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Lei dos Juizados Especiais

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Academic year: 2021

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AULA 00

Lei dos Juizados Especiais

Lei 9.099/1995 e Lei 12.153/2009

Professora Elisa Pinheiro

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Sumário

1. Apresentação...02

2. Sumário...04

3. Metodologia das aulas...04

4. Cronograma...05 5. Lei 9.099/1995 e Lei 12.153/2009...07 6. Lista de Exercícios...13 7. Gabarito...17 8. Questões Comentadas...18

Apresentação

Olá, meus amigos! Tudo bem? Meu nome é Elisa Pinheiro e é com muita honra e satisfação que tenho o prazer de ministrar o Curso sobre a Lei dos Juizados para o Concurso do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, aqui no Ponto dos Concursos.

Antes de tecermos maiores considerações, irei me apresentar: sou formada em Direito e pós-graduada em Direito Material do Trabalho. Além do mais, sou advogada atuante na área trabalhista e grande apaixonada pelo mundo jurídico (como um todo), pois tenho para mim, que somente através do conhecimento (principalmente dos nossos direitos e deveres como cidadãos) é que o ser humano conseguirá alcançar a sua plenitude e felicidade. Ainda,

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leciono em cursos preparatórios para concursos públicos e exames da OAB, tanto na modalidade on-line como presencial.

Em continuidade, destaco que sei que por vezes podemos parecer perdidos, que nossas metas podem aparentar longas ou impossíveis, mas tenham a certeza de que vocês já se encontram no caminho correto, ou seja, o trilhar, o tentar, o se dedicar. E é isso que importa!

Claro, concurso também é aprendizado. Aprendizado de como estudar. Pois é! Até isso temos que saber como fazer, mas o concurseiro vai amoldando para o seu dia a dia o que funciona ou não.

Na verdade, não existem muitas fórmulas mágicas. E não necessariamente o que funciona para um, irá funcionar para outro. Mas, acredito que exista um consenso do que funciona: conteúdo teórico direcionado, lei seca e exercícios (muitos, muitos, muitos). E, claro, disciplina!

Sim, disciplina é essencial! Nada como um cronograma. Mas não é qualquer cronograma. Mas sim um realista. Não adianta querer estudar 8, 9, 10, 12 horas por dia, mas entre essas horas ficar conectado em redes sociais, ou não revisar o conteúdo, ou não dar enfoque aos temas nevrálgicos das disciplinas.

Também é muito importante que identifiquemos quais são os nossos pontos fracos, ou seja, quais são os temas que mais erramos. E a partir de então, apontarmos se esses erros são decorrentes de ausência de conteúdo teórico, ou se foi apenas falta de interpretação na hora de ler a questão, etc.

No mais, destaco que esta aula é apenas uma pequena demonstração do que teremos pela frente e em que pese o conteúdo do nosso curso não ser muito extenso, isso não significa que você candidato, não tenha que estudar redobrado no que diz respeito a esta disciplina.

Bons estudos e rumo à aprovação. E nunca se esqueçam: sacrifício provisório = benefício permanente.

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A Banca

A banca examinadora é a CONSULPLAN. Todavia, no decorrer das nossas aulas (para imprimir maior eficiência no nosso curso), além das questões da própria banca examinadora, utilizarei exercícios de outras bancas (sempre que necessário) e confeccionadas por mim (que nomeio de “inéditas) para que vocês tenham uma base mais sólida nos exercícios. Logo, nossos exercícios serão multibancas.

Metodologia das Aulas

As nossas aulas seguirão as seguintes sistemáticas: a) Conteúdo teórico:

a. Poderão ser utilizadas cores (para dar destaque aos pontos mais importantes ou recorrentes), assim como gráficos, mnemônicas entre outros recursos que facilitem o aprendizado.

b) Lista com questões objetivas sem comentários:

a. Aqui apresento uma lista com questões para que vocês possam resolvê-las e, assim, consolidar todo o conteúdo teórico aprendido anteriormente.

b. Recomendo que façam os exercícios antes de adentrarem na lista com as questões comentadas.

c) Gabarito.

d) Lista com questões objetivas com comentários:

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b. Para identificar a palavra ou frase errada da questão, utilizarei a cor vermelha para dar maior destaque e ênfase naquilo que deixa a assertiva incorreta. Farei o mesmo com o a palavra ou frase correta, mas desta vez, empregarei a cor azul.

c. Também poderei usar recursos gráficos para melhor solidificação do conteúdo.

