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CÂMARA MUNICIPAL DA MOITA

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Academic year: 2021

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CÂMARA MUNICIPAL DA MOITA

Aos sete dias do mês de Janeiro do ano dois mil e nove, nesta Vila da Moita, na Sala de Reuniões do Edifício Sede do Município, pelas quinze horas, reuniu a Câmara Municipal da Moita sob a Presidência do Sr. Presidente João Manuel de Jesus Lobo, e dos Srs. Vereadores Vitor Manuel Rodrigues Cabral, Rui Manuel Marques Garcia (Vice-Presidente), Carlos Alberto Picanço dos Santos, José Gomes Damásio Guerra, Miguel Francisco Amoêdo Canudo, Vivina Maria Semedo Nunes, Luís Fernando Vaz Nascimento e Joaquim Inácio Raminhos Cabaça.

Declarada aberta a reunião pelo Sr. Presidente, foram discutidos os pontos infra indicados de acordo com a Ordem do Dia, previamente distribuída por todos os membros.

Propostas:

1. CONSTITUIÇÃO DE FUNDOS DE MANEIO ………4 2.PEDIDO DE ALTERAÇÃO AO ALVARÁ DE LOTEAMENTO N.º 2/2005 – ABERTURA DO PROCEDIMENTO DE

DISCUSSÃO PÚBLICA

REQUER: APOLINÁRIO CAETANO SERRÃO

LOCAL: BAIRRO OPERÁRIO – PENTEADO – MOITA ………....5 3.REPRESENTANTES DO MUNICÍPIO NA COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS (CPCJ) DA MOITA.6 4. CONTRATOS DE COMODATO

- ASSOCIAÇÃO DE SOLIDARIEDADE CABO-VERDIANA DOS AMIGOS DA MARGEM SUL DO TEJO

- CRIVA – CENTRO DE REFORMADOS E IDOSOS DO VALE DA AMOREIRA ………...………6

PERÍODO ANTERIOR À ORDEM DO DIA

O Senhor Presidente apresentou para conhecimento:

- A relação dos actos praticados no uso da delegação e subdelegação de competências, no período compreendido entre 10 de Dezembro de 2008 e 06 de Janeiro de 2009;

- A posição do Orçamento da Receita referente ao final do ano de 2008, o resumo da posição do Orçamento da Despesa por classificação económica assim como o Resumo Diário da Tesouraria;

REUNIÃO ORDINÁRIA IX MANDATO Acta N.º1 de 07/01/09

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- Parecer sobre o Estudo de Impacte Ambiental da ligação Ferroviária de Alta velocidade entre Lisboa e Madrid – Lote 3ª2, Troço Lisboa – Montemor (via TTT) remetido à APA – Agência Portuguesa do Ambiente;

- Moções sobre “As Freguesias e o Orçamento de Estado de 2009” e “Dia Internacional das Migrações”, aprovadas na sessão ordinária de 18/12/2008, remetidas pela Assembleia de Freguesia do Vale da Amoreira;

- Informação sobre os resultados de 2008, da campanha de solidariedade com os Bombeiros “vamos ajudá-los a chegar mais longe”, enviado pela SIMARSUL – Sistema Integrado Multimunicipal de Águas Residuais da Península de Setúbal, S.A.

- Exemplares do Boletim n.º 175, referentes ao mês de Dezembro, enviados pela Associação Nacional de Municípios Portugueses.

Foi distribuída, para posterior deliberação, a acta nº 27/08, de 19 de Novembro.

Pelo Sr. Presidente foi posto à consideração da Câmara a inclusão de uma proposta subordinada ao tema “Contratos de Comodato – Associação de Solidariedade Cabo-Verdiana dos amigos da margem sul do Tejo e CRIVA – Centro de Reformados e Idosos do Vale da Amoreira” a qual se fez constar no índice sob o n.º 4.

Intervieram:

O Sr. Vereador Victor Cabral - Sugeriu que a discussão da mesma deveria ser diferida para a próxima reunião de Câmara, dada a sensibilidade do assunto e a falta de tempo para análise do mesmo.

O Sr. Vereador Luis Nascimento – Relembrou que tem sido prática deste executivo aceitar a inclusão de propostas pelo que não se justifica uma posição contrária.

Apesar de algumas divergências de opinião sobre a inclusão ou não foi a mesma aprovada por unanimidade.

