PR\454273PT.doc PE 312.600
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PARLAMENTO EUROPEU
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2004
Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Política do Consumidor
PROVISÓRIO 2001/0248 (CNS) 20 de Dezembro de 2001
*
PROJECTO DE RELATÓRIO
sobre a proposta de decisão do Conselho relativa à aprovação, em nome da Comunidade Europeia, do Protocolo de Quioto da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas e ao cumprimento conjunto dos respectivos compromissos
(COM(2001) 579 – C5-..../2001 - 2001/0248(CNS))
Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Política do Consumidor
Relator: Jorge Moreira da Silva
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Legenda dos símbolos utilizados
* Processo de consulta Maioria dos votos expressos
**I Processo de cooperação (primeira leitura) maioria dos votos expressos
**II Processo de cooperação (segunda leitura)
Maioria dos votos expressos para aprovar a posição comum Maioria dos membros que compõem o Parlamento para rejeitar ou alterar a posição comum
*** Parecer favorável
Maioria dos membros que compõem o Parlamento, excepto nos casos visados nos artigos 105º, 107º, 161º e 300º do Tratado CE e no artigo 7º do Tratado UE
***I Processo de co-decisão (primeira leitura) Maioria dos votos expressos
***II Processo de co-decisão (segunda leitura)
Maioria dos votos expressos para aprovar a posição comum Maioria dos membros que compõem o Parlamento para rejeitar ou alterar a posição comum
***III Processo de co-decisão (terceira leitura)
Maioria dos votos expressos para aprovar o projecto comum
(O processo indicado tem por fundamento a base jurídica proposta pela Comissão)
Alterações a textos legais
Nas alterações do Parlamento, as diferenças são assinaladas simultaneamente a negrito e em itálico. A utilização de itálico sem negrito constitui uma indicação destinada aos serviços técnicos e tem por objectivo assinalar elementos do texto legal que se propõe sejam corrigidos, tendo em vista a elaboração do texto final (por exemplo, elementos manifestamente errados ou lacunas numa dada versão linguística). Estas sugestões de correcção ficam subordinadas ao aval dos serviços técnicos visados.
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ÍNDICE
Página PÁGINA REGULAMENTAR ... 4 PROJECTO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA... 5 EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS ... 6
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PÁGINA REGULAMENTAR
Por carta de ... de 2001, o Conselho consultou o Parlamento, nos termos do primeiro parágrafo do n.º 3 do artigo 300.º do Tratado CE, sobre a proposta de decisão do Conselho relativa à aprovação, em nome da Comunidade Europeia, do Protocolo de Quioto da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas e ao cumprimento conjunto dos respectivos compromissos (COM(2001) 579 – 2001/0248(CNS).
Na sessão de 5 de Novembro de 2001, a Presidente do Parlamento comunicou o envio da referida proposta à Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Política do
Consumidor, competente quanto à matéria de fundo, bem como à Comissão da Indústria, do Comércio Externo, da Investigação e da Energia e à Comissão da Política Regional, dos Transportes e do Turismo, encarregadas de emitir parecer (C5-xxxx).
Na sua reunião de 5 de Novembro de 2001, a Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Política do Consumidor designou relator Jorge Moreira da Silva.
Na sua reunião de 19 de Dezembro de 2001, a comissão procedeu à apreciação da proposta da Comissão e do projecto de relatório.
Na mesma reunião, a comissão aprovou o projecto de resolução legislativa por xxx votos a favor, xxx contra e xxx abstenções.
Encontravam-se presentes no momento da votação: ..., (presidente/presidente em exercício; ...
(e ...), vice-presidente/vice-presidentes/; ..., relator, ..., ... (em substituição de ...), ... (em substituição de ... , nos termos do n.º 2 do artigo 153º do Regimento), ... e...
Os pareceres da Comissão da Indústria, do Comércio Externo, da Investigação e da Energia e da Comissão da Política regional, dos Transportes e do Turismo encontram-se apensos ao presente relatório.
O relatório foi entregue em ... de 2001.
