OBSERVATÓRIO DO TRABALHO DE PORTO ALEGRE
Análise do Mercado de Trabalho Formal em Porto Alegre
Novembro de 2012
Termo de Contrato Nº. 48918/2012 - Secretaria Municipal de Trabalho e Emprego (SMTE) Secretaria Municipal de Produção, Indústria e Comércio (SMIC) – Prefeitura de Porto Alegre,
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e DIEESE
EXPEDIENTE DA PREFEITURA DE PORTO ALEGRE
SECRETARIA MUNICIPAL DE TRABALHO E EMPREGO (SMTE)
JOSÉ FORTUNATI
Prefeito do Município de Porto Alegre
POMPEO DE MATOS
Secretário Municipal do Trabalho e Emprego
JOSÉ ALBERTO JONHER
Gerente de Qualificação para o Trabalho e Emprego
TATIANA DE NARDI Psicóloga
Prefeitura de Porto Alegre
Secretaria Municipal de Trabalho e Emprego (SMTE)
Rua Siqueira Campos, 1300 5º andar– Porto Alegre - Rio Grande do Sul CEP 90010-170
EXPEDIENTE DO SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE
VITOR AUGUSTO KOCH
Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/RS LEO JOSÉ BORGES HAINZENREDER
Diretor-Superintendente MARCELO DE OLIVEIRA RIBAS Diretor de Administração e Finanças MARCO ANTÔNIO KAPPEL RIBEIRO
Diretor Técnico
SEBRAE – Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas Rua Sete de Setembro, 555 – Centro – Porto Alegre – RS – CEP 90010-190
EXPEDIENTE DO DEPARTAMENTO INTERSINDICAL DE ESTATÍSTICA E ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS – DIEESE
Direção Técnica
Clemente Ganz Lúcio – Diretor Técnico / Coordenador de Pesquisas Ademir Figueiredo – Coordenador de Estudos e Desenvolvimento José Silvestre Prado de Oliveira – Coordenador de Relações Sindicais
Nelson de Chueri Karam – Coordenador de Educação Rosana de Freitas – Coordenadora Administrativa e Financeira
Coordenação Geral do Projeto
Ademir Figueiredo – Coordenador de Estudos e Desenvolvimento Angela Maria Schwengber – Supervisora dos Observatórios do Trabalho
Anelise Manganelli – Técnica Responsável pelo Relatório
Equipe Executora DIEESE
DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos Rua Aurora, 957 – Centro – São Paulo – SP – CEP 01209-001
Fone: (11) 3821 2199 – Fax: (11) 3821 2179
E-mail: [email protected]
ÍNDICE
APRESENTAÇÃO ... 6
INTRODUÇÃO ... 7
1. COMPORTAMENTO DO SALDO DE VAGAS EM NOVEMBRO DE 2012 ... 8
2. COMPOSIÇÃO POR ATIVIDADE ECONÔMICA E FAMÍLIAS OCUPACIONAIS DO SALDO DE VAGAS EM NOVEMBRO DE 2012 ... 13
3. PIB MUNICIPAL ... 23
CONCLUSÃO ... 25
GLOSSÁRIO... 27
APRESENTAÇÃO
O presente documento configura-se no Relatório intitulado: “Análise do Mercado de Trabalho Formal em Porto Alegre – Novembro de 2012”, produto previsto no plano de atividades do Observatório do Mercado de Trabalho de Porto Alegre, parceria entre o DIEESE, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e a Prefeitura de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal de Trabalho e Emprego (SMTE).
Este relatório tem por objetivo analisar o comportamento do mercado de trabalho formal celetista no município de Porto Alegre durante o mês de Novembro de 2012. Para o acompanhamento do movimento do mercado de trabalho formal foram utilizados os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE.
O relatório se apresenta em três partes além desta apresentação, introdução e considerações finais. A primeira parte analisa o comportamento do saldo acumulado de vagas de Novembro de 2012 no município de Porto Alegre, trazendo análises comparativas com outros recortes geográficos. Já a segunda parte traz uma análise do comportamento dos admitidos e dos desligados em relação às famílias ocupacionais em destaque no período, considerando questões como, tipos de admissão e desligamento, porte do estabelecimento e tempo de permanência no emprego e salário médio. E a terceira parte apresenta uma breve análise sobre o ranking dos PIB municipais, divulgados pelo IBGE no último dia 19 de dezembro de 2012.
INTRODUÇÃO
A geração de empregos no Brasil caiu em Novembro de 2012, embora tenha registrado resultado positivo igual a 46.095. A região Sul foi a maior responsável pelo desempenho positivo no mercado de trabalho brasileiro, visto que foi a região que registrou maior saldo positivo de empregos no país (29.562).
O mês de novembro para a região e para o Rio Grande do Sul registra historicamente saldos positivos. Em 2012 o Rio Grande do Sul foi, entre os estados brasileiros, aquele com maior saldo positivo de emprego (15.759).
Entre os municípios do Rio Grande do Sul que apresentaram os maiores saldos positivos, Porto Alegre liderou o ranking do mês com saldo de 2.822, seguido por Pelotas (2.384) e Vacaria (1.122). E os municípios que se destacaram com saldos negativos foram: Santa Cruz do Sul (-524), Novo Hamburgo (-205) e Campo Bom (-133) (Anexo 03).
A capital gaúcha, como já mencionado, colaborou fortemente para o bom desempenho do estado, embora o mês de novembro de 2012 tenha sido apenas o quinto melhor resultado para a série desde 2002. Sendo em novembro, entre as capitais brasileiras, o 6ª melhor resultado.
Dois setores de atividade econômica foram responsáveis pelo bom desempenho no saldo de vagas para Porto Alegre - Comércio, com 1.506 postos, e Serviços que gerou 1.315 vagas.
1. COMPORTAMENTO DO SALDO DE VAGAS EM NOVEMBRO DE 2012
Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego (CAGED/MTE), em novembro de 2012, o Brasil gerou um saldo positivo de 46.095 vagas celetistas. O saldo de empregos criados no mês de novembro, considerando a série histórica desde 2002 só apresentou melhor desempenho do que os anos de 2002, 2005, 2006 e 2008, em todos os demais anos a geração de empregos superou a de 2012 (Gráfico 01). No acumulado do ano, o saldo de contratações foi positivo, sendo igual a 1.319.090 (Tabela 01).
GRÁFICO 01
Evolução do saldo de vagas celetistas para meses de novembro Brasil, 2002 a 2012
Fonte: MTE, Caged Elaboração: DIEESE.
A Região Sul foi a que mais empregou em novembro de 2012, com saldo de 29.562, mantendo o a liderança já registrada no mês anterior, quando apresentou saldo positivo de 26.819 vagas1. Historicamente o mês de novembro é um mês com resultados positivos para essa região, contrariamente à região centro-oeste que apresenta
1 Para obter detalhes dos dados relativos a Outubro de 2012, acessar relatório através do link:
http://geo.dieese.org.br/poa/estudos/mensal_10_2012.pdf
A Região Sul foi a que
mais empregou pelo
segundo mês
resultados negativos para o mês (Gráfico 02).
