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Setor privado ganha aliados para compra de vacinas

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GRANDE SÃO PAULO

Quinta-feira, 8 de abril de 2021 Edição nº 3.479, ano 14

www.metrojornal.com.br | [email protected] | @MetroJornal

RE CICLE A INF ORMA ÇÃ O: P ASSE ES TE JORNAL P AR A OUTR O LEIT OR O Metr o jor nal é impr esso em papel cer tific ado FSC*, gar an tia de manejo flor estal r esponsá vel .

Jair Bolsonaro volta

a criticar medidas

de isolamento social

CoronaVac tem 50%

de eficácia contra

variante de Manaus

Um dia depois de o Brasil registrar 4 mil

mortes por covid, presidente diz que não

aceita ‘política do fi que em casa’

PÁG. 06

Estudo com profi ssionais da saúde

mostra que imunizante pode evitar a

cepa P.1 após 14 dias da 1ª dose

PÁG. 04

Setor privado

ganha aliados

para compra

de vacinas

Legislativo.

Depois de decisões favoráveis da Justiça, Câmara dos

Deputados e Assembleia de SP aprovam regras permitindo que

empresas adquiram doses para funcionários. Entidades internacionais e

laboratórios criticam a medida, tida como uma espécie de ‘fila VIP’

PÁG. 10

Palmeiras larga na

frente na Recopa

STF vota proibição

de cultos e missas

Verdão bate o Defensa y Justicia por

2 a 1 no jogo de ida, na Argentina

PÁG. 12

Julgamento começou ontem e será

retomado hoje pelo Plenário

PÁG. 06

As lições de

outras

dores

Como acontece com a covid-19, doenças

contagiosas que mataram milhões de pessoas

ao longo da história ajudaram a moldar as vacinas

e o sistema de saúde como conhecemos

PÁGS. 08 E 09

‘Meu Pai’, disponível

agora no Brasil,

discute a sanidade na

velhice sob o prisma

de uma relação de

pai e filha

PÁG. 12

O TEMPO É

INEGOCIÁVEL

Anthony Hopkins estrela a produção indicada em seis categorias do Oscar DIVULGAÇÃO

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GRANDE SÃO PAULO, QUINTA-FEIRA, 8 DE ABRIL DE 2021 www.metrojornal.com.br

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{

FOCO

}

Editado e distribuído por o Jornal S/A, CNPJ 07.780.914/0001-61.

Endereço: Rua Tabapuã, 41, 9ºandar, CEP: 04533-010, Itaim Bibi, São Paulo, SP, Brasil. FALE COM A REDAÇÃO

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O Metro Jornal, no Brasil, é uma joint venture do Grupo Bandeirantes de Comunicação e da Metro Internacional.

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FOCO

Dólar + 0,78% (R$ 5,643) Bovespa + 0,11% (117.623 pts) Euro + 0,77% (R$ 6,699) Selic (+2,75 % a.a.) Cotações Salário mínimo (R$ 1.100) Os primeiros resultados de um estudo feito com 67,7 mil profissionais da saúde em Ma-naus mostraram que a Coro-naVac é eficaz contra a varian-te P.1. A cepa foi responsável pela explosão da pandemia no Amazonas no começo do ano e já representa mais da metade das novas contamina-ções na capital paulista.

A pesquisa demonstrou que a vacina chinesa – fabri-cada no Brasil pelo Instituto Butantan – tem 50% de efi-cácia na prevenção da doen-ça após 14 dias da aplicação da primeira dose.

O estudo realizado pelo grupo Vebra Covid-19, com pesquisadores de institui-ções nacionais e internacio-nais, é o primeiro a analisar o grau de eficácia da Coro-naVac em um local onde a variante P.1 é predominan-te, que é o caso de Manaus.

Os pesquisadores disse-ram que os resultados são

“encorajadores”, e como a variante P.1 também está presente em diversas outras partes do país, o estudo dá segurança para a continui-dade do uso da CoronaVac.

“Esses achados apoiam o uso contínuo dessa vacina no Brasil e em outros países

com a circulação da mesma variante”, afirmou o grupo em nota divulgada ontem.

As pesquisas vão avançar para medir a eficácia da Co-ronaVac sobre a P.1 após a aplicação da dose de reforço. “O que se espera é que, após a segunda dose, esse

porcen-tual suba substancialmen-te”, disse ontem o diretor do Butantan, Dimas Covas. Redução no HC

O poder de proteção da Co-ronaVac também foi avalia-do em outro estuavalia-do apre-sentado ontem.

De acordo com pesqui-sadores da USP (Universida-de (Universida-de São Paulo), duas sema-nas depois da vacinação em massa, o Hospital das Clíni-cas registrou entre seus fun-cionários um número de novos casos 50,7% menor na comparação com a taxa média da capital. Depois de cinco semanas, essa diferen-ça passou para 73,8%. Antes da vacinação em massa, o hospital e a capital tinham taxas médias similares.

Essa pesquisa demonstra um outro aspecto da vaci-nas, que é a sua efetividade – ou seja, o seu impacto real sobre o comportamento de uma doença em uma popu-lação que tenha sido intei-ramente imunizada.

Esse efeito também está sendo estudado pelo Butan-tan em projeto em Serrana, primeira cidade que está rece-bendo a vacinação em massa contra a covid-19. METRO

Poder de fogo.

