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Dispositivos Médicos Sandra Morgado, Pharm.D., MSc

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(1)

Dispositivos Médicos

Universidade da Beira Interior Faculdade de Ciências da Saúde

Sandra Morgado, Pharm.D., MSc

[email protected]

(2)

 A

eficácia

e

segurança

dos

dispositivos

médicos

são fatores de

primordial importância para uma boa prestação de cuidados de

saúde, pelo que e tendo em consideração o número cada vez

maior de produtos utilizados, se tornou imperioso nos últimos

anos criar condições para garantir a qualidade destes produtos.

(3)
(4)

A entrada em vigor do

Decreto-Lei nº 273/95

, de 23 de

Outubro, e a sua posterior regulamentação pela

Portaria nº

136/96,

de 3 de Maio, vieram fixar as regras a que devem

obedecer o

fabrico

, a

comercialização

e a

entrada em

serviço

dos dispositivos médicos e respetivos acessórios,

pondo assim fim a um vazio legal, pela transposição para o

ordenamento jurídico interno da Diretiva nº 93/42/CEE do

Conselho, de 14 de Junho.

 O

objetivo

da legislação nacional é

“garantir a utilização

segura dos dispositivos médicos, garantir a conservação e

a melhoria do grau de proteção dos doentes”

(5)

 Os dispositivos médicos são

importantes instrumentos

de saúde

, utilizados por profissionais e por não

profissionais, que englobam um vasto conjunto de

produtos. São destinados a serem utilizados para fins

comuns aos dos medicamentos, tais como

prevenir

,

diagnosticar

ou

tratar

uma doença humana.

 Devem, no entanto,

atingir os seus fins através de

mecanismos cujo principal efeito no corpo humano não seja

alcançado pelos mesmos meios que estão associados aos

medicamentos

(farmacológicos,

imunológicos

ou

metabólicos), razão pela qual existe uma distinção entre

ambos.

 Em 2007, o

Infarmed

assumiu o papel de autoridade

reguladora nacional para todos os tipos de dispositivos

médicos, pela transferência das competências até então

atribuídas a outros organismos públicos.

(6)

Definição

 Dispositivo Médico

– Qualquer instrumento, aparelho,

equipamento, material ou artigo utilizado isoladamente ou

combinado, cujo principal efeito pretendido no corpo

humano não seja alcançado por meios farmacológicos,

imunológicos ou metabólicos, embora a sua função possa

ser apoiada por esses meios e seja destinado pelo

fabricante a ser utilizado em seres humanos para fins de

diagnóstico, prevenção, controlo, tratamento ou atenuação

de uma doença, de uma lesão ou de uma deficiência,

estudo, substituição ou alteração da anatomia ou de um

processo fisiológico e controlo da conceção.

(7)
(8)

Dispositivo Médico Ativo

– Qualquer dispositivo médico

cujo funcionamento depende de uma fonte de energia

elétrica ou outra, não gerada diretamente pelo corpo

humano ou pela gravidade.

 Dispositivo Médico Não Ativo

- Qualquer dispositivo

médico cujo funcionamento não depende de uma fonte de

energia elétrica ou outra, não gerada diretamente pelo

corpo humano ou pela gravidade.

(9)

Dispositivo Médico Ativo

(10)

O que são dispositivos médicos de uso único?

São dispositivos médicos destinados pelo seu fabricante a

serem utilizados uma única vez num único doente.

O que são Sistemas e Conjuntos de dispositivos médicos

para intervenção?

Sistemas e conjuntos, para determinados procedimentos

médicos, são vários dispositivos médicos embalados e

dispensados conjuntamente como uma unidade de

produção, sendo colocados no mercado sob uma única

denominação comercial.

(11)

Como é que a legislação define fabricante?

É a pessoa singular ou coletiva responsável pela conceção, fabrico, acondicionamento e rotulagem, que coloque os dispositivos no

mercado sob o seu próprio nome independentemente de essas

operações serem efetuadas por essa pessoa ou por terceiros por sua conta.

(12)

Quem é o mandatário?

Quando o fabricante de um dispositivo médico está sediado

fora do Espaço Económico Europeu (EEE) é necessário

fazer-se representar por um Mandatário que esteja sediado

na Comunidade. O mandatário assume as

responsabilidades legais do fabricante perante as

autoridades e as instâncias competentes na Comunidade.

