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Leis que regem o Ensino Religioso.

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Leis que regem o Ensino Religioso.

Durante longo período da educação no Brasil, o Ensino Religioso foi compreendido ora como educação religiosa ora como catequese. É discriminado pela sua natureza eclesial e alvo de debates polêmicos.

O Ensino Religioso já foi utilizado pelo Estado em que havia interesse em formar cidadãos submissos, onde passou a ser considerado de especial valia para atingir esse objetivo, em diversos países.

Nos últimos dez anos, o Ensino Religioso no Brasil tem sido novamente alvo de debate, quanto à sua natureza e papel na escola, como disciplina regular do currículo. Hoje o esforço tem sido enviado no sentido de assegurá-lo como elemento normal do sistema escolar. Por isso, não deve ser entendido como Ensino de uma Religião, mas sim uma disciplina centrada na antropologia religiosa.

Situação na década: 1986 - 1996:

Acentua-se na Escola o processo de rupturas com as concepções vigentes de educação pela dimensão da crise cultural que se instaura em todos os aspectos da sociedade.

A Constituição Federal em vigor, promulgada em 1988, garante através do artigo 210, Parágrafo 1º do Capítulo III da Ordem Social, o Ensino Religioso nos seguintes termos: " O Ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental."

Em todo país há grandes esforços pela renovação do conceito de ensino religioso, da sua prática pedagógica, da definição de seus conteúdos, natureza e metodologia adequada ao universo escolar.

O ser humano constitui-se num ser em relação. Na tentativa de superação de sua provisoriedade, limitação, ou seja, finitude, vive o dilema que o desafia de forma marcante ante às questões:

Quem sou?

De onde vim?

Para onde vou?

O objetivo do Ensino Religioso Escolar é ajudar o aluno a formular existencialmente, em profundidade, o questionamento religioso , e a ir dando a sua resposta devidamente informada, responsável, engajada.

Legislação para o componente curricular do Ensino Religioso:

A Constituição Estadual, artigo 209, Parágrafo 1º diz: “O Ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental e médio."

Na Lei de diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei n.º 9394/96, Artigo 33, tem sua redação alterada pela Lei n º 9475/97: “O Ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação

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básica do cidadão, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural e religiosa do Brasil, vedados quaisquer formas de proselitismo."

Parágrafo 1º: Os Sistemas de Ensino regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino Religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores.

Parágrafo 2º: Os Sistemas de Ensino ouvirão Entidade Civil, constituída pelas diferentes Denominações Religiosas, para a definição dos conteúdos do Ensino religioso.

A disciplina Ensino Religioso tem como objeto de estudo o fenômeno religioso.

Por fenômeno religioso entende-se o processo de busca que o ser humano realiza na busca da transcendência, desde a experiência pessoal do Transcendente até a experiência religiosa na partilha do grupo; desde a vivência em comunidade até a institucionalização pelas Tradições Religiosas.

Pareceres e Resoluções Para o Ensino Religioso Que Regulamenta A LDB:

Parecer CEED n.º 465 / 1998:

A escola oferece disciplinas alternativas aos alunos que optam por não se matricularem no Ensino Religioso ( 800 h/a devem ser oferecidas aos alunos)

Parecer CNE n° 97 / 1999:

Os professores podem ministrar o Ensino Religioso com habilitação de licenciatura em qualquer área de conhecimento.

Parecer CNE n.º 16 / 1998:

Não é lícito criar a parte, horários especiais para o Ensino religioso devem constar no plano de estudos da escola.

Parecer CEED n.º 513 / 2000:

A escola privada não é obrigada a oferecer Ensino Religioso, porém, se houver transferência, o aluno , deverá realizar adaptação.

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Parecer CEED n.º 754 / 2001 :

Credencia o CONER/RS, como Entidade Civil a ser ouvida pelos órgãos do Sistema Estadual de Ensino, em matéria de fixação de Parâmetros Curriculares de Ensino Religioso para as escolas públicas e outros assuntos relativos ao Ensino Religioso propriamente dito.

O CONER/RS é o interlocutor entre os órgãos públicos.

Resolução CEED n.º 256 / 2000

Regulamenta a habilitação de professores de Ensino Religioso e os procedimentos para a definição dos conteúdos desse componente curricular. (cursos: atualização ou aperfeiçoamento- qualificação profissional- extensão universitária - pós - graduação ( soma 400 h/a ).

