Aula 00
Contabilidade Pública Conceitos, Campo, Objeto Professor Marcelo Seco
Bem vindos!!!
Alunas e alunos do Ponto, olá!
É com muito prazer que passo a acompanhá-los em sua preparação para a obtenção do seu Cargo Público.
Sou Marcelo Gonçalves Seco, e vamos tratar nas próximas aulas do conteúdo programático de Contabilidade Pública que costuma ser pedido nas provas para vários cargos. Nosso curso vai deixá-los preparados para enfrentar a prova de qualquer banca! Vocês terminarão o estudo conhecendo a fundo a estrutura da CASP e, por ocasião do lançamento do edital de seu interesse, terão apenas que estudar os pontos específicos, e estarão em vantagem devido ao fato de já dominarem a matéria.
Antes, algumas palavras sobre mim: sou paulistano, graduado em Sistemas de Informação e pós-graduado em Engenharia de Software. Minha experiência no mundo dos concursos começou em 1992, ano em que fui aprovado em concursos para a Sabesp (Analista de Sistemas), Cetesb (Analista Administrativo) e Comgás (Analista Financeiro). Na época, embora tivesse passado em primeiro lugar na Comgás, acabei optando pela Sabesp, onde trabalhei por alguns anos. Em determinado momento resolvi sair da Sabesp para a iniciativa privada (sim, isso acontece, meus caros). Em meus anos no setor privado ocupei os cargos de Diretor Administrativo e Diretor Financeiro, o que me proporcionou adquirir um vasto leque de conhecimentos.
Em janeiro de 2009 retomei a vida de concurseiro e, tendo sido aprovado no primeiro concurso para APOFP da Sefaz SP, voltei ao serviço público. Em 2012 fui aprovado no concurso para AFTM de São Paulo, cargo que exerci até há pouco tempo. Atualmente sou Agente Fiscal de Rendas na Sefaz SP, onde também trabalho como Professor da Escola Fazendária de São Paulo.
Nos últimos sete anos tenho estado imerso nesse mundo e angariei conhecimento sobre as matérias que precisamos estudar e também sobre a forma correta de nos prepararmos para as provas. É esse conhecimento, associado à minha experiência como professor e instrutor em diversos cursos e palestras, que pretendo dividir com vocês.
Aula 00 – A Contabilidade Pública
Caros, curtam minha página do Facebook para acessar novidades sobre concursos, resoluções de questões e outras dicas. É um trabalho que estou iniciando, conto com a ajuda de vocês. Eis o link:
http://www.facebook.com/professormarceloseco
Vamos lá?
Você terá que enfrentar essa preparação como uma guerra, na qual seu único objetivo é vencer a batalha final: o dia da prova!
As pessoas acham graça de eu colocar as coisas desse modo, mas é isso mesmo! Você tem que encarar esse período como uma fase de guerra em sua vida. Fazendo isso, o caminho se torna mais suave.
Não se assustem com a quantidade de páginas de algumas aulas. Para resolver algumas questões de forma didática, às vezes utilizo muito espaço, e isso aumenta o tamanho da aula. Contudo, a teoria é
sempre curta, e a leitura da aula é bastante rápida.
Fiz uma inversão em relação ao cronograma que está no site, deixando mais para adiante a aula com a resolução das questões recentes do MPOG.
Vamos que vamos!!!
Muito bem! Vamos preparar nosso curso com foco nas questões das bancas mais renomadas. A quantidade de exercícios que faremos será suficiente para chegarmos tranquilos em qualquer prova.
Teremos que laborar arduamente, porque nosso objetivo não será obter o mínimo, mas garantir a maioria dos pontos em Contabilidade Pública na prova objetiva. Temos que trabalhar durante as aulas com uma meta de 90% de acertos para que, na prova, obtenhamos entre 75% e 80%.
Cada uma de nossas aulas terá uma parte inicial teórica, na qual abordaremos os aspectos essenciais relacionados ao tema. Após isso, apresentarei um bloco de questões resolvidas sobre o assunto. No final de cada aula existirá a lista das questões utilizadas. O texto teórico e a resolução das questões terão sempre um tamanho equilibrado, o que lhes permitirá assimilar o conteúdo com tranquilidade.
Durante o curso nós trataremos das normas comuns dos tributos municipais, dos conceitos aceitos pela doutrina e também da jurisprudência, quando necessário for o seu estudo.
Na última aula eu disponibilizarei um resumo com dicas e observações que julgo importantes sobre os temas mais explorados pelas bancas, material que deve ser carregado no seu bolso na reta final para a prova, para ser lido várias vezes.
Nosso Curso
Meus caros, nas duas últimas semanas que precedem a prova vocês devem ter um material pronto para ser usado na revisão. Durante as aulas, anotem os pontos em que sentiram maior dificuldade, isso fará parte do seu caderno de reta final.
Quero que façam o seguinte: nas duas últimas semanas vocês vão estudar seus resumos duas vezes (uma vez em cada semana) isso será essencial.
Para tanto, devem começar a se organizar desde já, em todas as matérias.
Ao final do curso eu pretendo que vocês estejam prontos e seguros para DESTRUIR a sabatina de contabilidade pública.
Deixo com vocês, para reflexão, uma frase de André Gide, sobre a importância de não procrastinar. Ao lado dela, uma figura que é a personalização da obstinação: o Fidalgo Dom Quixote, do mestre Cervantes.
Se não fizeres isto, quem o fará? Se não o fazes logo, quando será?
André Gide
Meus caros, a obstinação deve estar ao lado de vocês nos próximos meses, pois a hora é agora!!!
Aula Conteúdo 00 Resolução da recente prova do MPOG.
01 Lei 4320/64, MCASP, NBC T 16.
Conceito, objeto, regime e campo de aplicação. Subsistemas de informações: orçamentárias, patrimoniais, compensação.
02 Conceitos e Princípios básicos. Particularidades do novo de modelo de contabilidade aplicada ao setor público. Regimes contábeis. Variações patrimoniais.
03
Receita Pública. Procedimentos contábeis orçamentários.
Escrituração contábil relativa à receita orçamentária da União:
Critérios de reconhecimento; previsão da receita e arrecadação. Dívida ativa.
04
Despesa Pública. Procedimentos contábeis orçamentários.
Créditos adicionais; Inscrição, cancelamento e execução de restos a pagar.
05 Plano de Contas Aplicado Ao Setor Público (PCASP): conceito, diretrizes, sistema contábil, registro contábil. Contas patrimoniais, de resultado e de compensação.
06
Demonstrações contábeis aplicadas ao setor público: balanço orçamentário; balanço financeiro; balanço patrimonial.
Apuração do superávit financeiro: por meio do balanço patrimonial; por meio das disponibilidades por fonte de recursos.
07 Demonstrações contábeis aplicadas ao setor público:
demonstração das variações patrimoniais.
08 Título IX da Lei n.º 4.320/1964. Sistema de informações de custos no setor público.
09
Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI): conceitos básicos, objetivos, características, instrumentos de segurança e principais documentos de entrada. Procedimentos contábeis específicos.