GRÁFICO 02
Saldo de vagas celetistas para meses de Novembro Grandes Regiões, 2002 a 2012
Fonte: MTE, Caged Elaboração: DIEESE.
Considerando os últimos dez anos para o mês de novembro, positivos, para a região Sul do Brasil, registrou-se em 2012 o quarto pior resultado da série, ficando atrás apenas do ano de 2002 que registrou saldo positivo de 20.788, seguido pelo ano de 2005 com 24.512, e o de 2008 que apresentou o pior resultado da série com saldo igual a 11.711 – ano do auge dos impactos da crise financeira internacional sobre o Brasil, e, portanto, na quarta posição encontra-se 2012 (29.562) (Gráfico 02).
A liderança da região Sul, na geração de empregos, é devida ao bom desempenho do estado do Rio Grande do Sul (15.759), visto que Santa Catarina (8.046) e Paraná (5.757), embora tenham apresentado resultados positivos, geraram contingentes de novas vagas significativamente inferiores (Anexo 01). Considerando a série desde 2002 para o mês de novembro, o Rio Grande do Sul apresenta resultado mediano, visto que 2012 é o quinto melhor resultado para essa série (Anexo 02). O bom resultado do Rio Grande do Sul foi fortemente influenciado pelo subsetor de atividade econômica do Comércio (7.197), Serviços (4.895) e Agropecuária, extração vegetal, caça e pesca (2.555), conforme Tabela 01, com destaque para esse último setor, que regularmente, apresenta níveis significativamente inferiores de saldo de emprego, no entanto, pelo segundo mês consecutivo, destaca-se, sendo puxado pelo Cultivo de frutas de lavoura permanente, exceto laranja e uva que nesse mês registrou saldo positivo de 1.094 e pela Produção de sementes certificadas que
apresentou saldo de 866 vagas.
Portanto, entre os estados brasileiros o Rio Grande do Sul ocupou a primeira colocação na geração de empregos, seguido do Rio de Janeiro (13.233) e Santa Catarina (8.046). Entre os que apresentaram maior retração estão Goiás (-8.649), seguido de Mato Grosso (-5.910) e Minas Gerais (-4.435) (Anexo 01).
Entre os municípios do Rio Grande do Sul que apresentaram os maiores saldos positivos de vagas, estão: Porto Alegre (2.822), Pelotas (2.384) e Vacaria (1.122). E os municípios com maiores saldos negativos foram: Santa Cruz do Sul (-524), Novo Hamburgo (-205) e Campo Bom (-133) (Anexo 03).
Da totalidade dos municípios gaúchos dez deles foram responsáveis pela geração de 10.530 vagas, enquanto que os dez, com maior extinção de vagas, foram responsáveis por um saldo negativo igual a 1.467 vagas.
A capital gaúcha, como já mencionado, colaborou
fortemente para o bom desempenho do estado, embora o mês de novembro de 2012 tenha sido apenas a quinto melhor resultado para a série desde 2002 (Gráfico 03), todavia a redução no contingente de vagas é observada na maior parte dos recortes geográficos em relação a períodos anteriores. Em comparação com as demais capitais brasileiras, Porto Alegre registrou saldo positivo de 2.822, ficando em 6º lugar, entre as capitais que mais geraram empregos no mês, atrás apenas das seguintes capitais: Rio de Janeiro - RJ (11.863), São Paulo – SP (4.522), Salvador – BA (4.380), Fortaleza – CE (3432), e Recife – PE (3.297). Entre as capitais que destacaram negativamente (eliminação de postos de trabalho) foram: Belo Horizonte – MG (-2.515), Brasília – DF (-548) e Palmas – TO (-543) (Anexo 04).
Porto Alegre é a 6ª
capital com maior saldo
GRÁFICO 03
Evolução do saldo de vagas celetistas para meses de Novembro Porto Alegre, 2002 a 2012
Fonte: MTE, Caged Elaboração: DIEESE.
A geração de empregos em Porto Alegre, em novembro de 2012, ocorreu prioritariamente em dois setores da economia: Comércio, com 1.506 postos, e Serviços que gerou 1.315 vagas. Em terceiro lugar, a Indústria de transformação registrou 62 vagas e os demais setores apresentaram estabilidade. Ou seja, o setor de Serviços e Comércio respondeu por 99,0% das vagas geradas. Estes setores destacaram-se também na Região Metropolitana de
Porto Alegre que em novembro apresentou saldo positivo de 5.061, sendo que esses setores geraram 5.466 vagas, portanto, superando a totalidade do saldo positivo, isso decorre dos saldos negativos registrados, especialmente nos Serviços industriais de utilidade pública (-230) e na Indústria de transformação (-89) (Tabela 01).
No saldo acumulado dos últimos 12 meses, ou seja, de novembro de 2011 a outubro de 2012, Porto Alegre vem acumulando saldo positivo de emprego igual a 14.511 vagas, no entanto no setor de Serviços industriais de utilidade pública registra saldo negativo com a eliminação de 293 vagas, o mesmo é observado na região metropolitana que acumulou a redução de 400 vagas nos últimos 12 meses.
Os setores de Serviços e
Comércio foram os
responsáveis pelo saldo
positivo de empregos
gerados em novembro
TABELA 01
Saldo da movimentação do emprego formal segundo setor de atividade
Porto Alegre, RMPA ,RS e Brasil, novembro de 2012 e novembro de 2011 a outubro/2012
Fonte: MTE, Caged Elaboração: DIEESE. nov/12 Acumulado do ano nov/12 Acumulado do ano nov/12 Acumulado do ano nov/12 Acumulado do ano Extrativa mineral -224 11.552 32 176 -9 68 -3 11 Indústria de transformação -26.110 237.475 1.694 16.380 -89 4.733 62 226 Serviços Indust. de Utilidade Pública -1.811 11.040 -223 -230 -230 -400 4 -293
Construção Civil -41.567 204.277 -346 10.609 -31 3.930 -55 1.454
Comércio 109.617 157.611 7.197 11.684 2.890 4.536 1.506 1.813
Serviços 41.538 576.746 4.895 39.221 2.576 20.092 1.315 11.200
Administração Pública -2.615 29.093 -45 655 -3 491 2 40
Agropecuária, extr. vegetal, caça e pesca-32.733 91.296 2.555 1.198 -43 10 -9 60
Total 46.095 1.319.090 15.759 79.693 5.061 33.460 2.822 14.511
Brasil Rio Grande do Sul RMPA Porto Alegre Setor de Atividade econômica
2. COMPOSIÇÃO POR ATIVIDADE ECONÔMICA E FAMÍLIAS OCUPACIONAIS DO SALDO DE VAGAS EM NOVEMBRO DE 2012
Na análise por subsetor, destaca-se na capital gaúcha, o Comércio varejista, que registrou saldo de 1.433 vagas, seguido dos Serviços, as Atividades de Serviços Médicos, Odontológicos e Veterinários que geraram 499 vagas e, em seguida apareceram àquelas atividades de Comércio e Administração de Imóveis, Valores Mobiliários e Serviço Técnico que registraram 349 vagas. O subsetor que mais gerou vagas foi o Comércio varejista, respondendo por 50,7% de todo emprego criado no município no mês.
