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Tratamento de Efluentes de Fossa Séptica
Categoria: Automação e Eficiência
Autor(es): Bruno Ravaglia, Rodrigo Lacerda, Vitor Leão, Leonardo Samuel, Willian Rangel e Marcos Amadeu
Nome da Unidade de Negócio: Cachoeiro de Itapemirim
DS: José Carlos Prober DC: Denis Lacerda
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Resumo:
O objetivo desse trabalho é solucionar a demanda de despejo de detritos provenientes de fossa séptica, sem prejudicar o Cliente no entorno da ETE da Sede Municipal. A Odebrecht Ambiental (OA) de Cachoeiro disponibiliza o serviço de recebimento de efluentes para esta categoria, onde empresas terceirizadas, devidamente licenciadas conforme contrato, providos de caminhões apropriados, realizam a sucção (limpeza) de fossas sépticas em locais onde não existam redes coletoras de esgoto, contudo, este serviço é restrito somente a área do município.
A princípio foi realizada uma reformulação do sistema para recebimento dos caminhões “limpa fossa”, e posteriomente alterado o local de despejo especificamente para este tipo de efluente, passando da Estação Elevatória de Esgoto Bruto Principal (EEEBP) para uma nova Estação Elevatória de Efluentes de Fossa Séptica (EEEFS). Concebida internamente nas instalações da ETE da Sede Municipal, lançará os resíduos diretamente na área de desidratação do lodo, evitando que o efluente de fossa séptica percorra por todo o processo de tratamento. É comprovado que esse tipo de situação pode provocar sobrecarga afluente a Estação, sendo este fator prejudicial em sistemas aeróbios de tratamento, devido ao tempo de assimilação e depuração pelos microorganismos.
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1. Situação anterior às inovações
O Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) da sede municipal, é composto por mais de 440.000 metros de rede coletora e interceptores de esgoto, atendendo a mais de 54.000 ligações. O efluente coletado é transportado para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da Sede Municipal.
A ETE da Sede Municipal de Cachoeiro de Itapemirim está situada no bairro Coronel Borges e é responsável pelo tratamento da maioria dos efluentes domésticos gerados no município. Nela, são tratados em média 20.000 m³ de efluentes por dia, atendendo mais de 160.000 pessoas.
O tratamento utilizado é do tipo “Lodos Ativados”, que consiste em um processo aeróbio, no qual é provocado o desenvolvimento de uma cultura microbiológica na forma de flocos (lodos ativados) em um tanque de aeração, que é alimentada pelo efluente a tratar.
O afluente da ETE é composto em sua maioria por esgoto doméstico, havendo contribuições dispersas de indústrias na rede coletora e lançamento de efluente de fossas sépticas na estação elevatória principal.
O efluente proveniente da rede coletora de esgoto, possui carga orgânica pouco variável ao longo do ano, o que possibilita um tratamento biológico mais adequado. No entanto, o efluente de fossas sépticas possui alta variação de carga, devido a suas diferentes origens e características, podendo ser prejudicial para o tratamento biológico.
A grande carga orgânica proveniente do efluente despejado por “caminhões limpa fossa”, prejudicavam o tratamento da ETE da Sede Municipal, causando desconforto para os Clientes do entorno da estação devido ao mau cheiro.
Na Figura 01, é potencializada como a alta carga orgânica afluente influencia no processo de tratamento biológico, sendo fator determinante para incidência de reclamações de mau cheiro na estação. A coluna de cor amarela referencia a alta carga que adentrou na estação e também a variabilidade em sua concentração, já a coluna de cor azul fica explicito o limite máximo de carga em que a estação foi projetada. Com estes dados, obtivemos ocorrência de reclamações de mau cheiro, comprovando a relação destes fatores.
4/20 Figura 01 – Carga lançada x incidência de mau cheiro
A falta de controle do efluente lançado na ETE pode provocar transtornos na rotina operacional, tais como aumento do Índice Volumétrico do Lodo (IVL), dificuldade de sedimentação, grande presença de microorganismos filamentosos e odor.
Em 2012 a ETE da Sede Municipal recebeu 426 caminhões limpa fossa, com DQO variando de 222 mg/l a 99.600 mg/l, com média de 7.599 mg/l. Os valores mínimo e máximo apresentados corroboram com a variação de carga esperada para esse tipo de efluente.
