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CENTRO ESPÍRITA LÉON DENIS

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Academic year: 2021

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Seção Científica

O Magnetismo na nossa vida

Ignácio

Bittencourt

patrono do Encontro

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CENTRO ESPÍRITA LÉON DENIS

Ignácio Bittencourt

Patrono Espiritual do Encontro

SEÇÃO CIENTÍFICA

Tema:

O magnetismo na nossa vida

17 de outubro de 2021

“Se o corpo reflete o que há no Espírito, quem precisa ser curado primeiro? O Espírito.

A Medicina Espiritual há de ser associada à Medicina Humana, em função de que uma vai cuidar do corpo e a outra vai cuidar do Espírito. A Medicina Espiritual socorre o perispírito e socorre o corpo também, mas ela não se sobrepõe ao remédio, porque cada uma age no seu campo, cada uma tem a sua esfera de ação, cada uma tem seu papel no seu momento.”

Ignácio Bittencourt

(EEME - 1993)

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ENCONTRO ESPÍRITA SOBRE

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32º Encontro Espírita sobre Medicina Espiritual — Científica

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Informações Gerais

Coordenação do Encontro de Medicina Espiritual: Luiz Carlos Dallarosa Coordenação da Seção Científica: Márcio Gonçalves e Nilton Ferreira

O Encontro somente será apresentado pela Internet: www.celd.org.br e pelo canal do CELD

no YouTube

Tema 1 – Magnetismo ou acaso?

Tema 2 – O magnetismo nas relações de simpatia / antipatia

Tema 3 – O magnetismo do amor

“(...) Quando se fala Medicina Espiritual pode-se pensar numa questão muito mais ampla, mas a proposta da Casa Espírita, dentro do tratamento espírita é esse: após saber que existem doenças, doentes, espíritos, alma e reencarnação, saber que o magnetismo animal, pessoal, o magnetismo como um todo influencia junto com o fluido, ver então a aplicação disso.

O objetivo do Encontro é estudar a Doutrina Espírita e os aspectos que o fluido e o magnetismo oferecem de compreensão para a cura, para a aplicação do passe dentro da Casa Espírita, e o que se pode oferecer às pessoas para que elas compreendam esse mecanismo.

Essa é a sequência e o objetivo do Encontro. (...)”

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OBJETIVO GERAL DO ESTUDO

Identificar a ação do magnetismo como lei de Deus e como força atuante que influencia a nossa qualidade de vida nas relações entre encarnados ou entre encarnados e desencarnados.

PALAVRA DOS ESPÍRITOS

“Filhos, a Medicina Espiritual é a medicina dos benfeitores espirituais que, há muito tempo, vem socorrendo aos homens em sua jornada terrena. Quer durante o sono do corpo físico, quer de forma mais direcionada nos Centros Espíritas, os espíritos atuam de forma direta ou indireta com a finalidade de ajudar a minimizar o sofrimento.

Por meio de passes magnéticos, os espíritos encaminham os fluidos para fortalecer o corpo físico e/ou o espiritual. Nos tempos atuais, a maioria das Casas Espíritas atua simultaneamente nos estudos doutrinários e na aplicação dos passes magnéticos. Com os estudos, temos os esclarecimentos e, através dos passes, temos o auxílio às forças orgânicas que impulsionam o homem na jornada terrena.

Neste despertar de valores que o homem adquire dentro do Centro Espírita, ele fortalece sua fé, organiza sua vida, encara novos desafios, estabelece laços de amizade, cria oportunidades de se encaminhar para essa jornada terrena com maior resistência diante da dor e começa a construir em sua alma propostas elevadas e sublimes.”

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32º Encontro Espírita sobre Medicina Espiritual — Científica

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Tema 1

MAGNETISMO OU ACASO?

OBJETIVO ESPECÍFICO

Constatar, a partir de fatos apresentados, que todos somos envolvidos em situações que nos ligam e que nos atraem uns para os outros pela ação do magnetismo humano.

SENSIBILIZAÇÃO

Quase que diariamente observamos nas manchetes, sejam nos jornais escritos, televisivos ou pelas modernas formas de apresentação de notícias, os mais variados acontecimentos nas relações humanas. Em grande parte deles, a violência, o abandono, o conflito, a exploração, a negligência e até mesmo os homicídios são relatados corriqueiramente, sendo apresentados dentro de uma normalidade a qual nosnegamos aceitar.

Entretanto, os fatos aí estão:

- Abandonado em hospital público, menino de 10 anos que sofria de atrofias musculares, deformidades, dores intensas que causava comoção e piedade aos profissionais de saúde, morre sem apoio familiar e deverá ser sepultado como indigente;

- Desentendimento em congregação religiosa motiva assassinato de líder por discípulo em saída do templo;

- Após a morte do pai e da madrasta, jovem de 22 anos, órfão de mãe desde os 13 anos, abandona seis irmãos menores de idade à própria sorte, na rua e no desamparo, para viverem da caridade alheia;

- Escritório especializado em cobrança de dívidas em atraso, que utiliza método duvidoso e implacável de execução das mesmas, pertence a líder religioso que prega movimento de caridade e perdão aos seus seguidores;

- Ao chegar na loja onde trabalhava, funcionário pressente algo estranho, chama polícia e, ao entrarem no estabelecimento, encontram comerciante morto no escritório, sem sinais de arrombamento ou brigas;

- Acidente náutico em represa mata por afogamento dois de três irmãos herdeiros de grande empreendimento do agronegócio. Investigação policial suspeita que irmão mais velho tenha provocado o acidente;

- Fazendeiro se aproveita de crise no campo e adquire terras de vizinhos pelo valor de suas dívidas, deixando-os sem sustento;

- Criança de cinco anos sofre afogamento em praia do Rio de Janeiro, por descuido e relaxamento de madrasta na segurança da criança;

- Mãe resgata da delinquência, por amor incondicional, filho que estava longo tempo em organização criminosa, em constante infração à lei.