Atenção!

A seguir seguem os links das leis que estudaremos:

Lei dos Juizados Especiais – Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9099.htm

Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pública - Lei nº 12.153, de 22 de dezembro de 2009:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12153.htm

Cronograma

O nosso edital nos apresenta o seguinte conteúdo programático:

5. Lei dos Juizados Especiais - Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995:

5.1. Disposições gerais (arts. 1º e 2º).

5.2. Dos Juizados Especiais Cíveis (arts. 3º a 12, 14 a 19, 34, 42, 52, 54).

5.3. Dos Juizados Especiais Criminais (arts. 60 a 68, 78, 82, 84, 87).

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6. Lei dos Juizados Especiais da Fazenda Pública - Lei nº 12.153, de 22 de dezembro de 2009:

6.1. Arts. 1º, 2º e 5º a 7º.

Tal conteúdo será distribuído em 4 aulas (incluído a demonstrativa) nos seguintes prazos:

Aula Conteúdo Programático Data

00 Lei 9.099/1995 e Lei 12.153/2009 03/05/2017 02 Lei 9.099/1995 e Lei 12.153/2009 17/05/2017 02 Lei 9.099/1995 e Lei 12.153/2009 31/05/2017 03 Lei 9.099/1995 e Lei 12.153/2009 14/06/2017

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Lei 9.099/1995 e Lei 12.153/2009.

1. Artigos estudados nessa aula.

Nesta aula estudaremos apenas os artigos 1º e 2º da Lei 9.099/1995 e 1º da Lei 12.153/2009. Ademais, faremos uma introdução sobre o estudo do microssistema dos Juizados Especiais.

2. Aspectos Introdutórios.

Via de regra, o Estado é quem detém o monopólio da jurisdição. Neste sentido, as partes devem recorrer àquele para que suas contendas sejam solucionadas.

Entretanto, a demora excessiva para se obter uma solução (apenas por meio do procedimento ordinário) e as despesas, acabava por ser vista como óbice para a defesa de um direito. E, em muitos casos, as pessoas desistiam de tais pleitos.

Objetivando transpor tais barreiras (e com isso primar pelo princípio constitucional do acesso à justiça – art. 5º, inciso XXXV, CF/88), o art. 98, inciso I da CF/1988 assim determinou:

Art. 98. A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os Estados criarão:

I - juizados especiais, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante os procedimentos oral e sumariíssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau.

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Neste sentido, em 26 de setembro de 1995, foi criada a Lei 9.099/1995 cujo objetivo é tratar sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais. Portanto, a lei em comento tem por objetivo definir as normas que tratem sobre o julgamento e execução das causas cíveis e penais de menor complexidade, utilizando-se para tanto o procedimento sumaríssimo***.

Assim, a Lei 9.099/1995 permite a criação dos Juizados Especiais Estaduais Cíveis e Criminais nos Estados, Distrito Federal (DF) e Municípios. Neste sentido o art. 1º:

Art. 1º Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, órgãos da Justiça Ordinária, serão criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

*** O procedimento sumaríssimo é aquele mais célere, menos formal.

Posteriormente foi criada a Lei 10.259/2001 que dispõe sobre a instituição dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais no âmbito da Justiça Federal (obedecendo ao disposto no art. 98, § 1º, CRFB/88). Entretanto, não estudaremos essa lei, pois não consta no nosso edital. A citação aqui se deve à necessidade de explicar como funciona o microssistema dos Juizados Especiais.

Por fim, foi editada a Lei 12.153/2009, normatizando os Juizados Especiais da Fazenda Pública no âmbito dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios. Vejamos o seu art. 1º:

Art. 1o Os Juizados Especiais da Fazenda Pública, órgãos da justiça

comum e integrantes do Sistema dos Juizados Especiais, serão criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para

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conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

 Lei 9.099/1995 – dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais no âmbito dos Estados, do DF e dos Municípios.