Vale observar que a grande maioria das ETE brasileiras não foi projetada para recebimento de lodo de fossas/tanques sépticos, devido a sua carga orgânica concentrada. Igualmente as demais, a ETE da Sede Municipal não foi concebida para comportar alta carga orgânica no tratamento biológico.
A logística para recebimento dos efluentes provenientes de fossa sépticas era ineficaz, acarretando problemas operacionais no processo de tratamento de esgoto. Dentro deste cenário, empresas cadastradas na OA de Cachoeiro, que atuavam no segmento de limpeza de fossas sépticas, estavam habilitadas a despejarem seus efluentes na ETE da Sede Municipal. A OA de Cachoeiro cobrava o valor de R$ 77,20 por caminhão despejado na estação, sendo este um valor arbitrário, sem embasamento no custo realizado comparando com a carga depurada, que era em média R$ 0,47 por Kg de DQO (Demanda Química de Oxigênio). No momento do despejo era
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realizada uma amostragem do resíduo do caminhão, e posteriormente realizava-se a análise de DQO no laboratório interno da ETE da Sede Municipal, contudo, nenhuma ação era tomada com os resultados.
2. Melhorias e ações incorporadas
Foi realizada a análise SWOT do cenário (ambiente) que se encontrava o processo, para posicionar e verificar uma posição estratégica da empresa no ambiente em questão.
ANÁLISE SWOT
FORÇA FRAQUEZA
- Único local lincenciado para recebimento desses resíduos no município
- Incerteza da origem dos caminhões limpa fossa
- Know how para tratamento deste tipo de efluente
- Capacidade de recebimento de carga orgânica limitada
- Alto custo de tratamento devido a alta
carga afluente
- Área de abrangência municipal
OPORTUNIDADE AMEAÇA
- Aumento do número de ligações a rede coletora devido alto custo com limpeza de fossa
- Lançamento de efluente irregular na rede coletora da Odebrecht Ambiental
- Aumento da satisfação do Cliente (redução do odor)
- Perda de receita (em média R$ 3.223,10 / mês)
- Possibilidade de parcerias com empresas para substituição de fossas por pequenos sistemas de tratamento a serem operados pela Odebrecht Ambiental (onde não houver rede de esgoto ou o efluente tenha muita CO)
- Redução de custo com tratamento de
efluentes
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Com isso, ficou evidenciado a necessidade de uma nova concepção para recebimento de
“caminhões limpa fossa”, a fim de propor uma alternativa viável para o efluente proveniente de fossas sépticas. O projeto foi executado com base no Ciclo do PDCA e dividido em duas etapas.
Na primeira etapa, realizou-se um estudo de capacidade de tratamento da ETE da Sede Municipal para parametrização dos limites de lançamento em nossa unidade. Na segunda etapa, foi elaborado um estudo de viabilidade do projeto para instalação de uma unidade específica para recebimento de efluentes de fossa séptica. Após aprovada a viabilidade, foi realizada reuniões com a equipe de operação para definição da estratégia de implantação do projeto (local, concepção, operação). A partir dessas informações foi realizado o projeto e contratação dos parceiros.
Etapa 1 - Reformulação do sistema de recebimento de efluente de fossa séptica:
As empresas cadastradas na OA de Cachoeiro poderiam lançar seus efluentes na ETE da Sede Municipal, contudo, o preço passou a ser cobrado fundamentado nos custos com o tratamento de esgoto.
Conforme abaixo, foi realizado um estudo minucioso de CO (Carga Orgânica), onde enquadramos a estação de tratamento de esgoto, baseado em dados de projeto, em um cenário propício ao recebimento de efluentes de fossa séptica. Com isso, foi implantando um procedimento para aprovação, baseado em amostragens, do recebimento do caminhão, conforme limite pré-estabelecido.
Após a determinação da carga máxima disponibilizada, para efluente de fossa séptica, que a ETE da Sede Municipal pode receber sem prejudicar o tratamento, foi realizado um levantamento para detectar com qual frequência os despejos ultrapassaram o limite estabelecido no ano de 2012.
