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INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS
ECONOMY AND SOCIETY. Ro b e rt J. Ho lto n Lo nd o n: Ro utle d ge , 1 9 9 2 . 2 8 9 p .
Holton argu men ta qu e os arran jos políticos e cu ltu rais in flu en ciam o fu n cion amen to da vida econ ômica, n a mesma medida em qu e os fatores econ ômicos in flu en ciam a cu ltu ra e a política. Em segu ida, o au tor an alisa aspectos da h istória do pen samen to econ ômico e social, abarcan do desde o liberalismo econ ômico até as teorias mais recen tes sobre “imersão social da econ omia” e cu stos de tran sação. O livro traz u ma característica distin tiva ao in serir a an tropologia (cu ltu -ra) e a ciên cia política (poder e con flito) n o âmbito da sociologia econ ômica.
THE HANDBOOK OF ECONOMIC SOCIOLOGY. Ne il J. Sm e lse r e Ric hard Swe d b e rg ( e d ito re s) . Princ e to n: Princ e to n Unive rsity Pre ss, 1 9 9 4 . 8 3 5 p .
Este livro traz u m qu adro abran gen te da produ ção acadêmica n orte-american a em sociologia econ ômica. São apresen tados 31 temas qu e tratam, en tre ou tros, de cu ltu ra e econ omia, mercado como estruturas sociais, trabalho e lazer. Cada tema foi desenvolvido por destacados especialistas, tais como Oliver Williamson (custos de transação e teoria organizacional), James Coleman (escolha racional) e Mark Granovetter (grupos de negócios). A principal qualidade da obra é a de sistema-tizar, sem perder em profundidade analítica, o conhecimento alcançado pelos principais trabalhos de Sociologia Econômica e contribuir para a elaboração de novas linhas de pesquisa.
ECONOMICS AND SOCIOLOGY – REDEFINING THEIR BOUNDARIES: Conversations with Economists and Sociologists. Ric hard Swe d b e rg. Ne w Je rse y: Princ e to n Unive rsity Pre ss, 1 9 9 0 . 3 6 1 p .
O autor realiza entrevistas com o objetivo de promover a interlocução entre economistas e sociólogos e fazer com que os pontos de interseção entre os dois campos de conhecimento sejam repensados. Foram entrevistados os pioneiros na área de sociologia econômica, tais como K. Arrow, A. Hirschman e N. Smelser. Por ocuparem posição central e estratégica no debate atual, foram entrevistados G. Becker, J. Coleman, M. Granovetter e O. Williamson. Com o intuito de levantar questões sobre as novas intera-ções entre a sociologia e a economia, a obra finaliza com os entrevistados A. Sen e J. Elster.
A GRANDE TRANSFORMAÇÃO: AS ORIGENS DA NOSSA ÉPOCA.Karl Po lanyi. Rio de Jane iro : Campus, 2 0 0 0 . 3 4 9 p.
O foco cen tral dessa obra são as origen s econ ômicas e políticas do desmoron amen to de qu atro in stitu ições fu n damen tais do sécu lo XIX: o equ ilíbrio de poder en tre os países domin an tes, o padrão ou ro, o estado liberal e o mercado au to-regu lável. Utilizan do-se das con tribu ições da h istória, an tropologia e econ omia política, Polan yi mostra como o mercado se au ton omizou em relação às demais in stitu ições sociais, e as implicações sociais geradas por essa separação. O au tor con clu i qu e a modern a econ omia de mercado, ao tran sformar a terra, o trabalh o e o di-n h eiro em mercadoria, revela seu caráter destru tivo e domidi-n ador da sociedade.
SAÍDA, VOZ E LEALDADE: REAÇÕES AO DECLÍNIO DE FIRMAS, ORGANIZAÇÕES E ESTADOS. Alb e rt Hirsc hm an. São Paulo : Pe rsp e c tiva, 1 9 7 3 . 1 4 7 p .
O au tor tem por objetivo explicar como os in divídu os reagem às mu dan ças ou à deterioração do desempen h o das organ izações e do Estado. Para isso, Hirsch man propõe as categorias “saída” (mecan ismo de mercado), “voz” e “lealdade” (mecan ismos de n ão mercado), e expõe a din âmica segu n do a qu al esses mecan ismos, partícipes tan to de empresas qu an to de órgãos pú blicos, in te-ragem ou se exclu em. Sob esse en foqu e, o au tor in vestiga qu estões como: qu e in stitu ições ser-vem para aperfeiçoar as opções “saída” e “voz” como mecan ismos de recu peração; e se as in sti-tu ições qu e aperfeiçoam a opção saída são compatíveis com as qu e melh oram a opção voz.
SOCIOLOGIA ECONÔM ICA
Nas últimas duas décadas a sociologia econômica tem se mos-trado um campo promissor e em expansão. Alguns autores a definem como a aplicação de estruturas de referência, variá-veis e modelos sociológicos a atividades complexas relaciona-das à produção, distribuição, troca, consumo de bens e servi-ços escassos. O crescente interesse pela área se verifica em