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Árvores em Processos Pontuais de Poisson

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Academic year: 2022

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Texto

(1)

Iesus Carvalho Diniz

Tese apresentada ao

Instituto de Matemática e Estatística da

Universidade de São Paulo para

obtenção do título de

Doutor em Ciências

Programa: Estatística

Orientador: Prof. Dr. Pablo Augusto Ferrari

Durante o desenvolvimento deste trabalho o autor recebeu auxílio FAPESP processo 04/15864-1 São Paulo, abril de 2008

(2)

Agradecimentos

Agradecimentos ...

i

(3)
(4)

Resumo

Neste trabalho é construído um grafo aleatório conexo e sem ciclos, árvore, com um único caminho infinito auto-evitante,fim, cujos vértices são pontos de uma sequência de infinitos processos pontuais de Poisson definidos emRdou em quaisquer conjuntos de medida finita (algoritmoA) e de um único processo pontual de Poisson definido em Rd (algoritmo B); ademais, esta última árvore será invariante por qualquer isometria.

Palavras-chave: Árvore Poissoniana de Único Fim, Processo Pontual de Poisson, Árvore Aleatória, Linha de Sucessão, Coalescência.

iii

(5)
(6)

Abstract

In this work is constructed a connected and without cycles random graph, a tree, with a single infinite self-avoiding path, an end, whose vertices are points of an infinite sequence of independent Poisson point processes defined on Rd or any finite measure sets (algorithm A) and by a unique poisson point Process defined onRd(algorithmB); moreover, this tree is invariant for any isometry.

Keywords: One-Ended Poissonian Tree, Poisson Point Process, Random Tree, Random Matching, Succession Line, Coalescing.

v

(7)
(8)

Sumário

Lista de Figuras ix

1 APUFIP - Processos de Poisson Definidos em Rd. 1 1.1 Introdução e Descrição do Modelo . . . 1 1.2 APUFIP - Processos Definidos em R . . . 3 1.2.1 Critérios para Determinação da APUFIP como Função da Sequência de Taxas. 8 1.3 APUFIP - Processos Definidos em Rd, d≥2 . . . 10

2 APUF - Processo de Poisson Definido em R. 17

3 APUF - Processo de Poisson Definido em Rd. 29

A Árvore Poissoniana em Conjuntos de Medida Finita. 53

B 59

B.1 Cota Inferior para a Probabilidade Condicional de Coalescência. . . 59 B.2 Limite Inferior para a Probabilidade Condicional de Coalescência. . . 61

C Tempo de Retorno para uma Região de Comprimento Fixo em um Processo com Deriva “τ”.

Referências Bibliográficas 67

Índice Remissivo 68

vii

(9)
(10)

Lista de Figuras

1.1 Linha de sucessão de uma sequência de processos pontuais de Poisson e independentes. 2

1.2 Região que determina a coalescência entre os ancestrais deak ebk em função da distribuição da distânciaRaakk+1

3.1 Posições relativas de distâncias máximas dos três primeiros ancestrais dea1, dada as posições dos pontos dos tip 3.2 H21tk é o conjunto dos hipercubos hachurados contidos emHrdk(a1). . . . 32

3.3 Respectivas posições relativas para distância máxima e mínima deξk+1 eξk(2)+1 em relação aak sob à condição 3.4 Respectivas posições relativas para distância máxima e mínima deξk+1 eξk(2)+1 em relação abk sob à condição 3.5 Cada seta duplamente orientada corresponde ao “diâmetro” de cada um dos “hiperanéis”, cujas interseções são

ix

(11)
(12)

Capítulo 1

APUFIP - Processos de Poisson Definidos em R

d

.

1.1 Introdução e Descrição do Modelo

Neste capítulo construiremos um grafo conexo e sem ciclos, árvore, com um único caminho infinito autoevitante,fim. Os vértices da árvore são pontos de uma sequência infinita de processos pontuais de Poisson independentes definidos emRd (d∈N), tais que para todo k∈N, a taxa do k-ésimo processo Xk é λk. Chamaremos tal grafo de APUFIP.

Para cada ponto ξk∈Xk, o pontoξk+1 ∈Xk+1 mais próximo deξk é o seuancestral. Chamare- mos o algoritmo A ao procedimento que a partir de uma realização de uma sequência de infinitos processos pontuais de Poisson e independentes (Xk)k≥1 gera um grafo cujos vértices são pontos de cada uma das realizações desses processos e cada elo é formado porξk ∈ Xk e o seu ancestral ξk+1 ∈ Xk+1. Este mecanismo é ilustrado na figura 1.1 para uma sequência de processos unidi- mensionais. Considere que cada ponto ξk também determina sua posição, i.e. Xkξk = ξk, e que Dk=|bk−ak| é a distância entre os k-ésimos ancestrais dea1 e b1, escolhidos arbitrariamente em X1.

Para provarmos a existência de um único caminho infinito autoevitante, no grafo gerado pelo algoritmoA, é suficiente provar que dados quaisquer dois pontos emX1,a1 eb1, a seguinte condição é satisfeita:

k→∞lim

P(Dk6= 0) = 0

Diremos então quea1 eb1 coalescem em probabilidade. Desde que poderíamos escolher qualquer par de pontos de pontosaj e bj deXj, denotaremos a condição acima por

1

(13)

aκ

=bP κ:= lim

k→∞

P(Dk6= 0) = 0 se, e somente se,

k→∞lim

P(ak=bk) = 1.

