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Arquivos de Matemática Professor.Rodrigo.Neves

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Academic year: 2018

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TEXTO COMPLEMENTAR: 

   

ARTIGOS E CONGRESSOS CIENTÍFICOS   

1 ARTIGOS CIENTÍFICOS 

Um bom artigo científico deve ser escrito com clareza, precisão e fluência de tal  forma que o leitor se sinta interessado em sua leitura, e seja capaz de entender o seu 

conteúdo facilmente. O artigo deve apresentar adequadamente os objetivos, a meto‐

dologia utilizada e os resultados encontrados. 

Infelizmente, um grande número de artigos científicos e técnicos é recusado para 

publicação devido à má qualidade da apresentação. Por vezes eles possuem um 

excesso de páginas, informações irrelevantes, ausência de conclusões precisas, tabe‐

las e gráficos mal feitos, e carência de comparação dos resultados com trabalhos ante‐ riores. 

Quanto à análise de conteúdo, os artigos estão divididos nos seguintes tipos:   

1. Artigo de divulgação: É o relato analítico de informações atualizadas sobre um 

tema de interesse para determinada especialidade. Não requer necessária‐

mente uma revisão de literatura retrospectiva. 

2. Artigo de revisão: São conhecidos como “reviews” e dividem‐se em dois tipos 

fundamentais: 

a) Revisão anual, contendo a descrição ampla das contribuições da litera‐ tura em determinada área de estudo; 

b) Revisão seletiva, crítica e analítica, com enfoque em um problema cien‐ tífico particular e sua solução especifica.  

3. Relato de caso clínico: É um importante meio de disseminação do conheci‐ mento referente aos aspectos clínico‐patológicos de um tema científico. Novas 

técnicas, terapias, diagnósticos, patologias, materiais e soluções inovadoras 

para problemas especiais, fenômenos anatômicos e fisiológicos, são exemplos a  serem relatados. O objetivo desse tipo de artigo científico é auxiliar no plano de  tratamento de um paciente, ajudando aos profissionais e também ao ensino. 

As  ilustrações  são  fundamentais  nos  artigos  dessa  natureza  (radiografias, 

fotos...).   

1.1 PORQUE PUBLICAR UM ARTIGO? 

Existem várias razões para se publicar um artigo técnico ou uma publicação  científica, como: 

 

9 Divulgação científica ‐ A publicação de um artigo científico ou técnico é uma 

forma  de  transmitir  à comunidade técnico‐científica  o conhecimento  de 

novas descobertas, e o desenvolvimento de novos materiais, técnicas e meto‐ dos de análise nas diversas áreas da ciência. 

9 Aumentar o prestígio do autor  ‐ Pesquisadores com um grande volume de 

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científica, alcançam melhores colocações no mercado de trabalho, e divul‐ gam o nome da instituição a qual estão vinculados. 

9 Apresentação do seu trabalho ‐ Muitas instituições de ensino e/ou pesquisa, 

e várias empresas comerciais freqüentemente requerem que os seus profis‐

sionais apresentem o progresso de seu trabalho e/ou estudo através da publi‐ cação de artigos técnico‐científicos. 

9 Aumentar o prestígio da sua instituição ou empresa  ‐ Instituições ou em‐

presas que publicam constantemente usufruem do reconhecimento técnico 

de seu nome, o que ajuda a atrair maiores investimentos e ganhos para esta 

organização. 

9 Se  posicionar  no mercado de trabalho  ‐ O conhecido ditado  em inglês  "Publish or perish", ou seja, "Publique ou pereça", provavelmente nunca foi  tão relevante como nos dias de hoje. Redigir um artigo técnico lhe trará uma  boa experiência profissional, e contribuirá para enriquecer o seu currículo, 

aumentando assim suas chances de obter uma melhor colocação no mercado 

de trabalho. 

 

1.2 O QUE ESCREVER EM CADA ETAPA? 

1. Título: Faça um título curto, que chame a atenção, e além de tudo, que reflita  o tema principal do artigo. 

2. Nome do autor e afiliação: Escreva o seu nome e a sua afiliação de forma  uniforme e sistemática em todas as suas publicações para que seus artigos  possam ser citados de forma correta por outros autores. 

