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Epístolas Paulinas I - EETAD.pdf

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Academic year: 2021

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EPÍSTOLAS

PAULINAS ■ I

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Romanos e Gálatas

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EPÍSTOLAS PAULINAS I

ROMANOS E GÁLATAS

A Justificação pela Fé e a Liberdade em Cristo

Autoria de

JOSÉ APOLÔNIO

Adaptado para curso pela equipe redatorial da EETAD

EDIÇÃO

ESCOLA DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS (EETAD) CAIXA POSTAL 1431 - CAMPINAS, SP -- 13001-970

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meio, sem a permissão escrita d a EETAD

Livro Autodidãtico Publicado Pela

ESCOLA DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS

TIRAGEM: l9 Edição 1980 - 6.100 exemplares 2§ Edição 1985 - 8.000 exemplares 1989 - 14.000 exemplares 1993 - 9.500 exemplares

Todos os direitos Reservados

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COMO ESTUDAR ESTE LIVRO

Âs vezes estudamos muito e aprendemos ou retemos pouco ou nada. Isto em parte acontece pelo fato de estudarmos sem ordem nem metodo.

Embora sucinta, a orientação que passamos a expor, ser-lhe-a muito u t i l .

1. Busque a ajuda divina

Ore a Deus dando-lhe graças e suplicando direção e ilumina­ ção do alto. Deus pode vitalizar e capacitar nossas faculdades mentais quanto ao estudo da Santa Palavra, bem como assuntos afins e legítimos. Nunca execute qualquer tarefa de estudo ou trabalho, sem primeiro orar.

2. Tenha à mao o material de estudo

Alem da matéria a ser estudada, isto e , alem deste li­ vro- texto , tenha ã mão as seguintes fontes de consulta e referên­ cia:

- Bíblia. Se possível em mais de uma versão. - Dicionário Bíblico.

- Concordância Biblica.

- Livro ou caderno ae ar:: *: * ■: '• : individuais . Habitue-se a sempre tomar novas de suas aulas, estudos e meditações. 3. Seja organizado ao estudar

a. Ao primeiro contato com a matéria, procure obter uma vi­ são global da mesma, isto é, como um todo. Não sublinhe nada. Não faça apontamentos. Não procure referências na Bíblia. Procure, sim, descobrir o proposito da matéria em estudo, isto e, o que deseja ela comunicar-lhe.

b. Passe entao ao estudo de cada lição, observando a seqüên­ cia dos Textos que a englobam. Agora sim, a medida que for estu­ dando, sublinhe palavras, frases e trechos-chaves. Faça anotações no caderno a isso destinado. Se esse caderno for desorganizado, nenhum serviço prestará.

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d e,, volte ao livro. 0 aprendizado é um processo metódico e gra­ dual. Não é algo automático e, que se aperta um botão e a máquina trabalha. Pergunte aos que sabem, como foi que aprenderam.

d. Quando estiver seguro do seu aprendizado, passe ao res­ pectivo questionário. As respostas deverão ser dadas sem consul­ tar o Texto correspondente. Responda todas as perguntas que pu­ der. Em seguida volte ao Texto, comparando suas respostas. Tanto as perguntas que ficaram em branco, como aquelas que talvez tive­ ram respostas erradas só deverão ser completadas ou corrigidas, após sanadas as dúvidas até entao existentes.

e. Ao término de cada. lição se encontra uma revisão geral perguntas e exercícios que deverão ser respondidos dentro do mes­ mo critério adotado no passo "d".

f. Reexamine a lição estudada, bem como o questionário. g. Passe a liçao seguinte.

h. Ao final do livro, reexamine toda a matéria estudada; de- tenha-se nos pontos que lhe foram mais difíceis, ou que falaram mais profundo ao seu coração.

Observando todos estes itens você tera chegado a um final feliz do seu estudo, tanto no aprendizado quanto no cre scimento espiritual.

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INTRODUÇÃO

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Antes de começar o estudo detalhado das Epístolas aos Roma­ nos e Gálatas, há duas coisas que lhe ajudarão a dar uma visão panorâmica de ambas as epístolas. Primeiro, faça uma leitura pre­ liminar de ambas, procurando descobrir o motivo que levou o após­ tolo Paulo a escrevê-las. Segundo, leia-as relacionando as suas diferentes partes até se familiarizar com os assuntos nelas tra­ tados. Deste modo, este livro-texto servirá apenas como um guia de estudo, ã medida que você for avançando nos domínios da graça, através do estudo da Palavra de Deus e da comunhão com o seu Fi­

lho Jesus Cristo.

Romanos e Gálatas tratam em profundidade de assuntos subor­ dinados ã doutrina da salvação, como seja: a justificação pela fé e a liberdade cristã .Segundo Paulo, se o pecador é salvo somente por meio da fé, mas após a conversão vive a vida que bem lhe apraz, qual a necessidade do Filho de Deus ter vindo ao mundo e morrido pela humanidade? Esta é uma das questões abordadas por Paulo nas suas epístolas aos Romanos e aos Gálatas. Estudando-as, você conhecerá melhor a vida, o caráter e o ministério do apósto­ lo Paulo, enquanto que obterá una visão legítima da vida e servi­ ço cristãos.

A Epístola aos Romanos, particularmente, é uma resposta com­ pleta, lógica e inspirada ã grande pergunta dos séculos: "Como pode o homem ser justo para Deus?" (Jo 9.2). Em resposta ã esta inquietante indagação, Paulo fala da justificação dos peca­ dores, da santificação dos crentes justificados, e da glorifica­ ção dos crentes santificados, coino atos realizados pela fé em Je­ sus pelo Evangelho e pelo poder operante de Deus.

Enquanto isto, a Epístola aos Gálatas diz respeito ã contro­ vérsia judaizante, por causa da qual se reuniu o concilio de Je­ rusalém (At 15). Não foi escrita como um trabalho de história contemporânea do autor. Constitui, antes um protesto contra a distorção do Evangelho de Cristo, causada pela ação dos judaizan­ tes que seguiam após o apóstolo Paulo, com o propósito de preju­ dicar o seu profícuo ministério.

Em suma, a Epístola aos Gálatas foi escrita com os seguintes propósitos:

1. Opôr-se ã influência dos mestres judaizantes que estavara tentando destruir a autoridade apostólica de Paulo.

2. Refutar os seguintes erros, que ensinavam:

a) que a obediência â Lei associada com a fé é indispen­ sável ã salvação;

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daizantes, haviam caído da graça.

0 tom da Epístola aos Gálatas é polêmico. Destaca-se nela a indignação, se bem que não se trata de ira motivada por um dasa-

bafo pessoal do apóstolo, mas sim de um princípio espiritual em causa. "Ainda que nos, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que va alem do que vos temos pregado, seja anátema" (Gl 1.8), bradou o valente apóstolo Paulo ao censurar os gálatas pela sua aceitação do erro legalístico dos judaizantes.