Pelo Sr. Vereador Carlos Santos foi efectuada uma breve explicação do programa das obras a efectuar pela SIMARSUL no Município da Moita, obras estas que têm em vista o funcionamento da Estação Elevatória Moita/Barreiro.

Pelos Eleitos da CDU foi apresentada uma Moção referente à “agressão israelita à Faixa de Gaza”

Moção

O Estado de Israel promoveu nos últimos dias mais uma escalada na agressão, antiga de décadas, ao povo palestiniano. Com os bombardeamentos e posterior invasão da Faixa de Gaza, o estado sionista agrava de forma cruel as já precárias condições de vida dos palestinianos, prisioneiros na sua própria pátria.

O terrorismo de Estado praticado por Israel continua a negar ao povo da Palestina o seu direito a constituir-se em Estado soberano bem como os mais elementares direitos humanos.

Este agravamento da agressão militar israelita, há muito programado, tem já como resultado milhares de vítimas e incontáveis destruições e insere-se claramente nos projectos de domínio da região e de escalada belicista, revelando que existem forças que vêem na guerra uma saída para a grave crise do capitalismo. As posições da comunidade internacional, em particular dos EUA e da União Europeia, constituem de facto um suporte e estimulo à criminosa agressão, a coberto de uma hipócrita posição “neutral” perante as

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“partes em conflito” - como se não se tratasse da agressão de um país ocupante a um povo desterrado e um território ocupado.

A Câmara Municipal da Moita, reunida em 7 de Janeiro de 2009:

Condena veementemente a agressão israelita à Faixa de Gaza e manifesta a sua solidariedade ao povo palestiniano massacrado e martirizado durante décadas;

Junta a sua voz ao movimento mundial que exige o fim imediato da agressão e do bloqueio à Faixa de Gaza e o respeito de Israel pelos direitos do povo palestiniano;

Reclama do governo português a clara e inequívoca condenação desta grave situação que tem provocado a morte a centenas de civis, exigindo-se o cessar-fogo imediato e o retomar das conversações que levem ao respeito pelo direito à existência dos Estados Palestiniano e Israelita.”

Após a leitura efectuada pelo Sr. Vice-Presidente, intervieram os Srs. Vereadores Luis do Nascimento, Vitor Cabral, Joaquim Raminhos e José Guerra. Interveio novamente o Sr. Vice-Presidente, bem como o Presidente da Câmara.

Das intervenções referidas estão inaudíveis na gravação a primeira intervenção do Sr. Vereador Joaquim Raminhos tal como a maior parte da intervenção do Sr. Vice-presidente.

O Sr. Vereador Joaquim Raminhos propôs uma alteração ao último parágrafo da moção, alteração esta que já se faz constar do documento em virtude de ter sido do acordo de todos.

Posta à votação, a Moção foi aprovada por unanimidade.

Mais foi aprovado dar conhecimento desta decisão à Embaixada Israelita, à Representação de Negócios da Palestina, ao Governo Português, às Juntas de Freguesia, Assembleia Municipal e Comunicação Social Regional.

Intervieram ainda:

O Sr. Vereador Luis do Nascimento – Pediu esclarecimentos acerca da entrega de material escolar em Dezembro quando os livros fazem falta no início do ano escolar.

Mais, solicitou a instalação de um telefone na escola recentemente inaugurada na Quinta da Fonte da Prata.

O Sr. Vereador Joaquim Raminhos – Solicitou esclarecimentos sobre as ligações às redes de esgotos e respectivos valores a pagar pelos munícipes.

Responderam às questões colocadas:

A Sra. Vereadora Vivina Nunes – Explicou que é efectuada a programação da entrega do material escolar aos meninos em devido tempo, porém acontece que alguns pais entregam os pedidos fora dos prazos legais, daí o atraso.

No que concerne à instalação do telefone na Escola da Quinta da Fonte da Prata explicou que vai averiguar com o Agrupamento respectivo, uma vez que o assunto abordado é da competência daquele. O Sr. Presidente – Referiu, em relação às ligações de esgoto, que as mesmas são medidas em metros lineares e se os munícipes discordarem do valor atribuído têm todo o direito de pedir informações suplementares.

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Terminado este período de intervenções entrou-se de seguida no

PERÍODO DA ORDEM DO DIA

A proposta seguinte foi apresentada pelo Sr. Presidente.

