• Nenhum resultado encontrado

ESTUDO DE VIABILIDADE DE CURSOS

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "ESTUDO DE VIABILIDADE DE CURSOS"

Copied!
37
0
0

Texto

(1)

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

SECRETARIA DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA

– ESTUDO DE VIABILIDADE DE CURSOS –

LOCAL DATA

João Pessoa

Fevereiro/2012

(2)

INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA PARAÍBA

REITORIA – PRÓ REITORIA DE ENSINO

João Batista de Oliveira Silva | Reitor

Paulo de Tarso Costa Henriques | Pró-Reitor de Ensino

Walmeran José Trindade Júnior | Diretor de Educação Profissional Maria José Aires Freire de Andrade | Diretora de Articulação Pedagógica José Lins Cavalcanti de Albuquerque Netto | Diretor de Educação Superior

Francisco Raimundo de Moreira Alves | Diretor de Educação a Distância e Programas Especiais

RESPONSABILIDADE TÉCNICA

Prof. Dr. Jimmy de Almeida Lellis | Assessor Especial Prof. Dr. Ridelson Farias de Sousa | Assessor Especial Prof. M.Sc. José Elber Marques Barbosa | Colaborador

SUPORTE ADMINISTRATIVO

Emanoela Toscano | Estagiária

Emmanuel Aldano de França Monteiro | Estagiário Raphaella de Araújo Lima | Estagiária

(3)

SUMÁRIO

1. APRESENTAÇÃO ... 5

2. AMBIENTE GERAL DO ESTUDO ...12

3. DIVISÃO GEOADMINISTRATIVA DA PARAÍBA – 2ª REGIÃO GEOADMINISTRATIVA: GUARABIRA ...13

3.1 CARACTERIZAÇÃO TERRITORIAL...13

3.2 RELAÇÃO DA POPULAÇÃO DA 2ª REGIÃO GEOADMINISTRATIVA VERSUS CONTINGENTE POPULACIONAL DO ESTADO DA PARAÍBA ...15

3.3 EMPRESAS VERSUS OCUPAÇÃO...16

3.4 AGROPECUÁRIA ...17

3.5 ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO (FIRJAN) ...18

3.6 HOSPITAIS E EQUIPES DE PSF ...21

3.7 PRODUTO INTERNO BRUTO ...22

3.8 ATIVIDADE PRODUTIVA...23

3.9 EDUCAÇÃO ...26

3.9.1 GAP DA EDUCAÇÃO ...27

3.9.2 CANDIDATOS EM POTENCIAL ...29

3.10 MAPEAMENTO DE CURSOS NA REGIÃO ...30

3.11 ARRANJO PRODUTIVO LOCAL...31

4. IMPLEMENTAÇÃO DOS CURSOS...33

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ...36

6. REFERÊNCIAS ...37

LISTA DE FIGURAS Figura 1. Escola de Aprendizes Artífices na Paraíba funcionando no Quartel da Força Policial... 5

Figura 2. Escola Industrial da Paraíba ... 6

Figura 3. Campus João Pessoa (Av. 1º de Maio, 720 – Jaguaribe) ... 7

Figura 4. Abrangência do IFPB no Estado ... 9

Figura 5. Abrangência do IFPB no Estado após a Expansão III ...11

Figura 6. 2ª Região Geoadministrativa da Paraíba...13

(4)

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1. Taxa Proporcional de População – Região de Guarabira ...15

Gráfico 2. Percentuais de empresas e ocupação – Região de Guarabira ...16

Gráfico 3. Atividade agropecuária – Região de Guarabira ...18

Gráfico 4. Desenvolvimento (Brasil/Paraíba/Região de Guarabira) ...19

Gráfico 5. Emprego e Renda (Brasil/Paraíba/Região de Guarabira) ...19

Gráfico 6. Educação (Brasil/Paraíba/Região de Guarabira) ...20

Gráfico 7. Saúde (Brasil/Paraíba/Região de Guarabira) ...20

Gráfico 8. Equipes de PSF e Hospitais (Paraíba/Região de Guarabira) ...21

Gráfico 9. Produto Interno Bruto (Paraíba/Região de Guarabira) ...22

Gráfico 10. Produto Interno Bruto (Paraíba/Município de Guarabira) ...23

Gráfico 11. Admissões de Julho de 2010 a Julho de 2011 (Região de Guarabira)...24

Gráfico 12. Admissões de Julho de 2010 a Julho de 2011 (Município de Guarabira) ...25

Gráfico 13. Alunos matriculados no ensino básico (Região de Guarabira) ...26

Gráfico 14. Alunos matriculados no ensino básico (Município de Guarabira) ...27

Gráfico 15. Potencial de candidatos (Região de Guarabira)...29

Gráfico 16. Potencial de candidatos (Município de Guarabira) ...30

LISTA DE TABELAS Tabela 1. GAP de matrículas (Região de Guarabira) ...28

Tabela 2. GAP de matrículas (Município de Guarabira) ...28

LISTA DE QUADROS Quadro 1. Taxa Proporcional de População por Região Geoadministrativa ...15

Quadro 2. Número de Pessoas Ocupadas por Região Geoadministrativa ...17

Quadro 3. Ofertas de cursos na região de abrangência do campus Guarabira...31

(5)

 APRESENTAÇÃO

O atual Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia da Paraíba - IFPB tem mais de cem anos de existência e ao longo de todo esse período recebeu diferentes denominações (Escola de Aprendizes Artífices da Paraíba - de 1909 a 1937; Liceu Industrial de João Pessoa - de 1937 a 1961; Escola Industrial “Coriolano de Medeiros” ou Escola Industrial Federal da Paraíba - de 1961 a 1967; Escola Técnica Federal da Paraíba - de 1967 a 1999; Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba – de 1999 a 2008 e, finalmente, IFPB, de 2008 aos dias atuais).

Criado no ano de 1909, através de decreto presidencial de Nilo Peçanha, o seu perfil atendia a uma determinação contextual que vingava na época. Como Escola de Aprendizes Artífices, Figura 1, seu primeiro nome foi concebido para prover de mão-de-obra o modesto parque industrial brasileiro que estava em fase de instalação.

