FEUP | MIEEC + MIEIG + MIEM Ano lectivo 2009/10
Disciplinas:
- Sistemas de Qualidade e Fiabilidade - Gestão da Qualidade Total
Análise e Modelação de Análise e Modelação de
Processos de Negócio
(v1, 28 set 09)José A. Faria, [email protected] Professor Auxiliar
Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Setembro 2009
Conteúdo
1. Conceito de processo de negócio
2. Porquê analisar e gerir pelos processos?
3. Técnicas de modelação e análise dos processos 3. Técnicas de modelação e análise dos processos 4. Exemplos de aplicação
Introdução à Gestão dos
Processos
Introdução
A Gestão dos Processos ou Business Process Mangement é um conceito central dos actuais referenciais para a Gestão da Qualidade.
Introdução
Os resultados que uma organização pretende atingir serão alcançados de forma mais eficaz se os seus recursos e actividades forem geridos como um conjunto de processos interligados.
ISO9000
As organizações tem um melhor desempenho se as
interacções entre as suas actividades forem compreendidas e geridas como um conjunto de processos que interactuam
entre si.
EFQM
Introdução
Mas, a gestão dos processos não é um conceito específico dos sistemas de gestão da qualidade.
Pelo contrário, o seu âmbito ultrapassa, em muito, o da gestão da qualidade ...
Business process thinking is becoming mainstream thinking
Alec Sharp
Introdução
Na realidade, os referenciais para a gestão da qualidade constituem “uma espécie de manual” de boas práticas de gestão empresarial ...
entre as quais se inclui a gestão pelos processos.
A atenção que actualmente é atribuída à gestão pelos processos resulta de 3 linhas de pensamento principais:
Introdução
Re-Engenharia
Business Process Mangement
Gestão da Qualidade Gestão do Workflow
Introdução
… cada uma das quais coloca a ênfase num aspecto diferente mas complementar …
Introdução
Re-engenharia inovações radicais
Redesenho dos processos de negócio chave com o objectivo oferecer mais valor ao cliente
Gestão da qualidade melhoria incremental contínua
Melhoria dos processos existentes com o objectivo de garantir Melhoria dos processos existentes com o objectivo de garantir
a qualidade de serviço em termos de prazos, ausência de erros, flexibilidade
Gestão do workflow automatização do trabalho
Automatização dos fluxos de informação com o objectivo de ganhar eficiência nos processos internos
Âmbito
Processos chave do negócio
Gestão da Qualidade Re-Engenharia
Processos operacionais
Gestão do Workflow
Conceito de processo de negócio
Existem várias definições de processo de negócio, entre as quais as 2 seguintes que consideraremos aqui.
()
Conceito de Processo de Negócio
Conceito de Processo de Negócio
Conjunto de actividades inter-relacionadas que,
utilizando recursos, transformam entradas em saídas.
Conjunto de actividades ligadas por um fluxo, com início e fim bem determinados e
executadas com o objectivo de obter um
resultado com valor para o Cliente.
Embora estas definições sejam semelhantes e compatíveis entre si (tal como os exemplos seguintes demonstram),
cada uma coloca a ênfase em aspectos diferentes dos processos.
Conceito de Processo de Negócio
Exemplo 1: Processo Desenvolver Software
Processo
Recursos
• Analistas e Engenheiros de software
• Servidores e sistema de desenvolvimento
Entradas
• Requisitos Cliente
• Produtos concorrência
Saídas
• Software
• Manuais técnicos
• Manual de utilização desenvolvimento
• Normas técnicas e metodologias de gestão de projectos
concorrência utilização
Início
• Confirmação da encomenda pelo cliente
Fim
• Software instalado e aceite pelo Cliente
Fluxo do Processo Desenvolver Software
Testes
(B400-B600)
Encomenda de Cliente
Desenho
(B200-B300)
Implement.
(B300-B400)
Análise
(B130-B200)
Aceitação
(B600-B700)
Pré-Análise
(B100-B130)
DD PLM
PL TSR APS-C
PM
Responsável Participa APS-C
SE RTAC
SWD
Exemplo 2: Processo Produzir para Encomenda de Cliente
Processo
Recursos
• Equipamentos de produção
• Mão de obra fabril
Entradas
• Especificações do cliente
• Materiais e
Saídas
• Produtos
• Factura
• Mão de obra fabril
• Planos de fabrico
• Materiais e componentes
Início
• Confirmação da encomenda pelo cliente
Fim
• Produto expedido e facturado
Fluxo do Processo Produzir para Encomenda de Cliente
nanceiroComercialComprasProduçãoFin
Conceito de Processo de Negócio
A primeira definição está bem adaptada aos
processos das empresas industriais que transformam materiais e componentes em produtos acabados de
maior valor acrescentado,
Nestes processos, os conceitos de input, output e recurso são muito intuitivos.
recurso são muito intuitivos.
Conjunto de actividades inter-relacionadas que, utilizando recursos, transformam entradas em saídas.
Conceito de Processo de Negócio
Já a segunda definição está melhor adaptada aos processos das empresas de serviços, onde a
“transformação de entradas em saídas” muitas vezes não é tão evidente.
Como veremos mais à frente, o facto de enfatizar a existência de fluxo (isto é, de uma sequência) entre as existência de fluxo (isto é, de uma sequência) entre as actividades de um processo ajuda a identificar e analisar os processos destas empresas.