3. Resumo: As pessoas se baseiam no Resumo ou no Abstract para decidirem ler  ou não o restante de um artigo. Assim, resuma de maneira precisa os tópicos  principais do artigo e as conclusões obtidas através do seu trabalho. Não  utilize mais que 100 a 150 palavras. Limite o número de tópicos para evitar  confusão na identificação da mensagem principal do artigo. Caso você possua 

um número elevado de tópicos importantes a serem  discutidos, reserve 

alguns para um artigo futuro. Não inclua referências, figuras ou equações  nesta seção. 

4. Abstract: O Abstract é a versão do Resumo em inglês. Por uma questão de  coerência, ele deve possuir tamanho e significado compatíveis com o resu‐ mo. Algumas línguas são mais concisas que outras, mas é inaceitável que o  Resumo e o Abstract contenham divergências. Além disso, a versão em inglês  não deverá ser apenas uma tradução literal ou convencional do resumo, mas  sim uma tradução científica, com a tradução precisa dos termos e expressões  técnicas, ou o seu trabalho poderá ser rejeitado para publicação. 

5. Palavras‐chave: Por vezes, editores solicitam a inclusão de um conjunto de  palavras‐chave que caracterizem o seu artigo. Estas palavras serão usadas 

posteriormente para permitir que o artigo seja encontrado por sistemas 

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selecionar as palavras que você usaria para procurar na Web um artigo  semelhante ao seu. 

6. Introdução: A introdução é um apanhado geral do conteúdo do seu artigo  científico sem entrar em muitos detalhes. Apenas poucos parágrafos são o 

suficiente.  Descreva  brevemente  a  importância  da  área  de  estudo. 

Especifique a relevância da publicação do seu artigo, ou seja, explique como o 

seu trabalho contribui para ampliar o conhecimento em uma determinada 

área da ciência, ou se ele apresenta novos métodos para resolver um pro‐ blema. Apresente uma revisão da literatura recente (publicada nos últimos 5 

anos),  específica  sobre  o  tópico  abordado,  ou  forneça  um  histórico  do 

problema. Para se escrever uma introdução informativa para o seu artigo, 

você deverá estar familiarizado com o problema. A introdução deve apre‐

sentar a evolução natural de sua pesquisa. Ela pode ser elaborada após você  escrever Discussão e Conclusões. Assim você terá uma boa idéia do que  incluir na sua introdução. 

7. Corpo do artigo: 

7.1. Definição do problema ‐ Defina o problema ou tópico estudado, expli‐ que a terminologia básica, e estabeleça claramente os objetivos e as hipó‐

teses. Note que artigos são freqüentemente rejeitados para publicação 

porque os autores apresentam apenas os objetivos, mas não as hipóteses. 

7.2. Formulação teórica, materiais e métodos  ‐ Apresente as formulações  teóricas e hipóteses. Liste de forma abrangente todos os materiais e a  metodologia utilizada de forma que os leitores sejam capazes de repro‐ duzir o seu estudo. Em trabalhos experimentais, não faça um diário de 

eventos, mas reorganize os procedimentos de uma forma coerente. Você 

deverá explicar claramente os procedimentos usados para solucionar o 

problema  e  explicar  cada  etapa  destes  procedimentos.  Não  omita 

detalhes importantes. Tudo o que você puder escrever que irá validar o  seu estudo deverá ser incluído nesta seção. Utilize métodos eficientes e  precisos ao invés de técnicas ultrapassadas. Dê crédito ao trabalho de 

outras pessoas através de  referências: forneça detalhes de  conceitos 

discutidos e/ou refira‐se às fontes. 