(1.1)

X

1

X

2

X

3

X

n

1

X

n

Figura 1.1: Linha de sucessão de uma sequência de processos pontuais de Poisson e independentes.

Observação 1 A condição estabelecida em (1.1) nos diz que escolhidos dois pontos quaisquer na

"geração1"; isto é, a1 e b1 são dois pontos selecionados arbitrariamente emX1, a probabilidade do evento da não coalescência entre os seus respectivosk-ésimos ancestrais, ak e bk, parak suficiente- mente grande, tende a zero. Poderíamos considerar em lugar de a1 e b1, dois pontos quaisquer am e bm de Xm, pois a coalescência destes pontos, implicará a coalescência de quaisquer outros de seus sucessores em Xj, em que1≤j < m.

Definição 1 Diremos que ak e bk coalescem quase certamente (ak

qc= bk), se o conjunto das tra- jetóriasT =∪k≥1Tk nas quaisak ebk coalescem em alguma “geraçãol, l≥k",Tl, tem probabilidade um no espaço produto definido pela sequência (Xk)k≥1.

Lema 1 ak =P bk := lim

k→∞

P(ak=bk) = 1 se, e somente se, ak =qc bk.

Demonstração: Sejaa1, b1 ∈X1. Da condição queakcoalesce em probabilidade combk, tem-se que:

(14)

1.2. APUFIP - PROCESSOS DEFINIDOS EM R 3

k→∞lim Pa

1,b1(ak=bk) = 1,

i.e. para todoǫ=ǫ(kn)>0existekntal que para todok≥knverifica-se queP(ak =bk)>1−ǫ(kn).

Denote por

• Ω = { Conjunto de todas as trajetórias dos ancestrais de a1 e b1 das infinitas realizações de cada um dosXk};

• ǫ(n) = 1n e Tkn={ω∈Ω|ak(ω) =bk(ω), ∀k≥kn}.

Tem-se então que T = [

n=1

Tkn é tal que P(T) = 1, pois para qualquern

P(T)≥P(Tkn) = 1−n1,

então P(T) = 1.

(⇐) Imediato.

Se os processos pontuais de Poisson forem definidos em R e lim infλk = 0, a determinação da APUFIP é feita com relativa facilidade, pois neste caso, pode-se determinar a probabilidade de coalescência na "geração k+1" dada a posição dos k-ésimos ancestrais dea1 e b1, ou seja,

P(Dk+1= 0|ak, bk) =e−2λk+1Dk(1 +λk+1Dk)

Por outro lado, se cada um dos processosXk estiverem definidos emRd(d≥2), teremos apenas um limitante inferior paraP(Dk+1= 0|ak, bk), neste caso a determinação da APUFIP só será obtida através da condição dada no lema6, o qual estabelece que o limite da probabilidade de coalescência condicional é uniformente limitado por baixo por uma constanteǫ(d, α, β)que depende da dimensão d em que os processos estão definidos, da razão entre os decaimentos das taxas α dos processos e do valor β associado à deriva ou "drift" do processo reescalado dk:= (α)kdDk.

1.2 APUFIP - Processos Definidos em R

Vimos na secção 1 que a condição suficiente para a determinação da APUFIP era que dados quaisquer dois pontos em Xm, am e bm, eles coalesceriam em algum ponto ξ = ξ(am, bm) ∈ Xk

(15)

em quek =k(am, bm) > m. Obviamente, a construção da APUFIP dependerá da dimensão dem que os processos estejam definidos e da sequência de taxas (λk)k≥1. No teorema 1 será demons- trada a construção da APUFIP quando para todo k ≥1 os processos Xk forem definidos em R e lim infλk= 0.

Proposição 1 Seja Xk+1ak+1 a posição do ancestral de ak em Xk+1. A distribuição de Xk+1ak+1 condi- cionada a ak tem lei dada por

fXak+1

k+1 |ak(x) =λk+1e(−2λk+1|x−ak|). (1.2) Demonstração: Sejaak a posição dok-ésimo ancestral dea1 emXk, segue-se pela independên- cia dos processos (Xk)k≥1 que∀t >0.

P(|Xk+1ak+1|ak−ak|> t) =P(Xk+1ak+1|ak> ak+t) +P(Xk+1ak+1|ak < ak−t)

=P(Xk+1ak+1 ∈/ [ak−t, ak+t]) =e−λk+12t. Como o processo é homegêneo

P(Xk+1ak+1|ak> ak+t) =P(Xk+1ak+1|ak< ak−t) = 12e−λk+12t.

Se x=ak+t, entãoP(Xk+1ak+1|ak> x) = 12e−λk+12(x−ak)1(x>ak), então

fXak+1

k+1 |ak(x) =λk+1ek+1ake−2λk+1x1(x>ak). Analogamente, tem-se que

fXak+1

k+1 |ak(x) =λk+1e−2λk+1akek+1x1(x<ak).