TABELA 02
Saldo de empregos celetistas, variação absoluta e relativa, por setor e subsetor de atividade econômica
Porto Alegre, acumulado de janeiro a novembro e novembro de 2011 e 2012
Fonte: MTE, Caged Elaboração: DIEESE.
Nota (1): Embora seja possível matematicamente fazer a relação entre saldo positivo e negativo, por se tratarem de resultados de natureza completamente distintas, optou-se por não se realizar nas relações de variação.
No acumulado do ano, a Indústria de Transformação, embora tenha apresentado resultado positivo, foi o subsetor mais eliminou vagas, totalizando 377 postos eliminados, com destaque para o saldo negativo da Indústria do Papel, Papelão, Editorial e Gráfica (-223). O setor de Serviços Industriais
Acumulado 2011 Acumulado 2012 Variação absoluta Variação relativa Extrativa mineral 14 -3 63 22 -41,0 -65,1 Extrativa mineral 14 -3 63 22 -41,0 -65,1 Indústria de transformação -38 62 3.031 250 -2.781,0 -91,8
Indústria de produtos minerais nao metálicos 13 -1 75 51 -24,0 -32,0
Indústria metalúrgica -8 -28 99 9 -90,0 -90,9
Indústria mecânica 23 20 485 6 -479,0 -98,8
Indústria do material elétrico e de comunicaçoes 23 -74 895 -80
Indústria do material de transporte -54 68 -51 119
Indústria da madeira e do mobiliário -5 14 70 -46
Indústria do papel, papelao, editorial e gráfica -58 12 -133 -223
Ind. da borracha, fumo, couros, peles, sim ilares, ind. diversas 21 -6 434 220 -214,0 -49,3
Ind. quím ica de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, -55 -38 115 -28
Indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos 2 18 89 67 -22,0 -24,7
Indústria de calçados -3 2 -2 2
Indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico 63 75 955 153 -802,0 -84,0
Serviços Industr de Utilidade Pública -3 4 28 -292
Serviços industriais de utilidade pública -3 4 28 -292
Construção Civil -192 -55 3.394 1.207 -2.187,0 -64,4
Construçao civil -192 -55 3.394 1.207 -2.187,0 -64,4
Comércio 1.325 1.506 3.546 4.644 1.098,0 31,0
Com ércio varejista 1.205 1.433 2.473 4.022 1.549,0 62,6
Com ércio atacadista 120 73 1.073 622 -451,0 -42,0
Servicos 1.103 1.315 17.579 13.618 -3.961,0 -22,5
Instituiçoes de crédito, seguros e capitalizaçao 10 79 506 437 -69,0 -13,6
Com . e adm inis traçao de imóveis, valores m obiliários, serv. técnico... 141 349 5.301 1.892 -3.409,0 -64,3
Transportes e comunicaçoes 197 125 1.412 1.103 -309,0 -21,9
Serv. de alojam ento, alim entaçao, reparaçao, m anutençao, redaçao, r... 466 196 7.630 5.180 -2.450,0 -32,1
Serviços m édicos, odontológicos e veterinários 143 499 995 3.190 2.195,0 220,6
Ensino 146 67 1.735 1.816 81,0 4,7
Administração Pública -29 2 -378 13
Administraçao pública direta e autárquica -29 2 -378 13
Agropecuária, extr vegetal, caça e pesca 1 -9 94 52 -42,0 -44,7
Agricultura, s ilvicultura, criaçao de animais, extrativismo vegetal... 1 -9 94 52 -42,0 -44,7
TOTAL 2.181 2.822 27.357 19.514 -7.843,0 -28,7
Acumulado jan-nov nov/11 nov/12
de Utilidade Pública registrou redução de 293 empregos de janeiro a novembro de 2012 (Tabela 02).
Entre os setores com maior dinâmica no mercado de trabalho neste mesmo período, foram o setor de Serviços com 13.618 novas vagas, seguido com algum distanciamento pelo Comércio com 4.644 vagas. Vale salientar que, na análise estrutural do mercado de trabalho e atividade econômica de Porto Alegre, já realizada por esse observatório2, o setor predominante, que responde por 43,9% do emprego no município é os Serviços, e em seguida o setor de Comércio com15,9%.
Dado o bom desempenho já demonstrado do Comércio Varejista, esse se confirma na análise que buscou identificar o saldo de emprego por classes de atividade econômica, sendo a atividade de Comércio Varejista de Artigos do Vestuário e Acessórios a líder no saldo positivo (479), seguida do Comércio Varejista de Mercadorias em Geral, com Predomínio de Produtos Alimentícios – Hipermercado e Supermercado (345) e na terceira posição registrou-se a atividade de Locação de Mão-De-Obra Temporária (316) (Tabela 03).
A análise por classe de atividade econômica apresenta uma importante contribuição, na medida em que o resultado de emprego em novembro veio positivo o que é natural em novembro, como por exemplo o destaque daquelas atividades de locação de mão de obra temporária para atender as demandas crescentes de fim de ano. Ou seja, se é temporário, não veio pra ficar e, se não veio pra ficar, não deve ser contado como um crescimento do nível de emprego. A seguir será realizada uma análise nas modalidades de contratação para averiguar essa hipótese.
Entre as atividades que registraram maior saldo negativo estão às aquelas de Tratamento de Dados, Provedores de Serviços de Aplicação e Serviços de Hospedagem na Internet (-211), Construção de Edifícios (-152) e as Seleção e Agenciamento de Mão-De-Obra (-148) (Tabela 03).
Na comparação do saldo de emprego de novembro de 2012 dessas atividades econômicas, em relação ao mesmo mês do ano anterior, verifica-se que as dez que mais geraram vagas, totalizaram 2.295 postos, em novembro de 2012, ao passo que em 2011 haviam gerado apenas 716 vagas. Aquelas atividades que registraram os maiores saldos negativos no mês (totalizando uma eliminação de 907 postos), em 2011 haviam registrado saldo igualmente negativo embora em menor contingente (-336).
Como já citado em outras análises realizadas em demais relatórios3 elaborados por esse observatório em 2012, três setores chamam atenção, pelo desempenho positivo e recorrente, entre
2 Estudo disponível em: http://geo.dieese.org.br/poa/estudos/pesquisas_11_2012.pdf 3 Relatórios disponíveis em http://geo.dieese.org.br/poa/estudos_mensais.php
são eles: as Atividades de Atendimento Hospitalar (211), que na maior parte dos meses, desde abril desse ano, aparecem em primeiro ou segundo lugar no ranking das classes de atividade econômica que mais geram empregos. Por outro lado, interrompendo uma serie de resultados positivos desde abril de 2012 esteve, a atividade de Construção de Edifícios que nesse mês, registrou saldo negativo de emprego (-152). Na análise daquelas atividades que mais eliminam postos de trabalho aparecem seguidamente, ora na primeira, ora na segunda colocação, as atividades de tele atendimento, que nesse mês de novembro, geraram saldo positivo de 137 vagas, possivelmente devido à sazonalidade característica do mês.