Lei 10.259/2001 – dispõe sobre a instituição dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais no âmbito da Justiça Federal.

Lei 12.153/2009 – dispõe sobre os Juizados Especiais da Fazenda Pública no âmbito dos Estados, do DF, dos Territórios e dos Municípios.

“Esses três diplomas legislativos formam, reunidos, um microssistema processual próprio, distinto do CPC, ainda que a ele tenha de recorrer para se completar. (...) Dessa forma, apenas quando o microssistema não apresentar regra específica é que se recorre, em auxílio, ao CPC.”, (DONIZETTI, Elpídio, Curso Didático de Direito Processual Civil, 20ª edição, Editora GEN, p. 841).

Ressalta-se que no tange especificamente aos Juizados Especiais da Fazenda Pública, esta lei simplifica os processos (com causas de pequenos valor e baixa complexidade), de forma que serão consideradas rés as pessoas jurídicas de direito público dos Estados, DF, Territórios e Municípios.

Por fim, cabe esclarecer que os processos nos Juizados Especiais buscarão, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

3. Princípios dos Juizados Especiais.

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a) Oralidade; b) Simplicidade; c) Informalidade; d) Economia processual; e e) Celeridade. 3.1. Oralidade.

O princípio da oralidade concede realce aos atos orais. A forma oral se apresenta como mandamento principal, de forma que a escrita apenas será utilizada para os devidos registros (que são indispensáveis para a justiça, pois existe a imperiosidade de se documentar as ocorrências em juízo).

Portanto, poderá ser praticada oralmente pelas partes a propositura da demanda, a interposição dos embargos de declaração, a contestação, entre outros atos jurídicos.

Ademais, decorrem do princípio da oralidade os seguintes subprincípios: o do imediatismo, o da concentração dos atos processuais e o da irrecorribilidade das decisões interlocutórias.

De acordo com o princípio do imediatismo, o magistrado deve coletar diretamente as provas, ter contato direto com as partes, assim como os seus representantes, testemunhas e peritos.

Por sua vez, segundo o princípio da concentração dos atos processuais, é importante (sempre que possível) concentrar tosos os atos processuais em apenas uma sessão. E caso necessário a marcação de uma audiência posterior, que esta ocorra em momento próximo.

Por fim, o princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias tem por intuito assegura a célere solução dos litígios, sem a interrupção da marcha processual em decorrência de recursos contra as decisões interlocutórias***.

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“Na verdade, não se chega ao extremo de impedir a impugnação dos decisórios sobre as questões incidentais. Satisfaz-se a exigência desse princípio privando o agravo de sua eficácia suspensiva ou determinando que seja ele retido nos autos para exame e julgamento, ao final do procedimento, de molde a não prejudicar o seu andamento normal.”, (THEOADORO JÚNIOR, Humberto, Curso de Direito Processual Civil. Vol. II. Editora GEN, 2016).

***A decisão interlocutória é o pronunciamento decisório que não se encaixa no conceito legal de sentença.

3.2. Simplicidade.

O princípio da simplicidade tem por escopo orientar o processo de modo simples, ou seja, as causas complexas devem realizar-se sob o procedimento ordinário. Preza-se por um processo o menos burocrático possível.

Um claro exemplo da simplicidade dos processos nos Juizados Especiais é a desnecessidade de constituir patrono (advogado) nas causas cujo valor não ultrapasse 20 (vinte) salários mínimos.

3.3. Informalidade.

O princípio da informalidade possibilita ao juiz uma maior liberdade quando da condução do processo. Neste sentido, por exemplo, pode dispensar a realização de atos que não seriam úteis ao processo e, com isso, poderiam retardar a marcha processual.

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3.4. Economia processual.

De acordo com o princípio da economia processual, busca-se o máximo de resultados com a menor atividade processual possível, e, com isso, aproveita-se os atos processuais já praticados. Visa-se com isso, o menor gasto possível.