Figura 1. Escola de Aprendizes Artífices na Paraíba funcionando no Quartel da Força Policial

Àquela época, a Escola absorvia os chamados “desvalidos da sorte”, pessoas desfavorecidas e até indigentes, que provocavam um aumento desordenado na população das cidades, notadamente com a expulsão de escravos das fazendas, que migravam para os centros urbanos. Tal fluxo migratório era mais um desdobramento social gerado pela abolição da escravatura, ocorrida em 1888, que desencadeava sérios problemas de urbanização.

(6)

O IFPB, no início de sua história, assemelhava-se a um centro correcional, pelo rigor de sua ordem e disciplina. O decreto do Presidente Nilo Peçanha criou uma Escola de Aprendizes Artífices em cada capital dos estados da federação, mais com uma solução reparadora da conjuntura socioeconômica que marcava o período, para conter conflitos sociais e qualificar mão-de-obra barata, suprindo o processo de industrialização incipiente que, experimentando uma fase de implantação, viria a se intensificar a partir dos anos 30.

A Escola da Paraíba, que oferecia os cursos de Alfaiataria, Marcenaria, Serralheria, Encadernação e Sapataria, inicialmente funcionou no Quartel do Batalhão da Polícia Militar do Estado, depois se transferiu para o Edifício construído na Avenida João da Mata (Figura 2), onde funcionou até os primeiros anos da década de 1960.

Figura 2. Escola Industrial da Paraíba

Finalmente, instalou-se no atual prédio localizado na Avenida Primeiro de Maio, bairro de Jaguaribe, em João Pessoa, Capital – onde funciona o Campus João Pessoa até os dias de hoje. Observe a Figura 3.

(7)

Figura 3. Campus João Pessoa (Av. 1º de Maio, 720 – Jaguaribe)

Ainda como Escola Técnica Federal da Paraíba, no ano de 1995, a Instituição interiorizou suas atividades por meio da instalação da Unidade de Ensino Descentralizada de Cajazeiras - UNED.

Enquanto Centro Federal de Educação tecnológica da Paraíba - CEFET-PB, a Instituição experimentou um fértil processo de crescimento e expansão em suas atividades, passando a contar, além de sua Unidade Sede, com o Núcleo de Educação Profissional - NEP, que funcionou na Rua das Trincheiras.

Como Centro Federal de Educação Tecnológica da Paraíba, ocorreu em 2007 a implantação da Unidade de Ensino Descentralizada de Campina Grande – UNED-CG e a criação do Núcleo de Ensino de Pesca, no município de Cabedelo.

Desde então, o IFPB oferece à sociedade, paraibana e brasileira, cursos técnicos de nível médio (integrado e subsequente), cursos superiores de tecnologia, bacharelado e licenciatura todos em consonância com a linha programática e princípios doutrinários firmados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB/EM e normas dela decorrentes.

Com o advento da Lei 11.892/2008, o Instituto se consolida como uma instituição de referência da Educação Profissional na Paraíba. Além dos cursos usualmente chamados de “regulares”, a Instituição também desenvolve um amplo trabalho de oferta de cursos extraordinários, de curta e média duração, atendendo a

(8)

uma expressiva parcela da população, a quem é destinado também cursos técnicos básicos, programas de qualificação, profissionalização e re-profissionalização, para melhoria das habilidades de competência técnica no exercício da profissão.

A Instituição, em obediência ainda às suas obrigações previstas em lei, tem desenvolvido estudos com vistas a oferecer programas para formação, habilitação e aperfeiçoamento de docentes da rede pública.

Visando a ampliação de suas fronteiras de atuação, o Instituto desenvolve ações para atuar com competência na modalidade de Educação à Distância (EAD) e tem investido fortemente na capacitação dos seus professores e técnicos administrativos, no desenvolvimento de atividades de pós-graduação lato sensu, stricto sensu e de pesquisa aplicada, preparando as bases para a oferta de cursos de pós-graduação nestes níveis, horizonte aberto com a nova Lei.

Até o ano de 2010, contemplado com o Plano de Expansão da Educacional Profissional - Fase II - do Governo Federal, o Instituto implantou mais cinco Campi no estado da Paraíba, contemplando cidades consideradas pólos de desenvolvimento regionais, como Picuí, Monteiro, Princesa Isabel, Patos e Cabedelo. Associados aos

Campi de Cajazeiras, Campina Grande, João Pessoa e Sousa (Escola Agrotécnica,

que foi encorpada ao antigo CEFET, proporcionando a criação do Instituto).

Desta forma, o Instituto Federal da Paraíba abrange João Pessoa e Cabedelo, no Litoral; Campina Grande no brejo e Agreste; Picuí no Seridó Ocidental; Monteiro no Cariri; Patos, Cajazeiras, Souza e Princesa Isabel na região do Sertão, cujo raio de abrangência (50 quilômetros) é demonstrado na Figura 4.

(9)

Figura 4. Abrangência do IFPB no Estado

As novas unidades educacionais levam Educação Profissional em todos os níveis (básico, técnico e tecnológico) oportunizando o desenvolvimento econômico e social, melhorando a qualidade de vida da população destas regiões.

Vale ressaltar que a diversidade de cursos ora ofertado pela Instituição justifica-se em decorrência da experiência e tradição da mesma no tocante à educação profissional.

O Instituto Federal da Paraíba, considerando as definições decorrentes da Lei 11.892/2009 e observando o contexto das mudanças estruturais que tem ocorrido na sociedade e na educação brasileira, adota um Projeto Acadêmico baseado na sua responsabilidade social advinda da referida Lei, a partir da construção de um projeto pedagógico flexível, em consonância com o proposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, buscando produzir e reproduzir os conhecimentos humanísticos, científicos e tecnológicos, de modo a proporcionar a formação plena da cidadania, que será traduzida na consolidação de uma sociedade mais justa e igual.

O IFPB atua nas áreas profissionais das Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Engenharias, Linguística, Letras e Artes.