Estudo com profissionais da saúde demonstrou que a vacina tem eficácia de 50% na prevenção

da variante de Manaus após 14 dias da primeira dose. Vacinação em massa no HC também tem bom resultado

Liberação de mais um lote da CoronaVac | ROBERTO CASIMIRO /FOTOARENA/FOLHAPRESS

CoronaVac se mostra

efetiva contra a P.1

Entrada da cepa sul-africana preocupa

A confirmação de que a va-riante identificada em Soro-caba, no interior, é da linha-gem sul-africana acendeu mais um sinal de alerta so-bre a pandemia em São Pau-lo. Isso porque a cepa é mais transmissível e também mais

resistente aos imunizantes. O caso foi registrado no último dia 31 de março. A paciente infectada não tem registro recente de viagem para a África do Sul nem te-ve contato com pessoas que estiveram no país.

“Isso desperta uma preo-cupação porque pode ser que essa transmissão tenha ocorrido de outras pessoas e, portanto, pode caracteri-zar uma transmissão comu-nitária”, afirmou ontem o diretor do Instituto

Butan-tan, Dimas Covas. Isso sig-nifica que a cepa pode estar em circulação na região.

Segundo Covas, a varian-te da África do Sul também já se mostrou ser a mais di-fícil de se combater com as vacinas contra a covid-19

que temos hoje disponíveis. O diretor afirmou, tam-bém, que o governo deve ampliar as testagens para identificar se a variante se espalhou por Sorocaba ou se já está presente em outras partes de São Paulo. METRO

Idosos com 67, 66 e 65 anos

serão imunizados neste mês

Mais de um milhão de ido-sos entrarão na fila para a vacinação contra a covid-19 com a ampliação do públi-co-alvo da campanha já a partir da semana que vem.

O governo de São Pau-lo anunciou ontem que as pessoas com 67 anos, que somam 350 mil em todo o estado, começarão a ser imu-nizadas no dia 14 de abril, na próxima quarta-feira.

Já os idosos que têm entre 65 e 66 anos de idade pode-rão tomar a vacina uma se-mana depois, a partir de 21 de abril. A estimativa do es-tado é de imunizar 760 mil pessoas dessa faixa etária. WhatsApp

O pré-cadastro das pessoas que estão aptas a se vacinar, que não é obrigatório, mas agiliza o atendimento na

hora da aplicação das doses, agora pode ser feito tam-bém pelo WhatsApp.

Além das informações para o pré-cadastro, o chat-bot traz o calendário de va-cinação atualizado, dados do Plano São Paulo e um tira--dúvidas sobre o novo coro-navírus. Para acessar, basta adicionar o número +55 11 95220-2923 à lista de conta-tos e enviar um “oi”. METRO

Fase emergencial

Comitê

indica

extensão

Coordenador do centro de contingência que assessora o estado nas questões da pandemia, o médico Paulo Menezes disse ontem que o grupo poderá sugerir

a prorrogação da fase emergencial – etapa mais

dura da quarentena. “É bem provável que nós continuemos por mais algum tempo com níveis

de restrição que temos hoje.” O comitê se reúne

amanhã cedo e depois apresenta a sua proposta

ao estado, que deverá anunciar a sua decisão no mesmo dia, em entrevista coletiva no início da tarde.

SP vai abrir 600 valas por dia

Diante do aumento de sepultamentos, a Prefeitura de São Paulo começou a abrir valas nos cemitérios. A previsão é de 600 por dia. A cidade também projeta criar 26 mil sepulturas verticais em Itaquera (zona leste) nos próximos 90 dias | KARIME XAVIER/FOLHAPRESS

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GRANDE SÃO PAULO, QUINTA-FEIRA, 8 DE ABRIL DE 2021 www.metrojornal.com.br

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BRASIL

Um dia depois de o Brasil registrar pela primeira vez mais de 4 mil mortes em de-corrência da covid-19 em apenas 24 horas, o presiden-te da República, Jair Bolso-naro (sem partido), atacou novamente o isolamento so-cial ontem e defendeu a au-tonomia de médicos na pres-crição de medicamentos sem eficácia comprovada contra o novo coronavírus.

Bolsonaro visitou a cida-de cida-de Chapecó (SC), municí-pio que utilizou alguns destes remédios, como cloroquina, no chamado “tratamento pre-coce” em pacientes com co-vid-19. No entanto, casos, internações e mortes começa-ram a cair após aumento das restrições de circulação na ci-dade. Mesmo assim, Bolsona-ro elogiou a utilização dos re-médios antes da viagem.

Durante a visita ao Cen-tro de Atendimento Avança-do Avança-do município, o presiden-te afirmou que “não haverá lockdown” no Brasil. A cidade

de Araraquara (SP), por exem-plo, registrou dois dias sem mortes por covid-19 após “fe-chamento total” por 10 dias.

“Vamos buscar alternati-vas, não vamos aceitar a po-lítica do fique em casa, feche tudo, lockdown. O vírus não vai embora. Esse vírus, como outros, vieram para ficar, e vão ficar a vida toda. É prati-camente impossível erradicá--lo”, afirmou o presidente.

Na tentativa de validar o discurso de utilização de me-dicamentos sem eficácia com-provada contra o coronavírus, Bolsonaro defendeu a autono-mia dos médicos: “Não pode-mos admitir impor limites ao médico. Se o médico não quer receitar aquele

medicamen-to, que não receite [...] hoje, têm aparecido medicamentos que ainda não estão compro-vados, que estão sendo testa-dos, e o médico tem essa li-berdade. Tem que ter. É um crime tolher a liberdade de um profissional da saúde.”