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PROJECTO DE RESOLUÇÃO LEGISLATIVA
Resolução legislativa do Parlamento Europeu sobre a proposta de decisão do Conselho relativa à aprovação, em nome da Comunidade Europeia, do Protocolo de Quioto da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas e ao
cumprimento conjunto dos respectivos compromissos (COM(2001) 579 – C5-xxxx/2001 – 2001/0248(CNS)
(Processo de consulta) O Parlamento Europeu,
- Tendo em conta a proposta de decisão do Conselho (COM(2001) 5791),
- Tendo em conta o n.º 4 do artigo 174.º e a primeira frase do primeiro parágrafo do n.º 2 do artigo 300.º do Tratado CE,
- Consultado pelo Conselho nos termos do primeiro parágrafo do n.º 3 do artigo 300.º do Tratado CE (C5-0000/2001),
- Tendo em conta o artigo 67º e o n.º 7 do artigo 47º do seu Regimento,
- Tendo em conta o relatório da Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Política do Consumidor (A5-0000/2001),
1. Aprova a proposta de decisão do Conselho relativa à aprovação, em nome da Comunidade Europeia, do Protocolo de Quioto da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas e ao cumprimento conjunto dos respectivos compromissos;
2. Encarrega a sua Presidente de transmitir a sua posição ao Conselho e à Comissão, bem como aos governos e aos parlamentos dos Estados-Membros e às Partes do Protocolo de Quioto.
1 Ainda não publicada no JO.
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EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS
1. Sumário
O Parlamento pronuncia-se, através do procedimento de consulta, sobre a proposta de decisão do Conselho relativa à Conclusão do Protocolo de Quioto. Esta decisão do Conselho aponta:
para a aprovação do Protocolo de Quioto; para a aplicação do Protocolo, por parte da Comunidade Europeia e dos seus Estados-membros, com base nos compromissos definidos, em 1998, no Acordo de Partilha de Encargos; e para a tradução dos compromissos relativos definidos para cada Estado-membro, em níveis absolutos de emissão de gases com efeito de estufa, expressos em toneladas de equivalente CO2, fixados com base em metodologias científicas sólidas.
O relator recomenda a aprovação desta proposta de decisão do Conselho.
2. Antecedentes
O processo desenvolvido com vista a criar um instrumento jurídico destinado a combater as alterações climáticas e que pudesse ser aceitável por grande parte da comunidade
internacional teve início no Rio de Janeiro há mais de uma década. Na Cimeira da Terra, realizada no Rio em 1992, países de todo o mundo aceitaram o desafio de combater as alterações climáticas mediante a adopção da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC). O objectivo das Partes da Convenção consistia em
estabilizar "as concentrações na atmosfera dos gases com efeito de estufa a um nível que evite uma interferência antropogénica perigosa no sistema climático".
As Partes da Convenção depressa perceberam que, para alcançar este objectivo, o
compromisso assumido pela Convenção no sentido de estabilizar, até 2000, as emissões de gases com efeito de estufa aos níveis de 1990,teria de ser reforçado para os países
industrializados. Na sua primeira reunião (COP 1), realizada em Berlim em 1995, as Partes da Convenção celebraram um acordo neste sentido e encetaram negociações para preparar e elaborar um instrumento jurídico que incluísse os novos compromissos.
Em Quioto, em 1997 (COP 3), as Partes da Convenção adoptaram o instrumento jurídico designado de Protocolo de Quioto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas. O Protocolo de Quioto abrange seis gases com efeito de estufa e estabelece metas que os países industrializados deverão alcançar no período de 2008-2012 relativamente às suas emissões. A fim de proporcionar aos países uma flexibilidade na forma de cumprir as metas estabelecidas, o Protocolo de Quioto introduz três mecanismos; o Comércio de Emissões, a Implementação Conjunta (que permite aos países industrializados investir em projectos de redução de emissões noutros países industrializados) e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (que permite aos países industrializados investir em projectos de redução de emissões em países em desenvolvimento).
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O Protocolo esteve aberto para ratificação entre 16 de Março de 1998 e 15 de Março de 1999 na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. Em 15 de Março de 1999, o Protocolo tinha sido ratificado por 84 países.
A União Europeia comprometeu-se a reduzir os níveis de emissões de 1990 em 8% para o período de 2008-2012. Em Junho de 1998, foi celebrado um acordo que estabelecia a
percentagem de redução de emissões aplicável a cada Estado-Membro no sentido de alcançar esse objectivo.
Todavia, subsistia uma série de pontos controversos que não tinham sido resolvidos pelo Protocolo de Quioto, o que levou as Partes da Convenção a adoptar um plano de acção na sua quarta reunião (COP 4), realizada em Buenos Aires em 1998. O Plano de Acção de Buenos Aires propunha-se ajudar as Partes a chegarem a consenso quanto à forma de implementar os elementos mais importantes do Protocolo.