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ÍNDICE

LIÇÃO Texto Página

1 A CONDENAÇÃO DOS PECADORES 7 Esboço de Romanos... 1 9 A Culpa dos Gentios ímpios... 2 12 A Culpa dos Moralistas... 3 14 A Culpa dos Judeus... 4 17 A Culpa Universal... 5 19 2 A JUSTIFICAÇÃO DOS PERDOADOS 2 3 0 Que é a Justificação... 1 25 A Provisão de Deus... ... 2 2 7 Exemplo de Fé: Abraão... 3 30 As Bênçãos da Justificação... 4 32 Contraste Entre Adão e Cristo... 5 35 3 A SANTIFICAÇÃO DOS JUSTIFICADOS 39 O Significado do Batismo... 1 41 Um Mercado de Escravos... 2 43 A Lei - A Analogia do Casamento... 3 46 A Lei e a Consciência... 4 48 O Andar no Espírito... . . 5 50 4 A DISPENSAÇÃO DE ISRAEL 55

A Rejeição de Israel, o Escolhido de Deus.... 1 57 A Salvação de Israel no Presente... 2 60 A Proclamação do Evangelho a Todo o Mundo.... 3 62 A Restauração de Israel no Futuro... 4 65 5 EXORTAÇÕES PRÁTICAS 6 9 Somos Membros do Corpo de Cristo... 1 71 Com Respeito ãs Autoridades Terrenas... 2 73 Com Respeito aos Crentes Fracos... 3 75 O Exemplo de Cristo... 4 78 6 PAULO, O DEFENSOR DA FÉ 87 Saulo, o Defensor da Fé Judaica... 1 89 A Conversão de Saulo... 2 91 A Necessidade da Defesa da F é ... 3 93 A Responsabilidade Pela Defesa da F é ... 4 95 A Defesa do Apóstolo... 5 97 O Esboço de Gálatas... 6 99

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O Apostolado e o Evangelho de Paulo... 1 105 A Conversão e Comissão Divina de Paulo... 2 107 A Consulta aos Dirigèntes da Igreja... 3 110 A Repreensão a Pedro Por Causa do Evangelho.. 4 113 A Justificação Pela Fé, Sem as Obras da Lei.. 5 115 A Lei Não Tem Poder Sobre Quem Morre... 6 116 8 AS ESCRITURAS ENSINAM O EVANGELHO DA FÉ 121 O Evangelho da Fé Recebido Pelos Gálatas.... 1 123 O Evangelho da Fé, Desde Abraão... 2 125 A Relação Entre o Evangelho e a Lei... 3 127 A Lei Fòi Dada Para Nos Guiar a Cristo... 4 129 Filhos de Deus Pela F é ... 5 131 9 O EVANGELHO SÓ PRODUZ FILHOS 135 Da Escravidão â Filiação... 1 137 Religião Cerimonial e Experiência Espiritual. 2 139 A Tragédia do Regresso ã Servidão... 3 141 Servidão ou Liberdade... 4 143 10 A LIBERDADE CRISTÃ 147 Temos Liberdade em Cristo... 1 149 Não Devemos Abusar da Nossa Liberdade Cristã. 2 151 O Triunfo da Vida no Espirito... . 3 153 A Aplicação do Evangelho na Vida Diária... 4 154 A Nova Vida em Cristo... 5 157 REVISÃO GERAL... 160 BIBLIOGRAFIA... ... 162

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Através da sua epístola aos Romanos, (escrita cerca dos anos 57/58 d.C.), o apóstolo Paulo procura dar uma resposta lógica e inspirada, ã principal pergunta que o homem vem fazendo desde o princípio da história da raça humana. Esta pergunta é: "Como pode o homem ser justo para com Deus?" (Jó 9.2).

Apesar de em várias partes do Antigo Testamento, nos Evange­ lhos e no livro de Atos dos Apóstolos, serem encontrados elemen­ tos que juntos visam responder a essa singular pergunta, o fato é que foi mesmo ao apóstolo Paulo a quem coube especial revelação divina quanto ã justificação pela fé, base e tema da epístola aós Romanos. A habilidade divina da qual Paulo foi possuidor, para interpretar esse assunto através dessa sua epístola, faz de Roma­ nos o que alguns estudiosos chamam "a catedral da doutrina cris­ tã". Isto posto, podemos resumir o tema de Romanos da seguinte maneira:

- a justificação dos pecadores;

- a santificação dos homens justifiçados; e

- a glorificação dos santificados, pela fé e pelo poder de Deus.

A Igreja Cristã em Roma

A história eclesiástica não registra o nome do fundador da Igreja em Roma. Apesar disto, são muitas as conjecturas levanta­ das em torno de tradições sugerindo o nome ou nomes de possíveis fundadores dessa notável igreja do primeiro século.

Existem tradições que vinculam a origem da Igreja cristã em Roma aos nomes dos apóstolos Pedro e Paulo, sugerindo a fundação da mesma a um desses nomes.

A crença de que tenha sido o apóstolo Pedro o fundador da Igreja cristã em Roma, é uma peculiaridade da teologia e dogmáti­ ca da Igreja Católico-Romana, com o propósito de oferecer base histórica â pretensão do primado do bispo de Roma, o papa. Apesar das boas intenções que possam envolver essa questão, a afirmativa de que Pedro tenha sido o fundador da Igreja em Róma, não encon­ tra respaldo nas Escrituras nem em fontes históricas confiáveis. Sabemos, por exemplo, que por ocasião da assembléia em Jerusalém

(At 15), Pedro ainda estava nessã cidade; e que, de acordo com Gálatas 2.9, ele teve o seu ministério restrito entre os judeus.

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Anuladas as possibilidades de que Pedro ou Paulo tenham sido os fundadores da Igreja cristã em Roma, prevalece nos círculos cristãos mais ortodoxos, a crença de que essa igreja tenha sido fundada pelos romanos que visitando Jerusalém por ocasião das festividades da páscoa, aceitaram o Evangelho de Cristo pregado por Pedro no dia de Pentecoste. É sabido, por exemplo, que duran­ te os vinte e oito anos seguintes ã esse evento, muitos cristãos de todos os pontos do Oriente Próximo, emigraram para Roma, al­ guns deles convertidos através do abrangente ministério do após­ tolo Paulo.

Sabemos que a Igreja cristã da cidade de Roma já existia por algum tempo quando Paulo lhe escreveu a epístola que tem o seu nome (Rm 1.8,10,12,13; 15.23). De acordo com Atos 28.15 a exis­ tência da congregação em Roma é aceita pacificamente, o que é de­ monstrado pelo grupo de irmãos que veio recepcionar o apóstolo Paulo, no Foro de Ãpi o, como representação oficial da citada i- greja. 0 foro romano era originalmente uma praça mercantil, geral, mente situado ao longo das estradas importantes do império.

De origem eminentemente judaica, a Igreja cristã em Roma lo­ go teve as suas fileiras engrossadas por grande número de gentios convertidos à Cristo. Uma olhada no capítulo 16 da epístola aos Romanos salienta isto, pela grande quantidade de nomes de origem gentílica.

Romanos no Canon Sagrado

Quando se fizeram as primeiras coleções de livros do Novo Testamento, considerados canônicos, a epístola aos Romanos já es­ tava incluída, isso nos pronunciamentos de grupos ou pessoas or­ todoxos ou heréticos. A própria Bíblia, por exemplo, 2 Pedro 3.15,17, onde é citado Romanos 2.4, prova a canonicidade dessa epístola, quando lhe chama "Escritura". Esse é o mais antigo pro­ nunciamento que temos quanto a canonicidade de qualquer dos li­ vros do Novo Testamento.

Os mais famosos líderes da Igreja antiga, demonstraram o seu apreço pela epístola de Paulo aos Romanos. Vários deles cita- ram-na em seus escritos. Entre esses podemos citar Clemente de Roma (95 d.C.), Inácio de Antioquia (110 d.C.), e Policarpo de Esmirna (110 - 130 d.C.).

As epístolas de Clemente e de Policarpo citam, respectiva­ mente, os trechos de Romanos 1.2 9-32 e 14.10-12, prova incontes­ tável de que eles não somente tinham conhecimento do teor dessa epístola, mas que também aceitavam a sua autoridade apostólica. Irineu citou a passagem de Romanos 4.10,11 nos seus escritos.

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A abundância de citações da epístola aos Romanos nos escri­ tos dos Pais da Igreja, fortalece em muito a opinião de que essa epístola era conhecida e lida pelos cristãos dessa época, como parte de várias coleções de livros sagrados que possuíam.

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A CONDENAÇÃO DOS PECADORES

(Em 1.1 - 3.20)

Paulo inicia a sua epístola aos Romanos enfatizando a sua entrega pessoal total a Cristo como Senhor, como servo chamado e separado para o evangelho de Deus (1.1). Em seguida cumprimenta a seus leitores, com uma saudação peculiar a quase todas as suas epístolas. Diz ele: "A todos os amados de Deus, aue estais em Ro­ ma, chamados para serdes santos: Graça a vos zuzrcs e vaz da par­ te de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo", (v.?). Em seguida Paulo expressa o seu desejo e esperança de pela primeira vez vi­ sitar a igreja em Roma, a capital do Império.

