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***III RELATÓRIO. 23 de Abril de 1999 A4-0224/99

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DOC_PT\RR\377\377175.ibm PE 229.839/def.

23 de Abril de 1999 A4-0224/99

***III

RELATÓRIO

sobre o projecto comum, aprovado pelo Comité de Conciliação, de directiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa a certos aspectos da venda de bens de consumo e das garantias a ela relativas (3604/99 - C4-0171/99 - 96/0161(COD))

Delegação do Parlamento Europeu ao Comité de Conciliação

Relatora: Deputada Annemarie Kuhn

(2)

Í N D I C E Página

Página regulamentar 3

A. PROJECTO DE DECISÃO 4

B. EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS 5

(3)

PÁGINA REGULAMENTAR

Na sessão de 10 de Março de 1998, o Parlamento emitiu parecer, em primeira leitura, sobre a proposta de directiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa a certos aspectos da venda de bens de consumo e das garantias a ela relativas.

Na sessão de 9 de Outubro de 1998, o Presidente do Parlamento Europeu comunicou ter recebido a posição comum, que enviou à Comissão do Meio Ambiente, da Saúde Pública e da Defesa do Consumidor.

Na sessão de 17 de Dezembro de 1998, o Parlamento aprovou alterações à posição comum.

Por carta de 10 de Fevereiro de 1999, o Conselho comunicou não lhe ser possível aprovar todas as alterações do Parlamento.

O Presidente do Conselho, em concordância com o Presidente do Parlamento, convocou uma reunião do Comité de Conciliação em 18 de Março de 1999.

Na mesma reunião, o Comité de Conciliação procedeu à apreciação da posição comum, com base nas alterações propostas pelo Parlamento.

Na mesma reunião, o Comité chegou a acordo sobre um projecto comum.

Em conformidade com o disposto no nº 6 do Acordo Interinstitucional de 25 de Outubro de 1993, sobre as Regras para o Desenrolar dos Trabalhos do Comité de Conciliação, em 13 de Abril de 1999 os co-presidentes verificaram a aprovação do projecto comum, tendo-o enviado, em todas as línguas oficiais, ao Parlamento e ao Conselho.

Na sua reunião de 19 de Abril de 1999, a delegação do Parlamento ao Comité de Conciliação aprovou o projecto de decisão por 11 votos a favor e 1 abstenção.

Participaram na votação os seguintes Deputados: Fontaine, presidente; Verde I Aldea e Imbeni, vice-presidentes; Kuhn, relatora; K. Collins, Hulthén, Jackson, Kestelijn-Sierens, Lehne, Oomen-Ruijten, Roth-Behrendt (em substituição de Whitehead) e Schleicher (em substituição de Grossetête).

O relatório foi entregue em 23 de Abril de 1999.

(4)

A

PROJECTO DE DECISÃO

Decisão referente ao projecto comum, aprovado pelo Comité de Conciliação, de directiva do Parlamento Europeu e do Conselho relativa a certos aspectos da venda de bens de consumo e das garantias a ela relativas (3604/99 - C4-0171/99 - 96/0161(COD))

(Processo de co-decisão: terceira leitura) O Parlamento Europeu,

- Tendo em conta o projecto comum aprovado pelo Comité de Conciliação (3604/99 - C4-0171/99 - 96/0161(COD),

- Tendo em conta o parecer que emitiu em primeira

leitura(

) sobre a proposta da Comissão ao Parlamento Europeu e ao Conselho COM(95)0520 e COM(98)0217(

),

- Tendo em conta a sua decisão referente à posição comum(),

- Tendo em conta o parecer da Comissão sobre as alterações do Parlamento à posição comum (COM(99)0016 - C4-0042/99),

- Tendo em conta o nº 5 do artigo 189º-B do Tratado CE, - Tendo em conta o nº 2 do artigo 77º do seu Regimento,

- Tendo em conta o relatório da sua delegação ao Comité de Conciliação (A4-0000/99), 1. Aprova o projecto comum;

2. Encarrega o seu Presidente de assinar o acto em questão, conjuntamente com o Presidente do Conselho, nos termos do nº 1 do artigo 191º do Tratado CE;

3. Encarrega o seu Secretário-Geral de assinar o referido acto pelo que respeita ao âmbito das suas competências e de, em concordância com o Secretário-Geral do Conselho, proceder à respectiva publicação no Jornal Oficial;

4. Encarrega o seu Presidente de transmitir a presente decisão ao Conselho e à Comissão.

() sobre a proposta da Comissão ao Parlamento Europeu e ao Conselho COM(95)0520 e COM(98)0217() JO C 104 de 6.4.1998, p. 30.

(),) JO C 307 de 16.10.1996, p. 8; JO C 148 de 14.5.1998, p. 12.