1.CONSTITUIÇÃO DE FUNDOS DE MANEIO

“Prevê o n.º 1 do artigo 3.º do Regulamento de Fundos de Maneio do Município da Moita, que a constituição de fundos de maneio, para fazer face a pequenas despesas urgentes e inadiáveis, seja aprovada pela Câmara Municipal, por deliberação tomada no início de cada ano económico, que coincide com o ano civil.

Deste modo, propõe-se, nos termos do citado Regulamento, a constituição de fundos de maneio constantes na relação em anexo, por responsável, unidade orgânica e respectivo montante, para o ano de 2009.

Responsável Unidade Orgânica Montante

Sónia Marina Gonçalves Lucas Pereira GAP 500,00 €

Ana Paula Lopes Rosado DIRP 400,00 €

Artur José Calado Veríssimo DAF/Divisão de Aprovisionamentos 1.000,00 €

Constantino Canhão DAF/Secção de Património 100,00 €

Nelson Fernades Pires Alves, ou, nas suas faltas e impedimentos, Maria Maurícia Custódia

DAF/DAG/Expediente 100,00 €

Rosária Maria Soares Murça DRH 500,00 €

Zélia de Almeida Boavida DPGU 250,00 €

Isabel Maria Gomes Marques Campante, ou, nas suas faltas e impedimentos, Lígia Isabel Santos Vasques

DAET 150,00 €

Rosa Maria Cabaço Mendes de Matos, ou, nas suas faltas e impedimentos, Maria Teresa Rodrigues Santos

DASU/Apoio Administrativo 375,00 €

Luis Fernando DOMEM/DEM 200,00 €

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Rita Fernando DOMEM/Apoio Administrativo 250,00 €

António Carlos Almeida Santos DOMEM/DORV 125,00 €

Anabela Rosa Castelo Geraldes Cordeiro, ou, nas suas faltas e impedimentos, Carla Lumena Sousa Oliveira

DASC/Apoio Administrativo 250,00 €

Susana Lambranca DASC/DD 250,00 €

Helena Maria Pereira Mendes, ou, nas

suas faltas e impedimentos Vitor Martelo DASC/DB 300,00 €

Noélia Rentinho Conde DASC/DC 500,00 €

Posta à votação, a proposta foi aprovada por unanimidade.

A proposta abaixo transcrita foi apresentada pelo Sr. Vice-Presidente:

2. PEDIDO DE ALTERAÇÃO AO ALVARÁ DE LOTEAMENTO N.º 2/2005 – ABERTURA DO PROCEDIMENTO DE DISCUSSÃO PÚBLICA

REQUER: APOLINÁRIO CAETANO SERRÃO LOCAL: BAIRRO OPERÁRIO – PENTEADO – MOITA

“Mediante a apresentação do requerimento n.º 3857 de 21/Dez/2005, veio o requerente solicitar a alteração ao Alvará de Loteamento n.º 2/2005, no que toca à área do lote 19, que passa de 300,00m2 para

320,00m2, uma vez que o lote 66, já desanexado do prédio sobre o qual incidiu a operação de loteamento,

tem na realidade 580,00m2, conforme se depreende do Registo da Conservatória do Registo Predial e não

600,00m2 como erradamente consta na planta síntese.

Em consequência desta alteração, no lote 19 passa a ser possível a construção de mais 12,00m2 de área de

construção para habitação e de 2,00m2 para anexo. A outra alteração proposta consiste na introdução de

mais um fogo nos lotes 14, 17, 19, 21, 23, 26, 28, 29, 31, 32, 33, 35, 36, 37, 39, 40 e 41, passando a ser possível a construção de moradias bifamiliares.

Em termos urbanísticos mereceu parecer favorável datado de 06 de Dezembro de 2007, condicionado à abertura do procedimento de discussão pública relativamente à proposta de loteamento, uma vez que não foi apresentada a declaração escrita de consentimento da alteração pretendida por parte de todos os proprietários dos lotes abrangidos pelo presente alvará de loteamento.

Assim, e com base no parecer técnico acima citado, proponho que a Câmara Municipal delibere submeter o presente pedido de licenciamento a discussão pública, a realizar nos termos estabelecidos no n.º 2 do art.º 27.º e n.º 3 do art.º 22.º do Decreto-lei n.º 555/99, de 16 de Dezembro.”

Posta à votação, a proposta foi aprovada por maioria com a abstenção do Vereador Luis do Nascimento.