(10)

São ofertados cursos nos eixos tecnológicos de Recursos Naturais, Produção Cultural e Design, Gestão e Negócios, Infra-Estrutura, Produção Alimentícia, Controle e Processos Industriais, Produção Industrial, Hospitalidade e Lazer, Informação e Comunicação e Ambiente, Saúde e Segurança.

Nessa perspectiva, a organização do ensino no Instituto Federal da Paraíba oferece oportunidades em todos os níveis da aprendizagem, permitindo o processo de verticalização do ensino. Ampliado o cumprimento da sua responsabilidade social, também atua fortemente em Programas de Formação Continuada (FIC), Programas de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA), Programa Nacional de Inclusão de Jovens (PROJOVEM) e Programa Mulheres Mil; propiciando o prosseguimento de estudos através do Ensino Técnico de Nível Médio, Ensino Tecnológico de Nível Superior, as Licenciaturas, os Bacharelados e os estudos de Pós-Graduação Lato Sensu e Stricto

Sensu.

Além de desempenhar atividades de qualificação e requalificação de recursos humanos, o IFPB atua no suporte tecnológico às diversas instituições de ensino, pesquisa e extensão, bem como no apoio às necessidades tecnológicas empresariais. Essa atuação não se restringe ao estado da Paraíba, mas gradativamente vem se consolidando dentro do contexto macro-regional delimitado pelos Estados de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.

O Instituto Federal da Paraíba em sintonia com o mercado de trabalho e com a expansão da Rede Federal de Educação Profissional, traça estratégias para implantação de 06 (seis) novos Campi nas cidades de Guarabira, Itaporanga, Itabaiana, Catolé do Rocha, Santa Rita e Esperança, contemplados no Plano de Expansão – Fase III - e ampliando as oportunidades educacionais. Assim, junto aos

Campi já existentes, promove a interiorização da educação no território paraibano,

(11)

Figura 5. Abrangência do IFPB no Estado após a Expansão III

Neste contexto, as Fases de Expansão II e III, apresentam-se cada qual com suas necessidades locais.

Diante do atual quadro de oferta da educação profissional pelo Instituto Federal da Paraíba, o objetivo deste estudo consiste em nortear, de acordo com os Arranjos Produtivos Locais (APLs), a viabilidade de implantação de cursos para todos os campi do IFPB, contribuindo para o alcance da missão institucional de fazer desenvolver a região a partir das potencialidades locais.

(12)

 AMBIENTE GERAL DO ESTUDO

O Estado da Paraíba faz parte da porção mais oriental da Região Nordeste do Brasil e, por consequência, das Américas. Distribui-se da direção Leste para Oeste comum a distância linear de 443 km e na direção Norte-Sul tem 253 km. Limita-se ao Norte como Estado do Rio Grande do Norte, ao Sul como Estado de Pernambuco, a Oeste como Estado do Ceará e a Leste com o Oceano Atlântico.

A Paraíba está situada nas coordenadas 34º 45’54’’ e 38º 45’45’’ de longitude oeste de Greenwich com 56.440 km² de área, dos quais 55.119 km² incluem-se no Polígono das Secas do Nordeste, o que lhe confere clima quente e úmido nas regiões próximas ao litoral e oeste do Estado, e semi-árido quente no Planalto da Borborema.

Os seus 223 municípios estão distribuídos em 12 Regiões Geoadministrativas. O Censo Demográfico de 2000 do IBGE indica que o Estado da Paraíba apresentava um total de 3.443.825 habitantes, sendo que 2.447.212 (71,06%) concentravam-se na zona urbana, enquanto 996.613 (28,94%), na zona rural. Em 2008, segundo o IBGE, o Estado contava com uma população de 3.721.176, o que representa uma taxa geométrica de crescimento anual de 0,97%.

Praticamente todos os municípios paraibanos estão interligados por rodovias asfaltadas. As rodovias federais mais importantes são: a BR–101, que liga João Pessoa à Natal (RN) e Recife (PE); a BR-230 que corta todo o Estado de Leste a Oeste, desde o Porto de Cabedelo, na Grande João Pessoa, passando por Campina Grande, atravessando o Cariri e o Sertão, e a BR-104, que faz a ligação do agreste paraibano com os Estados de Pernambuco e Rio Grande do Norte (IDEME, 2008).

(13)

 DIVISÃO GEOADMINISTRATIVA DA PARAÍBA – 2ª REGIÃO

GEOADMINISTRATIVA: GUARABIRA

3.1 CARACTERIZAÇÃO TERRITORIAL

A 2ª Região Geoadministrativa do Estado da Paraíba (Figura 6), polarizada pelo município de Guarabira, é formada por 25 municípios – os quais totalizamuma área de 3.076km², correspondendo a 5,4% da área total do Estado. Segundo o IBGE, em 2008, a região Geoadministrativa contava com 305.972 pessoas, expressando uma densidade demográfica de 99,44 habitantes por quilometro quadrado. (IDEME, 2008)

Figura 6. 2ª Região Geoadministrativa da Paraíba

Apesar de um campus do IFPB ter sede em um município, os estudos de viabilidade para implantação de cursos para o campus levam em consideração dados de todos os municípios que compõem a Região Geoadministrativa onde está inserido, o que atende a missão institucional de fazer desenvolver toda a região.

Neste contexto, a 2ª Região Geoadministrativa, com 25 municípios, apresenta uma perspectiva para instalação de um Campus do IFPB. O referido campus irá se concentrar em toda a área limítrofe da região, guardando-se as peculiaridades de cada Arranjo Produtivo Local – APL.

(14)

Neste contexto, a 2ª Região Geoadministrativa apresenta uma perspectiva para instalação de um Campus do IFPB. O referido campus irá se concentrar em toda a área limítrofe da região, guardando-se as peculiaridades de cada Arranjo Produtivo Local – APL.