Resolução CNE n º 02/1998:

Institui as Diretrizes Nacionais para o Ensino Religioso Fundamental, a serem observadas na organização curricular das unidades escolares integrantes dos diversos sistemas de ensino.

O Ensino Religioso é uma área de conhecimento que também deve ser explicitada pelas escolas nas suas propostas curriculares.

Tradições Religiosas

Objetivos:

* Apresentar de forma concisa as tradições religiosas do cristianismo , judaísmo , islamismo e budismo;

* Mostrar a viabilidade ecumênica planetária;

* Defender o pluralismo religioso.

Objetivos Específicos:

* Levar ao conhecimento do educando a diversidade religiosa;

* Entender a necessidade de aceitar e respeitar as diversas tradições religiosas.

Justificativa:

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A importância desse trabalho reside na contribuição e no enriquecimento advindo do conhecimento das tradições religiosas capaz de reconhecer e saudar o pluralismo religioso. O reconhecimento do pluralismo religioso implica na assunção ao significado positivo das diversas religiões no plano da salvação. Este pluralismo sinaliza a profunda generosidade com que Deus manifestou seu mistério de modo diversificado à humanidade, bem como as " respostas pluriformes" dadas pelos seres humanos na diversidade de suas culturas à auto-revelação divina. A partir desse conhecimento é possível uma diversificação e aceitação do pluralismo religioso advindo da classe escolar como forma de enriquecimento de todos.

Traços Comuns às Religiões Monoteístas ou Proféticas e ensinamentos de Buda:

Desde o início de suas trajetórias, o judaísmo, cristianismo e islamismo apresentam-se como religiões proféticas, distinguindo-se das religiões místicas indianas ou sapienciais chinesas. Para as religiões proféticas é Deus mesmo o sujeito da iniciativa decisiva com respeito ao evento salvífico. Este Deus entra em comunicação com o ser humano, que se coloca diante dele em atitude de escuta e confiança.

O budismo teve como fundador o filho de um rajá, Sidarta Gautama ( c.560-480 a C.),que viveu no Nordeste da Índia. Para Buda, um ponto de partida óbvio é que o ser humano é escravizado por uma série de renascimentos. Como todas as ações têm conseqüências, o princípio propulsor por trás do ciclo nascimento - morte renascimento são os pensamentos do homem, suas palavras e seus atos ( carma ).

* A experiência de Deus no judaísmo.

A profissão de fé no Deus Uno e único constitui " instância central do judaísmo" . A afirmação da unicidade de Deus vem expressa no início do xemá ( oração ) : " ouve ó Israel : Iahweh nosso Deus é o único Iahweh!" ( Dt 6.4 ). Para os judeus, o mistério da Trindade ( cristã ) significa uma " deformação ou enfraquecimento do monoteísmo puro ".

No judaísmo percebemos a dialética que articula os conceitos de Deus como infinito e transcendente e , ao mesmo tempo, profundamente próximo e vizinho do ser humano. A tradição judaica manterá sempre acesa a reserva contra a perspectiva cristã que situa num mesmo plano ontológico Jesus e o Pai. Alguns autores da tradição judaica reconhecem em Jesus um " judeu exemplar". No campo católico, ocorre similar reconhecimento " quem encontra Jesus Cristo, encontra o judaísmo". Os autores da tradição judaica reconhecem em Jesus uma personalidade exemplar, nada além de um homem exemplar. A dificuldade maior está em aceitar Jesus como a Segunda pessoa da trindade divina.

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* A experiência de Deus no cristianismo.

O cristianismo encontra-se fundado numa compreensão de um Deus que é comunhão, de um Deus que integra as diferenças; de um Deus que é Trindade e não na solidão.