No mesmo dia da visita de Bolsonaro à Chapecó, mani-festantes fizeram um protes-to contra o presidente em Flo-rianópolis, capital do estado. Cruzes foram colocadas em frente à uma igreja em home-nagem aos mais de 340 mil mortos. O grupo também pe-diu por mais vacinas.

E os ataques de Bolsonaro à pandemia não pararam em Santa Catarina. No final da tarde, em Foz do Iguaçu (PR), ele afirmou que a crise sanitá-ria é utilizada de forma políti-ca. “Não vamos chorar o leite derramado. Estamos passan-do ainda por uma pandemia, que em parte é usada politica-mente não para derrotar o ví-rus, mas para tentar derrubar o presidente”, disse. METRO

Pandemia.

Em visita à Chapecó (SC), presidente também citou autonomia dos médicos para defender remédios sem eficácia comprovada

Após 4 mil mortes em 24h,

Bolsonaro ataca isolamento

VACINADOS

Cerca de 21,3 milhões de brasileiros foram vacinados contra a covid-19 até ontem, o que corresponde a 10% da população. A 2ª dose foi aplicada

em 6 milhões de pessoas

CORONAVÍRUS EM NÚMEROS

CASOS CONFIRMADOS MORTES CASOS CONFIRMADOS MORTES

NAS ÚLTIMAS 24H NAS ÚLTIMAS 24H NAS ÚLTIMAS 24H NAS ÚLTIMAS 24H

13.193.205

340.776

79.443

92.625

3.829

21.521

889

SÃO PAULO

BRASIL

2.576.362

ESCOLAS ABERTAS

Depois de batalha judicial, escolas

públicas e privadas localizadas na capital do Rio de Janeiro reabriram

as portas aos alunos ontem. Mais de 400 unidades funcionaram

FONTE: MINISTÉRIO DA SAÚDE

Presidente também afirmou que pandemia está sendo utilizada de forma política para derrubá-lo | LIAMARA POLLI/FOLHAPRESS

3.829

vidas foram perdidas ontem pelo novo coronavírus no Brasil, de acordo com informações do Ministério da Saúde

Pesquisadores do laboratório do Instituto de Ciências Bio-lógicas da UFMG (Universida-de Fe(Universida-deral (Universida-de Minas Gerais) e do Grupo Pardini identifi-caram a circulação de muta-ções do novo coronavírus na Região Metropolitana de Be-lo Horizonte. Elas podem ser de uma nova variante do ví-rus em território brasileiro.

As alterações foram ob-servadas pela equipe por meio do sequenciamento de 85 genomas do novo coro-navírus advindos de amos-tras coletadas na Região Metropolitana de Belo Ho-rizonte, entre outubro de 2020 e março de 2021.

Dois dos 85 genomas, re-ferentes a amostras de fe-vereiro de 2021,

demons-traram a presença de um conjunto único de 18 muta-ções nunca antes descritas na sequência do vírus.

Os resultados mostram, também, um aumento pro-gressivo das variantes de preocupação do coronaví-rus na região. As cepas P.1, P.2 e B.1.1.7, consideradas as mais transmissíveis, fo-ram encontradas em quase 90% das amostras coletadas.

Segundo os pesquisado-res, os resultados do estudo divulgado ontem requerem urgência de esforços de vi-gilância genômica na região metropolitana de Belo Hori-zonte e no estado de Minas Gerais para a avaliação da si-tuação da possível nova va-riante. METRO COM BANDNEWS FM

UFMG identifica possível

nova variante em Minas

Votação no STF sobre proibição de

cultos e missas será retomada hoje

O julgamento no STF (Su-premo Tribunal Federal) so-bre a liberação ou proibição de cultos e missas de forma presencial no pior momen-to da pandemia de covid-19 no Brasil será retomado ho-je pelo plenário da Corte.

A discussão começou on-tem, mas somente o relator Gilmar Mendes apresentou seu posicionamento. O mi-nistro votou a contra a li-beração de celebrações re-ligiosas que possam causar aglomerações em templos e igrejas. Na sua visão, es-tados e municípios podem e devem proibir os eventos.

“É grave que, sob o man-to da competência

exclusi-va ou priexclusi-vatiexclusi-va, premiem-se as inações do governo fede-ral, impedindo que estados e municípios, no âmbito de suas respectivas competên-cias, implementem as polí-ticas públicas essenciais. O estado garantidor dos direi-tos fundamentais não é ape-nas a União, mas também os estados e os municípios”, afirmou em seu voto.

A ação foi levada ao Ple-nário após discordância entre Gilmar Mendes e o ministro Kassio Nunes Mar-ques, que liberou cultos e missas presenciais no Brasil no último sábado, um dia antes da Páscoa.

Antes do voto de Gilmar

Mendes, o advogado-geral da União, André Mendon-ça, defendeu que as celebra-ções religiosas devem ser li-beradas. O procurador-geral da República, Augusto Aras, seguiu a mesma opinião de Mendonça sobre o tema. Bolsonaro

O presidente da República, Jair Bolsonaro, também se posicionou contra a proibi-ção de cultos e missas presen-ciais ontem. “Qual é o último local que uma pessoa procu-ra antes de cometer um sui-cídio? A igreja. Quem não é cristão, que não vá”, afirmou o presidente durante visita à Chapecó (SC). METRO

Relator da ação, Gilmar Mendes

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Pandemias ajudaram a

estruturar sistemas de saúde

As pandemias que assolam o mundo desde o ano 165 com milhões de mortes dei-xaram marcos de ensina-mentos que voltam a ser discutidos agora, com a co-vid-19. As doenças impulsio-naram a estruturação do sis-tema de saúde e das vacinas como conhecemos hoje.

