LINIVERSIDADE DE
SÃO
PAULO
INSTITUTO
DE GEOCIÊNCIAS
EVoLUÇ.Ã.o
rncrôNIcn
Do
GRABE¡I
DA
GUANABARA
ANDRE LUIZ
FERRARI
Orientador: Prof.
Dr.
Claudio
Riccornini
TESE
DE
DOUTORAMENTO
Programa
de
Pós-Graduação em
Geologia
Sedimentar
DEDALUS-Acervo-lGG
lll]ililtil1ilililililtililililtililililtilililililililIt]
30900007282
UNIVERSIDADE
OT
SÃO
PAULO
tNsrtruro
DE
GEoctÉrucms
EVOLUçÃO
recroucn
Do
GRABEN DA
GUANABARA
NNPAÉ
LUIZ
FERRARI
Orientador: Prof.
Dr.
Claudio
Riccomini
TESE
DE DOUTORAMENTO
cotr¡tssÃo
JULGADoRA
Nome
Presidente:
Prof.
Dr.
claudio Riccomin¡Examinadores:
Prof.
Dr.
Carlos José ArchanjoProf.
Dr.
Claudio Limeira MelloDr.
Peter SzatmariProf.
Dr.
Sidnei Pires RostirollasÃO
PAULO
Ficha catalográfica realizada peio serviço de
Biblioteca
e Documentação doInstituto
de Geociências da Universidade de São PauloFerrari, André
Luiz
Evolução tectônica do Graben da Guanabara
/
AndréLuiz
Ferrari-
São Paulo, 2001.412p..11. + anexos
Tese (Doutorado): Igc
/
USP - 2001ABSTRACT
This thesis investigates the tectonic evolution
of
the Guanabara Graben (SEBrazil)
from the
analysisof
paleostressfields
that
controlsthe
deformation
of
the
sedimentary sequencesofthe
São José do Itabo¡aí and Macacu Basins aswell
asofthe
igneous alkalinebodies and dikes,
which
precede and,locally,
follow
the graben formation.This
analysis isfocused
on
the
geometry
and
kinematics
of
the brittle
structures. Fufthermo¡e,
thepaleogeography
of
the
Guanabara Grabenis
chalacterizedfrom a
tectonic-sedimentary studyof the
MacacuFormation,
with
ernphasison the
faciesvarìation and
depositional environments.Four
eventsof brittle
defotmation were chal acterizedfrom
theLate
Cretaceous tothe Holocene.
1)
First
Event
-
Sinistral
transcurrencefrom the
Campanian
to
the
Early
Eocene characterizedby
horizontalo1
striking NE-SW. This
stress {ie1d controlled the grabenforrnation
with
the developmentof
the São José do ltaboraí Basin, theintrusion
of
thealkaline
bodies and relateddikes
andthe late
hydrothermalactivity
as indicated
bysilicifi ed tectonic breccias;
2)
Second Event-
ExtensionNW-SE
frotr
theEarly
Eoceneto
theLate
Oligocene. This extension controlled the formation of the Macacu Basin;3)
Third Event
-
ExtensionNE-SWdextral
transcurrence,probably
in
the
Pleistocene.This
extension deformedthe alkaline
bodies andthe
sedimentaryinfill
of
the
graben. The dextral transcurrence affects the alkaline bodies and related dikeswith
a o'1 strikirtg NW-SE. Apparently, this paleostressfield
is synchronouswith
theNE-SW
extensionof
the Macacu Basin;4)
Fourth Event
-
Holocenic extension
E-W
that
controlled
the
segmentationof
theMacacu Basin
deposits.
This
event
isolates
the
Macacu Formation
at
llha
doGovernadôr and Duque de Caxias
from
the main deposit.Compared to the other basins
ofthe
ContinentalRift ofthe
SoutheasternBrazil,
the Paleocenic São José do Itaboraí Basin shows the highest rateof
stretching(-
10% more)Ì
l
José Fault, the
strike-slip
micro faults in the basin sediments and the synchronous NW-SEand NE-SW extension are all indicative
of
sinistral transcurrenceofthe
São José Fault.Three
main
facies
associationswere
recognizedin
the
Macacu
Basin
(Eocene-Oligocene):
alluvial
fans, braidedplains
and lacustrine.This
faciesdistribution
coupledwith
the
structural analysis shows
an
asymmetric-type-grabenwith
the main
tectonicdepression located
first
at the southeastern border andlater migration
to
the
northeasternborder
of
the basin.The
analysisof
paleocurrents indicatesa
changingin the
sedimentsflow
from
SW
to
NE,
reflecting
the
irnportanceof
the
tectonic
control
in
the
MacacuFormation. This
is
also shown by the episodicflooding of
the braidedalluvial plain, which
seems to be of tectonic origin.
The
presenceof
fonolithic
hialoclastites(65,7
Ma)
asideof
sienic
bodiesof
the same age demonstrateslocal
low
rateof
denudationin
the
Guanabata Graben and shows that the erosional processes in the region was heterogeneous.The overall
interpretation indicates thatthe
Guanabara Grabenwas fonned
in
the Paleoceneunder
a
strìke-slip regime controlled
by
anE-W
sinistral couple. The
grabenevolution from
the Eoceneto the
Oligocene was dominatedby
aNW-SE
extension. Thisindicates a persistent orientation of the SHmax and Shmin,
NE-SW
eNW-SE,
respectively,from
theUpper
Cretaceousto
the Oligocene. Thereis
a changeto
orlhogonalposition
of
the stresses axis
only
in
the Pleistocene. Apparently, the paleosffessfìeld that
controls theformation
ofthe
Guanabara Graben was tliggered by thelocal
stresses relatedto
theuplift
that
generatedthe
Japi Erosion
Surface.The
initial
strike-slip regime
that
controls
theformation
ofthe
gr aben was probably influenced by a mechanical anisotropy in the mantle. The Neogenic paleostressfields
isin
agreementwith
the Cenozoicfar
field
dictated by theRESUMO
Esse trabalho investiga a evolução tectônica
do
Graben da Guanabara apaftif
dôscampos de paleotensões geradores e defo¡madores das bacias de São José do Itaboraí e do
Macacu,
bem como dos
corpos ígneos alcalinose
diques associados,que
precedern e,localmente, acompanham a irnplantação do g'aben.
Foram analisadas a geometria e
a
cinemática das estmtufas rupteis que afetam oscorpos alcalinos
e
o
preenchimento sedimentar. Realizou-se,tambérn,
a
caraclertzaçáotectono-sedimentar
da
Formação
Macacu,
a
parri
do
estudo
de
sua faciologia
epaleogeografia, buscando determinar a evolução paleogeográfica do Graben da Guanabara,
Caractetizou-se
a
atuaçãode
quatro
camposde
paleotensõesdistintos,
entre
o Cretáceo Superior e o holoceno, correspondendo a quatro eventos deformacionais rúpteis1)
Evento 1
-
transcorrênciasinistral, com
atuaçãodo
Campaniano ao EocenoInferior,
caraclerizada
por um o1
horizontal
posicionadona
direçãoNE-SW.
