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SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO

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(1)

SISTEMA NACIONAL DE EDUCAÇÃO

Msc. Luana Silva Boamorte de Matos

Conselho Estadual de Educação de Sergipe

Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação

(2)

Qual a importância da instituição do Sistema Nacional de Educação

para os Conselhos de

Educação?

(3)

O que podemos compreende por Sistema Nacional de

Educação?

(4)

Dermeval Saviani define Sistema Nacional de

Educação como a

organização intencional dos meios, com vistas a se

atingir os fins educacionais

preconizados em âmbito

nacional.

(5)

Projeto de Nação

Articulação entre Entes

Federados Efetivação do

Regime de Colaboração

Descentralização com distribuição de

poder e

responsabilidades

Unidade por meio de políticas e diretrizes nacionais

(6)

Ordenamento que torne claro e

efetivo os papeis dos entes federativos

Perspectiva horizontal de construção

Aperfeiçoamento na organização

da Educação Nacional

(7)

Qual a previsão legal para a implantação do

Sistema Nacional de

Educação?

(8)

O Sistema Nacional de Educação, previsto no Art. 214 da Constituição Federal, deveria ser instituído no prazo de dois anos, contados a partir da publicação da Lei 13.005/2014 (Art. 13), em lei específica.

(9)

Constituição Federal de 1988

“Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas”

Alterado através da Emenda Constitucional 59/2009

(10)

LEI N° 13.005/2014 - Aprova o Plano Nacional de Educação - PNE e dá outras providências.

“Art. 13. O poder público deverá instituir, em lei específica, contados 2 (dois) anos da publicação desta Lei, o Sistema Nacional de Educação, responsável pela articulação entre os sistemas de ensino, em regime de colaboração, para efetivação das diretrizes, metas e estratégias do Plano Nacional de Educação”.

(11)

Plano

Nacional de Educação

Sistema

Nacional de Educação, em Regime de

Colaboração

(12)

Municípios Estados

e DF

União

A organização do

Sistema Educacional Brasileiro ocorre por meio dos sistemas de ensino da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos

Municípios.

(13)

A organização do Sistema Nacional de

Educação nada mais é do que este esforço nacional de pactuação para SUPERAR AS DESIGUALDADES e garantir o direito à

educação com fundamentos

constitucionalmente previstos, entendendo que a gestão democrática do sistema, em todas as esferas de organização, é um principio balisar a partir do qual se fortalecem espaços de

participação já instituídos e por instituir.

(14)

Organização da Educação Nacional

Pacto de Cooperação entre os entes federados

Colaboração entre os sistemas

REGIME DE COLABORAÇ ÃO

(15)

O que podemos compreende por

Regime de

Colaboração?

(16)

Constituição Federal de 1988

“Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios

[...]

Parágrafo único. Leis complementares fixarão normas para a cooperação entre a União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do

desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional”.

(17)

Constituição Federal de 1988

“Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino.

[...]

§ 4º Na organização de seus sistemas de ensino, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios definirão formas de colaboração, de modo a assegurar a universalização do

ensino obrigatório.

§ 5º A educação básica pública atenderá prioritariamente ao ensino regular.

(18)

REGIME DE COLABORAÇÃO

Instituto constitucional, definidor do

método de organização da gestão pública

Aspecto nuclear do pacto federativo

(19)

9

(20)

Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova

◦Lançado em 1932;

◦Construído por 26 educadores, com o título “A reconstrução educacional no Brasil: ao povo e ao governo”;

◦Circulou em âmbito nacional com a finalidade de oferecer diretrizes para uma política nacional de educação;

◦Situa, nas entrelinhas, os princípios e os fundamentos de um Sistema Nacional de Educação;

(21)

Capa da revista Educação, edição Jan/Fev/Mar 1932, onde foi

publicado o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova

(22)

Gratuidade Laicidade

Articulação

Autonomia da função

educacional Obrigatoriedade

(23)

No processo de

redemocratização, na década de 1980, estabeleceu-se um

consenso de que a democracia estava ligada à

descentralização. Nesse

momento, om papel dos estados foi rediscutido e os municípios

emergiram como provedores das políticas publicas, inclusive na

educação.

(24)

Nos anos de 1990, a coordenação nacional foi fortalecida a partir de instrumentos de redistribuição de

recursos, diretrizes e regulamentação nacional, sistemas de informação e avaliação nacional.

(25)

A CONAE 2010 apontou para a necessária regulamentação do artigo 23 da Constituição Federal de 1988 que define

competências comuns a União, ao Distrito Federal e aos

municípios, sendo uma delas proporcionar os meios de

acesso a educação.

(26)
(27)

Em 2011, foi criada a SASE, Secretaria de Articulação com os Sistemas de

Ensino, no Ministério da Educação,

com o desafio de estimular e ampliar o regime de cooperação entre os

entes federados, apoiando o

desenvolvimento de ações para a criação de um sistema nacional de educação.

(28)

Como os debates sobre o Sistema Nacional de Educação aconteceram

no FNCEE?

(29)

O que é o FNCEE?

(30)

Entidade civil, sem fins lucrativos, que nasceu no final dos anos de 1980, por iniciativa do Professor Luiz Felipe Serpa,

então Presidente do Conselho Estadual de Educação da Bahia.