Lema 2 Seja Xk+1 um Processo Pontual de Poisson de taxaλk+1 independente de Xk. Seak e bk

(16)

1.2. APUFIP - PROCESSOS DEFINIDOS EM R 5 são dois pontos de Xk, então para todok≥1 tem-se

P(Dk+1 = 0|ak, bk) =e−2λk+1Dk(1 +λk+1Dk), (k≥1). (1.3)

Demonstração: De acordo com o que foi convencionado no segundo parágrafo da secção 1.1, temos que para todok≥1, cada partícula determina a sua posição. Ou seja,

P(Dk+1= 0|Xkak, Xkbk) =P(Dk+1 = 0|Xkak =ak, Xkbk =bk)

=P(Dk+1 = 0|ak, bk).

Condicionando-se P(Dk+1 = 0|ak, bk) na posição do ancestral de ak, Xk+1ak+1, e tomando o seu valor esperado, resulta que

P(Dk+1= 0|ak, bk) =E(P(Dk+1= 0|ak, bk, Xk+1ak+1)). (1.4)

Tem-se respectivamente que

P Dk+1 = 0|ak, bk, Xk+1ak+1 =x

=











e−λk+1(2bk−2ak) se x≤ak−1

e−λk+1(2bk−2x) se ak−1 < x < bk−1

1 se x≥bk−1

(1.5)

De (1.2), (1.4) e (1.5) resulta que

(17)

P(Dk+1 = 0|ak, bk) =E(P(Dk+1= 0|ak, bk, Xk+1ak+1))

= Z +∞

−∞

fXak+1

k+1 |ak,bk(x)P(Dk+1 = 0|ak, bk, x)dx

= Z +∞

−∞

fXak+1

k+1 |ak(x)P(Dk+1= 0|ak, bk, x)dx

= Z ak

−∞

fXak+1

k+1 |ak(x)e(−λk+1(2bk−2ak))dx +

Z bk

ak

fXak+1

k+1 |ak(x)e(−λk+1(2bk−2x))dx +

Z +∞

bk

fXak+1

k+1 |ak(x)dx=e(−λk+1(2Dk)) Z ak

−∞

fXak+1

k+1 |ak(x)dx +

Z bk

ak

fXak+1

k+1 |ak(x)e(−λk+1(2bk−2x))dx+ Z +∞

bk

fXak+1

k+1 |ak(x)dx.

portanto, P(Dk+1= 0|ak, bk) =e−2λk+1Dk(1 +λk+1Dk).

Proposição 2 P(Dk= 0)≤P(Dk+1= 0) para todo k≥1.

Demonstração: Do cálculo de P(Dk+1= 0) a partir do condicionamento emDk, tem-se

P(Dk+1 = 0) =E(P(Dk+1 = 0|Dk))

=P(Dk= 0)·P(Dk+1= 0|Dk= 0) +P(Dk6= 0)·P(Dk+1= 0|Dk6= 0)

=P(Dk= 0) +P(Dk6= 0)·P(Dk+1= 0|Dk6= 0)

≥ P(Dk= 0).

Proposição 3 Seja Xk+1ξk+1 a posição do ancestral de ξk em Xk+1, então E(Xk+1ξk+1k) =ξk.

Demonstração: O resultado segue diretamente da proposição 1, pois da lei condicional dada em (1.2), segue-se

E(Xk+1ξk+1k) = Z ξk

−∞

k+1e−2λk+1ξkek+1xdx

+ Z

ξk

k+1ek+1ξke−2λk+1xdx=ξk.

(18)

1.2. APUFIP - PROCESSOS DEFINIDOS EM R 7

Proposição 4 Seja(Xk)k≥1uma sequência de processos pontuais de Poisson (independentes) definidos emR, com a1 e b1 escolhidos arbitrariamente em X1, então E(Dk+1) =E(Dk) =D1, (k≥1).

Demonstração: Do fato dea1eb1 serem escolhidos de maneira determinística, tem-seE(D1) = E(X1b1−X1a1) =b1−a1 =D1.

Pela independência dos(Xk)k≥1 e da proposição3, seguem-se as respectivas igualdades em cada um dos termos

E(Xk+1bk+1|ak, bk) =E(Xk+1bk+1|bk) =bk; E(Xk+1ak+1|ak, bk) =E(Xk+1ak+1|ak) =ak. Assim, para todo k≥1 tem-se que

E(Dk+1) =E(E(Dk+1|ak, bk))

=E(E(Xk+1bk+1−Xk+1ak+1|ak, bk))

=E(E(Xk+1bk+1|ak, bk))−E(E(Xk+1ak+1|ak, bk))

=E(E(Xk+1bk+1|bk))−E(E(Xk+1ak+1|ak,))

=E(bk)−E(ak) =E(bk−ak) =E(Dk).

Segue-se que E(Dk) =E(D1) =D1, para todo k≥1.

Teorema 1 Seja(Xk)k≥1 uma sequência de processos pontuais de Poisson independentes definidos emRtais queλké a taxa de Xk. Selim inf

k→∞ λk= 0; então, quase certamente, o algoritmoAconstrói uma APUFIP.

Demonstração: Tomando o valor esperado em (1.3), segue-se que

P(Dk+1= 0) =E(P(Dk+1= 0|ak, bk))

=E

e−2λk+1Dk[1 +λk+1Dk]

≥E

e−2λk+1Dk

≥e−2λk+1E(Dk)=e−2λk+1D1.