Esse campo deesforços controlou a implantação do Graben da Guanabara a
partir
da geração da Baciade São José do Itaboraí, a intrusão dos corpos alcalinos e dos diques a eles associados e
o hidrotermalimo tardio representado pelas brechas tectônicas silicificadas;
2)
Evento2
-
extensãoNW-SE,
que atuou do EocenoInferior
ao
oligoceno
Superior econtrolou a impantagão e evolução tectono-sedimetar da Bacia do Macacu;
3)
Evento
3
-
extensão NE-SWtransco¡rência
dextral,
com
provável atuação
noPleistoceno, deformou os corpos alcalinos e
o
preenchimento sedimentar do graben.A
transcorrência
dextlal
foi
identificada
nos
corpos alcalinos, sendo posterior
à
suaintÍusão e
dos diques associados, sendo caracterizadapor um
o'1 de direçãoNW-SE
Esse campo de paleotensões
foi
considerado comtemporâneo com a extensãoNE-SW
identificada na Bacia do Macacu;
4)
Evento4
-
extensãoE-W,
de idade holocênica,foi
responsável pela segmentação dos depósitos da Bacia do Macacu, sep¿ìfando a bacia e as ocorrôncias isoladas da FormaçàoMacacu da
Ilha
do Governador e de Duque de Caxias,Determinou-se que a Bacia de São José do ltaboraí, de idade paleocênica, possui a
maiol
taxa de
estiramento entretodas
as baciasdo
RCSB, de pouco
maìsde 10% A
embasamento e pfeenchendo a Falha de São José; as microfalhas direcionais que afetam o
preenchimentodabaciaeacontemporaneidadedeextensõesnasdireçõesNW-SEeNE-SWindicamacomplexidadedaevoluçãotectônicadaBaciadeSãoJosédoltaboraíe
foram interpretadas como geradas por uma transcorrência sinistral dessa falha
NaBaciadoMacacu,deidadeeocênicaaoligocênica'forancatacretizadastrês
associaçõesdefácies,delequesaluviais,fluvialentrelaçadaelacustre,Adistribuiçãodas
associações de fácies. em conjugação com as eslruturas,
indicou
que essa baciaé do
tipograbenassilte1rlco,equeosdepooentrossedesloca¡amdabordasudesteparaanoÍoeste'
As paleocorrentes mostraÍI uma variação no sentido, passando de SW para
NE'
reforçandoa
importância
do
tectonismo
na
sedimentagãoda
FormaçãoMacacu
Essa relação foi
evidenciada, tarnbém, pelos afogamentos episódicos da planíciealuvial'
interpretados comode origem tectônica.
A
presença de hialoclastitosfonolíticos
noPIag
do Counlry
Clab'
qseconstitui
oembasamento da Bacia
do
Macacu, com idadede
65,7Ma
(obtidano
pressnte trabalho)'indicou
que esse segmento do Graben da Guanabata não sofreu erosão desdeo
PaleocenoInferior.
A
localização desseplag
próxima aos maciços do Tanguá eRio Bonito'
de mesmaidade, mostra que as taxas
de
erosão
no
interior
do
Graben
da
Guanabara forzunheterogêneas.
Assim,
a interpretação dos dados permiteinferir
quea
implantaçáodo
Graben daGuanabara deu-se
no
Paleoceno,
sob
um
regime
de
esforços
direcional' tendo
sidocontrolada por um
binario
sinístralE-W
Sua evolução ao longo do Eoceno e do Oligocenofoicontroladaporumregimedeesforçosextensional,comoeixodeextensãoposicionado
rradireçãoNW-SE'Dessaforma,tegistrou-seapersìstênciadasdireçõesdeSHrnaxe
Shrnin,NE-SWeNW-SErespectivamente,entreoCretáceoSuperioreooligocenoeasua
variação, para
posiçõesortogonais
a
essas, apenasno
Pleistoceno' Admite-se
que
oscampos
de
paleotensões responsáveispela irrplantação
e
evolução
do
Graben
daGuanabara foram desencadeados pelas tensões locais associadas ao soerguitnento que gerou
a
Superfìcie
Japi.
O
regime direcional
que gerou
sua implantação
foi
provavelmentecontrolado
por
anisotropias mecânicasdo
manto
Os campos de paleotensões neogênicossão
compatíveis
com
as
tensões
regionais
geradas
pelo
empurrão
da
cordilheiraAGRADECIMENTOS
A
realizaçáo dessa tese nãoteria
sido possível semo
apoioe
o
incentivo
de muitas pessoas e instituições.lniciahnente
agradeçoo
pronto
apoioe
o
incentivo
dado aolongo
do
cursopelo meu orientador, Professor Claudio
Riccomini.
Seja pelas questões fundamentaislevantadas,
seja
pelos meios
disponibilizados,
devo
a
ele
a
concretização desse trabalho.Quero agradecer aos colegas da minha instituição de origem,
o
Departamentode GeologialLAGEMAR da
UFF,
pela liberação
e
incentivo
pala a
realização dodoutoramento. Particula¡mente agradeço a
Maria
AugustaMartins
Silva, com
queminiciei
o trabalho na Bacia do Macacu, a SidneyLuiz
de MatosMello,
peias sugestõesna
organizaçio
do texto e
pela revisão
do abstact e a Adalberlo da Silva
pelas discussões e pelo auxílio na elaboragão dos arquivos"pdf'
para irnpressão Agradeçotambém
ao
iGiUSP, que
me
recebeu, oferecendo
todas
as
suas
instalações,laboratórios
e a
excelentebiblioteca.
Agradecimentos são devidosa
FAPESP,
queapoiou
o
projeto "Evolução
Tectônicado
Graben da Guanabara",e a
CAPES
pela concessão de bolsa no âmbito do programa PICDT.Diversos colegas
tiveram
parlicipação ativa aolongo
do trabalho, durante oslevantamentos
de
campo,como
o
Alexandre Magno
Sales,Hélio Monteiro
Penha,Cleverson Guizan
Silva e Claudio
Limeira
deMelo,
a quem agradeçoa
ajudae
assugestões. Também quero agradecer ao colega
Viotor
Fernadez Yelitzquez, pelo apoiona petrografia das rochas alcalìnas.
Uma
rnenção especialé
devida
ao
colega
Afonso
C.
R
Nogueira,
peloacompanhamento
nos
trabalhos
de
campo, pelas
discussõese
sugestõessobte
ageologia da Bacia do Macacu e, ainda, pela leitura crítica do texto
Agradeço
a
Damien
Delvaux por
ter
cedido
prontamenteo
seu programaTENSOR,
quefoi
deutilidade
fundarnental na inversão dos dados de falhas, e pelas sugestões quanto ao tratamento desses dados.Em
Itaúna
o
trabalho
de
campo seria impossível
sem
o
apoio
do
lídercomunitario
Nílson
Rodrigues Coelho.
Nesse aspectodevo
agradecer,tambérn,
àbacia; ao
IEAPM/Marinha
do Brasil pela autorização e apoio no acesso à Ilha cle CaboFrio;
àGEOPLAN por
ceder osperfis
de poços artesianosutilizados,
especialmente ao geólogo FernandoZulian;
ao pessoal das pedreiras IrmãosVignê,
Santo Antônio,Emasa, Simgra e Bangu. Nessa
última,
agradeço ao geólogo JoãoA. P.
Silva,
peloacompanhamento na pedreira
e
indicaçãode outros
bons afloramentos. Sou muitograto ao
colegaRaul
Rodrigues
Valle, da
Mineração Sartor,
pelo apoio
e
pelas fì-utíferas discussões sobre a análise cinemática do fratnramento.Também sou grato ao pessoal do Laboratório de Microscopia Eletrônica, em especial ao Isaac Jamil Sayeg e à estagiária Camila Miranda
Michelin;
bem como aoFlávio
Machado Souza Carvalho,do Labo¡atório
deDifi'atometria
de RaiosX,
e
aAfthur
Onoe e ao Paulo Vasconcelos, do Laboratório de Datação RadiométricaArlAr.
Esses anos
de trabalho
intensoforam
mais prazerosospela
companhia dosdiversos amigos da pós-graduação e dos que
trabalharl no IGiUSP
pafiicularmente oAfonso,
Leandro,
Alexei,
Alexandre, Claudio,
Lucy, Chicão,
Sapo, Renata, JoãoMatos,
Candeias,Pinheiro,
Sônia,
Chico
Bill,
Paulo,
Jefferson,
Glória,
Mancini,Victor,
Hachiro, Ginaldo, Rômulo, Alethéa,Willian,
Isaac, Gianini e Elaine.O
ìnte¡essepelo tema aqui
tratacloteve origem na convivência com
algunsgeólogos por quem quero externar minha graticfão e admiração, como
Hélio
MonteiroPenha,
um
geólogocom
formação geomorlológicae
naturalista; Thomas LafayetteBrenner, com
quemtravei
asprimeiras
dìscussões sobreo
Graben
cla Guanabara;Flarolclo
Erwin
Asmus, que me
apresentoua
tectônica
da
margem
continentalbrasileira
e
Marcus
Aguìar
Gorini,
que
me
apresentoua
tectônica
global.