A concepção cristã de Deus descarta, por si mesma, toda perspectiva monolítica e fechada de Deus: Existe, pois, uma dimensão plural de Deus". Rico em sua unidade de relações , o deus cristão não é nem " um" do monoteísmo , nem "vários" do politeísmo. O Deus cristão é alguém que tem piedade, que se compadece, que experimenta uma paixão de caridade, colocando-se numa condição incompatível com a grandeza de sua natureza. Trata-se de um Deus que é mistério que sempre advém. Um Deus que é mistério do mundo, mas cuja visibilidade é provisória: se dá nas condições do mundo. Sua substância mais íntima constitui-se

"evento do vir-a-ser". É o Deus que era, que é e que vem. O Deus de Jesus é alguém que comunga com o ser humano: um Deus " de ternura e de piedade, lento para a cólera, rico em amor e fidelidade ".( Ex. 34,6 )

Um dos traços peculiares da prática de Jesus é a acolhida dada aos excluídos: sua ternura e o amor receptivo para com os pobres e os excluídos do seu tempo, sobretudo para com os samaritanos, os leprosos, os doentes, os publicanos, as mulheres e outros.

* A experiência de Deus no islã.

Para a tradição islã, a grande teofania está presente no livro: O Corão. A palavra ocupa nesta tradição religiosa uma importância fundamental. Trata-se de um " ditado sobrenatural, registrado por um profeta inspirado". Para os muçulmanos o Corão traduz a Revelação mesma de Deus descido sob a forma de livro.

Para a espiritualidade muçulmana, é o Corão e não o profeta Maomé que ocupa o lugar fenomenologicamente análogo ao de Jesus Cristo para os cristãos. A tradição islâmica, não cessa de recordar os 99 nomes de Deus presentes no Corão. Para a exegese muçulmana, estes nomes representam símbolos ou qualificativos da realidade divina jamais alcançada pelos limites humanos. Para Deus são reservados os " mais belos nomes" . a própria raiz da palavra islã refere-se à "submissão" a Deus, sendo o muçulmano ( muslin ) aquele que se submete a Deus...

* A experiência de Deus no budismo.

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Para o budista, existe algo eterno, algo fora do sofrimento. O budista chama isso de nirvana. Essa palavra significa , na verdade, "apagar" , uma referência ao fato de que o desejo "se extingue" quando se atinge o nirvana. Termos utilizados pelos cristãos para designarem a realidade de Deus são motivo de escândalo para os budistas e outros orientais, como é caso dos aplicativos: "pessoa" , "espírito", "criador". Por sua vez, termos empregados na tradição budista permanecem misteriosos ou impenetráveis para a sensibilidade ocidental: "sunyata" (vazio) "anatta" (não - eu ) e outros. “Para o trabalho de compreensão da alteridade.” O caminho mais indicado para o acesso do ocidental à compreensão da Realidade Absoluta no budismo é o da teologia negativa.

O importante estudioso do budismo, Heinrich Dumoulin, ressaltou em sua reflexão sobre o tema a dimensão transcendente das experiências religiosas no budismo, fato reconhecido por budistas e não budistas. O autor assinala, todavia, que a religião budista não visa diretamente a Realidade transcendente. Isto significa que

"nenhuma concepção religiosa particular do Budismo pode encontrar equivalência perfeita com a Realidade absoluta indicada pelo cristianismo com o nome de Deus."

Seria um equívoco atribuir simplesmente ao budismo o qualificativo de "ateísmo". Os estudiosos atuais são mais cuidadosos quando refletem sobre o tema, evitando os enquadramentos peremptórios. É verdade que o conceito de um Deus pessoal e criador não existe no budismo. A dificuldade para os budistas está em conceber o Absoluto como um ser pessoal, pois o conceito de pessoa significa para eles individualidade, apego a si etc. Não há, porém, dificuldade de se aceitar no budismo o conceito impessoal ou supra - pessoal de divindade. A forma como os budistas expressam o Absoluto é distinta dos ocidentais; fazem recurso a termos como "vazio", "nada" ("sunyata"), "extinção" ("nirvana"). O significado de "vazio" ou "nada" não indica para eles relatividade ou niilismo, mas, sobretudo a "completa diversidade de tudo o que existe ou de tudo o que se refere à consciência lógica.

* Cristianismo: T.Rs.

As principais comemorações do cristianismo são o Natal- celebração do nascimento de Jesus Cristo, comemorado em 25 de dezembro pela maioria das igrejas, a Páscoa, que celebra a ressurreição de Cristo no Domingo da primeira lua cheia do outono ( hemisfério sul ) e o Pentecostes, 50 dias após a Páscoa, data em que é recordada a descida do Espírito Santo aos apóstolos. O calendário da Igreja Católica, a mais antiga entre as cristãs, inclui ainda, Corpus Christi.

