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TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

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B O L E T I M ELEITORAL

TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

(L.i N.' l.ltO. — 1950 art 11, •)

ANO X I I B R A S Í L I A , F E V E R E I R O D E 196', N.° 139

TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL

Presidente:

M i n i s t r o A r y Azevedo F r a n c o . Vice-Presidente:

M i n i s t r o C â n d i d o M o t t a F i l h o . Ministros:

D j a l m a T a v a r e s d a C u n h a M e l l o . O s w a l d o T r i g u e i r o de A l b u q u e r q u e

M e l o . N e r y K u r t z .

V a s c o H e n r i q u e D ' Á V i l a . M á r c i o R i b e i r o .

Procurador-Geral:

C â n d i d o de O l i v e i r a N e t o . Diretor-Geral da Secretaria:

Dr. G e r a l d o d a C o s t a M a n s o .

SUMÁRIO :

P A R T I D O S P O L Í T I C O S

E S T A T U T O S

M o v i m e n t o R e n o v a d o r T r a b a l h i s t a .'. • 219

P a r t i d o D e m o c r a t a C r i s t ã o 227 P a r t i d o L i b e r t a d o r 232 P a r t i d o de R e p r e s e n t a ç ã o P o p u l a r .... 236

P a r t i d o R e p u b l i c a n o 244 P a r t i d o R u r a l . T r a b a l h i s t a 249 P a r t i d o S o c i a l D e m o c r á t i c o 259 P a r t i d o S o c i a l P r o g r e s s i s t a 264 P a r t i d o S o c i a l T r a b a l h i s t a . . 274

P a r t i d o S o c i a l i s t a B r a s i l e i r o 279 P a r t i d o T r a b a l h i s t a B r a s i l e i r o 285 P a r t i d o T r a b a l h i s t a N a c i o n a l 293 U n i ã o D e m o c r á t i c a N a c i o n a l 297

M O V I M E N T O TRABALHISTA R E N O V A D O R

E S T A T U T O S

T í t u l o I

N O M E , D U R A Ç Ã O , S E D E , FINS E SÍMBOLOS Art. ¥> O Movimento Trabalhista Renovador — M T R — partido político de â m b i t o nacional, de d u - r a ç ã o ilimitada, com sede e foro no R i o de Janeiro, Capital do Estado d a Guanabara, objetiva a reali- zação do Trabalhismo, nos termos do programa aprovado p e ^ C o n v e n ç ã o Nacional.

Art. 2? O M T R adota como símbolos:

a) Canto Trabalhista Renovador;

b) Bandeira Tricolor, em faixas iguais, horizon- tais: azul, branca e vermelha,, tendo ao centro o contorne do mapa do B r a s i l e, neste, as letras M T R em preto; e

c) Distintivo das Mãos Limpas, em forma de m ã o espalmada, com a sigla M T R no centro.

T í t u l o II

M E M B R O S D O P A R T I D O

Art. 3? T r ê s s ã o as categorias de membros do partido:

o) Fundador — todo aquele que houver subs- crito o pedido de registro do Movimento Trabalhista Renovador no Tribunal Superior Eleitoral;

b) Efetivo — aquele 'que, estando n a posse de seus direitos políticos, aceita o Programa do M T R , os seus Estatutos e a sua Disciplina, está legalmente

inscrito em qualquer das suas seções e contribui regularmente para os cofres do partido; e

c) Honorário — aquele que, como tal, fôr c o n - siderado, por decisão dos órgãos superiores do M T R , dentro de sua jurisdição, por serviços relevantes

prestados ao partido.

Art. 4 ' S ã o direitos dos membros efetivos:

a) igual oportunidade à escolha como candidato a pos:os eletivos e a indicação para cargos admi- nistrativos ;

b) votar e ser votado nas reuniões dos órgãos do partido a que pertencer;

c) apresentar moções, sugestões e indicações de interesse público ou p a r t i d á r i o ;

d> gozar d a assistência dos vários setores do M T R em todas as necessidades de sua vida;

e) recorrer, para órgãos imediatamente supe- riores, das penalidades que lhe forem impostas, n a

forma dos Estatutos; e

/) propor a d m i s s ã o de novos membros.

Art. 5» S ã c deveres dos membros efetivos:

a) manter irrestrita l i n h a p a r t i d á r i a , c u m p r i n - do e fazendo cumprir fielmente os presentes E s t a - tutos, regulamentos, regimentos e as resoluções emanadas dos órgãos diretivos;

b) manter sempre, com elevação moral, perfeito espírito de fraternidade com os demais membros do partido;

c) aceitar e desempenhar com probidade, dedi- c a ç ã o e elevação cívica, os cargos ou comissões para que fôr eleito ou designado;

d) satisfazer pontualmente os pagamentos de

suas mensalidades e contribuições a que estiver su-

(2)

220 B O L E T I M E L E I T O R A L Fevereiro de 1963 jeito, a t é o dia quinze do m ê s seguinte ao vencido;

e) estudar, defender e propagar o programa e • a a t u a ç ã o do partido.

A r t . 6° Os membros do partido n ã o respondem pelas obrigações c o n t r a í d a s por qualquer dos seus ó r g ã o s .

A r t . 7

S

Nenhum membro do partido poderá acei- tar cargo de c a r á t e r político sem obter prévio con- sentimento da c o m i s s ã o Executiva Nacional, Regio- n a l ou M u n i c i p a l .

A r t . 8' Por infração de disposições destes Esta- tutos, dos regimentos ou dos regulamentos, ou das resoluções dos órgãos partidários, os membros efe- tivos do partido s e r ã o passíveis das seguintes pena- lidades:

a) s u s p e n s ã o ; e b) exclusão.

P a r á g r a f o ú n i c o . A reincidência a g r a v a r á sem- pre a penalidade.

A r t . S? A aplicação das penas mencionadas no artigo anterior p r i v a r á o membro do partido do gozo de seus direitos estatutários, exceto o do recurso.

A r t . 10. A pena de suspensão a t é noventa dias e, en; caso de reincidência, até cento e oitenta dias, s e r á aplicada quando:

a) o filiado deixar de contribuir para a tesou- r a r i a da S e ç ã o a 'que pertencer por mais de três meses seguidos;

b) revelar publicamente assuntos internos do partido, sem a devida autorização do órgão compe- tente; e

c) mantiver relações de ordem p o l í t i c o - p a r t i d á - r i a com outras entidades.

§ 1? S ã o competentes para aplicar a penalidade deste artigo:

• a) o Presidente do D i r e t ó r i o iNacional, quando a falta fôr cometida por representante do partido no Congresso Nacional, no poder executivo federal, ou por membro do Diretório Nacional;

b) os presidentes nos diretórios regionais, quan- do se tratar de falta cometida por qualquer mem- bro do partido, seja 'qual fôr sua hierarquia, dentro do â m b i t o estadual; e

c) os presidentes dos diretórios municipais, quando a falta ftír cometida por qualquer membro do partido, seja qual fôr sua hierarquia, dentro da ó r b i t a m u n i c i p a l .

§ 2' C processo de suspensão t e r á c a r á t e r su- m á r i o . Verificada a falta, d a r - s e - á o prazo de qua-

renta e oito horas para a defesa.

A r t . 11. S e r á excluído do quadro p a r t i d á r i o o membro do partido que:

a) n ã o tiver paigo as seis primeiras mensali- dades ou que, nomeado p a r a "cargo em comissão ou assumindo mandato eletivo, deixar de satisfazer, por t r ê s meses, a." contribuições a que estiver sujeito.

b) praticar fraude no alistamento eleitoral ou nos eleições:

c) revelar improbidade comprovada no exercício

<do mandato político ou tiver sido condenado defi- nitivamente, ç m processo regular, por crime de n a - tureza, i n l a m a n t e ;

d) atentar c o n t r a o c r é d i t o e o conceito do partido;

e) tentar a r u í n a p a r t i d á r i a , perturbando a dis- c i p l i n a interna ou .promovendo a discórdia entre os companheiros;

/) adotar e propagar preceitos c o n t r á r i o s aos contidos no p r o g r a m a do partido;

g) infringir os presentes Estatutos, toem como os regulamentos, regimentos e as resoluções e m a - nadas dos órgãos diretivos;

h) atentar c o n t r a a autoridade dos ó r g ã o s n a - cionais, regionais ou municipais d o M . T . R . e vio- lar deveres p a r t i d á r i o s ;

i ) filiar-se a outro partido; e

j ) como representante do povo, em (qualquer ó r g ã o do (Poder Legislativo, n ã o acatar determina-

ções dos líderes de bancada do M . T . f R . ou d a d i - r e ç ã o p a r t i d á r i a .

§ 1» S ã o competentes para aplicar a penalida- de diêste artigo a Comissião (Executiva Nacional, a Regional e a . (Municipal, segundo o critério adotado no antigo precedente.