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DESENVOLVIMENTO

Fatos como estes, que são apresentados todos os dias, passam despercebidos pela grande maioria de nós. Criamos em torno de nossas vidas, como se fosse um campo de proteção, uma espécie de insensibilidade pela vida do “outro”, porém, somos o “outro” na avaliação de nossos semelhantes.

Avaliando estas manchetes somente pelo lado da vida material, muitas vezes, poderemos achar que tal adversidade é consequência, pura e simplesmente, do modo de vida e escolha pessoal de cada indivíduo envolvido nas tragédias aqui anunciadas.

Uns poderão afirmar que tudo é fruto da miséria social; outros, que tudo não passa da ganância, da insensibilidade ou da perversão da sociedade. Sim, pode ser tudo isto, como se estas situações condicionassemnossa sociedade a uma aceitação de normalidade para fatos como estes.

Não pode ser! Não podemos pensar assim. Entretanto, a sociedade é um ser coletivo, que reflete o senso comum dos que a compõem.

Diversas vezes, no nosso cotidiano, somos levados a julgar situações como estas, sem termos noção do que realmente está ocorrendo. Com o estudo da Doutrina Espírita, começamos a compreender que esses fatos, assim como outros relacionados às nossas vidas, têm ligações que desconhecemos e estão associados, muitas vezes, a expiações e provas que precisam ser vivenciadas.

Quem de nós tem condições de julgar?

Mas julgamos. Em um primeiro momento, quando lemos, ouvimos ou recebemos noticiários como estes, muitos de nós costumamos julgar o fato a partir da nossa visão acanhada e dificilmente nos colocamos no lugar do outro ou procuramos compreender o que verdadeiramente pode ter ocorrido por trás de toda a situação noticiada.

CONCEITO DOUTRINÁRIO O maior mandamento (ESE, XI)

1. Tendo os fariseus tomado conhecimento de que Jesus fizera os saduceus se calarem, reuniram-se, e um deles, que era doutor da lei, veio fazer-lhe esta pergunta, para tentá-lo:

- Mestre, qual é o maior mandamento da lei? - Jesus respondeu:

- Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito, é o maior e o primeiro mandamento. E eis o segundo que é semelhante ao primeiro: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas estão encerrados nesses dois mandamentos.

Mateus, cap. XXII: 34 a 401

614. O que se deve entender por lei natural?

“A lei natural é a lei de Deus; é a única verdadeira para a felicidade do homem; indica-lhe o que deve fazer ou não fazer e ele só é infeliz, porque dela se afasta.”

619. Deus deu a todos os homens os meios de conhecer sua lei?

“Todos podem conhecê-la, mas nem todos a compreendem; os que melhor a compreendem são os homens de bem e os que querem investigá-la; todavia, todos a compreenderão um dia, pois é preciso que o progresso se efetue.”

A justiça das diversas encarnações do homem é uma consequência deste princípio, visto que, a cada nova existência, sua inteligência encontra-se mais desenvolvida e ele compreende melhor o que é bem e o que é mal. Se tudo devesse cumprir-se para ele, numa única existência, qual seria a sorte de tantos milhões de seres que morrem, todos os dias, no embrutecimento da selvageria, ou nas trevas da ignorância, sem que tenha dependido deles o se esclarecerem? (171-222)

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621. Onde está escrita a lei da Deus?

“Na consciência.”

630. Como se pode distinguir o bem do mal?

“O bem é tudo o que é conforme à lei de Deus e o mal, tudo o que dela se afasta. Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus; fazer o mal, é infringir esta lei.”2

Os fatos aqui apresentados são descritos na literatura espírita3, todos dentro de uma realidade que vai além da acanhada visão material do homem encarnado. São apresentados e esclarecidos pelos espíritos que mostram os motivos, muitas vezes ocultos aos olhos do homem encarnado, porém visíveis aos olhos de Deus.

Estudando estes casos na literatura espírita, para todos eles, observamos aspectos que os motivaram: as ligações entre as personagens das tramas narradas, as necessidades de cada um, as quedas e superações diante das necessidades do Espírito imortal em sua trajetória para o equilíbrio moral, o bem e seuadiantamento, a necessidade de uma aproximação com a Lei de Deus.

Todos os casos denotam uma inferioridade moral inerente ao Espírito, nesse processo de crescimento do Espírito imortal, que será corrigida pelas sucessivas reencarnações, expiando seus erros e superando suas provas, quando confiantes, cientes da justiça divina e sem lamentações. Para este Espírito imortal haverá a certeza da continuidade da vida, do progresso em direção a Deus.

Todos estamos submetidos à Lei de Deus, progredindo incessantemente, e esta Lei é educativa, não é punitiva. Tal como alunos em uma escola, estamos em aprendizado contínuo, superando erros anteriores e conquistando novos conhecimentos, através do uso do nosso livre-arbítrio. Por este motivo, vivenciamos situações propícias, para que nós, Espíritos imortais, possamos adquirir e consolidar o aprendizado necessário ao crescimento do amor em nossos corações.

O afastamento da Lei de Deus, conforme a questão 614, de “O Livro dos Espíritos”, através das nossas atitudes equivocadas, é que nos traz infelicidade. E esta infelicidade se traduz em máculas que o Espírito imortal sente necessidade de apagar do seu ser. Assim, surgem as experiências necessárias para o crescimento deste Espírito imortal.

Além do livre-arbítrio do espírito, através das suas escolhas, haverá outro mecanismo que o leva a vivenciar suas experiências reencarnatórias?

Assim, de todas as manchetes apresentadas, vamos estudar o caso referente a Pedro e Camilo:

“Ao chegar na loja onde trabalhava, funcionário pressente algo estranho, chama polícia e, ao entrarem no estabelecimento, encontram comerciante morto em escritório sem sinais de arrombamento ou brigas.”

Este caso está no livro No Mundo Maior, ditado pelo espírito André Luiz e psicografado por Francisco Cândido Xavier. Transcrevemos abaixo um resumo das passagens mais importantes dele para nosso entendimento:

2

Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Editora CELD.

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Casos apresentados na ordem descrita na apostila:

Allan Kardec. O Céu e o Inferno. 2ª parte. Cap. VIII, Marcel e cap. VI, Verger. Editora CELD.

