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Rev. Bras. Enferm. vol.44 número1

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Academic year: 2018

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R E S U MOS D E T E S E S

N íV E L D E ADAPTAÇÃO DO OSTOM I ZADO ABORDAG E M D O MOD ÊlO D E CAl L lSTA ROV

-U N I-R I-RJ - Maria Eurideia da Costa - TES E DE LlVR EDOC Ê N C I A -

1 99 1

A adaptação do ostom izado à sociedade t e m s ido e nfatizada p e l o profiss ional e n ferm e i ro, ao percebe r q u e esse cliente necessita de orientação no deco rrer de sua vida. A problemática ini­ c ia-se com o fenômeno v ivenciado, d e corrente d a interrupção das d ejeções pelo trajeto fisiológi­ co, levando a distúrbios de ordem trsicopsicossocial, s u rg idos d a alte ração da auto-imagem e dos hábitos das eliminaçõe s , através da parede abdom i nal. N a tentativa d e averiguar a adaptação do o stom izado, realizou-se um estudo no "C l u b e dos Colostom izados" do Hospita l G e ral d e Fortale­ z a-Ceará. Selecionaram- s e dois g rupos, sendo que u m g r u po de 30 clientes iniciantes , enquanto q u e o outro constava de 30 c liente s pe rte ncentes ao clube há mais d e u m ano. Utilizou-se como refe rencial teó rico a T eoria d e Adaptação de C a l li sta Roy, considerando os pres s upo stos bás icos d e que o i n d i vrd uo é u m ser biopsicossocial, está em con stante interação com o meio e é pas s rvel d e adaptação, mesmo em s ituações d e doenças que ge ram tensões e deseq u ilfbrios de ordem fi­ s icopsicossocial. Os res u ltados levam a conc l u i r que e x i ste no cliente ostomizado u m desaj uste q u anto aos aspecto trs i co, ps icológico e social e sua adaptação é um p roce sso g radual. O C lube dos Colostom izados foi considerado por u m dos g ru po s , de grande valia e m re lição à orientação por pa rte dos p rofi ssiona i s , res saltando-se a aq u i sição d e bolsas pelo c l ube; entretanto, a con­ v i vência com outras pessoas é destaq ue da maioria. Apesar do C l u be te r sido bastante enfatiza­ do, entretanto, em relação a adaptação à p rópria ostom ia, à bolsa e ao auto-c u idado, os dois g ru ­ pos n ã o estão ainda adaptado s , ou seja, e m relação a adaptação às neces sidades p s i cos socia i s , seg undo o modelo de Roy.

ENDEREÇO: R u a I Idefonso A lbano, nQ 483 - B l . 3 I A ptQ 306 P raia de I racema - Forta leza-C E - C E P : 6 0 . 1 1 5

ES PAÇO - PODER E S A Ú D E - A R E FO R MA D E CAR LOS C H AG A S - Maria José dos

Santos Rossi - U N I-RIO-RJ - T E S E D E LIVRE DOCÊNCIA -

1 99 1

O p resente trabal ho refe re-se à utiliz ação d e u m i n stru mental teó rico u sado por Michel Fou­ cau lt para a análise d a R e fo rma C arlos C hagas. Situando o autor h i sto ricamente no seu contexto, e anal isando a sociedade b rasileira dos anos 20, pudemos traçar uma estratégia d e análise do tema. Esta organização s e d á através de uma té cnica polrtica - a disciplina - q u e tem como obje­ tivo faze r com q u e tanto o e s paço Hs ico como o e s paço Hs ico como o e spaço social sejam esq ua­ d rinhados para que o pod e r se espalhe pela sociedade . Foi através do dec reto legislativo nQ 3987 d e janeiro d e 1 920 e d o d e c reto nQ 1 1 354 d e setemb ro do mesmo ano que Ca rlos C hagas c riou o Departamento Nacional de Saúde P ú blica. E ste De partamento se constituiu na estratég ia utilizada por Ca rlos C hagas pa ra d i s ciplinar a sociedade b ra s i leira, em es pecial a capital da República, a c idade d o R i o de Janei ro , visando criar uma "con sciência sanitária". A disciplina d a sociedade e stava d i retamente l igada à d e s ce ntralização d o poder, através d e uma red e de m i c ro pode res q u e era exercida por um v e rdadeiro "exé rcito" de d i retore s , ins petores'l,todos médicos investidos em autoridade san itária, e nfermeiros, func ionários subalternos e vis itadoras . Esse "exérc ito" fa­ z ia cumprir o reg u lamento sanitário, estabe lecendo um dg ido s i stema de normas e de pu nições para todo s o s indivrduos, todas as famflias, enfim para todos os g ru pos. Apesar de e star fil iada à Medicina P reventiva - a R efo rma Ca rlos C hagas não con s e g u i u e stabelecr uma nova orientação paradigmática para se tornar hegemôn i ca e m relação à med icina cu rativa tradicional. Assim mes­ mo, a R efo rma po ssue uma certa ambig u id ad e porq u e , se de u m lado estava presa ao pensamento liberal defendendo o acesso de todas as pessoas ao estado de h igidez, de outro lado, impunha as normas san itárias para q u e a popu lação obede cesse as reg ras sanitárias e adquirisse o u conser­ vasse aquele estado de h igidez , mas não pos s i b ilitou à popu lação uma participação polrtica con­ d izente com aquele es prrito liberal. P rocedeu-se então à - medical izaçãó da vida - e da socieda­ de.

ENDEREÇO: UNB - Colina - Bl. D I Apf- 35 - BrasOia-DF - CEP: 70.91 9

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