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* Judaísmo:

O Talmude fala em três princípios: a Torá, ou instrução; o serviço de Deus, e a prática de boas ações , ou caridade.

O amor ao saber domina a fé judaica.

A tradição judaica rejeita o princípio de Deus feito carne.

O Sábado é um período de repouso espiritual, e para um intervalo na monótona rotina do labor cotidiano.

Serve para recordar que a necessidade de ganhar a vida não nos deve tornar cegos ante a necessidade de viver.

A circuncisão masculina ( Brith Millar ) uma semana após o nascimento, é o mais antigo rito da religião judaica. É um símbolo externo que liga o menino à sua fé. No décimo terceiro ano de vida de um menino, ele é apresentado na sinagoga com um rito chamado Bar Mitzvan, e desse dia em diante ele é considerado responsável por seus atos e por todos os deveres religiosos de um homem.

Aos sábados e nas festas o judeu recita o Kidd Ush, a santificação do vinho, feita pelo pai que com a taça nas mãos repete o ritual que é apenas acompanhado em silêncio pela mulher e os filhos.

O ritual da Devoção silenciosa, recitada três vezes por dia, contém uma prece chamada Kudushah.: "santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos, o mundo inteiro está cheio de sua glória".

Ao fim da vida há outra santificação.

Rituais e símbolos judaicos

Os cultos judaicos são realizados num templo chamado de sinagoga e são comandados por um sacerdote conhecido por rabino. O símbolo sagrado do judaísmo é o memorá, candelabro com sete braços.

Memorá: candelabro sagrado

Entre os rituais, podemos citar a circuncisão dos meninos (aos 8 anos de idade ) e o Bar Mitzvah que representa a iniciação na vida adulta para os meninos e a Bat Mitzvah para as meninas ( aos 12 anos de idade ).

Os homens judeus usam a kippa, pequena touca, que representa o respeito a Deus no momento das orações.

Nas sinagogas, existe uma arca, que representa a ligação entre Deus e o Povo Judeu. Nesta arca são guardados os pergaminhos sagrados da Torá.

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As Festas Judaicas

As datas das festas religiosas dos judeus são móveis, pois seguem um calendário lunisolar. As principais são

as seguintes:

Purim - os judeus comemoram a salvação de um massacre elaborado pelo rei persa Assucro.

Páscoa ( Pessach ) - comemora-se a libertação da escravidão do povo judeu no Egito, em 1300 AC.

Shavuót - celebra a revelação da Torá ao povo de Israel, por volta de 1300 a.C.

Rosh Hashaná - é comemorado o Ano- Novo judaico.

Yom Kipur - considerado o dia do perdão. Os judeus fazem jejum por 25 horas seguidas para purificar o espírito.

Sucót - refere-se a peregrinação de 40 anos pelo deserto, após a libertação do cativeiro do Egito.

Chanucá - comemora-se o fim do domínio assírio e a restauração do tempo de Jerusalém.

Simchat Torá - celebra a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés.

* Islamismo:

Preceitos religiosos – A vida religiosa do muçulmano tem práticas bastante rigorosas. Ele deve cumprir os chamados pilares da religião. O primeiro é a shahada ou profissão de fé: Não há outro Deus a não ser Alá e Maomé é o seu profeta. Esse testemunho é a chave da entrada do fiel para o islamismo. O segundo pilar são as cinco orações diárias comunitárias (slãts), durante as quais o fiel deve ficar ajoelhado e curvado em direção a Meca. Às sextas-feiras realiza-se um sermão a partir de um verso do Alcorão, de conteúdo moral, social ou político. O terceiro pilar é uma taxa chamada zakat. Único tributo permanente ditado pelo Alcorão, é pago anualmente em grãos, gado ou dinheiro. É empregado no auxílio aos pobres e no resgate de muçulmanos presos em guerras. O quarto pilar consiste no jejum completo feito durante todo o mês do Ramadã, do amanhecer ao pôr-do-sol. Nesse período, em que se celebra a revelação do Alcorão a Maomé, o fiel não pode comer beber, fumar ou manter relações sexuais. O quinto pilar é o hajj ou a peregrinação a Meca, que precisa ser feita pelo menos uma vez na vida por todo muçulmano com condições físicas e econômicas para tal.