Após suas saudações e contato iniciais com os seus leitores, o apóstolo Paulo vai ao que mais interessa na sua epístola. Nos primeiros três capítulos, ele aborda sobre os mais diferentes ân­ gulos, a condenação universal dos pecadores, sejam eles gentios ou judeus. Paulo mostra que todos os homens, sem distinção, estão debaixo do pecado (3.9).

A aparente "inocência" do gentio, a alegada "legalidade" do judeu, ou o elevado "conhecimento" filosófico do grego,não são mo tivos suficientemente fortes, capazes de justificar o pecador eT excetuá-lo da condenação divina. Só o reconhecimento da gravida­ de de viver uma vida de pecado, e a decisão de abandoná-lo por seguir a Cristo, colocará o homem a salvo da ira de Deus.

É sobre a condenação universal dos pecadores que esta lição aborda.

ESBOÇO DA LIÇÃO Esboço de Romanos

A Culpa dos Gentios ímpios A Culpa dos Moralistas A Culpa dos Judeus A Culpa Universal.

(15)

Concluído o estudo desta lição, você deverá ser capaz de: - relacionar os cinco temas da divisão do esboço de Romanos; - mencionar o tríplice aspecto do pecado e culpa dos pagãos;

- dizer como será o julgamento de Deus em relação aos "Moralis tas";

- mostrar o que o judeu usa como pretexto para encobrir o seu pe cado diante de Deus;

- indicar o que diz Paulo quanto a falta de fé dos homens e a fi delidade de Deus.

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9

TEXTO 1

ESBOÇO DE ROMANOS

O tema central de Romanos é a revelação da justiça de Deus ao homem e a aplicação desta ã sua necessidade espiritual. O seu tema ê, assim, basilar em toda a experiência cristã, pois ninguém pode entrar em contato com Deus senão depois de estabelecida uma via de acesso adequado. Esta epístola dirige-se especialmente aos gentios. Nela Paulo declara ser apóstolo dos gentios (1.5); apre­ senta um esboço e história religiosa do mundo gentio como prelú­ dio da revelação que Deus lhe deu (1.18-32); e afirma que a sal­ vação de Deus é também para os gentios (3.29) e que não há dis­ tinção entre judeu e grego no que diz respeito a fé. Desse modo, Romanos proclama que a salvação é de âmbito universal.

A evolução deste tema: a justiça de Deus, será melhor obser­ vada no seguinte esboço da epístola aos Romanos.

ROMANOS

Saudações 1.1-17

I. A CONDENAÇÃO DOS PECADORES 1 .18-3 .1-20 1. A Culpa dos Gentios ímpios ...

2. A Culpa dos Moralistas ... 3. A Culpa dos Judeus ... 4. A Culpa Universal ...

1.18-32 2.1-16 2.17-29 3.1-20

II. A JUSTIFICAÇÃO DOS PERDOADOS 3.21-5.1-21 1. A Provisão de Deus ...

2. Exemplo de Fé: Abraão ... 3. As Bênçãos da Justificação ... 4. Contraste Entre Adão e Cristo.

3.21-31 4.1-25 5.1-11 5.12-21

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1. O Significado do Batismo ... 6.1-14 2. Um Mercado de Escravos... 6.15-23 3. A Lei - A Analogia do Casamen

t o ... 7.1—6 4. A Lei e a Consciência ... 7.7-25 5. O Andar no Espírito ... 8.1-39

IV. A DISPENSAÇÃO DE ISRAEL ... 9 - 11 1. A Rejeição de Israel, o Esco­

lhido de Deus ... 9.1-33 2. A Salvação de Israel no Pre­

sente ... 10.1-13 3. A Proclamação do Evangelho a

Todo o Mundo ... 10.14-21 4. A Restauração de Israel no Fu­

turo ... . 11.1-36

V. EXORTAÇÕES PRÁTICAS ... ... ... 12-15.1-13 1. Somos Membros do Corpo de

Cristo ... 12.1-21 2. Com Respeito ãs Autoridades

Terrenas ... 13.1-14 3. Com Respeito aos Crentes Fra­

cos ... 14.1-23 4. O Exemplo de Cristo ... 15.1-13

Saudações Finais ... 15.14-16.1-17

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PERGUNTAS E EXERCÍCIOS

ASSINALE COM "X" AS ALTERNATIVAS CORRETAS

1.1 - Dos seguintes, não é um tema da divisão do Esboço de Roma­ nos :

___a. A Condenação dos Pecadores )( b. A Superioridade de Cristo. ___c. A Justificação dos Perdoados. ___d. A Santificação dos Justificados.

1.2 - Ao tema: "A Condenação dos Pecadores" não está subordinada a divisão:

___a. A Culpa dos Gentios Ímpios. b . A Culpa dos Moralistas. c . A Culpa dos Anjos Caídos. ___d. A Culpa dos Judeus.

1.3 - As "Exortações Práticas" da epístola aos Romanos, tratam ___a. do cristão como membro do corpo de Cristo

___b. do respeito devido ãs autoridades terrenas ___c. a respeito dos crentes fracos

d. Todas as alternativas são corretas. 1 . 4 - 0 tema da epístola aos Romanos é:

>( a. A justificação pela fé. ___b. A superioridade de Cristo. ___c. A universalidade do pecado.

(19)

TEXTO 2

A CULPA DOS GENTIOS ÍMPIOS (1.18-32)

l . A CONDENAÇÃO DOS PECADORES

* 1 . A d c ò G z n t l o ò Í m p í o i ,

2 . A C u í p a d o i Mon a l l i , t a ò

3 . A C u l p a d c 5 J u d e u ò

4 . A C u l p a U n l v í X S a l

Paulo começa a sua explicação do Evangelho mostrando a ne­ cessidade que o homem tem da salvação. Mostra que o homem precisa ser salvo do poder do pecado e da ira de Deus (1.18). 0 homem de­ ve reconhecer a sua necessidade espiritual antes mesmo de com­ preender as boas novas de Cristo, capazes de lhe salvar. Deve compreender a sua insuficiência e aceitar a suficiência do Senhor em salvar-lhe.

Em Romanos 1.17,18, Paulo fala da dupla revelação provindas do céu: 1) a revelação da justiça de Deus pelo evangelho; e 2) a revelação da ira de Deus como resposta da sua santidade ultrajada pela rebelião e pecado do homem.

Como poderíamos reconhecer a justiça de Deus ou descobrir o modo de nos tornarmos justos sem uma revelação dEle? A justiça de Deus requer do homem a revelação do Evangelho. 0 Evangelho é a história do esforço de Deus revelando-se em seu Filho, para sal­ var o pecador.

Um Deus justo e bom, dã a cada pessoa a recompensa que os seus atos merecem. 0 castigo ajusta-se ã ofensa. Colhe-se o que se semeou. A ira de Deus contra o pecado não é irracional ou in­ justa como tantos a julgam. Por Deus ser santo, Ele é por nature­ za contra toda e qualquer espécie de pecado.

A Culpa dos Gentios (1.19,20)

Aqui Paulo faz alusão ã raça humana em sentido universal. Mostra como um pecado leva a outro pecado, dizendo que toda a ra­

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13

ça humana pecou e distanciada está de Deus. 0 homem de tal modo se afastou da revelação de Deus, tornando o mundo tão corrupto e desprezível aos olhos divinos, que Ele teve de enviar o dilúvio como punição do pecado. Por outro lado Paulo descreve o mundo gentio do seu tempo e afirma que os.gentios também tiveram uma revelação de Deus, mas que a rejeitaram (1.21-23, 25,28,32).

Fontes de Conhecimento de Deus

Duas fontes de conhecimento sobre Deus foram dadas a toda a raça humana, desde o princípio, a consciência e a natureza (1.19,20). Este conhecimento de Deus dado a todos os homens em todos os lugares ê conhecido como revelação geral de Deus. Ele fala na nossa consciência sobre o que esta certo ou errado. Se­ gundo Paulo, os gentios pagãos se tornaram culpados e idólatras exatamente por rejeitarem essa revelação de Deus. Em lugar de dar atenção ã voz de Deus, eles começaram a adorar a coisas e a obje­ tos em vez de adorar ao Criador. Como o homem é um ser incuravel- mente religioso, sempre que ele rejeitar a Deus, há de descobrir algo ou alguém para adorar.