§ 2» lE' assegurado direito de recurso, p a i a ó r - gão imediatamente superior, no prazo de oito dias da n o t i f i c a ç ã o .

A r t . 12. Todos os recursos serão julgados no prazo m á x i m o de quinze dias da data do seu rece- bimento.

T í t u l o III

ÓRGÃOS D E DELIBERAÇÃO

A r t . 13. S ã o órgãos de deliberação do p a r t i d o : a) no plano nacional — a C o n v e n ç ã o Nacional;

b) <no plano estadual — a C o n v e n ç ã o Regional;

c) no plano municipal — a Convenção. M u n i - c i p a l .

C A P Í T U L O I

CONVENÇÃO N A C I O N A L

(Art. 14. Constituem a C o n v e n ç ã o Nacional, su- premo ó r g ã o deliberativo do partido:

a) os delegados das seções, sendo t r ê s represen- tantes de cada Estado e um- de cada T e r r i t ó r i o e do Distrito Federal, com suplentes em igual n ú m e - ro, escolhidos pelos d i r e t ó r i o s regionais, entre os inscritos nas respaotivas seções; e

• b) os membros d o Diretório N a c i o n a l .

P a r á g r a f o únilco. C a d a um dos delegados das seções, bem como cada membro do Diretório Nacio- nal, t ê m direito a um voto nas deliberações d a Con- v e n ç ã o .

A r t . 15. Compete à Convenção Nacional:

a) tomar conhecimento do relatório feito pelo Presidente do Diretório Nacional

s

ô b r e as ativida- des p a r t i d á r i a s ;

b) examinar e, julgar as contas e atos admi- nistrativos do Diretório Nacional e os pareceres tío Conselho Fiscal Nacional;

c) eleger os membros do D i r e t ó r i o Nacional e do Conselho F i s c a l Nacional;

á) no início de cada legislatura, votar o pro- grama legislativo a ser cumprido pelos seus repre- sentantes no 'Congresso Nacional, tendo por base proposta da Comissão Executiva Nacional e o as- sessoramento do Conselho N a t i o n a l de Estudos e de Planejamento;

e) r e í o r m a r os Estatutos e aJterar o Programa p a r t i d á r i o ; e

/) dissolver o partido e resolver sobre a sua f u - são com outro, d a r í d o destino ao respectivo p a t r i - m ô n i o .

A r t . 16. A Convenção Nacional r e u n i r - s e - á , me- diante convocação do Diretório Nacional, por i n i - ciativa própiria ou a requerimento d a maioria dos diretórios regionais,, sempre que se fizer necessário.

P a r á g r u á o ú n i c o . A Convocação f a r - s e - á por carta ou teiegrama, com a n t e c e d ê n c i a m í n i m a de vinte dias, declarando-se objetivo, lugar, d i a e hora em que se r e a l i z a r á a 'Convenção, o ato convoca- tório s e r á assinado pelo Presidente do Diretório N a - cional e d e v e r á t a m b é m ser publicado no " D i á r i o O f i c i a l " e em u m ó r g ã o da imprensa d i á r i a d'a sede do partido.

A r t . ;i7. A C o n v e n ç ã o é .presidida freio Presi- dente do D i r e t ó r i o Nacional e secretariada pelo Se- c r e t è r i o - G e r a l do mesmo (Diretório, funcionando com a p r e s e n ç a d a m a i o r i a dos convencionais.

A r t . 18. A C o n v e n ç ã o só .poderá deliberar sôbre

m a t é r i a constante do edital de convocação, e suas

(3)

deliberações são sempre tomadas por maioria de votos, em escrutínio secreto, n ã o sendo permitido voto por p r o c u r a ç ã o ou dupla a p r e s e n t a ç ã o .

C A P Í T U L O II

CONVENÇÃO R E G I O N A L

A r t . 19. Constituem á Convenção Regional:

a) os delegados dcs diretórios municipais, por estes .escolhidos, entre os inscritos nas respectivas seções; e

b) os membros do Diretório Regional.

A r t . 20. As delegações municipais às conven- ções regionais serão c o n s t i t u í d a s da seguinte forma:

a) municípios com a t é 1C0.C00 habitantes, dois delegados;

b) municípios com a t é 500.000 habitantes, cinco delegados; e

c) municípios com mais de 500.000 habitantes,' dez delegados.

P a r á g r a f o ú n i c o . Cada um dcs deiegaldos, bem como cada membro do Diretório Regional, tem d i - reito a um voto nas deliberações da C o n v e n ç ã o .

A r t . 21. Compete à Convenção Regional:

a) tomai conhecimento do r e l a t ó r i o do. Presi- dente, do D i r e t ó r i o Regional sôbre as atividades par- tidárias no Estado;

b) examinar e julgar as contas e atos adminis- trativos do Diretório Regional e os respectivos pa- receres do Conselho F i s c a l Regional;

c) eleger os membros do Diretório Regional e do Conselho Fiscal Regional;

d) escolher candidatos a Governador, V i c e - G o - vernador, Senadores, Deputados à C â m a r a dos Deputados o à Assembléia Legislativa;

e) no início de cada legislatura, votar o pro- grama legislativo tendo por base proposta da Co- missão .Executiva Regional e o assessoramemto do Conselho'Regional de Estudos e de Planejamentos; e

/) Não aprovado pelo T r i b u n a l . 5 1» Não aprovado pelo T r i b u n a l .

§ 2? Não aprovado pelo T r i b u n a l .

A r t . 22. A Convenção Regional r e u n i r - s e - á me- diante convocação do Diretório Regional, per i n i - ciativa .própria ou a requerimento da maioria dos diretórios municipais, sempre que se fizer neces- s á r i o .

P a r á g r a f o ú n i c o . A C o n v o c a ç ã o far-ise-á por c a r t a ou telegrama, com. -antecedência m í n i m a de quinze dias, declarando-se objetivo, lugar, dia e hora em que se r e a l i z a r á a Convenção. O ato convocatório será assinado pelo Presidente do Diretório Regio- n a l q deverá também, ser publicado no " D i á r i o O f i - c i a l " e em u m ó r g ã o d i á r i o da imprensa local.

A r t . 23. A Convenção é presidida pelo P r e s i - dente do D i r e t ó r i o Regional e secretariada pelo Se- c r e t á r i o Geral do mesmo Diretório, funcionando com a p r e s e n ç a da maioria dos convencionais.

A r t . 24. A C o n v e n ç ã o só p o d e r á deliberar sôbre m a t é r i a constante do edital de convocação, e suas deliberações s ã o sempre tomadas por maioria de vo- tos, em escrutínio secreto, n ã o sendo permitido voto por p r o c u r a ç ã o ou dupla r e p r e s e n t a ç ã o .

A r t . 25. A Convenção da S e ç ã o do partido no Distrito Federal e nos Territórios rege-se pelas nor- mas aplicáveis à s convenções regionais.

C A P Í T U L O III

CONVENÇÃO M U N I C I P A L

A r t 26. Constituem a Convenção M u n i c i p a l : a) os delegados dos diretórios distritais, por es- tes eleitos previamente, na proporção fixada pelo Regimento Interno d a Seção (Regional; e

b) os membros do Diretório M u n i c i p a l .

§ 1» Inexistindo o Diretório M u n i c i p a l ou dis- tritais, a 'Convenção se c o n s t i t u i r á pelos membros . efetivos do partido inscritos no Município respec-

tivo.

§ 2» Cada u m dos delegados distritais, bem co- mo calda membro do Diretório Municipal, e ainda, cada u m dos membros previstos no p a r á g r a f o ante-

rior, t e r á direito a um voto nas deliberações da Convenção.

A r t . 27. Compete à Convenção M u n i c i p a l : a) tomar conhecimento do r e l a t ó r i o do Presi- dente do Diretório M u n i c i p a l sôbre as atividades p a r t i d á r i a s no Município;

b) examinar e julgar as contas e atos a d m i - nistrativos do Diretório M u n i c i p a l e o parecer do Conselho F i s c a l M u n i c i p a l ;

c) eleger os membros do Diretório M u n i c i p a l e do Conselho Fiscal M u n i c i p a l ;

d) escolher candidatos a Prefeito, Vice-Freleito e Vereadores à C â m a r a M u n i c i p a l ;

e) no início de calda legislatura, votar o pro- grama legislativo a ser cumprido pelos seus repre- sentantes na C â m a r a M u n i c i p a l , tendo por base proposta da Comissão Executiva M u n i c i p a l e asses- soramento do Conselho Regional de Estudos e de Planejamento; e

/) n ã o aprovado pelo T r i b u n a l .

§ 1» idem idem idem.

§ 2? idem idem idem.

A r t . 28. A Convenção M u n i c i p a l r e u n i r - s e - á mediante convocação do Diretório (Municipal, por iniciativa p r ó p r i a ou a requerimento da maioria dos membros efetivos do partido, inscritos no M u n i c í - pio respectivo, sempre que se fizer necessário.