Portanto, a partir de julho utilizou-se a carga máxima disponibilizada como padrão para lançamento na ETE da Sede Municipal. Além disso, criou-se o seguinte procedimento:
Antes de lançar o efluente na ETE da Sede Municipal, a empresa deverá encaminhar à OA uma amostra para análise de DQO. Se aprovada (DQO menor que 11.100 mg/L), o efluente poderá ser despejado na ETE, caso contrário o lançamento não será permitido.
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Em caso de conformidade da amostra, a empresa receberá autorização para lançamento do efluente na ETE da Sede Municipal, sendo submetida a uma nova análise durante o lançamento.
Caso o efluente passe a estar desconforme, a OA de Cachoeiro aplicará as penalidades previstas em contrato.
Ademais, foram realizados treinamentos com as empresas parceiras para capacitá-los na coleta da amostra e na avaliação do efluente e estrutura de fossa séptica, passando estas a orientar seus Clientes quando a fossa apresentava alguma irregularidade.
Etapa 2 - Implantação de sistema individualizado para recebimento de efluente de fossa séptica:
Conforme citado anteriormente, o objetivo desse trabalho é solucionar a questão de despejo de detritos provenientes de fossa séptica sem prejudicar o Cliente no entorno da ETE.
Para isso foi alterado o local de despejo, passando da EEEBP para uma nova Estação Elevatória de Esgoto de Fossa Séptica (EEEFS), que lançará os resíduos diretamente na área desidratação do lodo.
Figura 02 - Localização EEEBP e EEEFS
A ideia com essa solução é evitar que o efluente de fossa séptica passe por todo processo de tratamento, pois já é comprovado que esse tipo de situação pode provocar sobrecarga na ETE.
EEEBP
EEEFS
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Considerando que o efluente proveniente de fossa séptica possui concentração de sólidos maior que o efluente coletado na rede de esgoto, e que aquele é um processo de tratamento individualizado que tem como característica um lodo estabilizado, o processo de desidratação poderá assimilar diretamente sem prejudicar o processo.
O processo de desidratação da ETE da Sede Municipal consiste em um tanque de equalização de lodo, no qual o excedente de lodo dos tanques de tratamento é retirado através de bombeamento em intervalos pré-definidos e passam pelo processo de mistura no tanque por meio de bolhas finas de ar, de modo a mantê-los em suspensão e equalizado. Em seguida, o lodo equalizado é bombeado para a centrífuga, sendo adicionado polieletrólito (floculante) na tubulação para auxiliar na aglutinação das partículas sólidas.
Ao entrar na centrífuga, já com o lodo mais concentrado devido ao floculante, é iniciado o processo de centrifugação para separação da parte líquida da sólida. A fase líquida é retornada para o início do processo e a sólida é disposta em caçamba e encaminhada para aterro sanitário.
A EEEFS contém um pré-tratamento composto por gradeamento fino, de 20 mm e 10 mm respectivamente, e caixa de areia de modo a evitar que o material grosseiro e areia adentrem no sistema de desidratação e provoque entupimentos e danos aos conjuntos eletromecânicos.
A instalação da EEEFS foi concebida ao lado do Geobag (sistema de desidratação alternativo), onde é utilizada uma linha de recalque (tubulações que conduzem o efluente a um determinado ponto através de bombeamento) que fará o caminho apresentado em vermelho na Figura 03.
Figura 03. EEEFS com a linha de recalque ao tanque de equalização de Lodo EEEFS
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3. Origem do conhecimento
Foram utilizadas diversas fontes de conhecimento para incorporar as ações implantadas no projeto, tais como:
Interna (na Organização Odebrecht): ponderações, conhecimento e observação dos operadores da ETE, conhecimento de processo, gestão de custos e, além de constante insatisfação para obter resultados cada vez maiores e melhores para o Cliente, aliando gestão eficiente dos recursos disponíveis e entrega qualificada.
Externa: literatura técnica, como dissertações de mestrado e trabalho finais, artigos técnicos de empresas de soluções para tratamento de esgoto.
METODOLOGIA
4. Descrição
Conforme manual da ETE, a carga orgânica máxima de tratamento é de 7876 kg DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) por dia. De posse desse número, foi realizado cálculo para avaliar qual a situação atual da carga afluente proveniente do esgoto coletado.