(19)

Pela proposição 2 tem-se que P(Dk) é uma sequência não decrescente, donde resulta que

1≥ lim

k→∞

P(Dk= 0) = lim sup

k→∞

P(Dk= 0)

≥lim sup

k→∞

e−2λk+1D1 =e−2 lim inf

k→∞ λk+1D1

= 1.

1.2.1 Critérios para Determinação da APUFIP como Função da Sequência de Taxas.

Do resultado estabelecido na equação (1.3), vemos que para todo k≥1, a probabilidade condi- cional de coalescência nak-ésima “iteração” decai com o aumento da taxa λk+1 para qualquer valor positivo fixado u de Dk. O Teorema 1 dá uma condição suficiente da sequência de taxas (λk)k≥1 para a existência de um grafo conectado, sem ciclos e com um únco fim. É possível obter uma outra condição sobre as taxas e obter o mesmo resultado do teorema1? Há uma sequência de taxas para a qual o grafo não é conectado? É possível obter limites inferiores para a probabilidade que o grafo seja não conectado?

As respostas para estas três questões serão dadas no teorema 2, teorema 3 e corolário1. Para qualquer k≥1, sejaG:R+×N→[0,1]definida da seguinte maneira.

G(λk+1, k) :=P(ak+1 =bk+1|Dk6= 0) = Z

0+

e−2λk+1u(1 +λk+1u)fDk(u)du

se, e somente se,

P(ak+1 6=bk+1|Dk6= 0) = 1− Z

0+

e−2λk+1u(1 +λk+1u)fDk(u)du

Os eventos relacionados a não-coalescência entre os ancestrais dea1eb1em cada um dos estágios, ponderados pela distribuição da distância da “geração” passada, são independentes. Portanto, a probabilidade de não termos a coalescência entre os ancestrais de a1 e b1, e portanto que o grafo seja não conectado, é dada por:

(20)

1.2. APUFIP - PROCESSOS DEFINIDOS EM R 9

h

1−e−2λ2D1(1 +λ2D1)iY

k=2

1−

Z

0+

e−2λk+1u(1 +λk+1u)fDk(u)du

Para todok≥1,G(λk+1, k)é uma função contínua para todoλk+1 ∈R+. Além disso,G(λk+1= 0, k) = 1 e G(λk+1=∞, k) = 0, portanto, para todo zk∈(0,1), existe G(λk+1, k) =zk.

Teorema 2 SeG(λk+1, k)> 1k, então com probabilidade um, algoritmoAgera uma APUFIP cujos vértices são todos os pontos dos processos(Xk)k≥1.

Demonstração:

P(∀k ak6=bk |D16= 0) =

h1−e−2λ2D1(1 +λ2D1)iY

k=2

1−

Z

0+

e−2λk+1u(1 +λk+1u)fDk(u)du

Y

k=2

1−1

k

= 0 ⇒ P(existe no; ∀n > n0 an=bn|D16= 0) = 1

Teorema 3 Se G(λk+1, k) < e1k, então há uma probabilidade positiva que o algoritmo A gere um grafo não conectado e sem ciclos.

Demonstração:

P(∀k ak6=bk|D1 6= 0) =

(21)

h

1−e−2λ2D1(1 +λ2D1)iY

k=2

1−

Z

0+

e−2λk+1u(1 +λk+1u)fDk(u)du

>

h

1−e−2λ2D1(1 +λ2D1)iY

k=2

1− 1

ek

Corolário 1 Para qualquer p∈ (0,1) é sempre possível obter uma sequência de taxas (λk)k≥1 tal que a probabilidade de não existência de uma APUFIP é maior do que p.

Demonstração: Para qualquer p∈(0,1), existe uma sequência (zk)k≥1 que satisfaz:

Y

k=1

(1−ak) =p

Assim, se G(λk+1)< zk e

1−e−2λ2D1(1 +λ2D1)

< z1, então:

P(∀k ak6=bk|D1 6= 0) =h

1−e−2λ2D1(1 +λ2D1)iY

k=2

(1−G(λk+1)) >

Y

k=1

(1−zk) =p

1.3 APUFIP - Processos Definidos em Rd, d≥2

Apresentaremos nesta secção a construção da APUFIP quando os processos (Xk)k≥1 estiverem definidos em Rd, para d≥ 2 e λk = (α)k, em que α ∈(0,1). Em comparação ao problema de se determinar a construção da APUFIP descrita na secção 1.2, as principais dificuldades que surgem agora são:

(22)

1.3. APUFIP - PROCESSOS DEFINIDOS EM RD, D≥2 11 1. Não há uma "expressão fechada" para P(Dk+1 = 0|ak, bk), diferentemente do que ocorre

em (1.3).

2. A distribuiçãoDk não tem mais a propriedade descrita na proposição 4.

A obtenção de uma cota inferior para a probabilidade condicional de coalescência, P(Dk+1 = 0|ak, bk), será a alternativa ao resultado apresentado na equação (1.3). Quanto ao segundo item, consideraremos uma reescala determinística do processo Dk, de tal forma que no novo processo cujas distâncias serão denotadas por dk, ter-se-á a seguinte característica: se ak e bk estiverem

"suficientemente distantes", dk > Ld = f(α, β, d), então E(dk+1|dk) < βdk. A partir disto, o teorema 11 garantirá que dk ≤ Ld para infinitos k. Este fato e a condição dada no lema 6, que estabelece um limitante inferior positivo para o limite da probabilidade condicional de coalescência, serão suficientes para demonstrar a existência da APUFIP para processos definidos em Rd.