O pior castigo que Deus pode aplicar ao,pecador é retirar a Sua mão controladora de sobre o homem, deixando-o fazer o que bem lhe dá na cabeça. Pois foi exatamente isto o que Deus fez. Pela rejeição da verdade, Deus "entregou", ou seja, "abandonou" o ho­ mem ã sua própria sorte.

Já dissemos que a ira de Deus é a Sua reação contra o peca­ do. Paulo dá a isto uma clareza meridiana quando argumenta que:

a. Os homens mudaram a glória de Deus. Por isso Deus os "en­ tregou" (1 .24b) ;

b- Os homens mudaram a verdade de Deus. Por isso Deus os "abandonou" (1.25b);

c. As mulheres e os homens mudaram as ordenanças de Deus quanto ao sexo e sua prática, por isso "o proprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para pra­ ticarem cousas inconvenientes” (1.29) .

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PERGUNTAS E EXERCÍCIOS

MARQUE "C" PARA CERTO E "E" PARA ERRADO

1.5 - O homem deve reconhecer a sua necessidade espiritual antes mesmo de compreender as boas novas de Cristo. 1.6 - Romanos 1.17,18 revela que os gentios são menos pecado­

res que os judeus.

1.7 - A ira de Deus contra o pecado é irracional e injusta. 1.8 - A "consciência" e a "natureza" são duas fontes de co­

nhecimento de Deus.

1.9 - 0 conhecimento de Deus dado a todos os homens se chama conhecimento parcial de Deus.

1.10 - O tríplice aspecto do pecado dos pagãos consiste em que: a) Os homens mudaram a glória de Deus; b) Os ho­ mens mudaram a verdade de Deus; c) As mulheres e os ho­ mens mudaram as ordenanças de Deus quanto ao sexo e a sua prática.

TEXTO 3

A CULPA DOS MORALISTAS (2 .1-16)

I. A CONVENAÇÃO VOS PECAVÜRES

} . A C u l p a doà G z n t l o i Ímp-íoi * 1 . A C u l p a doò H o f i a l l ò t a ò

3. A C u l p a dot> J u d z u ò 4 . A C u l p a Unlv&A-i al

Paulo prova que todos os homens são pecadores, seja qual for o seu modo de vida, inclusive os moralistas. Ele analisa o homem "bom" segundo os padrões humanos. São aqueles que tendo o seu pró

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15

prio padrão de moralidade criticam os que se não guiam por esse padrão. Pensam serem bons demais, pelo que condenam os ou­ tros, sendo eles mesmos culpados dos pecados que condenam. Segun­ do Paulo, são "inescusáveis" e não escaparão do julgamento de Deus (2.1).

Deus julga o homem com base nas oportunidades e conhecimento que lhes foram dados (2.12) . Vistos ã luz desse critério, os m o­ ralistas respeitaram apenas algumas das leis e pensaram que desta maneira conseguiriam satisfazer e alcançar a justiça de Deus. Mas Deus diz que todos pecaram e que a justiça humana é como trapos de coisa imunda diante dEle.

A Importância da Palavra de Deus

Jã vimos em Romanos 1.19,20 que a consciência humana é um dos canais pelo qual o homem recebe a revelação geral de Deus. Porém, a consciência por si só não é um guia infalível em assun­ tos de salvação. A consciência apenas incuba a idéia do certo e do errado ante a necessidade duma decisão por parte do homem. 0 único padrão infalível, capaz de guiar o homem em assunto de sal­ vação é a Palavra de Deus. Desse modo, a consciência deve ser orientada pela Palavra de Deus; só assim ela poderá distinguir entre o bem e o mal. Deus fala ã nossa consciência pelo Espírito Santo através da sua Palavra, como guia infalível de fé e condu­ ta .

Uma Pergunta Freqüente

Entre os cristãos há uma pergunta feita com freqüência e in­ sistência. "Como serão salvos aqueles que nunca ouviram o Evange­ lho? Serão eles salvòs apenas pelo testemunho da consciência?" Devemos responder que, por nós mesmos não temos o poder de obede­ cer a orientação divina que nos vem através da consciência. Por

isso podemos ignòrá-la ou ir de encontro aos seus avisos, até que finalmente tornemo-nos insensíveis â voz daquEle que nos fala (Ef 4.19; Tt 1.15). O que a Bíblia diz é que os que não possuem leis, serão julgados pela lei escrita em seus corações, ã base do co­ nhecimento da verdade assim conhecida, pois o Juiz de toda a ter­ ra saberá fazer justiça! (Gn 18.25).

à medida que Paulo convence-nos de que todos os homens pre­ cisam do Evangelho, mostra que o "homem moralmente bom", que con­ dena os outros pela sua impiedade, sabe em seu coração que tem falhado frequentemente, tentando fazer aquilo que reconhece ser

(23)

No versículo 16 de Romanos 2, há diversos princípios envol­ vidos no julgamento divino contra os pecadores impenitentes. Nes­ se dia Deus há de julgar os pensamentos secretos do homem. Esse julgamento será executado por Jesus Cristo, e se dará levando em consideração os seguintes critérios:

a. Será conforme a verdade (2.1-5). Logo, não haverá injusti­ ça.

b. Será segundo os feitos dos homens (2.6-10). Isto é: cada um receberá como galardão segundo o que os seus atos me­ recem.

c. Serã sem acepção de pessoas (2.11-15). Governantes e go­ vernados, reis e plebeus, clérigos e leigos, magistrados e réus, serão julgados sob o mesmo critério.

d. Será segundo o Evangelho (2.16).

Há aqueles que chamam a religião de "ópio do povo". É claro que isso não é verdade em se tratando da religião verdadei­ ra, resultando do convívio legítimo do homem com Deus. Porém, há um sentido no qual esta afirmativa pode ser verdadeira. Se alguém confia na sua religião (uma mera associação a uma igreja), mas leva uma vida ímpia, para ele a religião é uma espécie de droga narcotizante. É uma falsa esperança. Essè é o tipo de pessoas que o apóstolo Paulo descreve em Romanos 2.17-29.

PERGUNTAS E EXERCÍCIOS

ASSINALE COM "X" AS ALTERNATIVAS CORRETAS

1.11 - Segundo explicação de Paulo em Romanos, os moralistas são ___a. menos culpados que os pagãos

___ b. mais culpados que os judeus

___c. absolutamente iguais aos demais pecadores ___d. Nenhuma das alternativas é correta.

1.12 - De acordo com Romanos 2.1, os moralistas a. são inescusáveis

___ b. não escaparão do julgamento de Deus ___c . serão poupados por Deus

(24)

17

1.13 - Em assuntos de salvação

___a. a consciência é superior â Palavra de Deus ___b. a Palavra de Deus é superior â consciência ___c . a consciência e a Palavra de Deus são iguais

___d. nem a consciência nem a Palavra de Deus tem importân­ cia .

1.14 - A Bíblia diz que os que não possuem leis, serão julgados pela lei escrita

___ a. na Bíblia ___b . no decálogo

___c . em seus corações ___ d. no céu.

1.15 - 0 julgamento divino em relação aos moralistas será: ___a. conforme a verdade

___b . segundo os feitos dos homens

___c . sem acepção de pessoas e segundo o Evangelho d. Todas as alternativas são corretas.

TEXTO 4

A CULPA DOS JUDEUS (2.17-29)

I. A CÕNVENAÇÃO VOS PECAVORES

7. A Culpa doò Guntloó TmpÁoó

2 . A Culpa doí> U.on.allò£aò * 3. A Culpa doò JudeuA

4. A Culpa Un-íveAóal

O judeu busca encobrir seu pecado usando a sua religião como pretexto. Mas sua vida não transformada o desmente, trazendo-lhe

■alar condenação (2.21,22). Como? É que enquanto os judeus se paügloriavam nos seus privilégios, a verdade era que as suas vi- ÉKas não estavam de acordo com o querer de Deus. Face a isto, Pau­ lo diz que maiores privilégios acarretam maiores responsabilida­

(25)

des. Quanto maior for a revelação recebida de Deus, maior será a nossa responsabilidade diante dEle.