Conjunto de actividades ligadas por um fluxo, com início e fim bem determinados e executadas com o objectivo de obter um resultado com valor para o Cliente.
Conceito de Processo de Negócio Chave
(ou processo crítico, ou core)
Conceito de Processo Chave (ou Processo Core)
Os processos de negócio chave de uma organização são os processos críticos para o sucesso dessa organização.
Tipicamente, são processos ligados à cadeia de valor e cada um deles corresponde ao fornecimento de um produto ou serviço aos Clientes.
ou serviço aos Clientes.
Normalmente, estes processos são transversais à
organização, isto é, incluem actividades executadas em Departamentos distintos (tal como acontece no caso do processo Produzir para Encomenda de Cliente).
Processo Produzir para Encomenda de Cliente
Produzir para encomenda
Encomenda Produto ou serviço
Este processo requer, pelo menos, a intervenção dos Este processo requer, pelo menos, a intervenção dos seguintes Departamentos:
Comercial (recepção e registo da encomenda) Financeiro (verificação do crédito e facturação) Produção (fabrico e expedição)
Compras (aquisição de matérias primas)
Fluxo do Processo Produzir para Encomenda de Cliente
nanceiroComercialComprasProduçãoFin
Exercício de Aplicação | Identificação dos processos chave
Tendo presente que os processos chave normalmente apresentam as seguintes características:
Suportam as competências chave da organização, sendo através deles que a organização cumpre a sua missão.
Transformam produtos ou materiais de entrada em resultados ou produtos de saída.
São transversais à estrutura da organização.
Tem clientes externos para os quais “produzem valor”. ...
Exercício de Aplicação | Identificação dos processos chave
…
O seu desempenho é critico e, por isso, é monitorizado através de indicadores de desempenho.
Podem ser “desenhados”, isto é, a organização tem a capacidade de alterar a forma como trabalha.
O seu desempenho pode beneficiar muito do suporte das tecnologias de informação.
Identifique os processos chave da sua organização e verifique se cumprem as características anteriores.
Gestão pelos Processos
Gerir pelos processos significa que a Gestão da
organização está focada nos seus processos chave, isto é, significa que …
Gestão pelos Processos
1. Os processos chave estão identificados.
2. Os responsáveis pelos processos (que podem ser
diferentes dos responsáveis pelos Departamentos e Serviços) também estão claramente identificados e tem
poder/autoridade dentro da organização.
3. Os indicadores de desempenho dos processos estão definidos e são continuamente acompanhados.
4. O esforço de melhoria do desempenho está concentrado nos processos chave.
Gestão pelos Processos
As características distintivas da gestão pelos processos residem:
no poder/autoridade atribuído aos gestores dos processos.
na atenção que a Gestão dedica ao desempenho e à na atenção que a Gestão dedica ao desempenho e à
melhoria dos processos.
Gestão pelos processos
Note-se que:
os processos existem sempre nas organizações independentemente destas adoptarem, ou não, uma gestão pelos processos.
gestão pelos processos é diferente de organização
pelos processos. Neste último caso, é a própria estrutura (organigrama) da organização que coincide com os seus processos principais, o que raramente acontece.
Exemplo FEUP - Faculdade de Engenharia da UPorto
Departamentos:
Civil
Electrotecnia Mecânica
Formar profissionais de engenharia
Estrutura Missão
Mecânica Química
...
Realizar curso de formação em engenharia
Processo
chave
Exemplo FEUP
A realização dos cursos tem todas as características dos processos chave enunciadas atrás, pois:
Produzem valor pois recebem alunos com 12º ano e
“produzem” engenheiros
“produzem” engenheiros
Correspondem às áreas de competências existentes na Feup São trans-departamentais (contam com a colaboração de
docentes e utilizam laboratórios de vários departamentos)
…
Exemplo FEUP
...
São sujeitos a processos de avaliação (taxas de (in)sucesso, de inserção no mercado de trabalho, ...)
O desempenho do processo de ensino/aprendizagem depende fortemente dos sistemas de informação de depende fortemente dos sistemas de informação de suporte.
É possível re-desenhar completamente o processo recorrendo às tecnologias da informação e comunicação, isto é, aos sistemas de e-learning.
Exemplo FEUP
Há uns anos atrás, a FEUP procedeu a uma alteração dos estatutos que reforçou as
competências dos Directores de Curso.
O objectivo foi o de passar a gerir os cursos como
processos em vez de serem o resultado de um conjunto
Gestão dos Cursos
processos em vez de serem o resultado de um conjunto de actividades distribuídas por vários departamentos.
A qualidade do ensino beneficiou desta medida pois
reforçou a orientação para os resultados, isto é para o Cliente, em detrimento da orientação para os recursos existentes nos Departamentos.
Porquê analisar e gerir pelos processos?
(a importância do fluxo)
(a importância do fluxo)
A organização funcional
As organizações estão normalmente estruturadas em unidades (Serviços, Departamentos, …).
Cada uma dessas Unidades reúne as pessoas
especializadas numa determinada área técnica, ou funcional.
funcional.
Exemplo FEUP
Serviços Centrais
Informática Documentação e informação
Recursos humanos
Económico finaceiros FEUP
Civil Quimíca Electro Departamentos
… … Informática
e informação humanos
Arquivo Biblioteca Museu
Serviço de referência
Serviço indexação
finaceiros
Feup Edições Civil Quimíca Electro
… …
Serviços electrónicos
Serviço
catalogação …
A organização funcional
A organização funcional permite criar “pools” de recursos especializados que prestam serviços a toda a organização.