O historiador Tiago da Silva Coelho, professor da Unesc (Centro Universitário do Espírito Santo), cita as mu-danças na vigilância à saúde no Brasil com a Gripe Espa-nhola entre 1918 e 1920. “Ali surgiu a ideia de um sistema que levasse em conta não so-mente a proteção hospitalar, mas também a vigilância sa-nitária. Ela faz parte de uma série de outros eventos, tão problemáticos e com medi-das tão e até mais drásticas como a que vemos hoje, com a covid-19”, conta o especia-lista. “Também foi na época da varíola que a discussão da vacina obrigatória começou no Brasil”, afirma Coelho.

O mesmo aconteceu com outras doenças. “A febre amarela foi a base da direto-ria de saúde pública no Bra-sil, principalmente no Rio de Janeiro, quando ainda não existia um Ministério da Saúde”, conta Márcia Barros da Silva, professora de histó-ria das ciências na USP (Uni-versidade de São Paulo).

A covid-19, que já matou 2,8 milhões de pessoas, não é considerada a mais mor-tal das pandemias até o mo-mento. Mas gera grande preocupação por seus

impac-tos hoje e consegue ser pro-porcionalmente mais amea-çadora que doenças como o tifo, a grande peste de Lon-dres e as epidemias de varío-las japonesa e mexicana.

Dentre os episódios ain-da mais mortais que a pan-demia do novo coronavírus, está, segundo Coelho, a pes-te bubônica, em meados do século 14. De acordo com o professor, a doença causada por pulgas de roedores dizi-mou ao menos 10% da popu-lação mundial. Hoje em dia, a bactéria que matou 25 mi-lhões de pessoas em quatro anos é muito rara e acomete menos de 15 mil brasileiros por ano. Proporcionalmente, a peste bubônica matava 6,25 milhões de pessoas ao ano. No ritmo atual, a covid-19 tem intensidade menor. Com quase um ano e meio da doença, foram 2,8 milhões de vítimas reportadas.

O novo coronavírus tam-bém alcança seu lugar e deixa ensinamentos para a história. “A covid-19 marca o mundo contemporâneo e, diferente-mente da gripe espanhola, por exemplo, deixa inúme-ras referências documentais como fotos, análises, repor-tagens e discussões”, anali-sa Márcia. A esperança é que, com novas tecnologias, ou-tros tempos e, principalmen-te, com a vacina, logo a co-vid-19 também fique somente em nossos livros de história.

Aprendizagem.

Doenças que, assim como

a covid-19, mataram milhões de pessoas

foram marco também para vacinação e

fortalecimento do sistema público no mundo

Linha do tempo das pandemias

A máscara do pássaro

(Número de mortos em milhões)

Peste dos Antoninos 165 - 180 Praga de Justiniano 483 - 565 Epidemia de varíola japonesa 735 - 737 2 milhões Peste Bubônica/ Peste Negra 1347 - 1351

Os teóricos acreditavam que a Peste Negra se espalhava através do ar envenenado e, para evitar o contágio, cobriam o rosto com flores. A evolução desse método foi a precursora da máscara médica. Os médicos que cuidavam das vítimas usavam máscaras que tinham a aparência de um longo bico de pássaro, onde perfumes e especiarias eram colocados no “bico”. Além disso, se vestiam de maneira que os protegia da cabeça aos pés. Mais tarde, foi descoberto que a peste era causada por uma bactéria que pode ser transmitida de animais para humanos e também por picadas de pulgas, contato com secreções e superfícies contaminadas

SÉCULO 25 milhões Grande Peste de Londres 1348 - 1665 3 milhões Epidemia de varíola mexicana 1519 - 1520 Entre 5 e 8 milhões GRANDE SÃO PAULO, QUINTA-FEIRA, 8 DE ABRIL DE 2021

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MUNDO

}

CLEBER MACHADO E LETÍCIA BILARD METRO

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O fim dos Astecas

Quarentena:

a origem

FONTE: FÓRUM ECONOMICO MUNDIAL

AstraZeneca.

Reino Unido

desaconselha

para menores

de 30 anos

A MHRA (Agência de Regula-mentação de Medicamentos e de Produtos Sanitários do Reino Unido) emitiu uma no-ta ontem em que, apesar de confirmar que os benefícios são maiores que os riscos, de-saconselha o uso da vacina contra a covid-19 desenvolvi-da pela Universidesenvolvi-dade de Ox-ford, em parceria com a far-macêutica AstraZeneca, para menores de 30 anos.

Ao todo, são 76 casos con-firmados de tromboses raras e 19 mortes registradas com possível ligação ao imuni-zante entre as mais de 20 mi-lhões de pessoas que recebe-ram a vacina.

De acordo com o docu-mento, os problemas de coa-gulação “são um efeito cola-teral suspeito em potencial”, mas eles ocorrem em “um número extremamente limi-tado de casos” e ainda é preci-so “fazer novos estudos para provar [a ligação] sem deixar nenhuma dúvida”. Por isso, no momento, o ideal é usar outra vacina para o público com menos de 30 anos.

“Os benefícios da AstraZe-neca contra a covid-19 e os riscos associados, de hospita-lização e morte, são superio-res aos riscos para a grande maioria das pessoas”, ressalta ainda a MHRA.