Queroregistrar, também,
que as
dìsciplinas
Análise
de
Fraturas
e
Análise
de
Bacias, ministradas por Georg Robe¡t Sadowski e por Vicente JoséFúlfaro,
respectivamente,influenciaram os clesdobramentos do trabalho, dancloJhe novas perspectivas.
Sobretudo sou grato à Ana Paula, minha mulher e antropóloga prefelida, pela
Íruucp
r.
rNrnoouÇÃo
...
1.1. Aplesentação do problema e objetivos
1-2.
Estluturr
da Tese .2. REVISÃO DOS ASPECTOS GEOLÓGICOS REGIONAIS SOBRE O GRABENDA
GUANABARA,
I
1
'7
8
2,1. GEOLOGA DO RCSB
2.1.1. Qundro Tectono-Estratigráfico ...
2.1 .2. Molfogênese no RCSB
2.1.3. Modelos de Formação das Bacias do RCSB
2.1.4. ldade do RCSB
2.2. EMBASAMENT'O DO GRÀBEN DA GUANABARA
I
8 1l 13 15 15 .16.t9
2.2.1. Pt'oterozttico . .. .. . ..
2.2.2. Diques de Diabásio
J. I. A NÁ I,ISE EST'RUTURAL
3.1.1. Intlodução
s.2. UTILIZAÇÃO DE DISUES COMO INDICADORES'tEC'.r',ÔNICOS.,..,.. ...
3.2.1. Int roduçâo
J,2.2. Diqrres
3.3. DATAÇOES PELO MÉTODO
Ar/Ar
,..J.3.1. Intlodução
3.3. MICROSCOPIA ELE'IRÔNICA
DE
VARREDURA _MEV
,,,3.4.1. Preparação de Amostras
J.4.2. Opelação do MEV
2.3 MEGAES'TRU'I'URAS MESOZOrcO-CENOZÓICAS'NA PORç?{O NE DO RCSB
.
... 222.4.DLSTRTBUTÇÃODOSESFORÇOSNAPLACASULA.LIER|CANA...
....
213, Rß,VISÃO DOS MÉTODOS
UTILIZADOS
3333 33
3. 1. 1. 1. Medidas das
Estruturas
.. . .. . . .. 343.1.2. Análise Cinemática e Determinação de
Paleotensões
.. . ... .. 343.L2.1. Indicadores Cinemáticos RÍrpteis
...
...37
3.1.2.2, Ordem de Desenvolvimento de Estruturas Seclurdárias Relacionadas a Zonas de
Cisa-lhamento Direcionais 42
4. CONTROLE DE INTRUSÃO
E
TECTÔNICA DEFOIIMADORA
DOMAGMATIS-MO
ALCALINO
PRÉVIOA
CONTEMPORÂNEO COM AIMPLANTAÇÃO
DOGRABENDAGUANABARA
.,,,.,,.,,,..,.56
4.1.
INTRODUÇÃO:APRESENTAÇ^Ã.ODOQUADRORSG|ONAL ....
....
..
...s6 4.2. ÁREA OCIDENTAL DO GRABEN _ MACIÇO DO MENDANHA 4.2.l. Introdução 4.2. L lMaciço do Mendauha 4.2.2.Diques 2.2.1. Relações de Corte .. 2.2.2. Mecanismos de Intrusão . 2.2.3, Sentrdo de Fluxo Magrnático 2.2.4. Análisc Estnrtuml 4.2.3. Juntas e Fraturas no Mendanha 4.2.3.1. Jrurtas e Fraturas em Rochas Intntsivas 4.2.3.2. Jurtas o Fratums enr Rochas Extnrsìvas . .. . .. .. . .,. 4.2.4. Análise Cinemática de falhas e Microfalhas 4.2.4. L Falhas e Microf.rlhas no Mendalha 4.2.4.2.Fúhas e Microfalhas em Diques de Rochas Alcalinas qne Cofiarn o Embasarnento .... A) Pedreila Szurto Antônio B) Pcdreira Bmgu ... C) Pedreira Emasa ,. D) Pedreira Simgra ..62
..62 64 ..67 ..68 .73 79 79.89
.90
98l0r
.. t02 .105.
r05 .. 105.108
.108
4.2.5. Síntese das Paleotensões na Porção Oeste do Graben daGuanrbara
.. , ......
1 il
4.2.6. ConclusõesParciais
.. . .. . ... ... ... . 11'7 4. 3. ÁREA CENTRAL DO GRA]}ÐN..,,,. 4,3.1. Suíte de ltaúna 43
1I
Rochls Piroclásticas ... . 4,3.1.2. Diques...
4.3 I3.Juntas e Fraturas A) A nalise GeonrétricaA.I)
Jrurtas e fraturas em Rochas Intmstvas . . A.2)Juntas e Fraturas ern Rochas Vulcânicas . B) Análise Cinenática de Falhas e Microfalhas . . . . 4.3.2. Suíte do Tanguá .. 4.3.2.1 Diques 4 3.2 2. hurtas e Fraturas . A) Análise Geométrica ... .. . ... . B) Análise cinemática de fnmos e Ir.lì"rofalnn, 4.3.3. Plug deltrbotrí
. 4.3.3.1 Diques 4.3.3 2. Juntas e Fraturas 4.3.3 3. Ariálise Cinemática de Falhas e Microfalhas.,...,....
... ... .......166
4.3.4. Plug e Dique de
Cabuçu
... ... ... ... . 1694.3.4.1. Juntas e
Fraturas
....,...
1694.3.4.2. I'nálise Cinemática de
Microfall.ras
...172
4.3.5. Plug de Jardim
Cabuçu
...174
4.3.6. Plttg de
Monjolos
. . . 1774.3.7.PlugdoCountryClub...
...
178ì19 119 l.2z 122 \24 t26 126 142 147 150 153 155
,. .155
151 161
t6l
4.3.8. Síntese das Paleotensões detelminadas nos Cot'pos Alcalinos da Ár'ea Centl nl 4.J.9. Conclusões Parciais
4,4
/íREA
ORIENTAL DO GRABEN _ SUÍTE ALCALINA DAILHA
DE CABO FRIO4.4.1. Introdução
4.4.2. Fisiografia
4.4.3.Controle Tectônico da Intrusão
4.4.4.
Diques
. . . , ..
. . . . .. 1954.4.5. Juntas e Fratulas na Suíte Alcalina da Ilha de cabo Frio e nos Diques Associados
.
.2064.4.5.1. Análise
Geomótrica
...206
4.4.5.2. Análise
Ciuernáfica
. .. .., ,., .. ,..
208A) Juntas e Fraûrras em Rochas
Plutônicas
... . .. .. . ... ... .. .208B) Juntas e Fraturas em Rochas Hipabissais
,...,.
. .
- .213
4.4.6. Falhas e Microfalhas que Afetam o Complexo da Ilha de Cabo Frio e os Diques
Associados
...
...2164.4.6. 1. Fathas e Microfalhas en Rochas
Hipabissais
..
2-164.4.7. Síntese das Paleotensões Determinadas na PoI'ção Leste do Grabett da
Guanabara
.
2204.4.8. Discussão e Conclusões
Parciais...
.
-.
.
...
2224. 5. ]}RECHAS TECTONICAS
SILICI
FICADAS .,,,.,184 r86 188 188 I90 t92
4.5.1. Introduçño
4.5.1. L Trabalhos Anteriores
4.5.2. Análise Cinemática de Falhas e Microfalhas
4 .5 .2 .1 . l\rea Ocidenfal do Graben
A) Queimados
B) Jacarepaguá
C) Falha das Paineiras
5.2.1. Camcterizados a Olho Nu
.,...
5.2.2. Carrcterizadas no Microscópio Eletr'ônico de
Varredura
-MEV
4.5.2.2. Area Central do Graben ...
.,.
.. - - . .