Este tipo de organização é uma consequência da Este tipo de organização é uma consequência da
complexidade crescente das tarefas, cuja execução requer conhecimentos cada vez mais especializados.
Vantagens das organização funcional
A organização funcional tem vantagens importantes entre as quais:
optimizar a utilização dos recursos (nivelando a carga de trabalho)
facilitar o desenvolvimento técnico das pessoas facilitar o desenvolvimento técnico das pessoas melhorar as perspectivas de carreira profissional
Exemplo FEUP
Há alguns anos atrás, na FEUP:
havia uma Biblioteca e um núcleo de informática em cada Departamento;
havia uma Secretaria em cada Departamento onde eram efectuados grande parte dos actos académicos,
havia docentes de física (que é uma disciplina comum a todos os cursos) em cada um dos Departamentos, …
Exemplo FEUP
Posteriormente, estes serviços comuns foram retirados (ou pelo menos reduzidos) dos Departamentos e, em
contrapartida, foram reforçados os Serviços Centrais comuns.
Esta concentração dos serviços permitiu racionalizar recursos Esta concentração dos serviços permitiu racionalizar recursos
e assim oferecer melhores serviços e, simultaneamente, reduzir os custos de operação.
Limitações das organizações funcionais
As estruturas funcionais apresentam, no entanto, um grave problema e que consiste no facto de haver a tendência para se:
desenvolverem “barreiras” entre as unidades funcionais o que dificulta a execução dos processos de trabalho que
atravessam várias unidades.
“Barreiras” funcionais
Departamento ou Serviço
Departamento ou Serviço
Departamento ou Serviço Processo
Processo
Processo
Processo
Processo
Actividade ou tarefa
Processo
Processo
Para designar esta tendência das unidades funcionais se fecharem sobre si próprias é, muitas vezes, utilizada a expressão “silos funcionais”.
Limitações das organizações funcionais
Limitações das organizações funcionais
Numa organização funcional, as Pessoas tem um
conhecimento limitado do que se passa fora da sua Unidade,
…
O nosso
Departamento ou Serviço
O que conhecemos da organização
Limitações das organizações funcionais
… como tal não há uma visão global dos processos
de trabalho …
Limitações das organizações funcionais
… apenas uma visão parcial …
O que conhecemos do processo O que não conhecemos
Limitações das organizações funcionais
... e, sem uma visão global, é muito difícil melhorar os processos porque, normalmente …
As maiores deficiências residem nas interfaces
entre as Unidades funcionais, não no trabalho
entre as Unidades funcionais, não no trabalho
que é realizado dentro das Unidades.
Limitações das organizações funcionais
Fluxos de trabalho Fluxos de informação
Limitações das organizações funcionais
Regra geral, o Responsável de cada Unidade conhece bem o trabalho que aí é executado e, portanto, pode corrigir as
eventuais deficiências e optimizá-lo.
Trabalho é organizado e optimizado localmente
Limitações das organizações funcionais
Acontece que, muitas vezes, a optimização local do trabalho é conseguida em detrimento do desempenho global do
processo pois:
Óptimos locais não conduzem necessariamente Óptimos locais não conduzem necessariamente
a um óptimo global (muito pelo contrário)
Limitações das organizações funcionais
Já no caso dos processos transversais (e, como vimos, os processos chave são normalmente transversais) é mais difícil melhorá-los uma vez que:
não há ninguém responsável pelo desempenho do não há ninguém responsável pelo desempenho do
processo como um todo,
nem sequer ninguém conhece exactamente o processo no seu conjunto.
Porquê analisar e gerir pelos processos?
O facto das actividades das organizações serem compreendidas e geridas como um conjunto de processos que interactuam entre si (norma ISO9000 e modelo EFQM):
leva a seguir o fluxo dos processos e a “atravessar as fronteiras” entre as Unidades,
fronteiras” entre as Unidades,
o que proporciona uma compreensão global do funcionamento da organização,
a partir da qual é possível começar a pensar sobre como podem os processos ser melhorados.
Porquê analisar e gerir pelos processos?
Analisar uma organização através dos seus processos tem outra vantagem.
Em qualquer organização de média/grande dimensão existem muitos processos, alguns dos quais podem ser bastante complexos.
bastante complexos.
Seguir o fluxo do trabalho proporciona um fio condutor para a análise das organizações e evita que fiquemos
“perdidos” no meio das múltiplas actividades executadas dentro de um processo complexo.
Porquê analisar e gerir pelos processos?
É por isso que, na análise dos processos, se deve pensar sempre em termos de fluxo.
Para cada actividade identificada, devem-se procurar as actividades que a antecedem e que a seguem,
independentemente da Unidade em que são executadas.
Dessa forma, contraria-se a tendência natural para delimitar a análise dos processos ao interior da
“nossa Unidade” (ou, pelo menos, às partes da organização que conhecemos melhor).
Modelação dos processos
O primeiro passo no sentido da gestão pelos processos consiste:
Na elaboração de modelos dos processos, que
proporcionem uma visão global e partilhada por todos do funcionamento da organização.
funcionamento da organização.
só depois, será possível começar a analisar os processos para perceber onde e como podem ser melhorados.