O anúncio dos britânicos está em linha com aquele fei-to pela EMA (Agência Euro-peia de Medicamentos) horas antes. No entanto, para os países da União Europeia, não foi imposta nenhuma restri-ção de aplicarestri-ção das doses.

“O comitê de segurança da EMA concluiu hoje [on-tem] que incomuns coágulos de sangue com baixo nível de plaquetas devem ser listados como efeitos colaterais mui-to raros da Vaxzevria [nome da vacina desenvolvida pe-la AstraZeneca/Oxford]”, diz a agência. METRO COM AGÊNCIAS Em menos de cinco anos, entre 5 e 15 milhões de astecas

perderam a vida na região que hoje conhecemos como o México. Em 1545, os primeiros sintomas da “cocoliztli” começaram a aparecer. Febres, dores de cabeça e sangramentos que saíam da boca, nariz e olhos se tornaram cada vez mais comuns. A morte, após três ou quatro dias, era inevitável. Hoje, a bactéria que acometeu os astecas já é identificada, a Paratyohi C, uma variante da salmonela que não provoca mais vítimas mortais

A palavra vem do italiano “quaranta” e foi inventada em Veneza na época da Peste Negra. O governo, temendo que a doença viesse do mar, determinou que marinheiros que chegavam de viagem ficassem isolados durante 40 dias para não espalhar a doença

Cocoliztli 1545 - 1547 Entre 5 e 15 milhões Febre Amarela 1800 - 1802 Entre 100 e 150 mil Cólera 1817 - 1975

Epidemia Mundial de Varíola

1877 - 1977 Entre 3 e 5 milhões 500 milhões Epidemia Europeia de Varíola 1870 - 1875 Epidemia de Tifo 1918 - 1922 Gripe de Hong Kong 1968 - 1970 HIV / AIDS 1981 - Presente Gripe Suína 2009 - 2010 Covid-19 2019 - Presente Gripe Espanhola 1918 - 1920 500 mil 50 milhões 2,5 milhões 2,9 milhões 1 milhão Mais de 32 milhões Mais de 500 mil GRANDE SÃO PAULO, QUINTA-FEIRA, 8 DE ABRIL DE 2021

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ECONOMIA

}

Depois de conquistar deci-sões favoráveis no judiciá-rio, o setor privado ganhou o apoio do legislativo pa-ra comppa-rar e aplicar doses da vacina contra a covid-19 em seus funcionários e ago-ra pressiona o governo fe-deral a abrir caminho para a iniciativa.

Apesar de o Congresso ter aprovado no fim de feverei-ro lei que permite a compra por empresas e entidades desde que haja doação de 100% ao SUS (Sistema Único de Saúde), a Câmara dos De-putados e a Assembleia Le-gislativa de São Paulo deram aval ontem para que parte das doses sejam aplicadas em funcionários. A medida polêmica encontra resistên-cia em entidades internacio-nais e nos próprios laborató-rios produtores, que vêm a iniciativa como a criação de uma fila dupla para “vips” ao destinar a vacina para quem não está no grupo prioritá-rio indicado pelo SUS. Mas a iniciativa tem conquistado apoio de parlamentares após pressão de empresários, in-satisfeitos com a lentidão da imunização no país.

A aprovação da Assem-bleia de São Paulo

permi-te a aplicação em funcioná-rios desde que seja gratuita e siga as leis federais. A do-se precisa ter a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). O texto depende de sanção do gover-nador João Doria. Já o proje-to aprovado pelos deputados federais permite a aplicação de metade das doses adqui-ridas e doação da outra me-tade ao SUS. Ele também li-bera a aquisição de vacinas sem o aval da agência sanitá-ria, desde que aprovadas por agências internacionais.

Nos últimos 12 dias, em-presas, sindicatos e entida-des conquistaram na Justiça o direito de poder comprar as doses mesmo sem doar 100% ao poder público. Dez decisões favoráveis foram todas tomadas pelo mesmo juiz, Rolando Valcir Spa-nholo, da 21ª Vara Federal do Distrito Federal. O Tri-bunal Regional Federal da 1ª Região foi acionado pa-ra rever as medidas em pri-meira instância.

Os empresários miram agora o apoio do presiden-te Jair Bolsonaro, que já deu sinais de ser favorável ao te-ma. Ontem, eles se reuniram com o chefe do governo

fede-ral para fazer a reivindicação da compra de vacinas. Laboratórios

Apesar da movimentação nos três poderes, as prin-cipais produtoras de imu-nizantes contra a covid-19 afirmam que só negociam com governos e organis-mos públicos internacio-nais. Em informe divulgado pelo Sindusfarma (Sindica-to da Indústria de Produ(Sindica-tos Farmacêuticos) em nome da AstraZeneca, Janssen, Pfizer e Instituto Butantan, as em-presas afirmam que seguem critérios internacionais e de interesse coletivo, e que por isso não atenderão nenhu-ma empresa ou pessoa física. O diretor assistente da Opas (Organização Pan--americana da Saúde), Jar-bas Barbosa, criticou ontem a aprovação de leis brasilei-ras que beneficiem o setor privado. “Ninguém tem va-cinas sobrando. O objetivo primário dos imunizantes é proteger aqueles que po-dem se contrair a doença de forma grave.”

Disputa.