8. Resultados: Faça tabelas com os dados obtidos, mas guarde os seus comen‐ tários para a seção Discussão. Uma vez que artigos com tabelas irão obter um  maior número de citações porque outros pesquisadores podem usar os seus 

dados como base de comparação, construa suas tabelas com sub‐legendas 

adequadas para as linhas e colunas. Se possível, utilize figuras, gráficos, e 

outras representações diagramáticas atrativas para ilustrar claramente os 

seus  dados.  Gráficos  e  tabelas  devem  sempre  ter  legendas,  dizendo 

exatamente o que representam. Falhas comuns em artigos técnicos incluem o  uso inapropriado de tabelas e figuras que confundem os leitores, e a falta de  análises estatísticas adequadas. Tabelas devem ser incluídas quando se dese‐

ja apresentar um número pequeno de dados. Não devem ser usadas para 

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ente para apresentar as evidências de seu estudo. 

9. Discussão: Os revisores técnicos irão aceitar o seu artigo para publicação se  eles estiverem convencidos que os seus resultados são válidos. Assim, apre‐

sente argumentos convincentes e adequados, prova matemática, exemplos, 

equações, análises estatísticas, padrões ou tendências observadas, opiniões e  idéias além da coleção de números coletados e tabelados. Faça comparações  com resultados obtidos por outros pesquisadores, caso existam. Sugira apli‐ cações para o seu trabalho. 

10.Conclusão: Resuma, aponte e reforce as idéias principais e as contribuições  proporcionadas pelo seu trabalho. Você pode iniciar a sua conclusão dizendo  o que foi aprendido através do seu estudo. Sua conclusão deve ser analítica,  interpretativa, e incluir argumentos explicativos. Você deve ser capaz de 

fornecer evidências da  solução de  seu  problema  através dos  resultados 

obtidos através do seu trabalho. 

11.Trabalho Futuro: Comente sobre os seus planos para um trabalho futuro com  relação ao mesmo problema, ou modificações a serem feitas e/ou limitações  do método utilizado que poderão ou não ser superadas. 

12.Agradecimentos: Dê crédito às pessoas e organizações por qualquer suporte  técnico e/ou financeiro recebido durante a realização de seu estudo. Cite  também qualquer material com direitos autorais ou "copyright" utilizado com 

permissão, mas que não participem da autoria diretamente da autoria do 

trabalho. 

13.Referências: A seção das referências demanda tempo para ser organizada, e 

é de extrema importância. Mantenha o estilo exigido pelo congresso ou 

jornal técnico. As referências normalmente seguem a ordem de apareci‐

mento no texto. Obedeça sempre as normas de publicação específicas de 

cada publicação. Forneça informações completas sobre as referências utiliza‐ das. 

14.Apêndices: Insira como apêndice as informações que não são fornecidas no  texto principal como, por exemplo, questionários ou software utilizado. 

1.3 DICAS DE REDAÇÃO 

9 Anexe todos os gráficos e tabelas ao documento. Use as cores branca, preta  ou tons de cinza em suas figuras uma vez que muitos congressos e jornais  técnicos não publicam em cores. 

9 Muitas vezes o tamanho dos artigos é limitado entre 6 a 10 páginas (incluin‐ do figuras). Escreva concisamente. 

9 Use um manual técnico de redação e estilo para ajudá‐lo com a estrutura de  parágrafos e sentenças, utilização de palavras, estilo de redação, elaboração  de figuras e tabelas, etc. 

9 Confira a ortografia e a gramática com o auxilio de seu editor de texto. 

9 Imprima ou copie os "Regulamentos para Publicação" do congresso ou jornal 

onde você deseja ver o seu artigo publicado. É extremamente importante 

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se encontrar no formato padrão, mesmo que apresente um bom conteúdo.  Margens, espaçamentos, numeração de páginas e figuras, e o estilo das refe‐ rências são todos aspectos importantes. Pode ser útil ter cópia de alguns  artigos publicados em anais ou exemplares anteriores para se ter uma boa  idéia do formato de apresentação de publicações aceitas. 

