P3 - PROVA DE QUÍMICA GERAL - 22/06/13
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Nº de Matrícula: GABARITO Turma:
Assinatura:
Questão Valor Grau Revisão
1a 2,5
2a 2,5
3a 2,5
4a 2,5
Total 10,0
Dados gerais:
G = H - TS
G = - n F E
G = Go + RT ln Q
nF lnQ ΔE RT
ΔE
RT - E A ln k ln
T 1 T
1 R
H K
lnK
kt [A]
ln [A]
ln
[A] kt 1 [A]
1
kt [A]
[A]
a 2 1 1
2
0 0 0
F = 96500 C mol-1 1 C V = 1 J
R = 8,314 J mol-1 K-1 = 0,0821 atm L K-1 mol-1 PV = nRT
1 atm = 760 mm Hg 273,15 K = 0 °C lnQ = 2,303 log Q
1 Questão
O tricloreto de fósforo, PCl3, é matéria-prima na produção de sabões, detergentes, plásticos e inseticidas. Este composto apresenta efeitos nocivos à saúde. Sua vaporização ocorre conforme a equação abaixo:
PCl3(l) PCl3(g) a) Calcule a temperatura de ebulição do PCl3,em °C.
b) Calcule a variação de energia livre padrão, Go, de vaporização do PCl3, a 25 oC e a 100 oC.
c) Esboce um gráfico da energia livre padrão, Go,versus temperatura,usando os dados do item “b” e indicando a temperatura a partir da qual a vaporização do PCl3(l) se torna espontânea. Justifique.
d) Calcule a variação da entropia de vaporização, ∆S, de 0,500 mg de PCl3 (l).
e) Calcule a energia livre, G, antes de atingir o equilíbrio, a 25 °C, quando a pressão total do sistema for 0,500 atm.
Dados, a 25 °C.
Substância Hof (kJ mol-1) S°(J K-1 mol-1) PCl3(l) -319,7 217,1
PCl3(g) - 287,0 311,7 M (PCl3) = 137,33 g mol-1
Considere que ∆H° e ∆S° não variam nesta faixa de temperatura.
T = ∆H0 /∆S0
∆S0 = 311,7 – 217,1 = 94,6 J mol-1 K-1
∆H0 = - 287,0 + 319,7 = 32,7 kJ mol-1 T = 32,7 x 103 / 94,6 = 346 K= 73 0C b) Go) vap do PCl3(l) , a 25oC e a 100 oC A 25 oC
∆G° = ∆H° - T∆S° = 32,7 - 298 x 94,6 x 10-3 = 32,7 – 28,2 = 4,5 kJ mol-1 A 100 oC
∆G° = ∆H° - T∆S° = 32,7 - 373 x 94,6 x 10-3 = 32,7 – 35,3 = -2,6 kJ mol-1 c)
Justificativa:
Sendo Go = Ho - TSo.
Se Go < 0, reação espontânea
Ho - TSo < 0 Ho < TSo
T >Ho/So T >346K T > 730C
d) n = 0,500 x 10-3/ 137,5 = 3,64 x 10-6 mol 1 mol _____ 94,6
3,64 x 10-6 mol _____ 3,44 x 10-4 JK-1 e) ∆ G = ∆ G0 + RTln Q
Q = p PCl3 = 0,500
∆ G = 4,5 x 103 + 8,314 x 298 ln 0,500 = 4,5 x 103 - 2,48 x 103 x 0,693 = 4,5 x 103 -1,72 x 103 = 2,8 x 10-3 J = 2,8 kJ
2 Questão
Considere a reação de decomposição da água.
H2O(l) H2(g) + 12O2(g)
a) Calcule a energia livre padrão, ΔGo, e o valor da constante de equilíbrio, Kp, a 25 °C.
b) Comente sobre a relação entre as quantidades de reagentes e produtos do sistema no equilíbrio, a 25 °C.
c) Calcule a temperatura na qual a constante de equilíbrio da reação, Kp, é 2,5 x 10-36. d) Compare a decomposição da água, a 25 °C e na temperatura calculada no item “c”, justificando.
Dados termodinâmicos, a 25 °C.
Substância Hof (kJ mol-1) So (J K-1 mol-1)
H2(g) 0,0 130,6
O2(g) 0,0 205,1
H2O(l) -285,8 69,9
Considere que ∆H° e ∆S° não variam nesta faixa de temperatura.
a) O valor de ΔGo deve ser calculado por ΔGo = ΔHo - TΔSo ΔHo = [ΔHof (H2(g))+ 1/2ΔHof (O2(g))] – [ΔHof (H2O(l))]
ΔHo = [(0,0) + 1/2(0,0)] – [(-285,8)]
ΔHo = 285,8 kJ
ΔSo = [So(H2(g))+ 1/2So(O2(g))] – [So(H2O(l))]
ΔSo = [(130,6) + 1/2(205,1)] – [(69,9)]
ΔSo = [130,6 + 102,5] – [69,9]
ΔSo = 163,2 J
ΔGo = 285,8 – 298 (163,2 x 10-3) ΔGo = 285,8 – 48,6 = 237,2 kJ ΔGo = -RT lnKp
Kp = e(-ΔGo/RT) = e(-237,2/2,48)
= e(-95,6) = 3,0 x 10-42
b) Nesta temperatura, o valor de Kp é pequeno indicando que a quantidade de produtos é baixa em relação aos reagentes, ou seja, quase nada de água se decompõe.