A esses cinco pilares, a seita khawarij adicionou o jihad. Traduzido comumente como guerra santa, significa batalha com a qual se atinge um dos objetivos do islamismo: reformar o mundo. É permitido o uso dos Exércitos nacionais como meio de difundir os princípios do islã. Segundo a doutrina muçulmana, as guerras, porém, não podem visar à expansão territorial nem a conversão forçada de pessoas. Por isso, o jihad não é aceito por toda a comunidade islâmica.

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Festas religiosas – As principais são Eid el Fitr, Eid el Adha, ano de Hégira e a comemoração do nascimento de Maomé. Elas acontecem nessa ordem ao longo do ano e são definidas segundo o calendário lunar, por isso têm datas móveis, ou seja, sujeitas a alterações. Na Eid el Fitr é comemorado o fim do Ramadã, com orações coletivas.

As tradições Religiosas do judaísmo, cristianismo e islamismo sustentam a idéia de uma queda inicial.

Consequentemente, a vontade humana encontra-se pervertida pelo egoísmo e pela soberba. Portanto, a salvação é impossível sem ajuda divina. As três religiões ensinam que Deus é o amor e a misericórdia e seu objetivo final é a redenção de toda a humanidade.

* Budismo:

" O caminho enfatizado pelo budismo relaciona-se com o exercício prático da libertação da dor, que passa pela interiorização e pelo desapego. Como bem sublinhou o Dalai Lama, o budismo "não se volta para algo externo e sim para a responsabilidade pessoal do desenvolvimento interior." Os passos desta viagem interior estão presentes nas 4 nobres verdades contidas nos ensinamentos de Buda e que representam o núcleo mesmo do budismo. Estas verdades podem ser assim sintetizadas: a verdade do sofrimento, a verdade da origem do sofrimento (a ilusão do apego, do orgulho, das visões errôneas ou equivocadas do ego), a verdade da cessação do sofrimento e a verdade do caminho de superação do sofrimento (que pressupõe moralidade, concentração e a sabedoria do desprendimento).

A festa religiosa mais importante para os budistas é o aniversário do Buda, comemorado em abril ou maio, na lua cheia. Os monges e as monjas levam uma vida de simplicidade e pobreza. Desde os dias do Buda, costuma obter o pouco que necessitam para sobreviver pedindo esmolas, o que não é tido como degradante.

Monges vestidos com seu hábito cor de açafrão pedindo comida (em geral arroz) pelas ruas é uma cena comum nos países budistas do Sudeste asiático.

Algumas características externas mais aparentes do budismo tibetano são as rodas de oração e as bandeiras de oração- objetos que contém diversas orações e fórmulas escritas. O mantra (fórmula mágica ou enunciação sagrada ) : "ó tu, que tens a jóia do lótus", ou "Seja louvada a jóia do lótus". Para aumentar sua eficiência, usa- se um rosário de 108 contas (108 é um número sagrado).

Considerações finais:

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Ao realizar esse trabalho de pesquisa verificou-se que a escola pública está carente de recursos materiais/didáticos em todas as áreas e principalmente com relação ao Ensino Religioso, onde não há material disponível. A maioria do corpo docente ainda não entendeu a proposta desse componente curricular, pois, ainda pensam ser aula de religião, sobretudo a supervisão e direção que ainda não têm a devida informação de como tratar essa disciplina; as sobras de carga horária de professores são preenchidas com essa matéria, mesmo eles não tendo noção do que deva ser trabalhado com os alunos.

É urgente e necessário que se dê a esse componente a devida atenção e, aos profissionais educadores, oportunidades de formação para que não se confunda mais o Ensino Religioso como forma de prover vagas nas escolas públicas. Também é importantíssima a produção e aquisição de material didático nesta área; só assim poderemos ter um ensino de qualidade e levado a sério por todos.

Dados de Identificação:

Nome: Iraci Vieira Ávila

Formação: Habilitação Plena em Matemática, Pós- graduação em Educação Brasileira.

Escola: Instituto Estadual de Educação Espírito Santo- Atuação: Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Data: 06 / 12 / 04

Orientação: Professora Dora / 5ª CRE, Pelotas.

Trabalho de pesquisa realizado pela Internet (T.RS) e junto à supervisão da escola referida acima ( leis ).

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Referências

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