10 Conceitos de Contabilidade Pública presentes na Lei de Responsabilidade Fiscal. Lei Complementar nº 101/2000.
Sistema de Contabilidade Federal (Lei nº 10.180/2001).
11
Orçamento público: conceitos e princípios. Orçamento público no Brasil. Orçamento na Constituição Federal de 1988: lei de diretrizes orçamentárias, lei orçamentária anual, plano plurianual.
12 Rumo ao dia da Prova: Resumo com os principais itens da disciplina.
Nossas Aulas
Apresentação 1 1 - Conceito, objeto, campo e função da Contabilidade Pública 7
2 - Exercício Financeiro 14
3 - Subsistemas de Informações Contábeis 14
3.1 - Subsistema de Informações Orçamentárias 18 3.2 - Subsistema de Informações Patrimoniais 18
3.3 - Subsistema de Custos 19
3.4 - Subsistema de Compensação 19
4 – Atos e Fatos 21
5 – O que mudou na contabilidade com o processo de convergência 24
Exercícios Resolvidos 32
Lista das Questões Apresentadas 65
Gabarito 80
Índice
1 - Conceito, objeto, campo e função da Contabilidade Pública
Adianto que durante as aulas vou referir-me à contabilidade aplicada ao setor público como CASP. A seguir, veremos a definição de alguns termos na visão da NBC T 16, que são também os conceitos adotados pela autora Maria Berenice Rosa.
CASP
Contabilidade Aplicada ao Setor Público é o ramo da ciência contábil que aplica, no processo gerador de informações, os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as normas contábeis direcionados ao controle patrimonial de entidades do setor público.
CASP é:
Ramo da Ciência Contábil;
Aplicação de Princípios e Normas
Geração de Informações sobre Patrimônio Público
Vamos entender algumas coisas nessa definição.
Os princípios fundamentais de contabilidade a que o texto se refere são aqueles que constam da resolução CFC 750/93, alterada pela resolução CFC 1282/10, e que já sabemos que hoje se chamam apenas Princípios de Contabilidade. Seu estudo faz parte da contabilidade geral, mas vou dar uma breve passada por eles nesse curso. Aí você pergunta: tenho que aplicar sempre os princípios de contabilidade na quando estiver trabalhando com CASP? Ora, a CASP é um ramo das ciências contábeis, então tem que obedecer aos princípios, sim.
Contudo, a própria definição, e também o manual de contabilidade aplicada ao setor público (MCASP) da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), dizem que os princípios devem ser aplicados especialmente quando estivermos tratando do Aspecto Patrimonial da CASP. Vamos a uma pincelada sobre o quais são os aspectos da CASP, na visão da STN.
Aspecto Orçamentário
Envolve o registro e a evidenciação do orçamento público, tanto quanto à aprovação quanto à sua execução. O resultado orçamentário é apurado pela diferença entre as receitas arrecadadas (orçamentárias) e as despesas empenhadas (orçamentárias). Meus caros, é necessária certa atenção a esse ponto, pois receitas e despesas públicas passam por vários estágios, e o resultado é apurado com a receita e a despesa nos estágios mencionados.
Oportunamente discutiremos cada estágio.
Resultado Orçamentário = Receitas Arrecadadas menos Despesas Empenhadas
Aspecto Patrimonial
Contempla o registro e a evidenciação da composição patrimonial do ente público. Nesse aspecto, devem ser atendidos os princípios e normas contábeis voltados para o reconhecimento, mensuração e evidenciação dos ativos e passivos e de suas variações patrimoniais. O resultado patrimonial é apurado pela diferença entre as variações patrimoniais aumentativas e diminutivas, registradas segundo os princípios da competência e oportunidade. Esse foi o aspecto mais afetado pelo processo de convergência às normas internacionais.
Resultado Patrimonial = Variações Patrimoniais Aumentativas menos Variações Patrimoniais
Diminutivas
Aspecto Fiscal
Trata da apuração e evidenciação, por meio da contabilidade, dos indicadores estabelecidos pela LC 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF), dentre os quais se destacam os da despesa com pessoal, das operações de crédito e da dívida consolidada, além da apuração da disponibilidade de caixa, do resultado primário e do nominal, variáveis imprescindíveis para o equilíbrio das contas públicas.
E o que são entidades do setor público?
Na definição da NBC T 16, Entidades do Setor Público são órgãos, fundos e pessoas jurídicas de direito público ou que, possuindo personalidade jurídica de direito privado, recebam, guardem, movimentem, gerenciem ou apliquem recursos públicos, na execução de suas atividades. Equiparam-se, para efeito contábil, as pessoas físicas que recebam subvenção, benefício, ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público. Ou seja, todos que lidam com dinheiros públicos. Veremos melhor como cada uma dessas entidades devem se comportar estudando a definição do campo de aplicação da CASP.
Entidade Pública PJ de Direito Público
PJ de Direito Privado que use recurso público PF que receba recurso público
Campo de Aplicação da CASP
É o espaço de atuação do Profissional de Contabilidade que demanda estudo, interpretação, identificação, mensuração, avaliação, registro, controle e evidenciação de fenômenos contábeis, decorrentes de variações patrimoniais em entidades públicas, no sentido amplo em que estudamos acima.
O campo de aplicação abrange todas as entidades públicas, em diferentes níveis de exigência, com relação Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCASP):
Devem atender integralmente as NBCASP: as entidades governamentais, os serviços sociais e os conselhos profissionais;
Devem atender parcialmente as NBCASP: as demais entidades do setor público, desde que sejam garantidos procedimentos suficientes de prestação de contas e instrumentalização do controle social.
Na prática temos o seguinte:
Aplicam exclusivamente (integralmente) a contabilidade pública:
Órgãos da administração direta no executivo;
Judiciário
Ministério Público
Legislativo
Autarquias
Fundações Públicas
Associações Públicas
Serviços Sociais
Conselhos Profissionais
Aplicam a contabilidade pública e a contabilidade societária:
Empresas Públicas dependentes
Sociedades de economia Mista dependentes
Consórcios Público Privados dependentes
Aplicam exclusivamente a contabilidade societária:
Empresas Públicas independentes
Sociedades de economia Mista independentes
Consórcios Público Privados independentes
E o que são entidades dependentes?
Dependente é uma empresa controlada, ou seja, é uma sociedade cuja maioria do capital social com direito a voto pertence, direta ou indiretamente, a ente da Federação e que recebe do ente controlador recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral ou de capital.
Sendo que, no caso das despesas de capital, caso receba apenas recursos provenientes de aumento de participação acionária, não será considerada estatal dependente.
Aporte de capital do ente controlador para despesas de capital, na forma de aumento de participação, NÃO faz
com que se considere dependente uma entidade.
Empresa dependente
Integra o Orçamento Fiscal e da Seguridade Social
Deve observar a CASP e a LRF.