Modelação dos processos
A modelação dos processos é, portanto, um pré-requisito para a melhoria dos processos.
Daí que, de seguida, passaremos à apresentação das técnicas base para a modelação de processos.
Modelação de Processos: Métodos e Ferramentas Base
Modelação de Processos:
Métodos e Ferramentas Base
Modelação dos processos
Do ponto de vista gráfico, os processos podem
apresentar formas muito diferentes, tal como se pode constatar nos exemplos seguintes.
Exemplo: Modelo de processo
Não válida Válida
Universidade de
Origem Reitoria DCoop PRM Coordenador
local SERAC
Docente Responsável
Disciplina
Recepcionar candidatura em papel
Enviar candidatura
para PRM
Validar candidatura pedagogica/
Assinar e devolver à DCoop
Aprovação formal da candidatura na
FEUP
(5)
Se o plano de estudos apenas contemplar a FEUP, a Dcoop contacta o aluno directamente. Se o plano de estudos contemplar mais do que uma Unidade Orgânica, a Dcoop informa a Reitoria para que esta contacte o aluno.
Enviar comentários para Dcoop Contactar aluno para reformular
candidatura (5)
Enviar candidatura à
Reitoria para assinatura final Assinar
candidatura
Enviar lista de futuros alunos
IN para Associações Enviar resposta
de aceitação para a Univ. de
Origem (6)
(6)
Sugestão à Reitoria: Enviar sempre resposta de aceitação formal à Universidade de Origem e não ao aluno.
Exemplo: Modelo de processo
Aprovar publicação Efectuar
estudo financeiro Avaliar
proposta
Avaliar e aprovar obra Preparar obra Produzir obra
Conselho Editorial FEUP Edições
Fornecer dados, inform. e elementos
carácter editorial e/ou gráfico
+ + +
Fases
Actividades
Actores
Submeter proposta
Criar dossier de obra
Planear trabalhos
Contra- tualizar publicação
Rever a obra
Rever provas
Receber obra
Elaborar relatório de fecho
Conselho Directivo
Autores
Fornecedores
Patrocinadores
Legenda: Responsável Colabora
Exemplo: Modelo de processo
Procedimento de Trabalho _Contrato de Tarefa_ Não-docentes
Âmbito _ Todos os Recursos Humanos da FEUP Data : Revisão:
Objectivo _ Definir os procedimentos do Contrato de Tarefa
Recepção da informação do Economato
10 Divisão de Recursos Humanos
Recepção da informação do Gabinete de Gestão
11 Divisão de Recursos Humanos
Processo está conforme?
Sim
Não Envio do processo ao Director para
autorização
12 Divisão de Recursos Humanos
Recepção do processo após despacho do director
14 Divisão de Recursos Humanos
10. Caso o processo tenha sido enviado para o economato, a DRH recebe informação do mesmo.
11. A DRH recebe as informações do gabinete de gestão sobre o impacto financeiro do contrato de tarefa.
12. e 13. Se o processo estiver conforme, ou seja se reunir todas as condições para avançar, é enviado para o Director para autorização. Se o processo não estiver conforme, a DRH informa o responsável do Departamento/Serviço e termina o processo.
14. A DRH recebe o despacho do Director.
15. Se o Director autorizar o contrato de tarefa, o processo é enviado para o Reitor.
Se não autorizar, a DRH informa o responsável do Departamento/ Serviço sobre a decisão e termina o processo
Procedimento de Trabalho _Contrato de Tarefa_ Não-docentes
Âmbito _ Todos os Recursos Humanos da FEUP Data : Revisão:
Objectivo _ Definir os procedimentos do Contrato de Tarefa
Necessidade de pessoal Não- docente nos Departamentos/
Serviços
Preencher o pedido de contrato de tarefa
1 Divisão de Recursos Humanos Pedido de Contrato de Tarefa
Recepção do pedido de contrato de tarefa
2 Divisão de Recursos Humanos
Informação da DRH
1. De acordo com o Decreto-lei n.º 41/84, de 03 de Fevereiro e com o Decreto-Lei n.º 299/85,de 29 de Julho, o contrato de tarefa tem como objecto a execução de trabalhos específicos, de natureza excepcional, sem subordinação hierárquica e apenas é permitido quando no próprio serviço não existam funcionários ou agentes com as qualificações adequadas ao exercício das funções objecto de tarefa.
O pedido de contrato de tarefa está disponível no SIFEUP, em
1 2
3
Fim do processo Autorizado?
Recepção do processo após despacho do Reitor da UP
16 Divisão de Recursos Humanos Envio do processo ao Reitor da UP
15 Divisão de Recursos Humanos
Autorizado?
Pedido dos elementos em falta ao prestador de serviços 17 Divisão de Recursos Humanos
Pedido de informação da data de inicio de funções ao responsável do
Departamento/ Serviço 18 Divisão de Recursos Humanos
Recepção da resposta do responsável do Departamento/ Serviço
19 Divisão de Recursos Humanos
sobre a decisão e termina o processo.
16. A DRH recebe o despacho do Reitor . 17. Se o Reitor autorizar o contrato de tarefa, a DRH solicita os elementos em falta ao prestador de serviços . Se não autorizar, a DRH informa o responsável do Departamento/ Serviço sobre a decisão e termina o processo.