9 Quanto à linguagem científica é importante que sejam analisados os seguin‐ tes procedimentos no artigo científico: 

9 Impessoalidade: redigir o trabalho na 3ª pessoa do singular; 

9 Objetividade: a linguagem objetiva deve  afastar as expressões: “eu 

penso”, “eu  acho”, “parece‐me” que dão margem a interpretações 

simplórias e sem valor científico; 

9 Estilo científico: a linguagem científica é informativa, de ordem racio‐ nal, firmada em dados concretos, onde pode‐se apresentar argumentos  de ordem subjetiva, porém dentro de um ponto de vista científico;  

9 Vocabulário  técnico:  a  linguagem  científica  serve‐se do  vocabulário 

comum, utilizado com clareza e precisão, mas cada ramo da ciência  possui uma terminologia técnica própria que deve ser observada; 

9 Correção gramatical: é indispensável, onde se deve procurar relatar a 

pesquisa com frases curtas, evitando muitas orações subordinadas, 

intercaladas com parênteses, num único período. O uso de parágrafos  deve ser dosado na medida necessária para articular o raciocínio: toda  vez que se dá um passo a mais no desenvolvimento do raciocínio,  muda‐se o parágrafo.  

9 Recursos ilustrativos: como gráficos estatísticos, desenhos, tabelas são 

considerados como figuras e devem ser criteriosamente distribuídos no  texto, tendo suas fontes citadas em notas de rodapé.  

 

1.4 AONDE PUBLICAR ? 

Existem diferentes formas para avaliar relevância um periódico científico (veí‐ culo responsável pela edição e publicação de seu artigo), mas o fator de impacto das  publicações vem sendo priorizado pelas agências de fomento e pelos pesqui‐sadores. 

 

FATOR DE IMPACTO 

O fator de impacto começou a ser considerado como uma maneira de avaliar as  revistas científicas a partir da década 60 do século XX, quando Eugene Garfield, dire‐ tor do Institute of Scientific Information (ISI) e criador da base de dados bibliográfica  Science Citation Index (SCI), elegeu esse instrumento, que determina a freqüência com  que um artigo é citado, como forma de classificar e avaliar as revistas incluídas na  referida base de dados. 

O Science Citation Index é uma base de dados multidisciplinar de onde se pode  recuperar os resumos, em inglês, de todas as revistas da literatura científica inde‐xadas  à base de dados, o que corresponde a cerca de 100% dos artigos científicos. Nesta 

base  estão  indexadas  5.330  revistas  que  cobrem  160  campos  do  conhecimento 

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referências por semana, que foram citadas em cerca de 17.000 artigos. Hoje, a base de  dados do SCI contém aproximadamente 14 milhões de artigos científicos. 

Anualmente essa base elabora o Journal Citation Report (JCR) que é uma publi‐ cação que se dedica a avaliar o impacto científico (Fator de impacto) de um grupo de  5.330 periódicos. 

O fator de impacto (FI) corresponde ao número de citações que um periódico  recebe em dois anos anteriores ao ano do cálculo, dividido pelo número de todos os  artigos neles publicados neste mesmo período. 

 

Ex: Gastroenterology 

   

  * Citações em 1998 para artigos publicados em:        1996      =   4.524 

      1997      =   4.422        1996 + 1997  =   8.946   

    * Número de artigos publicados em:        1996        =   392        1997      =   474 

      1996 + 1997  =   866   

    * Cálculo: Citações a artigos recentes / Número de artigos recentes 

8.946 / 866      =      10.330,000   FI      =      10,33   

Na internet existem alguns sites que disponibilizam o fator de impacto porém, a  maioria desatualizado, pois o ISI comercializa a base atualizada em CD‐ROM. 

Um endereço na qual pode consultar o fator de impacto atualizado é o portal de  periódicos da CAPES para as instituições que tem acesso, não são todas as revistas da  área médica, mas as mais relevantes estão representadas nesse portal.  

 

http://www. periodicos.capes.gov.br   

Outra forma de pesquisar online é no site russo Molbiol no seguinte link:    

http:// www.molbiol.ru/eng/jounals/   

Não são todas as revistas que estão representadas, apenas uma parcela, esse site  por vezes encontra‐se for a do ar, porém é um site atualizado. 

 

QUALIS CAPES 

Um dos indicadores utilizados e aceitos, no Brasil, pela maioria dos pesquisa‐ dores, instituições de ensino e pesquisa e agências financiadoras de pesquisa e pós‐ graduação, particularmente pelo CNPq e pela Capes, tem sido o Science Citation Index  (SCI) através da publicação do JCR. 