Após aprovação na Câmara federal e na Assembleia de São Paulo, setor privado agora pressiona governo federal para poder comprar

vacina contra covid-19 para funcionários. Opas condena liberação e pede para que imunizantes sejam destinados aos grupos prioritários

Empresários ganham apoio do

legislativo para adquirir doses

78,5%

têm interesse na compra de imunizantes para proteger seus colaboradores, caso seja autorizado

AGUARDANDO A VACINA

Pesquisa perguntou para executivos as perspectivas para o pós-vacina

68%

acreditam que a aceleração da vacinação é a principal medida para retomada dos negócios

53,3%

pretendem contratar novos colaboradores depois da vacinação

Os negócios serão aquecidos após a imunidade coletiva?

Qual será o modelo de trabalho no pós-pandemia? 76,9%, sim 78,8% híbrido, com home office e presencial 17,63% ficará igual 14,2% apenas presencial 5,45%, não 7% apenas home office

FONTE: PESQUISA BRANGELS/HSM-LEARNINGVILLAGE/FIRSTCOM CENÁRIO ECONÔMICO PÓS-VACINA: O QUE PODEMOS ESPERAR DOS NEGÓCIOS?

VANESSA SELICANI METRO

“Eu acho que a

iniciativa privada terá

muita dificuldade para

comprar vacina. Não

tem dose no mundo

disponível. A realidade

é que nós temos que

intensificar a vacinação.”

VICE-PRESIDENTE HAMILTON MOURÃO

“É uma forma de

criar um camarote

da vacina, um

fura-fila, e descaracterizar

todo o plano que o

governo está tentando

implementar.”

PAULO FIORILO (PT), DEPUTADO ESTADUAL DE SÃO PAULO

“Se a iniciativa privada

puder ajudar e comprar

a vacina, ela vai

desafogar o SUS, e,

independente de cor,

classe social, a pessoa

será vacinada.”

DIRCEU DALBEN (PL), DEPUTADO ESTADUAL DE SÃO PAULO

Pesquisa realizada com 320 empresários e executivos no mês passado mostra que a grande maioria compraria doses da vacina contra co-vid-19 para seus funcioná-rios caso fosse permitido.

A “Pesquisa BRAngels/ HSM-LearningVillage/First-Com Cenário Econômico Pós-Vacina: o que podemos esperar dos negócios?” foi divulgada ontem e apontou que a imunização é vista pe-los dirigentes de setores co-mo varejo, serviços, indústria e startups como essencial

pa-ra a retomada econômica. De acordo com o levanta-mento, 78,5% têm interesse na compra de imunizantes, 76,9%, vêm a imunidade co-letiva como fator para aque-cer os negócios e 68,7% se disseram dispostos a investir após a vacinação.

“Os empresários estão preocupados com o momen-to atual e têm interesse para acelerar a vacinação. O oti-mismo para o período pós--imunização é grande”, afir-ma Reynaldo Gaafir-ma, CEO da HSM, plataforma de

educa-ção corporativa que partici-pou do levantamento.

A pesquisa revela ainda que os empresários querem modelo híbrido de trabalho (78,8%) para o pós-pande-mia, que contemple o home oficce e o presencial.

“Esse foi um dos dados que mais nos chamou a aten-ção. Por conta da pandemia, muitos precisam estar em home office. Mas no pós-va-cinação, a hibridez veio para ficar. O trabalho em casa em alguns dias será uma opção, não obrigação.” METRO

Oito em cada dez comprariam

a vacina se fosse autorizado

Leilão de aeroportos supera

em 9.000% a expectativa

O primeiro leilão da In-fra Week, como foi batiza-da a sequência de três dias de leilões de concessões em infraestrutura, renderá ao governo R$ 3,3 bilhões em pagamentos de outorga – o mínimo esperado era de R$ 185 milhões. A licitação realizada ontem vai

trans-ferir para a iniciativa pri-vada três blocos de aeropor-tos nas regiões Sul, Norte e Centro-Oeste.

A grande vencedora foi a CCR, que arrematou os blo-cos Sul e Central, com ágio (acima do esperado) que su-perou 9.000%. A empresa deu lance de R$ 2,1 bilhões

no lote Sul, ágio de 1.534%. No lote Central, a oferta foi de R$ 754 milhões, ágio de 9.156%. O grupo Vince Air-ports venceu o bloco Nor-te, com oferta de R$ 420 milhões, ágio de 777%. Os vencedores terão de investir R$ 6,1 bilhões em 30 anos.

METRO COM ESTADÃO CONTEÚDO

Bolsonaro volta a

falar em mudança

na Petrobras

O presidente da República, Jair Bolsonaro, defendeu ontem maior previsibilidade na política de preços da Petrobras. Ele também pediu a participação do parlamento em projeto sobre a cobrança do ICMS sobre combustíveis. Política de preços

NÃO VOU

INTERFERIR,

A IMPRENSA VAI

DIZER O CONTRÁRIO.

MAS PODEMOS

MUDAR ESSA

POLÍTICA DE PREÇOS

LÁ. MANDEI UM

PROJETO PARA

CÂMARA HÁ POUCAS

SEMANAS

(11)
(12)

GRANDE SÃO PAULO, QUINTA-FEIRA, 8 DE ABRIL DE 2021 www.metrojornal.com.br

12

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{

CULTURA

}

Luto na literatura

Morre o crítico

Alfredo Bosi

O crítico literário Alfre-do Bosi morreu ontem, aos 84 anos, vítima da co-vid-19. Ocupante da ca-deira número 12 da Aca-demia Brasileira de Letras desde 2003, ele nasceu em São Paulo, em 1936, des-cendente de italianos. Na década de 1960, começou a lecionar na USP (Univer-sidade de São Paulo), ins-tituição em que atuou por décadas, lhe rendendo o título de professor emé-rito. Seu grande interes-se pela literatura brasilei-ra o levou a escrever livros como “Pré-Modernismo” (1966) e “História Conci-sa da Literatura Brasilei-ra” (1970) – este, obra de referência obrigatória. En-tre as obras de crítica lite-rária que se destacam em sua carreira estão “O Ser e o Tempo da Poesia” (1977), “Céu Inferno: Ensaios de Crítica Literária e Ideológi-ca” (1988) e “Machado de Assis: o Enigma do Olhar” (1999). Bosi também teve artigos publicados pelos jornais “Folha de S.Paulo” e “O Estado de S. Paulo”.