TABELA 03
10 maiores saldos positivos e negativos de empregos das classes de atividade econômica Porto Alegre, novembro de 2011 e 2012
Fonte: MTE, Caged Elaboração: DIEESE.
Nota: ordenado por Novembro de 2012.
Em Porto Alegre, o saldo de 2.822 postos verificado em novembro de 2012 foi resultado da combinação entre as famílias ocupacionais que obtiveram saldo positivo, ou seja, mais admissões que desligamentos e as famílias ocupacionais que desligaram mais do que admitiram - saldo negativo. As dez famílias ocupacionais com maior saldo positivo no período, somaram 2.676
Classe de atividade econômica nov/11 nov/12
Comércio Varejista de Artigos do Vestuário e Acessórios 472 479 Comércio Varejista de Mercadorias em Geral, com Pred.Produtos Alim.- Hiper e Super 2 345
Locação de Mão-De-Obra Temporária 41 316
Atividades de Atenção Ambulatorial Executadas por Médicos e Odontólogos 2 212
Atividades de Atendimento Hospitalar 131 211
Construção de Obras de Arte Especiais -93 183
Comércio Varejista de Calçados e Artigos de Viagem 291 172 Restaurantes e Outros Estabelecimentos de Serviços de Alimentação e Bebidas 93 142
Atividades de Teleatendimento -228 137
Obras de Engenharia Civil não Especificadas Anteriormente 5 98
Subtotal 10 classes com maior saldo positivo 716 2.295
Demais classes 1.367 2.402
Tratamento de Dados, Provedores de Serviços de Aplicação e Serviços de Hospedagem na Internet -18 -211
Construção de Edifícios -239 -152
Seleção e Agenciamento de Mão-De-Obra -131 -148
Limpeza em Prédios e em Domicílios -60 -93
Construção de Redes de Abastecimento de água, Coleta de Esgoto e Construções Correlatas 103 -82
Construção de Rodovias e Ferrovias 59 -63
Serviços de Engenharia -35 -46
Fabricação de Aparelhos e Equipamentos para Distribuição e Controle de Energia Elétrica 8 -39 Atividades de Serviços Prestados Principalm ente às Empresas não Especificadas Anteriormente -27 -37 Fabricação de Equipamentos e Aparelhos Elétricos não Especificados Anteriorm ente 4 -36
Subtotal 10 classes com maior saldo positivo -336 -907
Demais classes 434 -968 Total 2.181 2.822 S a ld o s p o s it iv o s ( 2 0 1 2 ) S a ld o s n e g a ti v o s ( 2 0 1 2 )
vagas. E as dez famílias ocupacionais com os maiores saldos negativos registraram redução de 665 postos de trabalho (Tabela 04).
A família ocupacional que gerou mais empregos no mês foi a de Vendedores e demonstradores em
lojas ou mercados (962), seguida dos Caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco) (388) e na
terceira posição do ranking esteve os Escriturários em geral, agentes, assistentes e auxiliares
administrativos (220 vagas). Entre os destaques negativos, ou seja, das famílias que eliminaram
postos de trabalho estão os Trabalhadores operacionais de conservação de vias permanentes
(exceto trilhos) (-188) seguidos dos Trabalhadores de estruturas de alvenaria (-122) e na terceira
posição estiveram os Trabalhadores de montagem de estruturas de madeira, metal e compositos em
obras civis que registrou saldo negativo -61 vagas.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, verificou-se que as famílias ocupacionais com saldo positivo em novembro de 2012, registravam em 2011, saldo inferior, totalizando 1.494 contra 2.676 no ano corrente. No entanto, as famílias ocupacionais que extinguiram vagas revelaram saldos negativos com magnitude superior a aquele observado em 2011, ou seja, em 2012, totalizaram 665 contra o saldo também negativo, mas significativamente menor de -197 vagas registrado em 2011.
TABELA 04
Saldo das famílias ocupacionais com maior e menor saldo de vagas Porto Alegre, novembro de 2011 e 2012
Fonte: MTE, Caged Elaboração: DIEESE.
Ranking
2012 Família Ocupacional nov/11 nov/12
1º Vendedores e demonstradores em lojas ou mercados 887 962 2º Caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco) 257 388 3º Escriturarios em geral, agentes, assistentes e auxiliares administrativos 162 220
4º Telefonistas -65 208
5º Agentes comunitarios de saude, parteiras praticas e afins 24 191 6º Trabalhadores de embalagem e de etiquetagem 53 156
7º Almoxarifes e armazenistas 66 154
8º Operadores de telemarketing 20 142
9º Tecnicos e auxiliares de enfermagem 50 129
10º Escriturarios de servicos bancarios 40 126
Subtotal 10 famílias ocupacionais com maior saldo positivo 1.494 2.676
1º Trabalhadores operacionais de conservacao de vias permanentes (exceto trilhos) -9 -188 2º Trabalhadores de estruturas de alvenaria -83 -122 3º Trabalhadores de montagem de estruturas de madeira, metal e compositos em obras civis -42 -61
4º Continuos 5 -57
5º Trabalhadores nos servicos de administracao de edificios 24 -55 6º Supervisores de servicos administrativos (exceto contabilidade, financas e controle) -43 -46 7º Supervisores de vendas e de prestacao de servicos -1 -39
8º Escriturarios de apoio à producao -20 -34
9º Supervisores da construcao civil -19 -34
10º Pintores de obras e revestidores de interiores (revestimentos flexiveis) -9 -29
Subtotal 10 famílias ocupacionais com maior saldo negativo -197 -665
Demais famílias 884 811 Total 2.181 2.822 S a ld o s p o s it iv o s ( 2 0 1 2 ) S a ld o s n e g a ti v o s ( 2 0 1 2 )
No geral, o tamanho de estabelecimento que mais gerou saldo positivo de emprego foram aqueles com até 4 vínculos de trabalhadores, visto que foram registradas 1.369 novas vagas. Por outro lado, aqueles estabelecimentos com o total de vínculos entre 5 e 9 foram os que mais eliminaram postos de trabalho. Na análise do perfil dos empregos, gerados por aquelas famílias ocupacionais que mais criaram vagas em Porto
Alegre, no mês de novembro, notou-se que houve uma concentração de saldo positivo entre os
Caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco) contratados por aquelas empresas que possuem entre
250 e 499 vínculos, representando 40,5% do saldo total gerado para essa família ocupacional (Tabela 05).