André Luiz. Os Mensageiros. Cap. VII, A queda de Otávio. Cap. XII, A palavra de Monteiro. Médium Francisco C. Xavier. Editora FEB.

André Luiz. No Mundo Maior. Cap. 4, Estudando o Cérebro. Médium Francisco C. Xavier. Editora FEB.

André Luiz. Ação e Reação. Cap. 3, Caso Antônio Olimpo. Cap. 7, Caso Luiz. Médium Francisco C. Xavier. Editora FEB. André Luiz. Libertação, cap. 20, Reencontro. Médium Francisco C. Xavier. Editora FEB.

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CASO PEDRO E CAMILO

Pedro encontra-se hospitalizado devido ao assédio espiritual de Camilo, a quem assassinara há vinte anos numa discussão por dinheiro.

É que, desde a infância assistido por Camilo, Pedro havia trabalhado para ele num pequeno comércio. Atingindo a maioridade, o rapaz exigiu o pagamento por todos aqueles anos trabalhados. Camilo negou-se, alegando as fadigas que também tivera para assisti-lo na infância e na juventude. Dispunha-se até a ajudá-lo no mundo dos negócios, pois até ali guardara-o a conta de um filho, mas não pagaria um vintém referente àquele tempo trabalhado.

Instalou-se a contenda e, no auge da ira, Pedro, encolerizado, assassinou Camilo. Antes, porém, de fugir do local, Pedro foi ao cofre e retirou a importância que julgava merecer, deixando parte do dinheiro para despistar o crime cometido.

Na manhã seguinte veio à casa comercial e, fingindo preocupação ante as portas cerradas, convidou um guarda a segui-lo, a fim de violarem juntos, uma das fechaduras. Devido à falta de pistas, a polícia não conseguiu esclarecer o homicídio. Pedro conseguira enganar os homens, mas não a si mesmo.

Colocando-se qual verdadeiro advogado da viúva e dos dois filhinhos do tutor falecido, simulou devotamento, organizou tudo e, em seguida, partiu para grande centro industrial, onde aplicou os recursos econômicos em atividades lucrativas, da qual veio a prosperar mais tarde.

Camilo, preso na ideia de vingança, seguia Pedro perseverante, apegado à sua organização mental, tal uma hera sobre um muro viscoso. Pedro fez tudo para atenuar-lhe o assédio. Mudou-se de cidade, dedicou-se a inúmeros empreendimentos lucrativos, mas não tinha paz.

Casou-se com uma jovem de alma extremamente elevada. Tiveram cinco filhinhos, os quais, de certa forma, o ajudavam a se equilibrar, apesar de Camilo, sua vítima de outrora, nunca tê-lo deixado, fazendo com que Pedro, mesmo amparado pelas afeições da esposa, não conseguisse se libertar do remorso constante.

Interessado no bem-estar familiar e, ao mesmo tempo, em esquecer o passado, Pedro se dedicava, cada vez mais, ao trabalho, do qual saía esgotado pela fadiga do corpo. Deitava-se à noite extenuado pelo cansaço, mas levantava abatido e cansado no dia seguinte por duelar inutilmente com Camilo nas horas de sono.

O duelo desequilibrou a organização perispiritual de Pedro, refletindo-se na zona motora do corpo, provocando-lhe o caos orgânico e sua internação hospitalar. É nesse estado que André Luiz e Calderaro encontram o doente e o obsessor para prestar auxílio. André comenta que eles pareciam visceralmente jungidos um ao outro, tal a abundância de fios tenuíssimos que os entrelaçavam, desde o tórax à cabeça, e se afiguravam para André dois prisioneiros de rede fluídica.

Calderaro comenta que são dois enfermos: um na carne e outro fora dela e que ambos trazem o cérebro intoxicado, sintonizando-se absolutamente um com o outro.

O atendimento é prestado e Pedro dorme. Diante da situação, André pergunta a Calderaro porque não aproveitavam o sono de Pedro para socorrerem os dois enfermos com palavras de esclarecimento. Calderaro afirma que falariam em vão, porque ele e André ainda não sabiam amá-los como se eles fossem seus irmãos ou seus filhos e informa a André que a irmã Cipriana, portadora do divino amor fraternal, que eles ainda não adquiriram, chegará em breve para prestar socorro.

Quando Cipriana chega, posta-se em atitude de oração e estende a mão para os dois desventurados, atingindo-os com seu amoroso magnetismo. André Luiz percebe que o poder daquela mulher sublimada modificava o campo vibratório dos enfermos.

— Tomara Deus, André, possamos também aprender a amar, adquirindo o poder de transformar os corações.

Depois de prestar atendimento a Pedro e a Camilo, conseguindo libertar um do outro, Cipriana confia o doente a Calderaro e André Luiz, cujo veículo denso descansava em hospital próximo, e retira-se, levando o ex-verdugo com ela e Calderaro diz a André Luiz:

— O coração que ama está cheio de poder renovador. Certa feita, disse Jesus que existem demônios somente suscetíveis de renovação pelo jejum e pela prece. Às vezes, André, como neste caso, o conhecimento não basta: há que ser o homem animado da força divina, que flui do jejum pela renúncia, e da luz da oração, que nasce do amor universal.

André e Calderaro transportam Pedro para o leito. Em breve, ele despertava a sorrir, melhorado, quase feliz. Não sentia mais dor persistente no peito. Calderaro, então, diz:

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32º Encontro Espírita sobre Medicina Espiritual — Científica

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OBSERVAÇÕES SOBRE O CASO

Casos como este, sem solução na visão dos homens, nunca ficam impunes diante da Lei de Deus. Camilo e Pedro foram unidos um ao outro devido a alguma necessidade passada entre ambos.

