os créditos que

recaem sobre o bem, inclusive os de natureza propter rem, sub-rogam-se sobre o respectivo preço, observada a ordem de preferência.

§ 2o Não havendo título legal à preferência, o dinheiro será

distribuído entre os concorrentes, observando-se a anterioridade de cada penhora.

(8)

Direito PROCESSUAL civil

DAS NORMAS FUNDAMENTAIS DO PROCESSO CIVIL E DA

APLICAÇÃO DAS NORMAS PROCESSUAIS

1. (LD) A conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos deverão ser estimulados por juízes, advogados, defensores públicos e membros do Ministério Pú-blico, mesmo se já iniciado o processo judicial1.

2. (LD) As partes têm o direito de obter em prazo razoável a solução integral do mérito, incluída a atividade satisfativa2.

3. (LD) Em regra, não se proferirá decisão contra uma das par-tes sem que ela seja previamente ouvida.3

4. (MP/SC-2019) O Código de Processo Civil dispõe que o juiz não pode decidir, em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado às partes oportunidade de se manifestar, salvo se tratar de matéria so-bre a qual deva decidir de ofício4.

5. (LD) Os juízes e os tribunais atenderão, preferencialmente, à ordem cronológica de conclusão para proferir sentença ou acórdão e, após a inclusão do processo na lista, requerimento formulado pela parte não altera a ordem cronológica para a decisão, exceto quando implicar a reabertura da instrução ou a conversão do julgamento em diligência5.

6. (LD) A norma processual retroagirá, bem como será aplicá-vel aos processos em curso, sempre que beneficiar as partes do processo6.

DA JURISDIÇÃO E DA AÇÃO

7. (LD) Para postular em juízo é necessário ter interesse e legi-timidade e o pedido tem que ser juridicamente possível 7.

8. (LD) O interesse do autor pode limitar-se à declaração de inexistência de uma relação jurídica.8.

DOS LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL

9. (LD) Compete à autoridade judiciária brasileira processar e julgar as ações em que o réu estiver domiciliado no Brasil, qualquer que seja a sua nacionalidade.9

10. (LD) Compete, ainda, à autoridade judiciária brasileira pro-cessar e julgar as ações decorrentes de relações de consumo, quando o consumidor tiver domicílio ou residência no Brasil10.

11. (LD) Compete à autoridade judiciária brasileira, com exclu-são de qualquer outra em matéria de sucesexclu-são hereditária, proceder à confirmação de testamento particular e ao inven-tário e à partilha de bens situados no Brasil, ainda que o autor da herança seja de nacionalidade estrangeira ou tenha domi-cílio fora do território nacional11.

12. (LD) A ação proposta perante tribunal estrangeiro não in-duz litispendência, mas obsta a que a autoridade judiciária brasileira conheça da mesma causa e das que lhe são conexas, ressalvadas as disposições em contrário de tratados internaci-onais e acordos bilaterais em vigor no Brasil.12.

DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

13. (LD) A cooperação jurídica internacional será regida por trata-do de que o Brasil faz parte e, em caso ausência de tratatrata-do, pode-rá realizar-se com base em reciprocidade, não exigida para a ho-mologação de sentença estrangeira13.

14. (LD) Cabe auxílio direto quando a medida não decorrer di-retamente de decisão de autoridade jurisdicional estrangeira a ser submetida a juízo de delibação no Brasil.14.

15. (LD) O procedimento da carta rogatória perante o STF é de jurisdição contenciosa.15

DA COMPETÊNCIA

16. (LD) Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as mo-dificações do estado de fato ou de direito ocorridas posterior-mente, ainda quando suprimirem órgão judiciário ou altera-rem a competência absoluta.16.

17. (LD) A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domi-cílio do réu, mas, caso o seu domidomi-cílio seja incerto, poderá ser demandado onde for encontrado ou no foro do domicílio do autor.17.

18 (LD) Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de situação da coisa, mas o autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de nunciação de obra nova.18.

19. (LD) É competente o foro de domicílio do guardião de fi-lho incapaz e, caso não haja fifi-lho incapaz, do último domicílio do casal para a propositura de ação de divórcio19.

Referências

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