Aqueles estabelecimentos que possuem até 4 vínculos, apresentaram concentração de saldo positivo para três das dez famílias com maior saldo no mês, são elas: Escriturários em geral, agentes,
assistentes e auxiliares administrativos trabalhadores que 51,8% dessas vagas foram geradas por
estabelecimentos pequenos, assim como, entre os Agentes comunitários de saúde, parteiras
praticas e afins que quase 100% das vagas concentraram-se nesse tamanho de estabelecimento e
entre os Operadores de telemarketing que figuraram 63,4% do saldo positivo. TABELA 05
Saldo de empregos celetistas por família ocupacional selecionada¹, segundo tamanho do estabelecimento
Porto Alegre, novembro de 2012
Fonte: MTE, Caged Elaboração: DIEESE.
Nota: (1) Famílias ocupacionais com maior saldo de empregos no período.
Já entre as Telefonistas, 89,4% do saldo positivo foram gerados por grandes estabelecimentos, ou seja, que tinham mais de 1.000 vínculos ou mais; Já entre os Técnicos e auxiliares de enfermagem, praticamente a totalidade do saldo positivo gerado (igual a 129 vagas), concentraram-se 59,7% em
Ranking
2012 Família Ocupacional Até 4
De 5 a 9 De 10 a 19 De 20 a 49 De 50 a 99 De 100 a 249 De 250 a 499 De 500 a 999 1000 ou mais Total
1 Vendedores e demonstradores em lojas ou mercados 268 33 136 116 110 134 117 47 1 962
2 Caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco) 73 20 13 29 23 63 157 -2 12 388
3 Escriturarios em geral, agentes, assistentes e aux adm 114 -23 22 68 43 68 28 20 -120 220
4 Telefonistas 6 -2 0 1 1 -3 6 13 186 208
5 Agentes comunitarios de saude, parteiras praticas e afins 192 0 0 1 -2 -1 0 0 1 191
6 Trabalhadores de embalagem e de etiquetagem 0 5 5 4 21 45 20 37 19 156
7 Almoxarifes e armazenistas 31 7 25 44 -9 11 48 -2 -1 154
8 Operadores de telemarketing 90 28 12 16 45 7 12 -8 -60 142
9 Tecnicos e auxiliares de enfermagem 55 -3 -11 -2 3 8 -5 7 77 129
10 Escriturarios de servicos bancarios 14 1 32 40 4 0 8 -1 28 126
Subtotal 10 famílias 843 66 234 317 239 332 391 111 143 2.676
Demais famílias 526 -101 -43 34 -249 59 -46 44 -78 146
Total 1.369 -35 191 351 -10 391 345 155 65 2.822
Pequenos
estabelecimentos (com até
4 vínculos) foram os que
apresentaram maiores
saldos positivos de
emprego em novembro
grandes estabelecimentos (com 1.000 vínculos ou mais) e 42,6% em pequenos estabelecimentos (com até 4 vínculos) (Tabela 05).
Analisando as formas de admissão, verificou-se que o Reemprego correspondeu a 91,3% o total de trabalhadores admitidos em novembro 2012 (Tabela 06).
As admissões por Primeiro Emprego representaram 8,0% do total, e enquanto a média brasileira (16,0%) conforme estudo já elaborado por esse
observatório4. Entre as dez famílias que geraram maior saldo positivo de vagas verifica-se que as admissões se distribuem da mesma forma, com predomínio do reemprego. Para duas destas famílias, o Primeiro Emprego aparece com um percentual mais elevado: entre os Escriturários em geral,
agentes, assistentes e auxiliares administrativos foi
igual a 11,5%, fato recorrente visto que, no mês de outubro de 2012, essa ocupação havia oportunizado que 14,9% do total de admissões fossem sem experiência comprovada, entre os
Operadores de telemarketing foram 11,7% das admissões e o maior destaque ficou com os Escriturários de serviços bancários, onde 19,6% das admissões foram por primeiro emprego.
TABELA 06
Distribuição (%) das admissões segundo tipo, por família ocupacional selecionada Porto Alegre, novembro de 2012
Fonte: MTE, Caged Elaboração: DIEESE
As admissões por contrato por prazo determinado se mostram expressivos entre os Técnicos e
Auxiliares de Enfermagem igual a 9,5%, além dos Escriturários em geral, agentes, assistentes e
4 Estudo disponível em: http://geo.dieese.org.br/poa/estudos/pesquisas_11_2012.pdf
Ranking 2012 Família ocupacional Admissão por Primeiro Emprego Admissão por Reemprego Admissão por Reintegraçao Contrato Trabalho Prazo Determinado Total
1 Vendedores e demons tradores em lojas ou mercados 6,2 93,3 - 0,5 100,0
2 Caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco) 7,3 92,5 - 0,2 100,0
3 Escriturários em geral, agentes, ass ist. e aux. adm. 11,5 85,9 0,2 2,5 100,0
4 Telefonistas 6,7 93,3 - - 100,0
5 Agentes comunitários de saúde, parteiras praticas e afins 6,3 93,8 - - 100,0
6 Trabalhadores de embalagem e de etiquetagem 6,8 93,2 - - 100,0
7 Almoxarifes e armazenistas 6,4 93,6 - - 100,0
8 Operadores de telemarketing 11,7 88,2 0,1 - 100,0
9 Técnicos e auxiliares de enfermagem 1,4 88,8 0,2 9,5 100,0
10 Escriturários de serviços bancários 19,6 77,7 - 2,7 100,0 Subtotal dez famílias ocupacionais com maior saldo 7,9 90,9 0,1 1,2 100,0 Demais famílias ocupacionais 8,1 91,5 0,0 0,4 100,0 Total 8,0 91,3 0,0 0,7 100,0
Apenas 8,0% das
admissões ocorridas em
Porto Alegre em
novembro, foram para
trabalhadores sem
experiência comprovada.
auxiliares administrativos (2,5%) e dos Escriturários de serviços bancários (2,7%) já que em
média em Porto Alegre apenas 0,7% das admissões são por esse motivo de contratação (Tabela 06). Na análise da remuneração média de novembro de 2012, verifica-se que os trabalhadores desligados possuem remuneração média superior à dos trabalhadores admitidos. Em novembro o salário médio dos desligados foi de R$ 1.036 e o dos admitidos R$ 963, ou seja, em média, o trabalhador admitido neste período recebia uma remuneração que correspondia a 92,9% da remuneração média do trabalhador desligado. No mês imediatamente anterior – outubro de 2012, essa diferença foi inferior quando em média o salário do desligado representava 96,5% do salário do admitido5. Essa piora é observada também na comparação com o mesmo mês do ano anterior, quando a relação entre salário médio de desligados e salário de admitidos havia sido registrada em 95,3% (Gráfico 04).
GRÁFICO 04
Salário médio real de admissão e de desligamento e relação percentual do salário de admissão e desligamento
Porto Alegre, novembro de 2010, 2011 e 2012
Fonte: MTE, Caged Elaboração: DIEESE
Nota: Deflacionados pelo INPC/IBGE em R$ de novembro/2012.
Ao analisar o mês de novembro de 2012 comparativamente aos dois anos, imediatamente anteriores, verifica-se que existe um crescimento real na renda dos trabalhadores dos admitidos, na medida em que de 2010 para 2011 houve um incremento de 7,4%, no entanto de 2011 para 2012, houve uma redução na renda igual a -1,2%. Entre os desligados, observam-se baixos incrementos,
pois de 2010 para 2011 registra-se um aumento de 1,9% e de 2011 para 2012 igual a 1,3% (Gráfico 04).