No processo anterior vivido por eles, o final da história não foi feliz, algo não deve ter saído exatamente como planejado entre eles. Porém, nosso estudo se dará a partir do momento do homicídio, não se prendendo aos possíveis fatos anteriores. Iremos verificar o que aconteceu entre Camilo e Pedro, observando os seguintes acontecimentos:

- Desde o momento do homicídio um está ligado ao outro: podemos caracterizar como uma obsessão; Camilo se liga a Pedro com o objetivo de vingança;

- Mesmo que Pedro tenha atendido às necessidades da viúva e dos filhos de Camilo, isso não apaga o erro cometido; em sua mente fica a lembrança do fato;

- O fato de ter uma esposa moralmente mais elevada, que de certa forma contribuiu para o equilíbrio da família, não foi suficiente para que Pedro se libertasse do remorso constante e da ligação com Camilo;

- Apesar de se afastar da cidade, casar-se, constituir família, trabalhar, todas as atividades não afastaram Camilo de Pedro;

- O estado de fadiga, cansaço e doença é causado pela presença incessante de Camilo, ligado a Pedro por todos os pontos possíveis;

- Para solucionar, ou melhor, interromper a obsessão e iniciar a fase de recuperação e reequilíbrio dos envolvidos, muitas vezes é necessária a ação de Espíritos com capacidade especialpara tal finalidade;

Estudando este caso à luz da Doutrina Espírita, não podemos deixar de observar alguns pontos que, quando encarnados, nos esquecemos em nossa vida de relação:

- A imortalidade da alma;

- Todos estamos submetidos às Leis de Causa e Efeito e do Progresso; - Agimos mediante nosso livre-arbítrio;

- Quase sempre esquecemos do Evangelho e do mandamento maior;

- A doença está presente tanto quando estamos encarnados quanto desencarnados.

NOSSAS VIDAS

Cada um de nós, aqui neste estudo, com o conhecimento da Doutrina Espírita, também estamos sujeitos a situações semelhantes ao que ocorreu a Camilo e Pedro, mesmo que estas não cheguem às vias de fato.

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- Como me sinto quando sou contrariado ou criticado? - Em divergência de opiniões, alimento as discussões?

- Qualquer assunto, por mais pueril que seja, será motivo de desentendimento? - Sempre me mantenho em equilíbrio em todos os pontos de discussão?

- Se minha opinião não for acolhida eu permaneço em equilíbrio?

- Não fico remoendo decisões que foram tomadas sem que minhas escolhas fossem ouvidas?

Certamente, cada um de nós já se pegou em qualquer uma dessas situações. E como nos comportamos? Estivemos sempre equilibrados? Nunca ficamos chateados? O conhecimento da Doutrina Espírita participou de nossa tomada de decisão?

CONSIDERAÇÕES DOUTRINÁRIAS

“Os homens aferram-se às suas ideias, crendo fazer com que os outros pensem como eles pensam. Entretanto, quem assim age esquece que a maior fonte de luz que existe dentro de um ser humano é a sua liberdade de escolha.

A Doutrina Espírita, dando continuidade ao processo de libertação que foi iniciado com o Cristo, ensina que o homem tem o livre-arbítrio dos seus atos e que Deus dá a cada um a oportunidade de exercer esse livre-arbítrio quando observa no ser o amadurecimento capaz de torná-lo realmente uma pessoa equilibrada e de bem.”

Espírito Balthazar. Psicofonia Altivo C. Pamphiro.4

Conforme a lição nos apresenta, o uso do livre-arbítrio fará com que o homem amadureça e cresça, aceitando a liberdade de cada um, não mais impondo ideias, mas discutindo-as fraternalmente.

Qual seria a atitude do homem que constantemente se lembrasse que é um Espírito imortal? Que, assim sendo, sabe que as suas atitudes momentâneas podem resolver, minimizar ou agravar situações pretéritas, além de determinar seu futuro?

Estas noções de imortalidade, geralmente, estão na consciência do homem. Por que ele as despreza constantemente?

- Orgulho? - Vaidade? - Medo?

“Cada vez mais, vamos entendendo que a pessoa que compartilha conosco a existência não foi escolhida aleatoriamente. Razões profundas fizeram com que essa criatura estivesse ao nosso lado... quando observamos alguém ao nosso lado, não digamos apenas queestamos diante deste ou daquele companheiro; repitamos, intimamente, que temos diante de nós um espírito imortal...”

Espírito Antônio de Aquino. Psicofonia Altivo C. Pamphiro.5

O conhecimento da Doutrina Espírita nos auxilia a avançar progressivamente, a vencer preconceitos, compreendendo melhor nossas responsabilidades como Espírito imortal. Encarar o futuro é muito mais corajoso do que se afundar nos erros presentes e, tantas vezes, temporais.

O que nos falta então? Jesus!

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Balthazar. Pela Graça Infinita de Deus. Médium Altivo C. Pamphiro. Editora CELD.

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32º Encontro Espírita sobre Medicina Espiritual — Científica

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CONCLUSÃO

Percebe-se que em torno de nossas vidas, além da ligação com aqueles que estão presentes nas diversas fases de desenvolvimento necessárias ao nosso crescimento, encontramos também aqueles com os quais necessitamos nos ajustar.

Estas aproximações seriam obra do acaso ou ação de algum magnetismo mais forte que a nossa vontade possa perceber?

Vamos entender o mecanismo envolvido na ligação entre Pedro e Camilo e nas diversas ligações interpessoais?

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Tema 2

O MAGNETISMO NAS RELAÇÕES DE SIMPATIA / ANTIPATIA

OBJETIVO ESPECÍFICO

Constatar, a partir do caso estudado, a existência do magnetismo e de seus efeitos físicos e morais, identificando os fatores que causam a atração e a repulsão entre os seres.

INTRODUÇÃO

No Tema 2, estudaremos os aspectos magnéticos e morais envolvidos no caso Pedro e Camilo, a partir de orientação recebida do Espírito Hermann, que é um dos diretores espirituais do Centro Espírita Léon Denis. Veremos também trechos dos livros Mecanismos da Mediunidade e Evolução em dois Mundos, de André Luiz, que tratam do campo da aura, para que possamos constatar a presença do magnetismo em nós, assim como algumas questões de O Livro dos Espíritos, entendendo as causas das simpatias e antipatias nas nossas relações do dia a dia.