A CAPES recentemente criou o QUALIS  ‐ que é o processo de classificação dos 

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dução intelectual de seus docentes e alunos. Tal processo foi concebido para atender a 

necessidades  específicas  do  sistema  de  avaliação  e  baseia‐se  nas  informações 

fornecidas pelos Programas mediante a Coleta de Dados. Esta classificação é feita ou 

coordena‐da pelo representante de cada área (Matemática, Educação física, Enferma‐

gem Farmácia, Medicina, etc..) e passa por processo anual de atualização. 

O QUALIS está dividido em: Internacional e Nacional. Ambos subdivididos em 

categorias indicativas de qualidade em A, B e C. As combinações dessas categorias  compõem nove alternativas indicativas da importância do periódico utilizado, e, por  inferência, do próprio trabalho divulgado. No entanto, não se pretende, com essa  classificação, que é específica para um processo de avaliação de área, definir quali‐ dade de periódicos de forma absoluta. 

O mesmo periódico, ao ser classificado em duas ou mais áreas distintas, pode  receber diferentes avaliações. Isto não constitui inconsistência, mas expressa o valor  atribuído, em cada área, ao que o periódico publica de sua produção. 

O QUALIS utiliza como referencial para o cálculo das categorias indicativas de  qualidade internacional o Fator de Impacto do ISI. 

Maiores informações consulte o endereço eletrônico: http://qualis.capes.gov.br 

 

1.5 PROCESSO DE SUBMISSÃO 

 A via de submissão dos artigos normalmente é eletrônica, ou seja, o arquivo  contendo o trabalho deve ser enviado para a editora responsável pela publicação do 

trabalho, podendo ser uma comissão editorial para periódicos ou um comitê orga‐

nizador para eventos.   Data para submissão:   

9 Periódico ‐ fluxo contínuo, isto é, o envio pode ser feito a qualquer data  do ano, porém a publicação fica sujeita ao tamanho da fila de espera. Al‐ guns periódicos exigem que ao menos um dos autores sejam assinantes  da revista. 

9 Eventos ‐ data de submissão vence bem antes do evento. Geralmente é  exigido que o autor pague a taxa de inscrição do evento após o parecer de  aceito do trabalho, porém antes da apresentação do mesmo. 

 

A contribuição do trabalho deve ser original e inédita, e não está sendo avaliada  para publicação por outra revista; não sendo o caso, justificar em "Comentários ao  Editor". Em ambos os casos a formatação dos artigos é própria, ou seja, depende de 

cada  veículo.  Para  garantir tal  individualidade  são disponibilizados  arquivos para 

submissão em formato próprio, em geral encontrados no respectivo site de divulga‐ ção. 

 

1.6 AVALIAÇÃO DO VALOR E RELEVÂNCIA DO TRABALHO 

 Todos os artigos antes de ser publicados passam por uma comissão científica  própria da Revista ou Evento e esta, encaminha o artigo a referis (revisores, em geral  pesquisadores já conhecidos da área sobre o tema principal do trabalho) capacitados e  analisarem os conteúdos e metodologias científicas aplicadas.  

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segui‐los. Após a submissão o processo para a publicação pode demorar de alguns  meses até anos... 

 

2 EVENTOS CIENTÍFICOS 

Um Evento é considerado uma ação extensionista, que implica na apresentação e 

exibição pública e livre ou também com clientela específica, do conhecimento ou 

produto cultural, científico e tecnológico desenvolvido, conservado ou reconhecido 

pela Universidade. Para atividade de 8 h ou mais, com avaliação, classificar como  Curso. 

Tipos de eventos:   

9 Ciclo de Palestras: Série de palestras pronunciadas por especialistas, sempre  com um tema específico. É menos formal que uma conferência pela exigência  na formação do palestrante que, no caso é um especialista. O grupo que 

compõe a platéia já possui um conhecimento sobre o assunto, havendo 

perguntas no decorrer ou no final da apresentação. 