Desvio da Vocação Divina

Sendo os judeus o povo escolhido de Deus, eles deveriam ser uma nação missionária, destinada a falar acerca do Deus que os chamara para serem suas testemunhas. M a s , por haverem negligen­ ciado a vocação divina, serão julgados assim como serão julgados os gentios impenitentes.

Conhece você pessoas que pensam como estes judeus, que se jactam das suas tradições religiosas como desculpa para se mante­ rem no pecado? A descrição adapta-se a muitos religiosos dos nos­ sos dias. Podem ser cristãos nominais (cristãos apenas de nome) ou seguidores de outros religiosos. Você já detectou esse proble­ ma na sua própria igreja? Conhece pessoas que recusam o Evangelho por saberem que hipócritas fazem parte da igreja? Lembre-se que Deus há de julgar os hipócritas.

Qual a Vantagem de Ser Judeu?

Paulo diz que num sentido é bom ser judeu (2.25-29). Mas, um judeu que quebra a lei divina não é melhor que um gentio que não tem lei. Enquanto que o judeu se diz "inocente" e busca encobrir o seu pecado com pretexto na "religião", Deus refuta essa defesa fútil, mostrando que o judeu que assim age,

• incorre em maior condenação (2.21,22) . • desfigura o bom nome de Deus (2.23,23).

• anula o verdadeiro caráter dos ritos religiosos (2.25,26). • retira dos judeus seus privilégios por sua posição reli­

giosa (2.29) .

RESUMO: 0 judeu está sob condenação. Mesmo assim, em vez de humilhar-se ante o conhecimento da lei, tornou-se crítico e presunçoso, cegando-se diante da realidade de que na presença de Deus ele não é em nada melhor que o pior dos gentios. Pelo contrário, num certo sentido, torna-se mais culpado que os gentios que não possuem a luz e a revelação divinas, naturais aos judeus (2.17-29).

(26)

19

PERGUNTAS E EXERCÍCIOS

ASSINALE A COLUNA "A" DE ACORDO COM A COLUNA "B"

COLUNA COLUNA "B' 1.16 - O que o judeu apresenta como

pretexto de superioridade es­ piritual enquanto permanece no pecado.

1.17 - Maiores privilégios acarretam maiores...

1.18 - Escolhido por Deus e destinado a servir como missionário aos demais povos da terra.

A. O judeu que que­ bra a lei.

B. A religião

C. Responsabilidades

D. O povo judeu

1.19 - Não ê melhor que um gentio que não tem lei.

TEXTO 5

A CULPA UNIVERSAL (3 .1-20)

I. A COMVENAÇÂÕ VOS PECAVORES

1 . A C u l p a doò G z n t l o i , í m p l o i

2. A C u l p a d ó i M o s i a l i ò t a ò

3. A C u l p a doó J u d e u A * 4 . A C u l p a Un-ív&h.òal

Nestes primeiros versículos (3.1-8), Paulo responde a diver­ sas perguntas teológicas referentes ao povo judeu.

à pergunta: Qual a vantagem de ser judeu? (3.1), " M u Z t a ò " ,

jcesponde o apóstolo Paulo. Primeiramente aos judeus foram confia- ias as palavras de Deus (3.2). Uma vez que eles haviam quebrado o íCancerto divino e já não podiam ser considerados como judeus ver­

(27)

dadeiros e herdeiros da promessa de Deus, a respeito deles sur­ giam as mais variadas perguntas: "Falharam as promessas divinas?"

"Os concertos já não são válidos?" "0 plano de Deus falhara?" Responde o apóstolo Paulo que isso é de todo impossível, (3.4) . É que a falta de fé dos homens não invalida a fidelidade de Deus,

(2 Tm 2.13) . Mesmo que uma pessoa possa alegar bons motivos, se agir mal como forma de alcançar os seus propósitos, Deus a julga­ rá por isso.

O Judeu Está Perdido

Será que o judeu não está em melhor condição de prevalecer diante do juízo de Deus? Parece que sim, pelo fato de possuir a leil Mas somente o possuir a lei em nada importa! 0 que importa é praticá-la (2.13).

O homem perece não porque possui a lei, mas porque não faz o que a lei exige. Nesse caso, o judeu que tem a lei mas não a pra­ tica, não tem vantagem nenhuma sobre o gentio sem lei. Quanto ã lei, o que importa é praticá-la. A posse da lei pelo judeu só serve para aumentar a sua responsabilidade diante de Deus (2.12) .

A incredulidade dos judeus anula a fidelidade de Deus? Tor­ na—se injusto o juízo de Deus? "De maneira nenhuma. . . pois ja te­ mos demonstrado que todos... estao debaixo do pecado" (3.3,5,9).

Conclusão de Paulo

A necessidade de salvação é universal, considerando-se os dois aspectos da condição espiritual da raça humana:

1) A condenação é universal (3.9-18).

2) O pecado é indomável e pessoal, tanto como estado, como em palavras e em ações (3.13-18).

Depois de mostrar a extensão do pecado, Paulo mostra o domí­ nio do pecado da cabeça aos pês. Os versículos 13-18 diagnosticam a terrível doença moral e espiritual da raça humana, - todos es­ tão debaixo do pecado (3.9).

A Força da Lei

Os judeus que confiam na lei para se justificarem, não podem negar o veredito de culpa que a lei apresenta (3.10— 18). A lei é um "espelho" para revelar e não um "sabão" para lavar. 0 seu alvo é mostrar a necessidade de limpeza e não de tornar limpo. Deus não pode isentar ninguém do pecado, porqúe "não há justo, nem se quer um. Todos se extraviaram, a uma se fizeram inúteis; não quem faça o bem, não ha justo, nem um sequer" (3.10,12).

(28)

21

O veredito final é arrasador: "Que se cale toda boca, e todo o mundo seja culpavel perante Deus" (S.19). A sentença de culpa é pronunciada contra "todo o mundo".

PERGUNTAS E EXERCÍCIOS

SUBLINHE A RESPOSTA CORRETA

1.20 - Ã pergunta: Qual a vantagem de ser judeu? (Muitas; Nenhu­ ma) , responde o apóstolo Paulo.

1.21 - A falta de fé dos homens (invalida; não invalida) a fide­ lidade de Deus.

1.22 - O judeu (está; não está) em melhor condição espiritual que o gentio por possuir a lei, mesmo não cumprindo-a.

1.23 - O homem perece não porque possui a lei, mas porque (faz; não faz) o que a lei exige.

1.24 - Todos os homens (estão debaixo do; têm domínio sobre o) pecado .

1.25 - A lei é um ("sabão"; "espelho") para revelar e não um ("espelho"; "sabão") para lavar.

REVISÃO GERAL

ASSINALE COM "X" AS ALTERNATIVAS CORRETAS

1.26 - Dos seguintes, não é um tema da divisão do Esboço de Roma­ nos :

___a. A Condenação dos Pecadores ___b. A Superioridade de Cristo ___c. A Justificação dos Pecadores ___d. A Santificação dos Justificados.

1.27 - O tríplice aspecto do pecado dos pagãos consiste em que: ___a. os homens mudaram a glória de Deus

___b . os homens mudaram a verdade de Deus

___c . as mulheres e os homens mudaram as ordenanças de Deus quanto o sexo e sua prática

(29)

1.28 - 0 julgamento divino em relação aos moralistas será: ___a. conforme a verdade

___b. segundo os feitos dos homens

___c . sem acepção de pessoas e segundo o Evangelho ___d. Todas as alternativas são corretas.

1.2 9 - Para mostrar a sua superioridade espiritual, enquanto per­ manece no pecado, o judeu apresenta:

___a. a religião

___b. a sua tradição histórica ___c . a fé

___d. a sua tradição política.

1.30 - Segundo o apóstolo Paulo, a incredulidade do homem ___a. invalida a fidelidade de Deus

___b. não invalida a fidelidade de Deus ___c. confirma a fidelidade de Deus

(30)

A JUSTIFICAÇAO DOS PERDOADOS

(3.21 - 5.21)

A lição anterior termina mostrando o mundo inteiro condenado diante de Deus. É que do lado humano não há nenhuma possibilidade de escape para o homem, mas, pelo lado divino, surge o meio de libertação, mediante a justificação pela fé em Cristo. Mediante essa fé, a justiça de Cristo é creditada em nosso favor, pelo que somos salvos da condenação eterna.