Empresa não dependente
Integra apenas o Orçamento de Investimentos
Não está sujeita às normas da CASP e nem à LRF.
Patrimônio Público
É o conjunto de direitos e bens, tangíveis ou intangíveis, onerados ou não, adquiridos, formados, produzidos, recebidos, mantidos ou utilizados pelas entidades do setor público, que seja portador ou represente um fluxo de
benefícios, presente ou futuro, inerente à prestação de serviços públicos ou à exploração econômica por entidades do setor público e suas obrigações.
O estudo dos bens públicos não faz parte do conteúdo de contabilidade pública, mas, em essência, o patrimônio público é por eles composto, e devemos ter isso sempre em mente quando formos resolver as questões. Repare que a definição de patrimônio público é bastante ampla. O examinador pode querer confundi-lo alegando besteiras ou excluindo alguma classe de bens do conceito.
Recurso Público
É o fluxo de ingressos financeiros, oriundo de, ou gerido por, entidades do setor público.
Objetivo CASP
Fornecer aos usuários informações sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações, em apoio ao processo de tomada de decisão; a adequada prestação de contas; e o necessário suporte para a instrumentalização do controle social.
Instrumentalização do Controle Social é o compromisso fundado na ética profissional, que pressupõe o exercício cotidiano de fornecer informações que sejam compreensíveis e úteis aos cidadãos no desempenho de sua soberana atividade de controle do uso de recursos e patrimônio público pelos agentes públicos.
Na prática podemos também entendê-lo como a oferta de meios para que a sociedade acompanhe e controle as atividades que envolvam recursos públicos. Está relacionado com transparência e controle.
Objeto da CASP
É o patrimônio público.
Patrimônio público, lembrando, é o conjunto de bens, direitos e obrigações da entidade pública.
Unidade Contábil
A soma, agregação ou divisão de patrimônio de uma ou mais entidades do setor público resultará em novas unidades contábeis. Esse procedimento será utilizado nos seguintes casos:
Registro dos atos e dos fatos por necessidade de controle e prestação de contas;
Unificação de parcelas do patrimônio de unidades descentralizadas, para fins de controle;
Consolidação de entidades para atendimento de exigências legais ou necessidades gerenciais.
Muito bem, vamos ver o que é isso. Lembram-se do princípio da entidade:
“O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômico-contábil.”
À semelhança do que acontece na contabilidade privada a CASP também prevê a existência de unidades contábeis, as quais são criadas sem que se descaracterizem as entidades originais. O conceito na CASP vai mais adiante, prevendo não só a soma, mas também a divisão de parcelas, para formar nova unidade contábil. E estabelece os motivos pelos quais isso deverá acontecer.
A unidade contábil pode ser:
Originária – patrimônio das entidades do setor público na condição de pessoas jurídicas;
Descentralizada – parcela do patrimônio de Unidade Contábil Originária;
Unificada – soma do patrimônio de duas ou mais unidades contábeis descentralizadas;
Consolidada – soma patrimônio de duas ou mais unidades contábeis Originárias.
Unidade O que é?
Originária Patrimônio de uma PJ Descentralizada Parcela de uma Originária
Unificada Soma de descentralizadas Consolidada Soma de originárias
2 -Exercício Financeiro
Para definir exercício financeiro vamos recorrer ao conceito da Lei 4320/64, que diz:
O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.
O exercício financeiro coincidirá com o ano civil.
Pertencem ao exercício financeiro:
As receitas nele arrecadadas;
As despesas nele legalmente empenhadas.
Veremos mais detalhes sobre isso na aula sobre Regime Contábil.
3 - Subsistemas de Informações Contábeis Sistema Contábil
A existência do Sistema Contábil tem fundamento na Lei 4320/64, que em seu artigo 85 determina que “Os serviços de contabilidade serão organizados de forma a permitirem o acompanhamento da execução orçamentária, o conhecimento da composição patrimonial, a determinação dos custos dos serviços industriais, o levantamento dos balanços gerais, a análise e a interpretação dos resultados econômicos e financeiros”.
Na verdade a definição foi bastante ampliada. O sistema de custos, por exemplo, com a evolução dos conceitos e da legislação, deixou de abranger apenas os custos industriais.
Na definição atual, o sistema contábil representa a estrutura de informações sobre identificação, mensuração, avaliação, registro, controle e evidenciação dos atos e dos fatos da gestão do patrimônio público, com o objetivo de orientar e suprir o processo de decisão, a prestação de contas e a instrumentalização do controle social.
O sistema de informações no qual se baseia a CASP é dividido em subsistemas integrados que, embora ofereçam diferentes visões e atendam a necessidades específicas, convergem para o produto final, que é a informação sobre o patrimônio público. A integração ocorre entre os sistemas da CASP e também com outros sistemas do setor público.
Os subsistemas dão à administração pública subsídios sobre:
O desempenho da unidade no cumprimento da sua missão;
A avaliação dos resultados na execução dos programas com relação à economicidade, à eficiência, à eficácia e à efetividade;
A avaliação das metas estabelecidas pelo planejamento;
A avaliação dos riscos e das contingências.
Subsistemas Contábeis Histórico
Antes de partimos para o estudo de cada subsistema, será necessário que passemos os olhos pelo histórico de mudanças ocorrido nessa área nos últimos anos. Hoje, o termo sistema contábil é apenas uma ficção teórica que define o conjunto de subsistemas que o compõe.
Até o final do ano passado existiam fisicamente alguns sistemas contábeis, que agora estão substituídos pelos subsistemas. Pode parecer confuso, mas a CASP optou por passar por um período de transição, e isso era mesmo necessário. O quadro abaixo vai elucidar a questão:
Subsistemas Contábeis
Período Sistemas Subsistemas Obs
Até 2008
Patrimonial Financeiro Orçamentário Compensação
Não existiam
2009
Patrimonial Financeiro Orçamentário Compensação
Patrimonial Financeiro Orçamentário Compensação
Custos
Início da adaptação.
Criação do Subsistema de
Custos 2010 a
2012
Patrimonial Financeiro Orçamentário Compensação
Patrimonial Orçamentário Compensação
Custos
Fim do Subsistema
Financeiro 2013 Não existem
Patrimonial Orçamentário Compensação
Custos
Fim dos Sistemas.
Financeiro não existe mais.
Muito bem. Como você pode perceber, foi uma estratégia para amenizar o impacto da mudança, e os sistemas tornaram–se subsistemas. Na prática eles não operaram de forma paralela, apenas foram se adaptando à nova forma de funcionamento e à nova nomenclatura.
Preciso decorar isso tudo? Não!!! Precisa apenas saber o que ocorreu e estar preparado para as possíveis pegadinhas. Nossa tarefa foi facilitada, pois a Banca citou expressamente que vai pedir os subsistemas da forma como estão hoje, e nem poderia ser diferente. Isso vai evitar que o examinador misture muito os conceitos de antigo e novo. Por outro lado, por se tratar de normas que entraram em vigor em janeiro desse ano, não temos muitas questões sobre o assunto.