A Região Geoadministrativas de Guarabira é composta pelos seguintes municípios: Araruna, Riachão, Campo de Santana, Logradouro, Cacimba de Dentro, Dona Inês, Caiçara, Lagoa de Dentro, Casserengue, Solânea, Bananeiras, Belém, Serra da Raiz, Sertãozinho, Duas Estradas, Borborema, Pirpirituba, Serraria, Pilõezinhos, Pilões, Cuitegi, Alagoinha, Mulungu, Araçagi e Guarabira. Para efeito deste estudo, consideraram-se como composição deste campus todos os municípios referendados - Figura 7.

Figura 7. Abrangência do Campus na 2ª Região Administrativa – Guarabira

Apesar de o Campus do IFPB ter como objetivo atender, com cursos de formação profissional e/ou de capacitação, a todos os municípios da 2ª Região Geoadministrativa; tendo em vista a proximidade de Guarabira com alguns municípios de regiões adjacentes, pessoas destes também podem ser beneficiadas com a instalação do Campus Guarabira.

(15)

3.2 RELAÇÃO DA POPULAÇÃO DA 2ª REGIÃO GEOADMINISTRATIVA VERSUS CONTINGENTE POPULACIONAL DO ESTADO DA PARAÍBA

De acordo com o IBGE (2011), a população do município de Guarabira totaliza 305.972 habitantes, o que correspondente a 8,17% da população total do Estado da Paraíba, conforme apresentado no Gráfico 1.

Gráfico 1. Taxa Proporcional de População – Região de Guarabira

Para efeito de análise, a Taxa Proporcional de População tomou como base a população do Estado da Paraíba (3.730.838 habitantes) e a população da 2ª Região Geoadministrativa da Paraíba – Guarabira (304.809 habitantes). Observa-se, percentualmente, o índice populacional por Região Geoadministrativa no Quadro 1.

Quadro 1. Taxa Proporcional de População por Região Geoadministrativa

REGIÃO

GEOADMINISTRATIVA SEDE População

1ª João Pessoa 34,47% Guarabira 8,17% 3ª Campina Grande 22,42% 4ª Cuité 2,83% 5ª Monteiro 2,98% 6ª Patos 6,02% 7ª Itaporanga 4,05% 8ª Catolé do Rocha 2,94% 9ª Cajazeiras 4,50% 10ª Sousa 4,59% 11ª Princesa Isabel 2,19% 12ª Itabaiana 4,82% Total Geral 100%

(16)

Na 2ª Região Geoadministrativa configura-se uma área geográfica concentrada em um eixo específico decorrente da atividade comercial, tendo como município sede do Campus o município de Guarabira.

3.3 EMPRESAS VERSUS OCUPAÇÃO

Para este contexto tomou-se como base o número de pessoas empregadas em relação ao quantitativo de empresas presentes nesta região. O Gráfico 2 ilustra esta realidade. A região de Guarabira apresenta, respectivamente, 2,35% e 2,39% do número de pessoas ocupadas e do número total de empresas instaladas em todo o Estado da Paraíba.

Gráfico 2. Percentuais de empresas e ocupação – Região de Guarabira

Para efeito de análise, percentuais de empresas e ocupação, tomou-se como base a população do estado da Paraíba (3.730.838 habitantes) e o número de pessoas ocupadas da 2ª Região Geoadministrativa da Paraíba – Guarabira (149.606 habitantes). Observa-se percentualmente, o número de pessoas ocupadas por Região Geoadministrativa no Quadro 2.

(17)

Quadro 2. Número de Pessoas Ocupadas por Região Geoadministrativa

REGIÃO

GEOADMINISTRATIVA SEDE População

Número de Pessoas Ocupação 1ª João Pessoa 34,47% 59,17% Guarabira 8,17% 4,01% 3ª Campina Grande 22,42% 18,93% 4ª Cuité 2,83% 1,32% 5ª Monteiro 2,98% 1,34% 6ª Patos 6,02% 3,38% 7ª Itaporanga 4,05% 1,76% 8ª Catolé do Rocha 2,94% 1,45% 9ª Cajazeiras 4,50% 2,78% 10ª Sousa 4,59% 2,74% 11ª Princesa Isabel 2,19% 0,78% 12ª Itabaiana 4,82% 2,35% Total Geral 100% 100%

A 2ª Região Geoadministrativa – Guarabira, além de ser a terceira região mais populosa do Estado da Paraíba, ocupa também a terceira posição em número de empresas instaladas e de pessoas ocupadas por atividades.

3.4 AGROPECUÁRIA

No tocante à agropecuária, utilizou-se como referência as principais variáveis relacionadas à sua produção, quais sejam: número de cabeças dos principais rebanhos (bovino, caprino, ovino e suíno), produção de leite (em mil litros), total de aves (galinhas, pintos e afins), produção de ovos de galinha (em mil dúzias) e produção das principais lavouras exploradas no estado da Paraíba. Justifica-se o exposto no Gráfico 3, que mostra, por meio dados do IBGE (2011), a relação da produção agropecuária em relação à mesma perspectiva estadual. O parâmetro de referência continua sendo o mesmo, a região de Guarabira.

(18)

Gráfico 3. Atividade agropecuária – Região de Guarabira

Pode-se inferir pelo observado que a região de Guarabira apresenta destaque no que concerne a atividades econômicas do setor primário, todas as atividades agropecuárias analisadas revelam índices de produção expressivos (acima de sete pontos percentuais) em relação ao estado.

3.5 ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO (FIRJAN)

O Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) é um estudo anual do Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) que acompanha o desenvolvimento de todos os 5.564 municípios brasileiros em três áreas: Emprego & Renda, Educação e Saúde. Ele é feito, exclusivamente, com base em estatísticas públicas oficiais, disponibilizadas pelos ministérios do Trabalho, Educação e Saúde.

Mesmo com um recorte municipal, possibilita gerar um resultado nacional discriminado por unidades da Federação, graças à divulgação oficial das variáveis componentes do índice por estados e para o país.

O índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento da localidade. Além disso, sua metodologia possibilita determinar, com precisão, se a melhora relativa ocorrida em determinado município decorre da adoção de políticas específicas ou se o resultado obtido é apenas reflexo da queda dos demais municípios (FIRJAN, 2011).

(19)

O Gráfico 4 aponta o desenvolvimento da Federação, do Estado e da região de Guarabira nos três parâmetros (emprego & renda, educação e saúde).