18. A DRH solicita ao responsável do Departamento/ Serviço a data de inicio de funções do contrato, não poderá ser anterior ao despacho autorizatório do Reitor.
19. A DRH recebe a resposta do serviço/
Departamento.
Sim
Não
Informar responsável do Departamento / serviço da decisão
13 Divisão de Recursos Humanos Não
Sim
3 Divisão de Recursos Humanos
Parecer ao gabinete jurídico
4 Divisão de Recursos Humanos Existem dúvidas?
Sim
Análise do parecer
5 Divisão de Recursos Humanos
Informar responsável do Departamento / serviço da decisão
6 Divisão de Recursos Humanos Pedido de informação aos SEF e ao
Gabinete de Gestão
7 Divisão de Recursos Humanos 5 Chefe da Divisão de Recursos
Humanos
Processo
avança? Não
Recepção da informação dos SEF
9 Divisão de Recursos Humanos O montante é
igual ou superior a
€4985?
Envio do processo ao economato para analise
8 Divisão de Recursos Humanos
Sim Não
Fim do processo Sim
Serviços_Divisão de Recursos Humanos_Documentos_ Não-docentes_
Formulários_ Tarefa/avença. O pedido de contrato de tarefa é feito à DRH, pelo responsável do Departamento/Serviço.
2. e 3. A DRH recebe o pedido de contrato de tarefa e verifica no SIRH se existiram situações contratuais anteriores. Caso já tenha existido uma situação contratual anterior, a DRH anota a situação no pedido de contrato de tarefa.
4. Depois de receber o pedido de contrato de tarefa, a DRH caso existam dúvidas, envia para o Gabinete jurídico para análise.
Caso não existam dúvidas, o processo desenrola-se.
5. 6. 7. e 8. Depois do parecer do Gabinete jurídico, a chefe da DRH analisa o parecer e é decidido se o processo avança ou não. Se avançar, a DRH solicita informação sobre o cabimento de verba aos SEF e ao Gabinete de Gestão sobre o impacto financeiro do contrato de tarefa.
Simultaneamente se o montante for igual ou superior €4985, o processo é enviado para o Economato para consulta prévia.
Caso o montante seja inferior, o processo segue.
9. A DRH recebe informação dos SEF sobre o cabimento de verba.
Não
Modelos de processos
• Como veremos mais à frente, a forma de representação mais adequada depende das características de cada processo.
• No entanto, independentemente da forma gráfica ...
Modelos de Processos
Todos os modelos de processo representam:
O trabalho as actividades e tarefas a executar
A sequência o fluxo de trabalho de execução
Quem executa os actores ou intervenientes o trabalho
Processo: Aprovar e Publicar Novos Planos de Estudo
Este processo tem início com a proposta de criação/alteração de plano de estudo de licenciatura e termina quando o novo plano é inserido no GAUP.
Fases
Actores
Proponente/
Director do curso
Submeter ao Conselho Cientifico proposta de criação ou alteração de
plano de estudo
SERAC
Receber proposta de curso/alteração
curricular
Inserir em agenda da Coordenadora do Conselho Cientifico a
proposta
Receber a decisão da Coordenadora e encaminhar processo para Presidente do
C. Directivo
SERAC/CICA
Conselho Cientifico
Pronunciar-se sobre criação, suspensão ou
extinção de cursos e alteração curricular Análise e aprovação interna do plano de estudos
Actores, Fluxo e Actividades
…Actor
Fluxo
Conselho Pedagógico
Emitir parecer sobre plano de
estudo
Conselho Directivo
Accionar anualmente indicação de criação de curso ou alteração de plano
de estudos
Aprovar regulamento de Licenciatura
Reitoria - Senado
DGES
Legislação
Aplicável Deliberação 897/2005 de
30 de Junho Estatutos FEUP Estatutos FEUP
Deliberação 897/2005 de 30
de Junho artº 3º
Prazos 15-Sep 30 Nov. 30 Nov. 1ª semana de Dez. 1ª semana de Dez. 1ª semana de Dez.1ª semana de Dez.
Actividade
Modelos de processos
Quando aplicável, o modelo gráfico do processo pode incluir outras informações como, por exemplo:
os prazos de execução, a legislação aplicável e
os documentos consultados ou produzidos, os documentos consultados ou produzidos,
como acontece no exemplo seguinte. ()
Processo: Aprovar e Publicar Novos Planos de Estudo
Este processo tem início com a proposta de criação/alteração de plano de estudo de licenciatura e termina quando o novo plano é inserido no GAUP.
Fases
Actores
Proponente/
Director do curso
Submeter ao Conselho Cientifico proposta de criação ou alteração de
plano de estudo
SERAC
Receber proposta de curso/alteração
curricular
Inserir em agenda da Coordenadora do Conselho Cientifico a
proposta
Receber a decisão da Coordenadora e encaminhar processo para Presidente do
C. Directivo
SERAC/CICA
Conselho Cientifico
Pronunciar-se sobre criação, suspensão ou
extinção de cursos e alteração curricular Análise e aprovação interna do plano de estudos
Outras informações
…Conselho Pedagógico
Emitir parecer sobre plano de
estudo
Conselho Directivo
Accionar anualmente indicação de criação de curso ou alteração de plano
de estudos
Aprovar regulamento de Licenciatura
Reitoria - Senado
DGES
Legislação
Aplicável Deliberação 897/2005 de
30 de Junho Estatutos FEUP Estatutos FEUP
Deliberação 897/2005 de 30
de Junho artº 3º
Prazos 15-Sep 30 Nov. 30 Nov. 1ª semana de Dez. 1ª semana de Dez. 1ª semana de Dez.1ª semana de Dez.