O que mudou na CASP?
Criação do Subsistema de Custos.
Fim do Subsistema Financeiro, com migração dos registros para o Patrimonial.
Restos a pagar saíram do Subsistema de Compensação e foram para o Orçamentário.
Então, se a questão disser que hoje temos quatro sistemas contábeis eu nem preciso responder, pois ela vai ser anulada? Não, meu caro! Não brigue com o examinador, e não conte com recursos. Responda de acordo com os seus conhecimentos e garanta o ponto.
Então vamos resumir.
Sistema contábil é um conjunto de informações estruturadas que se divide em quatro subsistemas, a saber:
Patrimonial
Orçamentário
Compensação
Custos
Sistema ou subsistema
financeiro não existe mais
.Se a banca utilizar o termo sistema para designar subsistema, e as definições estiverem corretas, não titubeie. Mas que definições? Vamos a elas.
Definições de Subsistemas
A NBCT 16.2 ainda traz a definição de cinco subsistemas. Já no MCASP, versão 2013, constam apenas os quatro que realmente são utilizados. Vamos ver a definição de sistema financeiro porque a banca pode pedir algo relacionado a isso, mas não esqueçam que ele não existe mais, foi banido.
3.1 - Subsistema de Informações Orçamentárias
Registra, processa e evidencia os atos e os fatos relacionados ao planejamento e à execução orçamentária, tais como:
Orçamento;
Programação e execução orçamentária;
Alterações orçamentárias;
Resultado orçamentário.
Grupos de contas:
Planejamento aprovado
Orçamento aprovado
Inscrição de restos a pagar
Execução do planejamento
Execução do orçamento
Execução de restos a pagar
3.2 - Subsistema de Informações Patrimoniais
Registra, processa e evidencia os fatos financeiros e não financeiros relacionados com as variações do patrimônio público, subsidiando a administração com informações tais como:
Alterações nos elementos patrimoniais;
Resultado econômico;
Resultado nominal.
Grupos de contas:
Ativo circulante
Ativo não circulante
Variações patrimoniais diminutivas
Passivo circulante
Passivo não circulante
Patrimônio líquido
Variações patrimoniais aumentativas
3.3 - Subsistema de Custos
Registra, processa e evidencia os custos da gestão dos recursos e do patrimônio públicos, subsidiando a administração com informações tais como:
Custos dos programas, dos projetos e das atividades desenvolvidas;
Bom uso dos recursos públicos;
Custos das unidades contábeis.
Grupos de contas:
Custos
Apuração de custos
3.4 - Subsistema de Compensação
Registra, processa e evidencia os atos de gestão cujos efeitos possam produzir modificações no patrimônio da entidade do setor público, bem como aqueles com funções específicas de controle, subsidiando a administração com informações tais como:
Alterações potenciais nos elementos patrimoniais;
Acordos, garantias e responsabilidades.
Grupos de contas:
Atos Potenciais
Administração Financeira
Dívida Ativa
Riscos Fiscais
Outros Controles
Em algumas questões vocês ainda encontrarão referência ao subsistema de compensação como subsistema compensado. Ao se depararem com esse termo analisem as alternativas e ignorem a mudança de nomenclatura.
Subsistema Financeiro
– não existe mais
Sua função era registrar, processar e evidenciar os fatos relacionados aos ingressos e aos desembolsos financeiros, bem como as disponibilidades no início e final do período. E o que aconteceu com os lançamentos que eram efetuados no Subsistema Financeiro. Bem, esses continuam a existir, mas agora estão sendo feitos no Subsistema Patrimonial.
Vamos a um quadro resumo para facilitar a fixação.
Subsistemas Contábeis da CASP
Subsistema Atos ou Fatos? Palavras Chave Orçamentário Atos e Fatos Planejamento e execução do
orçamento
Patrimonial Fatos financeiros ou não Produzem variações do patrimônio
Compensação Atos de gestão e de controle Podem produzir variações no patrimônio
Custos - Apuração dos custos de
gestão
Galera, e se o examinador resolver perguntar se o sistema de custos está relacionado aos atos e fatos do setor público?
Sim, está relacionado. Embora não conste da definição, as informações que subsidiam a apuração dos custos de gestão são oriundas da análise dos atos e fatos da administração pública.
Particularidades dos Lançamentos na CASP
Em primeiro lugar, temos que saber o básico. A CASP segue obrigatoriamente o método das partidas dobradas, ou seja, no registro de cada ato ou fato, o valor dos débitos deve ser igual ao valor dos créditos. Ato ou fato, Professor?
Mas a Contabilidade não se preocupa apenas com os fatos contábeis?
Calma aí! A contabilidade privada, por preocupar-se apenas com o patrimônio, só registra fatos contábeis, ignorando os atos que não impliquem alteração patrimonial. Nesta aula estamos no mundo da CASP, e então temos que nos preocupar com Atos e Fatos.
Voltando às partidas dobradas. Os débitos e os créditos de um determinado lançamento, em igual valor, devem ocorrer dentro do mesmo subsistema.
Entendam, isso não afasta a possibilidade de que um lançamento implique débito e crédito em mais de um subsistema, o que pode, sim, ocorrer, como no caso de um lançamento para registro da alienação de um veículo à vista, que origina lançamentos em três subsistemas: patrimonial, orçamentário e compensação.
O que não pode é existir um lançamento que debite R$X em um sistema e credite os mesmos R$X em outro. O lançamento tem que se completar no mesmo subsistema. Depois veremos mais exemplos disso.
Com base nisso, o lançamento deve obrigatoriamente ter um elemento adicional em relação ao que conhecemos da contabilidade privada. Ele tem que identificar débito, crédito e o subsistema em que ocorrem.
4 - Atos e Fatos
A NBC T 16 conceitua transações no setor público como os atos e os fatos que promovem alterações qualitativas ou quantitativas, efetivas ou potenciais, no patrimônio das entidades do setor público, os quais são objeto de registro contábil. Completa lembrando que tais registros devem ser feitos com a observância dos Princípios de Contabilidade e das NBCASP.
Fatos contábeis
Dão origem a transações de natureza econômico-financeira que afetam o patrimônio público, em decorrência, ou não, da execução de orçamento, (orçamentários e extraorçamentários, respectivamente) podendo provocar alterações qualitativas ou quantitativas, efetivas ou potenciais;
Então, um fato contábil:
Possui natureza econômico-financeira;
Altera qualitativamente ou quantitativamente o patrimônio;
Suas alterações podem ser efetivas ou potenciais;
Pode ser orçamentário ou extraorçamentário;
Temos como exemplos de fatos contábeis:
Orçamentários: arrecadação de receita tributária, pagamento de pessoal, pagamento de serviços.
Extraorçamentários: inscrição em dívida ativa, recebimento de bens em doação.
Atos administrativos
Dão origem a transações de natureza administrativa, que não afetam o patrimônio público, e possuem o objetivo de dar cumprimento às metas programadas e manter em funcionamento as atividades da entidade do setor público.