(31)

OBJETIVOS DO FNCE

Pensar a Educação, à luz das necessidades da sociedade brasileira;

Propor discutir e encaminhar matéria que dependa de decisão na esfera federal;

Divulgar iniciativas e procedimentos legais e técnico-administrativos que possam contribuir para o aperfeiçoamento organizacional dos Colegiados;

Contribuir para o estreitamento das relações institucionais entre os Conselhos de Educação;

Representar, na esfera federal, os interesses comuns aos Conselhos de Educação;

Propor sugestões e subsidiar a elaboração, aprovação, implementação, acompanhamento e avaliação de Planos Nacionais de Educação;

Promover e articular o intercâmbio de experiências e de estudos específicos.

(32)

2015/2016

Ao longo de 2015 e 2016 o FNCE discutiu, à exaustão, a necessidade de materialização do Sistema Nacional de Educação;

Foi estudado e discutido o PLP 413/ 2014, de autoria do deputado Ságuas Moraes (PT/ MT), cujo relator passou a ser o deputado Glauber Braga (PSOL/ RJ). Este PLP trazia uma série de preocupações, especialmente no tocante às estruturas verticalizadas que propunha. O FNCE considerava o PLP omisso quanto às tarefas do Conselhos Estaduais de Educação e pairavam sobre ele outras tantas dúvidas sobre não tratar de temas nevrálgicos para o pleno funcionamento do FNE;

O FNCE produziu um documento crítico ao PLP 413/2014, que havia sido entregue ao MEC e se encontrava na SASE.

(33)

Participação em reuniões articuladas pelo MEC, com a presença da

2017

UNCME, a UNDIME e o CNE;

Foi apresentada as contribuições do FNCE, com vistas ao aprimoramento da minuta disponibilizada pela SASE;

Várias gestões foram feitas, sendo a mais importante delas no Fórum ampliado, na sede do CNE, com a presença dos integrantes daquela Casa, os integrantes do FNCE e a UNCEME. A SASE também participou e entregou formalmente ao CNE a minuta trabalhada com apoio do FNCE.

O FNCEE designou o presidente do CEE do Paraná, Conselheiro Oscar Alves, para preparar uma minuta de Projeto que contemplasse nossas ideias e buscamos o apoio do Deputado Federal Giuseppe Vecci, PSDB/GO, para que ele a apresentasse no âmbito daquela Comissão;

(34)

Foram cumpridas agendas de visitas ao Deputado e de tratativas com sua assessoria pela Presidente;

No final de 2017 foi apenso ao PLP do Deputado Ságuas o PLP 448/2017, de autoria do Deputado Giuseppe Vecci, que continha sugestões do FNCE, com o objetivo de afinar o texto, de atender aos anseios da criação do SNE e de garantir o previsto no PNE, com a plena definição das tarefas dos entes federados no exercício do regime de colaboração. O relator Deputado Glauber Braga a PLP 413/2014 acatou parcialmente as sugestões;

A Ex-presidente do FNCE ao longo de 2017 assume o FNE.

2017

(35)

O movimento pela instituição do SNE seguiu como pauta relevante do FNCE, baseado nos estudos realizados pelo Conselheiro do Paraná, Oscar Alves;

Foram cumpridas agendas de visitas a Câmara dos Deputados;

Pontos de divergência: Custo Aluno inicial; instituição de Comissão Tripartite com representantes UNCE, UNDIME, CONSED e FNEC; forma redistributiva do FUNDEB;

2018/2019

(36)

No âmbito da plenária do FNE, foi promovida uma reunião, em 9 de maio de 2018, na qual o Presidente do FNCEE participou, onde foi discutido a necessidade de obter da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados uma posição sobre o trâmite do PLP 413/2014. Houve um anúncio de que o mesmo seria aprovado no âmbito daquela Casa na semana em que realizariam um Seminário sobre o PNE, no mês de junho de 2018;

Prioridade da entidade: BNCC e FUNDEB;

Tramitação do PLP 25/2019, de autoria da Deputada Dorinha Seabra Resende (DEM/TO).

2018/2019

(37)
(38)

• Vencer a dialética nacional/federativo e o entendimento que Unidade implica

uniformidade;

• Reconhecer a baixa cooperação entre estados e municípios, a fragilidade em termos de capacidade institucional dos governos e a precária condição dos mecanismos de adesão e das politicas desarticuladas;

• Assumir e lutar por uma cooperação

federativa mais orgânica para a educação nacional.

(39)

O Congresso, até a presente data, não regulamentou

ainda este aspecto nuclear do pacto federativo. Trata-se de matéria da mais alta importância e significado para o conjunto das ações públicas e, em especial, para a

manutenção e desenvolvimento do ensino. A feitura desta lei complementar possibilitaria o aprimoramento na

sistematização das competências a fim de coordená-las de modo claro na forma, cooperativo na articulação e eficaz no desenvolvimento e bem estar dos cidadãos brasileiros.

Carlos Roberto Jamil Cury

PARECER N.º CNE/CEB 30/2000

(40)

Qual a importância da instituição do Sistema Nacional de Educação

para os Conselhos de

Educação?

(41)

Sistema Nacional de

Educação

Autonomia

Fortalecimento

Cooperação Articulação

Colaboração

(42)

“Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em

importância e gravidade ao da educação”

Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova

(43)

Referências

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