3.5. Celeridade.

Como eu disse logo no início da aula, uma dos motivos que ensejaram a criação dos Juizados Especiais, foi a universalização do acesso ao judiciário, ou seja, a prestação jurisdicional de forma mais dinâmica, e, exatamente daí é que provem a sua celeridade.

Ademais, destaca-se que a celeridade processual se pauta em uma legislação processual não contida de formalismos e burocratização. Pautando-se em gerenciamentos simplistas, que alcancem a efetividade para a qual foram formulados.

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Lista de Exercícios

QUESTÃO 01 – 2015 – FGV - TJ-PI - ANALISTA JUDICIÁRIO - ANALISTA JUDICIAL.

Os Juizados Especiais são previstos pela Constituição, em seu art. 98, I, como competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade. Segundo a Lei nº 9.099/1995, o processo perante os Juizados Especiais Cíveis é orientado, dentre outros, pelo seguinte princípio: a) escritura;

b) desconcentração dos atos processuais; c) oralidade;

d) formalidade;

e) não imediação na produção probatória.

QUESTÃO 02 – 2015 – CONSULPLAN - TJ-MG - JUIZ LEIGO – ADAPTADA. Sobre os princípios aplicáveis aos Juizados Especiais Cíveis, assinale a alternativa INCORRETA.

a) O processo deve buscar, sempre que possível, a conciliação ou a transação. b) O processo orientar‐se‐á pelos critérios da oralidade, simplicidade, formalidade, economia processual e celeridade.

c) O sistema dos Juizados Especiais busca a solução da causa no menor tempo possível e com o mínimo gasto para as partes.

d) Classicamente, o princípio da oralidade tem como subprincípios o imediatismo, o da concentração e o da irrecorribilidade das decisões

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QUESTÃO 03 – 2014 – VUNESP - PC-SP - ESCRIVÃO DE POLÍCIA.

Segundo a Lei n.º 9.099/95, são orientadores do processo em trâmite perante o Juizado Especial, os critérios da:

a) oralidade, informalidade, seletividade e impessoalidade. b) informalidade, oralidade, economia processual e celeridade. c) impessoalidade, abstração, formalidade e economia processual d) fungibilidade, informalidade, abstração e economia processual e) oralidade, formalidade, impessoalidade e celeridade

QUESTÃO 04 – 2012 – FAURGS - TJ-RS - CONCILIADOR CÍVIL.

Conforme a Lei Federal n.º 9.099/1995, o processo orientar-se-á pelos critérios de

a) oralidade, formalismo, simplicidade e economia processual, quando possível. b) oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

c) oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando sempre a transação.

d) oralidade, formalismo, simplicidade e economia processual, buscando sempre a conciliação.

e) oralidade, informalidade, economia processual e celeridade, quando possível.

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No sistema recursal dos juizados especiais, informado pelos princípios da celeridade e concentração dos atos processuais com a finalidade de assegurar a rápida solução do litígio,vigora a regra da irrecorribilidade das decisões interlocutórias,impedindo a interrupção da marcha do processo por força de interposição de recursos que desafiem tais decisões.

QUESTÃO 06 – INÉDITA.

Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, órgãos da Justiça Ordinária, serão criados pela União, no Distrito Federal, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

QUESTÃO 07 – INÉDITA.

Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, órgãos da Justiça Extraordinária, serão criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

QUESTÃO 08 – INÉDITA.

Os Juizados Especiais da Fazenda Pública, órgãos da justiça comum e integrantes do Sistema dos Juizados Especiais, serão criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

QUESTÃO 09 – INÉDITA.

Os Juizados Especiais da Fazenda Pública, órgãos da justiça comum e integrantes do Sistema dos Juizados Especiais, serão criados pela União, no

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Distrito Federal e nos Territórios, pelos Estados e pelos Municípios, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

QUESTÃO 10 – INÉDITA.

O processo orientar-se-á pelos critérios da textualidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

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Gabarito

1 2 3 4 5

C B B B CERTA

6 7 8 9 10

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Questões Comentadas.

QUESTÃO 01 – 2015 – FGV - TJ-PI - ANALISTA JUDICIÁRIO - ANALISTA JUDICIAL.

