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Cad. Pesqui. vol.35 número124

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Cadernos de Pesquisa, v. 35, n. 124, jan./abr. 2005

DESTAQ UE EDITO RIAL

Cadernos de Pesquisa, v. 35, n. 124, p. 255-256, jan./abr. 2005

A EDUCAÇÃO DO DEFICIEN TE

A EDUCAÇÃO DO DEFICIEN TE

A EDUCAÇÃO DO DEFICIEN TE

A EDUCAÇÃO DO DEFICIEN TE

A EDUCAÇÃO DO DEFICIEN TE

N O BRASIL: DO S PRIMÓ RDIO S

N O BRASIL: DO S PRIMÓ RDIO S

N O BRASIL: DO S PRIMÓ RDIO S

N O BRASIL: DO S PRIMÓ RDIO S

N O BRASIL: DO S PRIMÓ RDIO S

A

A

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AO IN ÍCIO DO SÉCUL

O IN ÍCIO DO SÉCUL

O IN ÍCIO DO SÉCUL

O IN ÍCIO DO SÉCUL

O IN ÍCIO DO SÉCULO XXI

O XXI

O XXI

O XXI

O XXI

Gilberta de Martino Jannuzzi Campinas: Autores Associados, 2004, 243p. (Col. Educação Contemporânea)

Este livro analisa co m o o rganizo u-se a educação escolar dos alunos com limitações fí-sicas, fisiológicas ou intelectuais no Brasil, abran-ge ndo de sde o s se us prim ó rdio s, no sé culo XVI, até os dias atuais.

Fundamenta-se no fato de que o modo de pensar e de agir com o diferente depende da organização social em seu conjunto, consi-de rada a sua base mate rial, o u se ja, o mo do como a produção é organizada e tem a ver com as de sco be rtas das dive rsas ciê ncias, co m as crenças e as ideologias. Leva também em con-ta o modo como a diferença é apreendida pe-lo s suje ito s e m dife re nte s te m po s e lugare s, re pe rcutindo na co nstrução de sua pró pria identidade. A especificidade da educação espe-cial procura, pois, ser entendida com base nos condicionantes materiais e culturais da organi-zação social brasileira, que integra um mundo cada vez mais globalizado, bem como do con-texto da educação regular, sendo que a autora intenta não apenas registrar os acontecimentos do período mas refletir sobre as idéias que os animam.

O trabalho utiliza como fontes de consul-ta documentos governamenconsul-tais, em especial os de âmbito nacional, que fornecem orientações gerais para as diferentes esferas administrativas; estudos produzidos nos cursos de

pós-gradua-ção; livros e artigos de revistas, especializadas ou não, e recorre às fontes primárias de docu-mentação sobre o tema específico sempre que po ssíve l. Vale -se ainda de fo nte s se cundárias, derivadas da História da Educação e da Histó-ria Geral e do Brasil, para tecer os ambientes em que se desenrolam as ações e se forjam as po sturas so bre o s de ficie nte s, po ssibilitando melhor entendê-las.

O livro e stá dividido e m trê s capítulo s que discorrem sobre as diferentes fases do tra-tamento dado à educação dos deficientes numa pe rspe ctiva cro no ló gica. O prim e iro , situa a que stão de sde o início da co lo nização po rtuguesa até os primórdios do século XX, perío -do em que o país começou a industrializar-se. O se gundo capítulo avança até a dé cada de 1970, quando fo i instituído o prime iro ó rgão responsável pela formulação da política de edu-cação especial: o Centro N acional de Eduedu-cação Especial. O terceiro capítulo debruça-se sobre os acontecimentos das três últimas décadas do século e sobre as idéias que circularam no pe-ríodo, procurando chegar aos dias atuais.

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Cadernos de Pesquisa, v. 35, n. 124, jan./abr. 2005

Destaque editorial

Co ntudo , co mo le mbra Pe dro Go e rge n na intro dução que faz ao livro , a pró pria e s-co la, s-co m base e m crité rio s po us-co de finido s de no rm alidade que não se suste ntam do po nto de vista cie ntífico , incum be se de se le -cio nar o s “ano rm ais”, carre ando e xpe ctativas so ciais que se rve m para e stigmatizálo s. A de -finição da ano rm alidade , para a qual a e sco la co nco rre de mane ira significativa, e stá pro fun-dame nte co ndicio nada pe las co nve niê ncias da “normalidade” e configura um processo de

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