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Metodologia. Por que formular um problema?

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Academic year: 2022

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Metodologia

• Por que formular um problema?

(3)

Metodologia

• Razões de ordem prática ou de ordem intelectual;

• Inúmeras razões de ordem prática podem conduzir à formulação de problemas;

• Resposta seja importante para subsidiar determinada ação;

(4)

Metodologia

• Avaliação de certas ações ou programas – recuperação de adictos;

• Predição de acontecimentos para adequação do planejamento;

• Programas de iniciação científica;

(5)

Metodologia

• Áreas já exploradas para refinamento dos conhecimentos acumulados;

• Testes de Teorias;

• Valores sociais do pesquisador e incentivos sociais;

(6)

Como formular um problema?

Complexidade da questão

• Não é tarefa fácil;

• Não se faz de maneira sistemática e rígida;

• Algumas condições facilitam esta tarefa:

(7)

• 1) imersão sistemática no objeto;

• 2) estudo de bibliografia existente;

• 3) discussão com pessoas que acumulam experiência prática no campo de estudo;

Como formular um problema?

Complexidade da questão

(8)

• A experiência acumulada facilita o desenvolvimento de outras regras práticas para a formulação de problemas científicos;

Como formular um problema?

Complexidade da questão

(9)

• A) o problema deve ser formulado como pergunta;

• B) o problema deve ser claro e preciso;

• C) o problema deve ser empírico;

Como formular um problema?

Complexidade da questão

(10)

• D) o problema deve ser suscetível de solução;

• E) o problema deve ser delimitado a uma dimensão viável;

Não queira se ocupar de algo maior do que sua capacidade operacional (recursos humanos e materiais)

Como formular um problema?

Complexidade da questão

(11)

• Muitas vezes o problema proposto não se ajusta a essas regras. O que fazer então?

• Proceder sua reformulação ou esclarecimento;

• Realização de um estudo exploratório;

Como formular um problema?

Complexidade da questão

(12)

O problema deve ser formulado como pergunta

• Esta é a maneira mais fácil e direta de formular um problema.

• Facilita sua identificação por parte de quem consulta o projeto ou o relatório da pesquisa.

Exemplo:

- Vou pesquisar o divórcio.

- Que fatores provocam o divórcio?

- Qual o perfil da pessoa que se divorcia?

(13)

O problema deve ser formulado como pergunta

• A pesquisa se inicia pela escolha do tema, que por si só não constitui um problema.

• Ao formular perguntas sobre o tema, provoca- se sua problematização.

Vide exemplo anterior:

- Vou pesquisar o divórcio (TEMA).

- Que fatores provocam o divórcio?

- Qual o perfil da pessoa que se divorcia?

(14)

O problema deve ser claro e preciso

• Um problema não pode ser solucionado se não for apresentado de maneira clara e precisa.

• Problemas desestruturados, vagos, amplos em demasia não permitem nem mesmo como imaginar o início de sua solução.

(15)

O problema deve ser claro e preciso

• Problemas desestruturados, vagos, amplos em demasia não permitem nem mesmo como imaginar o início de sua solução. Exemplo:

- Como funciona a mente?

- Que mecanismos psicológicos podem ser identificados no processo de memorização?

(16)

O problema deve ser claro e preciso

• Em alguns casos surgem termos definidos de forma não adequada, tornando o problema carente de clareza. Exemplo:

- Os cavalos possuem inteligência?

a resposta a esta questão depende de como se define inteligência.

(17)

O problema deve ser claro e preciso

• Alguns problemas se tornam sem solução por usarem linguagem cotidiana, com terminologia ambígua.

- A terminologia não pode ser ambígua.

- Área do conhecimento: Humanas, Biológicas e Exatas. Tente definir em cada uma o termo católico.

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O problema deve ser empírico

• Problemas científicos não devem se referir à valores subjetivos;

• Valores subjetivos conduzem a julgamentos morais;

• O estudo de valores deve ser objetivo, tratando estes como “fatos” ou “coisas”.