Quando retomaram a sexta reunião (COP 6 bis), em Bona, em 2001, após terem reunido em Haia (COP 6), no princípio desse ano, e em Bona, em 1999 (COP 5), as Partes chegaram finalmente a acordo quanto à implementação desses elementos fundamentais. O acordo de Bona foi concluído em Marraquexe (COP 7), em 2001, onde assumiu a forma de texto jurídico.
Para que, agora, o Protocolo entre em vigor, é necessário que ele venha a ser ratificado por mais de 55 países, correspondentes a mais de 55% do total de emissões de dióxido de carbono.
Espera-se que essa entrada em vigor ocorra até à realização, em Setembro de 2002, em Joanesburgo, da Conferëncia "Rio+10".
3. Balanço de dez anos de negociações
a) Perdemos dez anos em negociações e conversações. E, nestes dez anos perdidos, entre a Conferência do Rio de Janeiro, onde se lançou a ideia de uma política planetária para resolver o efeito de estufa, e a Conferência de Marraquexe, que concluiu a redacção do Protocolo de Quioto, o problema agravou-se.
b) A não participação dos Estados Unidos, responsáveis por mais de 25% de todas as emissões, no Protocolo de Quioto torna-o menos abrangente do que o desejável.
c) O Protocolo é menos ambicioso do que o inicialmente desenhado. À custa de tanto querer garantir um compromisso, a União Europeia teve que ir flexibilizando a sua posição,
acabando por aceitar a inclusão excessiva de sumidouros de carbono (para os quais ainda não existe certeza científica suficiente).
No entanto,
d) A alternativa a este pequeno passo era incomparavelmente pior. Sem o acordo político, realizado em Bona e traduzido legalmente em Marraquexe, o Protocolo de Quioto estaria
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morto e, ao invés de começarmos a agir, teríamos que perder mais dez anos em negociações para o desenho de um novo Protocolo.
e) As alterações climáticas, para além de um problema ambiental gravíssimo, vinham adquirindo uma dimensão simbólica na contestação aos efeitos nefastos da globalização.
Pode, por isso, dizer-se que este acordo sobre o Protocolo de Quioto foi muito importante do ponto de vista da regulação da globalização e da governança internacional.
f) A União Europeia demonstrou capacidade de liderança. Sem a persistência da União Europeia não teria sido possível fracturar o “Umbrella group”, impedindo que outros seguissem os Estados Unidos, e resgatar o Protocolo de Quioto de uma morte quase certa.
g) Nasceu a Economia do Carbono. O custo das externalidades do aquecimento global (destruição do litoral, afundamento de algumas ilhas, diminuição dos stocks alimentares, 150 milhões de deslocados, proliferação de doenças raras, perda de biodiversidade) passará a ser internalizado na nossa economia. A tonelada de carbono terá uma cotação no mercado e as emissões de dióxido de carbono representarão um custo a reflectir na ponderação geral dos preços de todos os produtos e actividades. Quem for capaz de produzir o mesmo, fazendo uso de tecnologias mais limpas, vencerá.
4. A repartição dos compromissos da União Europeia
A repartição da quota atribuída, no quadro do Protocolo de Quioto, à União Europeia (redução de 8% das emissões de GEE, entre 2008 e 2012, face aos níveis de 1990) pelos quinze Estados-Membros foi definida em 1998, através do Acordo da Partilha de Encargos, conhecido por “Burden Sharing”. Não existem razões que justifiquem qualquer alteração deste acordo, que fixou os compromissos relativos de emissão para os Quinze. A tradução destes compromissos relativos em níveis absolutos de emissão, expressos em toneladas de equivalente CO2, terá de ser feita até ao final de 2007.
Para que não surjam dúvidas que ameacem a credibilidade do Protocolo de Quioto, é
fundamental que os níveis de emissão do ano de referência (1990), para cada Estado-Membro, sejam fixadas com base em metodologias científicas sólidas, como as que foram definidas pela Convenção-Quadro das Nações Unidas e pelo Protocolo de Quioto.
5. Situação actual
Uma consulta rápida dos dados da Agência Europeia do Ambiente sobre a evolução da União Europeia, em matéria de emissões, poderia deixar-nos confiantes quanto ao cumprimento das metas de Quioto: reduzimos em 4%, entre 1990 e 1999, as nossas emissões de gases com efeito de estufa (GEE) e estamos, por isso, com metade do compromisso de Quioto (-8%) cumprido. No entanto, a realidade é mais dura. Depois de consultados os dados nacionais, conclui-se que este bom desempenho se deve praticamente apenas às reduções realizadas em Inglaterra (14%) e na Alemanha (19%). O desempenho da grande maioria dos outros
Estados-Membros deixa muito a desejar. E, mesmo relativamente às reduções operadas em Inglaterra e na Alemanha, elas devem-se mais a externalidades decorrentes, no primeiro caso, da transformação das centrais eléctricas a carvão para gás natural e, no segundo caso, da
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reconversão industrial da ex-RDA, do que a uma estratégia orientada especificamente para o problema do efeito de estufa.