DESENVOLVIMENTO

1) PERGUNTAS EXTRAÍDAS DE ENTREVISTA COM O ESPÍRITO HERMANN SOBRE O CASO ESTUDADO, PARA A SEÇÃO CIENTÍFICA DO EEME.6

Perg: A gente aprende que no magnetismo humano o que atrai são os semelhantes e, neste caso,

Pedro e Camilo têm sentimentos diferentes, antagônicos, um de ódio e o outro de culpa...

HERMANN: Quem disse isso? Porque a criatura que desencarnou, de certa forma tinha os interesses

pessoais e materiais acima do interesse moral. Nem sempre a criatura que, às vezes, tem toda aquela formalidade, ela muitas vezes diz: “Vou trabalhar porque preciso ganhar dinheiro para a família”, mas, na verdade, ele quer trabalhar porque gosta de dinheiro mesmo, gosta de se satisfazer com o que tem, gosta de ter posses. Então, por si, já é de natureza inferior, neste sentido. Pedro só buscou aquilo que o outro tinha a oferecer. Então, naquele momento, já existia um certo nível de, vamos dizer, permissão de ambos, por estarem na mesma faixa de vibração. Ambos estavam vibrando nos mesmos níveis de sentimentos e de interesses pessoais.

Perg: E o magnetismo está aí presente, também, nessa ligação?

HERMANN: Então, para um e outro estabeleceu-se ali uma ligação: de culpa e remorso, mas esta culpa

e remorso só foi se desenvolvendo porque o outro estava o tempo todo ali em cima dele, martelando em sua mente de que ele era culpado. Se isso não tivesse ocorrido, ele poderia seguir a sua vida, poderia ter uma culpa ou um remorso uma vez ou outra, mas não seria dessa forma. Estabeleceu-se um processo compulsivo, pertinente, contumaz em cima da criatura encarnada, onde um realmente tinha culpa e é uma culpa quase que imediata, vocês podem ver isso.

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32º Encontro Espírita sobre Medicina Espiritual — Científica

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SISTEMATIZAÇÃO

PEDRO CAMILO

Situação vivenciada Interesse pessoal envolvido

Conflito de interesses

EGOÍSMO / ORGULHO EGOÍSMO / ORGULHO

Ato impensado Ofensa registrada Consciência culpada Sentimento de traição

Obsessão Assédio

Fuga - Depressão Ódio - Desejo de vingança

DESEQUILÍBRIO  DOENÇA

DIRECIONANDO O PENSAMENTO:

• De onde vem essa força que provoca a atração entre os homens?

• Como se dá a ação magnética entre os homens?

2) A AURA HUMANA:

André Luiz. Evolução em Dois Mundos. Cap. XVII, Mediunidade e Corpo Espiritual. 7

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André Luiz. Evolução em Dois Mundos. Cap. XVII, Mediunidade e Corpo Espiritual.8

CAMPO DA AURA

“Articulando, ao redor de si mesma, as radiações das sinergias funcionais das agregações celulares do campo físico ou do psicossomático, a alma encarnada ou desencarnada está envolvida na própria aura ou túnica de forças eletromagnéticas, em cuja tessitura circulam as irradiações que lhe são peculiares.”

Evidenciam-se essas radiações, de maneira condensada, até um ponto de saturação, contendo as essências e imagens que lhe configuram os desejos do mundo íntimo, em processo espontâneo de auto exteriorização, ponto esse do qual a sua onda mental se alonga adiante, atuando sobre todos os que com ela se afinem e recolhendo naturalmente a atuação de todos os que se lhe revelem simpáticos.”

André Luiz. Mecanismos da Mediunidade. Cap. X.9

SISTEMATIZAÇÃO

MAGNETISMO HUMANO – ATRAÇÃO / REPULSÃO – SIMPATIA / ANTIPATIA

INDUÇÃO MAGNÉTICA  Capacidade de transmitir as características magnéticas temporariamente a outro corpo.

ATRAÇÃO/SIMPATIA (permeabilidade magnética)  As linhas de indução externas (campo da aura de outro Espírito) penetram com mais facilidade.

REPULSÃO/ANTIPATIA (relutância magnética)  As linhas de indução externas (campo da aura de outro Espírito) repelem-se.

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André Luiz. Evolução em Dois Mundos. Médium Francisco C. Xavier. Editora FEB.

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DIRECIONANDO O PENSAMENTO:

• O que provoca a simpatia ou a antipatia entre os seres?

387. A simpatia tem sempre por princípio um conhecimento anterior?

“Não; dois espíritos que se agradam mutuamente, naturalmente se procuram, sem que se tenham conhecido como homens.”

388. Os encontros de certas pessoas, que algumas vezes ocorrem e se atribuem ao acaso, não seriam o efeito de uma espécie de relações simpáticas?

“Há, entre os seres pensantes, ligações que não conheceis ainda. O magnetismo é o piloto desta Ciência que, mais tarde, compreendereis melhor.”

389. De onde se origina a repulsão instintiva que se experimenta por algumas pessoas, à primeira vista?

“Espíritos antipáticos que se adivinham e se reconhecem, sem se falarem.”

390. A antipatia instintiva é sempre um sinal de natureza má?

“Dois espíritos não são necessariamente maus, por não serem simpáticos; a antipatia pode nascer de uma divergência de ideias; porém, à medida que se elevam, as diferenças se apagam e a antipatia desaparece.”

391. A antipatia entre duas pessoas nasce, primeiramente, naquela em que o espírito é pior ou melhor?

“Numa e noutra; as causas e os efeitos, porém, são diferentes. Um espírito mau tem antipatia contra quem quer que possa julgá-lo e desmascará-lo; vendo uma pessoa pela primeira vez, sabe que vai ser criticado; seu afastamento se transforma em ódio, em inveja e lhe inspira o desejo de praticar o mal. O bom espírito sente repulsão pelo mau, porque sabe que não será compreendido e que eles não comungam os mesmos sentimentos; mas, seguro de sua superioridade, não tem contra o outro nem ódio nem inveja: contenta-se em evitá-lo e compadecer-se dele.”

Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Cap. VII, Simpatias Terrenas.10

SISTEMATIZAÇÃO

Através das sucessivas reencarnações, o princípio inteligente passa por experiências que alavancam seu processo evolutivo até ele conquistar o pensamento contínuo, o livre-arbítrio e tornar-se um Espírito.

Nessa caminhada, ele estrutura, em torno de si, o campo da aura, uma túnica eletromagnética que irradia, que influencia e sofre influência de outros Espíritos.

O campo da aura de um Espírito está sempre relacionado com a qualidade dos pensamentos emitidos e com a força da corrente mental gerada por ele.

CONCLUSÃO

Há uma força que provoca atração ou repulsão entre os Espíritos. Chamamos essa força de magnetismo humano.

A ação do magnetismo humano está presente nas situações do dia a dia, sejam elas boas ou ruins, provocando a simpatia ou antipatia entre os Espíritos.

“Dois espíritos não são necessariamente maus, por não serem simpáticos e a antipatia pode nascer de uma divergência de ideias. À medida que se elevam e crescem espiritualmente, as diferenças se apagam e a antipatia desaparece.” (L.E. questão 390)

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Em JESUS, observamos a força do magnetismo pessoal na sua maior expressão.

Emmanuel. Pão Nosso. lição 110 11

Constatamos no Tema 2 que o magnetismo está presente nas nossas relações cotidianas de simpatia e de antipatia. Mas qual componente podemos identificar no magnetismo de Jesus, que ainda está insuficiente em nós, para que possamos transformar cada vez mais as relações do dia a dia em relações de simpatia? É o que veremos a seguir.

Passemos ao Tema 3.

“O Espiritismo e o Magnetismo nos dão a chave de uma imensidade de fenômenos sobre os quais a ignorância teceu um sem-número de fábulas, em que os fatos se apresentam exagerados pela imaginação. O conhecimento lúcido dessas duas ciências que, a bem dizer, formam uma única, mostrando a realidade das coisas e suas verdadeiras causas, constitui o melhor preservativo contra as ideias supersticiosas, porque revela o que é possível e o que é impossível, o que está nas leis da Natureza e o que não passa de ridícula crendice.”

Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Comentário da questão 555.12

11

Emmanuel. Pão Nosso. Lição 110. Médium Francisco C. Xavier. Editora FEB.

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32º Encontro Espírita sobre Medicina Espiritual — Científica

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Tema 3

O MAGNETISMO DO AMOR

OBJETIVO ESPECÍFICO

Entender que o conhecimento da Doutrina Espírita nos ajuda a transformar as antipatias do nosso dia a dia em simpatias, através do magnetismo do amor, para evitarmos problemas maiores no futuro.

I – REFLETINDO... SOBRE O AMOR

“O Mestre sabia que o único sentido da existência humana é o de adquirir a flama do AMOR e desenvolvê-la. Quando se ama, todo o ser vibra de emoção e esperança, produzindo substâncias que se convertem em vibrações psíquicas de bem-estar e felicidade.

O AMOR é, portanto, de origem divina, mas também humana, pelos benefícios que opera nos relacionamentos, nas realizações de toda natureza, nas atitudes perante as ocorrências venturosas ou perturbadoras.

Por essa razão, Ele se converteu em um poema de AMOR portador de paz.”

Amélia Rodrigues. Vivendo com Jesus. Cap. 18, A psicoterapia de Jesus.13

Eis que o semeador saiu a semear...

II – REFLETINDO... SOBRE A PRESENÇA DOS GUIAS ESPIRITUAIS

“A mensageira aproximou-se e saudou-nos. Calderaro apresentou-me atenciosamente. Fixou ela o triste quadro e disse ao assistente:

- Felicito-o pelo socorro que, nos últimos dias, vem prestando aos nossos infortunados irmãos. Agora atacaremos a parte final do serviço, convictos do êxito.

Estamos em cooperação fraternal na obra que pertence ao Altíssimo. Espero que os amigos se mantenham a postos, efetuando a maior porção do serviço, porque, quanto a mim, só atenderei aos singelos deveres que um coração materno pode desempenhar.”

Francisco C. Xavier. Ditado pelo Espírito André Luiz. No Mundo Maior. Cap. 5, O poder do amor.14

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Amélia Rodrigues. Vivendo com Jesus. Médium Divaldo Pereira Franco. Editora LEAL.

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GUIAS ESPIRITUAIS

“Os bons espíritos fazem todo o bem que lhes é possível e ficam felizes com as vossas alegrias. Afligem-se com os vossos males, quando não os suportais com resignação, porque estes males nenhum proveito tem para vós e porque, neste caso, sois como o doente que rejeita o remédio amargo que deve curá-lo.”

Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Item 486, Afeição dos espíritos.15

Eis que o semeador saiu a semear...

III – REFLETINDO... SOBRE AS POSSIBILIDADES DOS GUIAS ESPIRITUAIS

“Cipriana acercou-se de ambos os infelizes, postando-se em atitude de oração.

A prece, em que se concentrou, saturava-se de sublime poder, suave luz descia do alto sobre a sua fronte venerável. Gradativamente, Cipriana fazia-se mais bela. Os raios divinos a envolvendo transfiguravam-na toda. Sua organização espiritual absorvia a claridade maravilhosa, represando-se-lhe no ser. Circundava-a refulgente halo. Dos olhos, do tórax e das mãos efluíam irradiações de frouxa e suave luz.”

Francisco C. Xavier. Ditado pelo Espírito André Luiz. No Mundo Maior. Cap. 5, O poder do amor.16

FLUIDO

“O fluido que existe no mundo dos espíritos é uma vitalidade vinda da Lei de Deus, ou seja, do reservatório do mundo invisível. Este fluido é bastante purificado e sustenta a todos.”

Ignácio Bittencourt. Entrevista realizada em 1998.17

“Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise e à percepção dos nossos sentidos, feitos para a matéria tangível e não para a matéria estéril.”

Allan Kardec. A Gênese. Cap. XIV, Os fluidos.18

15

Allan Kardec. O Livro dos Espíritos, Editora CELD

16

André Luiz. No Mundo Maior. Médium Francisco C. Xavier. Editora FEB.