(19)

O problema deve ser suscetível de solução

• O problema pode ser claro, preciso e referir-se a conceitos empíricos, porém não se tem idéia de como seria possível a coleta de dados.

Exemplo:

- “Ligando-se o nervo óptico às áreas auditivas do cérebro, as visões serão sentidas auditivamente?”

(20)

O problema deve ser suscetível de solução

- “Ligando-se o nervo óptico às áreas auditivas do cérebro, as visões serão sentidas auditivamente?”

• Necessário um grande avanço da neurociência para resolver esta questão.

(21)

O problema deve ser suscetível de solução

Para formular adequadamente um problema, é preciso ter o domínio da tecnologia necessária a sua solução. Caso contrário, o melhor será proceder a uma investigação acerca das técnicas de pesquisa necessárias para isso.

(22)

O problema deve ser delimitado a uma dimensão viável

Problemas no início são formulados de maneira ampla e requerem algum tipo de delimitação.

Exemplo:

- Em que pensam os jovens? – é necessário delimitar a população de jovens de acordo com a faixa etária, localidade abrangida, perfil sócio- econômico, assunto correlacionado, etc...

A delimitação do problema guarda estreita relação com os meios disponíveis para a investigação.

(23)

Exercício

• 1) Classifique os problemas a seguir segundo:

problemas científicos (C), de valor (V) ou de engenharia (E):

(24)

Exercício

a) ( ) O que determina o interesse dos psicólogos brasileiros pela orientação psicanalítica?

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Exercício

b) ( ) Que fatores estão associados à intenção de voto em candidatos conservadores?

c) ( ) Qual a melhor técnica psicoterápica?

d) ( ) Qual o procedimento mais prático para armazenamento de milho em pequenas propriedades rurais?

(26)

Exercício

e) ( ) é lícito fazer experiências com seres humanos?

f) ( ) Corintianos podem ser considerados como pessoas inteligentes?

(27)

Hipóteses

Após elaborar o problema, é necessário oferecer agora uma solução possível, mediante uma preposição, ou seja, uma expressão verbal suscetível de ser declarada verdadeira ou falsa.

(28)

Hipóteses

A hipótese nada mais é do que a preposição testável que pode vir a ser a solução do problema.

Como saber se a hipótese é verdadeira ou falsa?

(29)

Classificação de hipóteses

Casuística: se referem a algo que ocorre em determinado caso; afirmam que um objeto, uma pessoa ou fato específico tem determinada característica. Exemplo: Moisés era egípcio ou judeu?

Como saber se a hipótese é verdadeira ou falsa?

(30)

Classificação de hipóteses

Frequência de acontecimentos: comum em pesquisas sociais, antecipam que determinada característica ocorre em maior ou menor frequência em determinado grupo, sociedade ou cultura. Exemplo:

hipótese de que em Tatuí é elevado o número de alunos universitários que tocam algum instrumento musical.

Como saber se a hipótese é verdadeira ou falsa?

(31)

Classificação de hipóteses

Relação de associação entre variáveis: variável é tudo aquilo que pode assumir diferentes valores ou aspectos, segundo casos particulares ou as circunstâncias. Exemplos:

Como saber se a hipótese é verdadeira ou falsa?

(32)

Classificação de hipóteses

Relação de associação entre variáveis:

Alunos do curso de administração são mais conservadores que os de ciências sociais.

Variáveis: curso e conservadorismo

Como saber se a hipótese é verdadeira ou falsa?

(33)

Classificação de hipóteses

Relação de associação entre variáveis:

O índice de suicídio é maior entre os solteiros que os casados.

Variáveis: estado civil e índice de suicídios.

Como saber se a hipótese é verdadeira ou falsa?

(34)

Classificação de hipóteses

Relação de associação entre variáveis:

Países desenvolvidos economicamente apresentam baixos índices de analfabetismo.

Variáveis: desenvolvimento econômico e índice de analfabetismo

Como saber se a hipótese é verdadeira ou falsa?

(35)

Classificação de hipóteses

Relação de dependência entre duas ou mais variáveis:

Quando uma variável interfere na outra. Criando o chamado dualismo de variável dependente e variável independente.