.
)35A)
Itaboraí
-
235B) Ilha do
Governador
'.
.. . .
235C) Vale das Videiras .,. ..
.
-
2374.5.2.3 Área O¡iental do
Graben
,. ...
242A) Falha de Barra de
Sana
- -
242B) Cabo
Frio
.
245C) São Pedro da
Aldeia
2454.5.4. Síntese das Paleotensões Determinadas para as Brechas Tectônicas Silicificadas
.
.
. 2474.5.5.
Discussão
.. . . .. . .. .. ..
2504.5.6. Conclusões
Parciais
--
2515. INDICADORES CINEMÁTICOS,,. , ,, ,., ,
,,
.,, ,.,.,
2535.|.rNTRODUÇ,4.O,
,..,...
.
...
...2s3
5.2. EXEMPLOS DE INDICADORES CINEX4,,íTICOS DETERMINADOS NAS ROCHAS
DO
EMBASAMENTO
.. ....
.
.. .. 253.224 .zz4 .226 .227 .228 228
23r
254 2586. PREDNCHIMENTO SEDIMENTAR DO GRABEN DA GUANABARA
-
6.1 BACIA DE
sÃo
¡osÉ
no tr.¿noru,Í
264 2646.1.1. Introdução
6.1.2. Trabalhos Anteriores
6.1,2. L Estratigrafia .,. .,. ,.. .
264 264 271 273 274 277 279 285 286 289 290 294 295 295 295 297 297 301 305 307 307 309 319
32t
335 338 343 345 345 348 348 351 352 358 358 359 3626. L2.2. Tectônica
6 6 6
6
6.1.3. Estruturas e Evolução Tectônica da Bacia
6.l
3I
Veios de Calcário Travertino6.1.3.2. Falhas e Microfalhas
3.3. Arcabouço Estrutural da Bacia a Parti¡ de Dados de Sondagens
3.4. Estiramento da Bacia ... ...
3.5. Adernamento das Camadas
3.5. Sir.rtese dos Evenlos Defonnacronars
6.1.4. Discussão
6.1.5. Conclusões Parciais
6.2.
BACA
DO MACACU6.2. | . Intlodução
6.2.l.
l.
Trabalhos Anteriores6.2. 1.2. Calacteristicas Gcrais
A) Espessura do Pacote de Sedimentos
B) Geomorfologia da Bacia do Macacu e do seu Entono
C) Limites da Bacra D) .Areas de exposição
E) Características LttolOËi"o.
., ,.
., .. ., ,.
, ... .
.6.2,2. Fácies Sedimentares da Formação Macacu ...
6.2.3. Associações de Fácies Sedimentares da Folmação Macacu . . .
6.2.3,1, Associação de Fácies A
-
Laq¡stre...6,2.3.2. Associaçio de Fácies B
-
Leque Aluvial com Lobos de Fluxo de Detritos/Corridas deLama e de Fluxo em
Lençol
... ... 3226.2.3.3. Associação de Fácies C
-
Canal Fluvial Entrelaçado com Afogamentos Episódicos . . . 3246,2,3.4. Associação de Fácies D
-
Canal Fluvral Entrelaçado ... ......
...327
6.2.4. Ocorrência do Icnofóssil Taenidium e Implicações
Paleoambient¿ris
... .. . ... .3286.2.5. Formação Macacu em Sub-superficie - Pelfis de Sondagens de Poços At'tesianos
Profundos 329
6.2.5.L Interpretação
..
...
6.2.6. Paleogeogralia .. . ..
.
...
,...,.
6.2.6.
L
Distribuição Geográfica das Associações de Fácies 6.2.6.2. Paleocorrentes6.2.8. Tectônica .. . .. . .. . . 6.2.8. 1. Extensão NW-SE
6 2.8 2. Extensão NE-SW
6.2.8.3. Extensão E-W a WNW-ESSE .. . ... .. .
6.2.8.4, Síntese dos Eventos Geradores o Deformadores da Bacia do Macacu
6.2,8,5. Idade dos eventos de extensão
6.2.9. Modelo Tectono-Sedimentar ... .,. ... .. ,
6.2.10. Discussão
6.2.10.1.PlaníciesdeInundaçãoemSistemasFluviaisEntrelaçados...
6.2.10.2. Coñrola Tectônico x Controie Climático da Sedirnentação . .. . .. ...
....332
333 .333
6.2.7. Litoestlatiglafi a ...
6.2.11. Conclusões Pâr'ciâis
7. DISCUSSÄO E CONCLUSÕES FINAIS
7.1. DISCUSSÃO
7.1.1. Origem dos Campos de Paleotensões no Graben da Guanabara
-
Tensões Locais XRegionais ... ... .:. ... .. . 7,2, CONCLUSOES
8. REI;ERÊ,NCIAS
367
370
378 379
LISTA
DE
FIGURAS
Capítulo 1
Ll
Mapa topográfrco do Graben da Guanabara1,.2
Principais feições estnrturais fanerozóicas do sudeste do Brasil1.3
Mapa geológico do Graben da Guanabara e aredores ...Capítulo 2
2.1
Relações entre a estratigrafla e a tectônica no RCSB...2.2
Fonna rornboidal da Bacia de Taubaté ...2.3
Mapa do arcabouço estrutural da Bacia de Taubaté2.4
Mapa tectônico da região sudeste do Brasil ...,...2.5
Mapa geológico d,o Graben da Gualabara e arredores, destacando os diquesde diabásio...,,.
2.6
Diagrana de roseta com a direção de diques de diabásio do Estado do Rro deJaneiro ...,,..,,.
2,7
Projeções ciclográficas e diagrama de roseta de diques de diabásio2.8
Localizaçio das principais megaestmturas da Região Sudeste e área oceânica adjacente....,...2.9
Mapa esquenático mostrando ûras hipóteses acerca da natureza dos esforçostectônicos que teriam afetado a margem sul-sudeste do Brastl
2.10
Distribuição das ter.nões regionais na Placa Sul-America.na...
.
..Z.l1
Variagões das tensões horizotrtais máximas e mínitlas ua América do Sul.
.
. .
..2.12
Geonetria para avalação da rotação dos tensores devido a fontes locais..
.....
..
.2.13
Rotação dos tensores horizontais regionaisCapítulo 3
3.
I
Método dos diedros retos3
.2
Critério para determinação do sentido do rnovirnento em superficies de falhas.
.3.3
Tenninologia para descrição de fraturas securdárias elenrentares ern urn contextode cisalhamento simples ...
3.4
Principais tipos de critérios utilizados como indicadores cinemáticos <;rrr um contextode cisalharnetrto simples,,.,....
3.5
Orientação de estlrturas secundárias, com arra:rjo er echelon, associadas a urrra zonade cisalharnetrto dextral . .., ,.., ,.., ....
3.6
Terminologia para deslocanentos e separações entre diferentes segrnentos dediques ...,...
3.7
Tenniuologia para o deslocamento elrtre diferentes seglÌLe[tos de diques, ernperfrl
.,...
.-- -
463.8
Três frguras esquemáLticas ilustrando a interpletação estrutural dediques
.. . ,,.,,.. ,.
483.9
Modelo elástico de Inglis(1913)
.
......
493.10
Ilustração esquemática do nteca:risnto de propagação de diqnes pelo modelo da Zonade
Processo
....
..
..
.... ...
493. I
I
Trajetórias de propagação para diques relacionadas corn a mudança espacialna oreintação do menor esforço
cornpressivo
...
.5l
3.tz
Figuras en echel.on preenchidas, vistas em projeção horizontal e em.9
13 14 18 20 21 22 ..2 ,.3 ..4 ..23 ..25 ...28 .29 ..30 ..32 ...35 ..39 ..41 .47 ..44 ...46()
\')
profiindidadeCapítulo 4
4.'l
Distribuição do rnagmatismo alcalino no Graben da Guan¿bala .., .
.. ..