(5)

B

EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS

CONTEXTO

Em Junho de 1996, a Comissão apresentou uma proposta de directiva relativa à venda e às garantias dos bens de consumo, tal como solicitado pelo Parlamento na sua resolução sobre o Livro Verde relativo às garantias dos bens de consumo e aos serviços pós-venda (COM(93)0509). A proposta tinha por objectivo introduzir uma harmonização mínima das legislações nacionais em matéria de garantia legal.

Em primeira leitura, o Parlamento Europeu aprovou 40 alterações à proposta da Comissão. Na sua Posição Comum de 24 de Setembro de 1998, o Conselho rejeitou 22 das 40 alterações apresentadas pelo Parlamento. Não obstante, o Parlamento acolheu favoravelmente a Posição Comum do Conselho enquanto importante etapa rumo à concretização do mercado interno dos consumidores. No tocante a alguns aspectos fulcrais da directiva proposta, nomeadamente a duração do prazo de garantia de dois anos e a inversão do ónus da prova durante os primeiros seis meses, foi alcançado um acordo entre o Conselho e o Parlamento.

Em 17 de Dezembro de 1998, o Parlamento Europeu aprovou 14 alterações à posição comum:

- alteração 1, que adita o artigo 129ºA do Tratado como base jurídica da directiva;

- alteração 3, que clarifica a redacção do considerando 7, relativo à presunção de conformidade e às expectativas dos consumidores;

- alteração 5, que adita um novo considerando relativo à obrigação de fornecer aos consumidores os endereços de contacto dos fabricantes quando os bens sejam vendidos em vários Estados-Membros;

- alteração 11, que visa igualmente a inclusão, no nº 4 do artigo 1º, relativo ao âmbito de aplicação da directiva, dos contratos em que o consumidor forneça uma parte substancial dos materiais;

- alteração 12, que visa suprimir da definição de presunção de conformidade, no nº 2 do artigo 2º, uma derrogação aplicável a situações em que as circunstâncias demonstrem "que o consumidor não teve em conta as explicações do vendedor";

- alteração 15, que inclui igualmente no nº 5 do artigo 2º, relativo à definição da falta de conformidade, os casos em que se observem incorrecções nas instruções de montagem;

- alteração 33, que adita ao nº 3 do artigo 3º, relativo aos direitos do consumidor, uma referência ao considerando 14 sobre os produtos em segunda mão;

- alteração 18, que adita ao artigo 3º, relativo aos direitos do consumidor, um novo número, que estabelece caber ao vendedor suportar todos os encargos inerentes à reparação do bem em questão;

- alteração 19, que suprime no artigo 4º, relativo ao direito de regresso do vendedor, a excepção prevista para os casos em que o vendedor tenha renunciado a esse direito;

- alteração 34, ao nº 1 do artigo 7º, que permite a exclusão de obras de arte, objectos de colecção e antiguidades do âmbito de aplicação da directiva;

- alteração 25, que adita um novo artigo 8º bis, relativo à informação do consumidor;

- alteração 26, que prevê a inclusão desta directiva na lista dos recursos em matéria de protecção dos interesses dos consumidores;

- alteração 27, que adita um novo artigo 8º quater, relativo às vias de recurso e reclamações;

- alteração 28, que reduz, de três para dois anos, o prazo de transposição desta directiva.

(6)

PROCESSO DE CONCERTAÇÃO

O processo de concertação decorreu sem incidentes e de uma forma rápida, pois as três instituições reconheceram a importância de o concluir rapidamente, tendo sido alcançado um acordo após duas reuniões tripartidas.

No caso de 12 das 14 alterações, o texto do PE foi aceite na íntegra ou foi adoptado um texto de compromisso que está muito próximo da alteração original do Parlamento; as duas alterações restantes (33 e 34) foram retiradas face à oposição unânime do Conselho.

As principais melhorias, do ponto de vista do consumidor, obtidas pela delegação do PE são:

- a obrigação de fornecer aos consumidores os endereços de contacto dos fabricantes quando os bens sejam vendidos em vários Estados-Membros;

- a inclusão, no âmbito de aplicação da directiva, dos contratos em que o consumidor forneça uma parte substancial dos materiais;

- a inclusão, na definição da falta de conformidade, dos casos em que se observem incorrecções nas instruções de montagem;

- inserção desta directiva na lista contida na Directiva 98/27/CE relativa às acções inibitórias em matéria de protecção dos interesses dos consumidores.

Foi decidido que o prazo de transposição da directiva para o direito nacional será o dia 1 de Janeiro de 2002, de forma a coincidir com a entrada em circulação das notas e moedas em euros.

CONCLUSÃO

A adopção da presente directiva constitui um passo importante no sentido da realização do mercado interno dos consumidores. A directiva prevê uma uniformização dos direitos legais dos consumidores em todos os Estados-Membros. Através do processo de concertação, o Parlamento Europeu melhorou significativamente o texto final da directiva. Em consequência, a delegação recomenda que o Parlamento adopte a directiva em conformidade com o projecto comum do Comité de Conciliação (cf. C4-0171/99).

Referências

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