Hoje em dia se discute se isso é válido ou não. Depende do conceito de causalidade.

Exemplos da sala...

Co mo sa be r se a h ip óte se é

ve rd ad eir a o u f alsa

?

(36)

Classificação de hipóteses

Relação de dependência entre duas ou mais variáveis:

Aceitar que apenas uma variável seja causadora de outra = Senso comum

Aceitar que várias fatores se relacionam entre si = ciência moderna

Assimetria: os fenômenos não são independentes entre si (simetria) e não se relacionam mutuamente, mas que um exerce influência sobre o outro.

Co mo sa be r se a h ip óte se é

ve rd ad eir a o u f alsa

?

(37)

Como chegar a uma hipótese?

O processo de elaboração de hipótese é de natureza criativa, esta relacionada à própria experiência do pesquisador. Não possui regras para sua formulação e esta relacionada à diversas fontes?

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Como chegar a uma hipótese?

Observação: procedimento fundamental na construção de hipóteses. Baseia-se no estabelecimento assistemático de relações entre os fatos no dia-a-dia para a solução de problemas.

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Como chegar a uma hipótese?

Resultados de outras pesquisas: possuem base nos resultados de outras investigações. Geralmente conduzem a conhecimentos mais amplos que aqueles decorrentes da simples observação.

Conferem confiabilidade ao processo.

(40)

Como chegar a uma hipótese?

Teorias: baseadas em teorias proporcionam ligação clara com o conjunto mais amplo de conhecimentos da ciência.

Intuição: de simples palpites ou intuições. Na ciência hipóteses desse tipo conduziram descobertas importantes. Como explicar?

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Característica da hipótese aplicável

Nem toda hipótese é testável. Com frequência é comum a elaboração de um grande número de hipóteses que são abandonadas ao longo da pesquisa após análise mais criteriosa.

Algumas características ajudam a medir a testabilidade da hipótese:

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Característica da hipótese aplicável

Deve ser conceitualmente clara: os conceitos contidos na hipótese, principalmente os referentes a variáveis precisam estar claramente definidos.

Devem-se preferir definições operacionais, que possuam operações particulares que permitam o esclarecimento do conceito. Exemplo: nível de religiosidade.

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Característica da hipótese aplicável

Deve ser específica: muitas são claras, porém expressas em termos tão gerais, e com objetivo tão pretensioso, que não podem ser verificadas.

Vide o conceito de status na sociedade.

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Característica da hipótese aplicável

Deve ter referências empíricas: não podem envolver julgamento de valores, portanto palavras como bom, mau, deve e deveria tem que ser evitadas na construção de hipóteses.

Exemplo: “Maus alunos” não devem ingressar na faculdade de medicina.

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Característica da hipótese aplicável

Deve ser parcimoniosa: melhor uma hipótese simples do que uma complexa.

Exemplo: um sujeito adivinha corretamente um maior número de cartas do que seria provável. Hipótese 01: percepção extra-sensorial cognitiva; ou Hipótese 02: de alguma maneira o sujeito espiou as cartas.

Qual a mais parcimoniosa?

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Característica da hipótese aplicável

Deve estar relacionada com as técnicas disponíveis:

deve estar formulada de maneira que permita a coleta de dados com a tecnologia existente e disponível. Caso contrário: formular novas hipóteses ou formular hipótese acerca de como coletar estes dados necessários para a verificação da primeira hipótese.

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Característica da hipótese aplicável

Deve estar relacionada com uma teoria: em pesquisas sociais este critério não é obrigatório, porém em outras áreas se faz necessário. Sem estar atrelada à alguma teoria, seus resultados comprobatórios não podem ser generalizados.

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São realmente necessárias

Rigorosamente toda coleta de dados se baseia na hipótese formulada. Em alguns casos a hipótese não está explícita, adotando-se ainda hipóteses subjacentes. Exemplo: Onde você compra suas roupas? – Parte do princípio hipotético de que a pessoa compre roupas e não as confeccionem em casa.

Referências

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