c) ln (K2/K1) = (H/R) [(1/T1) – (1/T2)]
ln 2,5 x 10-36 / 3,0 x 10-42 = (285800/8,3145) [(1/298) – (1/T2)]
ln 8,3 x 105 = (34374) [(1/298) – (1/T2)]
T2 = 338 K ou 65oC Ou
ΔGo = ΔHo - TΔSo -RT ln K = ΔHo - TΔSo -RT ln K + TΔSo = ΔHo T (-R ln K + ΔSo) = ΔHo T = ΔHo / ΔSo - R ln K
T = 285800 / [(163,2) – (8,3145) x ln 2,5 x 10-36] T = 285800 / (163,2 + 681,6)
T = 338 K ou 65 oC
d) Comparando-se o valor de Kp a 25oC (3,0 x 10-42) e o valor de Kp a 65oC (2,5 x 10-36), conclui-se que a medida que a temperatura é aumentada a quantidade de produtos formada cresce, ou seja, a decomposição da água ocorre em maior extensão.
Para um medicamento ser eficiente, seus níveis na corrente sanguínea devem ser mantidos por um período de tempo. Muitos medicamentos, como os descritos abaixo, se decompõem no sangue através de reações de primeira ordem.
a) Dois comprimidos de aspirina contêm, ao todo, 0,60 g do composto ativo, o ácido acetilsalicílico, C9H8O4. Após 30 min da ingestão, este composto atinge a concentração máxima de 2,0 mg por 100 mL de sangue. Calcule a concentração de C9H8O4 no sangue, em mg por 100 mL, 2,5 h após ter sido atingido o máximo de concentração da etapa anterior, sabendo que o tempo de meia-vida da decomposição, no sangue, é de 90 min.
b) Um determinado antibiótico é acondicionado como pó. Para usá-lo, é necessário preparar uma suspensão em água. A bula recomenda mantê-la sob refrigeração e descartá-la após 14 dias do preparo. Explique as duas recomendações do fabricante em termos cinéticos.
c) A decomposição de outro antibiótico no corpo humano, com a temperatura normal (37,0 oC), tem uma constante de velocidade, k, igual a 3,1 x 10-5 s-1, enquanto que, para uma pessoa com febre (39,0 oC), o valor de k é igual a 3,9 x 10-5 s-1. Sabendo que uma pessoa com febre deve tomar um segundo comprimido quando 2/3 do primeiro tiver sido decomposto, calcule quanto tempo, em horas, ela deve esperar para tomar o segundo comprimido, considerando que a temperatura se mantém constante.
d) Calcule a energia de ativação, Ea, para a decomposição do antibiótico do item “c”.
a) 12 7,7x10 3min1 min
90 0,693 k
0,693
t
1ª ordem
ln[A]t = ln[A]0 – kt ln[A]t = ln
100mL 2,0mg
- 7,7 x 10-3 min-1 x 150 min [A]t =0,63 mg/100 mL
b) O princípio ativo do antibiótico se degrada com o tempo. Neste caso, 2 semanas é o tempo que ele se decompõe. A refrigeração diminui a velocidade da reação, aumentando a vida útil do medicamento.
c) 1ª ordem ln[A]t = ln[A]0 – kt
Rearranjando:
ln kt
[A]
[A]
0 t
ln3
1= -3,9 x 10-5 s-1. t t = 7,8h
d) RT
-E A ln k
ln a
Para duas temperaturas:
2 1 a 1 2
T 1 T
1 R E k lnk
312,2 1 310,2
1 8,314
E 10
x 3,1
10 x
ln 3,9 -5 a
-5
Ea = 9,6 x 104 J mol-1 ou
96 kJ mol-1
Considere a célula eletroquímica formada por um catodo de tálio e um anodo de índio, a 25 oC, cujas equações de redução e respectivos potenciais-padrão, nesta temperatura, estão apresentados abaixo:
Tl+(aq) + e- Tl (s) Eo = - 0,34 V In3+(aq) + 3e- In(s) Eo = - 0,34 V
a) Calcule o potencial, E, da célula formada, quando as concentrações dos íons Tl+ e In3+ forem, cada uma delas, iguais a 0,500 mol L-1.
b) Calcule a energia livre, G, nas condições do item “a” e diga se esta célula é espontânea, não espontânea ou está no equilíbrio.
c) Sabendo que uma pilha alcalina tem uma diferença de potencial igual a 1,3 V, discuta se a célula eletroquímica do item “a” é viável para a produção de trabalho útil.
d) Considere outra célula eletroquímica formada por esses mesmos eletrodos, sendo a concentração de Tl+ igual a 0,200 mol L-1. Mostre, com cálculos, qual deve ser a concentração máxima de In3+, a partir da qual essa célula se torne galvânica.
a)
catodo (redução) : 3Tl+(aq) + 3 e 3Tl(s) Eored = -0,34 V anodo (oxidação): In(s) In3+(aq) + 3 e Eooxi = +0,34 V oxirredução: 3Tl+(aq) + In(s) 3Tl(s) + In3+(aq) Eo = 0,00 V
b)
>0 Não espontânea
c) Para uma célula eletroquímica ser viável, é preciso que G < 0. Portanto, a célula do item “a” não é viável para a produção de trabalho útil.
d) para célula ser galvânica: G < 0, logo E > 0:
Como [Tl+] = 0,200 mol L-1:
A concentração de In3+, a partir da qual a célula será espontânea, será de 8,00 x 10-3 mol L-1.