.4.2
Mapa geológico da porção ocidental do Graben da Guanabara4.3
Mapa geológico do Maciço do Mendanha4.4
Prancha corn fotos de diques de rochas alcalinas que cortam o embasarÌlento naPedreira Bangu
4.5
Prancha com fotos de diques de rochas alcalinas que cortam o enrbasantento naPedreira Salto Antônio ....,.,...
4.6
Prancha com fotos de diques de rochas alcalinas que cottan o entbasarnettto naPedreira Srmgra
4.7
Prancha com fotos de diques de rochas alcalinas que cortarn o embasarnento na. .69
..70
...7 t
Pedreira Innãos Vignê
...
---- - .
724.8
Drque de larnprófiro alcalino cortando sieirito na PedreiraVignê
.
,..,.
744.8
Prancha corn fotos de drques de rochas alcalinas que cortarn o embasamento naPedreira
Emasa
-.-.
764.10
Fraturas conjugadas na Pedreira Viguô..,
,,..
.. ..
--
.774.11
Dique de basanito cortando granito em Barta deGuaratiba
. .
. ....
.. 7tÌ4.lZ
Fraturas paralelas e oblíquas a diques de basanito em Barra deGuaratiba
.. .....
.804.13
projeçõei ciclográficas e polares, e diagramas de rosetas de diques de rochas alcali¡asno Maciço do
Mendanha
824.14
Projeções ciclográficas e polares, e diagramas de rosetas de diques de rochas alcaliuasna Pedreira Santo Antônio
...
. .
..,,..
. 834.15
Projeções crclográficas e polares, e diagranas de rosotas de diques de rochas alcalinasna Pedreira
Bangu
.
."
854.1,6
Projeções ciclográficas e polares, e diagramas de rosetas de diques de rochas alcalinasnaPedreiraEmasa...,,,...,
.,.,... .
874.17
Projeções ciclográficas e polares, e diagramas de rosetas de diques de rochas alcalinasna Pedreira
Simgr4..,...,,...
,.. .,
884. l
g
Proj eções ciclográficas o polares, e diagramas de rosetas de diques de rochas alcalinasem Ba¡ra de
Guaratiba
,.,.
914.19
Projeções ciclográfrcas e polares de fratutras que afetam sienito na PedreiraVignê
...,,..,...
, . --".
934.20
Projeções ciclográfrcas e polares de fraturas que afetam sienito no Parque Municipaldo
Mendauha
...
..,.
944.21
Projeções ciclográflrcas e polares de fraturas que afetam sienito no Maciço doMeudanha, Ponto
Me6
"
964.22
Projeções ciclográficas e polares de fraturas que afetam sienito no Maciço doMendanha, Ponto
Me8
-
.
974.23
Projeções ciclográficas, polares e diagr¿uÌ14 de rosetas de fraûtras que afetarnbrecha r,ulcânìca no Maciço do Menda:rha, Ponlo
Me7
.,
994.24
Mapa síntese das paleotensões determinadas no Maciço do Mendanha.
'
1004.25
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para a PedreiraVignê ....
..
.
. 1034,26
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para os pontos Me3,4 e5. . . ..,
1044.2'7
Dados de microfalhas e respectivos eixos de tensões na Pedreira santo Antôllio ...1064.28
Dados de microfallias e respectivos eixos de tensões na PedreiraBangu
..,.
.
1074.2g
Dados de microfalhas e respectivos eixos de tensões na Pedr€ira Emasa .. ,...
1094.30
Dados de microfalhas e respectivos eixos de tensões na Pedreira Simgra .,..
.
1104.31
Mapa sítrtese dos diques de rochas alcalinas máficas associadas ao Maciço doMendanlra
...1124.32
associadas ao Maciço do57
63
4.33
Mapa síntese das paleotensões detenninadas a partir de fallias e microfalhas queafetam o Maciço do
Mendanha
... ... I 154.34
Mapa corn distribuição de corpos alcaliuos na porção central do Graben daGuar.nba¡a
...1204.35
Mapa geológico do Complexo alcalino deltaúna
...1214.36
Fotos de tufos e brechas piroclásticas no Maciço de Itailna ,,..,..,,....,, ...1234.37
Projeções ciclográficas e polares, e diagramas de rosetas de diques de rochasalcalinas felsicas no Maciço de
Itaíura
...1254.38
Projeções ciclográficas e polares de fraturas afetando microssienito e sienito noMaciço de ltaúna, Ponto 1
...,...,
...,...1274.39
Projeções ciclográficas e polares de fraturas afetando microssienito e sienito noMaciço de Itaúna, Ponto 3
,,..,..,,...,...,....,...
...1294.40
Faliílias de fraturas de cisalharnento conjugadas que afetam microssieniio uoMaciço de ltaÍrna, Ponlo
3
...1304.41
Projeções ciclográficas e polares de fraturas afetando microssienito e sienito noMaciço de ltaúna, Pontos 6, 7 e 8
...
... ... .1314
42
Projeções ciclográficas e polares de fraturas afetaldo fonolito no Maciço de ltaíma,Ponlo 4 ...
.
... . . .. ... .. . . ,. .. .. ... 13 34.43
Fa:lílias de fraturas de cisalhamento cor¡ugadas quo afetam traquito no Maciçode ltairna, Ponto 4
...
...1344.44
Projeções ciclográficas e polares de fraturas afetando fonolito o tufo 11o Maciço deItairna, Ponto 10
...,,.,...
...1364.45
Fanílias de fraturas de cisalhamento coqugadas que afetar,r fonolito no Maciçode Itaúna, Ponto
10
...1374.46
Projeções ciclográficas e polares de fraturas afetalldo fonolito pórfiro e rnicrossienitono Maciço de Itaúna, Polrtos 11 e 14
...
.. . . .. . .. . . .. . . .. . .. .. .. .. . . ... 13 84.47
Projeções ciclográficas e polares de fraturas afetaudo fonolito pórhro no Maciçode Itairna, Ponto
12
... .1404.48
Projeções ciclográfrcas e polares de fraturas afetando tufo e fouolito pórfiro no Maciçode Itairna, Pontos 16 e17
...
...1414.49
Projeções ciclográficas e polares de f¡aturas afetando brecha vulcânica no Maciçode ltaúna, Ponto 2
...
...,,.,..,,,,..,..,,..,...,.,....,.1434.50
Famílias de fraturas de cisalharnento conjugadas que afetam brechas piroclásticasno Maciço de ltaiura, Ponto 5
,,,,...
... ...1444.51
Projeções ciclográficas e polares de fraturas afetando tufo e brecha vulcâuica noMaciço de Itaúna, Portos 5 e 9
...
... 1454.52
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para o Maciço alcalino de Itaiura,Pontos
l
eZ...
...1484,53
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para o Maciço alcalino de ltaúna,Pontos 3
e4
...,,...,,..,...1494.54
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para o Maciço alcalino de ltaírna,Pontos 6 e 7
...,,...,..
... ... ... . . . .. . .. . . .. .. .. ... .. .. .. I 5 14,55
Mapa sirtese das paleotensões determinadas no Maciço de ltaúla...1524.56
Projeçöes ciclográficas e polares, e diagran.ras de rosetas de diques de rochasalcalinas félsicas no Maciço de
Tzurguá
...1544.57
Projeções ciclográficas e polales de fraturas afetando sienito no Maciço doTanguá¡ Ponto 1, Pedreira
Santor
...1564.58
Projeções ciclográficas e polales de fi'aturas afetando sienito no Maciço de Tanguá,Ponto 2, Pedreira
Ennitang
...1584.59
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para o Maciço de Tanguá, Ponto.. . .. . ..1604.61
4.62
463
4.64
4.65
alcalinas félsicas do P/zrg de Itaboraí
...
... ...162Farnílias de fratrras de cisalhamenlo conlugadas que afetan fonolito
porÍto
no Plugde
Itaboraí
164Projeções ciclográficas e polares de fraturas afetaudo microssienito no Plug de
Itaboraí
165DadosdefallraserespectivoseixosdeteusõesparaoPlugalcalinodeItaborai...l6T
Projeções ciclográficas e polares de fraturas afetar,do fonolito pórfiro no P/zg e Diqr-te
de
Cabuçu
... .,..,,.. ,. ,.... ...170Fanrílias de f¡aturas de cisalhamento conjugadas que afetam fonolito potfno
to
Plugde Cabuçu
4.66
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para o Plag e o Dique deCabuçu
...