17

Psicofonia do Espírito Ignácio Bittencourt, pelo médium Altivo C. Pamphiro, em 1988.

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32º Encontro Espírita sobre Medicina Espiritual — Científica

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“O poder daquela mulher sublimada lhes modificava o campo vibratório.

Cipriana os tocou de leve na região visual e eles, passaram a nos ver com indescritível assombro. Pensaram que estavam sendo visitados pela mãe de Jesus.”

Francisco C. Xavier. Ditado pelo Espírito André Luiz. No Mundo Maior. Cap. 5, O poder do amor. 12

MAGNETISMO

“O magnetismo espiritual resulta da concentração da vontade dos Espíritos, por meio do qual estes reúnem à volta de si os fluidos, quaisquer que sejam, encerrados no ser humano ou disseminados no espaço, e os dispõem de modo a exercer ação sobre o homem ou sobre as coisas, produzindo os efeitos por eles desejados.”

Michaelus. Magnetismo Espiritual. Cap. 3. 19

E o semeador saiu a semear...

IV – REFLETINDO... COMO FOI DISSOLVIDA A LIGAÇÃO ENTRE PEDO E CAMILO

“Cipriana para Pedro:

- Pedro, filho meu, sou simplesmente tua irmã na eternidade. Destruíste a paz de um companheiro e perdeste a tranquilidade; mataste-o, mas estás algemado a ele; conseguiste dinheiro e posição social, mas sentes tristeza e desamparo; estás doente e aproximas-te da loucura. Mas oraste e nos chamastes. Reconsidera a atitude e faça novo compromisso à Divina Justiça!

Cipriana para Camilo:

- As vítimas inacessíveis ao perdão e ao entendimento ultrapassam a dureza e a maldade, provocando horror e compaixão. A condição de vítima não te confere santidade. Sem dúvida, Pedro feriu-te em momento de insânia, mas não encontraste no espírito mínima réstia de piedade fraternal para desculpá-lo. Contudo, és acima de tudo, nosso irmão, credor de nosso afeto, de nossa estima leal. Com nossa visita, nosso objetivo é ajudar-te. Talvez recuses nossa aliança fraterna, mas confiamos em tua regeneração.

Havia tal inflexão de carinho naquelas ternas e sábias considerações, que o perseguidor, dantes frio e impassível, prorrompeu em pranto.”

Francisco C. Xavier. Ditado pelo Espírito André Luiz. No Mundo Maior. Cap. 5, O poder do amor.20

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Michaelus. Magnetismo Espiritual. Editora FEB.

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“Homens, por que vos lamentais das calamidades que vós mesmos acumulastes sobre vossas cabeças? (...)

Por que tendes em tão grande estima o que brilha e encanta os olhos, em lugar do que vos toca o coração?”

Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. VII, item 12.

Adolpho, bispo de Alger, Marmande, 1862. 21

E o semeador saiu a semear...

V – CONCLUSÃO

Camilo tinha os interesses pessoais e materiais acima do interesse moral. A criatura diz: “Vou trabalhar porque preciso ganhar dinheiro para a família”, mas na verdade, ela quer trabalhar porque gosta de dinheiro gosta, de ter posses. Então, nesse sentido, já é de natureza inferior. Pedro só buscou o que o outro tinha a oferecer. Então, ambos estavam na mesma faixa de vibração, nos mesmos níveis de sentimentos e interesses pessoais.

E Cipriana, primeiro interrompeu o mecanismo do jeito que estava; depois reativou o mecanismo de AMOR existente em cada alma. Sem essa ajuda, eles não teriam condições de se libertar. Fazendo um paralelo para nós, na Casa Espírita, a grande maioria está nesse processo de expurgo, neste planeta. Façam a prece, para que abram os campos psíquicos e que nós, espíritos, possamos ajudar, aliviando, pacificando.

Reunião com o Espírito Hermann, em 8/03/2013.22

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Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Editora CELD.

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CONCLUSÃO DO ESTUDO

Agora que já constatamos a presença do magnetismo nas relações de simpatia e de antipatia no nosso dia a dia, vamos refletir sobre as perguntas que foram feitas no Tema 1, que repetimos abaixo.

Para ajudar nessa análise, ampliamos o quadro utilizado no Tema 2. Será que já utilizo a força do AMOR conforme demonstrado no Tema 3?

- Como me sinto quando sou contrariado ou criticado? - Em divergência de opiniões, alimento as discussões?

- Qualquer assunto, por mais pueril que seja, será motivo de desentendimento? - Sempre me mantenho em equilíbrio em todos os pontos de discussão?

- Se minha opinião não for acolhida eu permaneço em equilíbrio?

- Não fico remoendo decisões que foram tomadas sem que minhas escolhas fossem ouvidas?

EU / VOCÊ

Situação vivenciada Interesse pessoal envolvido

Conflito de interesses

EGOÍSMO / ORGULHO HUMILDADE / CARIDADE

Ato impensado Ofensa registrada

* MEDICINA ESPIRITUAL * Amparo Sustentação Consciência culpada Sentimento de traição Reflexão, reconhecimento de erros e diálogo Benevolência e compreensão

Obsessão Assédio Consciência apaziguada Sentimento de fraternidade Depressão Fuga Ódio Desejo de vingança Reparação Convivência Perdão Libertação Desequilíbrio Pacificação Magnetismo do amor Antipatias  Simpatias Doença * MEDICINA ESPIRITUAL * Intervenção Tratamento Prevenção EQUILÍBRIO  SAÚDE

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Se escolho deixar o orgulho e egoísmo falarem mais alto, fortaleço a ligação negativa entre meu “discordante” e eu, que poderá, como vimos durante o estudo, ter consequências desagradáveis não só nesta vida, como em vidas futuras (dependendo do grau da divergência).