9 Conferência: Consiste na exposição de um tema de interesse geral, por espe‐ cialista de elevada qualificação, conceito e amplo conhecimento da matéria  dirigida a um público numeroso, de um bom nível cultural e diversificado,  demonstrando familiaridade com o assunto abordado. È um ato similar a uma  palestra, porém mais formal e em condições mais confortáveis, sendo comum 

à figura do moderador  ou  presidente  de mesa  para conduzir o evento. 

Podem‐se utilizar perguntas, mas devem ser feitas por escrito e selecionada  pelo moderador, para evitar a alteração das características do evento. 

9 Congressos: É o mais largamente difundido, com uma programação centrada 

em determinada área de  conhecimento, com o objetivo  de  atualização, 

divulgação ou transferência de conhecimentos científicos e novas técnicas. 

Eles  podem  ser  definidos  como  reuniões  promovidas  por  entidades 

associativas visando debater assuntos que interessem a um determinado 

segmento profissional. Todos os congressistas, ao termino do congresso rece‐ berão os anais, uma espécie de documentação oficial, reunindo as informa‐

ções que serão encaminhadas às autoridades competentes, com o pronun‐

ciamento oficial da classe. Os congressos podem ser técnicos ou científicos,  sendo que os técnicos desenvolvem‐se por meio de sessões de comissões.  Estas comissões também são chamadas de grupos de trabalho. Após estudos 

detalhados de cada tema, as recomendações submetidas à apreciação do 

plenário, que ao final, poderá aprová‐las ou não. Já os científicos permitem a  participação  plena e  formal  de todos os congressistas,  ou  temas livres, 

reservados  aos  congressistas  previamente  inscritos  para  efetuarem  uma 

apresentação de seus trabalhos, sendo promovidos por entidades científicas 

e tomando várias denominações, conforme as suas características:  mesa 

redonda, simpósio, conferencia, painel e sessão de tema livre. (Em geral é 

promovido por Sociedades) 

9 Colóquio: Semelhante à conferência, o colóquio é apresentado por profis‐ sional de renome e com notório saber no assunto e tem como objetivo o 

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classes específicas, como por exemplo, o segmento médico. 

9 Convenção: São reuniões fechadas promovidas por entidades sociais, empre‐

sariais  de  forma  esporádica  e  não  freqüente  tendo  por  objetivo  o 

congraçamento e integração de classes, grupos ou profissionais das próprias 

organizações promotoras estimulando debates e discussões técnicas para 

estabelecer  diretrizes  gerais,  podendo,  também,  ter  caráter  deliberativo 

sobre  determinados  assuntos  de  âmbito  mais  restrito  As  convenções 

recebem  o  apoio e  patrocínio das próprias  entidades dos  participantes, 

podendo ter em sua programação atividades de lazer e, freqüentemente, 

distribuição  de  prêmios,  brindes  e  sorteios. (Em  geral  é promovida por 

empresas) 

9 Debate: Consiste na apreciação e discussão de temas específicos, em geral 

controvertidos e antagônicos, por dois ou mais debatedores, defendendo 

ponto de vista e posições diferenciadas. Em geral, o debate é dirigido por  entidade oficial e dirigido para técnicos estudantes de maior nível. Existe a  necessidade de um moderador para a coordenação do debate. Pode ser aber‐ to ao público, entretanto, nunca a platéia participa. (em geral promovido por  partidos, sindicatos, etc...) 

9 Encontro: Reunião de pessoas de uma categoria para debater sobre temas 

antagônicos, e/ou polêmicos apresentados por representantes de grupos 

participantes, necessitando de um coordenador para resumir e apresentar as 

conclusões do grupo. As características básicas dos encontros são seme‐

lhantes à do congresso, porém com menor abrangência de público; enquanto  o congresso reúne todos os profissionais que têm interesse em determinada  área, o encontro reúne somente um segmento específico, tendo a produção  de anais. 