. .. ... ... ... ... ...1734.67
Pranchas de fotos do Pft.rg do JardimCabuçu
...1754.68
Projeções ciclográficas e polares de fraturas afetando fonolito p6rfto
no Plug deJaldinr
Cabuçu
...1764.69
Projeções ciclográficas e polares de fraturas afetando fouolitopírfto
tto Plug171
de Mor¡olos
410
Pr¿urchas de fotos do 1']lag do Countly CIub4.71
Projeções ciclográf,rcas e polares de fraturas que afetarn fraturas no Plug doCounlry C1ub...
4.72
Mapa síntese das paleotensões detertninadas para os corpos alcalinos da porção cerrtraldo Graben da Guanabara ...,,..,
...
.
.1854.73
Mapa geológico da região de Arraial do Cabo, RI, destcando o complexo alcalino daIllia de Cabo Frio
...,,...,,..,,..
...,.,...1894.74
Pranchas de fotos da Ilha de Cabo deFrio
...,...l9l4.75
Mapa dos pontos corn aflorarnentos descritos e amostrados do Complexo alcalino daIlha de Cabo Frio e área adjacente ...,,.... ... ..
.
,,.,,...1934.76
Pranchas de fotos mostrando diques e famílias de fraturas na suíte do Cabo...r94
4.'17
Pranchas de fotos mostrando diqr"res alcalinoscortando o embasamento da suíte deCabo
Frio
...\974.78
Relações angulares eirtre diques de traquito no Pontal do Atalaia...,... ... .1984.'Ì9
Relaçoes de corte entre diques alcalinos félsicos no Pontal do Atalara, Municípiode Arraial do Cabo, ponto Arr
27
.. .....
. .
.
. 1994.80
Projeções ciclográficas e polares, e diagrarnas de rosetas de diques de rochasalcalinas felsicas e máfrcas associadas à suíte da llha de Cabo Frio ...200
4.81
Variação da espessura dos diques de rocl.ras alcaliuas associadas à suíte da Ilha decabo
Frio
...,,.... ... .2014.82
Aspecfos do controle estrutural do embasarnento sobre os diques terciárlos da regiãode Arraial do Cabo
...
...2024.83
Mecanismo de irtmsão de dique de lamprófiro ,,,......
...2034.84
Análise cinemática dos diques associados àsuítedaIlhade Cabo Frio-...-
---
.
.205
4.85
Projeções ciclográficas e polares de farnílias de fraturas que afetam rochasplutônicas hipabissais na suíte da Ilha de Cabo
Frio
... .. ...
.
..2074.86
Dados de fraturas e falhas, com os respectivos eixos de tensões, para o MunicípiodeArraialdoCabo...
. .
2094.87
Fraturas de cisalhamento conjugadas em qrìartzo sienito na Ilha de Cabo Frio ...-..- ..-.21I
4.88
Mapa das paleotensões oaractetizadas nas rochas plutônicas do Complexo alcalinoda Ilha de Cabo
Frio
...2124.89
Dados fratutas falhas, com os respectivos eixos tensões, afetandoCabo Frio
4.90
Estnìturas sign.róides em veios pogmatóides que coftarn rnelassienito na Ilha deCabo
Frio...,.,,.
...2154.91
Juntas de tração escalonadas afetando diques detraquito
...216492
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões afetando traquito e basa.lto alcalino,Arraial do Cabo, Pontos
Arr
45, 42-46,39 e 29 ...
. .. .. .. . ...ZI8
4.93
Faixas cataclásticas associadas à falha norlnal que afeta o embasamento e diquede basalto alcalilro na Pedreira do Forno, Arraial do Cabo ,...,... ...219
4.94
Mapa das paleotensões câracterizadas nas rochas hipabissais do Maciço da Illia deCabo
Frio
...,...2214.95
Mapa de pontos de coleta de dados estruturais, indicando a distribuição das falhascom breclração e
silificação
.... .. ....,...2254.96
Diagrama de roseta com distribuição das direções das falhas com brechastectônicas
lridrotennalizadas
...2264.97
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para brechas tectônicas silicificadas,cot1e na Rodovia Presidelrte
Dutra...
...,...
...2294.98
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para brechas tectôuicassilicificadas, baino de Jacarepaguá
...
...2304.99
Veios de calcedônia inletados no Gnaisse Loptinítico, cataclasado e silicificado.Estrada das
Paineiras
...2314.100
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para brechas tectônicassilicificadas, Estrada das Paineiras, Ponto
Br-03
...2334.101
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para brechas tectônicassilicificadas, Est¡ada das Paineiras, Ponto
Br-04
...,...2344.102
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para brechas tectôricas silicificadas,BR-101, Município de
Itaboraí
...2364.
103
Dados de falhas o respectivos eixos de tensões para brechas tectônicas silicificadas,Praia do
Zumbi
...2384.104
Pranclra de fotos de brechas tectônicassilicificadas
...2394.105
Relação entre defortnação e injeção de veios de calcedônia ...2404.106
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para brechas tectôricas silicificadas,Vale das
Videiras
...,...,...2414.107
Farxas mastornosadas de grauitocataclasado
...2434.108
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para brechas tectôuicassilicificadas, Muricípio de Caseniiro de
Abreu
...
.. .. ...2-444.
109
Dados de falhas e respectivos eixos dc tensões pata brechas tectôticas silicificadas,Cabo
Frio
...2464.I
10
Dados de falhas e respectivos eixos de tensões para brechas tectônicas silicificadas,São Pedro da
Aldeia
...2484.1I
I
Mapa sintese das paleotensões determinadas nas brechas tectônicas silicificadas, apaúlr de falhas e
microfalhas
...249CapÍtulo 5
5,
1
Prancha de fotos de plano de f.rlha no Maciço deltaíula
...2555.2.
Fotos de arnostra evidenciando falha direcional sinistral em borda de dique debasalto
alcalino
...2565.3
Fotos e irnagem de MEV de amostras de plano de falha reversa que afeta fonolitor.r<r Maciço de
Itaúru
... .. ...2575.4
Inragens de fraturas preenchidas obtidas porMEV
...,...2595.5
Imagens de plano de falhas conl indicadores cinemáticos obtidas por MEV...2605.6
Imagens de plano de falhas direcional em borda de dique de diabásio obtidaspor
MEV...,.,...
... ...2615.7
Imagem de plano de falha enl dique de diabásio rnostrando fraturas doextensãopreenchidas...,...
-
-
263Capítulo 6
6.1
Prancha de fotos da Bacia de São José do Itaboraí .,...6.2
Prancha de fotos da Bacia de São José do Itaboraí ,,...6.3
Perfil N-S na porção rnais tectonizada da bacia de São José do Itaboraí6.4
Prancha de fotos da Bacia de São José do Itaboraí ...,,...6.5
Projeções ciclográficas, polâres e diagramas de rosetas de veios de calcário travertinona Bacia de São José do Itaboraí ... , . ...
6.6
Dados de microfâlhas e respectivos eixos de tensões, afet¿urdo calcário lravertinoe calcário maciço, na Bacia de São José do Itaboraí ....,...
6.7
Dados de microfalhas e respectivos eixos de tensões, afetando calcário rnaciço ecalcário cinzento, na Bacia de São José do Itaboraí ...,,,.,.. ,.
6.8
Perfis de sondagens modificados a partir de Compa:rhia Nacional de265 266 271 275 276 .278 280
Cimento
Portland
... .....
.2816.9
Peifis transversais à Bacia de São José do Itaboraí...,,...
.
2826.10
Pe¡frs rebatidos indicaudo os novos lirnites da Bacla de São José do Itaboraí ,... .. 2846.I
1
Perfis geológicos esquernáticos da Bacia de São José do Itaboraí construídos a partirde
sondagens
..--.-
.- ..