METRO COM ESTADÃO CONTEÚDO

As dores do

envelhecimento

Os cinéfilos estão precisan-do se virar para assistir a todos os indicados ao Os-car deste ano. Com os cine-mas fechados na quaren-tena, apenas três dos oito concorrentes a Melhor Fil-me estão disponíveis no streaming (“Mank” e “Os 7 de Chicago”, na Netflix, e “O Som do Silêncio”, no Prime Video).

Hoje, é a vez do longa “Meu Pai” chegar às pla-taformas digitais, porém apenas para compra, por R$ 29,90, no Now, Apple TV ou Google Play. Versão para aluguel será liberada ape-nas em 28 de abril.

O título, adaptado de uma peça de teatro, prome-te ser um dos destaques da premiação – são seis indi-cações. Um dos ingredien-tes para o sucesso é a atua-ção de Anthony Hopkins, que interpreta um idoso de

mesmo nome vivendo sozi-nho em seu apartamento, em Londres, e recusando qualquer ajuda profissional que sua filha, Anne (Olivia Colman), tenta impor.

A trama parte da relação dos personagens para tra-tar temas mais profundos, como os problemas da ve-lhice e as difíceis tomadas de decisão no momento de

uma inversão de respon-sabilidades. Tudo é trans-mitido na perspectiva do pai, que passa a duvidar do amor da filha e da própria sanidade – confundindo até mesmo o espectador.

A cerimônia do Oscar deste ano será realizada no dia 25 de abril, com forma-to ainda incerforma-to por causa

da pandemia. METRO

Estreia.

Com seis indicações ao Oscar, filme trata sanidade na velhice

e relação entre pai e filha; título pode ser assistido sem sair de casa

Olivia Colman e Anthony Hopkins estrelam longa | DIVULGAÇÃO/CALIFORNIA FILMES

Do Minhocão às telas

Começa hoje o SP Rock Mapping, festival virtual com intervenção urbana que busca uma nova direção para as famigeradas lives, que dominaram a programação cultural com a pandemia. Até domingo, apresentações de artistas como Letrux, Aíla, Luiza Lian e Senzala HiTech serão projetadas nas empenas cegas de prédios da região do elevado Presidente João Goulart – o famoso Minhocão – e transmitidas pelo canal do evento na Twitch. A programação está disponível no Instagram @ _sprm. | FILIPA AURÉLIO/DIVULGAÇÃO

As voltas que o mundo dá...

Há anos alvo de piadinhas por conta de seu desempenho na Fórmula 1, o ex-piloto Rubens Barrichello foi vacinado ontem contra a covid-19. O paulista de 48 anos mora na Flórida, EUA, e comemorou: “Desejo esta emoção a todos” | REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

A Liga dos Campeões com-pletou ontem os jogos de ida das quartas de final. In-cluindo uma vitória sur-preendente do PSG na Ale-manha. O time francês bateu o atual campeão Ba-yern de Munique por 3 a 2. Recuperado, Neymar foi ao campo, mas não às redes. Os tentos foram marcados

por Mbappé (2) e Marquinhos. Müller e Choupo-Moting di-minuíram o prejuízo báva-ro. No outro jogo, os visitan-tes também se deram melhor. Em Portugal, o Chelsea ven-ceu o porto por 2 a 0, tentos de Chilwell e Mount.

As partidas de vol-ta acontecem na próxima quarta-feira. METRO

O Palmeiras deu um grande passo para conquistar a Re-copa, título entre os cam-peões da Libertadores e da Sul-Americana. Este é o De-fensa y Justicia, que jogou a primeira partida na Argen-tina, mas foi o Verdão que se deu melhor: 2 a 1. No jo-go de volta, quarta que vem, no estádio Mané Garrincha, em Brasília, o alviverde tem a vantagem do empate para levar o título. Vale lembrar que na competição não há o critério de gol qualificado.

O jogo começou seguindo o script esperado. O Defensa y Justicia tomou a iniciativa e levou perigo com Braian Ro-mero, mas Weverton segurou as pontas. Os argentinos se-guiram no ataque, mas a mar-ca registrada do time de Abel

Ferreira, de velocidade e verti-calidade, apareceu novamen-te. Aos 16 minutos, Willian ganhou no meio-campo e deu passe para Rony, que ganhou do marcador e tocou na saída do goleiro Unsain.

A vantagem palmerense, porém, não abalou os donos da casa, que seguiram dando trabalho em busca do empa-te. Weverton, novamente, es-tragou a alegria adversária.

Na etapa final, o Defensa foi para o ataque para conse-guir a igualdade. E conseguiu aos 12, com Braian Romero completando boa troca de passes. Foi quando o técnico português fez quatro trocas no time. A equipe melhorou e contou com o pé calibrado de Gustavo Scarpa, uma das substituições, para chegar lá aos 28, em ótima cobrança de falta por cima da barrei-ra. E por muito pouco não le-vou o empate no fim, quando Bou mandou para as redes, mas o tento foi anulado por impedimento. METRO

Liga.