9 Estudo de Caso: Encontros que são discutidos soluções frente a um proble‐ ma peculiar que aflige determinada área, demanda a produtos ou serviços.  Podem ser direcionadas em qualquer área de atuação. Quanto à organização  de uma reunião de estudo de caso, é necessário que haja: agendamento,  convocação, distribuição de pautas, estrutura de receptivo (se for o caso), 

disponibilizarão de equipamentos. O coordenador apresenta o caso e deter‐

mina um tempo para seu estudo, que depende da sua complexidade.  

9 Feiras: São eventos geralmente de caráter comercial e de grande porte, que 

reúnem fornecedores, expositores, compradores, clientes, usuários, entida‐

des de fomento, financeiras, bancos, para estabelecer contatos comerciais ou  lançamento de novos produtos, serviços ou tecnologias. O objetivo principal 

de uma feira é proporcionar contato com os canais de comercialização. 

Semelhante às feiras encontra‐se as Exposições com a diferença de vender as  mercadorias ou os objetos expostos. 

9 Fórum: É um evento organizado por entidade oficial para discussão e deba‐ te, de forma ampla, de temas específicos e de atualidade bastante comum, 

principalmente  pela  necessidade  crescente  de  se  sensibilizar  a  opinião 

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são escolhidas por um coordenador que, ao considerar o grupo esclarecido,  apresenta a conclusão. 

9 Jornada: Encontro de grupos profissionais, de âmbito regional para discutir 

assuntos de interesse comum. Esses encontros são promovidos por entida‐

des de classe, e as conclusões podem servir de diretrizes para o segmento.  Caracteriza‐se por seu caráter  prático  e  objetivo.  Possui  publicação dos  trabalhos em anais, mas em geral tem peso e relevância menores por seu  caráter regional. 

9 Oficinas: Muito parecidas com os workshops, às oficinas geralmente são  destinadas à área educacional, para conhecer novos produtos, dinâmica, com  o intuito de disseminar o conhecimento e práticas ao tema abordado. O 

coordenador ou diretor da oficina compõe um comitê de planejamento e 

define os especialistas consultores e os assessores dos grupos de trabalho. Os 

participantes são divididos em grupos ou equipes com objetivos determi‐

nados. Cada grupo é provido de local adequado, materiais de trabalho e um 

instrutor  assessor  que acompanha  o  trabalho.  O programa  pode  incluir 

estudo individual, consulta bibliográfica, palestras por instrutores e especia‐ listas consultores, discussão em grupos pequenos e em plenário, exercícios  práticos, redação de trabalhos, relatórios e atividades de avaliação, saídas de  campo e até realização de pesquisas. 

9 Semana: Reunião de pessoas pertencentes a uma categoria profissional que 

visam discutir temas de interesse comum, seguindo o mesmo esquema do 

congresso, com palestras, conferências e painéis; nos segmentos acadêmico e  empresarial. O acadêmico é caracterizado pela reunião de estudantes, coor‐

denado por professores e profissionais da área, objetivando informar aos 

estudantes de hoje assuntos pertinentes à suas áreas de atuação. 

9 Seminário:  Evento  técnico  ou  profissional  administrado  por  um  coorde‐

nador, tendo a discussão de aspectos técnicos de um mesmo tema, para 

participantes que possuem conhecimento prévio do assunto a ser exposto. 

Após a apresentação dos temas, são promovidos debates de casos práticos e 

experiências entre os participantes e formulam‐se conclusões, podendo os 

relatórios finais ficar disponíveis aos interessados. 

9 Simpósio: Promovido habitualmente por entidades profissionais e técnico‐ científicas é destinado à divulgação de experiências, pesquisas ou inovações 

tecnológicas em determinada área profissional, para a discussão e debate 

sobre a sua aplicação prática. De pequeno porte e curta duração, são mais  liberais do que os congressos, tornando o simpósio mais interessante para as  empresas que querem realizar um evento com fim comercial. Os custos são 

normalmente  pagos  pelo promotor, por meio  das  verbas  destinadas ao 

marketing do produto/serviço. 

9 Mesa‐redonda: É a reunião do tipo clássico, preparada e conduzida por um 

moderador orientando a discussão para que ela se mantenha sempre em 

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depende, em grande parte, do coordenador, que tem a missão de conduzir os  trabalhos de forma que os verdadeiros objetivos sejam atingidos. 