O objetivo dessa avaliação era verificar se a estação possui capacidade para tratar efluente de fossa séptica, sem prejudicar seu funcionamento.
De forma a possibilitar a comparação entre a CO do esgoto coletado e da fossa séptica, foi determinado que a unidade comum fosse kg DQO/dia devido à presença de série histórica e facilidade de análise. Para isso foi considerada a relação de 50% entre DBO e DQO.
Um caminhão que despeja dejetos de fossa séptica na ETE da Sede Municipal possui até 10m³ e seu tempo de despejo é de 10 minutos. A partir dessa informação verificou-se a necessidade de avaliar qual o limite de CO instantânea afluente à ETE, uma vez que uma concentração elevada na entrada da estação em um curto período poderia provocar um desequilíbrio no meio biológico.
Na Tabela 01, é demonstrado o cálculo de Controle de Carga para os despejos provenientes de fossa séptica. A carga máxima mencionada abaixo foi extraída do Manual de Operação da ETE da Sede Municipal, ou seja, dados de projeto da estação. A relação DBO/DQO foi determinada com embasamento histórico, procedimentos realizados em laboratório. Com isso, foi
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transformada a carga de projeto de DBO (Manual de Operação) para DQO, devido a simplicidade do procedimento e agilidade de divulgação dos resultados, expressado em no máximo 3 horas, em quanto a DBO leva 5 dias para obtenção dos resultados, conforme metodologia.
Tabela 01 - Controle de carga
Parâmetro Valor Unidade
Carga máxima DBO 7876 Kg DBO/dia
Relação DBO/DQO 50%
Carga máxima DQO
11814 Kg DQO/dia 492,25 Kg DQO/h
8,2 Kg DQO/min
De posse da capacidade máxima da estação, foi avaliada a carga instantânea proveniente do efluente doméstico. Conforme observado na tabela 02, o efluente doméstico corresponde a 68%
da capacidade de tratamento da ETE da Sede municipal, restando 32% de carga ociosa.
Tabela 02 – Cálculo de Carga de DQO Instantânea
Parâmetro Valor Unidade
Carga média esgoto doméstico 400 mg/L Volume médio tratado 20000 m³/dia Carga de DQO do esgoto
doméstico 8000 Kg DQO/dia
Carga de DQO instantânea 333,33 Kg DQO/h
Portanto, com base nas considerações supracitadas, e ponderando um coeficiente de segurança de 30%, a carga restante disponibilizada para os efluentes de fossa séptica é de 111,24 Kg DQO/h. Considerando que os caminhões limpa fossa possuem um volume de reservação de 10 m³, e que o tempo de descarte estabelecido é de 1 hora, determinou-se que a concentração máxima de DQO no efluente de fossa séptica é de 11.100 mg/L.
Tabela 03 – Cálculo da Carga Máxima disponibilizada para Efluentes de Fossa Séptica
Parâmetro Valor Unidade
Carga restante para limpa fossa 3814 Kg DQO/dia 158,92 Kg DQO/h Coeficiente de segurança 30%
Carga disponibilizada 111,24 Kg DQO/h Volume máximo limpa fossa 10 m³
Carga máxima disponibilizada
(mg/L) 11124,17 mg/L
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5. Composição das equipes
A mão de obra demandada para implantação do projeto ora em foco foi a equipe técnica explicitada e quantificada abaixo:
6. Equipamentos, insumos e instalações envolvidas
Tabela 04 – Descrição dos Equipamentos, insumos e instalações envolvidas Operadores
(Técnicos em Química)
Sugestões de projeto
Levantamento de dados
Realização de análise laboratorial
Operação do sistema
Analista (Graduado em
Química)
Sugestões de projeto
Tratamento de dados
Orçamento
Acompanhamento das atividades de
operação
Jovem Parceiro (Engenheiros)
Sugestões de projeto
Estudo de viabilidade
Estruturação do projeto
Elaboração de contrato
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7. Problemas observados
Durante o comissionamento do projeto foram identificadas algumas necessidades de melhorias no sistema, o que já era esperado por se tratar de um reaproveitamento da linha de recalque existente no sistema de desidratação do Geotube. Com a substituição da bomba existente por outra de vazão maior e m.c.a (metros de coluna d’água) mais elevado, devido a necessidade de encaminhar o efluente para um local mais distante, foram identificados vazamentos na rede, o que foi prontamente atendido pela equipe de Manutenção de Redes da OA de Cachoeiro.