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3.REPRESENTANTES DO MUNICÍPIO NA COMISSÃO DE PROTECÇÃO DE CRIANÇAS E JOVENS (CPCJ) DA MOITA “A composição das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens em exercício das respectivas atribuições encontra-se regulado em conformidade com a Lei n.º 147/99, de 1 de Setembro.

A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Moita é uma instituição oficial não judiciária com autonomia funcional que visa a promoção e a protecção das crianças e jovens em perigo, por forma a prevenir e a pôr termo a situações susceptíveis de afectar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral; funciona em instalações municipais e é constituída por representantes de organismos públicos e privados sem fins lucrativos que desenvolvam a sua actividade no concelho. Em concordância com o artigo 17.º, alínea a) e artigo 20.º, n.º 2, da Subsecção II, da referida Lei n.º 147/99, deverá a Câmara Municipal indicar um representante do Município, de entre pessoas com especial interesse ou aptidão na área das crianças e jovens em perigo, para integrar a Comissão Alargada e Comissão Restrita da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Moita.

Pelo exposto, e de acordo com o artigo 26.º n.º 1, da já citada Lei, somos a propor a renovação da nomeação como representante efectivo do Município, a Dr.ª Ana Rosa Jardim – com licenciatura na área das Ciências Sociais e como representante suplente a Dr.ª Lígia Maria Costa de Carvalho – licenciada em Sociologia.

Posta à votação e sem que alguém tenha manifestado interesse em intervir, a proposta foi aprovada por unanimidade.

A proposta seguinte foi apresentada pelo Sr. Presidente:

4. CONTRATOS DE COMODATO

- ASSOCIAÇÃO DE SOLIDARIEDADE CABO-VERDIANA DOS AMIGOS DA MARGEM SUL DO TEJO - CRIVA – CENTRO DE REFORMADOS E IDOSOS DO VALE DA AMOREIRA

“No âmbito da iniciativa «Operações de qualificação e reinserção urbana de bairros críticos», criada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 143/2005,de 7 de Setembro foi celebrado em 11 de Outubro de 2006 o Protocolo de Parceria para a execução do Programa de Intervenção 2007-2011 para a freguesia do Vale da Amoreira.

Este programa de intervenção resulta de um trabalho do grupo de parceiros locais (GPL) que viria posteriormente a constituir a Comissão de Acompanhamento, que conjuntamente com a equipa técnica local contratada pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana reflectiu, entre Janeiro e Julho de 2005, sobre as necessidades e as potencialidades do território.

Em face do diagnóstico elaborado verificou-se ser necessário o estabelecimento de um sistema de apoio multidisciplinar à população do Vale da Amoreira para o qual é indispensável a criação de um Centro Comunitário Multi-serviços, que contemple a disponibilização de espaços para diversas funcionalidades que permitam um serviço de atendimento multidisciplinar, com concentração de valências, para responder de forma mais efectiva às necessidades específicas desta freguesia.

Neste sentido, e de acordo com o estabelecido pelos parceiros locais, na reunião da Comissão de Acompanhamento de 16 de Outubro de 2008, o equipamento deverá acolher um conjunto de valências de âmbito comunitário, promotoras da inserção social, profissional e cultural. Designadamente, um centro de atendimento integrado que para além do CLAI – Centro Local de Apoio ao Imigrante, contemple outros serviços de apoio à comunidade imigrante, espaços destinados à inserção familiar e profissional, através

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do apoio logístico a amas e a empresas de inserção social, bem como espaços formativos e de apoio ao emprego e empreendedorismo. O espaço deverá ainda promover a interculturalidade e a gestão da diversidade, através da concepção de um espaço memória que evidencie as riquezas culturais da freguesia.

No quadro do Protocolo de Parceria, a Câmara Municipal da Moita assumiu o compromisso de ceder terreno para a construção desde novo equipamento. Atendendo ao princípio da rentabilização de recursos e espaços que preside à iniciativa em curso, e estando devoluto o edifício do ATL/Centro de Dia do Vale da Amoreira, propriedade do Município, cujas características funcionais se adequam às necessidades identificadas, propõe-se a sua avocação à “Iniciativa Bairros Críticos” para que aí se possa instalar o Centro Comunitário Multi-serviços.