(13)

Classificação dos Dispositivos Médicos

São classificados em função do grau de risco que a sua utilização

envolve, tendo em conta a vulnerabilidade do corpo humano, bem como os potenciais riscos decorrentes da sua conceção, técnica e do seu

fabrico, de acordo com os seguintes parâmetros:

1- Duração do contacto com o corpo humano (Temporário, curto prazo e longo prazo)

2- Invasibilidade do corpo humano (Invasivo, não invasivo)

3- Anatomia afetada pela utilização (Cérebro, coração, membros inferiores, etc )

(14)

Classificação dos Dispositivos Médicos

Da aplicação dos critérios referidos resulta a distribuição

dos dispositivos pelas classes abaixo descritas, em função

do risco potencial inerente ao tipo de dispositivo envolvido

e segundo a

Diretiva n.º 93/42/CEE

:

(1) Classe I /Classe I estéril / Classe I com função de

medição / Classe I estéril e com função de medição;

(2) Classe IIa;

(3) Classe IIb;

(4) Classe III;

(15)

 Dispositivos Médicos da Classe I

- Dispositivos destinados à recolha de fluídos corporais, como por

exemplo:

- sacos coletores de urina - sacos para ostomia

- fraldas e pensos para incontinência

- Dispositivos destinados à imobilização de partes do corpo e/ou aplicar

força ou compressão, como por exemplo: - colares cervicais

- meias de compressão

(16)

 Dispositivos Médicos da Classe I (cont.)

- Dispositivos utilizados para suporte externo do paciente:

- auxiliares de marcha, cadeiras de rodas - canadianas, muletas

- camas de hospital

- Dispositivos não invasivos:

- Estetoscópio, - Pensos oculares,

- Óculos corretivos, armações

- Dispositivos destinados a conteúdos temporários ou com função de armazenamento:

- Seringas sem agulha

- Taças e colheres especificamente destinadas à administração de medicamentos

(17)

 Dispositivos Médicos da Classe I (cont.)

- Dispositivos invasivos de orifícios do corpo de utilização temporária,

como por exemplo:

- espelhos de mão usados em medicina dentária como auxiliar de diagnóstico

- luvas de exame - irrigadores

- Dispositivos invasivos utilizados na cavidade oral até à faringe, no

canal auditivo até ao tímpano ou na cavidade nasal, como por exemplo: - material de penso para hemorragias nasais

- dentaduras removíveis

(18)

 Dispositivos Médicos da Classe I (cont.)

- Dispositivos não invasivos que contactam com a pele lesada e que

são utilizados como barreira mecânica, para compressão ou absorção de exsudados, como por exemplo:

- algodão hidrófilo - ligaduras

(19)

 Dispositivos Médicos da Classe IIa

- Dispositivos que se destinam a controlar o micro ambiente de uma

ferida:

- compressas de gaze hidrófila esterilizadas ou não esterilizadas - pensos de gaze não impregnados com medicamentos

- adesivos oclusivos para uso tópico

- Dispositivos invasivos de orifícios do corpo, para utilização a curto prazo:

- lentes de contacto com fins corretivos - cateteres urinários

(20)

 Dispositivos Médicos da Classe IIa (cont.)

- Dispositivos ativos com função de medição, como por exemplo:

- termómetro c/ pilha ou outra fonte de energia associada - medidores de tensão com fonte de energia associada

- Dispositivos invasivos de orifícios do corpo, que se destinam a ser ligados a um dispositivo médico ativo:

- permutadores de calor e humidade

- irrigadores nasais equipados com motor

- Dispositivos invasivos de carácter cirúrgico, destinados a utilização temporária:

- agulhas das seringas - lancetas

(21)

 Dispositivos Médicos da Classe IIa (cont.)

- Dispositivos ativos:

(22)

 Dispositivos Médicos da Classe IIb

- Dispositivos que se destinam a ser utilizados principalmente em

feridas que tenham fissurado a derme de forma substancial e extensa e onde o processo de cicatrização só se consegue por intervenção

secundária, como por exemplo:

- material de penso para feridas ulceradas extensas e crónicas. - material de penso para queimaduras graves que atingem a derme e cobrem uma área extensa.

- material de penso para feridas de decúbito graves

- Dispositivos que se destinam à administração de medicamentos: - canetas de insulina

(23)

 Dispositivos Médicos da Classe IIb (cont.)