Então, um ato de interesse contábil:
Possui natureza administrativa;
Não afeta o patrimônio público;
Tem como objetivo cumprir as atividades da entidade.
Exemplos de atos de interesse contábil:
Situações não compreendidas no patrimônio, mas que pode vir a afetá-lo:
contratos e convênios, avais, fianças, comodato.
Situações que envolvem transação entre entidades públicas: cessão de bens a terceiros com transferência apenas da posse.
Como identificar a qual Subsistema pertence um lançamento?
De maneira geral, respeitadas as particularidades de cada lançamento, as quais veremos em outras aulas, para identificar a qual subsistema se refere determinado lançamento devemos seguir os seguintes passos:
1 – Verificar se é um ato (natureza administrativa) ou um fato (natureza econômica).
2 – Verificar se é orçamentário ou extraorçamentário. (Em muitas questões essa análise será essencial).
3 – Identificar o subsistema ou subsistemas em que serão feitos os lançamentos, da forma abaixo.
Os lançamentos no subsistema de custos serão efetuados com base nos valores apurados nos vários sistemas públicos integrados, e terão o objetivo de dar suporte ao gerenciamento do custo das ações e serviços oferecidos pela administração.
Ato
Orçamentário Extraorça- mentário
Subsistema
Orçamentário Subsistema de Compensação Fato
Orçamentário Extraorça- mentário
Subsistemas orçamentário e
patrimonial
Subsistema patrimonial
Volto a alertar que esse é um guia geral para ajudá-lo a identificar o local dos lançamentos nos casos mais simples. Casos específicos deverão ser classificados de acordo com suas peculiaridades.
5 – O que mudou na contabilidade com o processo de convergência Para facilitar a fixação das mudanças preferidas do amigo examinador, daremos uma olhada nessa consolidação dos principais itens que preparei. As alterações foram efetuadas pelas leis 11638 e 11941, em virtude do que se convencionou chamar de “processo de convergência”.
Professor, o que as mudanças na 6404, que rege a contabilidade societária, têm a ver com a Contabilidade Pública?
Costumo inserir esse resumo apenas nas aulas de contabilidade geral. Algumas dessas mudanças não se aplicam à CASP, mas muitas regras foram inseridas nas regras do MCASP, e já foram objeto de questões. Não podemos nos esquecer de que a CASP, no aspecto patrimonial, segue as regras internacionais.
Não custa dar uma olhada. Especial atenção ao tratamento dos saldos existentes do Ativo Diferido e das Reservas de Reavaliação, itens 7.4 e 7.8.
5.1 - A DOAR - demonstração das origens e aplicações de recursos, não existe mais.
Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:
I - balanço patrimonial;
II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados;
III - demonstração do resultado do exercício; e
IV – demonstração dos fluxos de caixa; Obrigatório para PL >= 2 milhões;
V – se companhia aberta, demonstração do valor adicionado.
A DOAR foi extinta. Ela NÃO fará parte do conjunto de DCs oficiais, aquelas que devem ser elaboradas, divulgadas e auditadas, obrigatoriamente. A função da DOAR esta sendo cumprida, em termos, pela DVA.
Porém, nada impede que a entidade a elabore e divulgue-a como relatório complementar da administração, ou que a utilize internamente.
5.2 - As exigências de órgãos da administração tributária e reguladores devem ser atendidas em demonstrações apartadas, sem interferir na contabilidade.
Art. 177 § 2o A companhia observará exclusivamente em livros ou registros auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil e das demonstrações reguladas nesta Lei, as disposições da lei tributária, ou de legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto, que prescrevam, conduzam ou incentivem a utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou determinem registros, lançamentos ou ajustes ou a elaboração de outras demonstrações financeiras.
5.3 - Obrigatoriedade do teste de recuperabilidade (impairment).
Art. 183. § 3o A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam:
I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor; ou
II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização.
5.4 - Fim da reserva de reavaliação.
Foi eliminada a possibilidade de reavaliação espontânea de bens. Assim, os saldos existentes nas reservas de reavaliação constituídas antes da vigência da Lei deveriam:
- ser mantidos até sua efetiva realização; ou
- ser estornados até o término do exercício social de 2008.
A Reserva de Reavaliação não pode mais ser constituída, mas as que existiam até a data da extinção podem ser mantidas até sua amortização total.
Portanto, a conta pode, sim, aparecer no BP, fiquem atentos! E pode ser pedida na prova. Veremos a forma de amortização da conta em aula futura.
5.5 - Prêmio na emissão de debêntures e doações e subvenções para investimento não são mais reservas de capital.
Art. 182 ...§ 1º Serão classificadas como reservas de capital as contas que registrarem:
a) a contribuição do subscritor de ações que ultrapassar o valor nominal e a parte do preço de emissão das ações sem valor nominal que ultrapassar a importância destinada à formação do capital social, inclusive nos casos de conversão em ações de debêntures ou partes beneficiárias;
b) o produto da alienação de partes beneficiárias e bônus de subscrição;
Só essas são reservas de capital!
5.6 - Criação da Reserva de Incentivos Fiscais (é uma reserva de lucros)
Art. 195-A - A assembléia geral poderá, por proposta dos órgãos de administração, destinar para a reserva de incentivos fiscais a parcela do lucro líquido decorrente de doações ou subvenções governamentais para investimentos, que poderá ser excluída da base de cálculo do dividendo obrigatório.
5.7 - Mudança na estrutura do BP.
Acabaram o ativo permanente e o diferido. O realizável a longo prazo agora está dentro do ativo não circulante. O exigível a longo prazo virou passivo não circulante, e não existe mais resultado de exercícios futuros.
Qualquer coisa fora disso está errada. Mais tarde estudaremos com cuidado cada grupo.
Essa é a nova estrutura:
Balanço Patrimonial
ATIVO (A) PASSIVO (P)
Circulante Circulante
Não Circulante Não Circulante Realizável Longo Prazo
Imobilizado
Investimentos PATRIMÔNO LÍQUIDO (PL) Intangível
Estudaremos o BP da CASP em detalhes em aula futura.
5.8 - Fim do Ativo Diferido.
Art. 299-A. O saldo existente em 31 de dezembro de 2008 no ativo diferido que, pela sua natureza, não puder ser alocado a outro grupo de contas, poderá permanecer no ativo sob essa classificação até sua completa amortização, sujeito à análise sobre a recuperação... (impairment).
Muito bem, o ativo diferido deve, preferencialmente, ser alocado ao grupo do ativo ao qual melhor se adequar. Caso seja impossível fazer isso, ele permanece com esse mesmo nome, até que seja totalmente amortizado.
Deverá, na segunda hipótese, passa por teste de recuperabilidade de acordo com as regras do CPC.
5.9 - Fim dos Resultados de Exercícios Futuros - REF
Art. 299-B. O saldo existente no resultado de exercício futuro em 31 de dezembro de 2008 deverá ser reclassificado para o passivo não circulante em conta representativa de receita diferida.