Já vimos como Paulo prova a necessidade universal da justiça de Deus concernente à salvação. Do gentio pagão ao iluminado ju­ deu, Paulo prova que todos pecaram e estão sob a condenação divi­ na .

0 homem necessita desesperadamente sair dessa situação. Para isso ele depende do perdão para a sua culpa, libertação do peca­

do, e duma nova natureza que lhe propiciará a possibilidade de viver vida reta. Essa é a justiça que só Deus pode prover.

"Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, me­ diante a redenção que ha em Cristo Jesus; a quem pro­ pôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fe, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerancia, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justi­ ça, no tempo presente, para ele mesmo ser justo e jus- tificador daquele que tem fe em Jesus" (Rm 3.24-26),

ESBOÇO DA LIÇÃO

O 1 Que é a Justificação & Provisão de Deus Kxemplo de Fé: Abraão

As Bênçãos da Justificação Contraste Entre Adão e Cristo

(31)

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Concluído o estudo desta lição, você deverá ser capaz de:

- definir o conceito biblico de "justificação";

- citar os três meios pelos quais a justiça divina opera no ho­ mem ;

- mostrar o nome do personagem do Antigo Testamento indicado pelo apóstolo Paulo como alguém que foi justificado pela fé;

- mencionar três bênçãos decorrentes da justificação;

- estabelecer contraste entre Adão e Cristo, no que diz respeito à justificação pela fé.

(32)

25

TEXTO 1

O QUE É A JUSTIFICAÇÃO

II. A J USTI FI CAÇÃO VOS PERVOAVOS * 1 . 0 Que e a J u ò t l ^ Z c a ç ã o

1 . A PsiovÁóão d e Ve uò

3 . 0 E x e m p l o d e F é : Ab naão

4. A-ò Bê n ç a o Á da Juòtl^lcaçao

5 . C o n t A a ò t e Evittie Adão e. CniMto

Por "justificação", entende-se o ato pelo qual Deus declara posicionalmente justa a pessoa que a Ele se chega através da pes­

soa de Jesus Cristo. Esta justificação envolve dois atos: o can­ celamento da dívida do pecado na "conta" do pecador, e o lança­ mento da justiça de Cristo em seu lugar. Tornando mais claro:

justificação não é aquilo que o homem é ou tem em si mesmo, mas aquilo que o próprio Cristo ê e faz na vida do crente. Isto é di­ to de forma mui clara no seguinte texto da carta de Paulo aos Ro­ manos, em estudo aqui.

"Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, m e ­ diante a redenção que ha em Cristo Jesus; a quem pro­ pôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fe, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerancia, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestaçao da sua justi­ ça, no tempo presente, para ele mesmo ser justo e jus- tificador daquele que tem fe em Jesus" (3.24-26).

Portanto, "justificar" significa tornar ou declarar justo. É um termo legal, que implica processo legal. O resultado desse processo é que quando Deus justifica o pecador, torna-o justo e reto, não pelos seus próprios méritos, mas pelos méritos de Jesus Cristo, eternamente imaculado.

A Justiça de Deus Revelada no Evangelho

Paulo disse que a justiça de Deus se revela no Evangelho (Rm 1.16,17) . Agora em Romanos 3.21-31 ele mostra de que modo o Evan­ gelho revela os dois aspectos da justiça divina:

(33)

1) A justiça com a qual Deus provê os homens por seu amor e graça, revela-se na experiência do homem confiar pessoal­ mente em Cristo.

2) A justiça de Deus se revela na redenção efetuada na cruz por Cristo, que assim pagou as nossas culpas. Portanto, Deus é justo em todo o seu trato com o homem.

A justificação está relacionada, 1) com a graça de Deus, que é a sua fonte; 2) com o sangue de Jesus que é a sua base; e 3) com a fé, que é o seu meio e condição de recepção.

Estes três elementos não atuam independentemente, mas em conjunto. Por essa razão, não se deve ensinar a doutrina da jus­ tificação como sendo o resultado de um desses elementos separados dos outros dois, pois ela só é possível operando conjuntamente os três.

Os efeitos da justificação pela fé abrangem a totalidade da vida do crente. No passado, a fé justificou, libertando-o ini­ cialmente da condenação do pecado. No presente, a fé continua a

justificá-lo, libertando-o da prática do pecado. Ã medida em que ele continua na fé, a sua justificação culminará no momento da glorificação, libertando-o para todo o sempre da presença do pe­ cado.

PERGUNTAS E EXERCÍCIOS

MARQUE "C" PARA CERTO E "E" PARA ERRADO

2.1 - Por "justificação", entende-se o ato pelo qual Deus de­ clara posicionalmente justa a pessoa que a Ele se chega através da pessoa de Jesus Cristo.

2.2 - A justificação envolve apenas um ato: o cancelamento da "conta" do pecador.

2.3 - A justiça com a qual Deus provê os homens por seu amor e graça, revela-se na experiência do homem confiar pessoal mente em Cristo.

_2.4 - A justificação está relacionada com os méritos humanos. 2.5 - Os efeitos da justificação pela fé abrangem a totalidade

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27

TEXTO 2

A PROVISÃO DE DEUS (3.21-31)

II. A J USTI FI CAÇÃO VOS PERVOAVOS 1 . 0 Que 2 a J u s t i f i c a ç ã o * 2 . A P fio v i s ã o d e V e u s

3 . 0 E x e m p l o d e F e : Abftaao 4 . As B ê n ç ã o s da J u s t i f i Z c a ç a o 5 . C o n t f i a s t e E n t f i e Adao 2. C f i i s t o

Esta é a provisão de Deus - a justificação pela fé. A ex­ pressão: "Mas agora" (3.21) nos aponta a terrível condição da hu­ manidade nos seus delitos e pecados, ao mesmo tempo em que nos mostra a provisão de Deus para a nossa redenção e justificação.

A Justiça de Deus Tornada Justiça do Homem

Quando Deus justifica o pecador, Ele não apenas o torna jus­ to, Ele o reconhece como tal. Os três meios pelos quais essa jus­ tiça opera no homem, são:

1) a graça de Deus, (3.24);

2) o sangue de Cristo, (3.25) ; e 3) a fé que opera em nós, (3.28).

A justiça de Deus concedida ao homem, revela-se através duma real experiência pessoal com Cristo. Isto é, alguma coisa que dantes nunca existiu agora aconteceu e é real. Em Cristo começou uma nova época.

A Justificação e a Lei

Como podemos alcançar a justiça de Deus sem a Lei? Paulo ex­ plica, mostrando que o modo pelo qual Deus revela a sua justiça está de acordo com as Escrituras do Antigo Testamento. Segundo Paulo, a Lei e os profetas testemunharam dessa justiça, (3.21). Depois de provar que todos são culpados, Paulo explica o caminho da salvação, que é o resultado da justificação pela fé.

(35)

Já dissemos que a palavra "justificação" é um termo legal. Ela traz-nos à mente uma cena de tribunal: um homem em julgamen­ to. A sua inocência é provada e o juiz o declara livre de culpa. Mas o nosso problema é que todos nós somos culpados por quebrar a Lei de Deus. Como podemos então ser declarados livres de culpa? Por ser santo, Deus tem que condenar o pecado e julgar o pecador. Mas Deus é amor também.

A justiça da Lei requer a morte do culpado, enquanto que o amor de Deus exige o seu perdão. M a s , como pode Deus j3erdoaj^_ia transgressor quando a Sua justiça exige o castigo dele? É aqui que Paulo descreve a provisão divina para a salvação do homem.