P a r á g r a f o ú n i c o . A Convocação f a r - s e - á por carta ou telegrama, com a n t e c e d ê n c i a m í n i m a de dez dias, de'clarando-se objetivo, lugar, dia e hora

em que se r e a l i z a r á a C o n v e n ç ã o . O ato convoca- tório s e r á assinado pelo Presidente 'do Diretório M u n i c i p a l .

A r t . 29. A Convenção é presidida pelo Presi- dente do D i r e t ó r i o M u n i c i p a l é secretariada pelo Secretário do mesmo Diretório, funcionando com a p r e s e n ç a da maioria dos convencionais.

A r t . 30. A Convenção só p o d e r á deliberar sôbre m a t é r i a constante de convocação, e suas delibera- ções são sempre tomadas por maioria de votos, em

escrutínio secreto, n ã o sendo permitido voto por procuração ou dupla r e p r e s e n t a ç ã o .

T í t u l o IV ÓRGÃOS D E DIREÇÃO

A r t . 31. S ã o órgãos de direção do partido:

a) no plano nacional — o Diretório Nacional e sua Comissão Executiva;

b) no plano estadual — o Diretório Regional e sua Comissão Executiva;

c) no plano municifpal — o Diretório M u n i c i p a l e sua Comissão Executiva.

C A P Í T U L O I

D I R E T Ó R I O N A C I O N A L

A r t . 32. O D i r e t ó r i o Nacional é o supremo ó r - gão de direção do partido e compõe-se:

a) de vinte e cinco membros, eleitos por t r ê s anos pela C o n v e n ç ã o Nacional; e

b) pelos dois líderes de bancadas no Senado e na C â m a r a dos Deputados.

A r t . 33. Compete ao Diretório Nacional:

a) dirigir e administrar o partido em todo o território nacional;

b) t r a ç a r a o r i e n t a ç ã o político-partidário no

âmbito nacional e aprovar a orientação política pro-

posta pelos Diretórios Regionais;

(4)

222 B O L E T I M E L E I T O R A L Fevereiro de 1963 c) zelar pela fiel observância dos Estatutos, do

Programa p a r t i d á r i o , no Regimento Interno Nacio- n a l e dos Regulamentos e Instruções baixadas pelos órgãos competentes;

d) aprovar a eleição e as alterações na compo- sição dos diretórios regionais;

e> n ã o aprovado pelo Tribunal;

/) dissolver os diretórios regionais, de conformi- dade com o disposto nestes estatutos;

g) propor à Convrnção Nacional a reforma dos Estatutos e do Programa do Partido;

h> fixar as cotas pecuniárias com que as seções regionais t municipais devem contribuir para o D i - r e t ó r i o Nacional;

i) aprovar anualmente os orçamentos, relatórios e balanços, apresentados p : l a Comissão Executiva Nacional e pelos diretórios regionais;

j ) nomear e demitir os membros do Conselho Nacional de Estudos de Planejamento e os Conse- lhos Dirigentes d a Liga Nacional Feminina e da L i g a Nacional d a Juventude;

fc) elaborar o Regimento Interno Nacional, que s e r á p a d r ã o para todo o país;

li orientar e coordenar a ação dos representan- tes do partido no Congresso Nacional, a fim de as- segurar o fiei cumprimento do Programa P a r t i d á r i o ;

resolver os casos omissos nos presentes E s - tatutos; e

n) tomar todas as deliberações que julgar ne- cessárias ou convenientes à boa execução dos Esta- tutos e do programa p a r t i d á r i o .

A r t . 34. As vagas que se verificarem no D i r e - tório Nacional, durante o mandato, s e r ã o providas por escolha dos membros remanescentes.

A r t . 35. O Diretório Nacional r e u n i r - s e - á sem- pre ique as c i r c u n s t â n c i a s o exigirem, mediante con- vocação do seu Presidente ou quem as vezes lhe.

faça, por carta ou telegrama, com a n t e c e d ê n c i a m í n i m a de oito dias da data marcada para a reu- nião, e com indicoção do objetivo desta.

P a r á g r a f o ú n i c o . O Diretório s ó p o d e r á delibe- r a r sôbre m a t é r i a constante do edital de convoca- ç ã o .

A r t . 36. O Diretório (Nacional f u n c i o n a r á com a p r e s e n ç a da maioria dos seus membros e suas deliberações são sempre tomadas por maioria de votos presentes, em escrutínio secreto, cabendo um voto a .cada um e, ao Presidente, t a m b é m o voto de desempate, n ã o sendo permitido voto por pro- c u r a ç ã o .

A r t . 37. O Diretório Nacional elegerá, com mandato de t r ê s anos, seu Presidente, 1? e 2? V i c e - Presidentes, S e c r e t á r i o - G e r a l , 1? e 2? Secretários, T e - soureiro-Geral, 1° e 2? Tesoureiros, os quais com- p o r ã o a. eua C o m i s s ã o Executiva.

§ 1' N o intervalo das reuniões do Diretório N a - cional, a Comissão Executiva exercerá as atribui- ções do mesmo.

§ 2? O Presidente da Comissão .Executiva N a - cional, obrigatoriamente Presidente do Diretório Nacional, só p o d e r á ser reeleito Presidente por um p e r í o d o .

§ 3? Sem motivo justo, devidamente comprova- do, a falta a t r ê s reuniões consecutivas i m p o r t a r á em r e n ú n c i a das funções de membro da Comissão (Executiva (Nacional.

A r t . 38. A Comissão Executiva r e u n i r - s e - á sem- pre que se fizer necessário, mediante convocação de seu Presidente ou .quem as vezes lhe í a ç a , com a n t e c e d ê n c i a , no m í n i m o , de quarenta e oito horas.

P a r á g r a f o ú n i c o . E m suas faltas e - impeíQmen- to, os membros d a Comissão Executiva s e r ã o subs- t i t u í d o s pelos do D i r e t ó r i o Nacional, convocados s u b s e q ü e n t e m e n t e , pelo período restante do m a n - dato.

' A r t . 39. Compete ao Presidente do Diretório

•Nacional:

o) representar o partido, ativa .e passivamente, j u d i c i a l ou extrajudicialmente, em todo o t e r r i t ó r i o nacional;

b) convocar e presidir as r e u n i õ e s do Diretório e Convenção Nacional, bem como d a 'Comissão E x e - cutiva e do Conselho Nacional de Estudos e do P l a - nejamento, e fazer cumprir as suas resoluções;

c) exercer as funções executivas que lhe s ã o inerentes, criando para tal f i m tantas Secretarias de â m b i t o nacional quantas forem necessárias ao desenvolvimento do partido, perfeita racionalização técnica dos seus serviços e r e a l efetivação das d e l i - berações do Diretório Nacional, definindo as respec- tivas c o m p e t ê n c i a s e responsabilidades;

d) nomear e demitir os delegados do partido perante a J u s t i ç a (Eleitoral, bem como os funcio- n á r i o s dcs órgãos nacionais;

e) nomear e demitir os Secretários titulares das Secretarias referidas n a . l e t r a c, escolhendo-os livre- mente;

/) submeter ao Conselho Fiscal Nacional, para exame e aprovação, o b a l a n ç o do exercício onterior;

g) apresentar, Enualmente, ao Diretório Nacio- nal, o b a l a n ç o geral do exercício financeiro do par- t i d o , o r e l a t ó r i o sôbre os serviços de receita e des- pesa, p a t r i m ô n i o social e a proposta do o r ç a m e n t o para o ano seguinte;

h) fazer o r e l a t ó r i o das atividades p a r t i d á r i a s e s p r e s e n t á - l o à C o n v e n ç ã o Nacional; e

i) assinar as resoluções baixadas pelo Diretório Nacional ou sua Comissão Executiva.

P a r á g r a f o ú n i c o . O Presidente é substituído, em suas faltas e impedimentos, pelos Vice-Presidenres, na ordem estabelecida, e, n a falta destes, pelo Se- c r e t á r i o - G e r a l .

A r t . 40. Compete ao S e c r e t á r i o - G e r a l do Dire- t ó r i o Nacional:

a) organizar e dirigir os serviços da Secretaria Geral;

b) transmitir aos diretórios regionais as delibe- rações do Diretório Nacional e fiscalizar o seu cum- primento;

c) secretariar as reuniões, do Diretório ç C o n - venção Nacionais, bem como da Comissão Executiva;

d) assistir o Presidente do Diretório 'Nacional em tudo quanto se referir aos assuntos políticos do partido; e

e) referendar os atos do Presidente do D i r e t ó - rio Nacional.

P a r á g r a f o ú n i c o . O S e c r e t á r i o - G e r a l é substi- tuído, em suas faltas e impedimentos, pelos Secre- tários, na ordem estabelecida.