Visitantes levam a

melhor nas quartas de final

Recopa.

Palmeiras vence Defensa y Justicia por 2 a 1 na argentina na primeira partida

Rony abriu a contagem na Argentina | BRAZIL PHOTO PRESS/FOLHAPRESS

Vantagem para volta

D. Y JUSTICIA PALMEIRAS

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GRANDE SÃO PAULO, QUINTA-FEIRA, 8 DE ABRIL DE 2021 www.metrojornal.com.br

14

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PUBLIMETRO

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Horóscopo

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Este é um momento importante para o

autoconhecimento. Aprimore sua postura ao se relacionar com o entorno.

Neste momento, você será confrontado com suas inseguranças e frustrações, o que pode lhe levar ao auto-aperfeiçoamento.

Neste momento, mudanças na vida privada podem dar praticidade às ações e à interlocução com o entorno imediato.

É necessário que você faça ajustes de ordem prática e conceitual, melhorando não só processos como também as parcerias.

Reflexões profundas tendem a ocorrer neste momento, fazendo com que a vivência do cotidiano seja aperfeiçoada.

Você poderá ter consciência sobre o que lhe incomoda nos relacionamentos. A tendência é que ocorra intercâmbio de ideias agora.

Você poderá fazer ajustes nas relações humanas, o que é oportunizado agora. Com isso, a tendência é que se aprimore as parcerias.

Que tal fazer ajustes na extroversão das ideias? Dessa forma, você poderá aprimorar a qualidade da informação.

Procure enfrentar os aspectos complicados da vida e promover transformações na gestão dos dilemas práticos e interpessoais.

Esta fase indica um desabrochar de ideias que melhoram não só a sua qualidade de vida, como também o trato interpessoal.

É possível que o exercício da alteridade seja nutrido. Com isso, você poderá fazer ajustes em sua postura.

Soluções

Cruzadas

Sudoku

no

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O Pro Coletivo ajuda as pessoas a aproveitar a vida se locomovendo de forma inteligente

Fundadora da plataforma CalçadaSP (@calçadasp), junto com Tony Nyenhuis, a publicitária e mestranda em Arquitetura e Urba-nismo Wans Spiess é apaixonada pela cidade de São Paulo e por suas calçadas.

Tanto que criou esse projeto para justamente inspirar as pessoas a olhar mais – e com maior carinho – para o equipamento urbano que é tão essencial para a vida de todos. “A CalçadaSP propõe um ca-minho um pouco diferente: em vez de falarmos dos problemas, da falta de acessibilidade, dos buracos, escolhemos a rota apreciativa, de mostrar as histórias que essas calçadas contam”, diz Wans.

Por isso, uma das histórias mais queridas reveladas pela Calça-daSP é justamente a da criadora do desenho do piso símbolo da cida-de, Mirthes Bernardes, que idealizou, em 1965, a calçada em zigueza-gue em preto e branco, formado por mosaicos de pedra portuzigueza-guesa, com as linhas geométricas do mapa do estado de São Paulo.

Vencedora de um concurso promovido pela prefeitura, Mirthes faleceu no final de 2020 sem ter sido reconhecida por sua genial cria-ção, explica Wans, que mantinha contato com a artista há alguns anos. “Ela ganhou o concurso, tinha direito à autoria, viu seu dese-nho espalhado por toda a cidade, mas nunca consegui criar uma pa-tente e nem mesmo teve o reconhecimento merecido por essa obra”. Na última vez que encontrou Mirthes, Wans recebeu de suas mãos a maior preciosidade da artista: “Ela me deu a cópia (digi-tal) de uma carta escrita à mão, na qual traça o histórico da con-quista do concurso do piso paulistano. Segundo ela, quando tentou patentear o desenho, um advogado sumiu com toda a documenta-ção e ela teve que escrever a história de próprio punho para que não fosse esquecida.”

“Ainda tentamos homenagear dona Mirthes com uma exposi-ção, conversamos com empresas, participamos de editais, mas infe-lizmente não pudemos dar esse presente a ela em vida. O CalçadaSP quer ser mais uma voz para que seu legado seja preservado e os pau-listanos saibam quem é ela”, afirma Wans.

De domínio público, o desenho de Mirthes estampou roupas, marcas, produtos diversos. Várias empresas usaram o padrão criado por ela, sem ao menos dar os devidos créditos. Apesar do enorme su-cesso, a criadora não ganhou um centavo sequer por sua obra, que pode ser apreciada em vários lugares, como na avenida São Luís, no calçamento da Assembleia Legislativa de SP, e na escadaria localiza-da na rua Joaquim Antunes, em Pinheiros, batizalocaliza-da em homenagem à artista de “Escadaria Mirthes Bernardes”.

@procoletivo www.procoletivo.com.br

REPRODUÇÃO

A CRIADORA DO

PISO DE SÃO PAULO

Mirthes Bernardes, a criadora da calçada

de São Paulo

Procure aproveitar esta fase para fazer mudanças na vida profissional para aprimorar metas, parcerias e até o seu desempenho.

Leitor fala

Vladimir Putin até 2036

Espero que essa moda não se espa-lhe pelo mundo e chegue ao Bra-sil. Não vejo a hora de acabar o mandato do presidente Bolsona-ro. Ninguém aguenta mais esse desgoverno.

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Referências

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