Observação 2 Conforme será mostrado em (1.9), Ld é um valor constante que dependerá: da razão de decaimento α das taxas dos processos, da dimensão d em que processos estão definidos e do valor β que está relacionado ao "drift" médio do processo reescalado dk. Como α e β poderão ser escolhidos "a priori" satisfazendo (1.9) para qualquer sequência (Xk)k≥1, indicaremos apenas o

"índice" dem Ld.

Determinaremos uma cota inferior para a probabilidade de coalescência, lema 4, a partir do condicionamento dado em (1.6), em que Raak+1k é a distribuição da distância entre um ponto ak de Xk e o seu ancestralak+1 deXk+1 e cuja densidade é dada no lema 3.

P(Dk+1 = 0|ak, bk) =E(P(Dk+1 = 0|ak, bk, Raak+1k )) (1.6) Lema 3 Para todo k ≥ 1, (Raak+1k )d ∼ Exp(λk+1vd(1)), em que vd(1) é o volume da bola d- dimensional de raio unitário.

(23)

ak

ak+1 Dk bk

Raak+1k

Raakk+1+Dk

Figura 1.2: Região que determina a coalescência entre os ancestrais deak ebk em função da distribuição da distânciaRaakk+1 eDk.

Demonstração: Para todor >0, tem-se que Raak+1k > r se, e somente se, n

(Raak+1k )d> rdo

, então P(Raak+1k > r) =P((Raak+1k )d> rd) =e(−λk+1vd(1)rd), portanto fRak+1

ak (r) =dλk+1vd(1)rd−1e(−λk+1vd(1)rd)1(r≥0).

Observação 3 Para qualquer Raak+1k = r > 0, se não houver nenhum ponto de Xk+1 na região hachurada na figura 1.2, então necessariamente ak+1 é o ponto mais próximo de ak e bk, determi- nando a coalescência destes últimos em Xk+1.

(24)

1.3. APUFIP - PROCESSOS DEFINIDOS EM RD, D≥2 13 Lema 4 (Cota Inferior para a Probabilidade Condicional de Coalescência )

P(Dk+1= 0|Dk) =P(ak+1=bk+1|Dk)≥e(−λk+1Dkdvd(1))+ Xd−1

j=1

d−1 j

d

−Dkvd(1)1dj

λk+11dλk+1jd Z

(λk+1Dkdvd(1))1d e(−wd)wd−1−jdw Demonstração: Ver apêndiceB.1.

Apesar da dificuldade citada no item 2, isto é, que não se tem mais que ∀k≥ 1 E(Dk) = D1, pode-se obter um limitante superior paraE(Dk+1|Dk)o qual depende deDkk+1a partir de (1.7) e do corolário2.

Dk+1|Dk ≤Dk+Raak+1k +Rbbk+1

k (1.7)

Corolário 2 Para todo k≥1,

E(Raak+1k ) = 1

k+1vd(1))1dΓ

1 + 1 d

Demonstração: Do lema 3, comu=λk+1vd(1)xd, segue-se que

E(Raak+1k ) = Z

0

P(Raakk+1 > x)dx= Z

0

e(−λk+1vd(1)xd)dx=

1 d(λk+1vd(1))1d

Z

0

e(−u)u 1 d−1

!

du= 1

d(λk+1vd(1))d1Γ 1

d

=

1 (λk+1vd(1))1d

Γ

1 +1 d

Disto tem-se que

(25)

E(Dk+1|Dk)≤Dk+ 1

k+1)1dc(d) em que c(d) = 2Γ 1 +1d (vd(1))1d

Para todo k ≥ 2, considere o seguinte reescalonamento para as distâncias entre os k-ésimos ancestrais de a1 e b1.

dk:= (α)kdDk α∈(0,1). (1.8)

Assim, tem-se que para

Ld= c(d)

β−(α)1d =

2Γ(1+1d)

(vd(1))1d

β−(α)1d em que β ∈(α1d,1), (1.9)

E(dk+1|dk)< βdk sempre quedk∈(Ld,∞). (1.10) 1. Ld é uma constante positiva, e como falado anteriormente, depende: da dimensão dem que os processos estão definidos, da razão α de decaimento das taxas dos processos e do valor β dado em (1.9) e (1.10) associado a "deriva média" do processo reescaladodk (1.8).

2. De (1.10), tem-se que a "deriva média" de dk+1 em relação a dk é pelo menos (1−β), se dk ∈(Ld,∞).

3. Para uma dada dimensão d, para que se possa estalecer uma "deriva" de pelo menos 1−β, quanto maior forα, maior será o valor deLd.

4. Se dk∈[0,Ld],então Dk

"

0, Ld

(α)kd

# . 5. {dk= 0} ⇔ {Dk= 0} ∀k≥2.

Observação 4 Do teorema 11 dado no apêndice C, pode-se estabelecer que para todo k≥ 1,a va- riável dk na qual se mede a distância escalonada entre os k-ésimos ancestrais de a1 e b1 sempre

(26)

1.3. APUFIP - PROCESSOS DEFINIDOS EM RD, D≥2 15 assumirá um valor menor ou igual que Ld num tempo finito.

Observação 5 Os comentários sobre a distribuição Dk se estendem a dk, uma vez que dk é sim- plesmente uma reescala determinística de Dk.