Legislação aplicável
Prazo
Modelos de Processos
Normalmente, o modelo gráfico de um processo deve ser complementado com outras informações de apoio a quem executa ou gere o processo,
tal como acontece no exemplo seguinte relativo a um processo de Gestão do aprovisionamento de uma processo de Gestão do aprovisionamento de uma
organização que implementou um sistema de gestão da qualidade de acordo com a norma ISO9001.
Modelos de Processos
Neste modelo, o elemento principal é o fluxograma que representa o fluxo (ou dinâmica) do processo, i.e.:
a sequência de actividades e tarefas a executar os responsáveis pela execução de cada uma das
actividades e tarefas (quem faz o quê).
1. Fluxograma
…
Modelos de Processos
O fluxograma dá uma ideia do desenrolar do processo no seu conjunto, mas não contém todos os detalhes
relevantes sobre o processo.
Tipicamente, o fluxograma é complementado por Tipicamente, o fluxograma é complementado por
informações adicionais (tipicamente sob a forma de texto) que ajudam à sua interpretação.
()
Gestão dos Aprovisionamentos Processo Gestão do Aprovisionamento
…
…
Modelos de Processos
Normalmente, nos detalhes sobre o processo, é especificado:
As minutas e os templates dos documentos em papel utilizados no processo
as páginas do sistema de informação onde são
efectuados os registos correspondentes às diferentes
tarefas (no caso do processo, ou parte dele, ter um suporte informático)
Processo Gestão do Aprovisionamento
2. Caso se trate de uma situação de necessidade de produtos de consumo corrente definidos como devendo existir em armazém, para entrega
imediata - o pedido pode ser efectuado por qualquer colaborador através de requisição interna (Im-04-01) ou por Docentes no caso de proposta para aquisição de bibliografia (Im-04-02), podendo, eventualmente,
indicar se a aquisição pode ser efectuada ao abrigo de Contrato ao abrigo de Contrato Público de
Aprovisionamento celebrado pela Direcção Geral do Património (DGP).
…
…
Modelos de Processos
Além dos 2 elementos anteriores, os modelos dos processos devem incluir:
a caracterização global do processo e
os indicadores de desempenho dos processos
Assim, o modelo de um processo será constituído por 4 componentes principais: …
Modelos de Processos: Componentes principais
Modelo de Processo
Caracterização global +
Modelo do fluxo
= +
Processo +
Documentação das actividades +
Indicadores de desempenho
=
Modelos de Processos
Agora que conhecemos o tipo de informações que os modelos dos processos devem conter, podemos passar à apresentação das técnicas de modelação nos pontos seguintes.
Antes, no entanto, vamos fazer uma breve referência à Antes, no entanto, vamos fazer uma breve referência à
identificação dos processos uma vez que essa é uma etapa prévia à modelação.
Identificação dos processos
Identificação dos processos
Identificação dos processos
Embora os processos existam em todas as organizações pode não ser fácil identificá-los (e normalmente não é).
Por isso, é importante adoptar uma definição que dê uma ideia clara sobre o que pode, ou não, ser considerado um processo.
processo.
Tal com foi já referido, a definição adoptaremos aqui é a seguinte:
Conjunto de actividades ligadas por um fluxo, com início e fim bem determinados e
executadas com o objectivo de obter um resultado relevante para o Cliente.
Características de um “bom” processo
Assumida esta definição, as questões que devem ser
colocadas para avaliar se estamos em face de um “bom processo” são as seguintes:
É possível identificar claramente quando começa e termina a sua execução?
Há um evento inicial bem definido que “dispara” a execução do processo?
A conclusão do processo corresponde ao alcançar de um resultado também bem definido e com valor para o
Cliente?
Características de um “bom” processo
Há ainda uma outra questão muito útil que decorre do facto do processo ser executado em resposta a um evento para produzir um resultado bem identificado:
É possível contar o nº de vezes que o processo foi executado?
executado?
Resultado “contável”
Dados os processos:
Processar factura, Requisitar livro, Tratar reclamação, é possível contar:
o nº de produtos desenvolvidos o nº de reclamações tratadas o nº de reclamações tratadas
Processos versus Funções
Este critério é muito útil para evitar um erro frequente que consiste em confundir processos com funções (ou áreas funcionais):
é frequente ver-se considerar Recursos Humanos , Gestão da Manutenção ou Logística como sendo Gestão da Manutenção ou Logística como sendo processos.
face ao critério anterior, isso não está correcto pois não é possível contar quantas Contabilidades ou quantos
Logísticas foram executados este mês!
Processos versus Funções
O que acontece é que Recursos Humanos, Gestão da
Manutenção e Logística são áreas funcionais no âmbito das quais são executados vários processos.
Por exemplo, as áreas funcionais Contabilidade e Gestão da Manutenção contém os seguintes processos:
Manutenção contém os seguintes processos:
Contabilidade Pagar factura, Elaborar relatório e contas Serviço de Manutenção Reparar equipamento, Adquirir peça de substituição
cujos resultados, esses sim, poderão ser “contados”.