A distribuição dos desligamentos em Porto Alegre, em novembro de 2012, ocorreu fundamentalmente entre os trabalhadores desligados sem justa causa (43,6%) e a pedido do trabalhador (35,1%), seguido pelo Término de contrato (19,1%) (Tabela 06). Entre as dez famílias que apresentaram maior saldo negativo de vagas, essas proporções ficam em 56,6%, 20,6% e 21,2% respectivamente. Destacam-se duas famílias ocupacionais: Supervisores da
Construção Civil e Supervisores de serviços administrativos (exceto contabilidade, finanças e controle), que registraram 83,7% e 71,7% dos desligamentos por iniciativa do empregador sem
justa causa, respectivamente. Chamou atenção, que entre as dez famílias que mais geraram saldo negativo no mês, três dessas famílias são de ocupações de cargos de liderança – supervisores - que totalizaram 357 desligamentos no mês, sendo que 74,5% deles ocorreram por iniciativa do empregador sem justa causa.
TABELA 06
Distribuição (%) dos desligamentos segundo tipo, por família ocupacional selecionada¹ Porto Alegre, novembro de 2012
Fonte: MTE, Caged Elaboração: DIEESE Notas:
(1) Famílias ocupacionais com maior saldo negativo no período.
(2) Outros - Incluem os desligamentos ocorridos por morte e aposentadoria
Em Porto Alegre, 68,3% dos trabalhadores desligados em novembro de 2012, não completaram um ano no último emprego (exatamente o mesmo percentual encontrado para o mês de outubro de
Ranking 2012 Família ocupacional Desligamento sem Justa Causa Desligamento com Justa Causa Desligamento a Pedido Término de Contrato Outros Motivos Total
1 Trab. oper conservação de vias permanentes (exceto trilhos) 41,1 0,0 12,1 46,8 0,0 100,0
2 Trabalhadores de estruturas de alvenaria 56,6 2,0 23,9 17,4 0,2 100,0
3 Trab. montagem de estru. madeira, metal e compósitos em obras civis 60,3 1,1 21,6 16,7 0,3 100,0
4 Contínuos 39,6 0,7 17,4 42,4 0,0 100,0
5 Trabalhadores nos serviços de administração de edifícios 44,2 1,2 24,8 28,7 1,2 100,0
6 Supervisores de serviços administrativos (exceto contabilidade, finanças e controle) 71,7 1,2 20,5 6,0 0,6 100,0
7 Supervisores de vendas e de prestação de serviços 69,0 0,0 26,4 4,6 0,0 100,0
8 Escriturários de apoio à produção 65,3 2,0 27,9 4,8 0,0 100,0
9 Supervisores da construção civil 83,7 0,0 9,6 4,8 1,9 100,0
10 Pintores de obras e revestidores de interiores (revestimentos flexíveis) 66,3 1,3 10,0 20,0 2,5 100,0
Subtotal dez famílias ocupacionais com maior saldo 56,6 1,1 20,6 21,2 0,5 100,0
Demais famílias ocupacionais 42,5 2,0 36,4 18,9 0,2 100,0
Total 43,6 1,9 35,1 19,1 0,2 100,0
43,6% dos desligamentos
no mês foram por
iniciativa do empregador.
20126), sendo que 47,3% dos trabalhadores permaneceram menos de seis meses completos, e 26,6%, menos de três meses completos (Tabela 07). Entre as famílias ocupacionais que apresentaram maior saldo negativo, 23,7% dos trabalhadores foram desligados antes de completar 3 meses no estabelecimento; 44,3% desses trabalhadores não permaneceram seis meses no emprego e 71,9% foram desligados antes de completar um ano.
Vale destacar que entre os Trabalhadores operacionais de conservação de vias permanentes
(exceto trilhos) – família ocupacional que apresentou maior eliminação de vagas no mês, 41,4% dos
desligados não haviam completado 3 meses de emprego.
Entre os Trabalhadores de montagem de estruturas de madeira, metal e compositos em obras civis chamou a atenção que 87,1% são desligados antes de completar um ano no emprego. E entre os contínuos notou-se a elevada concentração de desligamentos de trabalhadores, daqueles que possuem entre 6 e 11 meses no emprego - pode-se observar que desses desligamentos 64,5% eram de trabalhadores aprendizes.
TABELA 07
Distribuição (%) dos desligamentos segundo tempo de permanência no emprego, por família ocupacional selecionada¹
Porto Alegre, novembro de 2012
Fonte: MTE, Caged Elaboração: DIEESE
Nota: (1) Famílias ocupacionais com maior saldo negativo no período.
Ranking 2012 Família ocupacional 1,0 a 2,9 3,0 a 5,9 6,0 a 11,9 12,0 a 23,9 24,0 a 35,9 36,0 a 59,9 60,0 a 119,9 120,0 ou mais Total
1 Trab. oper conservação de vias permanentes (exceto trilhos) 41,4 20,7 16,9 11,1 4,6 4,6 0,8 0,0 100,0
2 Trabalhadores de estruturas de alvenaria 28,7 25,5 25,1 11,1 4,7 4,0 0,6 0,2 100,0
3 Trab. montagem de estru. madeira, metal e compósitos em obras civis 27,6 29,1 30,4 7,7 2,5 1,2 1,5 0,0 100,0
4 Contínuos 11,3 13,4 53,5 16,9 2,8 0,7 0,0 1,4 100,0
5 Trabalhadores nos serviços de adminis tração de edifícios 25,1 24,3 22,7 11,4 4,3 3,9 5,1 3,1 100,0
6 Supervisores de serviços adm. (exceto contabilidade, finanças e controle) 8,6 7,4 25,8 14,7 9,2 11,0 16,0 7,4 100,0
7 Supervisores de vendas e de pres tação de serviços 8,0 13,8 21,8 19,5 8,0 13,8 10,3 4,6 100,0
8 Escriturários de apoio à produção 10,1 15,1 30,2 21,6 11,5 2,9 5,8 2,9 100,0
9 Supervisores da cons trução civil 12,5 6,7 36,5 16,3 12,5 10,6 3,8 1,0 100,0
10 Pintores de obras e revestidores de interiores (revestimentos flexíveis) 23,8 17,5 30,0 17,5 5,0 5,0 1,3 0,0 100,0
Subtotal dez famílias ocupacionais com maior saldo 23,7 20,6 27,6 12,9 5,5 4,7 3,5 1,6 100,0 Demais famílias ocupacionais 26,8 20,7 20,5 14,7 7,1 5,3 3,4 1,5 100,0
Total 26,6 20,7 21,1 14,5 7,0 5,3 3,4 1,5 100,0
Em média, na capital
gaúcha, 68,3% dos
desligamentos foram de
trabalhadores com menos
3. PIB MUNICIPAL
Como já visto por esse observatório em relatórios anteriores, o município de Porto Alegre, em 2009 registrou PIB de R$ 43,7 bilhões que o colocava na 7ª posição do ranking entre os municípios brasileiros. No mês de dezembro de 2012 foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE os dados do PIB municipal de 2010, onde se verificou que Porto Alegre manteve a mesma posição (7ª). Foi possível ainda observar que permanece, no Brasil, uma concentração regional entre os municípios brasileiros, pois a média dos 10,0% dos municípios com maior PIB gerou 96,8 vezes mais renda do que a média dos 60,0% das cidades com menor PIB, pelos dados de 2010.