Lema 5 Se L≥l, então para todok≥1

P(Dk+1 = 0|Dk=L)≤P(Dk+1= 0|Dk=l)

Demonstração: Sejam ak, bk, ak e bk pontos de Xk definido em Rd tais que L = |ak−bk| e l=|ak−bk|.

Podemos considerar, pelas propriedades de invariância por rotação e translação do processo de Poisson, os quatro pontos sobre a mesma reta de um plano π ⊂ R2, com ak e ak sobre a mesma posição. Seja ξk+1ak,bk o ancestral comum de ak e bk em Xk+1, isto é, ak e bk pertencem a Célula de Voronoi deξak+1k,bk, implicando portanto que ak e bk também pertencerão, ou seja, a coalescência de ak ebk implicará a coalescência entreak e bk.

Lema 6 (Limite inferior para a probabilidade condicional de coalescência)

k→+∞lim

P(dk+1= 0|dk∈[0,Ld])≥exp(−α(Ld)dvd(1)) =ǫ(α, β, d)>0

Demonstração: A prova deste lema é dada no apêndice B.2, sendo uma adaptação de [2].

Teorema 4 Seja(Xk)k≥1 uma sequência de processos pontuais de Poisson independentes definidos em Rd e λkk, α ∈ (0,1), a taxa de Xk. Então quase certamente algoritomo A constrói uma APUFIP consistindo dos pontos de todos os processos.

Demonstração: Da observação 4 e do lema 6, segue-se que há infinitos instantes nos quais a probabilidade de coalescência entre os k-ésimos ancestrais dea1 e b1 é uniformemente limitada por baixo, implicando o resultado.

(27)
(28)

Capítulo 2

APUF - Processo de Poisson Definido em R .

Consideraremos neste capítulo a construção de uma árvore de um único fim cujos vértices são todos os pontos de um único processo pontual de Poisson X0 de taxaλ. Designaremos daqui em diante tal grafo por APUF. Para tanto, seja a partição dos pontos de X0 dada na definição2.

Definição 2 Sejam B(ξ, r) bola centrada em ξ de raior e {tk}k≥1 uma sequência decrescente com t1 =∞. Um ponto ξ do processo pontual de Poisson(X0) será do tipo k, k≥1 se:

N(B(ξ, tk+1)) = 0 e N(B(ξ, tk)−B(ξ, tk+1))≥1. (2.1)

Ademais, consideremos que a sequência(tk)k≥1 é tal que:

k→∞lim tk+1

tk = 0 (2.2)

Definição 3 (Ponto Típico) Um pontoξ é dito típico do tipo k, se:

N(B(ξ, tk+1)) = 0 e N(B(ξ, tk))−N(B(ξ, tk+1)) = 1. (2.3)

Um ponto do tipo k é não típico, se e somente se, ocorrerem um ou mais "pontos extras" em um dos intervalos de comprimento∆tk:=tk−tk+1 determinados pelo ponto típico.

17

(29)

P(ξ ser não típico |ξ é do tipok) = P(ξ ser não típico e ξ é do tipo k) P(ξ é do tipo k)

e−2λtk+1 1−e−2λ∆tk−e−2λ∆tk2λ∆tk

e−2λtk+1(1−e−2λ∆tk) = 1−e−2λ∆tk2λ∆tk 1−e−2λ∆tk ≤ 1−e−2λ∆tk2λ∆tk

2λ∆tk

= 1−e−2λ∆tk ≤2λ∆tk (2.4)

Observação 6 Tem-se da equação (2.4) que a probabilidade de um ponto do tipok ser não típico, é da ordem de ∆tk. Pode-se com isso fazer com que a densidade de tais pontos seja tão pequena quanto desejarmos, uma vez que a sequência dos tk é decrescente.

Observação 7 Os pontos típicos do tipo kocorrem como pares de pontos cuja distância entre eles está entre tk+1 e tk, e são tão menos densos, quanto maior for o valor de k.

Observação 8 A partir da desigualdade (2.4) é razoável esperar que dado um ponto do tipo k, o ponto mais próximo a ele seja típico e também do tipo k. Tal configuração é tanto mais provável, quanto maior for k.

Lema 7 (Pontos Típicos com Vizinhança Simétrica) Seja Vδ(k)x o evento que representa a existência de uma vizinhança simétrica de raio δ(k) := tk+tk+1 em torno de um ponto x de um par de pontos típicos do tipo k, isto é, considerando-se um ponto do par de pontos típicos, não haja outros pontos do processo, exceto o outro ponto formador do par. Então, ∀k≥1:

P(Vδ(k)x)≥exp(−2λδ(k)) ⇔ P( ¯Vδ(k)x)≤2λδ(k) (2.5)

Convencionaremos que pontos do mesmo tipo pertencerão a uma mesma geração. Assim, os pontos do processo pontual de Poisson serão particionados numa "sucessão de gerações", em que o ancestral de um ponto ξk da geração k, será o ponto mais próximo a ele da(k+ 1)-ésima geração.