- Dispositivos utilizados na contraceção e/ou prevenção de doenças sexualmente transmissíveis:

- preservativos masculinos - diafragmas

- Dispositivos destinados especificamente a serem utilizados na desinfeção, limpeza, lavagem ou hidratação da lentes de contacto: - Soluções de conforto para portadores de lentes de contacto

(24)

 Dispositivos Médicos da Classe III

- Dispositivos que incorporam uma substância medicamentosa e que constituem um único produto não reutilizável e em que a ação da

substância é acessória à do dispositivo, como por exemplo: - preservativos com espermicida

- pensos com medicamentos

- Dispositivos utilizados na contraceção implantáveis ou invasivos de utilização a longo prazo:

(25)
(26)
(27)
(28)
(29)
(30)
(31)
(32)
(33)
(34)
(35)
(36)
(37)
(38)

Como se definem dispositivos médicos para diagnóstico in vitro

(DIV)?

De acordo com o Decreto-Lei n.º 189/2000, de 12 de Agosto, que transpõe a Diretiva 98/79/CE, DIV é:

 qualquer dispositivo médico de diagnóstico in vitro que consista num

reagente, produto reagente, calibrador, material de controlo, conjunto, instrumento, aparelho, equipamento ou sistema utilizado isolada ou conjuntamente, destinado pelo fabricante a ser utilizado, in vitro, na análise de amostras provenientes do corpo humano com o objetivo de obter dados relativos ao estado fisiológico ou patológico, anomalias congénitas, determinação da segurança e compatibilidade com

potenciais recetores ou monitorização de medidas terapêuticas;

recipiente(s) especificamente destinados pelo fabricante a conter ou

preservar as amostras provenientes do corpo humano destinadas a um estudo de diagnóstico in vitro.

(39)

 Dispositivos Médicos para Diagnóstico In Vitro

- Dispositivos destinados a serem utilizados pelo leigo

(para auto-diagnóstico), como por exemplo:

- teste de gravidez

- equipamento para medição de glicémia

- reagente tiras-teste para determinação da glicémia,

glicosúria e cetonúria

- Recipientes para colheita de amostras, esterilizados e não

esterilizados:

- frasco para colheita de urina asséptica.

(40)

Aquisição e utilização de Dispositivos Médicos

 Quem utiliza dispositivos médicos deve preocupar-se em

adquirir e utilizar dispositivos que apresentem a marcação CE

,

como prova da sua conformidade com os requisitos essenciais.

 Deve verificar se a rotulagem e o folheto informativo se

encontra

redigido na língua Portuguesa

e se o dispositivo, sua

finalidade e o seu fabricante estão devidamente identificados.

 Deverá assegurar que

utiliza o dispositivo para o fim previsto

e

de acordo com as instruções de utilização

.

 O

utilizador

tem igualmente um papel essencial na

supervisão

do mercado

participando todas as situações anómalas

detetadas com estes dispositivos junto das autoridades

competentes que, no caso dos dispositivos médicos e em

Portugal, é o

Infarmed

.

(41)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos  Marcação CE (Comunidade Europeia)

Indicação obrigatória para todos os dispositivos, exceto os que são feitos por medida ou os destinados à investigação clínica, que estejam conformes com os requisitos essenciais impostos pela legislação e sem a qual os dispositivos não podem ser colocados no mercado e entrar em serviço. Deve ser visível, legível e indelével. Deve ser aposta no dispositivo ou na sua embalagem esterilizada, bem como nas instruções de utilização e, se necessário, na embalagem comercial.

(42)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos

Dispositivo feito por medida

- Qualquer dispositivo

fabricado especificamente de acordo com a prescrição de

um médico, com indicação de características de conceção

específicas e que se destine a ser utilizado num doente

específico.

Dispositivo para investigação clínica

– Qualquer dispositivo

médico destinado a ser colocado à disposição de um

médico, com vista a ser submetido a investigação num meio

clínico humano adequado.

(43)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos  Marcação CE (Comunidade Europeia)

O que significa a marcação CE nos dispositivos médicos?

A marcação CE é um pré-requisito para colocar no mercado e permitir a livre circulação dos dispositivos médicos, constituindo uma garantia de que estes produtos estão conformes com os requisitos essenciais que lhes são aplicáveis, exceto nos feitos por medida ou nos destinados a investigação clínica.