Gráfico 4. Desenvolvimento (Brasil/Paraíba/Região de Guarabira)

Analisando o índice por área é possível identificar quais parâmetros estão contribuindo de forma mais potencial para o desenvolvimento da região em estudo. Desmembrando o índice IFDM, tomou-se como base para o primeiro eixo de análise a variável emprego e renda no ano de 2007. Neste quesito, a região em estudo, apresentou-se, em relação ao estado da Paraíba, menos desenvolvida em 0,19 pontos percentuais, conforme se identifica no Gráfico 5.

Gráfico 5. Emprego e Renda (Brasil/Paraíba/Região de Guarabira)

Em sequência, para o segundo eixo de análise, utilizou-se como norte a variável educação - 2007. Neste quesito, a região em estudo, apresentou-se, em relação ao estado da Paraíba, de maneira igualitária em pontos percentuais (Gráfico 6).

(20)

Gráfico 6. Educação (Brasil/Paraíba/Região de Guarabira)

Para o terceiro eixo de análise, utilizou-se como norte a variável saúde - 2007. Neste quesito, a região em estudo, apresentou-se, em relação ao estado da Paraíba, menos desenvolvida em 0,01 pontos percentuais(Gráfico 7).

Gráfico 7. Saúde (Brasil/Paraíba/Região de Guarabira)

Pode-se inferir, com base nos dados, que o Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal (IFDM) - nas três áreas: Emprego & Renda, Educação e Saúde – demonstrou um comportamento de ascensão paralelo da região de Guarabira em relação ao Estado da Paraíba.

(21)

3.6 HOSPITAIS E EQUIPES DE PSF

A Saúde da Família é entendida como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial, operacionalizada mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas em uma área geográfica delimitada. As equipes atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais frequentes, e na manutenção da saúde desta comunidade (portal.saude.gov.br, 2012).

No tocante à saúde, utilizou-se como referência o número de hospitais e o número de programas de saúde da família – PSF instalados. Justifica-se o exposto no Gráfico 8, que mostra, por meio dados do IBGE (2011), a relação do quantitativo de hospitais e PSFs na região de Guarabira com a perspectiva estadual.

Gráfico 8. Equipes de PSF e Hospitais (Paraíba/Região de Guarabira)

Pode-se inferir pelo observado que a região de Guarabira apresenta uma expressividade significativa, uma vez que os estabelecimentos hospitalares assim como as equipes de PSFs demonstraram índices expressivos (em torno de nove pontos percentuais aproximadamente) em relação ao estado.

(22)

3.7 PRODUTO INTERNO BRUTO

PIB ou Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos dentro do território econômico de um município, região, estado ou país, independentemente da nacionalidade dos proprietários das unidades produtoras. Por bens e serviços finais compreende-se que não são consideradas as transações intermediárias. Toda a produção é medida a preços de mercado e o PIB pode ser calculado sob três aspectos, Agropecuária (Primário), Indústria (Secundário) e Serviço (Terciário) (academiaeconomica.com, 2012).

Utilizaram-se, como critério de análise do PIB, seus três parâmetros: Agropecuária (Primário), Indústria (Secundário) e Serviço (Terciário); de forma comparativa e isolada em relação ao estado/região (Gráfico 9).

Gráfico 9. Produto Interno Bruto (Paraíba/Região de Guarabira)

Conforme se observa na Gráfico 9, o PIB no estado da Paraíba se comporta de forma desproporcional (agropecuária – 7,19%; indústria – 22,00% e serviços – 70,81%), estando sua maior expressividade no setor terciário. Nesta perspectiva, a região de Guarabira acompanha esta tendência, uma vez que sua maior expressão também é no mesmo segmento. Vale salientar que comparando as riquezas geradas neste segmento pelo Estado, a região de Guarabira apresenta uma concentração bem mais significativa.

(23)

Para efeito de comparação, estratificou-se da região para o município de Guarabira. Nesta vertente, verificou-se que o PIB também se concentrou no segmento de serviços, como identificado no Gráfico 10, isto é, comparativamente na região de Guarabira, o município de Guarabira apresentou-se com um score percentual um pouco maior (3%).

Gráfico 10. Produto Interno Bruto (Paraíba/Município de Guarabira)

3.8 ATIVIDADE PRODUTIVA

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) foi criado pelo Governo Federal, que instituiu o registro permanente de admissões e desligamentos de empregados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT. Este registro é atualizado mensalmente nas bases de dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

As informações do CAGED são utilizadas pelo Programa de Seguro-Desemprego para conferir os dados referentes aos vínculos trabalhistas e liberar os benefícios.

É com base nestas informações que o Governo Federal e a sociedade como um todo, contam com estatísticas à elaboração de Políticas de Emprego e Salário, bem como estudos sobre mercado de trabalho (Manual de Orientação CAGED, 2010).

(24)

Como critério de análise das principais atividades produtivas que mais admitiram no período de Julho de 2010 à Julho de 2011 foram consideradas as cinco atividades mais representativas da região, quais sejam: desossador, vendedor de comércio varejista, costureiro a maquina na confecção em série, costureiro na confecção em série e serventes de obras (Ver Gráfico 11).

Gráfico 11. Admissões de Julho de 2010 a Julho de 2011 (Região de Guarabira)

Pelo exposto no Gráfico 11, pode se constatar que a quantidade de profissionais mais admitidos para o período foi na categoria de desossador (32,08%) seguido de vendedor de comércio varejista (24,33%), costureiro a máquina na confecção em série (22,00%) costureiro na confecção em série (11,79%) e servente de obras (9,80%).

Para efeito de comparação, o Gráfico 12 representa o número de admissões apenas para município de Guarabira. Nesta vertente, verificou-se que a categoria mais expressiva foi a de desossador (33,00%), seguido de vendedor de comércio varejista (23,00%), costureiro a maquina na confecção em série (22,00%), costureiro na confecção em série (12,00%) e serventes de obras (10,00%).