Definição 4 (Algoritmo de Construção) Da partição dada na definição 2 dos pontos do pro- cesso pontual de Poisson, definiremos para todo k ≥ 1, o algoritmo B de construção do grafo aleatório cujos vértices são todos os pontos de X0 e cada elo é formado por ξk ∈ Xk e o seu ancestral ξk+1∈Xk+1.

(30)

19 Para mostrarmos que o algoritmo B gera uma árvore, é necessário verificarmos que o grafo resultante é conexo e sem ciclos. A não existência de ciclos é evidente; pois para haver ciclos, um ponto de uma geração j, teria que ter um ancestral numa geração k : k < j, mas isto é absurdo pela definição do algoritmo B de construção do grafo. Resta mostrar a conexidade; isto é, dados dois pontos quaisquer, há sempre um caminho entre eles. Para isto, analogamente ao descrito na seção 1.1, é suficiente mostrar que tais pontos sempre apresentam um ancestral comum, ficando assim provado mais até do que a conexidade, mais também a existência de um único fim.

Lema 8 (Ancestrais Típicos) Sejam a1 um ponto qualquer da geração inicial e (ak)k≥2 a se- quência dos ancestrais de a1. Se

X

k=2

∆tk<∞, então existe k1 suficientemente grande tal que ak é ponto típico, para todo k≥k1.

Demonstração: Da equação (2.4) segue-se que:

P(ak é não típico) =P(ak é não típico|ak é do tipo k)≤2λ∆tk

X

k=2

P(ak é não típico)≤ X

k=2

2λ∆tk<∞ ⇒

P(existir infinitos ancestrais não típicos dea1) = 0 (2.6)

Do lema 8 segue-se que escolhido um ponto em uma geração qualquer, a partir de uma certa geração, todos os seus ancestrais serão pontos típicos.

Lema 9 (Ancestrais Típicos e de Vizinhança Simétrica) Se X

k=2

δ(k) < ∞, então existe k2 suficientemente grande, tal que para todo k ≥ k2, ak é ponto típico do tipo k, e numa região centrada emak de raioδk não há outro ponto do processo, exceto o outro ponto formador do par de pontos típicos.

(31)

Demonstração: A condição X

k=2

δ(k)<∞implica X

k=2

∆tk <∞, e portanto a exitência de um número finito de ancestros não típicos. De (2.5) e do lema 8, tem-se que:

X

k=2

P( ¯Vδ(k)x)≤

kX1−1

k=2

P( ¯Vδ(k)x) + X

k=k1

2λδ(k)<∞ ⇒ P( ¯Vδ(k)x i.v) = 0

Observação 9 A partir de agora, quando nos referirmos a um ponto do tipo kna linha de sucessão de um ponto escolhido arbitrariamente na "geração inicial", estaremos admitindo ser típico e admitir uma vizinhança simétrica de raio δ(k).

Sejamxk+1 exk+1 dois pontos consecutivos do tipok+ 1, tais quexk+1< xk+1comxk+1 sendo o ponto mais próximo de xk+1 à sua direita, à exceção do outro ponto formador do par de pontos típicos do tipok+ 1comxk+1, o qual já sabemos estar distante entre tk+2 e tk+1 de xk+1.

Qual seria então a lei que mede a distância dk+1,k+1 entrexk+1 e xk+1? Sem perda de genera- lidade, considere a sequência de pontos ordenados do processo pontual de Poisson xk+1 = ξk+10 <

ξ1 < ξ2< ... < ξN

k+1,k+1

k+1 =xk+1 e variáveis aleatórias Yi, i∈n

1, ..., Nk+1,k+1 o

tais que:

1. N(xk+1+δ(k+ 1), ξ1] = 1 e N(ξi−1, ξi) = 0 ∀i∈n

2, ..., Nk+1,k+1 o 2. Y11− xk+1+δ(k+ 1)

e Yii−ξi−1, i∈n

2, ..., Nk+1,k+1 o 3. Nk+1,k+1 :=

n≥1inf :ξn=xk+1, xk+1k0

Uma primeira tentativa para se determinar a lei da distância entre xk+1 e xk+1 seria uma soma aleatória de variáveis exponenciais com um número geométrico de termos. Acontece que o número de termos não é exatamente geométrico, poisξi ser do tipok+ 1dependerá não somente detk+2<

Yi+1≤tk+1, mas também de Yi > tk+2 para todoi∈2, ..., Nk+1,k+1 , pois seYi =|ξi−ξi−1| ≤tk+2, tem-se que P(ξi 6=xk+1) = 1.

Porxk+1 admitir uma vizinhança simétrica de raioδ(k+ 1) :=tk+1+tk+2, temos queP(N[ξ1− tk+2, ξ1) = 0) = 1, ou seja,ξ1 ser do tipok+ 1é dado apenas em função detk+2 < Y2 ≤tk+1.

Acontece que ∀i≥1, P(Yi > tk+1) =e−λtk+1, ou seja, com alta probabilidade, o "rótulo" deξi dependerá apenas de Yi+1, sendo portanto independente deξi−1. Logo, para todo i≥1.