Caracterização global dos processos
Caracterização global dos processos
Caracterização global dos processos
Uma vez identificado o processo a analisar, o passo seguinte deve consistir na sua caracterização global.
Só depois se deve passar à elaboração do modelo do fluxo e da documentação do processo.
A caracterização de um processo pode incluir os seguintes elementos:
()
Caracterização global dos processos
Caracterização global do
processo
=
• Designação
• Objectivos
• Âmbito
• Entradas e saídas
• Partes interessadas (clientes, fornecedores e parceiros)
• Principais actividades
• Interacções com outros processos
Caracterização global dos processos
Destes elementos, os mais importantes (pelo menos na fase inicial da análise) e que devem estar sempre
presentes são 3 os seguintes:
Elementos fundamentais
Designação Objectivos
os quais serão analisados de seguida.
fundamentais
Objectivos Âmbito
Designação dos processos
Sempre que possível, as designações dos processos devem ser do tipo verbo+objecto, por exemplo:
Registar encomenda Processar factura Emprestar livro Emprestar livro Adquirir livro Catalogar livro
o que, note-se, está de acordo com a ideia de “resultado contável”.
Designação dos processos
Já designações do tipo:
Controlar expedição Gerir encomendas Gerir livros
devem ser evitadas por serem demasiado vagas.
Note-se que, no caso destas designações, é difícil identificar:
qual o evento inicial que dispara o processo qual o resultado que se pretende alcançar
Designação do processo
Por vezes, é difícil evitar o tipo de designações anteriores.
Nesses casos, é fundamental especificar com mais rigor o âmbito do processo, conforme se verá mais à frente.
Objectivos do processo
Os objectivos do processo especificam aquilo que se pretende alcançar ou garantir através do processo, como no exemplo seguinte relativo ao processo Publicar obra (ver exemplo fornecido em anexo).
() ()
Exemplo | Objectivos do processo Publicar obra
Assegurar que as obras publicadas respeitam os padrões de qualidade técnico-científica e gráfica estabelecidos.
Assegurar a viabilidade financeira das obras.
Assegurar que a documentação relevante associada às Assegurar que a documentação relevante associada às
obras publicadas é gerida (isto é, arquivada e de fácil acesso para consulta).
Objectivos do processo
Os objectivos dos processos são normalmente expressos através de frase iniciadas por “Assegurar que …”.
Este é um ponto importante pois o objectivo do processo anterior não é apenas o de “publicar obras”, mas sim
assegurar as obras são publicadas de acordo com os assegurar as obras são publicadas de acordo com os parâmetros de qualidade e rentabilidade pretendidos.
É por esse motivo que o processo inclui actividades de avaliação do valor técnico-científico e da viabilidade
financeira da obra, que não seriam imprescindíveis se se tratasse apenas de ”publicar uma obra”.
Objectivos do processo
Muitas vezes, os objectivos de um processo são confundidos com a designação desse processo.
Por exemplo, em manuais de sistemas de gestão da
qualidade é frequente encontrar-se um processo Gestão qualidade é frequente encontrar-se um processo Gestão de recursos humanos cujo objectivo é Gerir os recursos humanos, ou Assegurar a gestão dos recursos humanos.
Em nosso entender, este tipo de objectivos deve ser evitado porque não acrescenta qualquer valor à própria designação do projecto.
Âmbito do processo
• O outro elemento fundamental da caracterização dos processos é o âmbito.
• A âmbito deve ser especificado de forma tão precisa quanto possível segundo duas perspectivas
quanto possível segundo duas perspectivas complementares:
o domínio de aplicação e
Os limites (ou a fronteira) do processo.
Âmbito Domínio de aplicação
O domínio de aplicação especifica as situações em que o processo se aplica.
Exemplo | Processo Publicar obra
O processo aplica-se a todas as obras publicadas pela Editora excepto E-books e Actas de
conferências.
Âmbito Limites do processo
O âmbito do processo também pode ser especificado em termos dos seus limites, i.e., da fronteira entre as
actividades que pertencem ao processo e aquelas que não pertencem.
Essa fronteira pode ser definida de duas formas:
Indicando o início e o fim de processo
Enumerando as grandes actividades incluídas (ou não incluídas) no processo.
Exemplo | Limites do processo Publicar obra
A fronteira do processo Publicar obra pode ser especificada como:
O processo inicia-se quando o autor submete uma proposta de obra a publicar e termina depois de estar seleccionada a gráfica e validadas as provas de
impressão.
impressão.
ou como:
O processo inclui a análise e aprovação técnico-
científica e financeira, a concepção gráfica, a negociação com as gráficas, e a revisão de provas. A impressão, a divulgação, a comercialização e a gestão de stocks estão fora do âmbito do processo.
Âmbito Limites do processo
Conforme o exemplo anterior mostra, para eliminar
possíveis ambiguidades, pode ser importante explicitar aquilo que está fora do âmbito do processo.
Nuns casos, será mais simples definir os limites do
processo através da enumeração das actividades, noutros processo através da enumeração das actividades, noutros através da indicação do início e do fim do processo e,
noutros ainda, combinando os dois métodos.
O fundamental é que limites do processo claramente definidos, quando se inicia a sua análise.
Modelação do fluxo dos processos
Modelação do fluxo dos processos
Modelação do fluxo dos processos
A modelação gráfica (ou representação) do fluxo dos processos é fundamental na análise e melhoria dos processos.