(25)

Gráfico 12. Admissões de Julho de 2010 a Julho de 2011 (Município de Guarabira)

De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) pode-se constatar que as atividades se concentram no segmento industrial e de serviços.

(26)

3.9 EDUCAÇÃO

De acordo com a Secretaria de Educação Básica (2012), vinculada ao Ministério da Educação, educação básica é o caminho para assegurar à todos os brasileiros a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhes os meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.

De acordo com o Artigo 21 da LDB, a educação básica é formada pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio.

O ensino fundamental obrigatório tem duração de 9 (nove) anos. Já o ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, com finalidade de consolidação e aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental.

Utilizou-se, como critério de análise da educação, o número de matrículas por dependência administrativa (Estadual, Federal, Municipal e Privada) em relação ao tempo de permanência em cada etapa de escolarização (ensino fundamental – 9 anos e ensino médio – 3 anos), como exposto no Gráfico 13.

Gráfico 13. Alunos matriculados no ensino básico (Região de Guarabira)

Pode se constatar que o quantitativo de matrículas no ensino fundamental é mais expressivo no âmbito municipal, uma vez que é responsabilidade do município ofertar a 1ª fase do ensino básico. Também se verifica que o maior número de

(27)

A título de ilustração, o Gráfico 14 apresenta o número de matriculados por dependência administrativa (Estadual, Federal, Municipal e Privada) para o município de Guarabira. A guisa de entendimento, a análise do município isoladamente, permite-nos observar, com acurácia e de forma comparativa, o comportamento do município de Guarabira em relação à região.

Gráfico 14. Alunos matriculados no ensino básico (Município de Guarabira)

3.9.1 GAP DA EDUCAÇÃO

GAP é um termo em inglês que significa um distanciamento, afastamento,

separação, uma lacuna ou um vácuo.

Utilizou-se, como critério de análise do GAP da Educação a média de todas as matrículas do ensino fundamental (número de matriculados dos nove anos dividido por nove) e a média de todas as matrículas do ensino médio (número de matriculados dos três anos dividido por três). Em seguida efetuou-se a diferença das médias do ensino médio e do ensino fundamental, o resultado final é o GAP apresentado na Tabela 1 (região de Guarabira) e na Tabela 2 (município de Guarabira).

(28)

Tabela 1. GAP de matrículas (Região de Guarabira)

Tabela 2. GAP de matrículas (Município de Guarabira)

Para a análise da região de Guarabira (Tabela 1), observa-se que as escolas da região ofertam o ensino fundamental e médio, porém foi detectada uma defasagem de vagas/ano do último ano do ensino fundamental em relação ao primeiro ano do médio da ordem de 2.349 matrículas, ou seja, seu GAP apresenta um índice negativo de matrículas com apenas 4.118 alunos matriculados no ensino médio.

Para efeito de comparação, a Tabela 2 apresenta o GAP apenas para município de Guarabira. Nesta vertente, verificou-se que o vazio diminuiu para – 140 matrículas, ou seja, seu GAP apresenta também um índice negativo de matrículas com apenas 1.036 alunos matriculados no ensino médio.

(29)

matrículas no ensino médio (4.118 alunos - GAP da região), 25,16% correspondem a Guarabira e o restante (74,84%) aos outros municípios que compõem a região.

3.9.2 CANDIDATOS EM POTENCIAL

Entende-se por candidatos em potencial, alunos que estão aptos a ingressarem no ensino médio (modalidades integradas e subsequentes) e/ou no ensino superior. Para definir o percentual de candidatos para cursos técnicos (integrados e subsequentes ao ensino médio) e Superiores (Tecnologia, Bacharelado e Licenciatura), o estudo tomou como base o número de matriculas/ano ofertadas pelas várias dependências administrativas.

A partir do número de matriculados no 9º ano do ensino fundamental (candidatos que podem fazer cursos técnicos integrados ao ensino médio) e do 3º ano do ensino médio (candidatos que podem fazer cursos técnicos subsequentes ou cursos superiores), apresentados nas Tabelas 1 e 2, pode-se construir o percentual de candidatos em potencial para os cursos técnicos integrados e para cursos técnicos subsequentes/superior, conforme exposto nos Gráficos 15 e 16.

(30)

Gráfico 16. Potencial de candidatos (Município de Guarabira)

Os Gráficos 15 e 16 mostram uma maior demanda de vagas para cursos técnicos integrados ao ensino médio para a região de Guarabira.

Analisando o contexto, percebe-se que o percentual de candidatos potenciais da região e do município de Guarabira é proporcional, com uma diferença percentual na ordem de 8% menor para o município de Guarabira.

O volume maior de candidatos aos cursos integrados se dá em decorrência do quantitativo de alunos oriundos do ensino fundamental ser bem superior ao número de alunos do ensino médio. Estes últimos têm mais opções, pois podem direcionar seus interesses para o ensino médio subsequente ou para o ensino superior através dos Cursos Superiores de Tecnologias, dos Bacharelados ou das Licenciaturas.

3.10 MAPEAMENTO DE CURSOS NA REGIÃO

Com o propósito de não duplicar cursos já ofertados pelas outras instituições presentes na região de abrangência do Campus Guarabira, foi realizado um levantamento da oferta de cursos (técnicos, tecnologia, licenciaturas e bacharelados), o que possibilitou identificar a diversidade de formações ofertadas pelas várias instituições presentes na região Geoadministrativa: IFPB, UFPB, UEPB e várias faculdades privadas, como observadas no Quadro 3.

(31)

Quadro 3. Ofertas de cursos na região de abrangência do campus Guarabira

Instituição

Especificação de cursos Técnico Superior de

Tecnologia Licenciatura Bacharelado

IFPB – Campus Guarabira Subsequente: Informática Integrado: Contabilidade Gestão Comercial - - UFPB – Campus Guarabira Ciências Agrárias Pedagogia Administração Agroecologia Agroindústria UEPB – Campus Guarabira Geografia Letras Pedagogia Português História Direito UEPB – Campus Araruna Engenharia Civil Odontologia Ciências da Natureza UFPB/Campus II – AREIA Ciências Agrárias Agronomia Zootecnia Ciências Agrárias Medicina Veterinária UFPB/Campus III – Bananeiras Agropecuária Agroindústria Aquicultura Pedagogia Ciências Agrárias Administração Agroindústria

3.11 ARRANJO PRODUTIVO LOCAL

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (2011), consideram-se Arranjos Produtivos Locais aglomerações de empresas, localizadas em um mesmo território, que apresentam especialização produtiva e mantêm vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem entre si e com outros atores locais, tais como: governo, associações empresariais, instituições de crédito, ensino e pesquisa.