(32)

21

P(ξi ser do tipo k+1|Yi−1> tk+1) =P(Yi+1∈(tk+2, tk+1]) = e−λtk+2(1−e−λ(tk+1−tk+2)) =e−λtk+2−e−λtk+1

(2.7)

Para todo j≥1, sejam

1. Ej;k+1,k+1:={Y2 > tk+1, ..., Yj > tk+1, tk+2< Yj+1≤tk+1} 2. Nk+1,k+1:=

j≥1inf :ξj =xk+1, Y2 > tk+1, ..., Yj > tk+1, ξ0 =xk+1

ou seja, Ej;k+1,k+1 é o evento queξj é o primeiro ponto do tipok+ 1à direita do par de pontos típicos ao qual xk+1 pertence e as distâncias entre todos os pares de pontos consecutivos entre xk+1+δ(k+ 1)e ξj são superiores atk+1. Esta última condição, implica que o rótulo de ξj ser do tipok+ 1é determinado tão somente pelo fato deξj+1∈(ξj+tk+2, ξj+tk+2+tk+1]. Nk+1,k+1 é a variável aleatória que representa o número de pontos do processo até a ocorrência do primeiro ponto do tipok+ 1, nas configurações cujas distâncias entre os pontos compreendidos entrexk+1+δ(k+ 1) a xk+1 é sempre superior a tk+1 .

Da definição de Ej;k+1,k+1, seguem-se que:

1. Ei;k+1,k+1∩Ej;k+1,k+1=∅ para todoi6=j.

2. Para todoj≥1,P(Ej;k+1,k+1) = e−λtk+1j−1

e−λtk+2−e−λtk+1 .

Seja αk+1 a probabilidade de ocorrer algum Ej,k+1,k+1 tem-se da condição dada em (2.2) sobre a sequência(tk)k≥1, que:

αk+1 :=P

 [

j=1

Ej;k+1,k+1

= X

j=1

P(Ej;k+1,k+1) = X

j=1

e−λtk+1j−1

e−λtk+2−e−λtk+1

=

e−λtk+2−e−λtk+1

1−e−λtk+1 = λtk+1−λtk+2+o(tk+2) +o(tk+1) λtk+1+o(tk+1) ⇒

(33)

k→∞limαk+1 = lim

k→∞

P

 [

j=1

Ej;k+1,k+1

= 1− lim

k→∞

tk+2

tk+1 = 1 (2.8)

Lema 10 (Distribuição de Nk+1,k+1)

Nk+1,k+1∼Geo(pk+1,k+1 = 1−e−λtk+1)

Demonstração: tem-se que:

P(Nk+1,k+1 =j) =P(Ej;k+1,k+1| [

i=1

Ei;k+1,k+1) =

P Ej;k+1,k+1∩ [

i=1

Ei;k+1,k+1

!!

P [

i=1

Ei;k+1,k+1

! = P(Ej;k+1,k+1) X

i=1

P(Ei;k+1,k+1)

= (e−λtk+1)j−1(1−e−λtk+1)

Sejam d˜k+1,k+1:=δ(k+ 1) +

Nk+1,k+1

X

i=1

Yi e dk+1,k+1=|xk+1−xk+1|, então:

Corolário 3 (Distância entre pontos típicos adjacentes do tipo k+1, dk+1,k+1)

dk+1,k+1=





k+1,k+1 com probabilidade αk+1 Gk+1,k+1 com probabilidade 1−αk+1

Observação 10 Do corolário3, segue-se que com alta probabilidade,αk+1, a lei da distância entre pontos consecutivos do tipo k+ 1 é dada pord˜k+1,k+1.

Observação 11 Em d˜k+1,k+1 =δ(k+ 1) +

Nk+1,k+1

X

i=1

Yi tem-se que:

k→∞limδ(k+ 1) = lim

k→∞(tk+1+tk+2) = 0

(34)

23 Com isso, resulta que:

k+1,k+1 ≈d¯k+1,k+1 :=

Nk+1,k+1

X

i=1

Yi quando k→∞ (2.9)

A partir do resultado estabelecido em (2.9), tem-se uma aproximação assintótica para d˜k+1,k+1 dada por d¯k+1,k+1. Por outro lado, de (2.8) segue-se que para k suficientemente grande, com alta probabilidadedk+1,k+1 = ˜dk+1,k+1.

Lema 11 (Soma Geométrica de Exponenciais iid) SejamNk+1,k+1,Yi epk+1,k+1como definidos anteriormente, então:

k+1,k+1=

Nk+1,k+1

X

i=1

Yi ∼Geo(λpk+1,k+1 =λh

1−e−λtk+1i )

Demonstração: sejaMd¯k+1,k+1(t) a função geradora de momentos ded¯k+1,k+1 em t.

Md¯k+1,k+1(t) =E(et.d¯k+1,k+1) =E

exp

t

Nk+1,k+1

X

i=1

Yi

=E

E

exp

t

Nk+1,k+1

X

i=1

Yi

|Nk+1,k+1

Acontece que:

E

exp

t

Nk+1,k+1

X

i=1

Yi

|Nk+1,k+1 =n

=E exp t Xn

i=1

Yi

!!

=E( Yn

i=1

exp(tYi)) =

Yn

i=1

Eexp(tYi) = Yn

i=1

MYi(t) = λ

λ−t n

⇒ E

exp

t

Nk+1,k+1

X

i=1

Yi

|Nk+1,k+1

=

λ λ−t

Nk+1,k+1

⇒ Md¯k+1,k+1(t) =E λ

λ−t

Nk+1,k+1

= X

n=1

λ λ−t

n

pk+1,k+1(1−pk+1,k+1)n−1 =

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