9 Painel: Consiste na discussão e analise informal de um problema ou tema 

pré‐selecionado,  normal‐mente um assunto  técnico, por um palestrante, 

diversos especialistas  ou debatedores,  com a participação  de  um grupo 

selecionado e reduzido de pessoas. Muito parecido com a conferência e a  mesa‐redonda, admite aos participantes ouvir, refletir e questionar os pontos 

de interesse comum, com uma maior objetividade e qualidade, pois são 

analisados  os  vários  aspectos  e  soluções  de  problemas  e  apresentadas 

alternativas. Obedece a organização de um painel basicamente ao seguinte 

roteiro de atividades: definição do tema, seleção do coordenador/mode‐

rador, definição da metodologia dos trabalhos, fixação do tempo, reunião 

antecipada entre os painelistas e o moderador para estabelecimento da 

sistemática de abordagem dos assuntos. 

9 Workshop: Oficina ou laboratório com o intuito de debater e obter soluções 

para casos práticos, apresentação de novas técnicas e desenvolvimento de 

novos temas apresentados por participantes do evento, com o auxílio de 

especialistas ou técnicos. Na programação geral podem estar incluídas outras 

atividades como palestras, oficinas. O termo workshop tem sido utilizado 

abusivamente e tem sua origem na oficina de trabalho. Como todo evento 

que  tem  sua  parte  prática  após  a  explanação,  alcança  alto  retorno  de 

captação e memorização entre os participantes.   

2.1 OBTENÇÃO DE AUXÍLIO FINANCEIRO PARA DESPESAS EM EVENTOS (INSTITUIÇÃO FEDERAL)  Requisitos do candidato ao auxílio. 

 

¾ Estar regularmente matriculado e ativo no Programa de Graduação ou Pós‐

Graduação (especialização, mestrado ou doutorado) da instituição acadê‐

mica; 

¾ Ser autor do trabalho a ser apresentado no evento; de preferência, primeiro  autor; 

¾ Ter sua solicitação avaliada pelo Colegiado; 

¾ No caso de evento no exterior, comprovar proficiência na língua do país onde  se dará o evento. (Só é possível financiamento para alunos de doutorado)   

Documentação exigida do candidato. 

¾ Formulário de solicitação auxílio devidamente preenchido e com apreciação 

do orientador explicitando a relevância da participação do estudante no 

evento; 

¾ Cópia do resumo e do trabalho completo; 

¾ Documento comprobatório de aceitação do trabalho a ser apresentado; 

(12)

¾ Estar com o Currículo Lattes1 devidamente atualizado, registrado e dispo‐ nível na página do CNPq. 

 

Prazo para apresentação da solicitação: Geralmente até 60 (sessenta) dias antes  do início do evento. 

A análise de mérito do trabalho será conduzida com base nas seguintes dire‐ trizes: 

 

¾ Desempenho acadêmico do aluno no programa (IAA); 

¾ Situação atual do aluno no programa (ter créditos em disciplina, tempo no 

programa, trancamento, prorrogação); 

¾ Trabalho a ser apresentado e sua relação com curso de graduação, projeto de  iniciação cientifica ou  projeto de doutorado/mestrado; 

¾ Características do evento e sua relação com a área de atuação do aluno.   

O auxílio pode ser solicitado na própria instituição do aluno ou através de órgãos  de fomento externo em pesquisa e tecnologia como: CNPq, Capes, Faperj, Finep, etc...  Dentre os gastos que podem ser cobertos, totalmente ou parcialmente se encon‐tram:  passagens  para  a  locomoção  da instituição  para o  local do  evento  e  vice‐versa  (dependendo da distancia pode ser ônibus (< 400 km) ou aérea (> 400 km)); loco‐ moção urbana (ônibus ou táxi), alimentação, estadia em hotéis, pousadas ou alber‐ gues (no máximo 3 dias e com o valor máximo da diária fixa) e a taxa de inscrição do  evento. Na volta, todos os comprovantes devem ser apresentados. 

A Plataforma Lattes representa a experiência do CNPq na integração de bases de dados de 

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