A r t . 41. Compete ao Tesoureiro-Geral do D i r e - tório N a c i o n a l :

a) organizar e dirigir os serviços da Tesouraria- Geral;

b) assistir o Presidente do D i r e t ó r i o Nacional em tiído quanto se referir aos assuntos econômico- financeiros do partido; e

c) .ter sob sua guarda e. responsabilidade todo o material permanente e de consumo.

P a r á g r a f o ú n i c o . O Tesoureiro-Geral é substi- tuído, em suas faltas e impedimentos, pelos Tesou- reiros, n a ordem estabelecida.

C A P Í T U L O I I

D O D I R E T Ó R I O R E G I O N A L

A r t . 42. O D i r e t ó r i o RJegional compõe-se de vinte e cinco membros, eleitos por dois anos pela Convenção Regional.

P a r á g r a f o ú n i c o . Os diretórios do Distrito F e - deral e dos T e r r i t ó r i o s i ê m a mesma composição e atribuições conferidas pelos presentes Estatutos aos diretórios regionais.

A r t . 43. Compete ao Diretório Regional:

a) dirigir e administrar a Seção Regional do Partido;

b) submeter à a p r e c i a ç ã o do Diretório Nacional

a orientação política que pretenda adotar no â m b i t o

estadual;

(5)

e) zelar pela fiel observância, no â m b i t o esta- dual, dos Estatutos, do Programa p a r t i d á r i o , do R e - gimento Interno Nacional e dos regimentos, regula- mentos e instruções baixadas pelos órgãos compe-

tentes; \*\

a) aprovar a eleição e as alterações h a compo- sição dos diretórios municipais;

e) n ã o aprovado pelo Tribunal;

/) dissolver os diretórios municipais, de con- formidade com estes estatutos;

g) fixar as cotas p e c u n i á r i a s com que; as seções municipais devem contribuir para o Diretório R e - gional;

h) aprovar anualmente os orçamentos, r e l a t ó - rios e balanços, apresentados pela Comissão E x e - cutiva Regional e pelos diretórios municipais, en- caminhando uma cópia de cada ao Diretório N a - cional;

i) escolher a delegação que deve representar o Diretório na Convenção Nacional;

j) tomar todas as deliberações que julgar neces- s á r i a s ou convenientes à boa execução dos Esta- tutos e do Programa p a r t i d á r i o , no â m b i t o re- gional;

k) nomear « demitir os membros do Conselho Regional de Estudos e de Planejamentos;

l) elaborar o Regimento Interno da Seção;

m) orientar e coordenar a ação dos representan- teslo partido na Assembléia Legislativa, a fim de assegurar o fiel cumprimento do programa p a r t i - d á r i o ; e

TO) solicitar a m a n i f e s t a ç ã o do Diretório .Nacio- nal sôbre os casos omissos nos presentes Estatutos.

(Art. 44. As vagas que se verificarem no D i r e - tório H e g o n a l , durante o mandato, s e r ã o providas por escolhas dos membros remanescentes, ad reje- rcnclum do Diretório Nacional.

A r t . 45. O D r e t ó r i o r e u n i r - s e - á sempre que as circunstâncias o exigirem, mediante convocação do seu Presidente ou quem as vezes lhe faça, por carta ou telegrama, com antecedência m í n i m a de cinco dias da data marcada para a r e u n i ã o , e com i n d i - cação do objetivo desta.

P a r á g r a f o ú n i c o . O Diretório só p o d e r á deli- berar sôbre m a t é r i a s constantes do edital de con- vocação .

A r t . 4€. O Diretório Regional funcionará com a p r e s e n ç a da maioria dos seus membros e suas d e l i - berações são sempre tomadas por maioria de votos presentes, em escrutfaro secreto, cabendo u m voto a cada um e, ao Presidente, t a m b é m o voto de desempate, n ã o sendo permitido voto por p r o c u r a ç ã o .

' A r t . 47. O Diretório Regional elegerá, com mandato de dois anos, seu Presidente, 1? e 2« V i c e - Presidentes, S e c r e t á r i o - G e r a l , 1? e 2« Secretários, Tesoureiro Geral, 1» e 2» Tesoureiros, os quais com-

p o r ã o a sua Comissão Executiva.

§ l

ç

O Presidente da Comissão Executiva R e - gional, obrigatoriamente Presidente do Diretório Regional, só p o d e r á ser reeleito Presidente por um p e r í o d o .

§ 21 Sem motivo justo, devidamente comprova- do, a falta a t r ê s reuniões consecutivas i m p o r t a r á em r e n ú n c i a das funções de membro da Comissão Executiva Regional.

A r t . 48. A Comissão Executiva r e u n i r - s e - á sem- pre que se fizer necessário, mediante convocação de seu Presidente, ou quem, as vezes lhe faça, com a n t e c e d ê n c i a , no m í n i m o , de quarenta e oito horas.

P a r á g r a f o ú n i c o . E m suas faltas e impedimen- to, os membros da Comissão Executiva s e r ã o subs- tituídos pelos do Diretório Regional, convocados, sub- s e q ü e n t e m e n t e , pelo período restante do mandato.

A r t . 49. Compete ao Presidente do Diretório R e g i o n a l :

o) representar o psjtido, ativa ou psssivamen- te, j u d i c i a l ou extrajudifcialmente, no â m b i t o regio- n a l ; ' " . t •

b) convocar e presidir as reuniões do D i r e t ó r i o e Convenção Regionais, bem como da Comissão Executiva e do Conselho Regional de Estudos e de Planejamentos e fazer cumprir as suas resoluções;

c) exercer as funções executivas que lhe s ã o inerentes, criando para tal f i m tantas Secretarias de â m b i t o regional quantas forem n e c e s s á r i a s ao desenvolvimento do partido, perfeita r a c i o n a l i z a ç ã o t é c n i c a dos seus serviços e real efetivação das de- liberações do D i r e t ó r i o Regional;

d) nomear e demitir os Secretários titulares das Secretarias referidas n a letra precedente, esco- lhendo-os livremente;

e) nomear e demitir os Delegados do partido perante a J u s t i ç a Eleitoral, bem oomo os f u n c i o n á - rios dos órgãos regionais;

/) submeter ao Conselho Fiscal Regional, para exame e aprovação, o b a l a n ç o do exercício anterior;

g) apresentar, anualmente, ao Diretório Regio- nal, ó b a l a n ç o .geral do exercício financeiro da Se- ção, o r e l a t ó r i o sôbre os serviços de receita e des- pesa, p a t r i m ô n i o social e a proposta do o r ç a m e n t o p a r a o ano seguinte;

h) fazer .o relatório das atividades p a r t i d á r i a s da Seção e a p r e s e n t á - l o à Convenção Regional; e

i) assinar as resoluções baixadas pelo Diretório Regional ou sua Comissão Executiva.

P a r á g r a f o ú n i c o . O Presidente é substituído, em suas faltas e impedimentos, pelos Vice-Presidentes, n a ordem estabelecida, e, na falta deste, pelo Se- o t e t á r i o - G e r a l .

A r t . 50. Compete ao S e c r e t á r i o - G e r a l do D i r e - tório Regional:

a) organizar e dirigir os serviços d a Secretaria- Oeral;

b) transmitir aos diretórios municipais as d e l i - berações do Diretório Regional e fiscalizar o seu cumprimento;

c) secretariar as reuniões do D i r e t ó r i o e C o n - venção Regionais, bem como da Comissão Executica;

d) assistir o Presidente do Diretório Regional em tudo quanto se referir aos assuntos políticos do partido, no Estado; e

e) referendar os atos do Presidente do D i r e t ó - rio Regional.

P a r á g r a f o ú n i c o . O S e c r e t á r i o - G e r a l é substi- tuído, em suas faltas e impedimentos, pelos Secre- tários, n a ordem estabelecida.

A r t . 51. Compete ao Tesoureiro-Geral do D i r e - tório Regional:

a) organizar e dirigir os serviços da Tesouraria Geral, quanto aos assuntos econômico-finanaeircf;

do partido, no â m b i t o regional; e

b) ter sob sua guarda e responsabilidade todo o m a t e r i a l permanente e de consumo, no â m b i t o regional.

P a r á g r a f o ú n i c o . O Tesoureiro-Geral é substi- tuído, em suas faltas e impedimentos, pelos Tesou- reiros, na ordem estabelecida.

C A P Í T U L O T H

D I R E T Ó R I O M U N I C I P A L

A r t . 52. O D i r e t ó r i o M u n i c i p a l compõe-se de quinze a t r i n t a membros, eleitos anualmente pela Convenção M u n i c i p a l .