Os Juizados Especiais são previstos pela Constituição, em seu art. 98, I, como competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade. Segundo a Lei nº 9.099/1995, o processo perante os Juizados Especiais Cíveis é orientado, dentre outros, pelo seguinte princípio: a) escritura;

b) desconcentração dos atos processuais;

c) oralidade; d) formalidade;

e) não imediação na produção probatória. Comentários:

Letra C correta, pois estão em conformidade com o que dispõe o art. 2º da Lei 9.099/1995, no qual (dentre outros) informa o princípio da oralidade como um dos critérios utilizados para se alcançar a conciliação ou transação do processo. Vejamos:

Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

Resposta: C

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Sobre os princípios aplicáveis aos Juizados Especiais Cíveis, assinale a alternativa INCORRETA.

a) O processo deve buscar, sempre que possível, a conciliação ou a transação. b) O processo orientar‐se‐á pelos critérios da oralidade, simplicidade,

formalidade, economia processual e celeridade.

c) O sistema dos Juizados Especiais busca a solução da causa no menor tempo possível e com o mínimo gasto para as partes.

d) Classicamente, o princípio da oralidade tem como subprincípios o imediatismo, o da concentração e o da irrecorribilidade das decisões interlocutórias.

Comentários:

Letra A certa, pois em conformidade com o art. 2º da Lei 9.099/1995:

Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade,

buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

Letra B errada, pois o correto é informalidade (e não formalidade, conforme aduz a assertiva. Neste sentido o art. 2º da Lei 9.099/1995:

Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, simplicidade,

informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que

possível, a conciliação ou a transação.

Letra C certa, pois enaltece, por exemplo, o princípio da celeridade processual e economia processual.

Letra D certa, pois decorrem do princípio da oralidade os seguintes subprincípios: o do imediatismo, o da concentração dos atos processuais e o da irrecorribilidade das decisões interlocutórias.

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De acordo com o princípio do imediatismo, o magistrado deve coletar diretamente as provas, ter contato direto com as partes, assim como os seus representantes, testemunhas e peritos.

Por sua vez, segundo o princípio da concentração dos atos processuais, é importante (sempre que possível) concentrar tosos os atos processuais em apenas uma sessão. E caso necessário a marcação de uma audiência posterior, que esta ocorra em momento próximo.

Por fim, o princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias tem por intuito assegura a célere solução dos litígios, sem a interrupção da marcha processual em decorrência de recursos contra as decisões interlocutórias

Resposta: B

QUESTÃO 03 – 2014 – VUNESP - PC-SP - ESCRIVÃO DE POLÍCIA.

Segundo a Lei n.º 9.099/95, são orientadores do processo em trâmite perante o Juizado Especial, os critérios da:

a) oralidade, informalidade, seletividade e impessoalidade.

b) informalidade, oralidade, economia processual e celeridade.

c) impessoalidade, abstração, formalidade e economia processual

d) fungibilidade, informalidade, abstração e economia processual

e) oralidade, formalidade, impessoalidade e celeridade Comentários:

Letra A errada, pois o art. 2º, Lei 9.099/1995 não faz menção aos princípios da seletividade e impessoalidade.

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Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade,

simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade,

buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

Letra C errada, pois o art. 2º, Lei 9.099/1995 não faz menção aos princípios impessoalidade, abstração, formalidade (o correto é informalidade).

Letra D errada, pois o art. 2º, Lei 9.099/1995 não faz menção aos princípios da fungibilidade e abstração.

Letra E errada, pois o art. 2º, Lei 9.099/1995 não faz menção aos princípios da formalidade (o correto é informalidade), impessoalidade.

Resposta: B

QUESTÃO 04 – 2012 – FAURGS - TJ-RS - CONCILIADOR CÍVIL.

Conforme a Lei Federal n.º 9.099/1995, o processo orientar-se-á pelos critérios de

a) oralidade, formalismo, simplicidade e economia processual, quando possível.

b) oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

c) oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando sempre a transação.

d) oralidade, formalismo, simplicidade e economia processual, buscando sempre a conciliação.

e) oralidade, informalidade, economia processual e celeridade, quando possível. Comentários:

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Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade,

simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade,

buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

Resposta: B

QUESTÃO 05 – 2006 – CESPE - DPE-DF – PROCURADOR.