.
.
2866.12
Mâpa estnúuml da Bacia de São José do Itaboraí.,.,,..,.,,....
...28[ì6.13
Geologia simplificada do Cretáceo e Paloógeno na potgão central doRift
daGuanabara...
...2986.14
Arcabouço estrutural da Bacia doMacacu
- -
2996.15
Prancha de fotos mostratldo o relevo da Bacia de Macacu e de seuentorno
---
.
..302
6.16
Pralcl'n de fotos rnostrando o relevo da borda norte da Bacia de Macacu e de seuentorno
...,..,,.,,.
..,.. . .
3046.17
Mapa com os pontos descritos nas áreas de ocorrêucia da Fonriação Macacu....
.3066.18
Pranchas de fotos do Barreiro de São João Batista, em ltaboraí, e de fáciessedirnentares da Fonnação Macacu
...,,,...
... ..
. .. .
,. ,....
3086.19
Perfis colunares das associações de fácies da Formagão Macacu ... .,,. ..
...
3106.20
Pranclra de fofos panorâtnicas da Formação Macacu, Ponto 12 -...--....-..-... .
.313
6.2l
Pranclra de fotos panorâmicas da Formação Macacu, Ponto 25..
. - .
-
. .
3146.22
Pranchas de fotos de fácies sedimentares da Fonnação Macacu e doConglornerado
Itanbi
,,,...
.. " .
.3176.23
Pranchas de fotos mostrando fácies sedimeirtares de leques aluviais da FotmaçãoMacacu na borda sudeste da
bacia
. . ...3I8
6.24
Poços artesianos ptofiindos que não atingiram o embasarnento na Bacia doMacacu...,,..
...,,..,..,
3306.25
Rosetas corn rnedidas de paleocorrelttes nos depósitos da Formação Macacu.
.. ..
.
.3366.26
Direções nédias de paleocorrentes da FoflraçãoMacacu
..
. .
3316.27
Coluna geológica esquetnática dos depósitos sedirnontares da Fonnação Macacu,com nova proposta
litoestratigráfica
..
.
..
. .
..
3406.28
Subunidades litoestratigráficas da Folnação Macacu,.,,,...,...
-- . - .3416.29
Prancha de fotos mostrando falhas normais, de alto ângulo e lístricas,afetando sedimentos da Folnação Macacu
...,...
..
,.,..
.
3446.30
Fallras e fraturas relacionas à extensão ernNW-SE
.
.
".-
-
- 3466.3i
Fallras geradas ou reativadas pela extensãoNE-SW
.- .
"
-
347nas ocorÌôrÌcias isoladas da Fonlação
Macacu
... ... 3506.34
Modelo tectono-sedilìrentar para a evolução da Bacia do Macacu..,,..
...355
6.35
Assinatura tectônica da sedimerfação da associação de fácies de canal entrelaçado,da Fonnação Macacu
...,..,,,...
... ... . .357Capítulo 7
LI
Perfrl geológico ns porção central do Graben da Guanabara. . . . .7
.2
Síntese da paleotensões deterniinad as no Graben da Guanab¿ra...7.3
Coluna cronoestrati grifrca do Grahen da C:;ttütabara7.4
Quadro evohúivo proposto para o Graben drGtanabara..,.....
.
374LISTA
DE
ANEXOS
ANEXO
A
-
Datações radiométricas pelo MétodoAR
40/
AR
3e, realizadasno
ACTLABS(Canadá)
ANEXO B
-
Datâções radiométricas pelo Método AR 40 / AR 3e, realizadas no lG / USPI.
rNTRODUçÃO
Lt.
ASRESENTAçÅo
oo
rnontnme
E
oBrETIVos
O
Graben da Guanabarafoi
definido por Almeida (1976)
queo
denominouRift da
Guanabara, englob,ando todaa
ârea de relevo deprimido que se estende desde aBaía de sepetiba, a oeste, até a localidade de
Bana
de são João, a leste. Essa área ébordejada âo norte pela serra do
Mar,
que chega a alcançar 2200 metros de altitude epelos maciços litorâneos,
ao sul, com
altitudes máximasem torno
de
1000 metros(Figura
1.1).No interior
do graben as altitudes raramente ultrapassam os 100 metros'com exceção para os maciços constituldos de rochas alcalinas, quando podem chegar
a quase 1000 metros
(Fenari
1990).A
lntima relação entre um evento tectônico cenozóico e a formação das baciascontinentais
do
sudestebrasileiro,
como as de Taubaté, São Paulo, Resende evolta
Redonda,
já
apontadapor
diversos
autores(Almeida
1967,1969,1976,Asmus
&
Ferrari 1978,
Ha
ie|
al.1978, Melo
etal.
1985a),que as caracterizaram como bacias tafrogênicas,vem
sendo corroboradapor
estudos mais recentes, de detalhe, que têmdemonstrado uma complexa sucessão de eventos tectônicos rupteis acompanhados de
sedimentação,
cujos
registros
se
estendematé
o
Holoceno, indicando
atividade neotectônicano
sudestebrasileiro
(Riccomini
1989, 1995a;Riccomini
et
al.
1989).Riccomini (1989) definiu
o
Rfi
continental
do
sudeste
do
Brasil
(RCSB),
seestendendo desde a Bacia de
curitiba
(PR), atéo
Graben de são João da Barra (RJ)'por cerca de 900
km,
englobando as diversas bacias tafrogênicas queocoffem
numafaixa
de
aproximadamente
100
km
de
largura,
junto ao litoral
e
que
forâmanteriormente agrupadas
por Almeida
(1976)no
sistema
deRifts
da serra
do
Mar
(Figura I .2).
A
atividade neotectônica é confirmada pela sismicidade registrada nesta área,inclusive
no
Graben da Guanabara (Assumpção etal'
1980,1997,
Assumpção 1992'Mioto
1990).O
modelo
desenvolvidopor Riccomini (1989,
1995a),para
o
segmento do RCSB entre São Paulo evolta
Redonda,foi
parcialmente estendido para o Graben daGuanabara
(Riccomini
&
Rodrigues
Francisco 1992). Diversas
evidências
de6Ct
- ^ dt&tr¿.loo u t@Ë
tr
T
&tasGdlûictsÞ l.ECtr)ciroõcs doùradoe do Ciclo
B¡¡silioo (0.7{.a5 Ga)
æsdccis¿Ibmcmo dúæistosilimas
liûbcsdaBaciado Præá(Patcøico)
dc¡rocs bosáficc (Grcúcco)
diqr¡cs & ditb&io (Ocøcco)
(,
,-/
_/
Figura 1.2 - principais feições estn¡ü¡rais ånerozóicas do sudeste do Brasil, destac¿rndo o Sist€¡na dÊ Nfrs do Sudesûe (Afneida
l97Q
o;Nfr
Contine,ntai do Sudesûe do Brasil (Ricconini 1989), constiû¡ídos pelas bacias taû,ogênicas t€rciárias. Figrrra modiñcada a partird€ F€rræi
d
al.(199).
T
n
tr
n
tr
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liniæs ds Bacia Beû (Oeøcco) ålbss óa ñsê Rtt (Ocúcco)
åIbas relaciøadas a tcûônica dc
d
amaiqia cmro&ørø¡gqtlbññ
hi¡ge linc
irusiv:rs fuftridas pc
¡¡agø@(ti¡
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tr
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ÊÎhîq pós-tcrciád¡s, ¡ão afudo
rocbas do cmboec¡¡con (ftlh^ do sslÐ
ûIh¡s te¡ciftias do cúbdscocûfo,
eoÊnl¡s e e¡hmcfsas
tinbcrlios (qcgccoe)
n
coçosalcalinæ(Ocdcco-soccoo)Z
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diçcs alcalinoe (Gcøæfoccao)
r¡ulcû¡icas akali¡¡s (ooceo¡cas)
w
I
Z
N
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fr¡hs EsiÊi¡s ietd¡s U(a¡to) D (brixo)
bod.c ¡ûrogÊaic¡¡ Edftütc:
1. Itabc¡t 2 lVf¡m, 3. Rcscodc
4. Taùøé, 5. Yolta RÊdød4 6. SãoPa¡lo,7.
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(¡¡ø¡coCcaø¡oo)
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C¡bo F¡io (Aqúcco-Boccoo)
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z-údro d6 slo Joåo. s-ffo Botto,
¡1-So.¡,lr¡ào. e-t!E¡!Á. C-tråfbÀ ?-lt@dtDbÀ 8-tfütPlcú. 9-Tl¡St¡á
lO-Sm da los
ffi
t....t
graben
(Almeida
197 6, Ferrari, 1990, Ferrari etal.