A r t . 53. Compete ao D i r e t ó r i o M u n i c i p a l : a) dirigir e administrar a Seção M u n i c i p a l do partido;

b) seguir a o r i e n t a ç ã o política t r a ç a d a pelos Diretórios Nacional e Regional, submetendo à apro- vação deste a o r i e n t a ç ã o política no â m b i t o m u n i - cipal;

c) zelar pela fiel observância, no â m b i t o m u - nicipal, dos Estatutos, do Programa p a r t i d á r i o , do

Regimento interno nacional e dos regimentos, re-

(6)

224 B O L E T I M E L E I T O R A L gulamentos e instruções baixadas pelos órgãos com-

petentes;

d) aprovar a eleição e as alterações n a com- posição dos diretórios distritais;

e) n ã o aprovado pelo T r i b u n a l ;

/) orientar e coordenar a ação dos represen- tantes do partido na C â m a r a M u n i c i p a l , a f i m de assegurar o fiel cumprimento do programa p a r t i - d á r i o ; e

g) solicitar a m a n i f e s t a ç ã o do Diretório Nacio- n a l por i n t e r m é d i o do D i r e t ó r i o Regional, sôbre os casos omissos nos presentes Estatutos.

A r t . 54. A s vagas que se verificarem no D i r e - tório M u n i c i p a l , durante o mandato, s e r ã o providas por escolha dos membros, aã-referendum do D i r e - tório Regional.

A r t . 55. O Diretório M u n i c i p a l r e u n i r - s e - á sempre que as c i r c u n s t â n c i a s o exigirem, mediante c o n v o c a ç ã o do seu Presidente, ou quem as vezes lhe faça, por carta ou telegrama, com a n t e c e d ê n c i a m í n i m a de cinco dias da data marcada para a reu- n i ã o , e com i n d i c a ç ã o do objetivo desta.

P a r á g r a f o ú n i c o . O D i r e t ó r i o só p o d e r á delibe- r a r s ô b r e m a t é r i a constante do edital de convoca- ç ã o .

A r t . 56. O Direlório M u n i c i p a l f u n c i o n a r á com a p r e s e n ç a da meioria absoluta dos seus membros e suas deliberações s ã o semprte tomadas por maioria de votos presentes, em escrutínio secreto, cabendo u m voto a cada u m e, ao Presidente, t a m b é m o voto de desempate, n ã o sendo permitido voto por p r o c u r a ç ã o .

A r t . 57. O D i r e t ó r i o M u n i c i p a l elegerá, com mandaco de u m ano, seu Presidente, 1? e 2<? V i c e - Presidentes, S e c r e t á r i o e Tesoureiro, os quais com- p o r ã o a sua Comissão Executiva.

§ 1» N o intervalo das reuniões do Diretório M u - nicipal, a Comissão Executiva exercerá as atribui- ções do mesmo.

§ 2" O Presidente da Comissão Executiva M u - nicipal, obrigatoriamente Presidente do D i r e t ó r i o M u n i c i p a l , n ã o p o d e r á ser reeleito.

§ 3« S e m motivo justo, devidamente compro- vado, a falta a três reuniões consecutivas impor- t a r á em r e n ú n c i a das funções de membro d a C o - m i s s ã o Executiva M u n i c i p a l .

A r t . 58. A Comissão Executiva r e u n i r - s e - á sempre que se fizer necessário, mediante convoca- ç ã o de seu Presidente ou quem as vezes lhe faça, com a n t e c e d ê n c i a , no m í n i m o , de quarenta e oito

horas. , P a r á g r a f o ú n i c o . E m suas faltas e impedimen-

tos, os membros da Comissão Executiva s ã o subs- t i t u í d o s pelos do D i r e t ó r i o M u n i c i p a l , convocados com antecedência, no m í n i m o de 48 horas.

A r t . 59. Competie ao Presidente do D i r e t ó r i o M u n i c i p a l :

c) representar o partido, ativa ou passivamente, judicial ou extrajudicialmente, no â m b i t o m u n i - c i p a l ;

b) convocar e presidir as r e u n i õ e s do D i r e t ó r i o e C o n v e n ç ã o Municipais, bem como as d a Comissão Executiva e fazer cumprir as suas resoluções;

c) submeter ao Conselho Fiscal M u n i c i p a l , para exame e a p r o v a ç ã o , o balanço do exercício anterior;

d) nomear e demitir os Delegados do partido perante a J u s t i ç a Eleitoral, bem como os funcio- n á r i o s de órgãos municipais;

e) dar b a l a n ç o geral do exercício financeiro da

• Seção, o r e l a t ó r i o sôbre os serviços de receita e despesa, p a t r i m ô n i o social e a proposta do o r ç a - mento p a r a o ano seguinte;

/) assinar as resoluções baixadas pelo Diretório

•Municipal ou sua Comissão Executiva; e

g) fazer o r e l a t ó r i o das atividades p a r t i d á r i a s da S e ç ã o « a p r e s e n t á - l o à Convenção M u n i c i p a l .

P a r á g r a f o ú n i c o . O Presidente é substituído, em suas faltas e impedimentos, pelos Vice-Presidentes n a ordem estabelecida.

A r t . 60. Compete ao S e c r e t á r i o do Diretório M u n i c i p a l :

a) organizar e dirigir os serviços da secretaria do Diretório M u n i c i p a l ;

b) transmitir aos diretórios distritais as deli- berações do D i r e t ó r i o M u n i c i p a l e fiscalizar o seu cumprimento;

_b) transmitir aos diretórios distritais as delibe- rações do Diretório M u n i c i p a l e fiscalizar o seu cumprimento;

c) • secretariar as reuniões dos Diretórios e da Convenção Municipais, bem como da Comissão Exe- cutiva;

d) assistir o Presidente do Diretório M u n i c i p a l 'em tudo quanto se referir aos assuntos políticos, de partido, no Município; e

e) referendar os atos do Presidente do D i r e - tório M u n i c i p a l .

P a r á g r a f o ú n i c o . O S e c r e t á r i o é substituído, em suas faltas e impedimentos, por quem o Presidente

designar. ' A r t . 61. 'Compete ao Tesoureiro do D i r e t ó r i o

M u n i c i p a l :

a) organizar e dirigir os serviços d a Tesoura- ria do D i . e t ó r i o M u n i c i p a l ;

b) assistir o Presidentoe do D i r e t ó r i o M u n i c i p a l em tudo, quanto se referir aos assuntos econômico- financeiros do partido, no Município; e

c) ter sob sua guarda e responsabilidade todo o material permanente e de consumo, no â m b i t o m u n i c i p a l .

P a r á g r a f o - ú n i c o . O Tesoureiro é substituído, em suas faltas e impedimentos, por quem o P r e s i - dente do D i r e t ó r i o M u n i c i p a l designar.

C A P Í T U L O I V

D I R E T Ó R I O D I S T R I T A L

A r t . 62. Tendo em vista a extensão territorial e a densidade de população do município, pode o Diretório M u n i c i p a l criar, aã-referendum do D i r e - tório Regional, diretórios distritais, compostos de um Presidente, um S e c r e t á r i o e um Tesoureiro.

P a r á g r a f o ú n i c o . Os membros do Diretório D i s - trital são eleitos pelos filiados de cada Distrito e t e r ã o mandato de um ano.

A r t . 63. A s c o m p e t ê n c i a s dos Membros dos D i - retórios Distritais são, no âmbito distrital, as mes- mas que as exercidas, no â m b i t o municipal, pelos, membros dos d i r e t ó r i o s municipais.

T í t u l o V

ÓRGÃOS D E F I S C A L I Z A Ç Ã O

A r t . 64. S ã o órgãos de fiscalização do p a r t i d o : a) no plano nacional — Conselho Fiscal Nacional:

b) ,no plano estadual — Conselho Fiscal R e g i o - n a l ; e

O no plano municipal — Conselho Fiscal M u n i - c i p a l .

C A P Í T U L O I

C O N S E L H O F I S C A L N A C I O N A L A r t . 65. A o Conselho F i s c a l Nacional, como ó r - g ã o de fiscalização do partido, no plano n a c i o n a l , compete:

a) examinar e d a r parecer sôbre o relatório,,

o r ç a m e n t o s , balancetes e demais atos d a gestão f i -

nanceira da 'Comissão Executiva e do Diretório (Na-

cional;

(7)

b) levar ao conhecimento da Convenção Nacio- nal as irregularidades que notar no desempenho das funções d a C o m i s s ã o Executiva, cabendo à mesma Convenção deliberar a respeito em sessão secreta; e c) ,no exercício de suas funções, solicitar à C o - missão Executiva, n a pessoa de quem a presidir, todos os dados e esclarecimentos necessários para a boa orientação da vida financeira do partido, e dando parecer, por escrito, sôbre os relatórios e o r ç a m e n t o s organizados pelos respectivos órgãos.

A r t . 66. O Conselho Piscai é composto de três membros efetivos e suplentes em igual n ú m e r o , eleitos cada três anos pela Convenção Nacional.

C A P Í T U L O n

C O N S E L H O F I S C A L R E G I O N A L E M U N I C I P A L A r t . 67. lEm cada Seção Regional ou M u n i c i p a l h a v e r á um Conselho Fiscal Regional ou Municipal, obedecendo às mesmas organizações e atribuições, sendo o Conselho 'Fiscal Regional eleito cada dois anos e o M u n i c i p a l , anualmente.