Quais as características de um dispositivo médico com marcação CE?

O dispositivo deve ser apropriado à sua finalidade, seguro e alcançar as características e o desempenho indicados pelo fabricante.

(44)
(45)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos  Marcação CE (Comunidade Europeia)

Qual o significado do código numérico que se segue à marcação CE?

Os dispositivos de classe I estéreis ou com funções de medição e das classes IIa, IIb e III e os dispositivos médicos implantáveis ativos necessitam da intervenção de uma terceira entidade, o Organismo Notificado, que garanta a avaliação da sua conformidade de acordo com os requisitos essenciais que lhes são aplicáveis. Nestes casos, os dispositivos apresentam, para além da marcação CE, um código constituído por quatro dígitos, o qual corresponde e identifica o Organismo Notificado escolhido pelo fabricante para efetuar esta avaliação.

(46)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos  Marcação CE (Comunidade Europeia)

O que é o Organismo Notificado?

O Organismo Notificado é um organismo de avaliação nomeado pela Autoridade de nomeação nacional, sendo reconhecido pela Comissão Europeia, que lhe atribui um código de identificação de quatro

algarismos. Este código aparece associado à marcação CE nos produtos que por ele foram avaliados.

(47)
(48)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos

 Acondicionamento

Os dispositivos estéreis devem ser acondicionados em

embalagens

descartáveis

. A embalagem para dispositivos

não estéreis deve preservar o

grau de assepsia previsto

e,

quando se destinam a ser esterilizados antes da utilização,

deve minimizar o risco de contaminação microbiana e

adequar-se ao método de esterilização indicado pelo

fabricante. A embalagem deve permitir distinguir produtos

idênticos ou análogos vendidos sob a forma esterilizada e

não esterilizada.

(49)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos  Rótulo e folheto de instruções

Todos os dispositivos devem apresentar rotulagem e folheto de instruções. Todo e qualquer dispositivo deve ser acompanhado das informações necessárias para a sua utilização em completa segurança e para a identificação do fabricante, informações essas que devem constar da rotulagem e folheto de instruções, podendo também , se adequado, aparecer no próprio dispositivo e/ou na embalagem individual, ou ainda, na embalagem comercial. As informações devem ser redigidas em língua portuguesa, podendo incluir outras línguas, de forma legível e indelével ou, sempre que adequado, ser apresentadas sob a forma de símbolos, que, tal como as respetivas cores de identificação, devem estar em conformidade com as normas harmonizadas.

(50)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos  Rótulo e folheto de instruções

- Folheto informativo obrigatório só nos dispositivos da

classe IIb e III.

- Informações podem ser apresentadas sob a forma de

símbolos harmonizados

.

- Se usados outros símbolos, o seu significado deverá

(51)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos  Símbolos e Inscrições obrigatórias (EN 980:1995)

Não reutilizar / Uso único / Usar uma só vez

Usar até

Código de Lote / Número de Lote

(52)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos  Símbolos e Inscrições obrigatórias (EN 980:1995)

Atenção, ver instruções de utilização / Atenção, consultar literatura inclusa

Número de série

Número de catálogo / Número de referência / Número de reordenação

(53)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos  Símbolos e Inscrições obrigatórias (EN 980:1995)

Estéril

Estéril pela radiação

Estéril pelo vapor ou calor seco

(54)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos  Outros símbolos e inscrições

Limite de Temperatura

Manter afastado do calor

Manter em local seco

Graus Celsius

(55)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos  Armazenamento

A variedade de dispositivos médicos implica que na sua armazenagem

se tenham em consideração fatores de:

- Organização e Gestão (tipo de rotação, critérios de dispensa, rastreio

de lotes, prazos de validade)

- Higiene e Segurança (sistemas anti-incêndio, sistemas anti-intrusão,

sistemas de controlo de insetos)

- Monitorização ambiental (monitorização da temperatura, da humidade

(56)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos

Quem supervisiona os dispositivos médicos colocados no mercado? A Autoridade Competente nacional atua em nome do seu governo

assegurando que as diretivas comunitárias são implementadas no seu país.