Através de resultados de Pesquisas Diretas e consultas a órgãos oficiais (prefeituras, SEBRAE etc.), os principais APL’s encontrados na região de Guarabira ligados aos setores da Indústria, do Comércio e de Serviços foram:

• Indústria

- Confeccões e Vestuário - Cosntrução Civil

(32)

- Indústria de Aves e Ovos

• Comércio - Móveis - Farmácias

- Cama, Mesa e Banho - Informática e Telefonia - Vestuário - Bebidas - Calçados - Supermercados e Mercearias - Eletrodomésticos - Bazar e Papelaria - Jóias/bijuterias - Pólo Distribuidor - Perfumarias e Cosmética • Serviços - Telefonia e Telecomunicações - Serviços Bancários - Informática - Serviços Gráficos - Bares e Restaurantes

- Clínicas Médicas e Odontológicas - Hospital e Maternidade

- Escritórios de Advocacia - Serviços Contábeis

Como forma de análise pode-se inferir que a região tem, nos três segmentos da economia, um significativo leque de áreas de atuação.

(33)

 IMPLEMENTAÇÃO DOS CURSOS

A educação profissional e tecnológica de nível médio está apresentada no

Catálogo Nacional de Cursos Técnicos (CNCT). Este Catálogo configura-se como

importante mecanismo de organização e orientação da oferta nacional dos cursos técnicos de nível médio. Cumpre também, subsidiariamente, uma função indutora ao destacar novas ofertas em nichos tecnológicos, culturais, ambientais e produtivos, propiciando uma formação técnica contextualizada com os arranjos sócio-produtivos locais gerando novo significado para formação, em nível médio, do jovem brasileiro. O Catálogo agrupa os cursos conforme suas características científicas e tecnológicas em 12 eixos tecnológicos que somam, ao todo, 185 possibilidades de oferta de cursos técnicos (MEC/SETEC, 2008).

Com o propósito de aprimorar e fortalecer os cursos superiores de tecnologia e em cumprimento ao Decreto nº 5.773/06, o Ministério da Educação apresenta o

Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia como guia para referenciar

estudantes, educadores, instituições ofertantes, sistemas e redes de ensino, entidades representativas de classes, empregadores e o público em geral. O catálogo organiza e orienta a oferta de cursos superiores de tecnologia, inspirado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional de Nível Tecnológico e em sintonia com a dinâmica do setor produtivo e os requerimentos da sociedade atual. Configurado, deste modo, na perspectiva de formar profissionais aptos a desenvolver, de forma plena e inovadora, as atividades em determinado eixo tecnológico e com capacidade para utilizar, desenvolver ou adaptar tecnologias com a compreensão crítica das implicações daí decorrentes e das suas relações com o processo produtivo, o ser humano, o ambiente e a sociedade. Este catálogo apresenta denominações, sumário de perfil do egresso, carga horária mínima e infraestrutura recomendada de 112 graduações tecnológicas organizadas em 13 eixos tecnológicos (MEC/SETEC, 2010).

Já os cursos de Bacharelados e Licenciaturas estão dispostos nos Referenciais Curriculares Nacionais dos Cursos de Bacharelado e Licenciatura da Secretaria de

(34)

Educação Superior (MEC/SESU, 2010). De acordo com este documento, de um total de 97 cursos de nível superior, 79 são de bacharelados e 18 de licenciaturas.

Atualmente, o Campus de Guarabira oferta os seguintes cursos:

Cursos Técnicos Subsequentes:

 Técnico Subsequente em Informática

Cursos Técnicos Integrados:

 Técnico Integrado em Contabilidade

Cursos Superiores:

 Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial

Em conformidade com os Catálogos de Cursos Técnicos, de Cursos de Tecnologia; com os Referenciais Curriculares (Cursos de Bacharelado e Licenciatura); com os Arranjos Produtivos Locais e todas as variáveis analisadas, o estudo apontou, para o momento presente, como forma de complementação aos cursos já existentes no Campus, a implementação dos seguintes cursos para o Campus de Guarabira: Técnico Subsequente em Segurança do Trabalho, Técnico Integrado em Alimentos, Licenciatura em Matemática.

O Quadro 4 mostra os referidos cursos com as respectivas cargas horárias, eixos temáticos onde estão inseridos, o que fazem profissionalmente e as principais possibilidades de atuação.

(35)

Quadro 4. Cursos sugeridos pelo estudo (Região de Guarabira)

CURSO CH EIXO TEMÁTICO O QUE FAZ POSSIBILIDADES DE

ATUAÇÃO TÉCNICO SUBSEQUENTE EM SEGURANÇA DO TRABALHO 1.200 H AMBIENTE, SAÚDE E SEGURANÇA

 Atua em ações prevencionistas nos processos produtivos com auxílio de métodos e técnicas de identificação, avaliação e medidas de controle de riscos ambientais de acordo com normas regulamentadoras e princípios de higiene e saúde do trabalho.

 Desenvolve ações educativas na área de saúde e segurança do trabalho.  Orienta o uso de EPI e EPC.  Coleta e organiza informações de saúde e de segurança no trabalho.  Executa o PPRA.

 Investiga, analisa acidentes e recomenda medidas de prevenção e controle.  Instituições públicas e privadas  Fabricantes e representantes de equipamentos de segurança. TÉCNICO INTEGRADO EM ALIMENTOS 1.200 H PRODUÇÃO ALIMENTÍCIA

 Atua no processam ento e conservação de matérias-primas, produtos e subprodutos da indústria alimentícia e de bebidas, realizando análises físicoquímicas, microbiológicas e sensoriais.