8. Desenhos, esquemas, quadros e tabelas
Figura 04 – Projeto básico
9. Custos incorridos
Tabela 05 - Custos incorridos sobre materiais e mão de obra contratada
Item Descrição Fornecedor Custo
1
Desmontagem de Registros (Área do Geotube) + montagem da tubulação até o tanque de equalização
MQS R$ 1.714,15
2
1 (uma) grade 1000 mm x 500 mm espaçamento de 10 mm, 1 (uma) grade 1000 mm x 500mm espaçamento de 20 mm
MQS R$ 1.030,00
3 Obra estrutural Dakota R$ 4.000,00
4 Base para despejo de detritos Dakota R$ 1.300,00 5
EJ 20 B STD 220V DIAMETRO DO ROTOR:
164MM, PEDESTAL DN75/80 SCAV-B-TUB2 B, MANILHA 5/16 RETA AISI304
Sulzer R$ 3.101,31
6 Material e mão de obra para adequação da bomba
na elevatória J Mastella R$ 1.660,00
7 Material para a tubulação OA R$ 400,00
R$ 13.205,46 Total
13/20 Tabela 06 - Composição dos integrantes e custos incorridos sobre mão de obra trabalhada
10. Produtividades alcançadas
Com a implantação da EEEFS na área interna da ETE da Sede Municipal, é possível atender maior demanda para este tipo de efluente, sendo estendido em 2 (duas) horas/dia o atendimento aos parceiros que realizam esta atividade. O operador de tratamento, responsável por acompanhar o despejo do “caminhão limpa fossa”, pode detectar instantaneamente uma eventual falha no sistema, devido a sua simplicidade e visualidade, aumentando a eficiência do processo.
Com a nova concepção (o efluente de fossa séptica é descarregado diretamente no tanque de equalização de lodo, parte final do processo de tratamento na estação) podemos autorizar o despejo com CO mais elevadas, pois não acarretará problemas na estação. Com isso, podemos buscar novamente a parceria com empresas que trabalham especificamente com a locação de banheiros químicos, que na concepção anterior, era expressamente proibida o despejo para este efluente, devido a altíssima CO e Condutividade Elétrica (presença de sais).
Outro fator determinante, é poder extinguir qualquer fonte de mau cheiro proveniente de caminhões limpa fossa no momento do despejo, dando um retorno satisfatório e favorável ao cliente vizinho a Estação da Sede Municipal.
11. Resultados obtidos Resultados da Etapa 01:
Na Figura 05, verifica-se que, em 2012, 23% dos despejos tiveram CO acima da capacidade instantânea de tratamento da ETE, o que mostra o alto grau de CO desse tipo de efluente.
Nos primeiros seis meses de 2012, o percentual médio de despejo acima do limite foi de 32%, atingindo até 45% em abril. De forma a solucionar essa irregularidade, foi limitado para empresas que despejam os detritos o valor de DQO (em mg/l) por caminhão.
Especialidade Quantidade Horas Trabalhadas Engenheiro Sanitarista e Ambiental 1 20
Engenheiro Químico 1 10
Analista 1 50
Operador de ETE 2 30
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Com o procedimento aplicado em julho de 2012 obteve-se redução de 69% (de 32% para 10%) no despejo acima do limite, chegando a zero nos meses de outubro e dezembro. Isso trouxe diversos benefícios para a qualidade no tratamento.
No entanto, verifica-se que houve uma redução de 33% (de 42 para 28) no número de despejos médio na estação, o que representou redução de receita bruta, uma vez que o valor praticado para recebimento desses era de R$ 77,20.
Figura 05 - Número de caminhões recebidos por mês
Ao avaliar o custo médio com tratamento, conforme dados históricos da ETE, e a CO despejada, pode-se gerar um quadro comparativo entre a arrecadação, o custo para tratamento e o lucro real obtido.