Neste quadro muito preocupante, merece ser destacado o sector dos transportes. De acordo com a Agência Europeia do Ambiente, as emissões provenientes deste sector poderão aumentar 50% nos próximos dez anos, ameaçando, dessa forma, o nosso cumprimento do Protocolo de Quioto.
6. A União Europeia na Economia do Carbono
a) As políticas comuns e coordenadas para as alterações climáticas
A União Europeia tem vindo a trabalhar no desenho de um conjunto de instrumentos comunitários de redução de GEE. Esta abordagem, a montante, permitirá não apenas economias de escala, potenciando dessa forma reduções nacionais mais rápidas e mais baratas, mas também contornar, por via comunitária, algum imobilismo nacional.
A abordagem comunitária baseia-se em dois grandes instrumentos: o primeiro é a
implementação de um sistema europeu de comércio de direitos de emissão de dióxido de carbono, a arrancar em 2005. O segundo instrumento é o Programa Europeu para as
Alterações Climáticas (ECCP), que já identificou mais de 40 potenciais medidas de redução das emissões em todos os sectores económicos, e que dará origem a um trem de dez directivas e iniciativas legislativas, a apresentar nos próximos dois anos.
O Parlamento Europeu, definiu, nas suas resoluções sobre a Comunicação “Rumo a um Programa Europeu para as Alterações Climáticas” e sobre o Livro Verde para a criação de um Sistema Europeu de Transação de Direitos de Emissão de Dióxido de Carbono, duas
condições prévias à implementação destes instrumentos, que o relator quer uma vez mais reafirmar: 1) apesar das múltiplas potencialidades associadas aos mecanismos de mercado (como o comércio de emissões), a prioridade da acção europeia no domínio da redução das emissões de gases com efeito de estufa deve concentrar-se nas Políticas e Medidas, tanto a nível nacional como a nível comunitário; 2) as políticas de redução das emissões devem assegurar a cobertura horizontal de todos os sectores económicos.
b) O papel dos Estados-Membros
Não é desejável que, com vista ao cumprimento do Protocolo de Quioto, os Estados-Membros venham a adoptar uma estratégia que passe por apenas pôr em prática, a nível nacional, as medidas de redução que representem simultaneamente baixos custos económicos e baixos custos políticos. No fundo, tratar-se-ia de resolver o problema cortando emissões na indústria e na energia e não tocar nos transportes nem nos edifícios (leia-se construção civil). Esta opção seria ambientalmente mentirosa e economicamente irracional. Ao evitarem uma política para alguns sectores (como o dos transportes, onde se prevê que as emissões venham a aumentar, nos próximos dez anos na União Europeia, mais de 50%) os Estados-Membros não só perderiam oportunidades de transformação tecnológica, como teriam, mais tarde, custos de redução muito superiores.
A estratégia deverá, em nome da racionalidade económica e ambiental, consistir em
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transformações a operar em todos os sectores económicos. Quioto vai continuar muito para além de 2012, aliás com cortes de emissões muito superiores à meta de 5,2% agora
perseguida. Assim, se os Estados-membros quiserem mitigar as alterações climáticas e garantir a sua competitividade nesta nova economia – em que quem produzir o mesmo com menos emissões vencerá – terão de reorientar as políticas económicas, internalizando os custos ambientais do efeito de estufa em todos os sectores económicos.
Isso significa que, para além da introdução de medidas consideradas consensuais, como a promoção das energias renováveis e do gás natural, a aposta na agricultura biológica e na eficiência energética na indústria e nos edifícios, a introdução de medidas facilitadoras do uso dos transportes de carga e de passageiros por via marítima e ferroviária, o alargamento da rede de transportes públicos, e a investigação na área dos novos combustíveis e dos novos motores, é imprescindível pôr, igualmente, em prática algumas medidas claramente impopulares. Estamos a pensar, por exemplo, no fim dos subsídios à indústria dos
combustíveis fósseis e na implementação da tributação sobre a energia e sobre as emissões de dióxido de carbono nos transportes.