Codificação de medicamentos e
produtos de saúde
Perspectiva do INFARMED, I.P.
Helder Mota Filipe
Logótipo da Entidade
•
Medicamentos
–
Rastreabilidade
–
Directiva dos Medicamentos Falsificados
•
Dispositivos médicos
– Actual número de registo da apresentação do medicamento
– Representação numérica e de barras
1) Despacho normativo n.º 17/2005, de 26 de Julho de 2005
2) Deliberação n.º 147/CD/2008, de 16/07/2008: regulamenta a atribuição de números de registo das apresentações relativas às AIM por PC, RM e DC.
3) Circular informativa n.º 061/CA, 20/05/2005
• Composição do código *AAAAAAD*
* Delimitador de início e fim de campo
AAAAAA numeração sequêncial (entre 200000 e 599999)
D dígito de controlo
Código de barras 39
10-11-2011 Congresso Nacional GS1
1) Despacho normativo n.º 17/2005, de 26 de Julho de 2005
– Acesso a base de dados com
informação sobre lote, validade e
preços
– Não implementado devido aos
custos na distribuição grossista e
indústria farmacêutica
–
Na embalagem 2ª ou 1ª caso
não exista 2ª
–
Dimensão adequada a
legibilidade e funcionalidade
após o seu destaque
4) Despacho normativo n.º 4/2004, de 16 de Janeiro de 2004
–Não adoptado em detrimento do Código 39
complementar
–Utilizado por algumas empresas, por exemplo
nos derivados do plasma
4) Despacho normativo n.º 4/2004, de 16 de Janeiro de 2004
– Reduzir ao máximo o risco de medicamentos contrafeitos entrarem na cadeia legal de distribuição
– Possibilidade de rastrear todas a operações comerciais
efectuadas e aceder à identificação do fabricante do produto, do lote do medicamento. Estes registos deverão estar acessíveis a todos os intervenientes na cadeia legal de distribuição.
Codificação pode vir a ser alterada para dar resposta à
Directiva sobre medicamentos falsificados
DIRECTIVA SOBRE
Objectivo da Directiva
•Prevenir o acesso dos doentes a medicamentos falsificados através de medidas de controlo e de segurança.
•Medidas europeias e harmonizadas.
•Assegurar mais fácil identificação dos medicamentos
falsificados e melhorar a capacidade de verificação a nível das fronteiras e no interior da Europa
•Obrigatoriedade de dispositivos de segurança na embalagem secundária (Acto delegado).
•Aumentar os requisitos para controlo e inspecção de fábricas de substâncias activas.
•Aumentar os requisitos para de rastreabilidade nos distribuidores.
•Melhorar as regras de inspecção.
•Obrigatoriedade dos fabricantes e distribuidores reportarem qualquer suspeita de medicamento falsificado.
Identificador único na embalagem secundária que permite verificar a autenticidade do produto do medicamento.
Actualmente: regras a nível nacional. Directiva: regras a nível europeu.
Aplica-se a MSRM (excepções)
Não se aplica a MNSRM (excepções) Avaliação do risco
Código Hospitalar nacional do
medicamento
O CHNM é um sistema de codificação atribuído pelo
Infarmed a todos os medicamentos com autorização de
introdução no mercado (AIM) ou com autorização de
utilização especial (AUE) e que é disponibilizado aos
hospitais por forma a que estes possam de forma
automática aceder a um conjunto de informações
relevantes para a prática da farmácia hospitalar.
Objectivos
Conhecer o consumo de medicamentos a nível hospitalar;
Agilizar o processo de aquisição de medicamentos, via catálogo, nos hospitais;
Actualização contínua da base de dados dos hospitais com informação referente aos medicamentos;
Facilitar a troca de informação entre as várias instituições do SNS.
Características do CHNM
Identificação todos os medicamentos utilizados a nível hospitalar; Comum a todos os Hospitais, ACSS e INFARMED
Estrutura: Código sequencial constituído por 7 dígitos + 1 (dígito controlo). Selecção: Cada código corresponde à associação de 6 critérios:
- Denominação comum internacional (DCI) - Forma farmacêutica (FF)
- Dosagem
- Tipo de recipiente - Quantidade
Ex. Ácido fusídico
Código Hospitalar
DCI Dosagem FF Tipo de
Rec Quant Via de Admin CFT 10000041 Ácido fusídico
20 mg/g Creme Bisnaga 15 g Uso
cutâneo
13.1.2
10000059 Ácido
fusídico
20 mg/g Creme Bisnaga 30 g Uso
cutâneo
CHNM
Optimização do circuito do medicamento na Farmácia Hospitalar;
Acesso a informação fiável e actualizada sobre
medicamentos disponíveis na Farmácia Hospitalar;
Utilização de uma linguagem única que irá permitir a partilha de informação entre as várias instituições do SNS.
Dispositivos Médicos
Dispositivos Médicos
25
•
Harmonização Regulamentar / Normativa / Técnica;•
Presunção da Conformidade;•
Níveis de Protecção / Segurança Equivalentes;•
Livre Circulação;•
Lealdade concorrencial;• Cerca de 500 mil a 1 milhão de Dispositivos Médicos abrangidos por mais de 10.000 tipos de grupos genéricos;
• Um dos sectores europeus mais inovadores. Ciclo de vida médio de 18 meses.