Neste contexto, o INFARMED, Autoridade Competente nacional para a área dos Dispositivos Médicos, deverá assegurar que estes satisfazem os requisitos legais, não comprometendo a saúde e segurança dos

doentes, dos utilizadores e de terceiros conforme estabelecido nas Diretivas Europeias relativas a estes produtos.

(57)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos

Vigilância de Dispositivos Médicos

Qual a importância do Sistema Nacional de Vigilância?

O Sistema Nacional de Vigilância de Dispositivos Médicos

revela-se uma importante fonte de deteção, recolha e partilha de

informação relacionada com potenciais problemas. Esta ação de

vigilância e monitorização, não tem inerente uma perspetiva

culpabilizadora de qualquer um dos intervenientes neste

processo.

Esta atividade assenta sobretudo numa atitude assertiva na

análise dos potenciais problemas e visa a obtenção de vantagens

para o paciente e utilizador ao nível da segurança do uso de

dispositivos médicos.

(58)

Quais os objetivos do Sistema Nacional de Vigilância de Dispositivos

Médicos?

a) Minimizar os riscos decorrentes da utilização de dispositivos médicos;

b) Assegurar a implementação das medidas preventivas ou corretivas necessárias e adequadas à resolução e prevenção de incidentes sempre que esteja em causa a segurança dos doentes, dos utilizadores ou de terceiros, ou quando o acontecimento adverso se possa repetir pelas mesmas causas;

c) Sensibilizar os profissionais de saúde de modo a incentivá-los a notificar os incidentes decorrentes da utilização dos dispositivos médicos;

(59)

Quais os objetivos do Sistema Nacional de Vigilância de Dispositivos

Médicos? (cont.)

d) Supervisionar a atuação dos fabricantes, dos seus mandatários e distribuidores de dispositivos médicos;

e) Reunir e analisar criticamente a informação referente à experiência acumulada com dispositivos médicos da mesma categoria;

f) Permitir a partilha de informação, no âmbito da segurança, entre a autoridade competente e as autoridades competentes dos outros

Estados-membros, organismos notificados, fabricantes, mandatários, distribuidores de dispositivos médicos, profissionais de saúde e demais utilizadores.

(60)

Quais os objetivos do Sistema Nacional de Vigilância de Dispositivos

Médicos? (cont.) Resumindo:

Este sistema de vigilância tem como finalidade minimizar os

riscos da utilização de dispositivos médicos e assegurar a

implementação de medidas preventivas e corretivas. Por

outro lado, são objetivos desta vigilância incentivar a

notificação de incidentes com dispositivos médicos e

reunir, tratar e partilhar a informação daí resultante.

(61)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos

Vigilância de Dispositivos Médicos

Porquê monitorizar?

A utilização em larga escala de um dispositivo médico

permite identificar (ou confirmar) potenciais falhas de

qualidade, desempenho e segurança, determinar se há

quaisquer riscos inerentes à sua utilização ou se existem

erros associados que importa corrigir.

(62)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos

Vigilância de Dispositivos Médicos

Quem são os intervenientes?

No sistema de vigilância de dispositivos médicos devem

estar envolvidos as autoridades competentes (em Portugal,

o Infarmed), os utilizadores (profissionais de saúde ou não)

e os fabricantes e distribuidores deste tipo de produtos.

(63)
(64)

Vigilância de Dispositivos Médicos NOTIFICAÇÃO

Estas situações podem surgir na sequência de uma falha

técnica, disfunção de um dispositivo médico ou imprecisão,

insuficiência de informação contida na sua rotulagem ou

instruções de utilização.

Outras situações referentes a não conformidades e que não

sejam abrangidas pelo sistema de vigilância deverão ser

também notificadas ao Infarmed para que possam ser

acompanhadas e reposta a conformidade.

(65)

O que notificar ? Cumprir os 3 critérios básicos

 Ocorreu um incidente

 Suspeita de que o incidente está relacionado com o

Dispositivo Médico

 Consequências do incidente

– fatal

– deterioração grave do estado de saúde

• ameaça a vida ou incapacidade permanente;

• necessidade de hospitalização, ou seu prolongamento,

ou intervenção médica ou cirúrgica para prevenir o

anteriormente referido;

• sofrimento ou morte fetal, anomalia congénita ou

má-formação à nascença;

• dano indireto, na sequência de um diagnóstico incorreto,

(66)

Quem deve notificar os incidentes?