Na Figura 06, verifica-se que no primeiro semestre de 2012 houve arrecadação média maior que no segundo, devido ao maior número de caminhões despejados. Porém, o custo de tratamento também é superior, podendo ser comprovado no comparativo entre os meses de janeiro e julho que tiveram, respectivamente, 45 e 47 lançamentos, porém, o custo total de tratamento do segundo foi 14% menor.
Comparando a média de custo por caminhão entre os dois semestres de 2012, verifica-se que no primeiro a ETE da Sede gastou no tratamento R$ 31,12 por caminhão despejado, enquanto que no segundo R$ 25,63, uma redução de 18%. Isso representou um aumento no lucro médio por caminhão de 12%, passando de R$ 46,04 para R$ 51,57.
10 13 14 13 12 15
5 10
4
0 1 0
45
33 52
29 52
42 47
34 24
37
19 10 22%
39%
27%
45%
23%
36%
11%
29%
17%
0%
5%
0%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
35%
40%
45%
50%
0 10 20 30 40 50 60
Quantidade
Mês
Número de caminhões recebidos
N° de caminhões acima do limite N° total de caminhões % total
15/20 Figura 06 - Arrecadação x Custo em 2012
Com essa nova concepção para o recebimento de "caminhões limpa fossa", ficou evidente o aumento no lucro, a partir de julho 2012. A Figura 07 demonstra um comparativo entre o lucro máximo (menor custo de tratamento) e lucro mínimo (maior custo com tratamento). Observa-se que antes da implantação do projeto (janeiro a julho de 2012) o lucro mínimo foi em média R$
6,00 por mês, ou seja, considerando o valor cobrado de R$ 77,20 por caminhão, o custo para o tratamento deste era em média R$ 71,20, chegando a R$ 76,81 no mês de abril de 2012. Em contrapartida, a partir de agosto o lucro mínimo teve um acréscimo de 570%, ou seja, nenhum caminhão teve um custo superior a R$ 43,00.
Figura 07 - Lucro máximo e mínimo R$3.474,00
R$2.547,60 R$4.014,40
R$2.238,80 R$4.014,40
R$3.242,40 R$3.628,40
R$2.624,80 R$1.852,80
R$2.856,40
R$1.466,80 R$772,00 R$2.013,32
R$1.351,86 R$2.528,90
R$1.528,22 R$2.813,47
R$1.413,46 R$2.366,37
R$1.110,66 R$975,24
R$2.480,85
R$1.187,25 R$646,00
R$- R$500,00 R$1.000,00 R$1.500,00 R$2.000,00 R$2.500,00 R$3.000,00 R$3.500,00 R$4.000,00 R$4.500,00
jan/12 fev/12 mar/12 abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 out/12 nov/12 dez/12
Valor (R$)
Mês
Arrecadação x Custo em 2012 (R$)
Arrecadaçã o Custo
R$75,12 R$73,07 R$75,71 R$76,58 R$76,59 R$75,31 R$73,11 R$75,77 R$76,16 R$75,62 R$76,15 R$75,59 R$75,16
R$6,77
R$0,95 R$5,16 R$12,64
R$6,77 R$0,39
R$9,31 R$27,43
R$16,95
R$40,44 R$41,14 R$45,09
R$8,68 R$-
R$10,00 R$20,00 R$30,00 R$40,00 R$50,00 R$60,00 R$70,00 R$80,00 R$90,00
R$
Mês
Lucro máximo e mínimo em 2012
R$
máximo
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Contudo, ainda que satisfatórios, esses resultados poderiam ser aperfeiçoados com o atendimento melhor às empresas parceiras de despejo de detritos, que com a limitação de carga afluente, passaram a despejar alguns detritos em aterro sanitário na Grande Vitória.
Resultados da Etapa 02:
Com a implantação da EEEFS em maio de 2014, o custo com tratamento desse tipo de efluente foi reduzido em pelo menos 30%, passando de R$ 0,47 para R$ 0,15 por Kg de DQO, uma vez que o efluente não passará pelo processo de tratamento nos tanques biológicos, evitando o consumo de energia na aeração, bombeamento do excedente de lodo e remoção mecanizada de areia.
A implantação da EEEFS, obtivemos um aumento significativo na procura pelo serviço, estreitando a parceria com as empresas que trabalham neste segmento, o que é comprovado na Figura 08.