Titula VI

Ó R G Ã O S D E COOPERAÇÃO

A r t . 68. S ã o órgãos de cooperação do M . T . R . : a) a L i g a Nacional F e m i n i n a ;

b) a L i g a Nacional da Juventude; e c) as Ligas Profissionais.

A r t . 69. A L i g a Nacional F e m i n i n a c o n g r e g a r á mulheres trabalhistas que se comprometerem a res- peitar e a 'propagar os princípios do partido; e a L i g a Nacional d a Juventude r e u n i r á jovens de a m - bos os sexos, entre 15 e 21 anos, com vocação para o trabalhismo.

P a r á g r a f o ú n i c o . As Ligas acima referidas s e r ã o dirigidas por Conselhos de cinco membros, nomea- dos pelo Diretório e aprovados pela Comissão E x e - cutiva N a c i o n a l .

A r t . 70. As Ligas Profissionais c o n g r e g a r ã o os vários grupos de atividades físicas e intelectuais e t e r ã o suas atividades reguladas pelo Regimento ela- borado pela Comissão Executiva do iDiretório N a - cional.

T í t u l o VII

Ó R G Ã O S D E ASSESSORIA

A r t . 71. S ã o órgãos de assessoria técnica do partido i '

a) no plano nacional — O Conselho Nacional de Estudos e de Planejamento;

b) no plano estadual O Conselho Regional de Estudos e de Planejamento;

C A P Í T U L O I

C O N S E L H O N A C I O N A L D E E S T U D O S E D E P L A N E J A M E N T O

A r t . 72. 'Compete ao Conselho Nacional de E s - tudos e de Planejamento:

a) apresentar estudos, elaborar planos e emitir pareceres sôbre os assuntos submetidos ao seu exa- me pelo Diretório Nacional;

b) colaborar, quando solicitado, com os repre- sentantes do partido no Congresso Nacional e nas Assembléias Estaduais e c o m os membros do partido ocupantes de cargos públicos;

c) sugerir ao Diretório Nacional quando solici- tado, medidas eficientes de interesse público, técnico, administrativo ou d o u t r i n á r i o ; e

d) aprovar o seu Regimento Interno.

A r t . 73. O n ú m e r o de membros do Conselho N a - cional de Estudos e de Planejamento é fixado pelo Diretório Nacional.

§ 1" Os membros do Conselho Nacional de E s - tudos e de Planejamento s ã o escolhidos pelo D i r e - tório Nacional dentre os filiados de reconhecida c a - pacidade intelectual, t é c n i c a ou administrativa, exercendo suas funções enquanto bem servir.

§ 2» S ã o membros natos do Conselho os P r e - sidentes dos órgãos ténicos do Senado e da C â m a r a

dos Deputados que forem membros do M . T . R . A r t . 74. Cabe ao Presidente do Diretório N a c i o - n a l presidir à s sessões do 'Conselho Nacional de E s - tudos e de Planejamento.

§ 1? 'Em primeira sessão de cada ano, o C o n - selho elege, dentre seus membros, um 1? e 2» V i c e - Presidente e um 1? e 2» S e c r e t á r i o .

§ 2' N a ausência do Presidente, c a b e r á substi- tuí-lo, n a respectiva ordem, o 11 e o 2' V i c e - P r e - sidente.

A r t . 75. O Conselho de 'Estudos e de P l a n e j a - mento reune-se quando convocado pelo Presidente.

C A P Í T U L O I I

C O N S E L H O R E G I O N A L D E E S T U D O S E D E P L A N E J A M E N T O

A r t . 76. E m cada S e ç ã o Regional h a v e r á u m Conselho Regional de .Estudos e de Planejamento obedecendo à s mesmas organizações e atribuições ao Conselho Nacional de Estudos e de Planejamento.

T í t u l o v r a

V I O L A Ç Ã O D O S D E V E R E S P A R T I D Á R I O S A r t . 77. A dissolução dos diretórios regionais verificar-se-á nos seguintes casos:

a) violação dos Estatutos ou de Programa do partido;

b) desrespeito a quaisquer deliberações p a r t i d á - rias regularmente tomadas pelos órgãos superiores do partido;

c) impossibilidade de resolver-se divergência entre os membros do Diretório Regional, evitando- se, assim, seja afetada a unidade p a r t i d á r i a no E s - tado;

d) necessidade de restabelecimento do equilíbrio o r ç a m e n t á r i o comprometido p e l a g e s t ã o do ó r g ã o responsável ou seu Presidente.

§ 1° A pena de dissolução somente será aplicada depois de facultados todos os meios de defesa, quer orais ou escritos, e mediante a aprovação de 2/3 nos membros do Diretório Nacional, presentes à r e u n i ã o especialmente convocada para deliberar.

§ 2» Dissolvido o Diretório, é nomeado um inter- ventor, que tomara a s i a direção dia S e ç ã o pelo tempo julgado indispensável.

A r t . 78. A dissolução dos diretórios municipais, por parte dos diretórios regionais verificar-se-á nos mesmos casos e n a mesma forma prevista n o artigo anterior.

T í t u l o I X

F I N A N Ç A S E C O N T A B I L I D A D E A r t . 79. A receita do partido é c o n s t i t u í d a pe- las contribuições e auxílios dos filiados, mediante os seguintes preceitos:

a) as contribuições, se r e v e s t i r ã o da forma de mensalidade, que vão de dez cruzeiros no m í n i m o a dez m i l cruzeiros no m á x i m o , à discrição dos f i l i a - dos, ressalvado o disposto no artigo seguinte; e

b) . os auxílios dos filiados, de (forma alguma,

podem ultrapassar a cifra de duzentos m i l cruzeiros.

(8)

226 B O L E T I M E L E I T O R A L Fevereiro de 1963 A r t . 80. Todo membro do partido 'que exercer

í u n ç ã o em comissão ou cargo eletivo, sob legenda o u i n d i c a ç ã o do M . T . R . , d e v e r á contribuir, m e n - salmente, com o m í n i m o de cinco por cento de seus vencimentos lixos, p a r a a (tesouraria do .partido*

sendo:

a) para a dos diretórios municipais, tratando- Be de cargos municipais; e

to) para a dos 'diretórios regionais ou Nacional, tratando-se de cargos estaduais ou federais.

A r t . 81. A e s c r i t u r a ç ã o do partido s e r á f e i t a de acordo c o m as normas estabelecidas pela escritura- ç ã o m e r c a n t i l .

A r t . 82. O s diretórios sob cuja j u r i s d i ç ã o esti- verem os candidatos às eleições nacionais, estaduais ou municipais, c o m a necessária a n t e c e d ê n c i a ;

a) e l a b o r a r ã o o r ç a m e n t o per capita, das despe- sas que os, candidatos pessoalmente devem fazer com a sua p r ó p r i a eleição;

b) exigirão de cada candidato u m relatório das despesas que pretendam efetuar com a sua p r ó p r i a c a m p a n h a eleitoral, devendo acompanhar esse r e l a - t ó r i o os comprovantes cabais das respectivas fontes de receita;

c) resolverão s ô b r e os auxílios financeiros, ou e m espécie, aos candidatos que n ã o disponham de aneios suficientes p a r a custear a p r ó p r i a eleição.

A r t . 83. Os diretórios municipais deverão apre-.

sentar, a t é 31 de janeiro de cada ano, aos d i r e t ó - rios regionais, u m b a l a n ç o detalhado de todas suas atividades financeiras, discriminando a receita e a despesa do exercício anterior.

§ 1? Os diretórios regionais, no mesmo prazo, d e v e r ã o encaminhar ao iDiretório Nacional o balan- ço da receita e despesa do exercício anterior.

§ 2» O Diretório Nacional s u b m e t e r á à aprecia- ção da Convenção Nacional o b a l a n ç o de suas c o n - tas.

A r t . &4. Os Diretórios Nacional, regionais e municipais m a n t e r ã o rigorosa e s c r i t u r a ç ã o das suas receitas e despesas, com a devida d i s c r i m i n a ç ã o da origem daquelas e da aplicação destas.

P a r á g r a f o ú n i c o . Os livros de contabilidade do D i r e t ó r i o Nacional s e r ã o abertos, encerrados e, em todas as suas folhas, rubricadas pelo (Presidente do T r i b u n a l Superior Eleitoral; os mesmos livros dos d i r e t ó r i o s regionais s e r ã o abertos, encerrados e r u - bricados pelo (Presidente dos respectivos Tribunais Regionais; idênticos livros dos diretórios municipais ou zonas pelo respectivo Juiz Eleitoral.

T í t u l o X D I S P O S I Ç Õ E S G E R A I S

A r t . 85. N o Distrito Federal e no Estado da Guanabara instituem-se diretórios de zonas com organização e funções correspondentes à s dós dire- tórios municipais, no que fôr cabível, e cada Zona Eleitoral corresponde a u m Diretório de Zona.