Os fabricantes devem notificar todos os incidentes à autoridade

competente nacional do território onde o incidente ocorre, pelo

que obrigatoriamente terão que comunicar ao Infarmed todos os

incidentes ocorridos em Portugal.

Os distribuidores devem garantir que todos os incidentes que

ocorrem em Portugal, e dos quais têm conhecimento, são

notificados ao Infarmed.

Os utilizadores (quer sejam os profissionais de saúde, os

próprios doentes ou uma terceira pessoa que acompanhe o

doente, dada a sua incapacidade) podem notificar voluntária e

diretamente o Infarmed.

(67)

Vigilância de Dispositivos Médicos

Exemplos de Notificações

• Sistema de glicemia que utilizado de acordo com as

instruções fornecem valores de glicemia incorretos,

podendo originar uma situação de hipoglicémia.

• Solução para portador de lentes de contacto, utilizada de

acordo

com

as

instruções

de

utilização,

provoca

queimadura ocular.

• Situações alérgicas graves decorrentes da utilização de

dispositivos médicos.

• Encontram-se partículas de vidro no frasco de uma lente

de contacto.

(68)

Vigilância de Dispositivos Médicos

Exemplos de Notificações (cont.)

• Um paciente morre depois do uso de um desfibrilhador e o

qual aparenta ter um problema de funcionamento.

• Uma bomba de infusão pára devido a mau funcionamento

e não desencadeia o sinal de alarme.

• O fabricante fornece dados insuficientes quanto à limpeza

de material cirúrgico reutilizável usado na cirurgia do

cérebro.

(69)

Vigilância de Dispositivos Médicos

Consequências das Notificações

Da análise de uma notificação de um incidente com um

dispositivo médico podem resultar diferentes medidas,

entre elas:

• Recolha ou modificação, incluindo alterações à rotulagem

e/ou folheto informativo;

• Troca ou destruição;

• Informação do fabricante ao utilizador sobre possíveis

alterações das condições de uso e manuseamento.

(70)
(71)
(72)
(73)(74)
(75)

Quais os prazos a respeitar para a notificação de um

incidente ao Infarmed?

O relatório inicial deve ser submetido no prazo de:

a) 2 dias, nas situações que envolvam

uma ameaça grave

para a

saúde pública;

b) 10 dias, nas situações que envolvam

morte ou risco elevado

para a saúde;

c) 30 dias, nos restantes casos.

O relatório final deve ser apresentado assim que a investigação

seja considerada concluída, estabelecendo-se como limite o prazo

de 10 dias após a conclusão.

(76)

O que é uma ameaça grave para a saúde pública?

É qualquer ocorrência que resulte num risco iminente de

mortes múltiplas num curto intervalo de tempo, deterioração

grave do estado de saúde ou doença grave, que requer uma

ação imediata, uma vez que existe um potencial risco para a

saúde pública. Exemplos: possibilidade de transmissão de

doenças como infeção por HIV ou Creutzfelt-Jacob.

(77)

Quais as obrigações do fabricante perante a notificação de

um incidente?

Quando o fabricante recebe informação sobre a ocorrência de

um incidente, que poderá estar relacionado com um

dispositivo médico, deverá investigar a situação para

averiguar as causas e a necessidade da implementação de

uma

ação corretiva

de segurança, de modo a minimizar o

risco associado à utilização dos dispositivos médicos.

Neste sentido, o fabricante terá de:

- Enviar ao Infarmed um relatório inicial no prazo legal

previsto, com a informação adequada, e com a informação

sobre as medidas a adotar de imediato nos casos urgentes.

(78)

O que é uma ação corretiva de segurança?

É a

ação desenvolvida pelo fabricante

, para reduzir o risco de

morte ou deterioração grave do estado de saúde, decorrente

da utilização de um dispositivo médico, que se encontra

colocado no mercado, a qual pode consistir na devolução,

modificação, troca ou destruição de dispositivos médicos ou

em informação sobre a utilização de dispositivos médicos e

deve ser comunicada através de um aviso de segurança.

(79)

Requisitos Legais Gerais dos Dispositivos Médicos Recolha e eliminação

No despacho 242/96, de 13 de Agosto, os resíduos são

divididos e classificados, segundo o grau de risco que

representam.

Cada classe deverá sofrer um tratamento diferenciado e

adequado ao respetivo perigo inerente.

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