Parágrafo único. O registro do saldo de que trata o caput deste artigo deverá evidenciar a receita diferida e o respectivo custo diferido.
5.10 - Mudanças na apresentação de Notas Explicativas.
...§ 5o As notas explicativas devem:
I – apresentar informações sobre a base de preparação das demonstrações financeiras e das práticas contábeis específicas selecionadas e aplicadas para negócios e eventos significativos;
II – divulgar as informações exigidas pelas práticas contábeis adotadas no Brasil que não estejam apresentadas em nenhuma outra parte das demonstrações financeiras;
III – fornecer informações adicionais não indicadas nas próprias demonstrações financeiras e consideradas necessárias para uma apresentação adequada;
IV – indicar:
a) os principais critérios de avaliação dos elementos patrimoniais, especialmente estoques, dos cálculos de depreciação, amortização e exaustão, de constituição de provisões para encargos ou riscos, e dos ajustes para atender a perdas prováveis na realização de elementos do ativo;
b) os investimentos em outras sociedades, quando relevantes;
c) o aumento de valor de elementos do ativo resultante de novas avaliações
d) os ônus reais constituídos sobre elementos do ativo, as garantias prestadas a terceiros e outras responsabilidades eventuais ou contingentes;
e) a taxa de juros, as datas de vencimento e as garantias das obrigações a longo prazo;
f) o número, espécies e classes das ações do capital social;
g) as opções de compra de ações outorgadas e exercidas no exercício;
h) os ajustes de exercícios anteriores
i) os eventos subsequentes à data de encerramento do exercício que tenham, ou possam vir a ter, efeito relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros da companhia.
5.11 - Nova forma de avaliação de instrumentos financeiros.
Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios:
I - as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo:
a) pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda;
b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito;
5.12 - Ajuste a valor Presente para ativo e passivo.
Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios:
VIII – os elementos do ativo decorrentes de operações de longo prazo serão ajustados a valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.
Art. 184. No balanço, os elementos do passivo serão avaliados de acordo com os seguintes critérios:
III – as obrigações, os encargos e os riscos classificados no passivo não circulante serão ajustados ao seu valor presente, sendo os demais ajustados quando houver efeito relevante.
5.13 - Mudanças na estrutura da DRE. Não existem mais receitas e despesas não operacionais. Foi ampliado o conceito de algumas participações.
Art. 187. A demonstração do resultado do exercício discriminará:
I - a receita bruta das vendas e serviços, as deduções das vendas, os abatimentos e os impostos;
II - a receita líquida das vendas e serviços, o custo das mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto;
III - as despesas com as vendas, as despesas financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e administrativas, e outras despesas operacionais;
IV – o lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e as outras despesas;
V - o resultado do exercício antes do Imposto sobre a Renda e a provisão para o imposto;
VI – as participações de debêntures, empregados, administradores e partes beneficiárias, mesmo na forma de instrumentos financeiros, e de instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados, que não se caracterizem como despesa;
VII - o lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu montante por ação do capital social.
5.14 - Mudança no conceito de coligadas e no uso do MEP.
Art. 243...
§ 1o São coligadas as sociedades nas quais a investidora tenha influência significativa.
Considera-se que há influência significativa quando a investidora detém ou exerce o poder de participar nas decisões das políticas financeira ou operacional da investida, sem controlá-la.
Art. 248 - No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas, controladas e outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial...
5.15 - Sociedades de grande porte, mesmo que não sejam S/A deverão elaborar e publicar DCs seguindo os preceitos da 6404.
Art. 3º- Aplicam-se às sociedades de grande porte, ainda que não constituídas sob a forma de sociedades por ações, as disposições da Lei nº. 6.404, de 15 de dezembro de 1976, sobre escrituração e elaboração de demonstrações financeiras e a obrigatoriedade de auditoria independente por auditor registrado na Comissão de Valores Mobiliários.
Considera-se de grande porte, para os fins exclusivos desta Lei, a sociedade ou conjunto de sociedades sob controle comum que tiver, no exercício social anterior, ativo total superior a R$ 240.000.000,00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais).
Terminamos por aqui a parte teórica de hoje. Vamos, agora, resolver alguns exercícios.
Vamos lá!
Exercícios Resolvidos
1 – Esaf 2014 MTur - A respeito da convergência da contabilidade pública brasileira às Normas Internacionais de Contabilidade e às Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público – NBC T 16 editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade – CFC, é correto afirmar, exceto:
a) a convergência às normas internacionais é uma necessidade, tendo em vista as peculiaridades e o estágio de desenvolvimento do Brasil.
b) a adoção de procedimentos padronizados para a contabilidade deve atender aos objetivos de convergências estabelecidos pelo Comitê Gestor da Convergência no Brasil instituído pelo CFC.
c) a edição de normativos, manuais, instruções de procedimentos contábeis e Plano de Contas Nacional para o setor público atendem às necessidades de convergência às normas internacionais de contabilidade.
d) o acompanhamento contínuo das normas contábeis aplicadas ao setor público editadas pelo CFC e pelo International Federation of Accountants – IFAC tem por finalidade garantir que os Princípios Fundamentais de Contabilidade sejam respeitados no setor público.
e) embora estejam submetidos às regras da Lei n. 4.320/1963, os Estados, o Distrito Federal e os municípios não estão sujeitos à convergência às normas internacionais em razão da independência das esferas de governo garantida pela Constituição Federal.
Muito bem. Se alguém ainda não conhece o processo de convergência das normas contábeis brasileiras às normas internacionais, sugiro que dê uma olhada em um artigo meu que se encontra na área aberta do Ponto.
Resumidamente: em dado momento, por necessidade de conferir credibildade aos registros contábeis e às demonstrações contábeis das entidades brasileiras (públicas e privadas), o CFC houve por bem rever as normas contábeis nacionais e fazê-las convergir com o padrão adotado mundialmente, que é definido pelo IFAC.
Na contabilidade pública temos a Lei 4320, que ainda não sofreu nenhuma alteração, e o MCASP, que está totalmente orientado às novas normas. Todos os entes federativos devem seguir o que prescreve a Lei 4320 e também o MCASP, de modo que está incorreta a letre E. As demais alternativas estão corretas, não deixem de estudá-las.
Gaba: E
2 – Esaf 2014 Mtur - Na formação do patrimônio público, integram o patrimônio líquido/Saldo Patrimonial as seguintes rubricas,exceto:
a) Ações em tesouraria.
b) Ajustes de avaliação patrimonial.
c) Resultado diferido.
d) Reservas de capital.
e) Resultados acumulados.
Uma das alterações do processo de convergência foi o fim da conta de ativo diferido, que ficava no passivo, vamos ver:
Fim do Ativo Diferido
Art. 299-A. O saldo existente em 31 de dezembro de 2008 no ativo diferido que, pela sua natureza, não puder ser alocado a outro grupo de contas, poderá permanecer no ativo sob essa classificação até sua completa amortização, sujeito à análise sobre a recuperação... (impairment).