Porém, se escolho ver a situação de conflito com humildade e caridade, entendendo que aquele com o qual “discordo” é espírito em evolução como eu e que está lutando para vencer suas más tendências - como eu! -, esse pensamento vai estimular em mim o sentimento de fraternidade e fazer com que minha consciência fique tranquila, já que não alimentei a divergência, que é o ensinamento maior de Jesus: “Fazer ao outro o que queremos que o outro nos faça.”

Nesta situação, o amparo do alto, através dos bons espíritos, se faz presente, protegendo a ambos, diluindo os sentimentos negativos que alimentariam a “discórdia”, aos quais não estarei permeável, já que estarei vibrando em outra faixa, não permitindo, assim, que a ligação magnética negativa se estabeleça.

A convivência com as pessoas que pensam diferente de mim, permitirá que eu repare algum dano que possa ter causado a elas, perdoando-as, o que provocará a libertação de qualquer ligação negativa que nos unia, pois conseguirei compreender que estamos todos lutando contra nós mesmos na nossa caminhada evolutiva. Isso é que caracteriza o magnetismo do amor, como tão bem nos ensinou Jesus e agora está em nossas mãos aplicá-lo.

Esse entendimento poderá, nos momentos de conflito, me prevenir de agir de forma prejudicial em relação a alguém no futuro, pois sempre terei condições de escolher agir, usando o magnetismo do amor para evitar essas situações.

A paz que conseguirei obter dentro de mim agindo dessa forma é a cura proposta pela Medicina Espiritual, que atua no Espírito, como nos disse Ignácio Bittencourt, patrono deste Encontro:

Se o corpo reflete o que há no Espírito, quem tem que ser curado primeiro? O Espírito.

Quando vocês já aprenderam a fazer essas preces, vocês abrem os seus campos psíquicos para que possamos atuar ajudando, aliviando, pacificando. E quando assim o fazem, muitas vezes, aquelas primeiras medidas impulsivas, são reduzidas. Aquele primeiro momento de querer revidar já se torna uma outra opção. De tal maneira que vocês têm o tempo todo; quando estão envolvidos nesse mecanismo, acabam fazendo parte do processo de socorro ao outro, mas também sendo socorridos, para que também possam aprender a socorrer os outros. Então, isso é um mecanismo praticamente contínuo. Isso quando vocês pedirem.

Reunião com o Espírito Hermann, em 8/03/2013. 23

4. “Amar o próximo como a si mesmo; fazer aos outros o que desejamos que os outros façam por nós” é a expressão mais completa da caridade, pois resume todos os deveres para com o próximo. Não pode haver guia mais seguro a esse respeito do que tomar como medida do que se deve fazer aos outros, o mesmo que desejamos para nós. Com que direito se exigirá um bom procedimento dos nossos semelhantes, se não temos para com eles a indulgência, a benevolência e o devotamento? A prática desses ensinamentos conduz à destruição do egoísmo; quando os homens os usarem como regra de comportamento, e como base das suas instituições, compreenderão a verdadeira fraternidade e farão reinar entre eles a paz e a justiça; não haverá mais ódios nem divergências de opiniões, mas união, concórdia e benevolência mútua.

Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. XI, Amar ao próximo como a si mesmo. 24

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Entrevista com o Espírito Hermann, em 08/03/2013. Médium Luiz Carlos Dallarosa.

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3. Se o amor ao próximo é o princípio da caridade, amar os inimigos é a sua aplicação sublime, porque essa virtude é uma das maiores vitórias alcançadas sobre o egoísmo e o orgulho.

(...)

Amar os inimigos, portanto, não é ter por eles uma afeição que não é natural, uma vez que o contato com um inimigo faz o coração bater de uma forma totalmente diferente da que ocorre ao contato com um amigo. Amar os inimigos é não ter contra eles nem ódio, nem rancor, nem desejo de vingança; é perdoar-lhes sem segundas intenções e sem restrições o mal que nos fizeram; é não colocar nenhum obstáculo à reconciliação; é desejar-lhes o bem em lugar do mal; é ficar alegre, em vez de triste, com o bem que lhes aconteça; é estender-lhes a mão para socorrê-los em caso de necessidade; é evitar, por palavras ou ações, tudo o que possa prejudicá-los; é, enfim, retribuir-lhes o mal com o bem, sem intenção de humilhá-los. Aquele que assim proceder cumpre plenamente o mandamento: “Amai os vossos inimigos.”

Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. XII, Amai os vossos inimigos.25

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Meus irmãos, todas as vezes que trabalharmos o tema Medicina

Espiritual não nos esqueçamos de que a ação fluídica da Cura está

vinculada à vontade, à fé e à determinação de uma mente fortemente

voltada para o objetivo a ser alcançado.

É possível que, em alguns médiuns, esses ingredientes não estejam

presentes na ação da Cura e que até mesmo um médium esteja bastante

distraído do seu objetivo maior e, ainda assim, se operem as curas.

Nesses casos, evidentemente, a ação do plano espiritual faz-se presente

substituindo, a força psíquica do médium.

Devem ser observados, ainda, os méritos do doente. Méritos que se

traduzem em novas e fortes forças fluídicas, capazes de suprir energias

necessárias à ação curativa.

Os médiuns atentos às suas tarefas curadoras ou mesmo os

receitistas devem, acima de tudo, estar conscientes de que reproduzem

uma ação superior, uma força que tanto mais é eficaz de acordo com a

doação feita, de si mesmos, no cumprimento de seu mandato. Na medida

em que crescem em amor, aumentam suas potencialidades, e, por força

do seu integral interesse na cura do doente, novas e poderosas forças se

apresentam, propiciando melhor fluido curador ou o medicamento

adequado à ocasião.

O médium alcança este estágio não só através das preces, da

elevação mental, do conhecimento das energias balsâmicas, mas,

sobretudo, por instalar em si mesmo novo potencial de amor, novas fontes

de energia sublime, percepção mais alta do valor do sentimento, que deve

presidir o ato do passe curativo.

Enfim, o médium é, por excelência, uma extensão da Força Divina,

que, interessada em valorizar a encarnação, ajuda tanto quanto possível

ao ser que busca o trabalho da Cura para dar continuidade ao seu

progresso infinito.

Ignácio Bittencourt

Referências

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