Redenção e Propiciação

Hã duas palavras em Romanos 3.24,25 que nos mostram como Deus equacionou o problem ado pecado. São elas "redenção" e "pro­ piciação". 0 termo Redenção nos fala dum mercado de venda de es­ cravos. A redenção consiste na compra de um escravo e sua imedia­ ta libertação. É que o homem vendeu-se ao pecado, tornando-se es­ cravo de Satanás, sem qualquer esperança de libertação. Mas Cris­ to, mediante seu sacrifício remidor nos comprou do mercado de es­ cravos do pecado. Ele deu o seu sangue - a sua vida - como preço do nosso resgate e libertação. Pela sua morte, livrou-nos da ser­ vidão do pecado.

Pa opic-íação é a vindicação da justiça divina descrita na lei, mediante um sacrifício substituto e reparador, o qual leva sobre si as penas da lei, como resultado dos pecados do mundo, removendo ao mesmo tempo o impedimento para Deus extravasar o seu amor e assim salvar o pecador. Esse sacrifício expiador foi ofe­ recido por Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Em resumo: Pfi.o-plelaçao resulta em remissão, reconciliação e perdão.

Como pode ser aplacada a ira de Deus contra os que violam a sua lei? 0 pecado é uma violação da santidade de Deus. Mas Deus, o Filho, morreu em nosso lugar para lançar a sua justiça na "con­ ta" de todos aqueles que arrependidos,por Ele se chegarem ao Pai. Desse modo o seu sangue cobre os nossos pecados anulando todas as acusações da lei contra nós.

A palavra propiciação, lembra-nos o propiciatõrio que cobria a Arca da Aliança, no Lugar Santíssimo no tabernãculo. Dentro da Arca estavam os Dez Mandamentos - a súmula de toda a Lei de Deus. No dia da expiação, celebrado anualmente, o sumo sacerdote entra­ va no Lugar Santíssimo e espargia o propiciatõrio com o sangue expiador, rogando a Deus o perdão para os pecados do povo. A Lei exigia a morte dos pecadores, mas o sangue do sacrifício vicário

cobria a Lei, satisfazendo temporariamente as suas exigências. 0 amor e a graça divinos providenciaram a propiciação que nos livra da sentença de morte. Mas como pode ser isso? Como pode um Deus justo e santo justificar o ímpio e transgressor? Substi­

(36)

29

tuindo o culpado pelo inocente. É assim que na morte de Cristo o inocente e justo, o pecador que merecia a morte, alcança plena redenção.

PERGUNTAS E EXERCÍCIOS

ASSINALE COM "X" AS ALTERNATIVAS CORRETAS

2.6 - De acordo com Romanos 3.21-31, a provisão divina é: ___a. o pão nosso de cada dia

___b . a justificação pela fé

___c. a cura das enfermidades físicas ___d. o escape da morte física.

2.7 - A justiça divina opera no homem através ___ a . da graça de Deus

___b. do sangue de Cristo ___ c . da fé que opera em nós

___d. Todas as alternativas são corretas.

2 . 8 - 0 significado bíblico para "redenção" tem a ver com ___a. liberdade da escravidão

___b. incorrupção espiritual ___ c. infalibilidade moral

___d. Todas as alternativas são corretas. 2.9 - Segundo a Bíblia a "propiciação" resulta em

___ a. remissão

___b. reconciliação ___c. perdão

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TEXTO 3

O EXEMPLO DE FÉ: ABRAÃO (Gap. 4)

II. A J U S T I F I C A Ç Ã O VOS PEKVÕAVOS

7 . 0 Que e a 3 u ò t l f i . e a Q . a o 1 . A Pf i ovi òão d e V e u i * 3 . 0 E x e m p l o d e f é : Abtiaao

4 . A& B e n ç ã o ò d a J u ó t i f i c a ç a o 5 . C o n t f i a ò t e E n t f i e Adão e Ct i i ò t o

A justificação pela fé não é nenhuma nova revelação. Ela é demonstrada no Antigo Testamento. Noutras palavras: a justifica­ ção pela fé não é uma nova forma de salvação. Como exemplo disto, Paulo apresenta Abraão (4.1-8).

O fato do homem ter sido assim justificado, antes do estabe­ lecimento de ritos religiosos e exigências da Lei, é aqui relem­ brado para o nosso bem (4.23,24a). Isso mostra que Deus dispunha de meios eficazes para lidar com o homem em Seu novo pacto

(4.24,25).

Abraão, Justificado Por Fé

Paulo trata do assunto, citando o exemplo de Abraão, que foi justificado não por méritos próprios, mas pela fé que exerceu em Deus (4.1-8). Abraão, o pai da nação judaica, foi justificado pe­

la fé e não pelas obras. Diz o texto que a sua fé lhe foi imputa­ da como justiça. "Imputar", aqui, relativo ao crente nos dias ho- diernos, é creditar ou lançar a justiça de Cristo â nossa conta. Desse modo somos declarados justos. Isto é, Deus trata o pecador que crer em Cristo, como se o mesmo nunca houvesse pecado. Isto acontece porque a justiça de Cristo é colocada em nossa conta quando confiamos nEle para nossa salvação. Foi assim que aconte­ ceu com Abraão, foi justificado não por justiça própria, mas pela fé em Deus.

Paulo aplica a ilustração da fé de Abraão ao nosso relacio­ namento com Jesus Cristo. A fé de Abraão lhe foi imputada como

(38)

31

Condigões Para a Justificação

Romanos 4.24,2 5 mostra-nos três coisas que devem estar in­ cluídas na fé em Deus da qual depende a nossa justificação, são elas:

1) aceitar a Jesus como Salvador;

2) crer que Deus enviou a Jesus Cristo para morrer em nosso lugar para salvar-nos; e

3) crer que Deus ressuscitou Jesus para nos dar nova vida. A justificação e todas as bênçãos dela derivadas, nos são dadas através da fé (4.16), por isso Deus deve ser o único objeto da nossa fé.

Ainda que não houvesse nenhuma possibilidade humana da pro­ messa divina se cumprir, Abraão creu contra a esperança de que aquEle que prometeu era poderoso para cumprir (4.18). Quer dizer: apesar de não existir nenhuma base sobre a qual a esperança de Abraão se apoiasse, ele esperou confiantemente em Deus.

PERGUNTAS E EXERCÍCIOS

SUBLINHE A RESPOSTA CORRETA

2.10 - A justificação pela fé (não é nenhuma; é uma) nova revela­ ção .

2.11 - Dentre os personagens do Antigo Testamento, destaca-se o nome de (Absalão; Abraão) como alguém que foi justificado por fé e não pòr obras.

2.12 - Uma das condições para a justificação, é o homem crer que Deus enviou Jesus Cristo para (viver; morrer) em nosso lu­ gar para salvar-nos.

2.13 - A justificação e todas as bênçãos dela derivadas, nos são dadas através da (fé; santidade), por isso Deus deve ser o único objeto da nossa fé.

2.14 - Abraão creu contra a (esperança; fé) de que aquEle que prometeu era poderoso para cumprir.

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TEXTO 4

AS BÊNÇÃOS DA JUSTIFICAÇÃO (5.1-11)

II. Á J U S T I F I C A Ç Ã O VOS PERVÕAVOS 1. 0 Q u e é a Ju ó t t f t c a ç ã o

2. A P r o v l ò ã o dz VzuA

3 . 0 E x e m p l o dz Fé: A b r a ã o * 4 . Aò B i n ç a o ó da Jllat l f t c a ç a o

5 . C o n t r a s t e E n t r e Adão e C r t i t o

A justificação não é uma experiência; é uma declaração legal de justiça, só possível mediante um relacionamento perfeito com Cristo. Dessa posição com e em Cristo, advem muitos outros bene­ fícios, dentre os quais se destacam os que se seguem.

Um Novo Relacionamento Com a Lei

A justificação concede ao crente uma nova posição em relação ã Lei de Deus, a qual exigia perfeita obediência através da qual o homem pudesse obter a vida eterna (Mt 19.17). Evidentemente, ninguém pode cumprir perfeitamente esta exigência.