Na CASP, essa conta é chamada de resultado diferido, e também fica no passivo, no balanço patrimonial. Também na CASP, ela foi suprimida:
Resultado Diferido no BP CASP
Saldo existente na antiga conta resultado de exercícios futuros em 31 de dezembro de 2008, composto de variação patrimonial aumentativa (VPA) diferida e o respectivo custo diferido.
Não pode mais existir essa conta? Pode sim, desde que haja saldo reconhecido antes de 31/12/08, e que não tenha sido amortizado ou realocado, mas esse é um caso excepcional.
Interessante notar que, ainda hoje, as bancas exploram esse tema.
Normalmente trato disso nas aulas de contabilidade geral, mas incluí nesta aula um resumo das principais alterações, para que não fiquem perdidos caso o examinador venha com nova questão desse gênero.
Gaba: C
3 – Esaf 2013 Dnit - Com base nos conceitos gerais da Contabilidade Pública, assinale a opção correta.
a) A legislação brasileira inclui em seu campo de atuação as pessoas jurídicas de Direito Público tanto interno quanto externo.
b) A execução das receitas e despesas do consórcio público constituído como pessoa jurídica de direito privado é regida pelas normas do Direito Privado.
c) As sociedades de economia mista não estão sujeitas à adoção do plano de contas único da Administração Federal.
d) Para a doutrina, não há distinção entre patrimônio público e contábil dos órgãos e entidades da Administração Pública.
e) Das funções básicas da Contabilidade – planejamento e controle –, somente o segundo tem caráter compulsório para os entes da Administração.
Letra A, errada. As pessoas jurídicas de direito público externo não estão sujeitas às regras da CASP. Apenas para ilustrar, pessoas jurídicas de direito público externo são organismos internacionais, outros países, representações diplomáticas e outros.
Letra B, errada. Consórcio público deve seguir a CASP.
Letra C, correta. As sociedades de economia mista, se forem independentes, devem seguir o plano de contas da contabilidade societária.
Letra D, errada. Questionável essa assertiva, pois tratou o tema de forma muito genérica, sem contar que, na própria doutirna, há diferenças de entendimento. Patrimônio público contábil é aquele que definimos nesta aula, ou seja: bens, direitos e obrigações dos entes públicos. Patrimônio público, em sentido lato, costuma ser referenciado na doutrina como o conjunto de bens públicos.
Letra E, errada. O planejamento é item obrigatório para os entes públicos.
Gaba: C
4 – Esaf 2013 Dnit - Assinale a opção falsa a respeito da caracterização das entidades do setor público para efeitos da aplicação de regras contábeis.
a) Pessoas físicas se equiparam a entidades públicas quando recebem subvenção de órgão público para efeitos contábeis.
b) Entidades que possuem personalidade jurídica de direito privado podem ser consideradas do setor público.
c) As organizações não governamentais quando recebem recursos públicos são obrigadas a se submeterem integralmente às regras contábeis aplicadas ao setor público.
d) Uma condição fundamental a ser considerada no momento da aplicação das regras de contabilidade é se o ente aplica e/ou gerencia recurso público.
e) As entidades que recebem recursos do setor público na forma de contraprestação de serviços não estão submetidas às regras desse setor para efeitos contábeis.
Letras A B e D, corretas.
O que são entidades do setor público?
Na definição da NBC T 16, Entidades do Setor Público são órgãos, fundos e pessoas jurídicas de direito público ou que, possuindo personalidade jurídica de direito privado, recebam, guardem, movimentem, gerenciem ou apliquem recursos públicos, na execução de suas atividades. Equiparam-se, para efeito contábil, as pessoas físicas que recebam subvenção, benefício, ou incentivo, fiscal ou creditício, de órgão público. Ou seja, todos que lidam com dinheiros públicos.
Letra C, errada.
Aplicam exclusivamente (integralmente) a contabilidade pública:
Órgãos da administração direta no executivo;
Judiciário
Ministério Público
Legislativo
Autarquias
Fundações Públicas
Associações Públicas
Serviços Sociais
Conselhos Profissionais
Aplicam a contabilidade pública e a contabilidade societária:
Empresas Públicas dependentes
Sociedades de economia Mista dependentes
Consórcios Público Privados dependentes
Aplicam exclusivamente a contabilidade societária:
Empresas Públicas independentes
Sociedades de economia Mista independentes
Consórcios Público Privados independentes
As organizações não governamentais quando recebem recursos públicos são obrigadas a se submeterem às regras contábeis aplicadas ao setor público, mas apenas no que diz respeito aos recursos recebidos.
Letra E, correta. Quando uma pessoa jurídica presta serviços ou vende bens para o ente público, o valor por ela recebido não tem característica de recurso público. Trata-se de receita auferida em atividade empresarial, que deverá ser contabilizada de acordo com as normas da contabilidade societária.
Gaba: C
5 – Esaf 2013 Dnit - Assinale a opção cujo conteúdo não indica um dos objetivos da contabilidade aplicada ao setor público:
a) refletir o ciclo da administração pública.
b) fornecer informações para a instrumentalização do controle social.
c) demonstrar os resultados alcançados pela entidade do setor público.
d) apresentar os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade pública.
e) evidenciar as mutações do patrimônio.
Objetivo CASP
Fornecer aos usuários informações sobre os resultados alcançados e os aspectos de natureza orçamentária, econômica, financeira e física do patrimônio da entidade do setor público e suas mutações, em apoio ao processo de tomada de decisão; a adequada prestação de contas; e o necessário suporte para a instrumentalização do controle social.
Como podemos perceber, a única alternativa que traz texto não mencionado na definição do objetivo da CASP é e letra A.
O ciclo da administração pública pode ser definido como planejamento, execução e controle. A CASP, embora não deixe de ser ferramenta de gestão, está fortemente associada ao controle. Existem outras ferramentas para analisar o ciclo de gestão, avaliando conformidade, eficiência, eficácia e efetividade.
Contudo, embora refletir o ciclo da administração pública não seja um de seus objetivos literais, não podemos deixar de considerar que a CASP faz parte dos meios de instrumentalização do controle social, tendo a função de “fornecer informações que sejam compreensíveis e úteis aos cidadãos no desempenho de sua soberana atividade de controle do uso de recursos e patrimônio público pelos agentes públicos.”
Gaba: A
6 – Esaf 2013 Dnit - A respeito das disposições da Lei n. 4.320/1964 sobre a contabilidade aplicada ao setor público, é correto afirmar,exceto:
a) a tomada de contas dos agentes responsáveis por bens e dinheiros públicos será realizada pelos serviços de contabilidade, ressalvadas as competências dos tribunais de contas.
b) é função precípua da contabilidade evidenciar perante a fazenda pública a situação dos responsáveis pela arrecadação de receitas e guarda de bens públicos.
c) a utilização do método das partidas dobradas para escrituração sintética das operações financeiras e patrimoniais é uma exigência legal.
d) o controle contábil de contratos deve ser realizado de forma seletiva, levando-se em conta a materialidade dos recursos envolvidos.
e) os custos dos serviços industriais e a interpretação dos resultados econômicos e financeiros devem ser levados em conta na organização da contabilidade do setor público.