No sistema recursal dos juizados especiais, informado pelos princípios da celeridade e concentração dos atos processuais com a finalidade de assegurar a rápida solução do litígio,vigora a regra da irrecorribilidade das decisões interlocutórias,impedindo a interrupção da marcha do processo por força de interposição de recursos que desafiem tais decisões.

Comentários:

Item certo, pois decorrem do princípio da oralidade os seguintes subprincípios: o do imediatismo, o da concentração dos atos processuais e o da irrecorribilidade das decisões interlocutórias.

De acordo com o princípio do imediatismo, o magistrado deve coletar diretamente as provas, ter contato direto com as partes, assim como os seus representantes, testemunhas e peritos.

Por sua vez, segundo o princípio da concentração dos atos processuais, é importante (sempre que possível) concentrar tosos os atos processuais em apenas uma sessão. E caso necessário a marcação de uma audiência posterior, que esta ocorra em momento próximo.

Por fim, o princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias tem por intuito assegura a célere solução dos litígios, sem a interrupção da marcha processual em decorrência de recursos contra as decisões interlocutórias***.

“Na verdade, não se chega ao extremo de impedir a impugnação dos decisórios sobre as questões incidentais. Satisfaz-se a exigência desse princípio

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privando o agravo de sua eficácia suspensiva ou determinando que seja ele retido nos autos para exame e julgamento, ao final do procedimento, de molde a não prejudicar o seu andamento normal.”, (THEOADORO JÚNIOR, Humberto, Curso de Direito Processual Civil. Vol. II. Editora GEN, 2016).

Resposta: CERTA

QUESTÃO 06 – INÉDITA.

Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, órgãos da Justiça Ordinária, serão criados pela União, no Distrito Federal, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

Comentários:

Item errado, pois faltou mencionar o Distrito Federal, Territórios e Estados, conforme art. 1º, Lei 9.099/1995:

Art. 1º Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, órgãos da Justiça Ordinária, serão criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

Resposta: ERRADA

QUESTÃO 07 – INÉDITA.

Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, órgãos da Justiça Extraordinária, serão criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

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Item errado, pois a justiça é ordinária (e não extraordinária), conforme art. 1º, Lei 9.099/1995:

Art. 1º Os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, órgãos da Justiça

Ordinária, serão criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

Resposta: ERRADA

QUESTÃO 08 – INÉDITA.

Os Juizados Especiais da Fazenda Pública, órgãos da justiça comum e integrantes do Sistema dos Juizados Especiais, serão criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

Comentários:

Item certo, conforme art. 1o, Lei 12.153/2009:

Art. 1º. Os Juizados Especiais da Fazenda Pública, órgãos da justiça comum e integrantes do Sistema dos Juizados Especiais, serão criados pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

Resposta: CERTA

QUESTÃO 09 – INÉDITA.

Os Juizados Especiais da Fazenda Pública, órgãos da justiça comum e integrantes do Sistema dos Juizados Especiais, serão criados pela União, no

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Distrito Federal e nos Territórios, pelos Estados e pelos Municípios, para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência. Comentários:

Item errado, pois não há previsão de criação dos Juizados Especiais da Fazenda Pública pelos Municípios. Vejamos:

Art. 1o Os Juizados Especiais da Fazenda Pública, órgãos da justiça

comum e integrantes do Sistema dos Juizados Especiais, serão criados

pela União, no Distrito Federal e nos Territórios, e pelos Estados,

para conciliação, processo, julgamento e execução, nas causas de sua competência.

Resposta: ERRADA

QUESTÃO 10 – INÉDITA.

O processo orientar-se-á pelos critérios da textualidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade, buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

Comentários:

Item errado, pois o art. 2º, Lei 9.099/95 não prevê a textualidade como princípio orientador dos Juizados Especiais. Vejamos:

Art. 2º O processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade,

simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade,

buscando, sempre que possível, a conciliação ou a transação.

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Referências

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