A r t . 66. A s capitais dos Estados, com mais de duzentos m i l habitantes, m a n t e r ã o tantos diretórios, da mesma categoria dos municipais aos quais se equiparam, quantas forem as respectivas Zonas E l e i - torais, sob a d e n o m i n a ç ã o de Diretório de Zona.

A r t . 87. Nos Estados, T e r r i t ó r i o s ou (Municípios onde o partido n ã o estiver organizado a Comissão Executiva Nacional e as Regionais conforme o caso, n o m e a r ã o u m Delegado ou u m D i r e t ó r i o provisório a t é que n a forma dos Estatutos 0 organismo seja preenchido regularmente.

A r t . 88. Os líderes das Bancadas no Congresso Nacional, nas Assembléias 'Estaduais e nas C â m a r a s Municipais, serão eleitos, e m . escrutínio secreto, anualmente, permitidas as reeleições, pelos m e m - bros das respectivas representações no efetivo exer- cício de seus mandatos. Os nomes dos eleitos, nas respectivas circunscrições, serão encaminhados à a p r o v a ç ã o da respectiva Comissão Executiva, c a - bendo recurso para o D i r e t ó r i o .

A r t . €9. S ã o datas nacionais do M . T . R . : a) I» de M a i o — data m á x i m a dos trabalhadores;

b) 26 de (Maio — dia do l a n ç a m e n t o da C a m p a - nha das Mãos Limpes e do início d a organização do Movimento Trabalhista Renovador; e

c) 7 de Setembro — dia da P á t r i a . T í t u l o X I

D I S P O S I Ç Õ E S T R A N S I T Ó R I A S

A r t . 90. A sede do partido ficará no .Rio de Janeiro a t é que o Diretório Nacional julgue conve- niente sua trEnsferência para a C a p i t a l da "Repú- blica .

Estatutos aprovados pela Resolução n* 7.192, de 23-11-62 — Processo n» 2.236 — (Classe X — G u a - nabara (Rio de J a n e i r o ) .

Secretaria do Tribunal Superior Eleitoral, em 14 de dezembro de 1962. — Geraldo da Costa Manso, Diretor-Geral.

Nota — Os presentes Estatuto

s

foram

aprovados pela Resolução n? 7.192 de 23-11-62

do T . S . E .

(9)

PARTIDO D E M O C R A T A CRISTÃO

E S T A T U T O S

CAPÍTULO I

DENOMINAÇÃO, F I N S , S E D E E R E P R E S E N T A Ç Ã O A r t . 1? C o m a d e n o m i n a ç ã o de Partido Demo- crata Cristão, acha-se constituída entre os s i g n a t á - rios dos presentes Estatutos e todos os brasileiros que a ela j á aderiram ou venham a aderir, uma sociedade civil brasileira, sem intuitos eronômios, de d u r a ç ã o indeterminada e n ú m e r o ilimitado de sócios, tendo por obtivo realizar a v i á a política em torno de princípios e n ã o de pessoas, com absoluto respeito pelas garantias d e m o c r á t i c a e direitos individuais assegurados na Constituição Federal do B r a s i l .

A r t . 2' O Partido Democrata Cristão tem por finalidade trabalhar pela instauração, no Brasil, da uma a u t ê n t i c a ' democracia, política, econômica e cultural. P a r a isso propõe-se a promover uma ação de ampla base popular e chamar a colaborar no seu esforço todos aqueles que aceitem a l i n h a ideológica d a democracia cristã firma/da nas seguintes posições fundamentais: Terceira Força — A democracia cristã constitui uma terceira posição ideológica e política, distinta do liberalismo e do marxismo. E m oposição ao capitalismo, que nega a justiça, ao comunismo que esmaga a liberdade, a democracia cristã luta pela i n s t a u r a ç ã o dei uma ordem social que realize a justiça, sem destruir a liberdade. Pessoa Humana

— A f i r m a a dignidade pessoal do homem como valor fundamental d a ordem econômica, social e política.

Recusa e combate todos os regimes que reduaem os homens a simples instrumentos do poder econômico ou à condição de massas dirigidas pelo Estado. E , c o n s e q ü e n t e m e n t e , proclama a necessidade de um esforço c o n t í n u o de h u m a n i z a ç ã o de todos os setores da vida social. Bem Comum — A f i r m a que a fina- lidade de toda a ação política é o bem comum e que a realização deste n a sociedade c o n t e m p o r â n e a exige reformas de estrutura nas instituições sociais e n ã o apenas a moralização dos costumes ou simples me- didas de assistência paternalista. Pluralismo — A f i r - m a que essas reformas de estrutura e a promoção do bem comum se h ã o de fazer mediante a neces- s á r i a i n t e r v e n ç ã o do Estado, mas no sentido de uma descentralização ou pluralismo c o m u n i t á r i o , que res- peite, fortaleça os grupos sociais, i n t e r m e d i á r i o s , como a família, o município, o sindicato, a empresa, do bem comum se h ã o de fazer mediante a neces- s á r i a i n t e r v e n ç ã o do Estado, mas no sentido de uma

descentralização ou pluralismo c o m u n i t á r i o , qüe res- peite e fortaleça os grupos sociais intermediários, como a família, o município, o sindicato, a empresa, a escola, a cooperativa e outros, que n ã o p o d e r ã o ser abscrvidos ou leliminados pelo poder centraliza- dor do Estado. -Propriedade para Todos — A f i r m a o direito de propriedade extensiva a todos os ho- mens, especialmente em relação à moradia, à terra é aos meios de p r o d u ç ã o . Combate a c o n c e n t r a ç ã o da propriedade em mãc6 de uma m i n o r i a ou a su- pressão d a mesma pelo Estado. Comunidade Inter- nacional — A f i r m a a necessidade de organizar as n a ç õ e s n u m a comunidade internacional que, inspira- da nos princípios d a solidariedade, defenda os d i - reitos fundamentais d a pessoa humana, estabeleça a igualdade j u r í d i c a dos Estados, r e c o n h e ç a o p r i n c í - pio d a a u t o d e t e r m i n a ç ã o , promova e realize a paz.

Recusa, por isso, o imperialismo, o colonalismo e todas as t e n d ê n c i a s que provoquem a discórdia ou a guerra. Fraternidade — A f i r m a a inspiração de

toda a vida pública pelo espírito de fraternidade em oposição à indiferença egoísta do individualismo bur- guês e ao ódio de classe, de r a ç a , de nacionalidade ou de religião.

P a r á g r a f o ú n i c o . Cem base nesses princípios ideológicos, a Convenção Nacional a p r o v a r á o pro- grama do Partido, que será revis'o em cada período de cinco anos, ou antes desse prazo, se as circuns- t â n c i a s o aconselharem e assim decidir a Convenção Nacional.

A r t . 3' O Partido propõe-se realizar os seus fins, entre outros pelos seguintes meios:

a) E s t u d a n ã o e difundindo a doutrina política e social mais adequada às tradições e ao desenvol- vimento do B r a s i l ;

b) Realizando publicações, exposiçõrs, c o n f e r ê n - cias, exibições de filmes, representações teatrais, i n - quéritos e pesquisas referentes à sua finalidade p r i n - cipal;

c) Organizando institutos culturais educativos e bibliotecas populares especializadas, principalmente, em assuntos político-sociais;

d) Organizando-se para participar efetivamente rias eleições federais, estaduais, municipais e terri- toriais.

A r t . 4? O Partido m a n t e r á sua sede central na Capital d a República.

§ I? Cada Diretório Regional ou Municipal, de- vidamente reconhecido u s a r á de autonomia a d m i - nistrativa e financeira, nos termos dos presentes E s - tatutos.

§ 2" Os Presidentes dos Diretórios Regionais, compreendidos em cada uma das regiões geo-econô- micas em que se divide oficialmente o p a í s (Norte, Nordestie, Leste, Centro e S u l ) , c o n s t i t u i r ã o Comis- sões de Zona, com sede nas cidades de Belém, R e - cife, Belo Horizonte, Goiânia e S ã o Paulo, respecti- vamente, para coordenarem os interesses d a r e g i ã o e promover o desenvolvimento do Partido.

A r t . 5? O Partido s e r á representado, ativa e passivamente, judicial e extrajudicialmente- no â m - bito nacional, pelo Presidente do Diretório Nacional;

no â m b i t o estadual ou territorial, pelo Presidente do Diretório Regional; no â m b i t o municipal pelo P r e - sidente do Diretório M u n i c i p a l .

C A P Í T U L O II

o. D O S Ó R G Ã O S P A R T I D Á R I O S

A r t . 6' O Partido s e r á dirigido e administrado por órgãos de deliberação, de direção e auxiliar es.

A r t . 7» S ã o órgãos de d e l i b e r a ç ã o : I — a C o n - venção Nacional; II — A s Convenções Regionais;

III — as Convenções Municipais.