Com exceção da letra D, todas as assertivas estão corretas e devem ser estudadas, pois trazem preceitos da 4320.
Letra D, errada. A lei 4320 diz o seguinte:
“Haverá controle contábil dos direitos e obrigações oriundos de ajustes ou contratos em que a administração pública for parte.”
Ou seja, todos os contratos serão contabilmente reconhecidos, sem distinção.
Gaba: D
7 – Esaf 2013 Dnit - Segundo disposições da Lei n. 4.320/1964, a contabilidade orçamentária e financeira deverá observar nos seus registros as seguintes regras, exceto:
a) fazer o controle contábil das operações que resultem créditos e débitos de natureza financeira mesmo que não transitem pelo orçamento.
b) registrar a despesa e a receita de acordo com as especificações da lei orçamentária anual.
c) evidenciar as dotações disponíveis.
d) demonstrar os valores empenhados, pagos e os saldos a pagar, por credor.
e) na inscrição dos restos a pagar especificar por exercício e por credor.
Com exceção da letra D, todas as assertivas estão corretas e devem ser estudadas, pois trazem preceitos da 4320.
Letra D, errada. A lei 4320 diz o seguinte:
“O registro dos restos a pagar far-se-á por exercício e por credor distinguindo- se as despesas processadas das não processadas.”
Então, temos os seguinte:
os valores empenhados, pagos e a pagar, são apresentados de forma global;
os valores inscritos em restos a pagar serão apresentados por credor;
Vocês já devem ter percebido que terão que estudar os literais da 4320, não é mesmo? Preparem sua versão e mandem brasa.
Gaba: D
8 – Esaf 2013 Dnit - A respeito das unidades contábeis e do patrimônio do setor público, é correto afirmar:
a) unidades descentralizadas representam parcela do patrimônio de unidade contábil originalmente consolidada.
b) as unidades originárias representam o patrimônio das entidades do setor público na condição de pessoas jurídicas.
c) unidades unificadas representam o patrimônio de unidades resultantes da fusão de duas ou mais entidades.
d) a consolidação é resultado da soma do patrimônio de duas entidades descentralizadas.
e) A unificação e a consolidação têm como origem entidades que são pessoas jurídicas.
A unidade contábil pode ser:
Originária – patrimônio das entidades do setor público na condição de pessoas jurídicas;
Descentralizada – parcela do patrimônio de Unidade Contábil Originária;
Unificada – soma do patrimônio de duas ou mais unidades contábeis descentralizadas;
Consolidada – soma patrimônio de duas ou mais unidades contábeis Originárias.
Unidade O que é?
Originária Patrimônio de uma PJ Descentralizada Parcela de uma Originária
Unificada Soma de descentralizadas Consolidada Soma de originárias
Letra A, errada. Unidades descentralizadas representam parcela do patrimônio de unidade contábil originária.
Letra B, correta.
Letra C, errada. Unidades unificadas representam o patrimônio de unidades descentralizadas.
Letra D, errada. Consolidação é resultado da soma do patrimônio de duas entidades originárias.
Letra E, errada. Isso é verdade apenas para a consolidação. A unificação é feita a partir de unidades descentralizadas, que são parcelas de uma originária.
As descentralizadas, portanto, não são pessoas jurídicas.
Gaba: B
9 – Esaf 2013 Dnit - Tendo em vista que os sistemas de informações têm como objetivo coletar, recuperar, processar, armazenar e distribuir informações para a tomada de decisão; e sabendo que a NBC T 16.11 define o Sistema de Informações de Custos do Setor Público – SICSP e que a Portaria STN 157/2011 instituiu esse sistema no âmbito federal, assinale a opção falsa a respeito da apuração de custos no setor público.
a) O uso do sistema, bem como a apuração de custos, é de uso opcional, devendo ocorrer por adesão formal junto ao órgão central de contabilidade.
b) O sistema de custos visa evidenciar os custos de programas de governo e de unidades integrantes da administração pública federal.
c) A tomada de decisão a respeito da aquisição ou aluguel de um bem deve ser apoiada em análise do sistema de custos.
d) A evidenciação de objetos de custos pode ser realizada sob várias óticas, tais como: funcional, programática e institucional.
e) A apuração e o controle dos custos no setor público decorrem de norma infraconstitucional.
Letra A, errada. O uso do Sistema de Informações de Custos do Setor Público é obrigatório.
NBC T 16.11
“Alcance
O SICSP é obrigatório em todas as entidades do setor público.
Vários dispositivos legais determinam a apuração de custos no setor público como requisito de transparência e prestação de contas, seja para controle interno, externo ou controle social. Além dos aspectos legais, esta Norma também destaca o valor da informação de custos para fins gerenciais. Sua relevância para o interesse público pode ser entendida pelo seu impacto sobre a gestão pública, seja do ponto de vista legal ou de sua utilidade.”
As demais estão corretas.
Gaba: A
10 – Esaf 2012 CGU - Examine os itens a seguir a respeito dos conceitos e campo de aplicação da contabilidade aplicada ao setor público, assinale Verdadeiro(V) ou Falso(F) e escolha a opção que indica a sequência correta.
I. O campo de aplicação da contabilidade aplicada ao setor público abrange todas as entidades do setor público;
II. A função social da contabilidade aplicada ao setor público deve refletir, sistematicamente, o ciclo da administração pública para evidenciar informações necessárias para a tomada de decisão;
III. Ocorre o surgimento de novas unidades contábeis quando se procede à soma, agregação ou divisão do patrimônio de uma ou mais entidades;
IV. O objeto da contabilidade aplicada ao setor público são os recursos públicos.
a) V, V, F, F b) F, F, V, F c) V, V, V, F d) V, F, V,V e) V, V, V,V
I – Correto.
O campo de aplicação abrange todas as entidades públicas, em diferentes níveis de exigência, com relação Normas Brasileiras de Contabilidade Aplicadas ao Setor Público (NBCASP):
Devem atender integralmente as NBCASP: as entidades governamentais, os serviços sociais e os conselhos profissionais;
Devem atender parcialmente as NBCASP: as demais entidades do setor público, desde que sejam garantidos procedimentos suficientes de prestação de contas e instrumentalização do controle social.
II – Correto
Uma das funções da CASP é a “instrumentalização do Controle Social é o compromisso fundado na ética profissional, que pressupõe o exercício cotidiano de fornecer informações que sejam compreensíveis e úteis aos cidadãos no desempenho de sua soberana atividade de controle do uso de recursos e patrimônio público pelos agentes públicos.”
Na prática podemos também entendê-lo como a oferta de meios para que a sociedade acompanhe e controle as atividades que envolvam recursos públicos. Está relacionado com transparência e controle.