• Tempo de acesso ao mercado em média inferior a 18 meses comparando com os EUA e a 24 meses comparando com o Japão;
• Mercado Europeu superior a 100 biliões de euros (2009);
• Cerca de 5 % das despesas em saúde na Europa em 2008;
• Cerca de 22.500 empresas na Europa, das quais 88 % são PME;
• Cerca de 500.000 empregos na Europa;
Grandes Números / Características do sector dos DM
Grandes Números / Características do sector dos DM
INFARMED, I.P.
INFARMED, I.P.
Autoridade Competente
para os
Dispositivos Médicos
28Medicamentos Dispositivos Médicos
Pré
• Ensaios Clínicos • Investigação Clínica• Avaliação e autorização
Mercado • Registo • Registo
Pós
• Avaliação Documental
Técnico-cientifica
• Farmacovigilância • Vigilância
• Inspecção • Inspecção
• Comprovação da Qualidade • Verificação Laboratorial
29
INFARMED, I.P.
INFARMED, I.P.
Os Estados-membros tomarão todas as disposições necessárias para que os Produtos de Saúde apenas possam ser colocados no mercado e entrar em
serviço caso não comprometam a segurança e a saúde dos utilizadores… quando utilizados para os fins previstos
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Dir 93/42/CEE (art.º 2) Dir 90/385/CEE (art.º 2) Dir 98/79/CE (art.º 2)
Supervisão do Mercado
30
INFARMED, I.P.
Availability
Availability AppropriatenessAppropriateness
Accessibility
Accessibility AffordabilityAffordability
1st Global Forum on Medical Devices (WHO 2010)
1st Global Forum on Medical Devices (WHO 2010)
““““… os dispositivos médicos, componente crucial nos cuidados de saúde, conduzam ao máximo benefício possível para o individuo e para a população””””.Accountability
Accountability
–
responsabilização de todos os stakeholders““““ 4 As = For us””””
Disponibilidade Adequação
Sustentabilidade Acessibilidade
Codificação de Dispositivos
Codificação de Dispositivos
Médicos
Médicos
Registo centralizado de Dispositivos Médicos e Fabricantes /Mandatários entre outros dados
Limitações:
• Registo de famílias de dispositivos médicos e suas características;
• Não garante identificação única dos dispositivos;
• Não é obrigatório o registo de todos os dispositivos médicos.
Base de Dados Europeia EUDAMED
Base de Dados Europeia EUDAMED
Integração do UDI (Unique Device Identification):
• Projecto internacional de codificação;
• Objectivo principal - a rastreabilidade dos dispositivos no contexto da garantia da segurança e protecção da saúde;
• Código composto por parte fixa (Device Identifier) e parte “variável” (Production Identifier);
• Garante a identificação única dos dispositivos até ao nível da produção (lote/nº série).
Base de Dados Europeia EUDAMED
Objectivo do código
• Rastreabilidade para fins de vigilância
• Ferramenta de apoio à gestão do SNS torna possível a quantificação, valorização, comunicação.
Codificação Nacional de Dispositivos Médicos
Codificação Nacional de Dispositivos Médicos
Conceito do código
• Símbolo que representa a identificação e a caracterização do dispositivo;
• Identificação única obtida através do par Fabricante/Referência;
Origem dos dados para atribuição do código
Codificação Nacional de Dispositivos Médicos
Codificação Nacional de Dispositivos Médicos
Registo On-line de Dispositivos Médicos no INFARMED, I.P.
• De 2003 a 2011 – registo de famílias de dispositivos médicos;
• A partir de 2011 – desdobramento em referências e actualização de dados.
• Sequencial/ não inteligente.
Codificação Nacional de Dispositivos Médicos
Codificação Nacional de Dispositivos Médicos
Atributos
• Fabricante;
• Referência atribuída pelo fabricante;
• Marca;
• Modelo;
• Classificação NPDM;
• Nomenclatura de dispositivos médicos;
• Agrega dispositivos: finalidade de uso/características tecnológicas/localização anatómica;
• Harmonização na descrição associada ao código único.
Codificação Nacional de Dispositivos Médicos
Codificação Nacional de Dispositivos Médicos
Dados - Estado actual
Total de Registos Estado de Actualização dos dados Distribuidores 939 562 59,9% Dispositivos 142.200 104.553 73,5% Referências 590.000 Nº Referências p/ Registo 5,64 Referência com PreçoMedida 3.65
Finalizar o sistema uniforme de codificação e um
registo comum de fornecimentos de material
médico desenvolvido pelo INFARMED e pelo
SPMS com base na experiência internacional.
Actualizar o registo periodicamente [T4-2011]
Fase Piloto
-• Pacemakers
• Cardioversores-desfibrilhadores
• Electrocatéteres para uso com os pacemakers e com os CDI
• Todos os acessórios relacionados com estes dispositivos médicos