De facto, é muito mais fácil analisar um dado processo (organizar a documentação, perceber como pode ser (organizar a documentação, perceber como pode ser melhorado, definir os indicadores de desempenho) a partir do momento em que existe uma representação gráfico do processo.
Representação do processo
Existem múltiplos métodos e ferramentas de
modelação de processos, muitos deles utilizados nos exemplos apresentados antes.
Os métodos e ferramentas mais adequados em cada Os métodos e ferramentas mais adequados em cada
caso dependem de factores como:
as características do processo o conhecimento das pessoas os objectivos da análise
Representação do processo
De seguida, serão apresentados alguns dos métodos e ferramentas mais habituais,
acompanhados de recomendações de ordem prática e de orientações sobre as situações tipo em que a sua
utilização é mais, ou menos, aconselhável.
Modelos do tipo swimlane
Os modelos do tipo swimlane constituem uma
alternativa flexível e intuitiva para a elaboração desses modelos.
Nestes modelos, a cada actor do processo corresponde uma pista (“lane”), conforme o exemplo seguinte.
uma pista (“lane”), conforme o exemplo seguinte.
Modelos do tipo swimlane
Nos modelos swimlane, existe uma pista para cada actor do
processo onde são colocadas as tarefas a executar por esse actor.
Processo: Aprovar e Publicar Novos Planos de Estudo
Este processo tem início com a proposta de criação/alteração de plano de estudo de licenciatura e termina quando o novo plano é inserido no GAUP.
Fases
Actores
Proponente/
Director do curso
Submeter ao Conselho Cientifico proposta de criação ou alteração de
plano de estudo
SERAC
Receber proposta de curso/alteração
curricular
Inserir em agenda da Coordenadora do Conselho Cientifico a
proposta
Receber a decisão da Coordenadora e encaminhar processo para Presidente do
C. Directivo
SERAC/CICA
Conselho Cientifico
Pronunciar-se sobre criação, suspensão ou
extinção de cursos e alteração curricular Análise e aprovação interna do plano de estudos
…
Conselho Pedagógico
Emitir parecer sobre plano de
estudo
Conselho Directivo
Accionar anualmente indicação de criação de curso ou alteração de plano
de estudos
Aprovar regulamento de Licenciatura
Reitoria - Senado
DGES
Legislação
Aplicável Deliberação 897/2005 de
30 de Junho Estatutos FEUP Estatutos FEUP
Deliberação 897/2005 de 30
de Junho artº 3º
Prazos 15-Sep 30 Nov. 30 Nov. 1ª semana de Dez. 1ª semana de Dez. 1ª semana de Dez.1ª semana de Dez.
…
Modelos do tipo swimlane
Se é relativamente simples interpretar um bom modelo swimlane, já não é tão fácil elaborá-lo.
Modelos do tipo swimlane
Uma das principais dificuldades na modelação de processo prende-se com o grau de detalhe dos modelos. Deve-se:
procurar representar todos os detalhes, correndo o risco de eternizar a fase de modelação e dar origem a modelos de eternizar a fase de modelação e dar origem a modelos ilegíveis de tão complexos?
representar apenas o essencial, correndo o risco de omitir aspectos importantes?
Modelos do tipo swimlane
Para lidar com este problema, podem ser considerados 2 tipos de modelos correspondendo a diferentes níveis de detalhe:
Modelo dos Hands–off
Modelo detalhado do Fluxo
Nos 2 casos, trata-se de modelos swimlane mas com ênfase em aspectos diferentes.
Modelos Hands-off e Fluxo
A ênfase deste modelo está nos actores
envolvidos no processo e nas transferências de responsabilidade (hands-off) entre eles.
Hands-off
Neste modelo, a ênfase está na representação do fluxo de trabalho. O seu principal objectivo é
compreender as actividades chave que determinam o desempenho do processo.
Fluxo
Modelos hands-off
No modelo hands-off, cada intervenção no processo de um actor, por mais complexa que seja, é representada por uma única tarefa.
Essa tarefa será, posteriormente, detalhada nos modelos de Fluxo e de Tarefas.
de Fluxo e de Tarefas.
Modelo hands-off | Exemplo Processar pedido de crédito
…
…
Modelos fluxo
O modelo de fluxo detalha as actividades do modelo hands- off.
()
Nota: No anexo Exemplo de modelação swimlane são apresentados outros modelos relativos a este processo.
Modelo fluxo| Exemplo Processar pedido de crédito
Modelo Hands-off
Modelo Fluxo
Outro exemplo
Secretaria CentralSecretaria DepartamentoDocente
Modelos hands-off e fluxo
Cada um dos modelos:
além de corresponder a um nível de detalhe diferente, coloca a ênfase sobre aspectos distintos do processo:
Hands-off Actores e Responsabilidades Fluxo Dinâmica do processo
Modelo hands-off
Dos 2 modelos, normalmente, o mais importante é o modelo hands-off porque:
()
Modelo hands-off: Comentários
O modelo hands-off:
mostra quem e quando está envolvido no processo (daí que também seja designado por diagrama de
Envolvimento).
cada transferência de responsabilidade (hands-off) é uma causa potencial de atraso na execução do processo.
os hands-off aparecem neste como linhas de fluxo que atravessam uma swimlane, o que torna imediatamente visíveis as situações do tipo “yo-yo”.