Reavaliada a situação e consultado o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana propõe-se que a Câmara Municipal delibere aprovar, nos termos da alínea b) do n.º 4 do artigo 64º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, com redacção dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de Janeiro, a celebração de contratos de comodato, por um período de cinco anos, renováveis por iguais períodos, de acordo com a prática que tem vindo a ser adoptada pelo Município, com:

a) A Associação de Solidariedade Cabo-verdiana dos Amigos da Margem Sul do Tejo, para a utilização do piso 0 do referido edifício, correspondente ao Centro de Dia, destinado ao funcionamento do Centro Comunitário Multi-serviços;

b) O CRIVA – Centro de Reformados e Idosos do Vale da Amoreira, para a utilização do piso 1 do referido edifício, correspondente ao ATL, destinado ao funcionamento do CATL – Centro de actividades de tempos livres.”

Intervieram na discussão da proposta:

Sr. Presidente da Câmara – Referiu os espaços físicos que pertencerão a cada uma das entidades explicando nomeadamente que os mesmos têm todas as condições para serem autónomos uma vez que têm, de per si, todas as condições necessárias, inclusivamente entradas separadas.

Sr. Vereador Vitor Cabral – Disse concordar em absoluto com a alínea b) da proposta e pediu esclarecimentos em relação à alinea a) uma vez não entender a questão do Centro Comunitário Multi-serviços ser entregue à Associação de Solidariedade Cabo-verdiana. Isto porque, mencionou, foi anteriormente decidido, no âmbito da Associação Bairros Críticos, ser esta entidade a tomar a organização daquele Centro Comunitário.

Sr. Vereador Joaquim Raminhos – Manifestou a sua concordância uma vez que, de forma geral, está encontrada a saída para uma situação que se estava a crispar e a ficar conflituosa.

Referiu as diferentes comunidades existentes no Vale da Amoreira e o papel pivot que a Câmara desempenha no apoio respectivo.

Sr. Vereador Luís Nascimento – Fez uma adenda à intervenção anterior relembrando que existe também a Associação de S. Tomé que apesar de não ter sede, existe, congratulando o facto do Vale da Amoreira ser vista como uma só grande comunidade apesar da tão grande diversidade de culturas e de opiniões. Salientou também o facto da situação do CRIVA e da Associação Cabo-Verdiana ter sido resolvida concordando com a solução encontrada e chamando a atenção para os problemas logísticos que têm que ser resolvidos, dando como exemplo os contadores da água e da luz e do acesso às instalações, entre outros.

Em relação ao Centro Comunitário Multi-serviços disse parecer-lhe ser um espaço também muito importante salientando o facto de não considerar importante quem irá fazer a gestão do espaço.

Sr. Vereador Vítor Cabral – Disse não ser contra o facto do Centro Comunitário ser entregue à gestão da Associação Cabo-Verdiana, mas questiona, para perceber, no âmbito dos bairros críticos como é que vai funcionar o Centro Multiusos, ou seja se na prática os edifícios devolutos vão ser entregues vazios ou com equipamento, uma vez que estes foram financiados uma parte pelos fundos comunitários e outra pela Câmara Municipal.

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Sr. Presidente – Esclareceu que qualquer uma das associações o âmbito da sua intervenção é na comunidade e não especificamente só para a sua, dando como exemplo algumas das intervenções da Associação Cabo-Verdiana, nomeadamente nas acções de formação para a comunidade e no Banco Alimentar em que todas as pessoas lá vão, independentemente da sua origem.

Em relação à necessidade do Centro Comunitário, fez um breve historial sobre o assunto remontando este ao ano de 2000 e acrescentando que no mesmo espaço foi criado o conceito de Centro Comunitário e Multi-serviços uma vez que será um local onde vão ser prestados vários serviços e terá uma entidade gestora que será a Associação Cabo-Verdiana da Margem sul do Tejo, depois vai ter um Conselho Geral que vai envolver as diferentes associações e entidades que participam no projecto em si, havendo espaço para reuniões e diversos locais de atendimento e informação, nomeando-os.

Foi a proposta submetida a votação tendo sido aprovada por unanimidade.

Todas as intervenções feitas aquando da apresentação das propostas, encontram-se devidamente gravadas em cassetes, ficando as mesmas a fazer parte integrante desta acta.

E nada mais havendo a tratar foi pelo Sr. Presidente encerrada a reunião, sendo a respectiva acta aprovada em minuta. Eram dezoito horas. E eu, Alda Maria Fernandes Mouzinho, Chefe de Secção nesta Câmara Municipal, redigi a presente acta que assino com o Sr. Presidente da Câmara.

O PRESIDENTE DA CÂMARA ____________________________________ A CHEFE DE SECÇÃO ______________________________________

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