A r t . 8? S ã o órgãos de d i r e ç ã o : I — o D i r e i ó r i o Nacional; II — os Diretórios Regionais; i n • - os Diretórios Municipais.

A r t . 9? S ã o órgãos auxiliares: I — os Conselhos Nacionais, Regionais e Municipais; I I — as Comis- sões Nacionais, Regionais e Municipais; III — os Departamentos Nacionais, Regionais e Municipais.

D O S ÓRGÃOS N A C I O N A I S

A r t . 10. Constituem a Convenção Nacional: I —

os membros do Diretório Nacional; I I — os m e m -

bros, do Conselho Nacional; III — os membros do

(10)

228 B O L E T I M E L E I T O R A L Fevereiro de 1963 P a r t i d o eleitos para função pública de â m b i t o n a -

cional e estadual; I V — os delegados eleitos pelas Convenções Regionais, n a p r o p o r ç ã o de um para cada dez m i l eleitores do Partido n a respectiva c i r - cunscrição, ou fração desse n ú m e r o , de acordo com a ú l t i m a eleição para a Assembléia Legislativa. No Distrito Federal e nos Territórios, esse n ú m e r o s e r á apurado de acordo com as ú l t i m a s eleições p a r a a C â m a r a de Deputados.

A r t . 11. Compete à Convenção Nacional:

a) estabelecer diretrizes para a o r i e n t a ç ã o do Partido, de conformidade com os princípios e o pro- grama e s t a t u t á r i o s ;

b) fixar a l i n h a de conduta p a r t i d á r i a ; c) eleger o Diretório Nacional;

d) eleger vinte membros do Ornselho Nacional;

e) apreciar o relatório anual do Diretório N a - cional sôbre as atividades do Partido;

/ ) aprovar anualmente as contas do Diretório Nacional;

g) escolher os candidatos do Partido à Presi- d ê n c i a e Vice-Presidência d a República;

h) decidir sôbre os recursos para i;la interpostos regularmente;

i) reformar os presentes Estatutos;

j) decidir s i b r e a dissolução do Partido.

A r t . 12. A C o n v e n ç ã o Nacional s e r á convocada pelo D i r e t ó r i o Nacional ou por idois terços dos mem- bros do Conselho Nacional.

§ 1? C o m a n t e c e d ê n c i a m í n i m a de 20 dias, o edital de convocação s e r á publicado n a imprensa e comunicado por v i a a é r e a sob registro, aos D i r e - tórios Regionais.

§ 2? Independentemente de convocação, reunir- s e - à anualmente a Convenção Nacional, n o d i a 31 de m a r ç o , p a r a deliberar sôbre a m a t é r i a constante das letras a, e e f do art. 11.

§ 3

9

A Convenção Nacional, salvo deliberação em c o n t r á r i o do Diretório Nacional,, s e r á realizada

•na sede do P a r t i d o .

A r t . 13. A Convenção Nacional i n s t a l a r - s e - á com qualquer n ú m e r o de membros, e salvo os casos expressos, d e l i b e r a r á por maioria simples e votação n o m i n a l ou simbólica.

§ 1* S ó s e r ã o admitidas procurações outorgadas a convencionais, com poderes especiaií., para cada caso, a t é o limite de dois mandatos poi procurador.

§ 2? A Convenção só p o d e r á deliberar sôbre m a - t é r i a constante d o edital de convocação.

A r t . 14. O Diretório Nacional, com mandato de dois anos, é c o n s t i t u í d o :

a) pelos Presidentes dos Diretórios Regionais;

b) por vinte membros eleitos pela Convenção Nacional, dez dos quais dentre os representantes do P a r t i d o c o m mandato federal;

c) por u m representante d a juventude democra- ta, c r i s t ã , escolhido dentre os membros d a sua C o - m i s s ã o Executiva Nacional.

§ 1? H a v e r á no Diretório Nacional: u m Presi- dente, t r ê s Vice-Presidentes (de 1? a 3»)", u m Se- c r e t á r i o - G e r a l e «tantos secretários quantos forem os secretariados i n s t i t u í d o s pelo Diretório.

§ 2» E m sua p r i m e i r a r e u n i ã o , os membros do D i r e t ó r i o Nacional farão, entre s i , , a escolha dos ocupantes dos cargos indicados n o paráirrafo a n - t e r i o r .

§ 3' Nos impedimentos, o Presidente e os de- mais membros do Diretório s e r ã o substituídos

-

n a or- diem d a n u m e r a ç ã o apontada no § 1».

§ 4? Importa em r e n ú n c i a ao cargo a falta n ã o

^ustifiçada a t r ê s reuniões consecutivas ou a cinco intercaladas.

§ 5» E m caso de vaga, o Diretório elegerá o substituto dentre os membros do Conselho Nacional.

A r t . 15. E m cada eleição periódica, o Diretório Nacional s e r á obrigatoriamente renovado de, pelo menos, u m t e r ç o de seus membros.

P a r á g r a f o ú n i c o . N ã o poderão ser reeleitos mais de u m a vez os ocupantes dos cargos de Presidente e de S e c r e t á r i o - G e r a l .

A r t . 16. Compete ao Diretório Naconal:

a) convocar e organizar a Convenção Nacional;

b) executar as decisões da Convenção Nacional;

c) promover a i n s t a l a ç ã o dos Diretórios Regio- nais, credenciando delegados para esse f i m ;

d) decidir sobre o reconhecimento e a dissolu- ção dos Diretórios Regionais;

e) elaborar o próprio Regimento Interno;

/) nomear seus delegados <e fiscais perante os órgãos d a J u s t i ç a Eleitoral;

g) interpretar estes Estatutos, suprir e resolver os seus casos omissos;

h) preencher, n a forma deste Estatutos, as v a - gas que se verificarem no próprio Diretório;

i) eleger vinte membros do Conselho Nacional;

j ) aplicar as penalidades previstas nestes Esta- tutos;

l) prorrogar, nos casos de necessidade, a t é o limite de um ano. o mandato de Diretórios Regio- nais;

m) intervir nos Diretórios Regionais para fazer respeitar os princípios e s t a t u t á r i o s e as decisões dós órgãos superiores;

n) arrecadar:

1<0 um vigésimo dos subsídios ou vencimentos dos membros do Partido eleitos ou indicados para função pública no â m b i t o nacional;

2?) u m vigésimo d a a r r e c a d a ç ã o global dos D i - retórios Regionais;

3") as contribuições feitas à caixa do Partido no â m b i t o nacional;

o) decidir sôbre qualquer m a t é r i a relativa à d i - reção d a vida p a r t i d á r i a , respeitadas as disposições e s t a t u t á r i a s e as decisões dos órgãos superiores.

A r t . 17. O Diretório Nacional s e r á convocado pelo Presidente ou por um t e r ç o dos seus membros, mediante c o m u n i c a ç ã o escrita aos demais, com ante- cedência de 72 horas.

P a r á g r a f o ú n i c o . Salvo deliberação em c o n t r á - rio, do próprio Diretório Nacional, as reuniões deste s e r ã o realizadas n a sede central do P a r t i d o .

A r t . 18. O Diretório Nacional d e l i b e r a r á c o m a p r e s e n ç a m í n i m a de dez membros e t o m a r á suas de- cisões por maioria absoluta de votos dos diretores presentes.

§ 1" S e r ã o tomadas por dois terços dos membros do Diretório Nacional, no m í n i m o , as decisões que tenham por objeto:

a) a i n t e r v e n ç ã o nos Diretórios Regionais, a suspensão ou dissolução dos mesmos;

b) a aplicação de penalidades;

c) a reforma de quaisquer deliberações dos D i - retórios ou das Convenções Regionais;

§ 2° S ó s e r ã o admitidas procurações outorgadas a membros do Diretório Nacional ou do Diretório Regional a t é o limite de dois mandatos por pro- curador.

A r t . 19. Constituem o Conselho Nacional:

I — 20 membros eleitos pela Convenção N a - cional;

I I — 20 membros eleitos pelo Diretório N a - cional;

§ 1? O mandato de membro do Conselho N a - cional é de dois anos.

§ 2 ' O Conselho Nacional elegerá seu Presi- dente, S e c r e t á r i o e respectivos suplentes.

Ax,t. 20. O Conselho Nacional, como ó r g ã o a u - xiliar do Diretório Nacional, t e r á as atribuições que lhe forem conferidas pelo Regimento Interno, caben- do-lhe especialmente oficiar nos assuntos que lhe forem cometidos pela Convenção ou pelo Diretório Nacional.

A r t . 21. O Conselho Nacional s e r á convocado pelo respectivo Presrdisnte ou pelo Presidente do Diretório Nacional.

A r t . 22. P a r a o desempenho de suas funções, o

Diretório Nacional p o d e r á organizar Comissões E s -

peciais e, particularmente, uma Comissão Executiva

Nacional com podêres quê lhe serão conferidos n o

ato de i n s t i t u i ç ã o .

Referências

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