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um suCinto inventário de 25 anos de vigênCia do Código de
defesa do Consumidor no brasil
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atalan Doutor summa cum laude em Direito pela Faculdade do Largo do São Francisco da Universidade de SãoPaulo. Mestre em Direito pela Universidade Estadual de Londrina. Professor no Mestrado em Direito e Sociedade do Unilasalle, no curso de Direito da Unisinos e em cursos de especialização pelo Brasil.
Advogado, parecerista. [email protected]
Recebido em: 19.11.2015 Aprovado em: 22.12.2015 e 06.01.2016
áreado direito: Consumidor
1. Este artigo foi produzido no desvelar do projeto de investigação científica: Abrindo
fissuras nas paredes da sociedade do espetáculo [442136/2014-5], financiado pelo
Con-selho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq. resumo: O Código de Defesa do Consumidor
bra-sileiro completou – em 11.09.2015 – 25 anos de existência. Impossível não notar que a transfor-mação havida no desvelar do último quarto de século – nos cenários pelos quais transita, inces-santemente, essa personagem tão heterogênea quanto vulnerável – foi deveras significativa, bem como que a apontada mutação permitiu, em maior ou menor medida, o exercício efetivo da cidadania constitucionalmente prometida no ano de 1988. O último quinquênio, entretanto, foi marcado por momentos de explícito retro-cesso na tutela dos consumidores no Brasil. Essa é a hipótese que informa a presente
investiga-ção e que norteou a redainvestiga-ção de cada um dos
resumen: El código de protección al consumidor brasileño cumplió – en 11.09.2015 – 25 años. Imposible no percibir que la transformación ocurrida en ese tiempo – en los escenarios por los cuales se mueve sin cesar, ese personaje, tan heterogéneo y tan vulnerable – fue muy significativa, que la señalada mutación permitió, en mayor o menor medida, el efectivo ejercicio de la ciudadanía constitucionalmente garantizada en Brasil en 1988. En los últimos cinco años, sin embargo, fueron muchos los momentos de explícito retroceso en la protección de los consumidores en Brasil. Acá se encuentra la hipótesis que informa este trabajo, orientando la redacción de cada uno de los párrafos
parágrafos adiante alinhavados. Uma pesquisa que se propôs a explorar, arqueologicamente,
momentos significativos na construção do Di-reito do Consumidor tupiniquim. Um estudo que se encontra, metodologicamente,
estrutu-rado na análise crítica de temas recortados nas páginas da Revista de Direito do Consumidor,2
em alguns escritos monográficos e nos alfar-rábios do STJ.
palavras-Chave: Direito do Consumidor – Có-digo de Defesa do Consumidor – Historicidade – Proibição de retrocesso – Fragmentação do Direito.
en ese artículo. Una investigación que se propuso analizar, arqueológicamente, algunos de los momentos más significativos en la construcción del derecho de los consumidores en Brasil. Un estudio que se encuentra metodológicamente estructurado en el análisis crítico de artículos publicados en las páginas de la Revista de Derecho del Consumidor, en escritos monográficos y en decisiones de la Corte Superior de Justicia.
palabrasClave: Derecho del consumidor – Código de Defensa del Consumidor – Historicidad – Prohibición del retroceso – Fragmentación del Derecho.
suMário: 1. Breves notas a título de introito – 2. Semeadura e aprendizado: o alvorecer do direito do consumidor no Brasil – 3. A aurora do século XXI: o direito do consumidor levado a sério – 4. As curvas da História: vitórias de Pirro e retrocessos de constitucionalidade duvidosa – 5. Referências.2
“(...) a calmaria aos poucos se fez perceber. Com seu silêncio traiçoeiro não nos deixou morrer. Então as nuvens se uniram e o céu escureceu. E o que a gente não queria de repente aconteceu. Lá no alto Mar a tempestade desabou. Entre raios e trovões nosso sonho afundou. E nada mais restou além de um desejo insano. De com apenas nossos braços cruzar o oceano. Cada um por si sempre preparado. Estamos tão famintos que boiamos esgotados Mas quase afogando o desejo não termina. Pois navegar a esmo. Talvez seja a nossa sina.” MarCelo nova. A ferro e fogo.
2. Quando a redação deste texto foi concluída, o 100.º volume da RDC acabara de ser publicado.
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E, como o passado, esse baú imenso que abriga igual quantidade de foto-grafias, registrando instantes felizes vividos outrora e, ao mesmo tempo, um número incomensurável de recortes com tragédias existenciais não poderá, jamais, ser revisitado, senão por meio do exercício da imaginação, e o presente nada mais é do que uma ponte através da qual, a cada átimo de tempo, espe-ranças se transformam em experiências, resta dizer, apenas, que tenho sauda-des do futuro.115
5. r
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cláusulas abusivas, num conceito aberto que permite o enquadramento de outras abu-sividades que atentem contra o equilíbrio entre as partes no contrato de consumo, de modo a preservar a boa-fé e a proteção do consumidor. 3. O Decreto 2.181/1997 dispõe sobre a organização do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor e estabelece as nor-mas gerais de aplicação das sanções administrativas, nos termos do Código de Defesa do Consumidor. 4. O art. 4.º do CDC (...) legitima, por seu inc. II, c, a presença plural do Estado no mercado, tanto por meios de órgãos da administração pública voltados à defesa do consumidor (...), quanto por meio de órgãos clássicos (...). 5. O Procon, em-bora não detenha jurisdição, pode interpretar cláusulas contratuais, porquanto a Admi-nistração Pública, por meio de órgãos de julgamento administrativo, pratica controle de legalidade, o que não se confunde com a função jurisdicional propriamente dita, mesmo porque ‘a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito’ (art. 5.º, XXXV, da CF). 6. A motivação sucinta que permite a exata compreen-são do decisum não se confunde com motivação inexistente. 7. A sanção administrativa aplicada pelo Procon reveste-se de legitimidade, em virtude de seu poder de polícia (atividade administrativa de ordenação) para cominar multas relacionadas à transgres-são da Lei 8.078/1990, esbarrando o reexame da proporcionalidade da pena fixada no enunciado da Súmula 7/STJ. (...)”.
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