1997 a eb) (Figura
1.3). Os dadosindicam que ele possui o registro sedimentar mais antigo, na Bacia de Itaboraí (Paula
Couto
1952,Alvarenga
1983,Lima
&
Cunha
1986,Bergqvist
1996)'
e a
melhorpreservação de rochas vulcânicas ao longo do RCSB
(Dalcolmo
etal.
1982,Klein
elat.
1984,Klein
&
Valença
1984 a e b, Andreis etal'
l999,Klein
etal.
1999)'Diversos modelos têm sido propostos para a origem destas bacias tafrogênicas,
em
geral
associando-asà
importante
morfogênese responsávelpela
formação
dasSerras
do
Mar
e
da
Mantiqueira. Inicialmente,
essesmodelos
tiveram
enfoqueessencialmente
geomorfológico
e
dividiam-se entre uma origem tectônica
(De Martonne 1943, Ruellan 1944, Freitas 1956,Birot
1959) ou puramente erosiva - bordaerosiva
de
monoclinal
(King
1956).
Passaram, posteriormente,pelos modelos
dedeslizamento gravitacional
(Almeida
1976)e
de compensação isostática (Asmus&
Ferrari
1978),
já
associandosua origem
à
evolução
da
margem
continental. posteriormente, AzevedoJúnior (1991)
retomouo
modelo erosivo,
considerando aseffa
doMar
comoum
relevo residual, associado a migração continente adentro da frente erosiva do Planalto Atlântico.Femandes
&
Chang (1992) e Fernandes (1993) propuseram uma variação domodelo anterior,
em
que
as
bacias
tafrogênicas
seriam
geradas
por
colapso extensional da frente de dissecação do planalto do sudeste brasileiro em sua migragãocontinente adentro, gerando bacias
progressivamentemais jovens. Desta
forma,segundo estes autofes, a Bacia de são José do Itaboraí, de idade paleocênica,
matcafja
uma posição pretérita da serra do
Mar,
maispróxima
da falha de borda da Bacia deSantos.
Como corolário,
a
Bacia
do
Macacu representariauma
posiçãomais
novadessa serra.
Evidências de taxas de erosão heterogêneas e de controle estfutural das formas
de
relevo, no interior do
Graben da Guanabara, são apontadaspor Ferrari
(1990) esilva &
Ferrari (lgg7 a), fespectivamente, reforçando a vinculação entre a evolução dograben e os eventos tectônicos cenozóicos.
Almeida&Carneiro(1998)propuseramummodeloqueconjugatectonismo
cenozóico e recuo erosivo de escarpa, no qual a proto serra do
Mar
teria se originadono
Paleoceno,junto à
Falha
de
Santos(ver Figura 1.2),
Esse evento
teria
sidocontemporâneo
à
geraçãodo
Graben
da
Guanabara, posicionando-o, nessa época,Dessa forma, algumas questões referentes à evolugão do Graben da Guanabara
permanecem em aberto:
1)
as evidências de taxas de soerguimento heterogêneas, controladaspor
falhas, nointerior do graben;
2)
as
características tectono-sedimentaresdo
seu preenchimento,em
especial
na Bacia do Macacu, e a sua segmentação;3)
arecorência
e preservação do vulcanismo alcalino;4)
arecorência
e o padrão da atividade tectônica ao longo do Cenozóico;5)
o
diacronismo
entre
a
formação
do
ríft
preøtrsor
das bacias
da
mægemcontinental e a fotmação do RCSB.
Tais
questõesindicam
uma
evolução
mais complexa
para
o
Graben
daGuanabara
do
que
o
estabelecidoaIé
agora, estando possivelmente relacionada àinteração de esforços de borda com esforços locais, a uma menor
rigidez flexural
queaquela assumida nos modelos de Azevedo Júnior (1991) e Fernandes
(1993)'
comojá
sugerido
por
Gallager
et at.
(1994)
e,
possivelmente,à
recorrência
de
anomalias térmicas geradoras de soerguimento, como, também,já
sugerido por Valente (1997) e Thompson etal,
(1998).Neste sentido, com o
objetivo de
caracteizar a evolucão tectônicado
Grabenda Guanabara e responder algumas das questões levantadas propõe-se o seguinte:
l)
determinar a deformação sin e pós-deposicional nas bacias de São José do Itaboraí e do Macacu e realizar a sua análise cinemática;2)
descrever
e
ca:"3cteÅzara
distribuição das fácies
sedimentarese
de
suasassociações,
na Bacia
do
Macacu, visando determinara
sua evoluçãotectono-sedimentar e paleogeográfica;
3)
analisar a tectônicaruptil
dos maciços alcalinos do Mendanha, Itarina, Tanguá eCabo
Frio,
buscando caracterizar as paleotensões vigentesdo
Cretáceo Superiorao Eoceno;
4)
definir
o controle tectônico dos diques de rochas alcalinas, e determinar os campos de paleotensões vigentes na sua intrusão;5)
determinar
a
idade,
pelo
método
Ar/Ar,
de
alguns
dos
diques envolvidos
naentão vigentes,
é
de interesse parao
melhor
entendimentode
diversos aspectos dageologia dessa área. Dentre esses destaca-se a neotectônica, sobretudo no seu caráter
ressurgente, em uma área densamente habitada como a Região Metropolitana do
Rio
de
Janeiro.Esta atividade
neotectônica, evidenciadapela
sismicidade existente naregião (Assump ção et
al.
1980), podevir a
caracteúzar situações de¡isco
geológicocom
resultados
eventualmentenocivos
à
população,
tendo
em
vista
o
relevo acidentado,com
encostasíngremes
e
desordenadamente ocupadase,
ainda,
as importantes instalações industriais, incluindo refinarias, e militares,ali
existentes. Poroutro lado, a determinação dos campos de paleotensões mais recentes pode ajudar na
discriminação dos eventos de abertura e fechamento de
famílias
de fraturas e, comoconseqüência,
dos
caminhos
de
migração
de
fluídos, como
água
subtenânea e,mesmo,
de
óleo nas
bacias marginais
adjacentes.
Sob outro
aspecto,
essa caraclerização pode auxiliar, também, no melhor entendimento de feições semelhantesexistentes na área submersa adj acente, como o Graben de
Bana
de São João.1,2,
ESTRUTURA
DA
TESENo Capítulo 1 é feita a
apresentaçãodo
problema
e os
objetivos
a
seremperseguidos.
Na
segundaparte, capítulos
2
e
3,
é
apresenta-seuma
revisão
dostrabalhos anteriores
acercada
evolução tectônica
do
Graben
da
Guanabara, nocontexto
do
i?f
Continental
do
Sudestedo
Brasil
(RCSB),
e
são revistos
eapresentados
os
métodos queforam utilizados
no
desenvolvimentodo
trabalho
detese. Na terceira parte, capítulos 4 e 5, são apresentados os dados de fraturamento nos
corpos de rochas alcalinas (Mendanha, Itaúna, Tanguá, Cabo
Frio e
diversos p/r'rgs queoconem
na porção central dograben)
e nos diquesa
eles associados, além de exemplos de indicadores cinemáticos rúpteis caracterizados nas falhas que afetam asrochas alcalinas.
Na
quarta
parte, Capítulo
6,
é
discutida
a
evolução
tectono-sedimentar
do
preenchimento do graben, representado pelas baciasde
São José doItaboraí e do Macacu.