Para resolver esse impasse milenar, a solução divina não foi abolir a Lei, mas, sim, fazer com que Cristo_a "cumprisse" por nós, pois só Ele estava habilitado a obedecer e cumprir a Lei na sua inteireza. (Leia as seguintes referências: Mt 5.17; Rm

10.4; 3.21 ,22) .

Por causa da justificação mediante a salvação, o homem tem livre acesso ã Deus, tendo cumprido as exigências da lei mediante a "identificação pela fé" com a justiça de Cristo, (At 13.39).

Um Novo Relacionamento Com Deus

Isaías ensinou que o pecado ê o único responsável pela sepa­ ração entre o homem e Deus (Is 59.2). Além disso, o pecado sempre vem acompanhado da exigência do castigo divino.

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33

Mediante a justificação, no entanto, esta separação entre o homem e Deus é transformada em "paz com Deus" e a ira de Deus contra o nosso pecado é removida com ele, legal e completamente. Paulo diz: "Justificados, pois, mediante a fe, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo... Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira" (Rm 5.1,9).

Libertação da Culpa Pessoal

O antigo sábio romano, Sêneca, declarou que não se sentia perturbado quando um criminoso era solto pelo tribunal sem ser condenado, porque "todo homem culpado, é seu próprio carrasco". 0 carrasco, naturalmente, é a própria consciência de culpa que o homem tem.

Mediante a justificação pela fé, todo crente recebeu a pro­ visão divina que o liberta da culpa pessoal (Hb 9.14).

Quando alguém se arrepende do seu pecado e com fé se volta para Deus, toda e qualquer culpa de pecado é apagada. A solução para eliminar quaisquer sentimentos de culpa pessoal é reconhecer e confessar o pecado ou fracasso, e crer, sem questionar, nem du­ vidar na sua mente que Cristo pagou a dívida do pecado tam­ bém. Tendo sido justificado pelo próprio Deus, ninguém mais pode­ rá condená-lo.

"Quem intentara acusação contra os eleitos áe Deus? S Deus que os justifica. Quem os condenara? E Cristo Jesus quem morreu" (Rm 8.33,34).

Uma Nova Perspectiva do Porvir

A justificação pela fé nos liberta não apenas do flagelo do passado, mas também de todo o temor do futuro. Ê que uma vez jus­

tificado por Deus, o crente sabe que é totalmente salvo agora. Ele não precisa esperar até â consumação dos séculos para ver se

foi "suficientemente bom" a ponto de mèrecer a salvação.

O crente pode com confiança encarar o futuro, sabendo que, a qualquer momento, poderá entrar na presença de Deus, purificado

dos seus pecados e vestido com as vestes brancas da justiça de Cristo (Tt 3.7; Is 61.10).

(41)

PERGUNTAS E EXERCÍCIOS

ASSINALE A COLUNA "A" DE ACORDO COM A COLUNA COLUNA "A"

2.15 - É uma declaração legal de justiça, A. só possível mediante um relaciona­

mento perfeito com Cristo.

2.16 - Por causa da justificação mediante B. a salvação, o homem tem livre aces

so â presença de Deus, tendo cum­ prido as exigências da lei median­

te a "identificação pela fé" com a C, justiça de Cristo.

D,

2.17 - Mediante a justificação, a separa­ ção entre o homem e Deus ê trans­

formada em "paz com Deus" e a ira E, de Deus contra o nosso pecado é

removida com ele, legal e comple­ tamente .

2.18 - Mediante a justificação pela fé, todo crente recèbeu a visão divina que o libertará da culpa pessoal. 2.19 - A_justificação pela fé nos liberta

não apenas do flagelo do passado, mas também de todo o temor do fu­

turo, quanto a salvação.

"B"

COLUNA "B"

Uma nova pers­ pectiva do por v i r . Um novo rela­ cionamento com Deus . A justificação Libertação da culpa pessoal. Um novo rela­ cionamento com a L e i .

(42)

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TEXTO 5

CONTRASTE ENTRE ADÃO E CRISTO (5.12-21)

II. A J U S T I F I C A Ç Ã O VOS PERVÕAVOS 1 . 0 Que e J u ò t t f l c a ç ã o

2. Á P r o v l ò ã o d e Ve uò

3. 0 E x e m p l o d e Fé: A b r a a o 4 . A-ó 8ê n ç ã o ò da J u ò t l f - l c a ç a o * 5 . C o n t r a s t e E n t r e Ádao e C r l ò t o

Todas as bênçãos duma vida cristã vitoriosa, nos são comuni­ cadas mediante Jesus Cristo, o nosso Salvador e Senhor. Em Roma­ nos 5.12-21, Paulo contrasta Adão e Cristo. Mas a tentativa de comparação não é apenas entre a pessoa de Adão e a pessoa de Cristo. 0 que está em foco ê o duplo relacionamento que o cristão tem: com Adão e com Cristo.

Nosso Relacionamento Com Adão e Com Cristo

Por causa do nosso relacionamento com Adão, a presença do pecado é uma realidade com a qual lidamos dia-a-dia. Por outro lado, o nosso relacionamento com Cristo, devido â graça de Deus, nos faz constantemente vitoriosos sobre a natureza adâmica da qual somos possuidores (5.15-17). É o relacionamento efetivo do crente com Cristo que lhe propicia os meios de vitória espiri­ tual diária.

O Triunfo da Graça Sobre o Pecado

A comparação entre Cristo e Adão mostra-nos o triunfo da graça sobre o pecado. Paulo diz que quanto maior for o pecado, maior é a graça manifesta (5.20). Os maravilhosos benefícios do nosso relacionamento com Cristo são "muito maiores" do que os perniciosos efeitos do nosso relacionamento com Adão.

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Condenação e Justificação

Ao contrastar Adão e Jesus Cristo, Paulo mostra o que herda­ mos de cada um. Veja êste assunto detalhado como se segue:

1. Condenação(em Adão):

• Sua fonte: o primeiro Adão (5.14). • Sua extensão: sobre todos (5.12). • Sua conseqúencia: julgamento (5.16). • Sua causa: â desobediência (5.19). • Seu efeito: a morte (5.21).

2. Justificação(em Cristo):

• Sua fonte: o último Adão (5.17). • Sua extensão: sobre muitos (5.15). • Sua causa: a graça (5.20) .

• Seu efeito: a vida eterna (5.21).

A união com o primeiro Adão, trouxe pecado, condenação e morte; enquanto que a nossa união com o último Adão (Jesus Cris­ to) , nos trouxe justificação e vida eterna.

PERGUNTAS E EXERCÍCIOS

ASSINALE COM "X" AS ALTERNATIVAS CORRETAS

2.20 - Todas as bênçãos duma vida cristã vitoriosa, nos são comu­ nicadas mediante

___a. os méritos humanos ___b. Jesus Cristo

___ c. os méritos da lei

___d. Todas as alternativas são corretas. 2.21 - A comparação entre Cristo e Adão mostra-nos

___ a. que nenhuma diferença hã entre ambos ___b. que Adão é superior ã Cristo

___c. o triunfo da graça sobre o pecado ___d. Nenhuma das alternativas é correta.

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2.22 - Através do primeiro Adão, somos ___a. justificados

___b . condenados ___c. glorifiçados ___d. santificados.

2.23 - Através de Cristo, o segundo Adão, somos ___ a. condenados

___b. destruídos ___c. justificados

d. Todas as alternativas são corretas.

REVISÃO GERAL

MARQUE "C" PARA CERTO E "E" PARA ERRADO

2.24 - Por "justificação", entende-se o ato pelo qual Deus de­ clara posicionalmente justa a pessoa que a Ele se chega através da pessoa de Jesus Cristo.

2.25 - A justiça divina opera no homem através da graça de Deus, do sangue de Cristo, e da fé que opera em nós. 2.26 - Absalão é o exemplo dum homem do Antigo Testamento que

foi justificado por fé e não por obras.

2.27 - A justificação nos propicia um novo relacionamento com Deus e a libertação da culpa pessoal.

2.28 - Através do primeiro Adão, somos justificados, enquanto que através do segundo Adão, Cristo, somos condenados.

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Referências

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