 Auxilia no planejam ento,

coordenação e controle de atividades do setor.

 Realiza a sanitização das indústrias alimentícias e de bebidas.

 Controla e corrige desvios nos processos manuais e automatizados.  Acompanha a manutenção de equipamentos.

 Participa do desenvolvimento de novos produtos e processos.

 Indústrias de alimentos e bebidas.  Entrepostos de armazenamento e beneficiamento.  Laboratórios, institutos de pesquisa e consultoria.  Órgãos de fiscalização sanitária e proteção ao consumidor.  Indústria de insumos para processos e produtos. LICENCIATURA EM MATEMÁTICA 2.800 H RECURSOS NATURAIS

 planeja, organiza e desenvolve atividades e materiais relativos à Educação Matemática.

 Sua atribuição central é a docência na Educação Básica, que requer sólidos conhecimentos sobre os fundamentos da Matemática, sobre seu desenvolvimento histórico e suas relações com diversas áreas; assim como sobre estratégias para transposição do conhecimento

matemático em saber escolar.

 Elabora e analisa materiais didáticos, como livros, textos, vídeos, programas computacionais, ambientes virtuais de aprendizagem, entre outros.  Realiza pesquisas em Educação Matemática.

 Coordena e supervisiona equipes de trabalho.

 professor em instituições de ensino que oferecem cursos de nível fundamental e médio;

 em editoras e em órgãos públicos e privados que produzem e avaliam programas e materiais didáticos para o ensino presencial e a distância;  em empresas que demandem sua formação específica e em instituições que desenvolvem pesquisas educacionais

(36)

 CONSIDERAÇÕES FINAIS

De maneira geral os cursos a serem ofertados no Campus Guarabira deverão se concentrar nos setores de ambiente, saúde e segurança, produção alimentícia e recursos naturais. Justifica-se o exposto pelo perfil e identidade da região e pelos APLs dispostos para tanto.

O volume de matrículas no 9º ano do ensino fundamental propicia um maior número de oferta de cursos técnicos integrados ao ensino médio, porém a quantidade de matrículas no 3º ano do ensino médio também aponta, em menor proporção, ofertas de cursos técnicos subsequentes e/ou superiores.

Os CST (Cursos Superiores de Tecnologia) passam a ser um suporte prático ao desenvolvimento dos municípios da região geoadministrativa, em especial da região de Guarabira.

As licenciaturas têm como atribuição central a docência na educação básica, sendo importantes no sentido de atender as demandas por professores para instituições de ensino que ofertam cursos de nível fundamental e médio. Neste contexto, o IFPB tem, também, como missão a formação de docentes como forma de desenvolvimento regional local.

(37)

 REFERÊNCIAS

BRASIL. Instituto Brasileiro de Geografia E Estatística. Cidades. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/cidadesat>. Acesso em: 14 nov. 2011.

_______. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais. Levantamento de

Microdados. Disponível em: <http://portal.inep.gov.br/basica-levantamentos-microdados>. Acesso em: 23 nov. 2011.

_______. Ministério da Educação. Disponível em: <http://www.mec.gov.br>. Acesso em: 23 nov. 2011.

Ministério da Educação/Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. Catálogo

Nacional de Cursos Técnicos. 2008. Brasília/DF. Disponível em:

<www.mec.gov.br/setec> Acesso: 4 de mai. 2011.

Ministério da Educação/Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. Catálogo

Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia. 2010. Brasília/DF. 141p. Disponível

em: <www.mec.gov.br/setec> Acesso: 4 de mar. 2011.

_______. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Arranjos

Produtivos Locais - APLs. Disponível em:

<http://www.mdic.gov.br//sitio/interna/index.php?area=2>. Acesso em: 14 nov. 2011. _______. Ministério do Trabalho e Emprego. Cadastro Geral de Empregados e

Desempregados 2011. Disponível em: <http://www.caged.gov.br>. Acesso em: 22

nov. 2011.

_______. Ministério da Saúde. Disponível em: <http://www.portal.saude.gov.br>. Acesso em: 23 nov. 2011.

_______. Planalto. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9394.htm>. Acesso em: 15 de mar. 2012 FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Índice FIRJAN

de Desenvolvimento Municipal IFDM. Disponível em:

<http://www.firjan.org.br/IFDM/>. Acesso em: 15 de mar. 2012.

Instituto de Desenvolvimento Municipal e Estadual da Paraíba [CD-ROM]. Perfil Cidades, 2008.

Pesquisa Direta, 2011

Referenciais Curriculares Nacionais dos Cursos de Bacharelado e

Licenciatura/Secretaria de Educação Superior. – Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Superior, 2010. 99 p.

Referências

Documentos relacionados

** O percentual de vagas destinadas aos candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI) será obtido por meio da somatória destas etnias no último censo demográfico

** O percentual de vagas destinadas aos candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI) será obtido por meio da somatória destas etnias no último censo demográfico

a) a jovem senhora nunca havia prestado a devida atenção ao seu interlocutor. c) a ida àquela casa tinha se tornado um ato mecanizado e sem grandes variações. d) a vida do

Quanto ao resultado de apenas dois casos registrados no setor de genética do Hospital no período de cinco anos, pôde-se constatar, com as entrevistas, que nesse período houve

01 TS JAMAAL RUMINAJA ALI ALI JAMAAL HERITAGE MEMORY BEY SHAH ACUITY SCOTTSFIELD ROYAL YLLAN EL JAMAAL WORLD SERIES POWER WORLD JQ NOBLE ILLUSION JP DON EL CHALL PERFECT CHALL HBV

As recomendações sobre derrames na água e em terra são baseadas no cenário mais provável para este material; no entanto, as condições geográficas, o vento, a temperatura e, no

Tem-se como objetivo geral refletir filosoficamente sobre o Ensino de Filosofia, tomando-o como problema filosófico de pesquisa. Para tanto, delineiam-se os

RESUMO: O presente artigo tem como objetivo analisar o fenômeno do controle social e os desafios para sua efetivação no contexto da democracia participativa expressa pela