A concentração da geração de renda é evidente quando se observa que um quarto do PIB nacional, ou seja, 25% estão concentrados em apenas seis cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte e Manaus).
Conclui-se, portanto que houve pouca alteração no ranking dos dez municípios mais ricos do país, ou seja, São Paulo manteve-se como o maior PIB municipal brasileiro, seguido por Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, Manaus e Porto Alegre. Guarulhos, por sua vez, subiu da 9ª posição para a 8ª, de 2009 para 2010, e Fortaleza avançou do 10º lugar para o 9º, fato já esperado, visto que diante da análise dos últimos dez anos, esses municípios apresentaram taxa média de crescimento anual, superior à média das dez maiores econômicas municipais brasileiras7.
Salienta-se ainda que, entre as 100 maiores economias municipais brasileiras, estão seis gaúchas, são elas: Porto Alegre (7ª colocação), Canoas/RS (31ª), Caxias do Sul (34ª), Rio Grande (71ª), Gravataí (79ª) e Triunfo (96ª).
7
TABELA 08
Posição ocupada pelos 10 maiores municípios, em relação ao Produto Interno Bruto a preços correntes e participações percentuais relativa e acumulada, segundo os
municípios - 2010
Fonte: IBGE, em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus - SUFRAMA. Nota: Dados sujeitos a revisão.
Relativa Acumulada São Paulo/SP 1º 443 600 102 11,8 11,8 Rio de Janeiro/RJ 2º 190 249 043 5,0 16,8 Brasília/DF 3º 149 906 319 4,0 20,8 Curitiba/PR 4º 53 106 497 1,4 22,2 Belo Horizonte/MG 5º 51 661 760 1,4 23,6 Manaus/AM 6º 48 598 153 1,3 24,9 Porto Alegre/RS 7º 43 038 100 1,1 26,0 Guarulhos/SP 8º 37 139 404 1,0 27,0 Fortaleza/CE 9º 37 106 309 1,0 28,0 Salvador/BA 10º 36 744 670 1,0 28,9 Canoas/RS 31º 16 547 966 0,4 42,5 Caxias do Sul/RS 34º 15 692 359 0,4 43,7 Rio Grande/RS 71º 7 737 855 0,2 53,9 Gravataí/RS 79º 7 081 795 0,2 55,4 Triunfo/RS 96º 5 777 746 0,2 58,3
Municipios gaúchos entre os 100 maiores PIB municipais Municípios e respectivas Unidades da Federação Posição ocu-pada pelos 100 maiores municípios Produto Interno Bruto a preços correntes Participação percentual (%)
CONCLUSÃO
Em Porto Alegre, o saldo de 2.822 postos de trabalho, verificado em novembro de 2012 foi resultado da combinação entre as famílias ocupacionais que obtiveram saldo positivo, ou seja, mais admissões que desligamentos e as famílias ocupacionais que desligaram mais do que admitiram - saldo negativo.
O subsetor que mais gerou vagas foi o Comércio varejista, respondendo por 50,7% de todo emprego criado no município no mês. Por sua vez, entre as atividades econômicas de destaque no mês estão: o Comércio Varejista de Artigos do Vestuário e Acessórios a líder no saldo positivo (479), seguida do Comércio Varejista de Mercadorias em Geral, com Predomínio de Produtos Alimentícios – Hipermercado e Supermercado (345) e na terceira posição registrou-se a atividade de Locação de Mão-De-Obra Temporária (316).
A família ocupacional com maior saldo positivo de vagas foi a de Vendedores e demonstradores em
lojas ou mercados (962), seguida dos Caixas e bilheteiros (exceto caixa de banco) (388) e na
terceira posição do ranking esteve os Escriturários em geral, agentes, assistentes e auxiliares
administrativos (220 vagas). Entre os destaques negativos, ou seja, das famílias que eliminaram
postos de trabalho estiveram os Trabalhadores operacionais de conservação de vias permanentes
(exceto trilhos) (-188) seguidos dos Trabalhadores de estruturas de alvenaria (-122) e na terceira
posição estiveram os Trabalhadores de montagem de estruturas de madeira, metal e compositos em
obras civis que registrou saldo negativo -61 vagas.
O saldo positivo de vagas é constituído de algumas características, ou seja, a maior parte dele é derivada da contratação de trabalhadores por pequenos estabelecimentos, ou seja, aqueles que possuem até 4 vínculos de emprego, embora algumas famílias ocupacionais tenham apresentado características especificas como foi o caso dos Técnicos e auxiliares de enfermagem, praticamente a totalidade do saldo positivo gerado (igual a 129 vagas), concentraram-se 59,7% em grandes estabelecimentos (com 1.000 vínculos ou mais).
Na análise das formas de admissão, verificou-se que o Reemprego correspondeu a 91,3% das admissões no mês, e as admissões por Primeiro Emprego representaram 8,0% do total (metade da média nacional 16,0%).
Em novembro o salário médio dos desligados foi de R$ 1.036 e o dos admitidos R$ 963, ou seja, em média, o trabalhador admitido neste período recebia uma remuneração que correspondia a 92,9% da remuneração média do trabalhador desligado.
Na análise dos motivos dos desligamentos no mês, notou-se que fundamentalmente os trabalhadores foram desligados sem justa causa por iniciativa do empregador (43,6%) e 35,1% pediu demissão, seguido pelo Término de contrato que representou 19,1%.
68,3% dos trabalhadores porto-alegrenses desligados em novembro de 2012, não completaram um ano no último emprego, sendo que 47,3% dos trabalhadores permaneceram menos de seis meses completos, e 26,6%, menos de três meses completos. Chamou atenção que entre os Trabalhadores
operacionais de conservação de vias permanentes (exceto trilhos) – família ocupacional que
apresentou maior eliminação de vagas no mês, 41,4% dos desligados não haviam completado 3 meses de emprego.
Finalmente, optou-se por realizar uma breve análise dos dados recentemente divulgados pelo IBGE do PIB municipal brasileiro, onde se constatou que Porto Alegre mantem-se na 7ª posição no ranking dos municípios.
GLOSSÁRIO
Atividade econômica: Conjunto de unidades de produção caracterizado pelo produto produzido, classificado conforme sua produção principal. O IBGE possui, dentre outras, uma classificação de nove setores de atividade econômica: extrativa mineral; indústria de transformação; serviços industriais de utilidade pública; construção civil; comércio; serviços; administração pública; agropecuária, extrativa vegetal, caça e pesca; e ‘outros’.
CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados): É um registro administrativo do Ministério do Trabalho e Emprego, de periodicidade mensal e que contém as declarações de estabelecimentos com movimentação (admissões ou desligamentos) prestada até o dia 7 do mês subsequente à movimentação.
CBO (Classificação Brasileira de Ocupações): é o documento que reconhece, nomeia e codifica os títulos e descreve as características das ocupações do mercado de trabalho brasileiro. Foi instituída pela portaria ministerial nº. 397, de 9 de outubro de 2002, e tem por finalidade a identificação das ocupações no mercado de trabalho, para fins classificatórios junto aos registros administrativos e domiciliares.
CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas): É um instrumento padrão de classificação para identificação das unidades produtivas do Brasil, sob o enfoque das atividades
econômicas existentes. É desenvolvida sob a coordenação do IBGE, de forma compatível com a International Standard Industrial Classification – ISIC, terceira revisão aprovada pela Comissão de Estatística das Nações Unidas em 1989 e recomendada como instrumento de harmonização das informações econômicas em âmbito internacional.
Família ocupacional: cada família ocupacional constitui um conjunto de ocupações similares correspondente a um domínio de trabalho mais amplo que aquele da ocupação.
INPC: Índice Nacional de Preços ao Consumidor é medido pelo IBGE em 11 capitais brasileiras. Consideram-se apenas famílias com renda entre 1 e 8 salários mínimos.
Saldo do emprego: resultado da diferença entre admissões e desligamentos nos estabelecimentos declarantes do CAGED. Indica o emprego efetivamente criado no período.
Variação percentual do estoque de emprego (%): Indica o aumento ou a diminuição do estoque do emprego em decorrência da criação/perda de empregos no período. É calculado através da fórmula: saldo da movimentação do mês/ano ÷ estoque inicial do mesmo mês de referência x 100.
ANEXO 01
Ranking do Saldo de vagas
Estados brasileiros, novembro de 2010, 2011 e 2012
Fonte: MTE, Caged. Elaboração: DIEESE.
Ranking
2012 UF nov/12 nov/11 nov/10
1 Rio Grande do Sul 15.759 12.875 21.729
2 Rio de Janeiro 13.233 24.867 31.965 3 Santa Catarina 8.046 12.089 12.761 4 São Paulo 7.203 -29.145 4.999 5 Paraná 5.757 5.663 10.253 6 Bahia 5.695 3.157 10.681 7 Ceará 4.489 4.368 6.850 8 Alagoas 2.888 2.030 4.134 9 Espírito Santo 1.945 1.714 3.057 10 Paraíba 1.908 2.150 2.386
11 Rio Grande do Norte 1.440 1.013 2.203
12 Pernambuco 1.053 5.135 6.001
13 Sergipe 748 1.312 2.552
14 Mato Grosso do Sul 287 -1.285 985
15 Amapa 277 496 15 16 Roraima 211 451 277 17 Maranhão -318 334 1.887 18 Para -530 4.226 3.427 19 Distrito Federal -548 1.430 2.713 20 Acre -553 -264 -423 21 Piaui -836 590 478 22 Rondônia -856 -1.511 1.052 23 Tocantins -939 169 -719 24 Amazonas -1.270 1.303 1.410 25 Minas Gerais -4.435 5.825 12.093 26 Mato Grosso -5.910 -5.791 -3.032 27 Goiás -8.649 -10.466 -1.487 TOTAL 46.095 42.735 138.247
ANEXO 02
Evolução do saldo de vagas celetistas para meses de novembro Rio Grande do Sul, 2002 a 2012
Fonte: MTE, Caged. Elaboração: DIEESE.
ANEXO 03
Ranking do saldo de empregos celetistas Municípios gaúchos, novembro de 2010, 2011 e 2012
Fonte: MTE, Caged. Elaboração: DIEESE.
* Nota: Resultados acrescidos dos ajustes;
Ranking
2012 Município-Rio Grande do Sul 2012 2011 2010
1 Porto Alegre 2.822 2.181 3.955 2 Pelotas 2.384 2.326 1.589 3 Vacaria 1.122 1.779 991 4 Morro Redondo 934 984 772 5 Cruz Alta 791 1.106 798 6 Canoas 748 -129 68 7 Rio Grande 520 522 157 8 São Leopoldo 480 123 679 9 Santa Maria 379 348 536 10 Capão da Canoa 350 206 389
Subtotal 10 maiores saldos positivos 10.530 9.446 9.934
Demais municípios 8.309 4.961 9.767
497 Santa Cruz do Sul -524 -329 468
496 Novo Hamburgo -205 -456 310 495 Campo Bom -133 -64 -79 494 Dois Irmãos -104 -53 5 493 Salvador do Sul -100 30 -12 492 Caxias do Sul -86 225 977 491 Teutônia -84 -22 105 490 Vera Cruz -79 -137 43 489 Nova Hartz -79 -83 -164 488 Portão -73 -56 8
Subtotal 10 maiores saldos negativos -1.467 -945 1.661
Demais municípios -1.613 -587 367 Total 15.759 12.875 21.729 S a ld o s p o s it iv o s ( 2 0 1 2 ) S a ld o s n e g a ti v o s ( 2 0 1 2 )
ANEXO 04
Ranking do Saldo de vagas
Capitais brasileiras, novembro de 2010, 2011 e 2012
Fonte: MTE, Caged. Elaboração: DIEESE.
Ranking
2012 Capital nov/12 nov/11 nov/10
1 Rio de Janeiro - RJ 11.863 13.335 17.410 2 São Paulo - SP 4.522 10.588 23.318 3 Salvador - BA 4.380 5.469 5.215 4 Fortaleza - CE 3.432 3.252 5.422 5 Recife - PE 3.297 6.176 5.309 6 Porto Alegre - RS 2.822 2.181 3.955 7 Curitiba - PR 1.758 3.544 2.892 8 Florianópolis - SC 1.542 1.635 1.147 9 Goiânia - GO 1.192 -113 2.334 10 Aracaju - SE 1.114 847 1.206 11 Natal - RN 1.094 559 1.511 12 Maceió - AL 1.015 1.314 1.622 13 João Pessoa - PB 941 980 1.145 14 Campo Grande - MS 683 333 760 15 Terezina - PI 509 137 1.420 16 Belém - PA 339 1.465 1.252 17 Macapá - AP 296 414 -28 18 Boa Vista - RR 224 407 229 19 Vitória - ES -53 1.169 799 20 Cuiabá - MT -309 -100 1.350 21 Porto Velho - RO -332 -1.303 1.486 22 São Luiz - MA -358 1.293 2.334 23 Rio Branco - AC -443 39 -114 24 Manaus - AM -518 1.571 1.110 25 Palmas - TO -543 -279 -267 26 Brasília - DF -548 1.430 2.713 27 Belo Horizonte - MG -2.515 5.208 5.389 Outros municípios 10.691 -18.816 47.328 Total 46.095 42.735 138.247