Figura 08 - Nº de Caminhões recebidos em 2014
Portanto, considerando que o processo de tratamento não é prejudicado, o limite de carga para recebimento de efluente de fossa foi extinto (voltando à condição do primeiro semestre de 2012), que o valor cobrado passou a ser de R$ 106,00 por caminhão (preço com base na média histórica do custo de tratamento) e o custo para tratamento do efluente é de R$ 0,15 Kg de DQO, a partir de maio houve um acréscimo na arrecadação e o custo manteve-se estável, proporcionando lucros cada vez maiores, o que mostra a efetividade do projeto.
16
11
19 19 19
25
29
0 5 10 15 20 25 30 35
jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14
Número de caminhões recebidos
Nº de Caminhões
17/20 Figura 09 – Arrecadação e custo em 2014
Do ponto de vista financeiro, a Figura 10 apresenta o fluxo de caixa do projeto com investimento de R$ 13.205,46, arrecadação bruta anual de R$ 35.616,00 (considerando média de recebimento de 28 caminhões por mês), considerando o custo de R$ 0,15 Kg de DQO e o custo com crescente com manutenção (Manutenção preditiva, preventiva e corretiva). Portanto o payback do projeto é inferior a um ano.
Figura 10 – PAYBACK Projeto de Tratamento de Efluentes de Fossa Séptica ODEBRECHT AMBIENTAL - UNIDADE CACHOEIRO
ANÁLISE DO INVESTIMENTO PARA PROJETO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES DE FOSSA SÉPTICA
Custo do Capital: 12,70% a.a.
Investimento Arrecadação bruta anual
Custo anual com tratamento
Custo com manutenções
Fluxo de Caixa Líquido
0 (13.205,46) - (13.205,46) (13.205,46) (13.205,46)
1 - 35.616,00 (6.310,08) 1.000,00 30.305,92 26.890,79 13.685,33 2 - 37.396,80 (6.625,58) 1.050,00 31.821,22 25.053,53 38.738,86 3 - 39.266,64 (6.956,86) 1.102,50 33.412,28 23.341,80 62.080,66 4 - 41.229,97 (7.304,71) 1.157,63 35.082,89 21.747,02 83.827,68 5 - 43.291,47 (7.669,94) 1.215,51 36.837,04 20.261,20 104.088,87 6 - 45.456,04 (8.053,44) 1.276,28 38.678,89 18.876,89 122.965,76 7 - 47.728,85 (8.456,11) 1.340,10 40.612,83 17.587,17 140.552,93 8 - 50.115,29 (8.878,92) 1.407,10 42.643,47 16.385,56 156.938,49
1 Ano
PREMISSAS:
1) Considerado custo atual de capital do acionista.
2) Não considerado custos de depreciação.
Retorno do Investimento Ano
Fluxo de Caixa (Custos)
VP Fluxo de Caixa Líquido Saldo
PAYBACK DESCONTADO
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Com essa nova concepção para o recebimento de “caminhões limpa fossa”, obteve-se os seguintes resultados:
Atendimento melhor aos Clientes do entorno da ETE. Na Figura 11, é apresentado o número de reclamações de mau cheiro na ETE da Sede Municipal, ficando evidente a redução comparada ao ano de 2012.
Figura 11 – Número de reclamações de mau cheiro na ETE da Sede Municipal
Melhor qualidade no tratamento do efluente;
Aumento do lucro médio por caminhão;
Diminuição do custo médio de tratamento.
12. Áreas de aplicação
A EEEFS poderá será implantada em qualquer Unidade da Odebrecht Ambiental, onde houver um cenário similar ao apresentado neste trabalho, aplicando o despejo proveniente de fossas sépticas em local específico, que não comprometa negativamente no processo de tratamento de esgoto.
Devido a simplicidade de implantação e o baixo custo quando comparado ao alto benefício, essa solução pode ser replicada em locais onde possuem circunvizinhanças a estação.
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FOTOGRAFIAS
Figura 12 – Gradeamento da EEEFS
Figura 13 – Registro de manobra da linha de recalque
20/20 Figura 14– Linha de recalque até o tanque de equalização de lodo